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  JORNAL EM SALA DE AULA: UMA POSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO

Rebeca Maria Paroli - Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUC-Campinas

Informação, conhecimento e leitura

Partindo do pressuposto de que vivemos em uma sociedade da informação, uma leitura crítica, constante e enriquecedora deveria fazer parte do dia a dia dos estudantes. O que se percebe é que, a cada dia, o hábito da leitura se perde e, desta forma, há uma escassez de vocabulário por parte dos jovens. É perceptível e facilmente comprovável notar respostas simplistas e resumidas de um adolescente, como por exemplo, somente um “legal” ou “bom”, quando questionado sobre um evento ou algo que vivenciou. Há outra situação também. Muitas vezes, quando o jovem tenta dizer algo, usa a expressão “tipo assim”, numa tentativa de apresentar, de seu repertório imagético, a imagem daquilo que se quer dizer, mas que não consegue comunicar de modo verbal. Faltam palavras para descrever o conceito ou a situação que deseja comunicar, o visual é muito mais forte e a chamada para esta visualização da verbalização é incorporada com a expressão “tipo assim”.
Hoje, graças aos meios de comunicação social, a vida é como um filme em constante movimento. Temos que preparar o educando para que, sem deter a vida, o próprio processo vital consiga aprofundar e assimilar os conceitos. Por este motivo propomos que a escola se valha tanto dos meios de comunicação como de palestras para que o jovem os aprofunde num duplo aspecto: como formas atrativas e impactantes (novas linguagens) e como veículos de conhecimento (conteúdo) (GUTIERREZ, 1978, p. 94 e 95).
Então, ter informações, e isso muitos jovens têm, não significa adquirir conhecimento. Mas uma questão é intrigante. Se há um excesso de informação, porque não há leitura e conseqüentemente uma ampliação do conhecimento? Um caminho a esta resposta pode ser trilhado, se levarmos em conta que esse excesso de informação ocorre muitas vezes em forma de imagens, por meio da televisão, de sites na Internet e chats, entre outros estímulos que proporcionam informações rápidas e momentâneas e são, geralmente, mais interessantes do que a leitura de um livro ou de um jornal, por exemplo, que demanda tempo, concentração e disciplina para gerar conhecimento.
Há uma certa confusão entre informação e conhecimento. Temos muitos dados, muitas informações disponíveis. Na informação os dados estão organizados dentro de uma lógica, de um código, de uma estrutura determinada. Conhecer é integrar a informação no nosso referencial, no nosso paradigma, apropriando-a, tornando-a significativa para nós. O conhecimento não se passa, o conhecimento cria-se, constrói-se (MORAN, 2000. p.54).
Ao assistirmos um jornal, ficamos informados sobre os principais acontecimentos do país e do mundo, em várias áreas. Mas para termos conhecimento sobre determinado tema, é preciso ir mais adiante. Uma reportagem na televisão marca, mas depois de algum tempo é facilmente esquecida, se não for trabalhada para uma aquisição de conhecimento. Por outro lado, quando se lê algo, esse processo de aprendizagem, de conhecimento, pode ser facilitado, pois se exige um maior empenho e tempo do leitor.
Podemos e devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, como educadores, para transformar os meios de informação em meios de comunicação; temos que estimular e promover a perceptibilidade, o criticismo e a criatividade através destes próprios meios (GUTIERREZ, 1978, p. 20).
Mas, por que o jornal na sala de aula? Esta pode ser uma das primeiras indagações que vêm à mente quando se começa a refletir sobre todos os problemas que envolvem a educação. Como são muitos, por que trazer algo de outra área, a comunicação, também com suas particularidades e desvios, para a escola? Maria Alice Faria em Como usar o jornal na sala de aula explica que: “Um dos principais papéis do professor seria, pois, o de estabelecer laços entre a escola e a sociedade. Ora, levar jornais/revistas para a sala de aula é trazer o mundo para dentro da escola” (2001, p. 11).
Pode-se ir um pouco além. A leitura de um jornal diário, por exemplo, pode ser um dos meios de aquisição de conhecimento. Enquanto a televisão apresenta somente um resumo do fato, o jornal tem a possibilidade de explorar, de pesquisar melhor e de se aprofundar em um assunto. E nós, leitores, temos condições de refletir, de ter uma postura crítica e verificar se concordamos ou não com aquilo que foi divulgado, de acordo com as nossas crenças, com os nossos princípios. Então, podemos avançar, pesquisar, ler mais sobre o tema e tomarmos uma posição. Só assim, adquirimos conhecimento. Mas a questão é: será que os professores que utilizam jornal em sala de aula estão conscientes dessas possibilidades e as constroem junto com os seus educandos? Algumas evidências a esta resposta serão apontadas mais adiante.

