Voltar    
  UMA LEITURA SOBRE CINCO TRAJETÓRIAS MASCULINAS NO MAGISTÉRIO

Adriana Carla Baldin
Departamento de Educação/ Instituto de Biociências - UNESP

Leila Maria Ferreira Salles
Departamento de Educação/ Instituto de Biociências - UNESP

1.Introdução

Esta apresentação tem por objetivo caracterizar a trajetória ocupacional de cinco homens que atuam na rede pública de ensino, em diferentes enquadramentos profissionais.

Este estudo procura dar voz aos homens que estão na carreira do magistério. Percebemos que ao tentar enfatizar a voz feminina, muitas vezes, a presença masculina no magistério é pouco explorada ou simplesmente ignorada. Os estudos com mulheres predominam porque segundo dados recentes, divulgados pela UNESCO, a feminização do magistério brasileiro chega a atingir 94,6% do sistema público de ensino (até a 6ª série). Este índice é superado apenas pelos números da Itália que apontam cerca de 96,4% de mulheres atuando neste mesmo nível de ensino (GÓIS, 2002: 9).

Neste processo, ao ampliar sua participação no espaço público, elas atraíram olhares de estudiosos/as. No tocante ao magistério, inúmeros estudos foram produzidos, como por exemplo os de BRUSCHINI e AMADO (1988), ROSEMBERG e AMADO (1992), ALMEIDA (1996), LOURO (1997) e SCHAFFRATH (2003), que procuram compreender, a partir da perspectiva de gênero, a ocupação da carreira pelas mulheres.

No entanto CATANI (1998), ao analisar os trabalhos acadêmicos nos alerta que nos últimos tempos temos assistido a uma grande proliferação de estudos ligados à profissão educacional. Estes, apesar de adotarem a perspectiva de gênero, centram-se na voz e condição feminina na profissão. Assim, em muitos casos, ao enfatizar a voz das mulheres, deixa-se de lado a possibilidade de conhecer, por exemplo, como se constróem para os homens as relações com o magistério.

Somado a isto observamos o fato de que, embora a presença feminina seja freqüentemente observada no ensino fundamental, no nível médio e no superior ela é menos evidente.

O Censo do Professor – 2003, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), após analisar as respostas de cerca de 1,7 milhão de docentes de todo o País, apontou que os homens superam as mulheres no Ensino Médio, apenas em algumas disciplinas e com pequena diferença percentual. O estudo mostra que 55% dos professores de Matemática do 3º ano do Ensino Médio são homens e 45% mulheres. No Ensino Superior, os homens também são maioria: dos 220 mil professores que lecionam, 127 mil são homens e 93 mil mulheres.

Conhecer as narrativas masculinas é portanto, uma necessidade para compor as reflexões acerca dos/das profissionais que atuam no magistério. Estudos nestes sentido são, portanto, uma oportunidade para perceber como estes homens constituem suas carreiras, relacionam-se com a profissão e vêem esta feminização nos níveis elementares do ensino.

2. Trajetória do estudo:

Para efetivar esta análise realizamos primeiramente uma revisão bibliográfica acerca do tema e posteriormente fizemos entrevistas semi-estruturadas com 5 homens que atuam no magistério em diferentes enquadramentos funcionais. Para isso nos baseamos no o Art.2º da Resolução nº 3 / 97, que afirma que os cargos que integram a carreira do magistério correspondem às “atividades de docência e aquelas que oferecem suporte pedagógico direto a tais atividades, incluídas as de direção ou administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional.”

Portanto, optamos por entrevistar dois professores, um do ensino fundamental (primeiro ciclo) e outro do ensino médio, um coordenador de escola, um diretor e um supervisor de ensino.

Após o contato com os profissionais – homens – que atuavam na rede pública estadual de ensino, na cidade de Pirassununga, iniciamos o processo de entrevistas.

Questionamos os entrevistados sobre a construção de suas trajetórias profissionais desde o momento de opção pelo curso de formação de professores até o exercício de suas funções no cargo ocupado durante o período da coleta de dados. Ou seja, sobre sua trajetória profissional no magistério. As entrevistas foram gravadas e os depoimentos posteriormente transcritos.

Em seguida, os dados coletados foram organizados de acordo com as categorias que surgiram da análise do material.

