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  AS IMPLICAÇÕES DO ATO DA LEITURA NA VIDA DE UM ACADÊMICO: PROBLEMAS NA FORMAÇÃO E OS VÁRIOS NÍVEIS DE LEITURA

Jefferson Gustavo dos Santos Campos
Wilmara Rocha Eleotério Lima
Cristina Herold Constantino

Há muito, vêm se discutindo a respeito do problema da aquisição do hábito e prática da leitura. Em virtude desta problemática, que é a principal influência negativa no desenvolvimento educacional e conforme as últimas publicações científicas e correntes teóricas específicas deste assunto, realizou-se esta pesquisa com a finalidade de corroborar para o esclarecimento deste tema. Esta contribuição deu-se por intermédio de um estudo de caso desenvolvido com os alunos do primeiro ano do curso de Serviço Social do CESUMAR, visando estabelecer parâmetros análogos entre os problemas na formação de leitores e as implicações desta na progressão gradual dos diversos níveis de leitura na vida de um acadêmico.

1 INTRODUÇÃO

A cada instante palavras e mais palavras surgem no mundo e, nesse ínterim, novos significados são atribuídos à já existentes. Assim, pensa-se: Como se inserir neste mundo amplo de signos lingüísticos ininterruptos, visto que em nosso cotidiano o relógio parece correr contra o tempo? Seríamos capazes de responder esta questão, entretanto, interpelamos: O conhecimento destas palavras e os seus respectivos significados não passam de um mero processo de decodificação?

Seguindo essa linha de raciocínio, observou-se o quanto a noção de leitura tem sido deturpada durante os tempos e também o quanto seu ato e hábito vem sendo praticado de maneira incorreta.

Partindo desta problemática, a de que as pessoas conceituam leitura de uma forma errônea, detectou-se a necessidade de se abordar este tema, tratando, minuciosamente, questões como: “leitura e suas implicações na vida de um indivíduo”. A presente pesquisa aplica-se aos acadêmicos do Cesumar - Centro Universitário de Maringá - especificamente, aos alunos do Curso de Serviço Social.

A escolha do tema deu-se a partir da inserção do Curso de Serviço Social no “Projeto ‘O Diário’ na Universidade” (no qual os presentes pesquisadores também estavam inseridos), onde se percebeu a não-participação efetiva de alguns acadêmicos em realizar a leitura do jornal “O Diário do Norte do Paraná”, distribuído na cidade de Maringá e região. A tarefa era desenvolver uma resenha crítica de matérias relativas ao seu curso. De fato, levantou-se a hipótese de que os acadêmicos encontraram dificuldades no decorrer do projeto, e que estas são resultado da má interpretação dos acadêmicos diante da leitura requisitada.

O presente artigo teve como principal objetivo ressaltar a importância da leitura na vida de um acadêmico, desde que esta seja constantemente realizada, tendo como parâmetro imprescindível o real conceito do que é leitura. Pretendeu-se também contribuir com o curso, apresentando nova proposta de estudo, que trará aos discentes um melhor aproveitamento no que tange à decodificação, compreensão, interpretação e retenção de textos escritos.

Apresentamos no decorrer do trabalho uma noção geral do que é leitura, partindo dos pressupostos de autores consagrados como Paulo Freire, Maria Helena Martins, Frank Smith, Jean Foucambert, entre outros. Analisamos os resultados obtidos a partir de uma pesquisa realizada com os acadêmicos do Curso de Serviço Social e discutimos os levantamentos, apresentando possíveis soluções para os problemas encontrados.

2 METODOLOGIA

Para realizar esta pesquisa, utilizamo-nos de um questionário de valor qualitativo e quantitativo, contendo dezoito (18) questões que abordavam os conhecimentos dos discentes a respeito de leitura, bem como a importância desta na vida de um acadêmico.

A escolha do Curso de Serviço Social deu-se a partir da necessidade dos discentes em servirem-se do reconhecimento cognitivo lingüístico e contextual (a leitura em si e a leitura de mundo) para inferirem em suas atividades como assistentes sociais ou afins. Em especial, dirigiu-se a pesquisa aos acadêmicos do primeiro ano do curso já citado, com a finalidade de descobrir quais os conhecimentos que estes traziam de sua formação escolar.

As questões abordaram os mais variados conhecimentos que os acadêmicos possuem sobre leitura. A resolução destas questões culminou em uma visão geral do que o “curso” subentende por leitura e a influência que a mesma exerce sobre suas vidas.

O questionário que segue foi aplicado no dia onze de novembro de dois mil e quatro, na aula da disciplina Oficina I (Comunicação e Expressão), ministrada pela mestre em sócio-lingüística, Cristina Herold Constantino.

Espera-se comprovar, a partir destas questões, qual a posição dos discentes diante das implicações da leitura.

