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  O ETHOS NA CONSTRUÇÃO DO DISCURSO PEDAGÓGICO

Rosângela A.Ribeiro Carreira (GELEP/PUC-SP)

Este trabalho apresenta uma análise de Planos de Aula para identificar o ethos na construção do discurso pedagógico, levando em consideração seus aspectos ideológicos e suas estratégias retórico-discursivas a partir da Nova Retórica inseridas numa abordagem pautada na Análise do Discurso .

1.Subjetividade da linguagem: manifestação e constituição de um ethos.

A linguagem é o recurso pelo qual o sujeito se instaura na sociedade e é por meio dela que a comunicação se estabelece e os indivíduos exercem seus papéis sociais. As diferentes estratégias comunicativas possibilitam aos indivíduos a manifestação e a construção de uma identidade e a constituição de uma sociedade. A subjetividade da linguagem está presente em todas as manifestações discursivas da sociedade e se concretiza na construção de diferentes ethos culturais instituídos a partir de um determinado lugar social.
Na sociedade o texto/discurso manifesta características subjetivas e ideológicas que se materializam em escolhas lexicais e componentes semânticos que compõem diferentes gêneros que, por sua vez, também constituem uma manifestação lingüística arraigada de subjetividade tanto no processo de produção quanto no processo de recepção.Discursos políticos, pedagógicos, literários, científicos, filosóficos e outros adquirem caracteres reveladores tanto do ethos que os produziu quanto do ethos para o qual foram produzidos.
Na Retórica Clássica, o “sujeito” na construção da linguagem apresenta-se nos estudos de Aristóteles que analisa a linguagem a partir do logos, ethos e o pathos em que o ethos é uma construção do retor para persuadir ou convencer o auditório, o que constata que a Filosofia Clássica já se preocupava em pensar sobre a linguagem e o “sujeito” e sobre a relação entre o pensar e a linguagem.Já a Neo-Retórica iniciada por Perelman (1996), aparentemente, não dá ênfase a esse aspecto com o termo “ethos” explicitado, porém uma leitura acurada denota que ao tratar “dos âmbitos, do ponto de partida da argumentação e das técnicas argumentativas” os estudos se remetem ao ethos, ao logo e ao pathos, à medida que apresentam os diferentes estratagemas utilizados na composição dos argumentos discursivos e resgatam aspectos relevantes da Retórica Clássica.E é possível perceber que o ethos, nesse sentido, é uma construção do retor que gera determinadas caracterizações por parte dos ouvintes, de acordo com a mobilização do pathos.
O ethos como caracterizador de uma subjetividade da linguagem é aqui entendido como construção discursiva que pode apresentar-se tanto como uma construção intencional quanto como uma construção social, uma imagem instituída por ideologias, crenças e valores. E essa construção parte de um ser empírico situado em um topos determinado e é parte constituinte do discurso a partir do momento em que a situação comunicativa e estabelecida e/ou idealizada.
Tendo em vista esses aspectos, o presente trabalho faz uma análise do ethos na construção do discurso pedagógico no gênero Plano de Aula para analisar as diferentes formas que o ethos do professor se manifesta no texto, considerando-o como uma categoria retórica a partir de uma abordagem pautada na Análise do Discurso fundamentada pelos estudos de Maingueneau, que, efetivamente, apresenta um estudo do termo e sua conotação na análise discursiva.Conforme salienta Amossy (2005:15):

Vê-se que a Análise do Discurso segundo Maingueneau retoma as noções de quadro figurativo apresentadas por Benveniste e de ethos, proposta por Ducrot, dando-lhes uma expansão significativa. A maneira de dizer autoriza a construção de uma verdadeira imagem de si e na medida que o locutário se vê obrigado a depreendê-la a partir de diversos índices discursivos, ela contribui para o estabelecimento de uma inte-relação entre o locutor e seu parceiro. Participando da eficácia da palavra, a imagem quer causar impacto e suscitar a adesão. Ao mesmo tempo, o ethos está ligado ao estatuto do locutor e à questão de sua legitimidade, ou melhor, ao processo de sua legitimação.

