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  PROFESSORAS DE PAPEL E AS REPRESENTAÇÕES DA DOCÊNCIA

Maria Carolina da Costa - Universidade Federal de São Carlos -UFSCar
Ademar da Silva – Orientador - Universidade Federal de São Carlos -UFSCar

Hoje não há que fiar em moças pobres ou ricas. Todas elas sabem mais do que nós outros. Lêem Zola, estudam anatomia humana e toma [sic] cerveja nos cafés. Então as tais normalistas, benza-as Deus, são verdadeiras doutoras de borla e capelo em negócios de namoros. Sei de uma que foi encontrada pelo professor de história natural a debuxar um grandíssimo falo com todos seus apetrechos... (CAMINHA, A. A normalista, 1982, p. 57)

A epígrafe acima nos remete às moças que freqüentavam a Escola Normal, as tais normalistas. Essas moças inspiraram algumas personagens de ficção, em que a figura da “professorinha” foi representada como libertina e ousada para a época. Na obra A normalista do final do século XIX, por exemplo, Maria do Carmo e sua melhor amiga Lídia têm ações e atitudes que não condizem aos costumes da sociedade como: ler as escondidas o Primo Basílio de Eça de Queiroz, tomar cerveja em botequim, andar de braços dados pelas ruas com moços que não eram noivos e nem maridos.

Essas personagens, apesar de estarem conquistando lugar no espaço público, uma atitude emancipada para a época, são, no contexto geral do romance, traídas pela sua sexualidade, a qual lhes permitem serem frágeis, inseguras, insensatas e instintivas. Esse exemplo chama a atenção para as representações que foram construídas através dos tempos sobre a mulher que decide ser professora. Representações estas, em sua maioria, fabricadas pela sociedade.

Como se sabe para conquistar o espaço que tem hoje, a mulher realizou um percurso que não foi fácil. Nesse movimento emancipatório, as mulheres foram estereotipadas e receberam representações das mais variadas formas, o que dificultava ainda mais sua movimentação na escala de valores social.

Por esse motivo, os locais públicos sempre foram consagrados como o lugar masculino, no qual o homem encena papel importante e reconhecido, encarnando a honra e a virtude. A mulher pública, ao contrário, é considerada uma infame, por isso é tida como promíscua. Sob esse ponto de vista, muitos estudos das ciências biológicas e naturais, desse mesmo período, descreviam as mulheres como doentes perpétuas, histéricas, incapazes de fazer abstrações, de criar e, acima de tudo, de governar (PERROT, 1988).

A incapacidade intelectual implícita nessas representações delegou às mulheres os cuidados domésticos, envolveu-as com as obrigações da casa e da família, fazendo do privado um lugar reconhecido como seu. Essas representações acarretaram e influenciaram várias outras que foram surgindo ao longo da história, pois à medida que colocavam seus passos em territórios antes inimaginados, outras representações iam surgindo para reivindicar, dar apoio ou contestar a ocupação de novos lugares na sociedade.

Um desses lugares foi a escola, cujas representações nela criadas são objeto deste estudo que analisa as imagens das professoras em três obras literárias, da década de 30 do século XX, período expressivo devido aos acontecimentos históricos e econômicos que muito contribuíram para o engajamento dos escritores da época.

Em O Quinze, de Raquel de Queiroz (1930), São Bernardo, de Graciliano Ramos (1934) e Mar Morto, de Jorge Amado (1936). Faz-se presente a figura da mulher professora, veiculando imagens e representações que circulam na sociedade, as quais ajudam na construção do quadro de representações que temos hoje. Assim entendemos que “a representação inclui as práticas de significação e os sistemas simbólicos por meio dos quais os significados são produzidos, posicionando-nos como sujeitos. É por meio dos significados produzidos pelas representações que damos sentido à nossa experiência e àquilo que somos” (WOODWARD 2003, p.17).

Dessa forma, esse sistema simbólico em constante modificação sugere aquilo que somos ou podemos nos tornar, ou seja, é um sistema que constitui nossa identidade. Refletindo os interesses e os valores da cultura vigente, os significados produzidos por meio da linguagem dão voz a valores políticos e culturais de uma sociedade com a intenção de responder à demanda social. Parafraseando Costa (1999), tomaremos as obras literárias como discursos implicados em relações de poder, buscando demonstrar como certos discursos e estratégias são acionados no dispositivo da literatura para produzir histórias que nos falam, a partir de um lugar privilegiado.