Questionário para levantamento de dados:

1. Para você, o que é leitura?
2. Você se considera um leitor? Por quê?
3. Quando você percebe que leu o texto?
4. Explique o seguinte pensamento: “A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a leitura daquele.” (Paulo Freire, 2003)

5. Qual a aplicação dessa citação para sua vida acadêmica e profissional?
6. Você tem alguma metodologia para realizar o ato da leitura, isto é, como você costuma realizar sua leitura: grifando, anotando, sublinhado, etc.
7. Na sua opinião, a leitura está relacionada com a escrita?
( ) SIM ( ) NÃO Por quê?
8. Você costuma usar dicionário para realizar sua leitura?
( ) SIM ( ) NÃO Por quê?
9. Que tipo de leitura você faz no dia-a-dia?
( ) Revista? Qual?
( ) Romance? Qual?
( ) Jornal? Qual?
( ) Textos da área? Qual?
10. Liste os livros que leu ao longo deste ano (títulos) e faça um breve comentário sobre dois destes livros.
11. Faça breve comentário sobre o último texto informativo (jornal/revista) que leu, mencionando a data que leu e a fonte.
12. Qual a relação das informações obtidas a partir dos textos que leu com a sua realidade?
13. Qual sua opinião sobre textos literários? Faça um comentário sobre um dos que tenha gostado.
14. Sobre leitura de texto da área de Serviço Social, cite um tema e um texto que você tenha lido sobre esse tema, fazendo um resumo de 5 a 8 linhas.
15. Ainda relacionado ao texto que fora mencionado na questão anterior, qual relação das informações trazidas no texto com o Curso de Serviço Social?
16. Dos textos que leu ao longo deste ano, você pode detectar a relação entre estes textos, isto é, se em um dos textos havia menções contidas em outros textos?
17. Faça breve comentário crítico sobre um artigo que tenha sido trabalhado em sala de aula. Citar o nome.
18. Para que servem esses tipos de leitura (informativa, literária, técnica) para você como indivíduo, como acadêmico e como profissional?

Para a elaboração de um paradigma teórico, servimo-nos da literatura de psicolingüística, da qual retiramos a definição técnica do que é leitura (visto que, adiante, daremos conceitos mais subjetivos sobre o que é leitura): Leitura consiste em um processo de “decodificação (reconhecimento dos símbolos escritos que representam as idéias), compreensão (captação das informações existentes no texto) interpretação (julgamento crítico do leitor sobre o texto) e retenção (armazenamento das informações mais importantes na memória de longo prazo ‘repertório’. (CABRAL, 1986: 32). Outrossim, recorremos a literaturas que abordavam o tema “leitura”, como Martins (1998: 30), que afirma que leitura é um “processo de compreensão de expressões formais e simbólicas não importando por meio de que linguagem se refere tanto a algo escrito quanto a outros tipos de fazeres humanos”. Com isso, buscamos aprimorar nossa fundamentação teórica, visando não pecar em nosso processo de avaliação das respostas obtidas a partir do questionário aplicado.

Após a análise, foi possível detectar que, dos trinta e oito questionários aplicados, totalizando oitocentas e sessenta e quatro questões, apenas sessenta e uma não foram respondidas.

Em uma visão geral, observou-se que o maior problema estava na dificuldade dos acadêmicos em compreender o que estava solicitado no enunciado das questões. Mesmo levando em consideração o contexto de produção no qual foi aplicado o questionário, percebeu-se que os discentes não conseguiram se ater ao que foi pedido.

Como parâmetro servimo-nos dos seguintes critérios para avaliar os pesquisados (forma pela qual trataremos os acadêmicos do primeiro ano do Curso de Serviço Social).

• Na primeira questão, consideramos as respostas que se aproximaram da definição psicolingüística de Cabral (1986: 32), ou as que condiziam com a definição de leitura de Martins (1998: 30).

• Na segunda questão, comprovou-se, a partir das opiniões dos pesquisados, se eles liam ou não, a fim de detectarmos se houve mediação em sua formação como leitores.

• Na terceira questão, relevamos as respostas que apresentavam indícios de que os pesquisados conseguiram interpretar o texto lido.

• Na quarta questão (que corresponde a uma das principais), analisamos as respostas partindo do conceito de Martins (1998: 30), observando a capacidade de interpretação dos pesquisados.

• Na quinta questão, pretendeu-se ver se os pesquisados traçaram um paralelo entre leitura e sua aplicação na vida de um acadêmico de Serviço Social.

• Na sexta questão, conhecemos as metodologias que os pesquisados têm para realizar o ato da leitura e as confrontamos com seu hábito, com a finalidade de verificarmos se eles conseguem elaborar esquemas, os quais permitem uma melhor compreensão no que tange a leitura.

• Na sétima questão, consideramos qual opinião do pesquisado em relação à leitura/escrita.

• Na oitava questão, verificamos se o dicionário é ou não é utilizado na leitura, e o porquê de tal resposta.

