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  CURSOS DE FORMAÇÃO DE EDUCADORES AMBIENTAIS – MODALIDADE À DISTÂNCIA: A NECESSIDADE REAL POR MEIO DO VIRTUAL

ENEIDA MARIA MOLFI GOYA – Doutoranda em Educação FE/UNICAMP (grupo Formar-Ciências) /Docente do Instituto Superior de Educação Uirapuru – ISEU/Sorocaba / eneidamg@uol.com.br

INTRODUÇÃO
O Ensino a Distância faz parte da realidade mundial a algum tempo, sendo bastante utilizado em diferentes níveis de ensino fora do nosso país. No Brasil, essa atividade tem ganho cada vez mais força, espaço e investimentos (Folha de S. Paulo, p. E1, 20 de abril de 2003) e deve difundir-se cada vez mais em todos os níveis de ensino, tanto em estabelecimentos de ensino público como particular. Mais recentemente, com a intenção de sanar a falta de professores em algumas áreas específicas, o governo federal aumentou as vagas no ensino à distância em Universidades Públicas nas diferentes regiões do Brasil, para a formação – principalmente - de Licenciados em Ciências Biológicas, Física e Química.
Muitas vezes, quando nos referimos ao Ensino a Distância pensamos logo no ensino via Internet, mas não devemos nos esquecer que o ensino por meio da televisão, por exemplo, também é à distância e talvez esteja mais próximo da maior parte da população por conta da existência do Telecurso e da TV Escola. Essa natureza de ensino e aprendizagem conta com diferentes tecnologias onde "cada uma das tecnologias de comunicação trouxe profundas modificações de capacidades cognitivas e reflexos sociais da maior importância" (D'AMBROSIO, 1999, p. 72).
Com o desenvolvimento da informação, tanto no que diz respeito às fontes, bem como à capacidade de difusão, gera-se uma verdadeira revolução, que afeta a produção, o trabalho e principalmente a educação e a formação de inicial e continuada de professores. "As sociedades atuais são todas, pouco ou muito, sociedades da informação, nas quais o desenvolvimento das tecnologias podem criar um ambiente cultural e educativo suscetível de diversificar as fontes do conhecimento e do saber." (DELORS, 1999, p. 187).
O Governo Federal implantou a Educação a Distância por meio do decreto n.º 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, regulamentando o artigo 80 da Lei 9394/96 e estabelecendo normas que permitem ao cidadão comum buscar sua formação acadêmico-profissional, seu aperfeiçoamento ou a atualização de seus conhecimentos sem deslocar-se de seu trabalho ou residência. Dessa forma, a legislação passa a oficializar o conceito de educação continuada em serviço (FERRACIOLI, 2001).
Tradicionalmente, a educação a distância consiste na elaboração e disponibilização de material didático, exercícios individuais, com assistência de um tutor via telefone, correio ou internet.
Investigar essas novas formas de formação de profissionais, mais especificamente, a formação de Educadores Ambientais é pertinente e necessária, pois trata-se de uma possibilidade efetiva na formação continuada de diferentes profissionais que atuam em áreas ligadas direta ou indiretamente ao meio ambiente e a Educação. Essa questão também é pertinente pelo fato de - tanto meio ambiente e educação ambiental - serem temas que devem ser efetivamente abordados como temas transversais na educação e também devem atender a Política Nacional de Educação Ambiental, deixando de ser tratados como assuntos periféricos, tanto na sociedade como na escola. Quanto ao papel das tecnologias educacionais, os meios de comunicação são "espaços que originam e difundem representações sociais através de fragmentos das diversas interpretações e imagens sobre, entre outros, os problemas ambientais" (REIGOTA, 1999, p. 109). Nesse sentido, considera que "os profissionais envolvidos com a educação ambiental devem procurar discutir o que esses meios representam e divulgam em sociedades com diferentes níveis de escolaridade" (op. cit.).
Ter clareza disso significa lembrar que a prática pedagógica adotada pelo professor interfere diretamente na consolidação e/ou construção de representações sociais em educação ambiental e meio ambiente de quem o escuta. Essa representação irá orientar as práticas pedagógicas e cotidianas do educador ambiental que está formando-se.

