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  AS CRIANÇAS PEQUENAS NA ALDEIA PIRAKUÁ: O MITÃ REKO ENTRE ÁRVORES, RIOS, ANIMAIS.

Mirian Lange Noal - Universidade Católica Dom Bosco/UCDB - GEPEDISC/FE/UNICAMP

A pesquisa em andamento é parte da tese de doutorado e apresenta as crianças pequenas kaiowá/guarani que vivem no espaço étnico, cultural, histórico e coletivo da Aldeia Pirakuá, Bela Vista/MS. Essa aldeia é, ainda, um espaço que permite a vivência dos costumes tradicionais através das interações entre seres humanos mergulhados na cultura e mediados pelas matas, pelos rios, pelos animais. Através de observações, de participações no cotidiano, de registros de imagens e de depoimentos, a pesquisa busca efetivar a contribuição do conhecimento tradicional kaiowá/guarani para a construção de uma pedagogia das infâncias brasileiras. Pedagogia que permita a cada criança ser quem é e, ao mesmo tempo, que possa ser, a cada dia diferente, a partir de seu local cultural, com direito à dignidade, à liberdade, à vida, sendo cidadã em seu próprio país.

Pesquisas, desenvolvidas na última década, têm apresentado consistentes revisões bibliográficas sobre as investigações efetivadas com o objetivo de estudar as crianças. E, invariavelmente, evidenciam “[...] ausência de trabalhos sistemáticos e contínuos que tenham a criança como foco e eixo central de todo o processo de investigação. (PEREIRA, 1997, p. 5) Por outro lado, também fica evidente que, quando a criança é o foco do estudo, geralmente é estudada a partir do que dizem os adultos. Demartini (2002, p. 5) destaca que, o que mais tem ocorrido “ [...] são os relatos sobre as crianças e os relatos sobre a infância” em detrimento dos “relatos de crianças”. (grifos da autora)

A primeira grande questão que gerou esta pesquisa foi: por que não há estudos sobre o jeito de ser da criança indígena no Brasil? Por que a pedagogia brasileira tem importado tantas referências estrangeiras e tem se ocupado tão pouco da criança mais brasileira que há, a indígena? Por que tem ficado tão oculta uma forma de cuidar e de educar que, há séculos, coloca a criança como alguém que é, que pode, que é capaz, que tem direitos, que participa ativamente da vida cotidiana de seu povo, que influencia e é influenciada por seu meio? Para que fosse possível responder a essa grande e complexa questão, surgiram outras, mais pontuais: Quem são as crianças indígenas? Como vivem seu cotidiano? O que fazem? Como brincam? Como interagem? Como se expressam? Como se apropriam do conhecimento tradicional de seu povo? O que ainda permanece do ñande reko Kaiowá/Guarani e que se traduz nos cuidados e na educação das crianças pequenas que moram na Aldeia Pirakuá, Bela Vista/MS? Qual a influência do processo de contato com a sociedade envolvente, na educação dessas crianças pequenas? Com o tempo outras questões complementares foram se constituindo: A educação infantil deve ser implantada na aldeia? Qual a opinião da comunidade? Dos pais? Das crianças? É possível, na aldeia, ampliar a responsabilidade nos cuidados com a criança pequena, do espaço familiar para o espaço educacional oficial? Que educação infantil teria significado para as crianças pequenas da Aldeia Pirakuá? E, dessas interrogações, surgiu a mais difícil das perguntas: como fazer? Que caminhos percorrer para que se revelassem, aos meus olhos e aos meus ouvidos, ao meu intelecto e ao meu coração, essas respostas?

Parti do pressuposto de que a educação, percebida como um processo amplo e contínuo, só adquire significado quando está inserida no meio e comprometida com o grupo social que a envolve, respondendo às necessidades, anseios e modo de viver desse grupo. Como afirma Meliá (1979, p. 7): “Educação pode dar-se muito bem sem alfabetização. Alfabetização, no entanto, nem sempre assegura uma boa educação.” E, por outro lado, uma educação que questiona o modo de viver para que não fique estagnado, atrelado a concepções e práticas que já deixaram de ser significativas para o grupo social ou que necessitam ser adequadas para garantir a sobrevivência.