• Na nona questão, observamos e perguntamos o que os pesquisados lêem diariamente, para sabermos se buscam conhecimentos extra-classe.

• Na décima questão, os pesquisados listaram os livros que leram ao longo do ano, e demonstraram se leram e retiveram o que foi lido.

• Na décima primeira questão, os pesquisados comprovaram se completaram o processo de leitura, citado na questão anterior.

• Na duodécima questão, os pesquisados demonstraram sua capacidade de inferência diante dos textos que leram.

• Na décima terceira questão, atentou-se para a capacidade dos pesquisados em interpretar textos literários.

• Na décima quarta questão, espera-se que os pesquisados tenham explicitado um dos textos retidos, fazendo, assim, breve comentário sobre eles.

• Na décima quinta questão, procurou-se observar se os pesquisados são capazes de correlacionar textos com exigências do curso.

• Na décima sexta questão, visou-se conhecer a capacidade dos pesquisados em encontrar relações entre os textos lidos.

• Na décima sétima questão, procurou-se analisar a capacidade de crítica na decodificação.

• Na décima oitava questão, investigou-se se as leituras citadas tinham ou não utilidade para os pesquisados.

A partir desses parâmetros, chegamos às conclusões sobre as quais discorremos agora.

Ressaltamos que as respostas dos pesquisados, utilizadas para fins explicativos durante a elaboração do artigo, foram transcritas tais quais se encontravam no questionário que foi respondido pelos acadêmicos do primeiro ano do Curso de Serviço Social.

3 RESULTADOS

A primeira questão foi crucial em nossas conclusões, pois, por intermédio dela é que fomos capazes de descobrir qual era o conceito de leitura que cada pesquisado trazia de sua formação. Dos dados levantados, percebemos que 78,94% dos pesquisados possuem certa noção do que é leitura. Isso devido à aproximação das respostas destes diante do conceito psicolingüista de Cabral (1986), que diz que leitura é um processo subdividido em quatro etapas: a decodificação, que corresponde ao ato de reconhecer os signos lingüísticos; a compreensão, que consiste na captação das informações contidas no texto; a interpretação, ou o julgamento crítico do leitor sobre o texto e a retenção, que visa ao armazenamento das informações mais importantes. Um exemplo aplicativo desta proposta pode ser confirmado em uma das respostas obtidas: “Para mim a leitura além de servir para reter conhecimentos é um momento de prazer pessoal”. (CABRAL, 1986: 55) Aqui podemos notar que o pesquisado mostra seu conhecimento sobre os processos psicolingüísticos de leitura (mesmo que inconscientemente) e, ainda, ressalta as influências desta sobre a sua vida.

A questão dois revelou o possível caráter dos pesquisados, que tiveram que se auto-classificar em leitores ou não-leitores. Suas respostas foram, predominantemente, verdadeiras, culminando em 57,89% de leitores assumidos (ou presumidos), em oposição aos 42,11% de pesquisados não-leitores. Contudo esse alto índice não condiz com o que fora levantado em nossa pesquisa, pois, se realmente toda essa massa tem o hábito de leitura, por que demonstraram dificuldades de compreensão diante do questionário? Pois como afirma o seguinte trocadilho: ‘Digas o que lê e te direi quem és’ (adaptação nossa). Sim, porque se atrela o hábito de leitura à capacidade de interpretar e inferir diante dos mais variados textos expostos ao leitor. Assim, percebemos que, provavelmente, os pesquisados possuem o hábito da leitura, porém não a realizam adequadamente. Podemos presumir que tal problema seja proveniente de uma má formação no campo da leitura, pois conforme a grandeza da importância do ato de ler, assim “também as múltiplas maneiras de não conseguir a ler através do ensino. (FOUCAMBERT, 1998: 75)

Na terceira questão, foi possível comprovar que os pesquisados atingiram o objetivo proposto, a saber: demonstrar o momento em que detectavam o término da leitura. Examinamos que 89,43% dos pesquisados responderam que conseguiam perceber que findavam a leitura quando compreendiam o texto em estudo, enquanto apenas 11,17% não corresponderam com as expectativas estabelecidas, respondendo de forma totalmente incoerente. A partir desta questão, fomos capazes de perceber que os pesquisados realizam o ato de ler tal qual Martins relata: “Ler é captar os objetivos do autor ou suas intenções e idéias, sem se posicionar quanto ao modo como isso se dá” (MARTINS, 1998: 24). Isso é fato consumado, porque tal idéia nos remete ao conceito de que o ato da leitura só se realiza através da inter-relação texto e leitor, que resultará na apropriação de conhecimentos do leitor sobre o texto. Seria cômodo dizer que se percebe o término da leitura no fim do texto lido, porém, na realidade, haveremos de crer que uma real leitura nos leva a exercitar a nossa capacidade de compreensão, bem como a busca de uma realização pessoal, baseada na interação com o mundo, ainda conforme Martins : “[...] para a leitura se efetivar, deve preencher uma lacuna em nossa vida, precisa vir ao encontro de uma necessidade, de um desejo de expansão sensorial, emocional ou racional de uma vontade de conhecer mais.” (MARTINS, 1998: 82 )

