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  O USO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO PELO PROFESSOR UNIVERSITÁRIO: LIMITES E PERSPECTIVAS

Profa. Dra. Graziela Giusti Pachane - Centro Universitário do Triângulo - Unitri

Parte de um projeto maior, denominado Didática e Currículo do Ensino Superior – vinculado à linha de pesquisa Teorias e Práticas da Educação Superior do Programa de Pós-Graduação em Educação do Centro Universitário do Triângulo –, o presente trabalho tem por objetivo conhecer um pouco melhor o professor universitário como leitor/telespectador, em especial no que diz respeito à grande mídia, bem como a maneira como os meios de comunicação estão sendo levados para a sala de aula, tanto no aspecto curricular (conteúdos) como didático (estratégias), interferindo (ou não) na atividade do professor.
Uma primeira versão desta pesquisa foi apresentada no II Seminário Nacional “O Professor e a Leitura do Jornal”. Tendo em vista a especificidade do encontro, na ocasião foram abordadas apenas questões relativas à leitura de jornal pelo professor universitário, bem como sobre sua utilização, com os alunos, em sala de aula (Temer e Pachane, 2004).
Uma vez que nos interessam primordialmente aspectos relativos à prática docente no ensino superior, a necessidade de delimitação do objeto de estudo levou-nos a concentrar a análise em apenas um dos sujeitos envolvidos no processo educativo: os professores.
Pela maior facilidade de acesso, bem como pelo maior conhecimento da realidade regional, uma vez que ambas as pesquisadoras residem e trabalham em Uberlândia, decidimos eleger para locus de pesquisa uma instituição de ensino superior da cidade.
Uberlândia, uma cidade com mais de 500 mil habitantes, conta, hoje, com diversas instituições de ensino superior (IES) privadas – Uniminas, Politécnica, Uniessa, Católica, Uniube e Unitri se destacam entre as mais conhecidas –, e é sede de 3 campi de uma universidade federal (Universidade Federal de Uberlândia – UFU). Consideramos, pois, que pode ser tida como uma cidade universitária, no sentido comum da expressão.
Pelo caráter exploratório do estudo, optamos por limitar a amostragem a professores que fizessem parte do corpo docente de uma IES e, por questões de maior facilidade de acesso aos sujeitos, inclusive para a realização da segunda etapa da pesquisa, a sugestão foi que se escolhesse uma das IES nas quais as pesquisadoras trabalhavam (Unitri ou UFU), também as duas maiores e mais antigas IES da cidade.
A opção, pelas características gerais da instituição, bem como do público a que atende, foi por trabalhar, neste primeiro momento, apenas com dados da instituição privada, Unitri (Centro Universitário do Triângulo). Para entender nossa opção, vale ressaltar que o país contava, em 2003, com aproximadamente 70% de seus estudantes universitários matriculados em IES privadas, sendo que o ingresso, no mesmo ano, chegou a 80% das matrículas.
Criada em 1972, a Unitri conta atualmente com aproximadamente 450 professores de graduação e 10.000 alunos, sendo que na Unidade de Uberlândia, possui 36 cursos de Graduação (Administração, Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Ciência da Computação, Ciências Contábeis, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Direito, Design de Moda, Cinema, Tv e Mídia Digital, Ciências Econômicas, Educação Física, Enfermagem, Engenharia de Produção, Estética e Imagem Pessoal, Farmácia, Fisioterapia, Geografia, Gestão de Segurança Pública e Patrimonial, Gestão de Agronegócios, Gestão de Pequenas e Médias Empresas, Gestão de Telecomunicações, Internet e Redes de Computadores, Letras, Licenciatura em Computação, Matemática, Nutrição, Odontologia, Pedagogia, Prótese Odontológica, Psicologia, Secretariado Executivo, Segurança, Saúde e Meio Ambiente no Trabalho, Serviço Social, Sistemas de Informação, Turismo e Hotelaria), e na Unidade de Araguari dois cursos (Direito e Administração). O presente estudo não abrangeu o campus de Araguari.
Delimitada a população a ser estudada, partimos para a elaboração do instrumento de coleta de dados, um questionário que contava com 23 questões abertas e fechadas, agrupadas em dados gerais do professor (graduação, titulação, cursos e disciplinas em que leciona, carga horária); a leitura de jornais e revistas pelo professor, bem como a freqüência com que vê televisão; o uso dos meios de comunicação pelos professores em sala de aula e uma questão sobre possíveis conflitos gerados no interior das disciplinas pelas notícias veiculadas na mídia e os conteúdos abordados pelos professores (ANEXO 1). A elaboração e validação do instrumento de coleta de dados se deram com base nas diretrizes apresentadas por Lakatos e Marconi (1991), Selltiz, Wrightsman e Cook, (1987), Thiollent (1984) e Pachane (1998).
A aplicação do questionário se deu entre os meses de setembro e outubro de 2004. Buscamos obter uma amostragem correspondente a 10% do total de docentes da instituição, referência estatisticamente válida para uma pesquisa de caráter exploratório como a nossa (Selltiz, Wrightsman e Cook, 1987; Gil, 1989). Um total de 60 questionários foram distribuídos aleatoriamente entre professores e coordenadores de cursos de graduação (eles também docentes), buscando englobar representantes de todas as áreas do saber, sendo que obtivemos retorno de 55. Optamos, então, por considerar todos os questionários devolvidos, o que equivale a aproximadamente 12% do total de professores da instituição. Nossa amostragem incluiu professores que ministravam disciplinas em 30 dos 36 cursos oferecidos pela Unitri.
Após a tabulação e análise dos dados do questionário, um instrumento predominantemente quantitativo, selecionamos os pontos de maior destaque e partimos para um segundo momento de levantamento de dados: a entrevista semi-estruturada.
A entrevista centrou-se na percepção dos professores acerca dos pontos que consideramos mais relevantes obtidos na primeira fase do estudo, buscando, dessa forma, aprofundar-se na sua compreensão e análise. Ela foi realizada e analisada de maneira predominantemente qualitativa, buscando ressaltar todos os aspectos mencionados pelos professores, sem estabelecer-se algum tipo de hierarquia, com base no número de vezes em que foram citados.
A análise dos dados de ambos os instrumentos seguiu os procedimentos propostos por Bardin (1977), Krippendorff (1989), Lüdke e André (1986) e Bogdan e Biklen (1994), em especial no que diz respeito aos dados das questões abertas.