O hábito de ler e programas de jornal em sala de aula

É necessário resgatar o prazer e o hábito da leitura, da descoberta por meio da pesquisa e um início a este resgate pode ser feito em sala de aula. Uma alternativa que vem sendo apresentada para isso é realizada justamente por meio da participação de professores em programas de jornal em sala de aula, elaborados por empresas de comunicação. Esses programas estimulam o uso do jornal como complemento ao livro didático, com conteúdo mais atualizado e interessante, com citação de temas transversais, entre outros, que podem ser incluídos no currículo escolar. Alguns contam com apostilas que auxiliam o professor a trabalhar reportagens em sala de aula e geralmente o enfoque é no conteúdo divulgado, sem apontar uma visão crítica da mídia ou inovadora sobre o uso do jornal em sala de aula, que promova o conhecimento e não somente transmita a informação, o conteúdo. Mas se trata de uma iniciativa louvável, pois se pretende resgatar o hábito da leitura do jornal, que vem caindo a cada ano, conforme demonstra o ombudsman do jornal Folha de S.Paulo, em sua coluna do dia 13 de março de 2005. Segundo Beraba (2005), em 1995 a “Folha de S. Paulo” chegou a vender uma média diária de 606 mil exemplares. Em 2004, a média foi de 308 mil (redução de 2,3% em um ano, quando se compara com 2003). Em outros jornais a realidade é semelhante. O jornal “O Globo”, em 1995, vendia 412 mil exemplares por dia. Terminou 2004 com uma média de 257 mil. Em relação a 2003, aumentou em 4.000 o numero de exemplares por dia. O “Estado de S. Paulo”, que já alcançou 385 mil exemplares, em 2004 contou 233 mil exemplares dias, sendo 10 mil a menos do que em 2003. De acordo com Beraba, “quando tomamos por base o ano 2000, os três jornais perderam juntos 31%”.
Em contrapartida, professores que utilizam jornal em sala de aula não são difíceis de serem encontrados, em todos os níveis de ensino, visando, em grande parte, a possibilidade de trabalhar o jornal como instrumento didático-pedagógico, abordando os conteúdos divulgados, como ilustração, e inserindo-os no currículo escolar. Livros e projetos para isso existem e são muitos.
Além disso, a promoção do uso de jornal em sala de aula é uma atividade que vem sendo desenvolvida, por empresas de comunicação, no Brasil, já há muito tempo. Encontrar programas de jornais em sala de aula, elaborados por estas empresas também não é difícil. O interesse por parte dos meios de comunicação em formar professores para o uso do jornal em sala de aula é crescente. Segundo dados da ANJ, disponíveis no site www.anj.org.br, são 48 programas voltados para este fim em todo o país, sendo 12 localizados no estado de São Paulo. Alguns oferecem materiais, como apostilas e oficinas que apresentam exercícios com jornais em atividades de sala de aula. Portanto, usar jornal em sala de aula deixou de ser novidade.
Mas é preciso lembrar que há muitos problemas envolvendo a mídia. Afirmar que o uso do jornal em sala de aula é algo inovador já não pode ser aceito, sem antes haver uma reflexão ou um estudo sobre como isso vem sendo feito. Maria Isabel da Cunha diz que:
A força do modelo neoliberal é inegável e suas estratégias têm sido competentes para manter uma pseudo-hegemonia no país. O controle da mídia tem sido um importante aliado nesse processo, dificultando as contraposições (2002, p. 129).
Então, utilizar o jornal somente como meio de reforçar as estratégias neoliberais, por meio do trabalho com o conteúdo, sem questionamentos, por ingenuidade ou comodidade, precisa deixar de fazer parte do cotidiano das salas de aula. Segundo Cunha (2002), a inovação, defendida pelo sistema, traz, muitas vezes, características marcadamente tecnicistas que procuram se materializar por meio das reformas políticas. A inovação não pode ser ingênua na interpretação da realidade. Tem que ser resultado da tensão que o questionamento proporciona.
É esse questionamento, essa tensão o maior potencial das reportagens e o que deveria ser mais explorado em sala de aula. Com o uso didático do jornal, é possível tratar somente do conteúdo ou, além do conteúdo, explorar outras alternativas de uso para o desenvolvimento da postura crítica. É possível trabalhar, por meio das reportagens, o jornal como instrumento de crítica da sociedade, com análise do conteúdo divulgado, ou seja, verificar o que está ocorrendo no dia a dia, no cotidiano e fazer uma leitura das razões dos acontecimentos. Também pode haver, por meio do jornal, uma formação da criticidade em relação a própria mídia, com o estudo das várias abordagens encontradas e defendidas no jornal, por meio, por exemplo, da análise da linha editorial. Encontrar enfoques contraditórios sobre um dado assunto em um mesmo caderno de jornal não é difícil. Essa diversidade de interpretações, lado a lado no jornal, é que precisa ser objeto de análise em aula. É este o caminho da inovação. É esta a educação que se espera, a que promova um aluno questionador, emancipado e crítico. E essa postura pode ser obtida por meio do uso inovador do jornal em sala de aula.
... o sentido da notícia não é dado pronto ao leitor. Ele deverá aprender a caminhar no jornal, a interpretar o que lê, ouve ou vê na televisão, para se transformar num leitor crítico e inteligente. É neste ponto que o jornal na escola adquire grande importância (FARIA, 2001, p. 16).

