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CONTADORES DE HISTÓRIAS: A HORA DO ARREPIO, UMA PROPOSTA DE LETRAMENTO COM CRIANÇAS COM HISTÓRICO DE FRACASSO ESCOLAR

Elisa Nacif Diniz
Silvana Capobiango

“Quem se arrepia quando ouve uma história, é porque ela é verdadeira”
Ana Maria ( 9 anos)

Como professoras das séries iniciais do ensino fundamental, sempre buscamos na nossa prática, tanto da sala de aula regular, quanto nos espaços da sala de informática educativa e da sala de leitura, a literatura, com forte ênfase no gênero popular. Usamos e abusamos da contação de histórias, da leitura de contos, de livros infantis. Buscamos com isso a valorização da imaginação dos nossos alunos como fonte de aproximação com eles, como forma de facilitar seus processos de aprendizagem e por puro prazer.
A presente comunicação tem como objetivo relatar uma experiência surgida a partir de um trabalho desenvolvido na informática educativa na E. M. Eulália da Silveira Bragança, que atende ao 1º e ao 2º ciclo do Ensino Fundamental e está localizada em um bairro popular de Niterói-RJ, com alto índice de analfabetismo, de acordo com amostragens realizadas na própria escola. No decorrer do ano de 2003, essa experiência possibilitou uma rica produção de leitura, escrita e artística e que pelo êxito alcançado, estimulou no ano seguinte a constituição de um grupo de contadores de história, que hoje intitula-se “Grupo de Contadores de História A Hora do Arrepio”. Os alunos em questão formavam uma turma de 3º ano escolar, se tornando objeto deste estudo.
O trabalho proposto pela equipe de coordenação de informática da Rede Municipal de Niterói propõe através da articulação entre os diversos professores da escola, a rigor sala regular, sala de informática e sala de leitura, a construção coletiva de projetos que possibilitem aos alunos uma vivência crítica e libertadora do conhecimento, seja ele informatizado ou não. O trabalho não é orientado para a transmissão de conhecimentos técnicos de informática, ao contrário, a dinâmica valorizada é aquela que permite ao aluno interagir com variadas linguagens e disciplinas e a partir daí construir conhecimentos.
No ano de 2003, o 1º projeto desenvolvido na sala de informática, baseado no software “A casa maluca”, foi realizado com as 10 turmas do turno da manhã de 1º e 2º ciclos e tinha como um de seus objetivos a construção coletiva de um livro. Uma turma de alunos retidos ao final do 1º ciclo se destaca neste 1º projeto pelo interesse demonstrado na “construção”do livro e na parceria com a professora da sala de aula, que neste momento “acreditou” na potencialidade de seus alunos. As peculiaridades dessa turma favoreceram o trabalho coletivo. Em função da sua condição de “classe de reorientação ”, a turma tinha apenas 21 alunos, um número reduzido em relação às outras turmas, o que permitia uma maior proximidade entre nós. Esses alunos tinham em comum o estigma do fracasso escolar, eram crianças retidas ao final do 1º ciclo por apresentarem inúmeras dificuldades em seu processo de alfabetização e que, em 2003, já apresentavam uma distorção na série/idade que em alguns casos já era de 2 anos. A turma também se caracterizava pela baixa auto-estima, pela intolerância nas relações individuais e coletivas, mas principalmente por um desejo de superar essas dificuldades, que talvez por não saberem como demonstrá-lo, acabavam tendo reações clássicas dos alunos “carimbados” pelo fracasso escolar.
O trabalho com o software “A casa Maluca” tinha uma narrativa que mexeu com a imaginação dos alunos e através do diálogo estabelecido entre nós, a turma iniciou um processo (que ainda não terminou) no qual se tornavam leitores/autores, mesmo que ainda timidamente, como pudemos perceber pelos textos produzidos.