POR QUE INVESTIGAR O ENSINO A DISTÂNCIA?
Considerando o Ensino à Distância uma prática que tem se tornado cada vez mais comum entre nós, acho de extrema importância analisarmos as práticas que tem sido adotadas.
Entre os anos de 2000 a 2003 cursei três diferentes cursos a distância e pude perceber aspectos positivos e negativos dessa prática, no que diz respeito à formação de profissionais para trabalharem na área ambiental. Sendo assim, acho pertinente, além de relatar, analisar essa prática para contribuir no melhoramento e na difusão deste tipo de atividade.
A história do ensino à distância no mundo tem se construído desde 1728 por meio, inicialmente, da correspondência.
No Brasil, não se trata de uma modalidade nova visto que Roquette Pinto fundou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro em 1923 que, em 1936 tornou-se a Rádio MEC e tinha fins exclusivamente educacionais e culturais. Na época, procurar novas tecnologias significava a aproximação da escola ao público que estava fora dela. Essa lógica está presente ainda hoje pois, segundo o relatório da UNESCO lançado em 2001 que fala sobre a criança e a mídia, revela-se que “a televisão reforçou sua posição de principal meio de comunicação de massa depois do rádio”. Sendo assim o Ensino à Distância está em um processo de expansão.

POR QUE EDUCAÇÃO AMBIENTAL?
A relação Homem/Natureza não pode ser negada. Enquanto habitante de um determinado lugar, o homem, desde o seu aparecimento na Terra, usa a Natureza e seus recursos enquanto possibilidade de sobrevivência. Com a evolução do homem e por conseqüência a evolução da Ciência e da Tecnologia, faz-se necessário uma reorganização dessa relação Homem/Natureza, para garantir a sustentabilidade desses dois componentes.
Sendo assim, desde os primeiros momentos da história do Movimento Ambientalista e da própria trajetória da história Educação Ambiental (DIAS, 2000), tenta-se mudar ou adequar as ações humanas, as relação de trabalho e produção, à possibilidade de sustentabilidade da vida na Terra, vida esta com um mínimo de qualidade e o menos desigual possível.
Vejo que para alcançarmos este objetivo é necessário "ecologizar a economia, a pedagogia, a educação, a cultura, a ciência." (GADOTTI, 2000) pois, como afirma Elmar Altvater (1995, p. 8), "hoje a questão social pode ser elaborada adequadamente apenas como questão ecológica". Ou seja, a questão ecológica tornou-se eminentemente social. Talvez a ferramenta “à distância” facilite e diminua distâncias para que isso aconteça.
Como dizia Paulo Freire: "mudar é difícil, mas possível e urgente!". Sendo assim, abordar este tema que envolve a questão ambiental, ou ainda possibilitar a inclusão efetiva da dimensão ambiental na Educação se mostra para mim, não somente como um tema interessante a ser investigado, mas um tema de primordial relevância como uma forma de "declararmos nossa responsabilidade uns aos outros, com a grande comunidade da vida e com as gerações futuras" como sugere a Carta da Terra (1999).
A Educação Ambiental é um tema de grande importância dentro da Educação e um componente "essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo" (LEI N.º 9.795 de 27 de Abril de 1999), inclusive nos cursos de Formação de Professores e em todos os níveis de ensino, bem como no processo de formação continuada. Também, segundo a Lei, a Educação Ambiental é entendida como "processo por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constróem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade".
Sabe-se que somente a informação, o conhecimento científico, a conscientização não são capazes de garantir uma mudança de hábitos e comportamentos, mas o ensino pode ser um instrumento para que mudanças necessárias tenham maior possibilidades de acontecerem. Portanto a formação de educadores ambientais é necessária para que este atue o mais proximamente de sua comunidade, de sua realidade local.