Oficinas para o uso do jornal em sala de aula e a inovação

Inovação com o uso do jornal em sala de aula ainda não ocorre, em muitas vezes, no dia a dia das salas de aula. Oficinas oferecidas para professores sobre como usar o jornal em sala de aula comprovam essa situação. Em uma dessas oficinas, ocorrida em uma cidade da região de Campinas, houve a participação de aproximadamente 200 docentes do ensino fundamental. Foi possível notar que há muito pouco conhecimento, por parte dos professores, sobre o jornal, a forma como ele é feito, a função de um editorial, de uma charge e das reportagens de capa, entre outros.
Na referida oficina, foi distribuída uma apostila a cada um dos participantes com uma série de conceitos jornalísticos como editorial, manchete e charge, além de sugestões de trabalho de algumas partes do jornal, entre elas as próprias manchetes, as charges, as reportagens policiais e os editoriais, entre outras. Após a entrega do material, os professores se reuniram em grupo para apresentar maneiras de como usariam as reportagens, a partir da apostila oferecida. Houve, em alguns casos, pouco interesse em realizar as tarefas e o término dos trabalhos, para alguns, foi rápido. Após a reunião em grupos de dez pessoas, houve a apresentação dos trabalhos propostos. A maioria dos docentes se fixou no conteúdo do jornal. Em poucos momentos houve criatividade, com o professor avançando em relação à atividade proposta pela apostila, esta sempre voltada ao conteúdo e às possibilidades de trabalho com temas transversais. Em um único momento houve um questionamento sobre o conteúdo de uma reportagem. Os professores não avançaram, não apresentaram uma maneira inovadora para o uso do jornal em sala de aula. Em dois momentos apareceu a possibilidade de realização de uma pesquisa, a partir do conteúdo do jornal. Ainda assim, o jornal foi visto como um meio para se lembrar que pode haver um aperfeiçoamento sobre o assunto abordado, não como uma fonte rica e proporcionadora de questionamentos e críticas.
Sendo assim, o jornal no programa da oficina, conforme avaliação dos docentes, foi visto apenas como um instrumento de apoio ao livro didático, um complemento ao conteúdo, inclusive para se tratar dos temas transversais. Por outro lado, na apostila oferecida verifica-se que a preocupação única é com o pedagógico e não com a divulgação do jornal, que é uma conseqüência do seu uso em sala de aula. É importante ressaltar ainda que o material elaborado pelo meio de comunicação se demonstrou extremamente útil aos professores, conforme se observou na oficina. Além de bem realizado e em sintonia com a Educação, aponta maneiras pertinentes de se trabalhar o conteúdo do jornal em sala de aula, abordando os temas transversais por exemplo, e também demonstra um comprometimento com o envolvimento da comunidade, pois se pretende trazer a realidade para o dia a dia da sala de aula e transformá-la, por meio da leitura do jornal. A iniciativa é válida, pois atende a um “chamado” de professores não preparados para o uso da mídia em sala de aula, mesmo que o enfoque seja somente com o conteúdo, é justo apontar que esta foi a primeira de outras oficinas que serão oferecidas para os mesmos professores, então, em um outro momento pode ser que haja um comprometimento maior com a criticidade e a inovação.