Os livros deste 1º projeto foram produzidos em duplas ou trios e pudemos perceber pela sua elaboração que lhes faltava autonomia na escrita, apresentavam textos/frases pouco elaborados, fragmentados. Mas foi nesse momento de desafio e de integração entre professor/aluno que conseguimos perceber o despertar do desejo nos alunos, de criar no Projeto seguinte ( Trabalho do Povo Brasileiro) outro livro. Borba(2001p2), nos lembra que o “fluxo de comunicação verbal” não acontece de forma separada da língua e nos traz Bakhtin: “os indivíduos não recebem a língua pronta para ser usada; eles penetram na corrente de comunicação verbal; ou melhor, somente quando mergulham nessa corrente é que sua consciência desperta e começa a operar”(Bakhtin,1981,p.108 apud Borba, 2001). E com essa certeza de que os alunos despertariam e passariam a agir com mais autonomia diante de seu fazer, que demos continuidade ao trabalho através do 2º projeto.
No 2º livro, a dinâmica foi a construção de um único texto pela turma toda, o que favoreceu o “pensar” sobre o que escreviam de um modo mais consciente e crítico. Neste caminhar, nota-se uma crescente apropriação dos elementos da língua escrita e o desenvolvimento de um senso de coletividade que realimenta as atitudes da turma, estimulados pelo diálogo fomentado entre aluno/professora/texto eles foram estruturando suas identidades com uma auto-estima mais elevada.
Ao longo do ano, íamos colhendo sinais, pistas (Ginzburg,1991) que realimentavam o trabalho com a turma e possibilitavam a prática da auto-avaliação (pessoal e coletiva), através da qual íamos mediando nosso trabalho.
Na início do 2º semestre, trabalhamos com uma série de “lendas brasileiras” disponibilizadas para download na página do SESC – SP, dessa experiência, surgiu a proposta de escrevermos um livro com as nossas lendas, as nossas histórias, histórias do nosso cotidiano , dos nossos Sacis, Cucas, lobisomens.... afinal, se essas lendas “existiam” , por que não inventarmos ou apenas registrarmos as nossas?
Borba(2001) nos lembra o quanto podemos esperar da escola enquanto agente social, dando-nos a compreender a potencialidade que esta pode ter na vida dos alunos:
“Nessa experiência de diálogo, que a escola seja um lugar onde possamos dizer quem somos, onde possamos falar de nossas alegrias, contar nossas histórias, falar de nossas tristezas, de nossos desejos, de nossas semelhanças e diferenças, de nossos sonhos e fantasias, compreendendo que é pelo encontro com o outro, pela linguagem e pelo diálogo que nos constituímos como sujeitos e que podemos transformar o mundo” (BORBA, 2001, p13 )
Por concordarmos com Borba, foi estimulado nas crianças esse desejo de “dizer”, de contar com suas palavras o que foi escutado na comunidade e , assim, iniciamos o trabalho de pesquisa e registro de relatos populares.
Como disse a professora Cecília Goulart, no programa Um salto para o futuro (Pacheco,1997,pg8); “Somos pequenas histórias dentro de grandes histórias. Histórias que se cruzam sem cessar, produzindo diferenças: de crenças, de visões de mundo, de modos de falar, de vestir, de comer, entre tantas coisas. Por isso, as nossas leituras são ligadas, e ao mesmo tempo, são diversas.” Com esse olhar de possibilidades, o trabalhamos com nossas memórias. Já a partir de setembro, as crianças começaram a levar para classe as suas histórias pessoais e as colhidas entre seus familiares. Revistas e recontadas ao modo de cada um. Alterando e misturando fatos e personagens, ficção e realidade. Com um trabalho que envolveu fantasia e imaginação em tempo integral, iniciamos os registros. Os momentos em que traziam as histórias eram de pura criação e fruição em sala de aula.
O encantamento que estes momentos produziam na professora e nos alunos teve como resultado o livro: “A hora do arrepio”, que foi construído inteiramente no “coletivo”, desde a coleta e registro das histórias individuais, passando pela ilustração, escolha da capa e do título, pela criação de uma história coletiva para inserção no livro, até a montagem no editor de texto (Word97). Foi impresso um exemplar para cada aluno/autor e ver seus nomes no livro trouxe um reconhecimento de si próprios como sujeitos capazes de construir conhecimento, o que sem dúvida foi um grande ganho para uma turma que tinha até então sua trajetória escolar marcada pela defasagem, pelo fracasso, pela baixa auto-estima.