Fundamentadas nas referências bibliográficas pesquisadas procuramos perceber os motivos que levaram os homens a optar pela carreira docente, os cargos que assumiram na sua trajetória, os motivos que, em um primeiro momento, levaram alguns deles a ascenderem na carreira e outros a permanecerem em sala de aula, as expectativas e frustrações com o magistério e sua percepção a respeito dos homens no magistério.

3. Os entrevistados1

? Professor do primeiro ciclo do Ensino Fundamental (1ª a 4ª séries) (P I)
?
O professor tem 50 anos e ocupa o cargo efetivo de Professor de primeiro ciclo do Ensino Fundamental.

Ingressou na carreira logo após concluir o Curso Normal (1969) e posteriormente cursou Licenciatura em Educação Física (1973).

Além das aulas na classe regular, leciona Educação Física, de 1ª a 4ª série, na mesma escola. Sua jornada corresponde a uma carga horária de 35 horas semanais de trabalho.

? Professor do segundo ciclo do Ensino Fundamental (5ª a 8ª séries) e/ou Ensino Médio (P II)
?
O professor II, tem 59 anos e além de atuar no magistério, já trabalhou como militar na Força Aérea Brasileira (FAB). A princípio, o professor formou-se no curso clássico, licenciou-se em Letras e atualmente ocupa o cargo de professor efetivo II, lecionando no Centro de Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério – CEFAM O professor tem quatro turmas e um total de 27 aulas semanais, que somada aos HTPCs resultam em 32 horas de trabalho.

? Coordenador Pedagógico(CP)
?
O coordenador pedagógico tem 38 anos de idade. Além da formação obtida no Curso Normal, é habilitado em Geografia e Pedagogia. Atua há 16 anos na profissão e trabalha numa escola estadual que atende alunos do primeiro ciclo do Ensino Fundamental. Entretanto, complementa sua renda com a fatura de outros negócios que mantém na cidade.

? Diretor de escola (D)
?
O diretor de escola tem 52 anos administra uma escola de Segundo Ciclo do Ensino Fundamental. Após concluir o Curso Normal, ingressou na Faculdade de Belas Artes – SP, obtendo o título de licenciado em Educação Artística. Além do trabalho no magistério, é artista plástico e já exerceu outras atividades profissionais paralelamente ao magistério. Ele atuou em agências de publicidade, como arte finalista, trabalhos com teatro e na Polícia Científica ,com fotografação técnica.

? Supervisor de ensino (S)
?
O supervisor de ensino tem 52 anos, atua no magistério há 34 anos. Freqüentou o Curso Normal e Licenciatura em Letras. Além do magistério, o professor nunca exerceu outras atividades profissionais e não possui nenhuma outra formação técnica ou acadêmica.

Como supervisor, atua há aproximadamente cinco anos e desempenha suas funções, atualmente, na Diretoria de Ensino de Pirassununga.

4. Uma leitura das trajetórias

A leitura destas trajetórias nos permitiu refletir sobre quem são os professores que atuam no magistério hoje em dia, quais são suas motivações, dificuldades e concepções acerca da carreira e ainda, observar como eles se relacionam com as mudanças ocorridas no ensino e a feminização do magistério.

Ao resgatarmos as experiências de vida profissional dos sujeitos deste estudo percebemos algumas semelhanças e distanciamentos entre elas.

Analisando a fala dos entrevistados, com exceção do coordenador, os outros têm idades acima de quarenta anos. Isso difere dos dados existentes sobre o professorado feminino que indicam cerca de 71,1% das professoras com idade inferior a quarenta anos.

A formação inicial em nível médio permitiu o ingresso de quatro destes professores na carreira: “P I”, “CP”, “D” e “S”. Eles, posteriormente cursaram o ensino superior paralelamente às suas atividades docentes. Apenas o “P II” não freqüentou o Curso Normal. Ele percorreu um caminho diferente estudando no ensino clássico e na Licenciatura em Letras. Nesta graduação, o “P II” tinha como objetivo aprender a língua inglesa, pois necessitava deste conhecimento na seção militar onde trabalhava. Seu interesse pelo magistério surgiu posteriormente.