Em uma outra oportunidade, aproximadamente 50 professores, desta vez do ensino médio de uma cidade também da região de Campinas, participaram de outra oficina para o uso de jornal em sala de aula, realizada por especialista em Educação e promovida por uma universidade. Primeiramente houve uma explanação sobre a mídia e suas implicações. Neste caso, foram abordadas as três maneiras de se trabalhar a mídia sendo elas: como fonte de conteúdo, contemplado nos currículos escolares; como fonte de crítica da sociedade atual; e como fonte de crítica aos próprios meios de comunicação, já apresentadas anteriormente. Mesmo assim, muitos professores ficaram “presos” ao conteúdo do jornal, mas houve um avanço em relação à primeira oficina, pois havia um conhecimento maior do conteúdo tratado pelos meios de comunicação e, por não apresentar nenhuma apostila, os professores desenvolveram e apresentaram a sua maneira de trabalhar o jornal em sala de aula e, desta forma, mesmo o enfoque maior sendo dado ao conteúdo, este foi mais bem aproveitado e trabalhado. Pode ser que este avanço seja atribuído ao fato dos professores serem de ensino médio e trabalharem com filosofia, que, por si só é questionadora.
Houve, em um momento, a percepção da possibilidade de se realizar uma leitura crítica da mídia através do jornal. Um docente percebeu, em um mesmo jornal, a utilização da substância formol com duas funções distintas, sendo, em uma delas, um uso positivo e, na outra, o uso não recomendado ou condenado. Isto indica que é possível formar professores para esse tipo de trabalho, basta dedicar um tempo maior e realizar um acompanhamento das atividades, com o desenvolvimento dos conhecimentos dos docentes sobre a mídia e suas implicações. Outro fator interessante foi o maior conhecimento dos docentes em relação à mídia, mesmo com um dos participantes ter confundido editorial com reportagem, a maioria demonstrou conforto ao manusear as páginas do jornal.
Verifica-se que a posição do professor é de receptor daquilo que é publicado, sem uma visão crítica do conteúdo e da própria imprensa. Não há consciência, por parte de alguns docentes, de que a reportagem divulgada é apenas uma das leituras da realidade. O repórter que escreveu a matéria teve como orientação os seus princípios e o seu contexto, que pode ser diferente do leitor da matéria. Há ainda o fato de que a escolha daquilo que será destaque é feita pelo meio de comunicação, de acordo com os interesses e políticas da empresa, que podem não ser os mesmos do público.
Outra observação é de que os professores necessitam de “receitas” para o uso do jornal em sala de aula. Eles querem saber os passos e as possibilidades que podem ser alcançadas. Isso pode ser recorrente da formação destes professores, que não tiveram a mídia como pauta do aprendizado docente. Então, pode ser que exigir essa visão crítica seja algo irreal, mas é preciso partir de algum ponto. Em algum momento essa transformação poderá ocorrer e um dos caminhos pode ser por meio da formação de professores com uma visão crítica da mídia, já que não se pode negá-la, pois os meios de comunicação fazem parte do dia a dia de todos, inclusive das escolas e das salas de aula. Se muitos disseram que já utilizam o jornal e que é um instrumento didático-pedagógico motivador, então, por que não trabalhar a mídia nos cursos de formação para professores, mais especificamente nas licenciaturas? Depois deste relato, fica evidente a necessidade de formação de professores para o uso de jornal em sala de aula, preparando-os para uma abordagem crítica da mídia.