Portanto, a pesquisa iniciou com observações efetivadas durante visitas a algumas aldeias e a percepção de que, mesmo nas aldeias e reservas com maior confinamento de terra, permanece um modo de ser diferenciado, uma maneira singular de receber a gestação de crianças e uma maneira muito particular de educá-las. Ao conviver com grupos de adultos e observar a constante presença das crianças sem que houvesse repreensões, gritos, choros ou advertências, foram se constituindo perguntas e mais perguntas que geraram minha proposta de pesquisa para o doutorado.

Partidária da concepção de educação infantil que considera a criança como um ser histórico, social, étnico, cultural, político e, portanto, portadora de uma trajetória que precisa ser respeitada pelos adultos e pelo processo educativo na qual está inserida, senti que estava diante de uma realidade pouco estudada e que precisava ser melhor evidenciada. Senti que estava diante de uma criança que, resguardadas todas as situações de pobreza e de perdas, impingidas por um processo colonizador massacrante, ainda possui o direito de, sendo criança, ser sujeito de suas experiências, de seus aprendizados, de sua liberdade. Senti que estava diante de adultos que não perderam o jeito criança de ser: lúdicos, atentos, alegres, brincalhões. Possuem riso fácil, ouvem com atenção, observam muito, interagem constantemente entre si, com as crianças, com o meio.

A decisão de definir a Aldeia Pirakuá como campo de estudo, por outro lado, trouxe dificuldades. Algumas, aos poucos, foram sendo superadas, outras permaneceram e outras se tornaram aliadas na realização da pesquisa. Uma das dificuldades foi o pouco material sobre a Aldeia Pirakuá, pois as pesquisas realizadas sobre os kaiowá/guarani de Mato Grosso do Sul se detiveram nas aldeias mais próximas, com acesso mais fácil, com lideranças mais habituadas ao convívio externo e com características de reservas com pouca terra. No entanto, essa ausência de estudos está possibilitando que eu possa registrar alguns detalhes do ñande reko kaiowá/guarani ainda não revelados em outros estudos. Além da possibilidade de manter a tradicional distância entre as casas, a aldeia possui boa parte de mata com caça e conta com o rio Apa que garante o banho, a pesca e a roupa lavada. Dessa forma, como a terra é fértil, os homens não precisam sair para trabalhar nas usinas de álcool como na maioria das aldeias da grande Dourados/MS. Dessa forma, em minhas estadas na aldeia, pude constatar que as observações efetivadas por Schaden (1954, p. 75), continuam presentes após tantos anos:

A criança Guarani se caracteriza por notável espírito de independência. [...] Tal característica é o respeito pela personalidade humana e a noção de que esta se desenvolve livre e independentemente em cada indivíduo, sem que haja possibilidade de se interferir de maneira decisiva no processo.[...]

O extraordinário respeito à personalidade e à vontade individual, desde a mais tenra infância, torna praticamente impossível o processo educativo no sentido da repressão.

No entanto, apesar das pesquisas já realizadas, as crianças pequenas têm sido pouco estudadas. Além disso, a perda constante dos territórios tradicionais e o contato com a sociedade envolvente têm trazido significativas transformações para as populações indígenas, acelerando as mudanças que a própria historicidade da cultura carrega. Dessa forma, esta pesquisa traz como objetivos:

- Evidenciar como a população da Aldeia cuida e educa suas crianças pequenas constatando se a família grande ainda é o espaço coletivo onde as principais interações acontecem.

- Conhecer as crianças pequenas e suas especificidades étnicas e culturais, averiguando como vivem sua infância no espaço histórico e coletivo da Aldeia Pirakuá: como brincam, como são inseridos no mundo dos adultos, como interagem, o que verbalizam, o que calam, o que fazem, o que não fazem.

