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RÁDIO POSTE UNIÃO: UMA EXPERIÊNCIA COM MÍDIA ALTERNATIVA NO PROCESSO EDUCATIVO NA PERIFERIA DE MACEIÓ

Antonio Francisco Ribeiro de Freitas - Universidade Federal de Alagoas – UFAL- <tonaide2000@yahoo.com.br>

Neste trabalho refletimos sobre as ações de pesquisa e extensão em educação, comunicação popular e saúde pública desenvolvidas na promoção da saúde coletiva que realizamos na Rádio Poste União, um sistema de comunicação comunitária/popular de alto-falantes instalado na favela Cidade de Lona, localizada no bairro Eustáquio Gomes, em Maceió. Lá residem cerca de 2 mil pessoas, sendo mais da metade crianças, mergulhadas no abandono, no analfabetismo, na fome e na miséria enfrentando graves problemas de saúde, como verminoses e desnutrição crônica.

1. Introdução
O papel da comunicação é contribuir para modificar as condições de vida da comunidade, ao levar informações úteis e relevantes nas áreas: cultural, educacional, sanitária, ambiental, nutricional e de saúde pública, dentre outras – elevando o nível de conhecimento e de informação da comunidade.
Também compete à ação comunicacional desenvolver campanhas que melhorem a qualidade de vida, elevem a auto-estima dos indivíduos, estimulem a cultura local, valorizem a identidade dos sujeitos e da coletividade, sua cultura – além de difundir a ciência, a arte e a tecnologia. Eis o papel da comunicação e dos comunicadores socialmente comprometidos com a coletividade.
Neste projeto, utilizamos o sistema de alto-falantes (SAF), por ser uma mídia alternativa de baixo custo e que pode ser manuseada/utilizada pela própria comunidade, para transmitir informações e conhecimentos básicos, por meio de programas dos mais variados formatos, e elaborados em linguagem popular, nos quais são veiculados esclarecimentos sobre saúde pública, de prevenção ao uso de drogas, de melhoria nutricional da comunidade – como o melhor aproveitamento dos alimentos, que são raros e caros para essa camada da população, de combate às verminoses e outros temas.
Além da realização de reportagens especiais sobre prevenção de DST (Quadro Saúde do Sexo), doenças mais recorrentes e outros temas de interesse da comunidade. Para tanto são produzidas reportagens/programas especiais pelos alunos que cursam a disciplina Laboratório de Pequenos Meios e Radiojornalismo do 3º ano de jornalismo, com os pesquisadores/ especialistas do Centro de Ciências da Saúde e áreas conexas que integram o quadro da


(Professor adjunto do Curso de Comunicação Social da UFAL. Jornalista. Mestre em Letras. Doutor em Ciência da Linguagem. Membro do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Comunicação e Informação (NEPEC) e do Laboratório de Educação Popular em Saúde (LEPS), do Núcleo de Saúde Pública (NUSP) da UFAL).
Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e com as autoridades médicas do município.
Visamos incentivar atividades de extensão por meio dos sistemas alternativos de comunicação oral e visual, tendo em conta o elevado analfabetismo das comunidades onde atuamos – notadamente envolvendo as áreas de Comunicação e Saúde Pública, pois por meio da difusão midiática comunitária, entendemos que o impacto das ações extensionistas e de pesquisa da UFAL dirigidas contra o mais grave problema da coletividade alagoana, a precariedade da saúde pública, serão muito mais abrangentes e positivas tanto em termos quantitativos quanto qualitativos. Projetos integrados e continuados de extensão e pesquisa em Comunicação e Saúde inexistem em Alagoas.