Professores: leitores e telespectadores

Quanto à titulação dos professores sujeitos da pesquisa, sua distribuição foi de 7% de graduados, 27% de especialistas, 51% de mestres e 15% doutores. Sua formação inicial (graduação), também foi variada, correspondendo, em sua grande maioria, aos cursos nos quais os professores atuavam.
O número de horas-aula em sala por semana variava, havendo poucos professores nos extremos, com 6-8 horas em sala de aula ou, com carga total de 38-40 horas. A maioria estava em torno de uma média de 17 a 24 horas em sala, como pode ser observado pela tabela a seguir:

 

até 8 h

9-16

17-24

25-32

32-40

horas-aula semanais

6

11

18

11

7

demais atividades profissionais

2

5

9

9

6

A tabela permite-nos observar, também, que a maioria dos professores trabalhava predominantemente em sala de aula (53 professores). É interessante ressaltar um dado que não é apreendido pela tabela, mas possível de ser observado pelo cruzamento dos dados: há casos de professores cuja somatória de horas dedicadas ao trabalho docente e fora da sala de aula ultrapassa 40 horas (5 professores), 50 (8 professores) ou mesmo 60 horas (3 professores), num total de 16 professores com cara horária semanal de trabalho superior a 40 horas:

 

 

Professores/

atividades

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

 

horas-aula semanais

 

38

23

21

31

30

18

20

8

17

20

9

17

20

29

11

20

demais atividades profissionais

20

20

24

20

30

40

32

40

26

30

60

40

30

40

48

24

Total

58

43

45

51

60

58

52

48

43

50

69

57

50

69

59

44

 

Tal dado se torna interessante se pensarmos que as tarefas inerentes à docência vão além do tempo em sala de aula, envolvendo, ainda, momentos de planejamento e avaliação.
Outro dado importante, porém para o qual não nos atentamos quando da elaboração do instrumento, constituindo-se, portanto, num limite do presente estudo, seria o número de alunos com que cada professor estava trabalhando naquele semestre. Este dado nos daria uma estimativa aproximada da carga de trabalho – especialmente nos momentos de avaliação – à qual os professores estariam submetidos.
No que diz respeito às questões centrais da presente pesquisa, dos respondentes, 43% afirmaram ler jornais diariamente, 25%, em torno de 3 vezes por semana e 21% ocasionalmente. Houve apenas 1 docente que afirmou não ler jornal.

Em relação à leitura de revistas, os percentuais são um pouco diferentes: 60% afirmaram ler revistas semanalmente, enquanto 30% as liam ao menos uma vez por mês e apenas 10% afirmaram lê-las ocasionalmente.