- Contribuir, com os resultados da pesquisa, para o registro e a socialização de um modo muito especial de educar e cuidar as crianças pequenas, sendo um canal que ajude a conduzir os conhecimentos indígenas ao processo de construção de uma pedagogia da infância que seja plural, colorida, lúdica, livre e alegre como a origem desta terra e do povo brasileiro.

Fundamentada nas leituras feitas, nas observações e registros efetivados com a pesquisa de campo, me permito afirmar que, a não ser que haja a intencionalidade de estudar a criança indígena, a não ser que haja um observar direcionado e muito sensível, essa passa desapercebida ou seja, ela é tão presente em todos os momentos da aldeia e o jeito de ser e de viver de seus membros é tão inteiro e harmonioso que inicialmente só percebemos o conjunto. Penso também que a liberdade conferida à criança de ir e vir e de participar das atividades; a ausência de gritos, brigas e de choros, torna, aos olhos de muitos pesquisadores, as crianças pequenas indígenas invisíveis, embora muito ativas e presentes. No entanto, para que os estudos indígenas reflitam a complexidade da vida das aldeias, é essencial estudar as crianças, é preciso enxergá-las e ouví-las. Elas têm o que dizer e nós precisamos aprender esse jeito de ser, de educar, de cuidar que faça acontecer o encontro e a construção de uma educação infantil efetivamente brasileira.

A definição metodológica deste trabalho é, antes de mais nada, política, ideológica, engajada. Portanto, tem partido, isso é, não se pretende neutra ou imparcial. Löwy (1994, p. 107), fundamentado nos escritos de Marx, apresenta várias questões sobre o engajamento das ciências sociais e a busca do conhecimento objetivo da verdade. Busca esclarecer as relações entre ciência e ideologia, negando a neutralidade científica e focalizando a influência que o ângulo pelo qual se observa um contexto é determinado por: “[...] uma certa forma de pensar, de uma certa problemática e de um certo horizonte intelectual (aspectos inseparáveis que se condicionam reciprocamente, momentos diversos de uma mesma totalidade ideológica)”. (grifos do autor)

Portanto, como pessoa, profissional e pesquisadora fui gestada pelo pertencimento a determinados contextos (histórico, econômico, social, político, familiar, educacional, etc) que influenciaram e foram influenciados por minha existência de tal forma que estou limitada, em minha capacidade de contato com a aldeia, por “uma possibilidade objetiva de visibilidade” (LÖWY, 1994, p. 216), construída ao longo de minha trajetória pessoal e profissional. Isto é, o meu estar no campo de pesquisa não se faz de qualquer lugar ou de qualquer ângulo, mas de um lugar e de ângulos específicos determinados e escolhidos pelas minhas experiências e opções, determinados pelo meu engajamento social e político. Dessa forma, projetei a pesquisa e pesquiso como aliada das categorias historicamente excluídas, categorias a quem tem sido negado o acesso aos direitos humanos mais fundamentais. No caso específico dos indígenas, além dessa negação, houve e há o acréscimo da violenta tentativa de dizimar suas vidas, suas etnias, suas culturas, seus territórios.

A Aldeia Pirakuá é, ainda, um espaço harmonioso no qual, seres humanos convivem entre si, mergulhados na sua cultura e mediados pelas matas, pelos rios, pelos animais. É ainda um espaço que permite aos seus habitantes vivenciarem seus costumes, suas festas, suas danças, seus cantos, seus jogos, apesar do convívio com a cidade, com os alimentos industrializados, com a educação formal. No entanto, muitas vezes, esse povo indígena não consegue mais valorizar e reconhecer modos de vida importantes e peculiares à sua etnia e grupo. Em algumas vezes me senti incomodada com as intervenções e influências sofridas por esse povo, dentro e fora da aldeia. Por isso, procuro, ao longo da pesquisa, juntamente com a comunidade, destacar e valorizar o jeito de ser desse grupo social. Procuro compreender e destacar pontos importantes do pensar e agir indígena, o seu modo de ensinar e responder às questões vitais. Procuro fazer emergir a realidade subjetiva que anima e dá significado à vida do grupo, conhecer essa verdadeira rede de sentimentos e ampliar o espaço, para que se manifeste e continue presente no cotidiano da aldeia.