2. Objetivos
Para a realização dos trabalhos de pesquisa e extensão em comunicação comunitária utilizamos o Laboratório de Radiojornalismo do Departamento de Comunicação Social (DECOS) da UFAL onde fazemos desde a construção das pautas até a produção e a edição das matérias sócio-educativas e de saúde pública.
Dessa forma objetivamos estimular a pesquisa e a extensão no Departamento de Comunicação, incentivar os trabalhos de pesquisa e a ação extensionista para Comunicação e Saúde; permitir que os alunos apliquem seus conhecimentos teóricos (em Comunicação Comunitária e Popular, Pequenos Meios, Radiojornalismo e as técnicas de captação, redação e edição em rádio comunitária) de maneira efetiva e voltada para os grupos sociais mais carentes.
Além disso, visamos utilizar essa mídia alternativa como canal prioritário de extensão, pois ela atinge um elevado número de ouvintes residentes na periferia e de baixa condição social, que necessitam de informações de qualidade em linguagem simples, clara e coerente, num trabalho jornalístico de conteúdo educativo e popular.
Outra meta é ampliar os canais de extensão/difusão do conhecimento científico produzido na UFAL em todos os campos do saber – arte, ciência e tecnologia, possibilitar a criação da Rede alagoana de rádios comunitárias (RARCs) – para a difusão de programas radiofônicos produzidos pelo DECOS/UFAL de conteúdo sócio-educativo e cultural. E realizar um trabalho permanente de educomunicação junto às camadas populares, por meio de sistemas de alto-falantes, exibição de vídeos, sociodrama, teatro e outras formas de comunicação alternativa, além de formatar um protótipo de programação visando a distribuição para as 90 rádios comunitárias de Alagoas.