Podemos, portanto, observar maior disponibilidade para a leitura de revistas em relação aos jornais (com acréscimo de 17 pontos percentuais para a leitura freqüente de revistas e queda de 11 pontos percentuais para o item ocasionalmente).
No que diz respeito à televisão, os resultados praticamente se invertem: o maior percentual de professores (60%) afirma assistir TV ocasionalmente, enquanto 36% afirmam assistir ao menos 2 horas por dia. Apenas 2% passam mais de 4 horas por dia na frente da TV. Também 2% dos professores afirmam não assistir a nenhum programa.
Esta comparação entre os meios de comunicação torna-se bastante interessante, pois permite algumas análises e questionamentos, em especial se considerarmos o fato de que a televisão é vista ocasionalmente pela maior parte dos professores, e as revistas apresentam maior freqüência de consulta que os demais meios. Seria esta uma característica específica de professores universitários? Há diferenciação entre professores e alunos? Qual seria a principal causa desta opção? A disponibilidade de tempo estaria afetando a opção dos professores, uma vez que revistas e jornais podem ser vistos em ambiente de trabalho, o mesmo não acontecendo com a TV? A opção teria a ver com o conteúdo abordado por cada veículo? Haveria influência das despesas com assinaturas ou compras avulsas de revistas, jornais ou TV por assinatura nas opções realizadas?
Uma possível explicação para a predominância da leitura de revistas poderia dizer respeito à sobrecarga, uma vez que, como salientado anteriormente, 16 professores (o que corresponde a 30% da amostragem), trabalham mais de 40 horas por semana. Esta foi uma primeira hipótese levantada e, por necessitar de maior aprofundamento, foi levada ao segundo momento do estudo, ou seja, à entrevista.
As entrevistas realizadas permitiram-nos constatar que, efetivamente, o fator tempo é primordial na escolha do meio pelo qual o professor vai se manter atualizado em relação aos fatos do mundo.
No entanto, tal fator, isoladamente, poderia levar à predominância da TV, pois, como citado por um dos entrevistados, em seu caso, a TV facilita bastante o acesso às notícias pois permite, por exemplo, que assista ao noticiário enquanto realiza suas refeições.
No que diz respeito especificamente à preferência por revistas, foi mencionada a maior perenidade dos conteúdos por elas expostos, bem como seu aprofundamento na elaboração das matérias e a seleção dos fatos mais importantes divulgados pela mídia ao longo da semana. Segundo os entrevistados, destaca-se, portanto, seu caráter sintético, porém com maior profundidade na abordagem dos temas mais relevantes, o que, por sua especificidade – por exemplo a velocidade com que se deve realizar a produção dos jornais e telejornais – nem sempre é permitido aos demais veículos.
Por fim, alguns dos entrevistados ressaltaram a facilidade de acesso às revistas, bem como a qualidade do “suporte/formato”, que permite que sejam levadas a diferentes lugares, podendo ser lidas em momentos diferentes sem grandes dificuldades. Em momento algum questões relativas às despesas para aquisição de jornais, revistas ou com os canais pagos foi mencionada.
Entre as revistas que os professores da Unitri costumam ler, a mais mencionada foi a revista Veja, citada por 34 respondentes, seguida de IstoÉ, Exame e Superinteressante (com 10 referências), Época (6 referências), Nova Escola e Galileu (com 4), Caras, Cláudia, Você S/A, Nova e Scientific American (3), National Geographic, InfoExame, Caros Amigos, About e Carta Capital (2), além de uma série de revistas mencionadas apenas uma vez, entre as quais se destacam revistas de moda, viagens, religiões, ecologia, comportamento, informática, cultura, revistas femininas e/ou masculinas e revistas voltadas a públicos específicos (jovens, crianças, artistas plásticos, empresários...).
Em muitos casos, os títulos mais lidos tinham a ver com a área de atuação dos professores (por exemplo, revistas voltadas a economia são muito lidas por professores das áreas de ciências contábeis, econômicas e administrativas; revistas como Caras, Vogue, Estilo por profissionais ligados à área de moda, estética, publicidade, etc.).
Do total dos respondentes, 4 fizeram referências a revistas científicas de suas áreas específicas de atuação (journals), publicadas por universidades brasileiras.
Entre os jornais que costumam ler, o mais mencionado foi Folha de São Paulo, citado por 45 dos 55 respondentes, seguido do Correio de Uberlândia (com 33 referências). Há, ainda, menções a outros jornais de circulação geral (com 5 ou 6 referências cada) e jornais mais voltados a públicos específicos (com uma referência cada). Apenas dois professores mencionaram a consulta freqüente a edições online.
Tanto nos jornais quanto nas revistas, os assuntos que mais chamam a atenção dos professores são variados, sobressaindo-se política, educação, artes e cultura, economia e finanças, informática, ciências e tecnologia, saúde, nutrição, meio ambiente, problemas cotidianos, esporte, comportamento, notícias brasileiras e mundiais. No caso das revistas, foram mencionados apenas três tópicos que se diferenciam dos assuntos mais lidos nos jornais: entrevistas, religião e “paisagens”. É interessante acrescentar que o tópico esportes se sobressai nas leituras de jornal.
Acreditamos necessário ressaltar que o questionário foi realizado no período que antecedia as eleições municipais de 2004 (últimas semanas de setembro), havendo alguns professores que entregaram a enquete preenchida logo após a divulgação dos resultados oficiais das eleições (primeira semana de outubro). Esta proximidade das eleições pode ter afetado nossos resultados, sendo, inclusive, um dos assuntos mais abordados pela mídia no período.
Observamos que o interesse por determinadas matérias, ou mesmo periódicos, estava diretamente relacionado à atividade profissional desempenhada e/ou às disciplinas ministradas, indicando uma tendência de concentração do interesse em temáticas relacionadas com a área de formação e/ou atuação dos professores.
Se esta tendência, por um lado, demonstra concentração do professor em leituras de sua área de especialização, podendo ser considerado um ponto negativo no aspecto da diversidade de informações e de formação; por outro, demonstra que os professores utilizam-se da mídia impressa como importante fonte de atualização em sua área de atuação.
Ao serem questionados sobre quais os tipos de programas a que assistiam na TV, sobressaíram-se os telejornais (34 citações) e os documentários (18 citações). A seguir, foram citados programas de entrevistas e filmes (12 menções cada) e os esportivos (7). Foram ainda mencionados: novelas e programas educativos ou destinados a áreas profissionais específicas (3), programas humorísticos (2), seriados (2), séries infantis (1), programas religiosos (1) e de entretenimento (1).
Em alguns casos, foram mencionados os nomes dos programas e não necessariamente a categoria em que se enquadravam, por exemplo, Fantástico (3) e Globo Repórter (8), Jô Onze e Meia (5), Cidade Alerta (1) e Ratinho (1). Em outras situações, foram mencionadas apenas as emissoras (TV Cultura, Discovery Channel, Eurochannel, Discovery Healthy), ou foram feitas referências a “documentários como os exibidos pela Discovery Channel”, “seriados como os do People and Arts”, etc.
É interessante observar que, embora tenha sido considerada baixa a freqüência com que os professores assistem TV, uma vez mais eles procuram nela uma fonte de informação/atualização, sendo poucos os que apontam utilizá-la efetivamente como um veículo de entretenimento. Pela análise observa-se, por exemplo, a pouca freqüência com que os docentes assistem a novelas, programas humorísticos, esportes (em especial jogos e não programas jornalísticos sobre esportes) ou programas de variedades (como aqueles apresentados aos sábados ou domingos à tarde).
Uma vez mais, as temáticas de interesse se aproximam bastante das mencionadas nos jornais e revistas, havendo exceção apenas para a teledramaturgia (seriados, filmes ou novelas), uma vez que os atuais jornais e revistas não incorporam a linguagem narrativa ficcional em sua abordagem, seja no estilo de folhetim ou de pequenos contos, havendo espaço apenas para crônicas, e estas, em sua maioria, crônicas-comentário.
Talvez possa estar aqui, inclusive, uma das razões pelas quais a utilização da mídia impressa pelos professores sobrepôs-se à televisão: a possibilidade de escolher com maior facilidade/liberdade a(s) temática(s) de seu interesse, adequando-a ao horário que têm disponível para isso.
Podemos concluir, portanto, que os professores utilizam-se da mídia, em especial impressa, para manterem-se informados. Porém, de maneira geral, as informações buscadas dizem respeito à sua área de atuação, ou seja, jornais e revistas, principalmente as segundas, efetivamente funcionam como veículos de atualização – talvez pudéssemos dizer de formação continuada – a estes professores.