A questão quatro foi, sem dúvida, uma das principais, pois exigia dos pesquisados uma análise um tanto quanto profunda sobre o pensamento de Paulo Freire (2003: 11). Ao contrário do que os pesquisados esperavam, não havia a necessidade de possuir uma fundamentação teórica sobre a vida do pensador. Necessitavam apenas, de um exercício de interpretação frasal, que se embasaria em uma outra visão de Martins, a qual considera a leitura como um “processo de compreensão de expressões formais e simbólicas, não importando por meio de que linguagem, que se refere a algo escrito quanto a outros tipos de fazer humano.” (MARTINS, 1998: 65) Com isso, podemos dizer que a leitura não se restringe tão somente a textos escritos, mas também a todas as realizações que se concretizam ao nosso redor, como, por exemplo, o caso da relação entre recém-nascido e sua mãe. “Desde os nossos primeiros contatos com o mundo [...] começamos assim a compreender, a dar sentido ao que e a quem nos cerca. Esses também são os primeiros passos para aprender a ler.” (MATINS, 1998: 11). Através disso, entendemos o porquê da facilidade de os seres humanos, mesmo quando bebês, possuírem a capacidade de interpretar o cheiro, as carícias e o calor humano proveniente do ser que os embala nos braços. Sendo assim, é possível provar que a leitura se estende além dos domínios da palavra escrita, abrangendo toda e qualquer ação e/ou situação que seja provida de um repertório. Nesta questão, deparamo-nos com a seguinte porcentagem: 78,94% dos pesquisados não souberam responder à pergunta de forma correta, o que evidenciou uma fuga do que se pretendia descobrir com a questão.

Comprovou-se, na questão cinco, que 76,31% dos pesquisados não conseguiram relacionar o pensamento de Paulo Freire (2003: 11) com o Curso de Serviço Social, sendo que as idéias do autor estão correlacionadas diretamente com o futuro dos graduandos. Observou-se, aqui, um problema que vem demonstrando preocupante progresso diante de nossa análise, a saber: a dificuldade dos acadêmicos do primeiro ano do Curso de Serviço Social (e em geral) em realizar a compreensão de textos não só escritos, como também os extralingüísticos. Tal fato, torna-se extremamente relevante a partir do momento em que analisamos o problema sob o seguinte pressuposto: “[...] (as) dificuldades de compreensão afetam diretamente o desempenho do aluno, não só no que diz respeito à linguagem, mas em todas as áreas do conhecimento, e, o mais grave, durante toda a sua escolaridade.”. (VILLARD, 1999: 04). Poderíamos dizer, também, que esse problema se estenderá à vida acadêmica do indivíduo que veio com uma formação defasada, no tocante à habilidade de compreender textos, porque, conforme Villard (1999: 04), a leitura tem o papel de tornar o leitor mais criativo e mais crítico, além de ensiná-lo a reagir a situações desagradáveis e de ajudá-lo a resolver seus próprios conflitos.

A análise da sexta questão nos revelou que 92,1% dos pesquisados utilizam-se de uma metodologia para realizar o ato da leitura. Isto solidifica a idéia de que os mesmos possuem conceitos básicos de como efetuar uma boa leitura. Levando em consideração o contexto de produção (conforme mencionado no item dois), no qual os pesquisados estavam inseridos no momento da resolução do questionário aplicado, podemos crer que, na teoria, estes poderiam ter obtido um desempenho mais satisfatório, ou seja, poderiam ter evidenciado um conhecimento mais amplo no que diz respeito à leitura. Entretanto, mesmo conhecendo esquemas plausíveis de leitura (levantamento de idéias principais, sublinha do texto, uso de dicionário e outros), os pesquisados demonstraram uma grande dificuldade em, aparentemente, utilizarem-se destes recursos para efetivar o processo de leitura.

Na sétima questão, 94,7% dos pesquisados relacionaram o hábito de ler com o aprimoramento da escrita. Esse percentual revela-nos que os pesquisados acreditam no fato de que o indivíduo que tem costume de praticar o ato da leitura possui maior domínio da língua escrita. Tal fato demonstra que, a partir deste hábito, a pessoa se familiariza a signos (palavras) antes desconhecidos, incorporando-os ao seu eixo paradigmático. “O hábito de ler está relacionado com o domínio da escrita, pois aquele revela ao leitor uma infinidade de novos signos lingüísticos antes desconhecidos, os quais se integrarão ao seu repertório.” (Informação verbal)

A questão oito tratava sobre o uso do dicionário durante a leitura e revelou que 78,94% dos pesquisados o utilizam durante suas leituras. Com isso, percebe-se que os pesquisados entendem a importância do uso do dicionário ao realizar a leitura, visto que o mesmo possibilita, além de uma apropriação de significados, uma dinamização da compreensão do texto. O interessante foi que alguns pesquisados citaram que, mesmo utilizando o dicionário, tentavam descobrir o significado das palavras através do contexto, fato este que demonstra a capacidade implícita destes em decodificar sentidos através de uma pesquisa de contexto. Já 21,06% dos pesquisados relataram que não utilizam dicionário porque, na maioria das vezes, encontram-se distantes do mesmo ou não possuem o hábito de usá-lo: “Normalmente estou sem ele” e “Falta de hábito”.