OBJETIVO DA PESQUISA
Como ex-aluna de cursos de formação de educadores ambientais a distância tenho como principal objetivo analisar os conteúdos trabalhados nesses curso, além de verificar a metodologia aplicada.
Este trabalho consiste na análise, enquanto aluna participante, de dois cursos à distância. Um dos cursos foi oferecido pelo Ministério do Meio Ambiente e o outro foi oferecido pela UNESP/Botucatu. Nos dois casos visava-se a formação de Educadores Ambientais.
O objetivo deste trabalho é:
• fazer uma reflexão sobre os conteúdos dos cursos oferecidos,
• apresentar a forma e a metodologia utilizada em cada um deles
• discutir a “eficiência” desses cursos como forma de Educação Continuada de professores.
Vejo que analisar, as atividades de cursos de Formação de Educadores Ambientais a Distância traduz uma forma de "emancipar o saber, a ética e a solidariedade", além de reforçar a importância de se trabalhar uma Educação Ambiental consistente, engajada, comprometida - e não uma Educação Ambiental simplista, romantizada e ingênua, destacada de toda a complexidade social, econômica, cultural, histórica que envolvem as questões ambientais.

DESCRIÇÃO DOS CURSOS:
A) Curso Básico de Educação Ambiental à Distância – 15/12/2001 a 10/03/2002
B) Curso de Extensão “Educação Ambiental: Princípios e práticas” – 06/2002 a 12/2002

A) Curso Básico de Educação Ambiental à Distância – 15/12/2001 a 10/03/2002
Foi oferecido como um Curso de Extensão – com duração de 180h - pela Universidade de Brasília juntamente ao Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Educação, Universidade Federal de Santa Catarina e UNESCO.
Para participar do curso, que era oferecido gratuitamente, era preciso fazer parte de alguma ONG, ser professor ou até mesmo ser técnico da prefeitura local, com o pré requisito de ter o Ensino Médio completo.
O objetivo do curso era formar pessoas capacitadas para trabalhar na área da Educação Ambiental, pois segundo a Lei 9795 de 1999 - que institui a Política Nacional de Educação Ambiental - a Educação Ambiental deve ser trabalhada em todos os níveis de ensino, formal ou não formal.
Na época, estávamos vivendo no governo FHC e tínhamos como ministro o Sr. José Sarney F.º na pasta do Meio Ambiente, e o Sr. Paulo Renato na pasta da Educação.
Obtive informação a respeito da realização deste curso via Internet. Após a inscrição tive que aguardar o aceite da mesma, pois o curso seria ministrado para todo o Brasil, num total aproximado de 15 mil pessoas – cerca de 3 pessoas para cada cidade brasileira. Tratava-se do 2º curso. O 1º - considerado piloto - atendeu 3 mil pessoas no sul da Bahia e norte do Espírito Santo.
Esse curso piloto aconteceu de agoto/2002 a abril/2001, mas dos inscritos, somente 57,8% (2312 alunos) receberam o certificado final. Segundo o perfil dos alunos, o curso era composto na maioria por mulheres, moradoras da zona urbana, com média de idade entre 26 a 35 anos, com o ensino médio completo. Mais de 70% eram professoras e nunca haviam participado do Ensino à Distância, sendo que destes, somente 32% tinham acesso ao computador. A televisão era a forma mais utilizada para obter informações.