A mídia na sala de aula do ensino superior: seu uso como recurso didático-curricular

Outro aspecto abordado pela pesquisa dizia respeito ao uso dos meios de comunicação pelos professores em sala de aula. A eles foi pedido que indicassem, numa escala de 0 a 4, a freqüência com que utilizavam jornais, revistas, matérias da TV ou outras fontes em suas aulas. Sendo que 0 indicava a não utilização de determinado meio e 4 sua utilização com bastante freqüência. Os resultados obtidos foram os seguintes: jornal obteve freqüência média de 2,3; revistas obteve freqüência média de 2,7 e TV, de 1,9.
Na categoria outros foram espontaneamente citados: Internet (mencionada por 20 professores), com freqüência média de 3 pontos; artigos ou livros não necessariamente didáticos ou pedagógicos (citados por 5 professores), com média de 3,5 pontos; filmes (citados por 5 professores), com média 2,5. Foram ainda mencionados estudos de caso e documentários (uma citação cada) e rádio, no caso específico de dois professores de radiojornalismo.
Comparando os dados, podemos observar que a freqüência para uso de revistas em sala de aula foi mais ampla que o uso de jornais e gravações de TV, em dados que seguem proporcionalmente a utilização destes veículos para informação própria do professor, como anteriormente salientado. A distribuição dos pontos pode ser melhor observada no gráfico a seguir.