Pensar nesse ethos, de certo modo é refletir sobre a manifestação do “sujeito” no processo discursivo, “sujeito” que se materializa na enunciação, deixa suas marcas no texto, atua no processo de interação e constrói as manifestações discursivas que possibilitam que se pronuncie como identidade social e interaja com outros sujeitos.Ao mesmo tempo essa interação cria e recria a própria linguagem que atualiza valores sociais, instaura e mantém o poder social; que por sua vez, constrói e reconstrói ideologias.Os sujeitos criam o discurso e se assujeitam a ele de tal modo que certos papéis sociais estabelecem instâncias discursivas e identificam instituições.
Assim, o discurso pedagógico erige a instituição escolar e, por outro lado, é afiançado por ela e pelo contexto político que a envolve.
E se, por um lado, a Análise do Discurso extrapola a questão ética e busca esmiuçar as dimensões discursivas para compreender essa construção tão subjetiva, considerando os aspectos ideológicos, cognitivos e sociais, por outro, cumpre salientar que na construção do discurso pedagógico há elementos racionais e afetivos que devem ser considerados e para que nossa análise seja completa é importante aclarar que:

Os meios que dizem respeito à afetividade são, por um lado, o etos, o caráter que o orador deve assumir para chamar a atenção e angariar a confiança do auditório, e por outo lado o patos, as tendências, os desejos, as emoções do auditório das quais o orador poderá tirar partido. De modo um pouco diferente, Cícero distingue docere, delectare e movere:
Docere (instruir, ensinar) é o lado argumentativo do discurso.
Delectare (agradar) é seu lado agradável, humorístico, etc
Movere (comover) é aquilo com que ele abala, impressiona o auditório.(Reboul.1998:XVIII)

2. . O ethos cultural na constituição e manifestação do discurso pedagógico no Plano de Aula.

A atividade docente assim como qualquer outra atividade profissional apresenta determinadas peculiaridades próprias ao exercício da função que a identifica, do mesmo modo que o médico é associado à ação de salvar vidas, o professor é associado ao saber. A aula é uma instância que fortalece e afiança o “ethos cultural” que o identifica como “detentor do saber”.
A cena da enunciação é a aula e nesse panorama de interlocução o professor que já possui o ethos imposto pela profissão constrói o seu ethos e idealiza e constrói determinadas caracterizações para seus alunos, que assumem o papel de co-enunciadores e avaliam esse ethos.A sala de aula é,s em dúvida, o espaço do docere, delectare e movere, que estão presentes em diferentes momentos da ação pedagógica.
A subjetividade apresenta-se em todos os discursos em sala de aula ora na materialização do ethos real, ora na sua idealização, uma vez que há os “sujeitos” reais que interagem - professores e alunos - e os “sujeitos” ideais criados durante o processo de interlocução de ensino-aprendizagem. Ou seja, os alunos analisam e criam imagens e expectativas com relação ao professor que também o faz.Porém, o ethos do professor se constrói não apenas na interlocução, mas também por meio do conhecimento e do planejamento de seu discurso pedagógico.
Ao planejar sua aula o professor prevê dificuldades e planeja estratégias que estabeleçam determinados acordos que possibilitem que seu discurso alcance seu objetivo principal que é ensinar.Nesse sentido, as representações mentais de linguagem entram em ação, já que o professor deve prever situações comunicativas e criar estratégias que levem à concretização adequada dessas situações.
Segundo Maingueneau (2001a:94):

Apresentamos os enunciados como sendo o produto de uma enunciação que implica uma cena. Mas isso não basta: toda fala procede de um enunciador encarnado; mesmo quando escrito, um texto é sustentado por uma voz – a de um sujeito situado para além do texto.