A nona questão, tinha por objetivo verificar quais as leituras realizadas pelos pesquisados no dia-a-dia. As respostas acusaram que:

• 47,3% dos pesquisados têm costume de ler revistas, sendo que o nome mais citado foi o da revista “Veja”, seguida das revistas “Super-Interessante”, “Nova” e “Caras”;

• 5% lêem romances, contudo apenas um pesquisado citou o livro intitulado “Amor a maneira de Deus”;

• 65,7% dos pesquisados têm por hábito a leitura de jornais, onde o nome mais citado foi “O Diário do Norte do Paraná”, seguido da “Folha de São Paulo” e da “Folha de Londrina” (esta em menor proporção);

• 71,05% declararam que lêem textos ligados especificamente ao Curso de Serviço Social. Deste número, apenas quatro pesquisados citaram o texto que leram, os quais nomeamos: “Dialética da malandragem”, “Serviço Social e alienação”, “Economia e desenvolvimento social”.

As respostas comprovam que os pesquisados possuem o hábito da leitura devido às citações feitas acima. Se analisarmos essa realidade, seremos levados a acreditar que as próximas questões corresponderão às nossas expectativas.

A análise da décima questão levou-nos a crer que os pesquisados, mesmo afirmando que possuem o hábito da leitura, se contradizem ao terem que exemplificar, em um parágrafo de cinco linhas, uma resenha crítica do que leram durante o ano. Nesta questão, vários alunos se esquivaram da resposta, declarando que leram muitos livros, contudo não se recordavam do nome: “São muitos romances e livros que li, que fica difícil de lembrar”. Outros disseram que leram apenas textos trabalhados em sala de aula e, ainda, atribuíram sua não freqüência de leitura à falta de incentivo por parte dos professores: “Somente os textos dado pelos professores. Na minha opinião falta indicação e incentivo a leituras”. Essa afirmação leva-nos a refletir se o hábito da leitura depende, exclusivamente, das indicações, bem como do incentivo dos docentes. Colocando em números percentuais, destaca-se que, mesmo existindo esta incidência de casos negativos, nos deparamos com o percentual de 63,15% de pesquisados que conseguiram completar o “ciclo da leitura”, retendo o que leram e sendo capazes de, a partir disto, exporem o que foi retido.

Os resultados obtidos na décima primeira questão foram equilibrados. Dos trinta e oito questionários respondidos, 52,3% das respostas comprovaram que os pesquisados conseguem realizar alguns dos estágios da leitura, conforme os processos psicolingüísticos de (CABRAL, 1986: 32), sendo capazes de fazer menções do que leram - todavia prendem-se na interdependência da leitura com a escrita, isto é, se equivocam. Esse fato vem confirmar o que Martins diz: “Quando começamos a organizar os conhecimentos adquiridos, a partir das situações que a realidade impõe e da nossa atuação nela; quando começamos a estabelecer relações entre as experiências e a tentar resolver os problemas que se nos apresentam - aí então estamos aprendendo, procedendo leituras, as quais nos habilitam basicamente a ler tudo e qualquer coisa.”(MARTINS, 1998: 17) Seu pensamento baseia-se na evolução do processo de apropriação de conhecimentos, que levam um indivíduo a ultrapassar o estágio de decodificação, para a retenção, o qual permite a capacidade de referenciar experiências no campo da leitura. Esses dados se contrapõem aos 32% de pesquisados que não conseguiram, sequer, citar o último texto que leram. Também gostaríamos de ressaltar que 15,7% dos pesquisados ao menos tiveram o trabalho de responder esta questão.