Embora apenas 5 professores tenham mencionado espontaneamente o uso de livros/artigos não necessariamente didáticos ou pedagógicos, a freqüência com que estes materiais são utilizados foi altíssima, quase atingindo a pontuação máxima estabelecida para o presente estudo (4 pontos).
Quando perguntados sobre o uso mais freqüente de textos ou imagens (gráficos, figuras, fotos, charges, etc.) publicadas na mídia, 44 professores responderam que usam mais textos (o que corresponde a 80% do total), e 15 mencionaram imagens (28%). Com uma citação cada tivemos: entrevista, propaganda e estatísticas. Um professor salientou que dependia do conteúdo da disciplina ministrada e 3 respostas foram deixadas em branco. É importante destacar que as respostas para este item não foram excludentes.
No que diz respeito à maneira como os materiais retirados da mídia são trabalhados em sala de aula, os professores mencionaram, em primeiro lugar, o uso para provocar debates (32 citações), a seguir, foram mencionados exemplos e ilustração de conteúdo (com 28 citações) e avaliação (14). Dos respondentes, 13 afirmaram utilizar textos ou imagens da mídia como dinâmica complementar, seja em forma de trabalhos em grupo, leitura dirigida ou trabalhos práticos, ou mesmo para iniciar uma temática (trigger) ou concluí-la. Para 5 professores, estes materiais são importantes para atualização no conteúdo da disciplina estudada e, para um professor, o estudo destes materiais é parte intrínseca do conteúdo ministrado.
Houve, ainda, 5 professores que mencionaram fazer a análise crítica dos textos, no sentido de estudar sua estrutura, construção e argumentação; um professor que mencionou utilizar reportagens da mídia a fim de promover maior relação entre teoria e vida cotidiana, e um professor que afirmou apenas repassar a seus alunos o conteúdo apreendido dos textos lidos, provocando-os a se posicionarem frente ao tema. Houve apenas 2 professores que afirmaram não utilizar este tipo de material em sala de aula, ou utilizar muito pouco, e 2 que deixaram a resposta em branco.
Quanto à maneira como os assuntos ou situações da mídia são trazidos para a sala de aula, pudemos observar que predominam as situações em que os professores levam os textos para sala de aula, pois consideram importante discutir temáticas do dia-a-dia com os estudantes (32 respostas). A seguir, sobressaem-se as situações em que os alunos mencionam fatos e personagens em sala, buscando relacioná-los ao tema abordado, com 28 referências e as situações em que os professores o fazem, utilizando-se de fatos e personagens da mídia como fonte de suas disciplinas (25 menções).
Houve, ainda, 14 professores que mencionaram que a análise dos meios de comunicação e/ou dos assuntos do cotidiano é parte do conteúdo programático. Apenas 5 professores disseram que as temáticas são trazidas para sala de aula pelos alunos, porém de modo descontextualizado do tema abordado, e 3 professores que disseram que os alunos não citam fatos e personagens da mídia ou que situações da mídia não são abordadas em suas aulas.
Por fim, quando da aplicação do questionário, foi perguntado aos professores se tiveram algum constrangimento em sala causado por conteúdo publicado na mídia. Dos respondentes, 31 afirmaram que não. Onze professores deixaram a questão em branco. Entre os que responderam afirmativamente ao item, sobressaíram-se polêmicas causadas por temáticas abordadas em sala de aula que, de modo geral, questionassem clichês, estereótipos ou o senso comum acerca de questões diversas. A seguir, temas que, de alguma maneira, envolvessem questões éticas e, por fim, temáticas relacionadas a saúde e estética.
Apenas a título de exemplo, podemos citar situações em que foram discutidas estatísticas e como estas poderiam servir à manipulação de dados de acordo com o interesse de um ou outro grupo; o papel do sensacionalismo na imprensa; o caso do jornalista que inventava matérias falsas; leis ambientais não cumpridas; produtos vendidos pela TV e que prometem milagres à saúde e à forma física das pessoas; a violência como fator positivo para a economia, uma vez que movimenta um amplo mercado de produtos e serviços, entre outros casos mencionados pelos professores.
A partir do questionário, podemos concluir que o uso de textos da mídia em sala de aula é expressivo, sendo que, na maioria das vezes, são os professores que levam este material para a sala de aula, em especial para provocar debates, ilustrar conteúdo, proporcionar maior relação entre teoria/prática, ou mesmo para servir de apoio para as avaliações.
Percebemos, também, uma tendência a fixar-se o uso da mídia a reportagens que tenham diretamente a ver com o conteúdo ministrado pelo professor, constituindo-se num complemento, ou num facilitador, do processo de aprendizagem.
No momento de realização das entrevistas, buscamos compreender as escolhas dos professores, em especial o uso mais freqüente de reportagens publicadas em revistas, bem como nos aprofundar um pouco mais a respeito do uso de material extraído da internet em sala de aula.
De maneira geral, os professores observaram que optam por reportagens de revistas por serem elas um pouco mais aprofundadas, porém de linguagem acessível aos alunos. Alguns dos entrevistados consideraram que as revistas servem como ponto de apoio para iniciar a discussão de uma temática ou para motivar os alunos a iniciar o estudo de determinado conteúdo, uma vez que se constituem em um elo com a realidade, com os fatos que estão acontecendo no momento.
No entanto, durante as entrevistas, observamos que o uso de revistas em sala de aula não é tão freqüente assim como o questionário poderia nos levar a supor. Os docentes entrevistados salientaram as dificuldades em tirar cópias para todos os alunos ou de encontrar exemplares suficientes de diferentes revistas tratando de uma mesma temática a fim de provocar debates. Salientaram, ainda, a impossibilidade de trabalhar em profundidade determinados assuntos a partir da abordagem oferecida pela mídia.
Durante as entrevistas, ficou claro que os professores universitários ainda mantêm a opção pelo uso de artigos e/ou capítulos de livros para a composição da bibliografia básica de suas disciplinas e poucos são os que se utilizam efetivamente da mídia como recurso didático em sala de aula, a não ser como “citações esporádicas”, como “comentários para complementar a matéria”, “ligações daquilo que está sendo estudado com o que está ocorrendo no mundo lá fora” ou como “comentários trazidos pelos alunos para sala de aula”, os quais o professor busca relacionar com os tópicos estudados pela disciplina. É quase como dizer que o professor, em suas aulas expositivas, referenda seu conteúdo “no mundo lá fora”, chamando a atenção do aluno para o que está na mídia.
Num primeiro momento, esta informação pareceu se contradizer ao uso feito pelos professores da mídia em sala de aula, como mencionado no questionário (provocar debates, exemplificar e ilustrar conteúdos, dinâmica complementar, parte da avaliação), assim como sobre o modo como estes conteúdos eram predominantemente levados para a sala de aula (lembramos que em primeiro lugar destacou-se o item os professores levam os textos para a sala de aula, pois consideram importante discutir temáticas do dia-a-dia com os estudentes).
No entanto, ao salientarem, durante as entrevistas, que no decorrer das aulas os professores se remetem aos assuntos abordados na mídia, pudemos compreender que não há contradição entre estes dados. O que provavelmente acaba por acontecer, com exceções, é que os professores, durante suas aulas expositivas, baseadas predominantemente em textos acadêmicos, fazem referência a assuntos divulgados na mídia para provocar debates ou ilustrar conteúdos. Talvez pela mesma razão, a proporcionalidade entre leitura e uso em sala de aula de matérias de revistas, jornais e TV tenha sido tão aparente quando da tabulação dos dados quantitativos, assim como a freqüência de uso de imagens, tão baixa.
A confirmação desta hipótese, bem como o estudo mais aprofundado dos casos em que os textos da mídia são utilizados como atividade complementar ou para avaliação, demandaria o encaminhamento do trabalho para uma terceira fase: a de observação e acompanhamento do desenvolvimento das aulas, bem como a análise do ponto-de-vista dos demais sujeitos envolvidos no processo educativo, os alunos. Aprofundamento este que ainda não nos foi possível atingir.

