Voltar    
  A RELAÇÃO ENTRE A INSERÇÃO NA CULTURA ESCRITA E O CAPITAL SOCIAL: UM ESTUDO DE CASO

Juliana Braga Viega¹ (UFMG)
Antônio Augusto Gomes Batista ² (Ceale/UFMG)

1-Introdução

O presente estudo busca compreender as relações que podem ser estabelecidas entre a inserção na cultura escrita e os usos do capital social, analisando, para tanto, o caso de um indivíduo dos meios populares nascido em uma cidade no interior de Minas Gerais, nas primeiras décadas do séc. XX. É importante mencionar que esta investigação integra uma pesquisa mais ampla intitulada “Entrando na cultura escrita: percursos individuais, familiares e sociais nos séculos XIX e XX” que, por meio de diferentes estudos de caso, procura reunir elementos para a construção de uma história da cultura escrita no Brasil, no século XIX e nas primeiras décadas do século XX.

Em uma sociedade que se torna, ao longo do período estudado, cada vez mais grafocêntrica, ou seja, em que a escrita passa a ocupar um lugar central, culturas relacionadas à oralidade são relegadas à margem do contexto sócio-cultural vigente. Assim, conforme Nespoli e Baião (2004), é conferido à escrita um valor social hegemônico em relação às demais culturas. Desta forma, “não podemos dissociar, na nossa sociedade letrada, a aquisição ou não da escrita a formas de exclusão social”. (NESPOLI e BAIÃO, 2004:2)

Por estas razões, pretendemos investigar melhor as relações que podem ser estabelecidas entre a inserção no universo da cultura escrita e os usos do capital social, sendo este referente às relações sociais estabelecidas por um indivíduo que podem lhe conferir alguns privilégios. Para tanto, como já foi mencionado anteriormente, estudaremos o caso de um determinado indivíduo, que de fato dominou a escrita e que parece ter estabelecido sólidas relações sociais, tendo participado de importantes instituições sociais nos locais onde residiu.

É relevante mencionar também que, ainda há poucos estudos que se propuseram a inquirir de que forma a inserção na cultura escrita vincula-se aos usos do capital social, no campo da História. Este é mais um motivo que confere importância ao presente trabalho.

2-O objeto e objetivos


__________________________________________________________
¹ Bolsista de Iniciação Científica (PIBIC/ CNPq), do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
² Professor e Pesquisador da Faculdade de Educação (FAE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do CNPq.

Dois conceitos serão de suma relevância para a construção deste trabalho. O primeiro é o conceito de cultura escrita, que nos remete ao de oralidade, e o segundo é o de capital social. A seguir faremos uma breve explanação a respeito de ambos.

2.1-Cultura escrita e oralidade: um campo de estudos fértil.

As investigações acerca de culturas orais e escritas iniciaram-se, sistematicamente, por volta da década de 1960.
Eric Havelock (1995) aponta para quatro obras, publicadas entre os anos 1962 e 1963, que foram essenciais para constituição desse campo de pesquisa. São elas: “The Gutenberg Galaxy”, de McLuhan, em 1962, no Canadá; “La pensée sauvage”, de Lévi Strauss, também em 1962, na França; o artigo “The Consequences of Literacy”, publicado em 1963 por Jack Goody e Ian Watt, na Inglaterra; e “Preface To Plato”, obra de Eric Havelock, publicada em 1963, nos Estados Unidos. Todos estes trabalhos destacavam a oralidade.

No decorrer da década de 60 e dos anos 70, outros estudos, feitos em áreas diversas do conhecimento, sobre as relações entre culturas orais e escritas foram realizados, conforme afirma Ong (1982). Este autor menciona que a principal característica de tais estudos era a realização de oposições entre oralidade e escrita. Fato que desperta o interesse pela escrita e pelo texto impresso, em especial, o livro.

Essa dicotomização entre cultura oral e cultura escrita, bem como a afirmação da inferioridade da primeira em relação à segunda, está presente nas obras de grandes autores como o próprio Walter Ong.