Parece-nos, no entanto, que a formação em nível Médio, por seu caráter intermediário, não foi tão enfatizada na fala dos professores, embora tenha sido um dos pilares principais de seus percursos profissionais. A formação nos Cursos Normais permitiu que “PI”, “CP” e “S” ingressassem na carreira, porém, durante as entrevistas, ela não era lembrada pelos professores até questionarmos sua existência.

No tocante à composição docente e discente dos Cursos Normais e Licenciaturas notamos que a feminização se manifestava, principalmente entre os discentes na época em que os entrevistados se formaram.

Dentre os entrevistados, quatro deles – “P I”, “P II”, “D” e “S” – concluíram sua formação no final da década de 60 e início da década de 70. Eles relatam que tanto no Curso Normal como na Licenciatura tiveram aulas com mais professores do que com professoras e, que conviviam em sala de aula com um número considerável de homens, embora a predominância do corpo discente fosse feminina.

Em contrapartida, “CP”, que se formou na década de 80, deparou-se com a predominância feminina tanto na esfera docente quanto na discente. Ele relata que foi um dos únicos homens de sua turma a optar pelo Curso Normal e teve aulas com professores do sexo masculino apenas na graduação.

Nesta época, segundo seu relato, a grande associação do magistério das séries iniciais ao trabalho feminino, fez com que o “CP” enfrentasse comentários pejorativos. Alguns colegas de escola relacionavam esta opção ao homossexualismo já que os homens, neste curso, obtinham formação para um “trabalho de mulher”.

Vê-se, portanto, que a feminização ocorrida gerou também uma importante transformação nos conceitos que envolvem o magistério. Enquanto o coordenador, que tem formação mais recente, foi alvo destes comentários, os outros entrevistados não relataram nenhuma discriminação. Talvez, isto tenha ocorrido porque na época que os outros entrevistados estudavam, o número de homens presentes nas salas de aula era maior do que no período em que o coordenador se formou.

Questionados sobre os motivos que os levaram a ingressar nessa carreira profissional, três entrevistados – “P I”, “CP” e “D” – responderam que a entrada na carreira do magistério ocorreu por vontade de exercer as funções docentes. Nos outros dois casos – “P II” e “S” – esta opção ocorreu devido à oportunidade de exercício desta profissão e não de outras.

As justificativas para a opção pelo magistério, descritas pelos entrevistados, são variadas e reafirmam conclusões de pesquisas na área (CATANI,1998; GODOY e SALLES, 1997).

Diferentemente das mulheres que explicam seu ingresso no magistério geralmente através dos conceitos de vocação e maternagem (cuidar de crianças; gostar de crianças), os homens entrevistados explicam sua opção principalmente a partir da relação mantida com o conhecimento e o ensino. Destacam a identificação com um professor que influenciou a tomada de decisão, a necessidade de ampliação de estudos e conhecimentos nas áreas de interesses, o gosto pela profissão, a influência pelas atividades desenvolvidas por membros da família (e até mesmo uma certa facilidade de adentrar no mercado de trabalho por isso), a possibilidade de ascensão profissional e a falta de oportunidade para exercer outra atividade. Percebemos, portanto, que a opção profissional destes homens, sofreu influências de ordem familiar, social e econômica.

Os professores revelaram que foram felizes na “escolha” dos cursos realizados, pois estes lhes ofereceram uma boa formação profissional e aqueles que não desejavam a princípio exercer suas atividades no magistério, acabaram ingressando na carreira e gostando da profissão.

O ingresso no magistério, para estes entrevistados, geralmente ocorreu pouco tempo após terem obtido a formação mínima para a docência. Alguns ingressaram como P I, outros como P II e depois passaram a ocupar cargos considerados hierarquicamente superiores.

Porém destacamos que as condições de ingresso, que se deram através de aulas eventuais e concursos públicos, diferem muito das condições encontradas por DEMARTINI e ANTUNES (1993) em seus estudos. Segundo a autora, no período republicano, a entrada dos homens na profissão também era rápida, porém baseada em facilidades oferecidas pelas pessoas incumbidas de organizar o ensino ou governantes influentes na época. Atualmente, como percebemos pela fala dos entrevistados, o fato de ser homem não pressupõe mais tantas facilidades de ingresso no magistério.

Uma vez que os entrevistados disseram sentir-se bem na profissão e que não sofreram nenhum tipo de discriminação, perguntamos a eles como viam a questão da feminização do magistério e o afastamento dos homens da profissão.