Uma breve nota sobre o uso da Internet

Entre as opções citadas espontaneamente pelos docentes quando perguntados sobre a freqüência do uso dos meios de comunicação em sala de aula (questionário), a internet foi citada por 37% dos professores pesquisados, apresentando uma freqüência relativamente alta (3 pontos). Como nos questionários, durante as entrevistas, o uso da internet também se destacou.
Durante a entrevista, alguns professores chegaram a afirmar que utilizam exclusivamente reportagens de periódicos online com seus alunos. Por serem professores da área específica de computação e por ministrarem aulas nos laboratórios de informática, sentem que esta não é apenas uma maneira mais acessível de distribuir estas informações aos alunos (pois todos podem acessar livremente a página, ali mesmo, da sala, durante a aula), porém, uma importante ferramenta para estar bem informado dos acontecimentos mais recentes (extremamente recentes, sendo que podemos dizer que quase em tempo real), seja na área específica de estudo (informática e computação), seja em relação a assuntos de interesse geral.
Já os professores da área de saúde mencionaram o uso constante da internet para obtenção de imagens, seja para uso em suas aulas (elaboração de slides), seja para sugerir trabalhos aos alunos (por exemplo, estipular que numa avaliação o aluno deva analisar as imagens sobre fratura mostradas em determinado site).
Em todas as entrevistas foi feita referência à necessidade de se atentar para os conteúdos expostos na internet, que podem, muitas vezes, estar equivocados. Porém, sem dúvida alguma, seu uso como recurso didático e como fonte de pesquisa, para o professor ou para o aluno, vem se ampliando largamente.
Vemos, portanto, que os estudos que vêm se realizando sobre didática e currículo no ensino superior, não podem prescindir de analisar de que maneira o computador vem se constituindo como o substituto ideal para o giz e quadro negro, bem como para o livro didático, ou a apostila, que por tanto tempo foram as características (ou caricaturas) do ensino denominado tradicional.