Busquei o comprometimento com a população e, em especial, com as crianças, procurando manter a objetividade científica, mas optando pela flexibilidade que possibilita que a pesquisa vá se delineando sem pressa, de acordo com as peculiaridades dos sujeitos. Fui percebendo, na aldeia, a relatividade das falas e o significado dos silêncios. Como já escreveu Thiago de Mello: “A couraça das palavras protege o nosso silêncio e esconde aquilo que somos. Que importa falarmos tanto? Apenas repetiremos. Ademais, nem são palavras. Sons vazios de mensagem, são como a fria mortalha do cotidiano morto.” ( 1984, p. 29-30)

É preciso não impor, não ter pressa, não exigir. É preciso esperar o tempo da aldeia, o tempo da revelação ocorrer e, com certeza ela ocorre... São as crianças indo para o banho de rio, sorrindo e esperando, sem chamar, que nos juntemos a elas para fazer parte dessa expedição. São os homens discutindo questões importantes como a resposta ao fazendeiro que mandou matar um índio, observando discretamente se estamos atentos e ouvindo. São as mulheres, aparentemente distantes e caladas, mas interagindo e sabendo a cada momento tudo que acontece com seus/suas filhos/as e homens.

Na vida da Aldeia, a autonomia e liberdade são uma constante e, por isso, o/a depoente deve estar totalmente livre para falar e relatar os fatos como quiser, na ordem cronológica ou de importância que escolher. Como pesquisadora, procurei estar com ouvidos e olhos atentos e reflexivos para conseguir entender o que um gesto, uma palavra, um silêncio podem significar. Foi importante ter clareza de que a memória muda pelo esquecimento de detalhes, pela diferente leitura de um mesmo acontecimento de acordo com as influências do contexto, pela minha presença e a percepção do lugar social e da ideologia que eu, como professora e pesquisadora, represento.

Ao retornar da Aldeia busco a explicação para as questões que surgem nas minhas experiências vividas na aldeia, faço o exercício do distanciamento e estabeleço o confronto entre meus registros e os achados de outras pesquisas. Procuro, no diálogo com outros estudos, estar mais capacitada para analisar os discursos, compreender o cotidiano e definir melhor os momentos possíveis de intervenção e os momentos que é preciso esperar, pensar. Escrever, foi um bom exercício para organizar os registros e projetar as novas estadas em campo.

A amplitude de fontes para a pesquisa de campo que a metodologia proporciona, tem sido também um encantamento e uma possibilidade de perceber a pesquisa como ato de criação, de liberdade, de mergulho no cotidiano da história. Assim, tem sido importante pensar em várias outras maneiras de apreender a realidade: filmagem; fotografias; músicas; danças; rituais; festas; participação no cotidiano. Esses recursos permitem a triangulação dos dados possibilitando maior fidedignidade à obtenção e interpretação dos achados.

Outro aspecto importante a considerar é a possibilidade do uso da fotografia, não só como objeto de análise e informação, mas como mediadora, como instrumento de aproximação com a comunidade, desencadeando detalhes esquecidos da memória. Como afirma Von Simsom (1996, p.97): “Na entrevista ou coleta de depoimento oral, a análise de fotos em conjunto pelo entrevistador e entrevistado que sentados lado a lado tentam mergulhar no fenômeno retratado se mostrou muito útil [...]”. Por outro lado, como afirma o poeta Manoel de Barros: “Imagens são palavras que nos faltaram.” Dessa forma, a fotografia e a imagem contribuem para o registro de determinadas cenas considerando que, numa Aldeia que é uma fazenda, na qual as crianças andam de um lado para outro de forma autônoma, ao mesmo tempo ocorrem diferentes interações que inviabilizam o registro escrito de forma detalhada como requer a pesquisa etnográfica.