Segundo Martins (1998: 29), o hábito de ler subsidia tanto a fantasia quanto a realidade, o que leva o ser humano a desenvolver uma postura crítica diante dos fatos que o rodeiam, possibilitando-o a encontrar diferentes caminhos para sua vida. Com isso, a autora transcreve o que foi levantado na análise da décima segunda questão: 57,8% dos pesquisados foram capazes de realizar inferências sobre os textos que leram, criando “pontes” entre um e outro, sendo capazes de retomar assuntos já vistos, a partir de novas visões, novas teorias e novos enfoques; 28,9% revelaram, por intermédio de suas respostas, que sempre estiveram à margem da compreensão completa dos textos que leram, fato que justifica suas dificuldades em relacionar uma leitura com outra pertinente ao assunto. Os 13,3% restantes evadiram-se da questão, deixando-a sem resposta. Cabe dizer, que a percepção das relações intertextuais estão extrinsecamente ligadas ao paradigma pessoal do leitor, conforme Cabral (1986) nos relata: “ A percepção das relações intertextuais, das referências de um texto a outro, depende do repertório do leitor, do seu acervo de conhecimentos literários e de outras manifestações culturais.” (CABRAL, 1986: 08) O que evidencia que, visto a dificuldade dos acadêmicos em traçar com exatidão as relações entre os textos, os discentes carecem de um repertório mais amplo e elaborado que os permitam desenvolver sua capacidade cognitiva.

Sabe-se que a leitura desenvolve no leitor um senso crítico, o qual se aguça com o passar do tempo. Na décima terceira questão, buscamos, além de descobrir quais as obras literárias que os pesquisados costumam ler, analisar seus comentários sobre este tipo de leitura, verificando, inclusive, suas interpretações sobre os textos que leram. Com isso, descobrimos que a grande maioria dos pesquisados, 55,2%, não tem o hábito ou não gostam de ler textos relacionados a esse gênero textual: “Particularmente não gosto de nenhum que li”; “São bons mais não fazem o meu gosto”. Já 15,9% não responderam à questão, o que nos leva a crer que este alto índice de pesquisados não compreenderam a questão ou não conseguiram compreender textos literários, explicando, assim, o porquê de não terem respondido a questão. Mas, em meio a essas respostas, encontramos 28,9% que apreciam este gênero literário, sendo capazes de mencionar, de forma crítica, os textos que leram: “São textos que nos remetem a sonhar, que permitem participar da história junto com o autor como se nós fossemos um personagem. Um livro que marcou ‘Meu Pé de Laranja Lima’ do José Mauro Vasconcelos.”. Essa foi uma das respostas mais subjetivas que encontramos. O pesquisado conseguiu demonstrar todo valor da obra literária que leu, conotando, inclusive, as implicações desta leitura sobre sua vida, conforme Martins (1998) nos fala: “O ato de ler sempre estará ligado à interação das condições internas e subjetivas e externas e objetivas.” (MARTINS, 1999: 21) Corroborando com a afirmação de Martins (1998), Villard, (1999: 06) nos fala que a leitura permite que o leitor vivencie situações, as quais, talvez, nunca terão oportunidade de vivenciar. Cabe dizer que, se um indivíduo não tem o hábito de ler, suas perspectivas são mais diminutas, ou ainda, que sua crença em um mundo mais esperançoso seja pequena.

Na questão de número quatorze, tínhamos como objetivo observar a capacidade dos pesquisados em relembrar assuntos já trabalhados em sala de aula, mencionando, como prova de retenção, um texto sobre este assunto. Nesta questão, 60,15% dos pesquisados demonstraram que possuem um certo grau de capacidade de retenção, fazendo citação sobre o que leram (lembramos que as referências feitas pelos pesquisados podem, ou não, ser fidedignas). Entretanto, 23,6% dos pesquisados não souberam (ou não conseguiram) satisfazer o que estava sendo solicitado na questão. Também se identificou que 15,9% não responderam a questão. Nesse ponto da análise, gostaríamos de esclarecer que as questões que não foram respondidas são decorrentes de um grupo restrito de pesquisados, os quais provam o fato de que os problemas ligados a uma política de falta de leitura não são resultado de um curso mal estruturado, mas sim de uma má formação escolar.

A questão de número quinze abordava a capacidade de compreensão dos pesquisados em relação ao que lêem. Esta questão apontaria o grau de compreensão destes diante dos textos; apontaria também se o pesquisado consegue relacionar os assuntos levantados no texto com exigências do Curso de Serviço Social. As estatísticas mostraram que 60,15% dos pesquisados foram capazes de fazer as devidas inferências ao texto, o que possibilitou relacionar o conteúdo que encontraram no texto com o Curso de Serviço Social. Do restante, 28,9% dos pesquisados não conseguiram relacionar os textos com o curso, ou seja, apesar de a maioria deles afirmarem na questão nove que lêem textos específicos da área, se contradizem, pois suas respostas não condizem com o que relataram em outras questões. A porcentagem restante, equivalente a 10,95% não responderam a questão.

Na décima sexta questão, verificamos, que 28,9% dos pesquisados não comprovaram e também não conseguiram fazer relações entre os cinco textos lidos, e que 23,8%, desta percentagem, nem se quer responderam, mostrando que a decodificação dos signos lingüísticos não foi efetuada – temos ciência que tal porcentagem possivelmente advenha de uma má vontade em responder o questionário, ou mesmo de falta de tempo. Assim, é detectado que na leitura de textos específicos da área, alguns alunos não fazem relações e as inferências necessárias que permitam ao indivíduo traçar um paralelo com o curso. Somente 47,3% das respostas obtidas condiziam com o pressuposto.