3. Metodologia
Para atingir os objetivos de cidadania e promoção da saúde na periferia urbana de Maceió produzimos e veiculamos semanalmente na Rádio Poste União entrevistas e reportagens especiais nas áreas de Medicina, Agronomia, Nutrição, Psicologia, Direito, etc. abordando nas pautas assuntos de interesse da comunidade.
E criamos quadros na grade de programação da referida rádio que privilegiam o jornalismo de caráter comunitário, com ênfase na saúde e melhoria da qualidade de vida – com temas relevantes para a comunidade, usando uma linguagem popular, permitindo maior interação e diálogo entre os produtores e receptores.
3.1 Contextualização dos problemas de saúde pública em Alagoas
Alagoas tem os 10% mais ricos de sua população ganhando dez vezes mais do que os 40% mais pobres (Veras, 2001). Segundo este autor, o Estado não tem crescido nos últimos anos, além de amargar os danos do retrocesso de uma drástica redução nos ganhos dos que tinham mais, como os grandes fazendeiros e fornecedores de cana.
Nesse contexto, o Estado detém, em nível nacional, os piores indicadores sociais, situação em parte determinada pelas sucessivas crises ocorridas nos últimos anos na indústria sucro-alcooleira, sua principal atividade econômica, contribuindo para um elevado êxodo rural. Maceió, capital do Estado, não dispondo de suficiente infra-estrutura que permita a essa população se instalar e sobreviver com dignidade, sofre com o crescimento urbano desordenado.
Assim, constituem-se as inúmeras favelas existentes na periferia da cidade. Segundo Bentes (2001), Maceió enfrenta o drama vivido pela maioria das grandes cidades brasileiras com relação à ocupação do espaço urbano e qualidade de vida. Inchada pelo processo de favelização e maltratada pela incúria de sucessivos governos, a cidade corre o risco de se transformar num grande cortiço, pois atualmente quase metade de sua população vive em habitações precárias. Esse autor constatou a existência de 135 assentamentos subnormais, nome usado para designar o conjunto de favelas, cortiços e outras formas de habitações não convencionais, que abriga um conglomerado humano de 380 mil pessoas sobrevivendo em condições precárias, num verdadeiro estado de indigência coletiva.
A ausência de uma política efetiva de redistribuição de renda, baseada na criação de empregos, reforma agrária, salários justos, entre outras medidas, e o conseqüente agravamento da crise social, têm contribuído para o fortalecimento de movimentos sociais, tais como o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), União de Movimentos de Moradia (UMM) antigo Movimento dos Sem Teto, Movimento dos Trabalhadores (MT), Comissão Pastoral da Terra (CPT), entre outros. Essas organizações utilizam como estratégia de luta a ocupação de espaços públicos visando sua conquista definitiva. Essas ocupações caracterizam-se por extrema miséria e precariedade ambiental, condição na qual inúmeras famílias sobrevivem por longos períodos até que alcancem seus objetivos ou sejam expulsos do local. Sob tais circunstâncias, essas comunidades estão especialmente vulneráveis a uma série de agravos à saúde, os quais, no contexto das estatísticas populacionais, não são aferidos com precisão, já que os números ali existentes são diluídos por aqueles constatados nas localidades de melhor nível sanitário (Ferreira, 2000a).
Por outro lado, em virtude da ilegalidade da ocupação do espaço, esse contingente populacional é excluído da atenção do poder público, que ignora sua existência a fim de não gerar um fato que possa favorecê-lo em uma possível disputa jurídica.
Portanto, justifica-se a implementação de estudos epidemiológicos que possam traçar um diagnóstico das condições de saúde dessas populações, bem como implementar um programa de educação e atenção aos principais problemas de saúde prevalentes nessas comunidades.
A Universidade Federal de Alagoas, através do Laboratório de Nutrição Básica e Aplicada (LNBA) do Departamento de Nutrição, interessada em produzir conhecimento, formar recursos humanos e contribuir de alguma forma para amenizar os graves problemas sociais prevalecentes nessas comunidades, desenvolve uma linha de pesquisa denominada Saúde de Populações marginalizadas onde, desde 1995, vem denunciando a gravidade da situação de saúde ali existente (Ferreira et al., 1995, 1996a, b; 1997; 1998a, b, c; 1999; Ferreira, 2000a, b).
Atualmente, o LNBA vem concentrando suas ações na comunidade do União de Movimentos de Moradia (UMM), ora denominada de favela Cidade de Lona, localizada ao lado do Conjunto Eustáquio Gomes de Melo, distante cerca de 3 km do Campus da UFAL.
3.2 Quadro desnutricional
A comunidade do UMM é constituída por cerca de 600 unidades residenciais. A prevalência de desnutrição entre os menores de 6 anos foi de 22,6% (Z ? -2DP do índice estatura para idade). Quase todas as crianças apresentavam pelo menos um tipo de parasita (83,2%), sendo que, destas, 50,9% eram poliparasitadas. A anemia foi detectada em 96,4% das crianças (Ferreira et al., 2002). Observou-se, ainda, que mais de 70% das crianças eram desmamadas precocemente (Melo et al., 2001).
Diante de tais constatações, sentiu-se a necessidade de se implantar um programa de educação e atenção aos principais problemas sanitários dessa comunidade, sendo que, para isso, torna-se imprescindível a realização de um diagnóstico mais amplo, bem como o estudo dos fatores determinantes de tais agravos, a fim de propiciar um melhor planejamento e avaliação das ações.
Com relação aos agravos nutricionais, apesar do espectro de deficiências que envolvem mais de 20 entidades específicas, as carências nutricionais formam, na prática, um reduzido quadro de problemas de real interesse clínico-epidemiológico (Batista-Filho, 1993). Considerando os critérios de prioridade em saúde coletiva (magnitude do problema, dano social e possibilidade de prevenção), somente 4 carências merecem alta relevância: a desnutrição energético-protéica (DEP), a cárie dental, as anemias e a hipovitaminose A.
A DEP é determinada por um consumo calórico-protéico e/ou utilização biológica dos nutrientes inadequados. Do ponto de vista estritamente biológico, sua prevenção se faz através da oferta de uma alimentação que atenda as necessidades nutricionais dos indivíduos, bem como pelo controle das doenças infecto-parasitárias que possam interferir na utilização biológica dos nutrientes presentes na alimentação consumida. Seu principal indicador entre crianças de comunidades pobres, é o índice estatura para idade, um marcador da desnutrição crônica. Ferreira (2000) apresenta uma revisão acerca da magnitude do problema de DEP, os danos decorrentes de sua incidência e as possíveis formas de prevenção e controle.
A cárie dentária e a doença periodontal (doença de gengiva) são problemas de saúde bucal comuns em todo o mundo. Elas ocorrem entre 50% e 99% das pessoas na maioria das comunidades. Seus efeitos adversos podem afetar as condições gerais de saúde de um indivíduo. Para medir a incidência dessas doenças, foi criado um método de avaliação que é aceito por toda a comunidade internacional como indicador do perfil da saúde bucal, denominado CPO-D. Através desse procedimento obtém-se informações sobre o número de pessoas atingidas pela cárie dental, o número de dentes que necessitam tratamento, a proporção de dentes que foram tratados, além de outros dados úteis para a avaliação e implementação de programas de odontologia sanitária (OPAS, 2000a).
A hipovitaminose A constitui um quadro de carência específica de retinol, caracterizado pela diminuição ou esgotamento das reservas hepáticas e conseqüente redução dos níveis de vitamina A sangüínea, produzindo manifestações funcionais e morfológicas específicas (Batista Filho, 1994).