Ong (1982) menciona que a principal característica do pensamento oral é a redundância, fato que o torna pouco original. Ainda em relação ao pensamento oral, este autor afirma que ele é essencialmente conservativo e tradicionalista, pois o conhecimento é transmitido por membros das gerações mais antigas às gerações mais novas, que realizam grande esforço para assimilá-lo. A principal conseqüência deste fato é a inibição da experimentação intelectual, afinal não são criados novos elementos, há apenas a transmissão de costumes arraigados, conforme Ong (1982). Este autor ressalta também que o pensamento oral é mais situacional e concreto do que abstrato.

Já em relação à escrita, Ong (1982) afirma que esta promove a separação entre o conhecedor e o conhecido, o que lhe confere objetividade. A escrita, na perspectiva de Ong (1986), separa também o passado do presente, o conhecimento acadêmico da sabedoria popular. O autor, ainda, ressalta que a escrita afasta a palavra do contexto existencial, separa o emissor do receptor.

Havelock (1988) menciona, em relação à cultura escrita que, o grande marco foi a invenção do alfabeto grego. O autor afirma, também, que a história nasceu a partir daquela invenção. E mais: que o alfabeto grego afetou profundamente a estrutura da linguagem e do pensamento, ao substituir o concreto pelo abstrato.
Muitas críticas foram realizadas a autores como Walter Ong e Eric Havelock que, em seus estudos dicotomizaram cultura oral e cultura escrita, colocando esta última em posição de superioridade em relação á primeira.

Atualmente, os trabalhos neste campo de investigações buscam compreender as condições sociais, históricas e técnicas em torno das quais, para diferentes casos históricos, construiu-se uma determinada cultura escrita e um conjunto determinado de impactos políticos, sociais, culturais. O objetivo agora é entender não a cultura da escrita em oposição à oralidade, mas culturas da escrita. Para tanto, foram constituídas duas linhas principais de investigação. A primeira delas incorpora os estudos, em uma perspectiva macrosocial, ou seja, objetiva compreender como sociedades se inseriram no mundo da escrita e procura responder como e sob que condições ocorreu o processo de alfabetização em tais sociedades, bem como o tipo de cultura da escrita que se construiu nesse processo. Graff (1987) e Furet e Ozouf (1977) são autores que realizaram trabalhos nesta linha.

Por outro lado, a segunda linha, através de estudos monográficos, realiza uma abordagem sobre as práticas de leitura e escrita, de modos de inserção individuais em culturas escritas e da maneira como essas culturas adquirem uma identidade singular, seja em razão das finalidades e dos usos que nela se fazem da escrita, seja em razão do modo pelo qual nela se relacionam o impresso e o manuscrito, assim como a oralidade. Essas investigações, portanto, voltam-se para a diluição das dicotomias dos primeiros estudos sobre a cultura da escrita, buscando compreender, por exemplo, como comunidades de intérpretes são criadas por meio da oralidade ou, ainda como e por meio de que práticas um “scribal culture” sobrevive apesar de uma ampla difusão do impresso. Como exemplo de autor que já trabalha nesta linha, podemos citar Jean Hérbrard (1996), que investigou as relações que um indivíduo do século XIX estabeleceu com o escrito.

2.2- O conceito de capital social

Pierre Bourdieu (1998) afirma que o conceito de capital social aparece como o único recurso através do qual é possível compreender diversos efeitos sociais que, embora sejam nitidamente apreendidos na escala singular dos indivíduos, não podem ser restringidos às particularidades de um agente determinado.