Apesar de os textos citados pelos acadêmicos em questões anteriores serem poucos, verificamos que na décima sétima questão alguns pesquisados possuem certo nível de criticidade quando lêem e analisam um artigo já trabalhado em sala de aula. A percentagem de 57,8% relaciona-se com os acadêmicos que fizeram um comentário crítico, provando que decodificaram criticamente o texto em questão. Ficamos surpresos com a porcentagem de 26,3% de alunos que não responderam a questão, pois o número, em relação aos outros percentuais, foi muito alto. Em contrapartida, 15,9% não responderam corretamente a questão.

Por fim, buscamos na questão dezoito captar qual a opinião dos pesquisados em relação a leitura, isto é, visamos nesta questão captar, na essência, o que esses acadêmicos pensam sobre os gêneros literários, informativos e técnicos, bem como quais as implicações desses tipos de leitura em suas vidas. Os resultados, em oposição a outros que revelaram problemas no ato da leitura, apresentaram que 86% dos pesquisados consideram a leitura de textos informativos, literários e técnicos proveitosa. Apontaram, também, que esta leitura funciona como um elo entre teoria e prática. “Serve para uma maior interação com o contexto atual, bem como para crescimento pessoal e intelectual.” Os 14% restantes, correspondem ao número de pesquisados que não responderam a questão.

4 CONSIDERAÇÕES

Ao findarem-se as análises das questões relativas ao questionário aplicado, chegamos à conclusão de que alto número de pesquisados sofrem de uma defasagem estudantil no que tange ao domínio da leitura. Os dados levantados comprovam que um dos maiores problemas encontrados é o de interpretação de textos escritos. Isto foi passível de compreensão a partir do momento em que percebemos o êxito dos pesquisados em responder algumas questões e, ao mesmo tempo, o fracasso interpretativo ao responderem outras. Notou-se que a maioria das questões que não foram respondidas ou as que não corresponderam com o que esperávamos foi resultado de uma má interpretação.

O que percebemos em nossa análise, foi que os pesquisados conhecem os procedimentos metodológicos para realizar uma boa leitura, também que muitos sabem utilizá-los. Entretanto, o que detectamos foi que o maior problema consistia em um baixo nível de leitura. Estes níveis, conforme Martins, decorrem da “experiência e [d]as circunstâncias de vida de cada leitor no ato de ler, bem como, as respostas e questões apresentadas pelo objeto lido no decorrer do processo que podem evidenciar um certo nível de leitura.

Acreditamos que os problemas encontrados não sejam resultado de dificuldades do presente (ensino superior) ou de um passado recente, (ensino médio, ou, até mesmo, cursos pré-vestibulares), mas sim desenvolvidas desde a educação infantil, conforme afirma Villard (1999): ” [...] A leitura acaba por constituir-se num fator [...] determinante do bom desempenho durante e após o período de escolarização.” A afirmação de Villard confirma nossa tese de que este problema, o da má interpretação de textos, decorre de um ensino precário, desde a iniciação escolar do indivíduo, pois, se a partir do primeiro contato com a escola a criança fosse inserida em um ambiente que a levasse a desenvolver tanto o hábito quanto o gosto pela leitura, esses impasses descobertos durante a graduação não se tornariam fato.Visto que, se o bom hábito da leitura não for aprendido pelo discente desde os primeiros anos de aprendizado, ele sofrerá sérias conseqüências em seu desenvolvimento educacional, conforme o foi levantado em nosso estudo de caso, que teve como amostragem acadêmica os alunos do primeiro ano do curso de Serviço Social do Cesumar, turma de 2004.

Preocupamo-nos com os dados levantados, pois sabemos que o Curso de Serviço Social exige de seus discentes um comprometimento com a aquisição da habilidade em ler textos meta e extra-lingüísticos. Em vez da simples decodificação de signos lingüísticos impressos em papel, requer-se a interpretação de situações, casos e fatos ligados aos mais diversos fazeres humanos, conforme, podemos confirmar nessa consideração de Smith (1978) sobre a relevância da leitura no estudo da linguagem: “[...] gradativamente os pesquisadores da linguagem passam a considerá-la como um processo, no qual o leitor participa com uma aptidão que não depende basicamente de sua capacidade de decifrar sinais, mas sim de sua capacidade de dar sentido a eles, compreendê-los.” (SMITH, 1978: 23)

Acreditamos que, mesmo se restringindo a um curso específico, essa pesquisa vem revelar a realidade vivida pelos acadêmicos de hoje, pois, conforme os relatos de outros pesquisadores desse mesmo assunto – a leitura – percebemos a grande dificuldade dos discentes de nível superior em compreender enunciados de provas, analisar criticamente textos e livros, de interpretar informações verbais, e, ás vezes, de “ler o mundo” que os rodeiam.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Gostaríamos que ficasse clara a idéia de que a leitura é um processo pelo qual decodificamos, compreendemos, interpretamos e retemos algo, sendo que tal processo se aplica não só a textos escritos, mas também a todas as realizações humanas providas de repertório.