Considerações Finais


Ao longo da realização do presente trabalho, pudemos observar que a mídia representa uma importante fonte de (in)formação para os professores universitários, sendo que estes procuram, em especial na leitura de revistas, matérias inerentes a suas áreas de conhecimento. Ou seja, a mídia, de maneira geral, tem sido utilizada pelo professor não apenas como fonte de informação sobre os fatos do cotidiano, mas também – talvez até predominantemente – como fonte de atualização profissional.
Mesmo na televisão, considerada com baixa audiência por parte dos professores, parecem ser procuradas matérias que complementem sua formação, aqui com um caráter mais generalista, sendo que os programas preferencialmente assistidos são documentários e noticiários. Poucas referências foram feitas à TV como fonte de entretenimento.
No entanto, os resultados da presente análise sugerem que a mídia ainda tem tido pouca penetração na educação superior como recurso didático-curricular. Os dados levantados, em especial por meio da entrevista, nos levam a crer que as aulas concentram-se efetivamente em torno do uso de capítulos de livro ou artigos de revistas (journals) especializados.
Ao que tudo indica, a mídia tem sido levada à sala de aula, muito ainda, pela voz do professor, que nela se apóia para ilustrar conteúdos, para provocar debates, porém, como sugerido pela análise, ela parece não se constituir em uma ferramenta que o professor utiliza efetivamente em sua prática cotidiana, a não ser em alguns poucos casos.
Os dados apontam, também, para o fato de que, na opção por trabalhar ou não diretamente com os meios de comunicação em sala de aula, há forte influência da disciplina lecionada. Algumas disciplinas, como as da área de sociologia, comunicação e língua portuguesa, parecem permitir o uso mais constante dos conteúdos diariamente difundidos em larga escala pela imprensa. No entanto, disciplinas mais específicas (a exemplo de algumas mencionadas pelos professores da área de saúde, como anatomia, prótese e escultura dentária), não têm um vínculo tão direto com assuntos cotidianamente apresentados pelos meios de comunicação.
A esta falta de conexão direta entre as temáticas, podem ser adicionadas as dificuldades em conseguir cópias em número suficiente para todos os alunos; o próprio despreparo do professor para adaptar uma reportagem ou imagem ao conteúdo de sua disciplina e à maneira como a ministra; a preocupação em dar conta do conteúdo da disciplina – quase sempre sufocado por cargas horárias apertadíssimas – e, muito possivelmente, a própria concepção de conhecimento, formação e educação que permeia as práticas docentes no ensino superior.
Em tempos em que a avalanche de novas informações nos assalta a cada minuto (poderíamos até dizer segundo), o professor talvez ainda sinta necessidade de ser a “fonte de saber” para seu aluno. Para tanto, ele parece buscar meios de se atualizar, de estar acompanhando constantemente as notícias mais importantes que se apresentam no mundo e em sua área específica, utilizando para isso os poucos momentos que lhe restam num dia-a-dia sobrecarregado, em que suas tarefas profissionais controladas chegam a ultrapassar 40 horas semanais (isso sem contar tempo gasto com preparação de aulas, avaliações e transporte, entre outros aspectos).
Outro fator a ser levado em conta, mencionado diversas vezes pelos professores, foi a abordagem superficial dada pela mídia a diferentes temáticas. Eles sentem, por exemplo, necessidade de que a formação do aluno se estruture em bases mais sólidas, por isso a ênfase em capítulos de livros e artigos de revistas especializadas.
Há uma evidente preocupação dos professores em fornecer ao aluno um cabedal de conhecimentos básicos, fundamentais, válidos, para que posteriormente ele possa ler e analisar criticamente, com autonomia, o conteúdo divulgado pela grande mídia ou pela internet.
Mas, em nossa função de pesquisadores, podemos nos perguntar se a ênfase no estudo do conteúdo aprofundado, sem parar um momento para analisar com o aluno no que consiste a superficialidade da mídia, estaria proporcionando esta autonomia para o estudante.
A partir dos resultados do presente estudo, é possível inferir que, embora a mídia tenha seu espaço na sala de aula do ensino superior, a formação por ela possibilitada ainda é pouco explorada, ocorrendo, talvez, fora dos espaços universitários e, muitas vezes, sem a necessária reflexão crítica sobre os conteúdos abordados e a forma como são apresentados.
Nesse caso, cabe-nos questionar qual a diferença entre a apreensão das temáticas divulgadas pela imprensa por parte dos universitários e por parte da população em geral? Qual tem sido o papel do jornalismo científico na divulgação dos conhecimentos produzidos pelas universidades e agências de pesquisa no Brasil e no exterior?
Ao longo dos trabalhos que vimos realizando (Temer e Pachane, 2004; Pachane, 2003(a); 2003(b) e 2005), percebemos que, talvez, o grande limite a ser superado esteja na falta de maior relação entre educação e comunicação. Não por parte daqueles que nela se especializam, mas por parte de todos os professores e comunicadores que, por meio de um diálogo entre estas duas áreas, poderiam se ajudar mutuamente. Os comunicadores, auxiliando os professores a produzirem aulas mais dinâmicas, mais conectadas com o “mundo”, com as necessidades de nosso dia-a-dia; os professores, auxiliando os comunicadores a didatizar a abordagem da ciência sem, no entanto, torná-la superficial demais.
Quanto aos limites da presente pesquisa, estes são imensos. Não passamos de uma gotícula na ponta do iceberg. Uma gotícula que não tem a pretensão de se dizer a primeira a ter se derretido ao contato com a luz do sol primaveril, mas que espera, sinceramente, não ser a última, num momento em que tanto precisamos de fluidez entre as áreas, entre os conhecimentos, entre os espaços de produção e divulgação do saber.
Esperamos, porém, que nosso trabalho, apesar de sua abordagem e amostragem bastante restritas (ou justamente por este motivo), possa salientar a importância de estudos mais aprofundados sobre o uso dos meios de comunicação de massa na construção do conhecimento do/pelo professor universitário – trabalho que pretendemos continuar realizando –, bem como despertar o interesse de mais pesquisadores para esta área, ainda tão carente de reflexão.


Referências

ANDRADE, Maria M. HENRIQUES, Antonio. Língua Portuguesa: noções básicas para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 1999.

BARDIN, Laurence. Análise do conteúdo. Lisboa: Edições Setenta, 1977.

BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação Qualitativa em educação – uma introdução à teoria e aos métodos, Porto: Porto Ed., 1994.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1989.

KRIPPENDORFF, Klaus. Content analysis - an introduction to its methodology. 7. ed. Califórnia - EUA: Newbury Park, 1989.

LAKATOS, Eva M., MARCONI, Marina de A. Fundamentos de metodologia científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1991.

LÜDKE, Menga, ANDRÉ, Marli E. D. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

PACHANE, Graziela Giusti. A universidade vivida: a experiência universitária e sua contribuição ao desenvolvimento pessoal a partir da percepção do aluno. Campinas: UNICAMP, 1998. Dissertação (Mestrado em Educação).