As representações da docência

Vários são os processos vivenciados pelas mulheres na conquista do espaço nas salas de aula. Esses se apresentavam sempre carregados de representações, as quais permitiram que as mulheres, antes reduzidas às funções da casa, passassem a ser indicada ao magistério e a outras profissões, modificando sua participação na economia do país. A docência se inicia ainda no período colonial. No qual a atividade de ensinar ficava a cargo dos jesuítas que a consolida e se estabelecem como únicos educadores por quase 200 anos; trabalho que mantiveram com autonomia e poder, até serem tidos como ameaça pelo Estado e afastados desta prática. Que até então passa a ser exercida por homens, e, só em 1847, é criada uma Escola Normal feminina no Seminário das Educandas. De fato, as alterações no contexto social e econômico dão abertura a um novo discurso que autoriza a entrada das mulheres no magistério, pois crescia a demanda por uma educação institucionalizada e para todos, necessitando de sua força na profissão docente. Diante dessas mudanças, temos a construção de um novo discurso apoiado pela igreja, estreitando os laços da profissão docente com a maternidade e continuidade do exercício da mulher no lar e na educação dos filhos. Em outras palavras, naquele momento, aceitava-se que as mulheres atuassem profissionalmente, desde que isso fosse tomar conta de alguém com abnegação e carinho. Para Almeida (1998, p.45), “nesse contexto, o magistério de crianças configurou-se bastante adequado ao papel da mulher como regeneradora da sociedade e salvadora da pátria e tornou-se aceitável, em termos sociais, familiares e pessoais, que ela trabalhasse como professora” e fosse por isso remunerada.

Todavia, nem todos aceitavam essa movimentação feminina pacificamente e posicionando-se contra, por exemplo, de acordo com Louro (2001), com o apoio de um discurso científico da época, postulavam-se diferenças entre os cérebros femininos e masculinos, atribuindo ao primeiro pouco desenvolvimento. E foi contra esse tipo discurso que as mulheres professoras tinham de lutar para exercerem a docência.

Em contrapartida, havia outros discursos que valorizavam a presença da mulher no magistério, caracterizando-o como uma profissão tipicamente feminina, sendo apenas necessária uma boa formação, função cumprida pela Escola Normal. A qual é dada a função de normatizar professores/as para que pudessem desenvolver com êxito suas funções de modernização da sociedade, higienização da família e a construção da cidadania dos jovens.

Com a proliferação das escolas normais e com a necessidade de prolongamento do ano letivo, e a argumentação de que o magistério necessitava de dedicação, disponibilidade, amor, submissão, abnegação e sacrifício, a mulher abraça a carreira de professora utilizando este discurso maternalista, em grande parte porque precisava trabalhar.

Outro fator que vai impulsionar a entrada nas mulheres nas escolas é a intervenção do Estado sobre a docência, refletindo-se na formalização do magistério, que até então era exercido por homens que levavam a profissão de professor em conjunto com outras. Com a formalização do ensino, houve a necessidade de escolher, pois, agora o magistério possuía uma carga horária maior e mais rígida.

Tendo que cumprir programas, objetivos, normas e calendários já estabelecidos por instâncias fora da escola, o/a profissional deixava de ser dono/a de seu trabalho. Cabia aos/às professores/as apenas cumprir regras. Esse fato deixou de atrair os homens que, com o crescimento da oferta de trabalho proporcionando melhor remuneração, ocasionado pela industrialização, possuíam outras opções de trabalho que lhes davam maior autonomia. Assim, começam a sair das salas de aula. Nesse sentido, vários discursos dão à mulher o espaço para exercerem a profissão docente. Por uma questão de interesse social e econômico, a feminização do magistério é incentivada por ser uma das poucas profissões que carregam características atribuídas ao sexo feminino. Criam-se, assim, condições necessárias para a entrada da mulher no magistério. Silva (apud LOURO, 1998) complementa que:

os significados que as representações acabam produzindo não preexistem no mundo, mas eles têm que ser criados, e são criados socialmente, isto é, são criados através de relações sociais de poder. Por isso, ele enfatiza que os modos como os grupos sociais são representados podem nos indicar o quanto esses grupos exercitam o poder, podem nos apontar quem é, mais freqüentemente, “objeto” ou “sujeito da representação”. Em outras palavras, podem nos apontar quem utiliza o poder para representar o outro e quem apenas é representado. (p.102)

Diante dessa nova necessidade social de educação para todos, e com a entrada da mulher na escola, várias representações circularam pela sociedade na tentativa de legitimar o lugar da mulher, como podemos perceber por meio desta breve contextualização da mulher e da profissão docente. Assim, nota-se que as representações tanto na esfera privada quanto na pública vão se modificando ao longo do tempo para atender às necessidades sociais que variam juntamente com a condição econômica e política do país.