4. A importância da comunicação comunitária nas ações de saúde
Como relatamos, os problemas de saúde pública são graves em nossa região e o trabalho de comunicação popular/comunitária é um elemento de sensibilização e de mudança de mentalidade que visa dialogar com aquela comunidade excluída, sempre respeitando seus valores, sua cultura e estimulando a adoção de novas atitudes para mudanças comportamentais. As investigações sobre a comunicação popular implicam a necessidade de a teoria abarcar os processos no contexto mais amplo em que se realizam, ou seja, devem ir além do estudo do meio comunicativo em si mesmo, pois a dinâmica social no qual este se insere é que vai lhe dar significados.
A comunicação popular é resultado de um processo, que se realiza na própria dinâmica dos movimentos populares, de acordo com as suas necessidades. Nessa perspectiva, uma de suas características essenciais é a questão participativa voltada para a mudança social. Num primeiro momento, ela foi identificada como aquela comunicação simples, de circulação limitada, produzida quase artesanalmente por grupos populares. Em seguida passou a dizer que ela “não se refere ao tipo de instrumento utilizado, mas ao conteúdo das mensagens” lembra (Festa apud PERUZZO, 1998, p. 123), vendo-a como expressão dos interesses das classes subalternas. Temos ainda que:

Não são os meios técnicos em si que definem a comunicação popular, nem tampouco os seus conteúdos. O alternativo estaria no processo de criação conjunta, diálogo, construção de uma realidade distinta na qual a pessoa seja sujeito pleno. O que torna a comunicação popular é a sua inserção no contexto alternativo, caracterizado por sua tendência a romper a ordem do capital, integrar aquilo que o fragmenta. (Gomes apud PERUZZO, 1998, p. 123).