______. O Mito da Telinha: ou o paradoxo da educação mediada pelo Computador. ETD Educação temática digital, Unicamp - Campinas, v. 5, n. 1, p. 40-48, 2003(a). (Disponível em www.bibli.fae.unicamp.br/etd/index.html. Acesso em 25 de junho de 2005).

______. As múltiplas possibilidades da comunicação universitária: do marketing à formação integral do aluno. In: Anais do II Congreso Iberoamericano de Comunicación Universitaria. Granada, Espanha, 2005. (prelo). On line em breve em www.ugr.es/cicu.

______. La universidad y la distribución social del conocimiento: ¿sus profesores están preparados?. In: Anais do I Congreso Iberoamericano de Comunicación Universitaria, Veracruz, México, 2003(b). p. 1-8. (disponível em www.ugr.es/u-veracruzana/comunicaciones_archivos/a1-graziela.pdf. Acesso em 01-03-2005).

TEMER, Ana Carolina P.; PACHANE, Graziela Giusti. Leitura e ensino: o uso do jornal pelo Professor da educação superior. In: Anais do II Seminário Nacional o Professor e a Leitura do Jornal: o jornal enquanto mídia de atualização, reflexão e organização comunitária, Campinas-SP, 2004. v. 1. p. 1-10 (prelo) .Online em breve em www.acordeduca.com.br.

THIOLLENT, Michel. Aspectos qualitativos da metodologia de pesquisa com objetivos de descrição, avaliação e reconstrução. Cadernos de Pesquisa, n. 49 p. 45-50. São Paulo: Fundação Carlos Chagas, 1984.


ANEXO 1 – QUESTIONÁRIO APLICADO AOS PROFESSORES

Caro/a professor/a, estamos realizando uma pesquisa a fim de conhecer o acesso e o uso dos meios de comunicação por docentes universitários. Esta pesquisa é parte de um projeto maior, desenvolvido pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da UNITRI, que visa conhecer as práticas didáticas e curriculares na educação superior, estando especificamente vinculada ao subprojeto Cultura, novas tecnologias e educação superior. A fim de levantarmos dados para o presente estudo, sua colaboração é fundamental. Portanto, ficaríamos gratas se pudéssemos contar com sua participação respondendo o questionário a seguir.

Atenciosamente,
Profa. Dra. Ana Carolina Pessôa Temer
Profa. Dra. Graziela Giusti Pachane
Programa de Pós-Graduação em Educação da Unitri

Graduação em:..........................................................................................................
Titulação máxima: .....................................................................................................
Curso(s) em que trabalha: ........................................................................................
Disciplina(s) ministrada(s): .......................................................................................
Número de horas em sala de aula por semana: ......................................................
Número de horas em outro emprego por semana: ...................................................

Você lê jornal:
a) Diariamente b) pelo menos 3 vezes por semana c) ocasionalmente

Quais jornais costuma ler? ..........................................................................................
Quais são os temas/assuntos que mais lhe chamam a atenção? ..............................
Poderia exemplificar uma matéria? ..............................................................................

Você lê revistas:
a) toda semana b) pelo menos 1 vez por mês c) ocasionalmente

Quais revistas costuma ler? ..........................................................................................
Quais são os temas/assuntos que mais lhe chamam a atenção? ..............................
Poderia exemplificar uma matéria? ..............................................................................

Você vê televisão?
a) mais de quatro horas por dia b) pelo menos duas horas por dia c) ocasionalmente

Quais os programas mais assistidos? .................................................................................
Quais são os temas/assuntos que mais lhe chamam a atenção? ..............................
Poderia exemplificar uma matéria? ..............................................................................

Classifique os meios de comunicação a seguir de acordo com a freqüência com que os utiliza como fontes para suas atividades em sala de aula. Anote 4 para o meio que mais utiliza e 1 para o que menos utiliza. No caso de não utilização, por favor, anote 0 (zero).
( ) jornais ( ) revistas ( ) tv (gravações) ( ) outra. Citar .................................

Escolha a(s) alternativa(s) que melhor representam de que maneira os assuntos ou situações presentes na mídia são trazidos para sala de aula.

( ) pelos alunos, que freqüentemente mencionam fatos e personagens em sala, porém de modo descontextualizado do tema abordado
( ) pelos alunos, que freqüentemente mencionam fatos e personagens em sala, buscando relacioná-los ao tema abordado
( ) os alunos não citam fatos e personagens da mídia em minha aula
( ) por mim, pois considero importante discutir temáticas do dia-a-dia com eles
( ) por mim, pois a análise dos meios de comunicação e/ou dos assuntos do cotidiano é parte de minha disciplina
( ) por mim, pois utilizo os meios de comunicação como fontes em minhas disciplinas (para exemplificar, abrir uma discussão...)
( ) situações da mídia não são abordadas em minha aula.

Caso você utilize os meios de comunicação em suas aulas,

a) No que diz respeito à mídia impressa (jornais e/ ou revistas), você utiliza mais textos ou imagens (fotos, gráficos, tirinhas, charges)? .........................................................................

b) De que maneira você trabalha com estes materiais (ilustrar conteúdo, provocar debates, avaliação...)?


Houve alguma situação da mídia que causou constrangimento em sala de aula porque provocava questionamentos/conflitos em relação ao conteúdo já abordado por você? Poderia exemplificar?

 
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