Na docência o professor lida, diariamente, com diferentes gêneros textuais/discursivos que servem tanto para subsidiar seus estudos quanto para elaborar material para trabalhar com os alunos em sala de aula.Tratando-se do discurso pedagógico e, sobretudo, os gêneros produzidos para o ensino, que é o caso do Plano de Aula, a voz que sustenta o texto é, simultaneamente, sustentada por ele. Pois, o professor que não planeja bem suas aulas, não atinge seus objetivos e não tem como mensurar o aprendizado de seus alunos.
O Plano de aula, textualmente bem organizado, pode não atestar competência profissional, mas afiança o discurso e incorpora o tom professoral construindo um ethos social positivo, pois:

Com efeito, o texto escrito possui, mesmo quando o denega, um tom que dá autoridade ao que é dito. Esse tom permite ao leitor construir uma representação do corpo do enunciador (e não, evidentemente, do corpo do autor efetivo). A leitura faz, então, emergir uma instância subjetiva que desempenha o papel de fiador do que é dito.Esse tom permite ao leitor construir uma representação do corpo do enunciador (e não, evidentemente, do corpo do autor efetivo) A leitura faz, então, emergir uma instância subjetiva que desempenha o papel de fiador do que é dito.(Maingueneau,2001a:98)

Embora o Plano de Aula, a priori, seja um texto produzido para orientação do próprio produtor (professor), muitas vezes é solicitado por coordenadores ou diretores pedagógicos. E é nesse momento em que a leitura é feita por outrem que o texto adquire o que Maingueneau (2001a e b) chama de caráter e corporalidade.A análise do texto por si só não serve para o julgamento da prática pedagógica porque,seguramente, encontraríamos textos desconexos com a prática que poderiam apresentar;
a) práticas eficientes que se refletem nos textos bem organizados e na apuração dos resultados;
b) práticas eficientes que não se refletem no texto mal organizado.
c) práticas ineficientes que não se refletem nos textos bem organizados;
d) práticas ineficientes que se refletem em textos mal organizados
Além de outros aspectos, pois a aula tal qual a cena teatral desdobra-se em diferentes momentos de interlocução que envolve a intersubjetividade estabelecida entre professores e alunos que poderão levar ao alcance do objetivo ou não.Como observa Aristóteles: Toda arte e toda investigação, bem como toda ação e toda escolha, visam a um bem qualquer. O ensino visa à produção de conhecimentos e o objetivo desse trabalho, nessa primeira reflexão, é observar como o ethos do professor se constrói e constrói esse discurso pedagógico diante dessas facetas e não avaliar a eficiência do discurso.
Reboul (1998:XVII) observa que o caráter persuasivo do discurso apresenta duas dimensões a “argumentativa” e a “oratória” e para que seja possível compreender sua proposta, acrescenta o caráter demonstrativo e propõe o seguinte esquema:

O esquema demonstra a conjugação de diferentes aspectos discursivos para a efetivação do discurso e na produção do texto “Plano de aula” esses elementos se desdobram no âmbito real e no âmbito virtual, uma vez que o professor deve prever a situação comunicativa e mediante as representações mentais que faça em relação à situação deve criar estratégias pedagógicas que se organizarão no texto e se concretização na aula propriamente dita. Nesse sentido, os estudos de Maingueneau(2001) contribuem para a compreensão da criação da cena enunciativa, que inclui as ideologias, valores, crenças do enunciador (professor) e do contexto. Nessas estratégias de produção textual dos “Planos de Aula” os alunos são, simultaneamente, co-enunciadores e enunciatários reais e nessas instâncias o ethos do professor se faz presente tanto na produção quanto na atuação reproduzindo, recriando e transformando o texto criado em situação comunicativa, mobilizando o pathos e sendo mobilizado pelo ethos dos alunos.Tendo em vista esses aspectos o esquema poderia ser reestruturado para apresentar a seguinte configuração:

Ao produzir o “Plano de Aula” o professor idealiza a situação comunicativa e todos os componentes da situação.O ethos que o professor constrói é parte constitutiva de seu discurso e é esse ethos que vai mobilizar as paixões em sala de aula, por sua vez o aluno, como interlocutor cria uma imagem desse professor, mas também constrói a sua própria imagem, seu ethos também interage com o professor e também mobiliza o pathos em sala de aula, assim, o texto produto final em sua organização prevê essa relação e na aplicação das atividades esses componentes retóricos sempre estão presentes.
Ao eleger a temática da aula, selecionar o material o professor já imprime seu ethos na constituição da aula como discurso vivo e como texto/discurso.Dos trinta Planos de Aula que constituíram o corpus de análise deste trabalho, dez serviram de base para a análise efetiva. Na escolha da temática, o texto é construído em torno dos conteúdos que serão ministrados o que, aparentemente, denotaria a ausência de um ethos no texto didático pedagógico, porém, o que se observa é uma subjetividade inerente a todo o processo como se observa nas seguintes temáticas:

1. A discriminação racial;
2. Introdução à História da Matemática;
3. A vida e a obra de Carlos Drummond de Andrade.

(1) Ao tratar da discriminação racial, a proposta da professora era trabalhar com a temática a partir do gênero dramático e para isso, segundo sua proposta elegeu o filme “Homens de Honra” e estabeleceu os seguintes objetivos: reconhecer a discriminação racial e a enclusão (sic) nos dias de hoje; analisar a situação da raça negra em território dominado pela raça branca, observar nos outras qualidades e abertura para cidadania (sic). Observa-se que ao escolher um filme atual o ethos do professor faz uma escolha que particular e atualiza seu discurso para, provavelmente, aproximar-se no universo discursivo de seus alunos, prevendo estratégias de comunicação e, na escolha da temática esse ethos imprime seus valores e suas ideologias que demonstram questões sócio-culturais e relações discursivas de poder evidente na escolha lexical do termo dominado.
(2) Nessa temática a professora de Matemática também selecionou um filme que seria “Uma mente brilhante” (História do cientista John Nash – observação colocada entre parênteses pela professora).Sua escolha é feita com os seguintes objetivos: conhecer a vida e a História do Cientista Prêmio Nobel; analisar a história da Matemática e reconhecer procedimentos e recurso históricos para a aprendizagem dos conteúdos.Aqui o ethos está implícito na identificação entre a função dessa professora e a escolha do filme, essa identificação e essa presença se institui na utilização das aspas para realçar o conteúdo do filme que se repete entre os objetivos, aqui de certo modo o delectare provocado pelo discurso do filme na professora leva-a a utilizá-lo para também provocar esse sentimento em seus alunos.
(3) Essa terceira temática, aparentemente, pode trazer apenas mais um conteúdo literário, porém ao especificar que tratará do gênero poético, a professora delimita o trabalho ao texto “Os ombros suportam o mundo”, escolha particular da professora que institui ao seu discurso marcas de seu ethos, pois para tratar da vida e da obra de Drummond muitos outros textos poderiam ser escolhidos.

O ethos sob a égide de professor se constrói a partir das escolhas e da organização da superestrutura do Plano de Aula que prevê, então, uma dimensão virtual constitutiva da produção textual e nesse processo a identidade do professor constrói e manifesta seu ethos discursivo que se imbrica ao ethos cultural imposto pela imagem do “professor” criada pelo grupo social a que pertença. Assim, tem-se:

Professor--------------------------Produção Textual--------------------------------------Texto Produto
“sujeito”/autor Cena enunciativa Discurso projetado Aula
Identidade------------------------- Idealização----------------------------------------------Ethos constituído
Escolhas pessoais Escolhas lingüísticas Superestrutura
Ethos cultural ------------------------------------------------------------------------------ Ethos cultural
Ideologias,/Crenças/Valores (docere/delectare /movere )

As escolhas lexicais também são fator relevante para a análise do ethos na constituição do discurso pedagógico. Na elaboração dos Planos de aula, os professores optam ou pela “impessoalidade” ou pela utilização dos termos o professor e o docente sem relação direta com o autor, pois, a maioria dos planos analisados foram produzidos por professoras e apenas dois textos trouxeram como escolha lexical a professora, como observa-se nos excertos abaixo:

1. Apresentação oral do professor, expondo os objetivos desta atividade. (sic)
2. O professor faz intervenções e procura fazer as devidas inferências.
3. O professor então fará a introdução de leitura do texto literário “A moça tecelã” (Marina Colasanti)
4. Apresentação prévia do docente expondo os objetivos da atividade.
5. “...que eles ganhem, paulatinamente, autonomia para ler, prescindindo da mediação do educador-leitor.”
6. Apresentação oral pela professora expondo os objetivos desta aula (...)a professora faz pequenas intervenções e orientações quanto à leitura..
7. Apresentação pela professora expondo os objetivos da atividade.