“Tais efeitos, em que a sociologia espontânea reconhece de bom grado a ação das “relações”, são particularmente visíveis em todos os casos em que diferentes indivíduos obtêm um rendimento muito desigual de um capital (econômico ou cultural) mais ou menos equivalente, segundo o grau em que eles podem mobilizar, por procuração, o capital de um grupo (família, antigos alunos de escolas de “elite”, clube seleto, nobreza, etc.) mais ou menos constituído como tal e mais ou menos provido de capital”. (BOURDIEU, 1998:67)

Bourdieu (1998) define capital social como sendo um agrupamento de recursos atuais ou potenciais que se apresentam intimamente relacionados à posse de uma teia consistente e durável de relações parcialmente institucionalizadas em que os pares se conhecem e se reconhecem, ou seja, o capital social representa um conjunto de recursos atuais ou potenciais que estão vinculados ao pertencimento a um grupo, formado por indivíduos que possuem propriedades comuns e, também, são unidos por permanentes, sólidas e úteis ligações. É importante mencionar que Bourdieu (1998) alerta para o fato de que tais ligações não se restringem à proximidade no espaço físico ou sócio-econômico, pois são fundamentadas em trocas de caráter tanto material quanto simbólico cujo estabelecimento e duração supõem que tal proximidade seja reconhecida. Sendo assim, o volume de capital social que um indivíduo possui depende necessariamente do tamanho de sua rede de relacionamentos sociais que pode ser realmente acionada e do volume de capital econômico, cultural ou simbólico que possuem aqueles que integram tal rede. Desta forma, não se pode dissociar o capital social dos demais capitais já citados, embora não se possa reduzir o primeiro aos últimos.

Bourdieu (1998) afirma que as vantagens proporcionadas pelo pertencimento a um determinado grupo fundamentam a solidariedade que as torna possível. Contudo, isto não quer dizer que tais vantagens sejam, conscientemente, objetivadas pelos membros do grupo.

É importante mencionar que uma rede de relações é construída e mantida de forma a produzir e reproduzir relações duradouras e vantajosas, apropriadas para oferecer lucros materiais ou simbólicos. Neste sentido, a troca, seja de palavras, presentes ou alguma outra coisa, entre os membros do grupo assume papel importante. Através destas trocas cada membro consegue seu reconhecimento e se torna, cada vez mais, parte do grupo. Assim, como ressalta Bourdieu (1998), são determinados critérios de inserção de novos membros no grupo, para que aqueles que entrarem não modifiquem o sistema de trocas que já está estabelecido pelo grupo. Desta forma, para beneficiar as trocas consideradas legítimas pelo grupo, são criadas ocasiões, lugares e práticas que reúnem indivíduos com características semelhantes, valorizadas pelo grupo. Este fato torna o capital social tributário.

Na medida em que não há instituições que concedam a um único indivíduo o poder de concentrar todo o prestígio e influência que o grupo é capaz de exercer, os indivíduos devem gozar do capital social coletivo, representado pelo nome da família ou da linhagem, por exemplo.

É importante mencionar que é necessário que os indivíduos honrem, através de suas atitudes, o grupo ao qual pertencem, conforme ressalta Bourdieu (1998). Contudo, o capital social é distribuído de forma assimétrica no interior do grupo. Este fato pode ocasionar certa concentração de poder nas mãos de um determinado indivíduo, que o exercerá sobre os demais.

Diante de tudo o que foi exposto, pretendemos compreender e analisar que relações podem ser estabelecidas entre a inserção no universo da cultura escrita e os usos do capital social. Este objetivo mais geral se desdobra em outras questões:

• Como o sujeito investigado utilizava seu capital social para se inserir no universo da escrita?
• Em quais contextos sócio-culturais e históricos o sujeito investigado viveu?
• Qual era a importância da escrita em cada um deles?
• Que relevância possuíam as instituições sociais das quais participou o sujeito investigado?
• Que relevância possuíam as relações sociais de maior prestígio estabelecidas por ele?

3- Diretrizes metodológicas

O presente trabalho tem por objetivo, como já foi mencionado, compreender a relação entre a inserção no universo da escrita e os usos do capital social, a partir da análise da trajetória de um indivíduo dos meios populares, nascido no início do século XX. A pesquisa detém-se, portanto, em uma observação microscópica que, conforme afirma Levi (1992), possibilita a revelação de fatores previamente não observados.