Realizamos com essa turma um trabalho coletivo e duradouro que atravessou a barreira do ano escolar e encontrou prosseguimento no ano de 2004, quando a turma estruturou um grupo de “Contadores de histórias”, a partir das histórias registradas por eles em seu último livro: “A hora do arrepio”.
Gregório(2003,p67) lembra a força da oralidade na construção de nossas identidades:
“As muitas histórias ouvidas na infância passam a constituir pequenos acervos que, interagindo com nossas vivências, vão contribuindo significativamente para o exercício da crítica acerca das coisas que presenciamos, permitindo apurar nosso papel de cidadão. Não se trata de entender a “moral da história”, mas de perceber que o contar e ouvir histórias podem ser fortes componentes para formar o sentido da responsabilidade social de cada um de nós.”
O grupo de contadores de história “A hora do arrepio” iniciado este ano, tem como núcleo os alunos/autores do livro homônimo e como proposta inicial do trabalho objetivamos a formação/motivação de autores/leitores, a sistematização da leitura e da escrita e o trabalho com variados gêneros literários, priorizando os contos populares e as fábulas. O grupo, sob a nossa coordenação, encontra-se semanalmente fora de seu horário de aula regular, realiza visitas a outros grupos de contação de histórias, fazendo registros através de filmagens, fotografias, gravações digitais. A primeira atividade extra-escola do grupo foi uma visita à Ação Cultural, projeto da prefeitura do Rio de Janeiro coordenado pela contadora de histórias Maria Clara Calvalcante. Lá a Maria Clara e a Olívia, integrantes do Grupo Confabulando, contaram histórias para as crianças que após escutarem encantadas conversarem com as autoras/contadoras de histórias (a aluna Andressa perguntou à Maria Clara se as histórias que elas contavam eram escritas por elas, ao que a contadora respondeu que eram como as que eles tinham escrito: ouvindo uma pouco daqui ou dali!). Eles receberam o último livro (Pode entrar Dona Sorte) editado e autografado pelo Grupo Confabulando e ofereceram um exemplar do livro deles (A hora da arrepio), também autografado, para as contadoras de histórias. O efeito que isso teve em sua auto-estima foi muito grande e contribuiu para a perseverança das crianças. Eles se reconheceram como autores, como sujeitos de sua prática.
A dinâmica de nossos encontros tem como característica a valorização do que os alunos demonstram “desejar”, não sendo um espaço formal de aula, as atividades, mesmo dirigidas inicialmente por nós, encontram pela flexibilidade e disposição do grupo na “voz“ dos alunos, o caminho que devemos seguir. Em um desses encontros em junho de 2004, onde a pretensão inicial era que contássemos as histórias já escritas por eles e registradas no livro A hora do arrepio, as crianças “descobriram” uma caixa na Sala de Informática onde guardamos panos, tnt, retalhos de rendas e a partir daqueles retalhos imaginaram “fantasias” de noivas e delegados, mocinhos e vilões, fadas e bruxas e criaram “no momento” uma história que contemplava todos os participantes no dia com um papel especial e tinha um enredo com: veracidade, lógica, criatividade e sentido! Foi um momento de rica produção coletiva!
Valemo-nos de Aguiar(2001) para analisar este processo de criação:
“ A imaginação é um aspecto essencial da mente da criança, e é através dela que sua consciência elabora, num primeiro momento, os dados da realidade circundante: imaginando o leitor forma novas combinações, joga com objetos e pessoas, faz transferências de características, cria situações e explica o mundo ao sabor de sua mente fantasiosa.”
Como nossos encontros eram todos filmados, uma das constantes solicitações das crianças era a exibição das histórias contadas, tanto para eles próprios, quanto para os outros alunos da turma que não participam do grupo da contação. Fica claro que contar suas próprias histórias e exibí-las em gravações ou projeções na escola, é para cada uma das crianças um momento de puro êxtase. Nessas oportunidades, eles se destacam dos demais alunos, não pelo rótulo de “turma de reorientação”, mas, ao contrário, se diferenciam pela audácia, pela capacidade de superação, pela coragem de mostrar que são capazes de produzir.