Segundo eles, a conotação do trabalho escolar com o cuidado de crianças, a falta de afinidade do homem com a profissão, a defasagem salarial perante outras oportunidades profissionais de maior status, a dificuldade de ingresso na carreira, as difíceis condições de trabalho e a possibilidade de ingresso em outras profissões, são algumas das explicações possíveis para o afastamento dos homens.

Quanto às perspectivas na carreira, após analisarmos todas as trajetórias, parece-nos que a escolha por ascender profissionalmente varia de acordo com os desejos e afinidades de cada indivíduo, nas funções de sala de aula ou de suporte pedagógico. Entretanto, percebe-se entre eles, uma tendência de ao menos assumir o desafio de experienciar outros cargos na carreira.

As trajetórias de todos os entrevistados demonstram que eles passam por momentos distintos ao longo da carreira. Segundo GONÇALVES (1995) e HUBBERMANN (1995), estes momentos constituem as fases do ciclo de vida profissional dos professores. Os autores afirmam que, durante a carreira, os profissionais passam por diferentes fases ou etapas e estas, por sua vez, têm características próprias.

Os entrevistados, ao relatar suas trajetórias apontam alternados momentos de satisfação e insatisfação em relação à profissão escolhida. Alguns, revelam que ao longo deste percurso chegaram a questionar-se sobre a validade de permanecerem nas funções que exerciam ou se desencantaram com a profissão.

Atualmente, com exceção de “C”, os professores parecem vivenciar uma fase na qual avaliam ter cumprido sua jornada no magistério positivamente e destacam que esperam a aposentadoria, embora “D” e “S” não queiram, como afirmaram, cessar por completo suas atividades.

5. Considerações finais

A feminização ocorrida no magistério atrelou-se a idéias que relacionavam a profissão ao trabalho de mulheres. Como percebemos, neste contexto, os homens passaram a ser minoria na carreira e suas vozes foram praticamente anuladas nos estudos sobre o magistério.

Neste estudo, ao dar voz a alguns homens que atuam na profissão e fazer a leitura de suas trajetórias, notamos que os sentidos particulares atribuídos às atividades profissionais e os percursos de suas carreiras estão impregnados pelos valores emanados das relações que cada sujeito desenvolve com o meio que o circunda. Assim, as trajetórias destes indivíduos, apesar de assemelharem-se em alguns aspectos, são únicas.

Desta forma, ao fazer a leitura das trajetórias, procuramos aproximações entre elas. Neste processo, além de suscitar informações sobre quem são estes professores, que cargos ocupam, que sentido atribuem ao magistério e porque permanecem na carreira, foi possível analisar a visão destes profissionais sobre a feminização do magistério e as possíveis implicações de tal fato em suas atividades.

Ao caracterizar a trajetória destes professores percebemos que o ingresso na carreira não é retratado por todos da mesma forma. Para três deles este ingresso representou a realização de suas expectativas profissionais. Para os outros dois representou uma alternativa de trabalho.

Embora seus relatos sejam diferentes quanto ao ingresso na carreira, verificamos que todos se sentem realizados pessoalmente na profissão com os resultados obtidos em suas atividades.

Quanto à discriminação na carreira, apenas o “CP”, que tem 38 anos, relatou um episódio desta natureza quando optou pelo magistério. Hoje, no entanto, os entrevistados dizem estar estabilizados na carreira e não se sentem discriminados por atuarem em uma profissão majoritariamente feminina.

Acerca da feminização do magistério, explicações semelhantes as que encontramos durante a pesquisa bibliográfica apareceram naturalmente no discurso dos entrevistados. Ao concordar ou discordar dos ideais de maternagem e vocação, que levaram tantas mulheres a ingressarem no magistério e os homens a seguirem o caminho contrário, eles comprovam que tais valores estão presentes na sociedade.

Ao analisar suas trajetórias, percebemos que apenas o “CP” não está próximo de aposentar-se. Através de seus relatos, observamos, que para alcançarem os cargos atuais eles enfrentaram os mesmos processos seletivos vivenciados pelas mulheres, não existindo, aparentemente, favorecimento por serem homens.