As aulas – chamadas de teleconferência - eram quinzenais e previamente marcadas. Aconteceriam via canal específico somente por meio de antena parabólica. Esta aula não era repetida, mas o conteúdo dela era posteriormente disponibilizado no site do curso.
As teleconferências não contava com NENHUM momento possível de interatividade entre os alunos e os palestrantes.
Para acompanharmos o curso, receberíamos um material didático que consistia em 5 livros, um caderno de atividades e uma fita de vídeo.
Os módulos temáticos desse curso eram cinco, o mesmo número de teleconferências e tratavam das seguintes questões:
- Apresentação do curso
- Documentos e Legislação Ambiental
- Questões Ambientais: conceitos, história, problemas e alternativas
- Gestão de recursos hídricos em bacia hidrográficas sob a ótica Ambiental.
- Educação e Educação Ambiental: prática da EA formal e não formal

Os tutores eram alunos de diferentes cursos – Biologia, Pedagogia, História, Filosofia e Sociologia – que atenderiam os alunos via fone/fax, correio e/ou e-mail.
O sistema de avaliação consistiu no preenchimento pelo aluno de um caderno de avaliação que continha 11 questões. Nessa avaliação procurava-se verificar se a leitura do(s) livro(s) fora(m) feita, relacionar essa leitura com a diferentes conceitos, estimular a ida do aluno à prefeitura de sua cidade e entrar em maior contato com a realidade ambiental do seu lugar, conhecer o bioma e as condições hídricas de onde mora, e questões sobre o vídeo.
A correção foi devolvida ao aluno numa Carta de avaliação de aprendizagem, de forma a assinalar como o aluno tinha ido, sem acrescentar possíveis reflexões sobre os acertos ou erros dos alunos. Em cada resposta foi analisada a capacidade de expressão escrita do aluno, além dos aspectos de compreensão dos conceitos, dos problemas ambientais, teor das pesquisas, organização das propostas.
Assim, o aluno era considerado aprovado ou não, sem uma nota específica.
Dados sobre quantos alunos formaram-se e outras informações após a conclusão do curso não foram disponibilizadas pelo MMA.

B) Curso de Extensão “Educação Ambiental: Princípios e práticas” – 08/07/2002 a 30/09/2002
Este curso foi de Extensão de 80h, foi oferecido pelo Departamento de Educação do Instituto de Biociências da UNESP-Botucatu, coordenado pela professora Marília Freitas de Campos Tozoni Reis.
Fiquei sabendo do curso por um e-mail que recebi de um editor de uma revista mexicana: Tópicos en Educación Ambiental. Fiquei surpresa, pois a notícia deve ter sido mais veiculada fora daqui do que no país.
Para participar do curso era necessário fazer um depósito de R$50,00 pelo curso todo e ter concluído ou estar cursando o ensino superior em qualquer área.
Depois da inscrição recebemos uma lista de todos os arquivos que nossos computadores deveriam Ter. Todo contato técnico era feito por meio de um tutor – doutorando em educação na época – e todas as dúvidas referentes à teoria era esclarecida diretamente com a coordenadora do curso.
O curso era composto por quatro módulos de 20 h cada um. Ao final de cada módulo tinha uma ou mais atividades de avaliação.
O conteúdo programático do curso contemplava:
1- Fundamentos da Educação ambiental (EA): reflexões sobre Educação, reflexões sobre EA
2- Tendências e correntes da EA no Brasil: tendências tradicionais, novas e críticas
3- Princípios metodológicos da EA: interdisciplinaridade, trabalho coletivo, cooperação, autonomia, diversidade, sustentabilidade, conservação ambiental, formação, participação social
4- Metodologia da EA: projetos sobre EA, atividades de EA, temas ambientais e EA.