Louro (2000) enfatiza que as representações das professoras que circularam pela sociedade vão da solteirona, severa e bruxa à professorinha, meiga e afetuosa, entre outras.

As caricaturas das revistas, as canções, os depoimentos e as estórias contadas pelos mais velhos ajudam a reconstituir algumas das representações das professoras. Não é por acaso que as fotos antigas nos mostram figuras severas, de roupas escuras, abotoadas e de manga compridas. Antigas caricaturas desenham-na, por vezes, como uma mulher carrancuda, sem atrativos, quase uma bruxa munida de uma vara para apontar o quadro-negro e sempre, sempre de óculos.(p.81)

No imaginário das pessoas pairavam várias imagens de professoras. A solteirona sisuda que não se casara porque era feia e lugar para esse tipo de mulher seria a escola, onde poderia, além de outras coisas, realizar-se maternalmente com filhos alheios. Já a mulher bonita, mesmo antes de terminar o curso Normal, tornava-se a professorinha meiga e afetuosa e, por isso, além de cantada em prosa e verso, era tida como um bom partido na sociedade local. No entanto, independentemente da beleza, todas, na fotografia escolar com seus alunos, eram capturadas sob a proteção máxima de um único homem, o diretor do Grupo Escolar, que, ao complementar a metáfora da grande família escolar, representava a autoridade e a ordem.

Esse percurso revela-nos que uma série de representações sobre a docência, a qual está em um eterno movimento, mostrando que o entendimento do que foi dito sobre a mulher professora é extremamente importante para o entendimento das características desta profissão.

Professoras de Papel

As obras analisadas são: O Quinze, de Raquel de Queiroz (1930), São Bernardo, de Graciliano Ramos (1934) e Mar Morto, de Jorge Amado (1936), as quais foram selecionadas entre os romances que fazem parte da geração de 30, que em linhas gerais, têm sua prosa marcada pela preocupação com o povo e a construção de uma identidade nacional, denunciando as condições sociais a que esse povo é submetido.

Em O Quinze, Conceição - personagem de Raquel de Queiroz - é uma professora que vive no cenário do Nordeste alarmado pela terrível seca de 1915. Na seqüência Madalena, professora do romance São Bernardo, casa-se com Paulo Honório, fazendeiro abastado e conservador cujo discurso explicita o preconceito da sociedade perante as mulheres que freqüentaram a Escola Normal. Além disso, aborda a precariedade e o descaso do ensino rural. O terceiro romance tem como personagem, D. Dulce, professora criada por Jorge Amado, desfila todos os predicativos de uma professora exemplar, sonhadora e dedicada que educa os meninos do cais.

Conceição, Madalena e Dulce são uma parcela das muitas professoras presentes na literatura. Essas representações ajudam a explicitar o que foi veiculado sobre a mulher professora e a demonstrar como a profissão docente foi, ao longo do tempo, caracterizando-se como uma profissão feminina.

Profissão que surge em meio a representações muitas vezes contraditórias, pois a sociedade quando concede o acesso da mulher à escola, movida por necessidades históricas, políticas e econômicas, não consegue unir a figura tradicionalmente criada para a mulher com o magistério. Sem negar o papel de mãe e esposa, a sociedade acaba dando abertura para que surja uma série de discursos sobre o novo comportamento.

Tais discursos ora louvam a oportunidade da mulher estudar, ora solucionam os problemas das moças que não se casam e ora criticam os comportamentos por elas assumidos. Além desses discursos, essas mulheres têm de enfrentar e competir com os homens que, por muito tempo, estiveram à frente da docência. No percurso histórico, por vários motivos, as mulheres acabam sendo maioria no espaço escolar, feminizando o magistério. Isso torna a profissão desvalorizada socialmente, devido à violência simbólica que subjuga o feminino. Todos que permanecem atuando nesse espaço são vítimas dessa violência, inclusive os homens professores.

No romance, as três professoras ocupam uma posição marginal e têm de enfrentar não só a reação preconceituosa dos outros, como também toda a carga de convenções sociais que elas próprias introjetam. Entre elas, Madalena é a única a contrair casamento e ter filho, entretanto não consegue romper a resistência do marido machista e o casamento não é duradouro e nem feliz. Devido às suas idéias socialistas, entra em choque com a visão capitalista de Paulo Honório, enlouquecendo-o de ciúmes. Por isso, este a acusa de ser incapaz de amar e ter cuidados com o filho.