Essas escolhas lexicais dos termos professor, docente, educador, leitor, mediador e professora adquirem aspectos semânticos nessa produção textual/discursiva que permitem perscrutar a presença constitutiva do ethos e sua corporalidade no texto/discurso. Se, por um lado, há professores que em seu discurso criam um simulacro de impessoalidade para criar um distanciamento subjetivo, por outro lado, esse ethos que expõe sua voz no texto, não expõe apenas a sua subjetividade, mas uma intersubjetividade social instaurada na figura dos substantivos masculinos selecionados, que reificam o ethos no texto e representam o professor, ethos cultural, que imprime ao discurso a relação de poder e a hierarquia entre o professor “detentor do saber”, regente da aula expositiva e o aluno ouvinte, ainda que esse seja considerado como participante do processo de ensino-aprendizagem e da construção de conhecimentos. Esse posicionamento discursivo não nos serve para a análise pedagógica, mas permite a análise do papel da linguagem no discurso e a identificação de que essa representação desempenha o papel de fiador que se encarrega da responsabilidade do enunciado (Maingueneau, 2001b: 139)

4. Considerações Finais.

Nessa primeira reflexão sobre o ethos na construção do discurso pedagógico foi possível perceber que, obviamente, a subjetividade é inerente à linguagem e quando o professor produz um plano de aula, seja na escolha dos textos e das estratégias, seja nas escolhas lexicais apresentadas na superestrutura, o ethos se manifesta explícita ou implicitamente.
Nas escolhas lexicais, no processo de referenciação ou substituição é possível perceber que o ethos é identificado, na maioria das vezes, pelas palavras professor e docente independente do sexo do autor, o que denota que a presença desses termos mais do que mera generalização ou “impessoalidade” é uma estratégia discursiva inconsciente que reproduz o ethos coletivo, ideologicamente naturalizado e culturalmente estabelecido. O autor por meio de suas representações mentais faz uso desses termos para referir-se a si mesmo e afiança seu discurso porque esse professor/docente é a imagem do saber. Essa substantivação reifica o Docere “ethos” que se manifesta explicitamente.
Nas escolhas dos textos o ethos cultural do professor sempre assume uma postura argumentativa que permita o docere, o delectare e o movere.Na produção textual o professor lida com uma situação comunicativa virtual que será prescrita no texto e se consubstanciará na aula, essa articulação prevê a presença de um “sujeito” real produtor do texto pedagógico que cria uma imagem de si e uma imagem ideal de seus alunos para criar no texto uma possível cena enunciativa. Conclui-se que o ethos, quando identificado no texto serve para restabelecer no discurso as relações de poder e sempre está presente ainda que não seja textualmente marcado, e no gênero “Plano de aula” sua voz sustenta o discurso e, simultaneamente, é sustentada por ele.

5.Referência Bibliográfica.

AMOSSY, Ruth (2005) Imagens de si no discurso – a construção do ethos. São Paulo: Ed.Cortez

ARISTÓTELES (1979) Arte Retórica e Arte Poética.Rio de Janeiro: Ediouro, s/d. Rhétorique. Paris: Lês Belles Lettres,1967.Poétique.Paris,Lês Belles Lettres,1979.

_____(2004) Ética a Nicômaco. São Paulo: Ed. Martin Claret.

MAINGUENEAU, Dominique (1997) Novas Tendências em Análise do Discurso. Campinas: Pontes Editores.
_____(2001) Análise de Textos de Comunicação. São Paulo: Ed. Cortez

_____(2001) O contexto da obra literária: enunciação, escritor, sociedade. São Paulo: Martins Fontes.

PERELMAN, Chain & OLBRECHTS-TYTECA, Lucie (1996) Tratado da argumentação: A Nova retórica. São Paulo: Martins Fontes.

REBOUL, Olivier (2000) Introdução á retórica. São Paulo: Martins Fontes.

 
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