Os 35 alunos inscritos foram divididos em 4 grupos para se fazer uma maior interatividade, principalmente pelo fato dos próprios alunos fazerem as correções dos textos de seus colegas. Era assim que deveria ser, o que não aconteceu, talvez pelo grande número de desistência logo no início e ao longo do primeiro módulo. Dos 35 alunos, 54,3% desistiram. Apenas 45% chegaram a concluir o curso.
Neste curso, as mulheres também eram maioria (23% de homens) de diferentes formações: veterinários, engenheiros agrônomos, professores de história, geografia, biologia, especialista em turismo, etc.
As atividade de avaliação aconteciam ao final de cada módulo. Existiam atividades obrigatórias e opcionais. Somente as obrigatórias seriam utilizadas para o cômputo das notas. As formas de avaliação variavam desde a produção de textos, elaboração de entrevistas com educadores ambientais (por meio do real e virtualmente, em sites de EA), assistir a filmes e relacioná-los com diferentes práticas pedagógicas, levantamentos on line de propostas e projetos em EA, elaboração de obras de arte que revelassem a EA entendida pelo aluno (ANEXO), onde este poderia utiliza colagem, foto, escultura, enfim, qualquer forma artística. A avaliação final consistiu na elaboração de uma carta aos alunos das próximas edições do curso .
Os momentos de interatividade eram muito raros. Só acontecia quando alguém colocava um “recado” no mural de discussão. Caso o recado causasse interesse para resposta, outra pessoa colocava sua opinião. Discussões acirradas aconteceram... Fora isso inexistiu a interatividade.

CONSIDERAÇÕES
Enquanto aluna pude então vivenciar essa "nova" modalidade de ensino. Pude perceber que, na maioria das vezes a interferência dos tutores é nula – são inexpressivos coadjuvantes do processo ensino/aprendizagem - , apresentam poucos momentos de interação e/ou troca de experiências entre os alunos, o conteúdo permanece como elemento principal, que deve ser aceito e não discutido ou construído, poucos momentos de ações reflexivas sobre o que está sendo estudado, enfim, em alguns momentos parecia até que estava isolada no processo de aprendizagem. Um dos pontos que mais me incomodou nesse processo foi o sistema de avaliação. Em nenhum momento o tutor discutiu os meus exercícios, os meus textos; ele simplesmente os corrigiu e deu uma nota, descartando então a possibilidade de discussão, reflexão sobre o conteúdo ou coisa parecida.
Mesmo com os avanços tecnológicos, atividades interativas ainda são frágeis e esporádicas nos curso de forma geral, resumindo-se, não raramente a diálogos com o tutor ou professor responsável. Com esses avanços poderia explorar a interatividade no processo de educação, sem levar para essa modalidade de ensino, ranços do ensino presencial tradicional, estimulando a prática de aprendizagem interativa, tirando o aluno de uma mera posição de receptor de conteúdos. A internet poderia trazer grande contribuição para a interação estudante/estudante e estudante/professor.
Percebo que nessa ótica, fica inclusive mais fácil e mais responsável o processo de avaliação desse aluno, pois burlar o sistema de avaliação é algo que acontece tanto em cursos presenciais como também em cursos virtuais sendo de responsabilidade do professor garantir uma avaliação criteriosa, com menor chances de burlar o sistema, diplomando o aluno que consegui capacitar-se, correndo menor risco de diplomar qualquer participante.
Assim, os cursos de formação de educadores ambientais analisados revelaram:
- oferecer poucos momentos de interatividade entre aluno/aluno e aluno/professor;
- apresentar um sistema de avaliação frágil corre o risco de estar simplesmente "diplomando" seus freqüentadores, sem uma real preocupação em relação à formação destes;
- difundir e/ou consolidar representações sociais de meio ambiente e educação ambiental aos alunos que participam do curso por meio de textos e imagens;
- que a reflexão junto a ex-alunos e alunos pode contribuir para uma melhoria da utilização da Internet no ensino à distância e da própria aplicabilidade dos conteúdos aprendidos nos cursos;
- que o professor-responsável ou a do tutor é mera figuração no processo de aprendizagem.