A desconfiança de que os meios massivos não estariam em condições ideológicas ou tecnológicas de apoiar a construção de uma sociedade mais participativa e mais solidária, tem levado o povo e os comunicadores a procurar formas alternativas de comunicação, novos meios de comunicação alternativa, onde o termo alternativa refere-se à substituição dos meios comerciais e estatais de massa por meios de comunicação horizontal que permitam o acesso, a participação e até mesmo a autogestão dos meios pela população organizada.
4.1 No ar: educação, cidadania e saúde na favela
Objetivando relacionar teoria e prática comunicacional popular e/ou comunitária as alunas Amanda Machado de Ataíde Lima e Sally Rose Barros Vieira do 4º ano de jornalismo do Curso de Comunicação Social da UFAL, iniciaram a intervenção na favela denominada Cidade de Lona, e a partir das reflexões geradas no referido projeto de comunicação comunitária naquele local produziram a monografia denominada A comunicação alternativa como processo de inserção social em uma comunidade periférica de Maceió, que resultou no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Pela riqueza de suas reflexões o mesmo foi indicado pela banca examinadora para publicação devido à relevante contribuição teórico-prático na área de comunicação comunitária em Alagoas. Na Cidade de Lona aproximadamente 2,5 mil pessoas vivem em estado de completa miséria, analfabetismo e abandono, com renda familiar de R$ 90,00 por mês (cerca de US 30 por mês) índice muito abaixo do nível de miséria pelos critérios da ONU.
Moram naquele local há 5 anos e habitam em 600 barracas de plástico preto, com 3 metros quadrados de área que abriga em média famílias com 4 pessoas. Tal população de miseráveis é composta de retirantes que fogem da seca, da fome e da miséria do sertão alagoano e tentam uma vida melhor na capital, Maceió. No local existe um barracão de alvenaria, de 8 metros quadrados construído com verbas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Científico (CNPq), da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL) que serve como ponto de apoio para a realização de ações extensionistas e de pesquisa nas áreas de nutrição, medicina social, comunicação, dentre outras.
Há aproximadamente 11 meses conseguimos verbas para implantação de um sistema de comunicação alternativa, por meio de 2 alto-falantes, o qual foi denominado pelos moradores de Rádio Poste União. O referido sistema de comunicação alternativa foi o primeiro passo para a inserção de estudantes de comunicação no programa de pesquisa, ensino e extensão denominado Impacto de um programa acadêmico de ensino, pesquisa e extensão sobre a qualidade de vida de uma comunidade de muito baixa renda – Favela Cidade de Lona, em Maceió, Alagoas que tem na coordenação geral o professor Dr. Haroldo da Silva Ferreira do Laboratório de Nutrição Básica e Aplicada, do Centro de Ciências da Saúde da UFAL.
O propósito da rádio é servir de canal para a realização de pesquisa em comunicação popular e ações de extensão naquela comunidade, desprovida de informação, entretenimento e educação formal.
A rádio começou a funcionar, de fato, no dia 11 de janeiro do ano corrente, das 14h30 às 17h, de segunda à sexta, exceto às quartas-feiras, já que o centro comunitário, onde está instalada, fica ao lado de uma subcongregação da Assembléia de Deus, e o seu funcionamento coincidiu com o horário do círculo de oração da Igreja.

5. Conclusão
O sistema de comunicação alternativo por meio dos alto-falantes da Rádio Poste União se constitui na única fonte planejada de entretenimento, cultura e informação junto àquela comunidade, e vai ampliar a grade de programação e implantar novos formatos – juntamente com os moradores da comunidade, para dinamizar ainda mais as ações de promoção da saúde e da cidadania feitos na favela. Para tanto, a partir de junho de 2004 assumiu a coordenação dos trabalhos de comunicação comunitária a aluna bolsista do 4º ano de jornalismo Bárbara Zeferino.
Entendemos que, para a boa condução de um projeto de promoção comunitária da saúde, notadamente em áreas carentes como essa, é fundamental a atuação conjunta das áreas de comunicação e saúde, pois a utilização de meios alternativos de comunicação tem alcance restrito, mas seu impacto é direto junto à comunidade excluída lá residente. Além de permitir maior interação junto à comunidade, possibilita a difusão da arte, da cultura e instaura um diálogo mais profícuo facilitador de mudanças comportamentais e/ou de mentalidades e de elevação da auto-estima.
Além do fato de que entrevistas, reportagens, debates, mesas-redondas, orientações médico-sanitárias têm uma penetração muito maior, pois o sistema de comunicação, apesar de relativamente simples, cobre toda a área onde estão instaladas as 600 barracas de plástico, que servem como moradia. As dicas de saúde, por exemplo, são passadas ao longo de toda programação, e as emissões são feitas em linguagem coloquial – para facilitar o entendimento, estabelecendo uma prática efetiva de comunicação a serviço da comunidade.

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