Notamos a princípio, que estes homens tendem a experienciar vários cargos durante a carreira e alguns passam a ocupar cargos hierarquicamente superiores na esfera educacional. Porém, a escolha por ascender profissionalmente, pareceu-nos fundamentar-se principalmente na identificação com as funções de sala de aula ou de suporte pedagógico, já que alguns relatam que retornaram à sala de aula após exercerem funções de suporte pedagógico.

Estas trajetórias profissionais, desde o momento da coleta de dados até a divulgação do presente estudo, certamente foram acrescidas de vivências ímpares. Porém, independentemente dos rumos tomados profissionalmente por estes homens, as experiências descritas até aqui contribuíram para que pudéssemos compreender como os homens participam do processo de construção do magistério .

6. Referências bibliográficas

ALMEIDA, Jane Soares de. Mulheres na escola: algumas reflexões sobre o magistério. Cadernos de Pesquisa, São Paulo (96): 71–78, 1996.

APPLE, Michael W. Trabalho docente e textos: economia política das relações de classe e de gênero em educação. Porto Alegre. Artes Médicas, 1996.

BALDIN, Adriana C. Trajetória ocupacional de cinco professores no sistema público de ensino em Pirassununga. Trabalho de Conclusão do Curso de Licenciatura em Pedagogia. Instituto de Biociências. Unesp. Rio Claro, 2005.

BRASIL. Resolução CEB nº 3 de 08/10/1997. Fixa Diretrizes para os Novos Planos de Carreira e de Remuneração para o Magistério dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

BRASIL. MEC/INEP . Censo do professor – resultados preliminares, 2003.

BRUSCHINI, Cristina e AMADO, Tina. Estudos sobre mulher e educação: Algumas questões sobre o magistério. Cadernos de Pesquisa, São Paulo: (64): 4–23, 1988.

CATANI, Denice Bárbara et al. Os homens e o magistério: as vozes masculinas nas narrativas de formação. In: A vida e o ofício de professores: formação contínua, autobiografia e pesquisa em colaboração. São Paulo: Escrituras, 1998.

DEMARTINI, Zeila Brito Fabri e ANTUNES, Fátima Ferreira. Magistério Primário: Profissão feminina, carreira masculina. Cadernos de Pesquisa. São Paulo (86): 5–14, 1993.

DIAS, R. C. O terceiro grau e a questão da evasão escolar: um estudo centrado no curso de Pedagogia de Rio Claro. Trabalho de Conclusão do Curso de Licenciatura em Pedagogia. Instituto de Biociências. Unesp. Rio Claro, 2000.

GODOY, A. S e SALLES, L. M. F. Escolha profissional e relações de gênero: um estudo com alunas e alunos do curso de Pedagogia. In: Seminário Docência, Memória e Gênero, São Paulo: FEUSP, ed. Plêiade: 281–293, 1997.

GOIS, Antônio. Mulheres comandam as salas de aula no país. Folha de São Paulo, C9. 13 de outubro de 2002.

GONÇALVES, José Alberto M. A carreira das professoras do ensino primário. In: NÓVOA, Antonio. Vida de professores. Porto Editora. Portugal, 1995.

HUBBERMANN, Michaël. O ciclo de vida profissional dos professores. In: NÓVOA, Antonio. Vida de professores. Porto Editora. Portugal, 1995.

LELIS, Izabel Alice. A formação da professora primária: da denúncia ao anúncio. São Paulo: Cortez, 1989.

LOURO, Guacira Lopes. Mulheres nas salas de aula. In: Mary del Priore (org.) História das Mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 1997.

LUDKE, M e ANDRÉ, M. Pesquisa em educação: Abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

NÓVOA, António Org. Profissão professor. Porto: Porto Editora, 2ª edição,1995.

RAMALHO, Betânia L. & CARVALHO, Maria E. P. de. O magistério enquanto profissão: considerações teóricas e questões para pesquisa. Cadernos de Pesquisa, São Paulo (88): 47–54, 1994.

ROSEMBERG e AMADO, Rosemberg, F. e Amado, T. Mulheres na Escola. Cadernos de Pesquisa, São Paulo (80): 62– 74, 1992.

SCHAFFRATH, Marlete dos Anjos Silva. Profissionalização do Magistério Feminino: uma história de emancipação e preconceitos. Universidade Estadual de Maringá. Disponível em http://www.anped.org.br/23/textos/0217t.PDF. Acesso em agosto de 2003.

 
Voltar