A contação de histórias se apresenta para este grupo como uma possibilidade de inserção nas histórias de sucesso escolar.
As crianças deste grupo querem mais, querem crescer, estão em busca de algo

 

 

 

significativo em seu processo de construção do conhecimento, como vemos pelo fragmento da carta da aluna Adriana, entregue a nós em maio de 2004:

O trabalho desenvolve-se para além dos muros da escola a partir da apresentação do grupo de forma oficial à comunidade escolar, inserindo-se aí, tanto a equipe de profissionais da escola, quanto os pais, responsáveis e convidados que assistiram à 1ª contação de histórias oficial do grupo, em noite especialmente organizada por eles no dia 23 de setembro de 2004, onde as crianças mostraram todo seu potencial “armazenado” durante esses anos. A atividade se realizou de noite, com a intenção de contar com todos os responsáveis (intento que foi conseguido, não faltou ninguém), as crianças entram cantando e já encantando a platéia ao dar as boas-vindas com uma música folclórica. Na apresentação, foi respeitada a escolha de cada um: a aluna Tamíris e o aluno Gustavo foram os apresentadores da noite , os alunos Romário, Adriana, Catherine e Jozimar contaram suas histórias sendo muito aplaudidos, a aluna Andressa que iria também contar se envergonhou e não contou, mas, como os demais integrantes que ainda não haviam demonstrado desejo de “contar” em público as histórias que nos encantavam em nossos encontros, esteve ao lado dos companheiros até os aplausos finais e o bem merecido lanche!
Como se pode ver, os convidados foram agraciados com um evento diferente do que estavam acostumados na escola. Desta vez a “festa” era apenas o pano de fundo de um momento cultural proporcionado por alunos que nunca haviam sido reconhecidos por seus “méritos” cognitivos. Os pais aplaudiam os filhos “contadores de história” com tamanho entusiasmo que confirmava de vez que o caminho escolhido por nós era o do sucesso.
Paulo Freire (2001) nos chama à razão ao dizer que a “posição normal do homem ,[...] é não só de estar no mundo, mas com ele.”(p47) Às nossas crianças, não basta decodificar um alfabetário arbitrado por uma porção da humanidade; é preciso ousar mais. Precisamos oferecer a essas crianças, reais possibilidades de apropriação do espaço, da voz e da vez de que necessitam para estar com o mundo, como sujeitos de sua existência e não objetos da realidade. E a prática da contação de histórias na forma como foi desenvolvida pelo grupo nos colocou como sujeitos, como agentes capazes de transformar realidades.
A partir desse momento, os alunos passaram a se apresentar também para as turmas do turno da tarde e nesses encontros ocorridos na sala de leitura, eles assumem a contação das histórias, interagindo com os alunos e a professora da sala de leitura.
Nesse ambiente, nos detemos em uma análise mais profunda a respeito do desenvolvimento das crianças que compõem o grupo de contadores de história. Podemos testemunhar o esforço, aos poucos recompensado, para garantir uma leitura fluente de textos que antes eram lidos de forma silabada e de difícil entendimento e com isso observar a postura cada vez mais segura das crianças ao contar e interpretar as história.
O crescimento da autonomia e da independência com relação à leitura e à escrita são conseqüências evidentes desse processo e do progressivo letramento dessas crianças.