Algumas reflexões

A participação nestas duas oficinas aponta para alguns fatos. Em grande parte o jornal é visto pelos docentes como um apoio ao livro didático, um complemento ao conteúdo. Não há, geralmente, uma visão crítica do conteúdo divulgado pela mídia e nem uma visão crítica da própria mídia. O professor desconhece conceitos jornalísticos, a função de cada parte do jornal. Há uma grande expectativa em torno da aquisição de um material, de “receitas” para se trabalhar o jornal em sala de aula.
Agora, por que isso ocorre? Uma das respostas pode a falta de preparo dos docentes, na maior parte dos casos, para o uso da mídia em sala de aula durante os seus cursos de formação de professor. O professor não aprende algumas noções básicas sobre mídia, fundamentais para um trabalho inovador, que realmente cause rupturas e proporcione a aquisição do conhecimento, por meio de leitura complementar, pesquisa e reflexão sobre o jornal ou a reportagem.
Barros Filho afirma que:
A obsessão com o material pedagógico pode levar a uma negligência: a preparação cuidadosa dos docentes. O professor de nível médio, via de regra, sem competência específica para aplicar o material de imprensa e falar sobre mídia em geral, acabará, por intermédio de um discurso do senso comum legitimado pela instituição escolar, impondo a sua representação do que é o jornal e suas funções (1999, p. 29).
Então, ficar somente com as receitas já é um caminho, mas pode-se ir muito além. É este além que é preciso ser ressaltado nas licenciaturas para formação de professores. A mídia é um meio atraente e, nesta sociedade da informação, a utilização de meios atraentes é fundamental para prender a atenção do aluno, que se dispersa muito facilmente. Além disso, uma dádiva importante pode ser o resgate da leitura de jornais, em queda como já foi apontado.
Rejeitar os meios de comunicação de massa e, particularmente, a imprensa é negar a realidade, a compreensão humana, as transformações sociais. Apesar de todos os seus erros, a imprensa também acerta quando derruba governos, denuncia corrupções e investiga crimes indecifráveis à polícia. Graças a esse trabalho, a sociedade tem acesso a informações que, contextualizadas, permitem uma formação de pensamento e posicionamento individual e socialmente (TOLEDO, 1999, p. 56-57).
O jornal é uma rica fonte de motivação à leitura e conseqüentemente a pesquisa, que gera o verdadeiro conhecimento. Percebe-se que oficinas preparatórias para o uso de jornal em sala de aula são iniciativas pertinentes, que realmente auxiliam o professor para o uso didático-pedagógico das reportagens, com enfoque primordial no conteúdo. Mas, diante da visão da educação do amanhã que se espera, com alunos emancipados, pensando por si mesmos, conscientes dos contrastes em que vivemos e das manipulações e, para desejarmos que o aluno tenha o gosto e o hábito da leitura e o prazer do conhecimento, o jornal pode ser mais bem aproveitado em suas potencialidades. Para isso, uma formação específica dos professores para o uso da mídia em sala de aula nos cursos de licenciatura seria válida e enriquecedora.

Bibliografia

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BERABA, Marcelo. O Futuro dos Grandes. Folha de S. Paulo, coluna Ombudsman, São Paulo-SP, edição de 13 de março de 2005

CUNHA, Maria Isabel da. Inovações: Conceitos e Práticas. In CASTANHO, Sérgio e CASTANHO, Maria Eugênia L. A. (orgs). Temas e Textos em Metodologia do Ensino Superior. 2. ed., Campinas-SP, Papirus, 2002.

DEMO, Pedro. Conhecimento Moderno: sobre ética e intersenção do conhecimento. Petrópolis-RJ, Vozes, 1997.

FARIA, Maria Alice. Como usar o jornal na sala de aula. 4. ed., São Paulo, Ed. Contexto, 2001.

GUTIERREZ, Francisco. Linguagem Total: uma pedagogia dos meios de comunicação. São Paulo-SP,
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MORAN, José Manue. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 8ª ed., Campinas-SP, Papirus, 2000.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 22.ed., São Paulo-SP, Cortez, 2002.

SEVERINO, Antônio Joaquim. A Importância do Ler e do Escrever no Ensino Superior. In. CASTANHO, Sérgio e CASTANHO, Maria Eugênia L. A. (orgs). Temas e Textos em Metodologia do Ensino Superior. 2. ed., Campinas-SP, Papirus, 2002.

TOLEDO, Ciça. Para entender a relação educação-imprensa. BARZOTTO, Valdir Heitor & GHILARDI, Maria Inez. Mídia, Educação e Leitura. São Paulo, Editoria Morumbi, 1999.

 
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