A aproximação de Madalena com Conceição pode ser feita pelo fato de ambas poderem escolher se casar com homens ligados à terra como Vicente e Paulo Honório, dois matutos que só entendem de plantação e gado. Diante da possibilidade de casamento, Madalena casa-se, sem pensar no tipo de homem que viverá a seu lado e paga com a vida as conseqüências desse ato.

Conceição, por sua vez, atua de modo diferente. Demonstra um grande afeto por Vicente, mas pondera sobre as diferenças de hábito e de gosto entre os dois. Não se deixando vencer pelos sentimentos, opta pelo não casamento e dá outro rumo à sua vida. Fingindo não ligar para as observações da avó, assume seu solteirismo, preenchendo a vida com as aulas na escola, leituras e com os retirantes do campo de concentração. Adota uma criança afastando de vez a possibilidade de casamento com outros pretendentes.

A protagonista de Jorge Amado, D. Dulce, não constitui família, e se faz presente na vida dos marinheiros. Simbolicamente é a mãe de todos os filhos do cais, pelos quais reza e espera uma vida melhor. Sua marca é a fé e esperança num milagre que perpassa todo o romance.

A voz dos personagens, sempre lhe evocam a presença. Ao longo da trama, esse milagre vai gradualmente sendo explicitado ao leitor, revelando a força e o significado dos ideais socialistas dessa missionária do ensino, que se igualam aos de Conceição e Madalena.

Essas três personagens, representadas sem desejo carnal e sexualidade, colocam acima de tudo o idealismo social e o compromisso profissional. Distanciam-se do mito da mulher-mãe e esposa voltada para o mundo interno do lar. Oscilam entre a sua condição feminina e o grande desejo de ir além dessas fronteiras simbólicas, construídas pelos discursos.

O destino dessas três professoras de papel parece indicar que o percurso das mulheres que ocupam novos espaços na sociedade, de alguma maneira cria impedimento para que desenvolvam as atividades e funções que há muito lhes são atribuídas, como ser mãe e esposa. Há uma cisão total entre a realização profissional e a realização pessoal, reforçando a crença de que o lugar da esposa e da mãe é o lar.

Conceição, Madalena e Dulce não podem ser felizes, pois compartilham o mesmo destino: convivem com a maioria subjugada e dividem com ela o anseio por justiça e o bem comum, talvez por isso sejam marcadas por idéias socialistas. “Chegara até arriscar em leituras socialistas, e justamente dessas leituras é que lhe saíam as piores das tais idéias, estranhas e absurdas à avó”. (Queiroz, 1977, p.5) Paulo Honório faz dos conhecimentos de Madalena alimento para suas suspeitas e ciúmes, “Pensei nos meus oitenta e nove quilos, neste rosto vermelho de sobrancelhas espessas. Cruzei descontente as mãos enormes, cabeludas, endurecidas em muitos anos de lavoura. Misturei tudo ao materialismo e ao comunismo de Madalena – e comecei a sentir ciúmes”.(Ramos, 1976, p.121)

Da mesma forma Paulo Honório, Vicente e os pescadores do cais, não podem ser felizes. Todos, sem distinção de sexo, raça e cor têm essa sina, pois todos são prisioneiros do gênero que, atrelado ao discurso patriarcal, lhes atribui papéis socialmente determinados e muitas vezes difíceis de se concretizar. Todavia, no embate de forças que se configuram dessa articulação, as mulheres e homens têm lutado para marcar uma posição.

As atuações de Conceição, Madalena e D. Dulce revelam que, apesar de levarem uma vida na qual são marginalizadas, confirmam a importância da Escola Normal para as mulheres, ou seja, além de prepará-las para o magistério, abre-lhes perspectivas e oportunidades para uma vida intelectual e cultural mais rica, possibilitando-lhes a participação na vida social e política de sua comunidade.

Denunciando as condições de vida dos retirantes, dos trabalhadores rurais, dos pescadores e a dominação patriarcal que se estende aos esposos, colocam-se contra as injustiças sociais que condenam essas pessoas a uma vida de miséria e de dificuldades. A convivência com Conceição, Madalena e Dulce permite às outras personagens dos três romances que voltem seus olhares sobre suas vidas e desejem sonhar com dias melhores, ou seja, mostram novos caminhos.

A movimentação dessas três personagens dos anos 30 mostram-se adiante dos diferentes discursos que explicitavam como deveria ser a mulher para exercer a profissão docente, rompem barreiras e desestruturam representações, construindo uma metáfora das minorias. Propondo assim uma reflexão sobre as representações e os discursos sociais que estabelecem lugares diferentes para homens e mulheres e principalmente uma reflexão sobre os discurso que circularam sobre a docência.

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