O letramento, segundo Magda Soares, surge quando “minimante” se resolve o problema do analfabetismo e as sociedades, que deixam de ser ágrafas, passam a demandar mais; este é o plus para o letramento.” Letramento é o estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita”.(Soares,2003,p47). Buscamos no trabalho com a contação de histórias, possibilitar às crianças a apropriação da língua para além dos códigos arbitrados, ainda que necessários, e ajudá-las a enveredar-se no uso consciente e crítico de sua língua, incentivando o seu processo de letramento.
Gregório (2003) fala da oralidade na produção dos sujeitos:
“Não só falando ou contando histórias, mas ouvindo o outro contar também, ouvindo a voz do outro, o homem partilha suas impressões sobre a vida e discute as questões que ocorrem à sua volta. Vamo-nos tornando cidadãos à medida que, conhecendo a realidade que nos cerca, por meio de troca de notícias e de argumentos, adquirimos não só a sensibilidade necessária para perceber nossos acertos, nossos erros, os erros e os acertos dos outros, mas principalmente a capacidade de intervir e transformar esta realidade.”(Gregório Filho,2003, p67)
Remetemo-nos a Vygotsky(1998), para quem a vida em sociedade é essencial para o desenvolvimento do homem enquanto HUMANO. Nesse processo, a linguagem assume papel fundamental, ou seja, é por mediação da linguagem que o homem alcança conhecimento. Ainda segundo o autor, não existe sujeito sem ser constituído através da interação com os outros e com o mundo exterior. Quanto mais rica for esta inter-relação maior possibilidade de desenvolvimento para o sujeito. Nosso trabalho deu-nos a oportunidade de percebemos a importância da linguagem, priorizada na contação de histórias, para que as crianças se desenvolvam, ampliando sua humanidade.
O comprometimento que os alunos demonstram ao ler, reler, estudar os textos que eles desejam contar, a concentração com que buscam lapidar suas histórias, o entusiasmo que demonstram ao querer participar , nos instigam a formular a seguinte hipótese: A prática da contação de história pelas próprias crianças possibilita que elas desenvolvam segurança, auto-confiança, desinibição, auto-crítica, em suma, que elas se assumam enquanto sujeitos seu fazer. E dessa forma, tornando-se capazes de , como nos diz Gregório(2003), “intervir e mudar a realidade em que vivem ”.
Acreditamos estar na pista do nos propõe Borba (2001,p13) :
“Que se criem, então, condições para que a criança produza linguagens e conhecimentos, diga sua própria palavra e faça história com ela, entrelaçando sua voz com as outras vozes que se fazem presente na escola, com outros sujeitos, com outras histórias.”
Diante dessas constatações, surgem alguns questionamentos: “Até que ponto as representações sociais que os professores têm a respeito do aluno interferem na possibilidade (do aluno) de letramento através da prática pessoal da contação de histórias?
O que faz uma criança com “dificuldade de aprendizagem escolar”, que “se afirma incapaz de ler as horas”, reescrever, integralmente e por iniciativa própria, uma história que ouviu apenas uma vez de uma contadora de histórias?
Que mágica é capaz de fazer um menino de 12 anos, com grande defasagem “série/idade”, se expor, se comprometer ao oralizar uma história criada na sua imaginação ou recontada da história de um artista profissional? O que faz com que crianças tímidas lutem com seus medos para ir à frente do grupo contar entre risos um causo da sua vida?
Estamos em busca de caminhos que nos auxiliem a responder esses questionamentos fomentados pelo trabalho descrito acima, e encontramos na fala da professora Ângela Borba um objetivo a perseguir : fazer da escola um lugar onde a voz do aluno seja ouvida e respeitada.

Referências bibliográficas:

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