Durante toda a pesquisa, percebemos que a maior dificuldade dos acadêmicos do primeiro ano do Curso de Serviço Social está em interpretar textos. A partir das literaturas lidas para a execução deste artigo, concluímos que o problema encontrado é decorrente de uma possível defasagem da escolaridade anterior ao ensino superior.

Sabemos ser difícil recuperar o tempo perdido, pois, acreditamos que, talvez, somente uma política de ensino/aprendizagem desde os anos iniciais do indivíduo, que vise a desenvolver o gosto e o hábito da leitura, possibilitará melhorias, desenvolvendo a capacidade de interpretação dos discentes quando chegar ao nível acadêmico.

Uma proposta imediata para a resolução deste problema durante a graduação, consistiria na elaboração de um projeto onde se buscasse, através de mini-cursos, palestras, nivelamentos e/ou oficinas, oferecer aos discentes uma proposta de reeducação no que diz respeito ao hábito e ato de leitura.

Finalizando, deixamos aos leitores o pensamento de Maria Helena Martins: “Se não mascarássemos nossas leituras e a sua memória, talvez elas nos revelassem muito mais de nós mesmos, das nossas condições de vida então.” (MARTINS, 1998: 50)

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CABRAL, Leonor Scliar, Processos psicolingüísticos de leitura e a criança in Letras de Hoje 19 (19): 1986.

CONSTANTINO, Cristina Herold. Aula de Lingüística I: estudos da linguagem. Maringá, Pr; Centro Universitário de Maringá, 2004.

FOUCAMBERT, Jean. A criança, o professor e a leitura, Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
FREIRE, Paulo, A importância do ato de ler: em três artigos que se completam 45.º edição. São Paulo: Cortez, 2003.

MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. 19.º edição. São Paulo: brasiliense, 1994.

SMITH, Frank. Understanging reading; a psycholinguistic analysis of readingand learning to read. 2.ª ed, Nova Yorque, Holt, Rinehart and winstion, 1978.

VILLARD, Raquel. Ensinando a gostar de ler e formando leitores para vida inteira. Rio de Janeiro: Qualitimark/Dunya ed., 1999.

 

ANEXOS

 

1.       Para você, o que é leitura?

 

 

2.       Você se considera um leitor? Por quê?

 

 

 

3.       Quando você percebe que leu o texto?

 

      

4.       Explique o seguinte pensamento: “A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a leitura daquele.” (Paulo Freire, 2003)

 

     

 

5.       Qual a aplicação dessa citação para sua vida acadêmica e profissional?

 

      

 

6.       Você tem alguma metodologia para realizar o ato da leitura, isto é, como você costuma realizar sua leitura: grifando, anotando, sublinhado, etc.

 

                  

 

7.       Na sua opinião, a leitura está relacionada com a escrita?

(   ) SIM                    (   ) NÃO  Por quê?

       

8.       Você costuma usar dicionário para realizar sua leitura?

(   ) SIM                    (   ) NÃO  Por quê?

 

         

 

9.       Que tipo de  leitura você faz no dia-a-dia?

(    ) Revista? Qual?

(    ) Romance? Qual?

(    ) Jornal? Qual?

(    )  Textos da área? Qual?

 

       

 

 

 

 

     

 

10.     Liste os livros que leu ao longo deste ano (títulos) e faça um breve comentário sobre dois destes livros.

 

       

 

11.    Faça breve comentário sobre o último texto informativo (jornal/revista) que leu, mencionando a data que leu e a fonte.

    

 

12.    Qual a relação das informações obtidas a partir dos textos que leu com a sua realidade?

 

    

 

      

13.    Qual sua opinião sobre textos literários? Faça um comentário sobre um dos que tenha gostado.

 

          

 

14.     Sobre leitura de texto da área de Serviço Social, cite um tema e um texto que você tenha lido sobre esse tema, fazendo um resumo de 5 a 8 linhas.      

 

                         

 

 

15.    Ainda relacionado ao texto que fora mencionado na questão anterior, qual relação das informações trazidas no texto com o Curso de Serviço Social?

 

                                  

 

16.    Dos textos que leu ao longo deste ano, você pode detectar a relação entre estes textos, isto é, se em um dos textos havia menções contidas em outros textos?

 

         

 

17.    Faça breve comentário crítico sobre um artigo que tenha sido trabalhado em sala de aula. Citar o nome.

 

          

 

18.    Para que servem esses tipos de leitura (informativa, literária, técnica) para você como indivíduo, como acadêmico e como profissional?

 
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