Ainda em relação à relevância da observação microscópica, REVEL afirma:

“Fenômeno maciços, que estamos habituados a pensar em termos globais, como o crescimento do Estado, a formação da sociedade industrial, podem ser lidos em termos completamente diferentes se tentamos apreendê-los por intermédio das estratégias individuais, das trajetórias biográficas, individuais ou familiares, dos homens que foram postos diante deles. Eles não se tornaram por isso menos importantes. Mas, construídos de maneira diferente” (1998:13).

Em relação à coleta e análise dos dados pode-se afirmar que estes serão coletados de duas formas: primeiro, por meio da análise de documentos e outros materiais que pertenciam ao sujeito investigado; segundo, através de entrevistas com familiares e com pessoas que foram próximas àquele indivíduo. Além disso, o sujeito investigado concedeu uma entrevista, antes de falecer, para o coordenador da pesquisa. Ainda em relação às entrevistas, é importante mencionar que, as que ainda serão realizadas, poderão ser gravadas e em seguida transcritas.

A partir da obtenção de dados por meio de entrevistas e da análise minuciosa dos documentos será possível fazer a triangulação destes dados, com o objetivo de relacioná-los e construir uma rede de fatores que podem explicar de que forma o sujeito investigado utilizava seu capital social.

À medida que os dados forem coletados, serão estabelecidos procedimentos de análise que permitirão a organização daqueles, de forma a alcançar os objetivos que norteiam este trabalho.

Já foi realizada uma coleta de dados exploratória através da análise e descrição de vários documentos que pertenciam ao sujeito inquirido neste trabalho, inclusive, a partir de tais dados já foi possível construir um perfil do sujeito e obter alguns resultados que serão mencionados a seguir.

O indivíduo inquirido neste trabalho nasceu no ano de 1903, em Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto, em uma família das camadas populares. O pai do indivíduo investigado era o sétimo filho de uma família de quatorze irmãos. Ainda sobre o pai, constatou-se que este dominou apenas rudimentos da escrita e exerceu diferentes ocupações numa região do estado de Minas em que os ingleses, desde meados do século XIX, estavam modificando com seus trens, suas estações e suas minas, primeiro de ouro, depois de manganês e minério de ferro. Pode-se afirmar, como explicita Batista (2004), que o primeiro trabalho exercido pelo pai do sujeito investigado nesta pesquisa foi na oficina de “correias, cintos, talas e cabrestos” de seu pai. Depois que se casou, foi trabalhar como muleiro em uma usina, em Miguel Burnier, voltada para extração e beneficiamento de manganês. Com a morte do avô do sujeito inquirido, o pai deste tentou sem sucesso retomar a oficina paterna, em Cachoeira do Campo. Após este fato, voltou para Miguel Burnier, onde passou a explorar, juntamente com o sujeito pesquisado, que era seu filho mais velho, lavras empobrecidas e abandonadas pela usina na qual trabalhou.

O sujeito analisado, mesmo trabalhando com o pai, concluiu o primário no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, da Congregação Salesiana, em Cachoeira do Campo, com resultados excelentes. Contudo, aos doze anos teve que se afastar dos estudos para dedicar-se integralmente ao trabalho, visto que seu pai sofreu um acidente e ficou impossibilitado de realizar as atividades às quais se dedicava antes. Mesmo assim, o sujeito investigado neste trabalho, continuou sua formação em espaços não-escolares, como o escritório da usina onde trabalhou seu pai, tornando-se, portanto, um auto didata.

Durante sua vida, este indivíduo participou de importantes instituições nos locais onde morou, tendo sido, inclusive, sócio-fundador de várias.

Ele faleceu em 1994.