Acredito que esse tipo de trabalho possibilitará propormos estratégias de ações futuras, na intenção de aperfeiçoar essa modalidade de ensino e ampliar a formação de educadores ambientais, que têm um papel muito importante para conseguirmos, quem sabe, diminuir as desigualdades, socializar os saberes, além de tentarmos garantir uma melhor qualidade de vida para nós e para as gerações futuras.
Refletir sobre esses cursos - principalmente sobre o processo de avaliação do aluno de um curso à distância - significa uma possibilidade de sugerir alterações, mudanças de posturas, que se fazem necessário para a continuidade desses cursos e para a garantia da boa formação de educadores ambientais.
Num curso de Formação de Educadores ambientais – virtual ou não - deve ficar evidente a necessidade de uma nova concepção da experiência escolar e do papel da própria escola. A articulação de seus conceitos, métodos estratégias e objetivos é complexa e ambiciosa: inclui dimensões ecológicas, históricas, culturais, sociais, políticas e econômicas da realidade e a construção de uma sociedade baseada em princípios éticos e de solidariedade. Pretende-se o exercício pleno da cidadania local, regional, nacional, planetária” (RODRIGUES, 1997, p.18).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ALTVATER, Elmar. O preço da riqueza: pilhagem ambiental e a nova (des)ordem mundial. São Paulo: UNESP, 1995.

ANDRÉ, Marli Eliza D. A . Etnografia da prática escolar. Campinas: Papirus, 2002.

BRASIL - Decreto-Lei n.º 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispões sobre a Educação Ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil], Brasília, 28 de abr. 1999.

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D'AMBROSIO, Ubiratan. Educação para uma sociedade em transição. Campinas: Papirus, 1999.

DELORS, Jacques et al. Educação: um tesouro a descobrir - Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre educação para o Século XXI. 3 ed. São Paulo: Cortez, 1999.

DEPRESBITERIS, Lea. Educação Ambiental – algumas considerações sobre interdisciplinaridade e transversalidade. In: Noal, F.O., Reigota, M. & Barcelos, V.H.L. Tendências da Educação Ambiental Brasileira. Santa Cruz do Sul: EDUNISC. 1998, p. 127 - 144.

DIAS, Genebaldo Freire. Educação ambiental: princípios e práticas. São Paulo: Gaia, 2000.

GADOTTI, Moacir. Pedagogia da Terra. São Paulo: Peirópolis, 2000.

GOYA, Eneida Maria M. Desconstrucción de las representaciones sobre el medio ambiente y la educación ambiental. Tópicos en Educación Ambiental. México, v. 2, n.º 4, abril, 2000, p. 33 – 40.
____________________. Desvelando a história da Educação Ambiental em Sorocaba. Tese (Mestrado em Educação). Universidade de Sorocaba, 2000.

FERRACIOLI, L. Informação, Ciência, Tecnologia e Inovação curricular em cursos de licenciatura. Revista Brasileira de Informática na Educação, 5 (8), 2001.

MACHADO, Edilene Vieira. O vídeo como mediador da comunicação escolar. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, 2001.

REIGOTA, Marcos. O que é Educação Ambiental. São Paulo: Brasiliense, 1994.

________________. A floresta e a escola: por uma educação ambiental pós-moderna. São Paulo: Cortez, 1999, 167 p.

RODRIGUES, Vera Regina (Coord.) Muda o mundo , Raimundo!: educação ambiental no ensino básico do Brasil. Brasília: WWF, 1997, 188 p.

SILVA, Rosana Louro Ferreira. A educação ambiental nos cursos de licenciatura do Estado de São Paulo – análise dos planos de ensino e representações sociais dos(as) professores(as). Dissertação (Mestrado em Ecologia). Universidade Guarulhos, 2000, 134p.

ANEXOS

Obras apresentadas em atenção à avaliação do módulo 4 do curso “B”, onde cada aluno deveria, por meio de uma expressão artística – colagem, foto, artesanato, escultura – retratar o que entendiam por Educação ambiental.

           

 

     

FIGURA 6: “Na trama da vida, das emoções e das relações humanas, a Educação ambiental pode ser mais do que uma parte da rede. A Educação Ambiental, comprometida e ativa, pode ser o próprio fio, que conduz, permeia e delimita as relações humanas no Planeta.”


 
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