Após dois anos de pesquisa posso afirmar que as crianças pequenas Kaiowá/Guarani interagem, em seu cotidiano, com outras crianças, com os adultos, com a natureza, com as brincadeiras, com o ambiente de trabalho, participando de todas as atividades. Não há uma intervenção direta e impositiva dos adultos ou das crianças mais velhas sobre as pequenas. Há muito pouco choro ou reclamações, se movimentam constantemente e imitam os mais velhos, executando tarefas bastante complexas e, de modo geral, consideradas perigosas em nossa cultura. Há uma relação muito forte das crianças pequenas com a mãe e com o pai, quando um se ausenta, o outro assume o cuidado das menores. Esse cuidado acontece de forma bastante tranqüila, o adulto, mãe ou pai, não deixa de fazer o que estava fazendo e as crianças ficam nas proximidades sem incomodar ou ser incomodada. Se desloca, se aconchega, é olhada, acariciada e, na aproximação e no afastamento, vai interagindo com outras crianças, adultos, objetos, bichos. A pesquisa de campo tem demonstrado que, de maneira geral, a população da Aldeia Pirakuá é registrada e tem um referencial de idade. No entanto, como o cotidiano, de forma geral, é vivenciado sem separação de idades, a idade não é uma referência significativa.

Por outro lado, não percebo graduação de dificuldade, do mais fácil para o mais complexo. Também não há preocupação com o fazer correto, não há pressa para nada e não há preocupação com o perigo, cada criança vai executando as atividades como pode e como quer. Há alguns limites somente em atividades mais complexas como caça, pesca e rituais de iniciação.

Apesar da confiança estabelecida com a comunidade, não ignoro que existem diferenças e, estar na aldeia, meu campo de pesquisa, segundo Portelli (1997, p. 23), “[...] não pode [...] criar uma igualdade que não existe, mas ela [a pesquisa] pede por isso.” Dessa forma, pesquisar tem significado participar de um processo que se faz cada momento, é uma conquista, é um exercício engajado, impossível de ser neutro ou manter-me protegida, do lado de fora. Dessa forma, ter a percepção da alteridade existente e do meu envolvimento político é essencial para exercitar a capacidade de rever detalhadamente cada informação com o objetivo de não deturpá-la ou de colocar juízo de valor naquilo que observo. Ao não analisar detalhadamente os relatos da memória, ou desprezar alguns, estaria negando o direito de fazerem parte da pesquisa, de contribuírem com o registro de sua história e de seu grupo social. Busquei fazer parte do grupo, aproximar-me ao máximo sem desconhecer que pertencemos a histórias e culturas diferentes, embora o grande desafio seja agirmos como iguais, portadores de direitos e deveres. Busquei exaustivamente o compromisso com todos, busquei não validar algumas falas em detrimento de outras e isso me transporta à necessidade de submeter a mim mesma e meus registros à discussão e à análise crítica com o grupo e com outros pesquisadores. Para isso se faz pesquisa, para que cada um possa partilhar seus achados e, de alguma forma, contribuir na superação da violência, dos preconceitos, das exclusões.

Concluo com a afirmação de Regina Leite Garcia ( 2003, p. 11-12) : “De pouco nos valeria produzir belas explicações teóricas se elas não contribuíssem para a transformação do mundo.” Afinal, se a ciência não é neutra, a definição de um tema e de uma metodologia de pesquisa são definições ideológicas, não são uma chegada, mas uma maneira de trilhar os caminhos da investigação, uma opção que possibilita o conhecimento mútuo, que coloca a pesquisadora como um ser que também se revela, que também se descobre, que também se surpreende...

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