4- Alguns resultados

Como já foi mencionado, a partir de uma análise exploratória de documentos como, cartas, contratos, agendas, autobiografia, já podemos constatar alguns aspectos. Em primeiro lugar, o sujeito analisado participou de algumas instituições políticas como: Núcleo Distrital de Ouro Preto da Legião de Outubro; Partido Republicano, pelo qual elegeu-se vereador e, posteriormente, prefeito de sua cidade; ARENA (Aliança Renovadora Nacional); e,foi presidente do PDS, partido extinto para a formação do PRP (Partido Progressista Renovador). Constata-se, portanto, que o sujeito investigado nesta pesquisa teve intensa participação política durante sua vida.

Em segundo lugar, em relação à vida social do referido sujeito, constatamos que: foi músico de uma sociedade musical; foi secretário e vice-presidente de um clube social; compôs a bancada de uma corporação musical durante vários anos, tendo chegado a ser secretário e presidente da referida corporação; foi diretor de um clube desportivo durante muito tempo; foi secretário e tesoureiro de um hospital por dezoito anos; e, foi sócio-fundador de um clube social em sua cidade, do qual tornou-se secretário anos depois. Diante do exposto, percebe-se que o sujeito investigado participou ativamente de instituições de prestígio no local onde residiu.

O terceiro aspecto que constatamos a partir da análise exploratória feita refere-se às relações sociais estabelecidas, ao longo da vida, pelo indivíduo inquirido. Este se relacionou com pessoas de importância política, social e econômica como: prefeitos, deputados e empresários.

Todos estes aspectos nos indicam que o sujeito analisado neste trabalho participou intensamente dos cenários político e social de sua cidade, tendo estabelecido uma rede de relações prestigiosa.

5- Referências bibliográficas

BATISTA, Antônio Augusto Gomes. Entrando na cultura escrita: um caso improvável nas primeiras décadas do século XX. Projeto de pesquisa. Belo Horizonte: Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita, 2004.

BOURDIEU, Pierre. O capital social-notas provisórias. In: NOGUEIRA, Maria Alice e CATANI, Afrânio (org.). Escritos da educação. Petrópolis: Vozes, 1998.

FURET, François e OZOUF, Jacques. Lire et écrire: l’alphabétisation des français de Calvin à Jules Ferry. Paris: Minuit, 1977.

GRAFF, Harvey J. The legacies of literacy: continuities and contradictions in western cultures and society. Bloomington: Indiana University Press,1987.

HAVELOCK, Eric. A equação oralidade-cultura: uma fórmula para a mente moderna. In: OLSON, David R., TORRANCE, Nancy (org.). Cultura escrita e oralidade. São Paulo: Ática,1995. p.17-34.

HAVELOCK, Eric. The coming of literate communication to western culture. In: KINTGEN, E. R., KROLL, Barry M., ROSE, M. Perspectives on literacy. Carbondale and Edwardsville: Southern Illinois University Press,1988. p.127-134.

HÉBRARD, Jean. O autodidatismo exemplar. Como Valentin Jamerey-Duval aprendeu a ler? In: CHARTIER, Roger (org.). Práticas da leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 1996, p.35-74.

LEVI, Giovanni. Sobre a micro-história. In: BURKE, Peter. A escrita da história: novas perspectivas. São Paulo: UNESP, 1992, p.133-161.

NESPOLI, Ziléia Baptista e BAIÃO, Jonê Carla. As práticas sociais da leitura e da escrita numa sociedade grafocêntrica. Revista eletrônica Novo Enfoque, v.01, n.01, p. 1-11, jun. 2004.

ONG, Walter J. The orality of language. In: ONG, Walter J. Orality and literacy: the technologizing of the world. London: Methuen, 1982. p.5-15;31-77.

ONG, Walter J. Writing is a technology that restructures thought. In: BAUMANN, G. The written word: literacy in transition. Oxford: Clarendon Press,1986. p.23-50.

REVEL, Jacques. Jogos de escalas a experiência da microanalise. Rio de Janeiro: FGV, 1998.

 
Voltar