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O ALUNO EM EAD - DIFERENTES MÍDIAS E DIFERENTES LEITURAS - UMA EXPERIÊNCIA NA UNIRIO

Marcella Suarez Di Santo (bolsista IC/UNIRIO);
Guaracira Gouvêa - orientadora;- Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

O Sub-Projeto Educação a Distância – um estudo sobre as características e habilidades necessárias ao aluno de EaD, inserido na pesquisa Formação de professores e Educação a Distância: produção, utilização e avaliação de materiais didáticos , tem como objetivo identificar características e habilidades necessárias ao desenvolvimento do aluno de graduação a partir dos diferentes tipos de leituras, feitas pelos estudantes de uma disciplina optativa a distância, com relação aos textos ofertados.
Os estudos sobre a educação a distância no Brasil têm apontado que um dos objetivos dessa modalidade de educação é o de suprir as necessidades deixadas pela educação formal, por meio de práticas que buscam compensar a defasagem na formação dos cidadãos, a fim de melhor inseri-los no mercado de trabalho de forma acelerada. (BARRETO, 2000; BELLONI, 1999, 2002; CAPISANI, 2001; MORAN, 2002, 2003; PFROMM NETO, 2001; ESTEVES e OLIVEIRA, 2001). Poucos estudos se preocupam com as condições de produção dos materiais para a EaD, da mesma forma com as habilidades e características necessárias ao aluno de EaD.
Os programas de educação a distância cada vez mais se apóiam em diversas tecnologias, como os recursos audiovisuais e informática, por exemplo. É necessário que se pense na elaboração destes materiais apoiados nas Tecnologias de Informação e Comunicação – TIC, devido a sua importância para o bom aproveitamento do aluno de EaD. “Os professores autores precisam preocupar-se com a melhora das habilidades para compreender, reter e recuperar a informação contida nos textos, concomitantemente à sua elaboração.”(Fiorentini, 2002). E pensar também sobre a apropriação dos alunos neste contexto educacional.
Baseado na literatura atual sobre as pesquisas em educação a distância – EaD – no Brasil que, na maioria das vezes, estão voltadas para a avaliação de programas governamentais ou traçar a história e discutir políticas públicas para essa modalidade de educação, nos propusemos a investigar a apreensão dos alunos de diferentes linguagens, utilizadas nas atividades desenvolvidas em educação a distância, contribuindo assim para nosso melhor entendimento sobre esse tipo educação, bem como levantar a discussão acerca das diversas formas de leitura neste contexto.
A pesquisa se desenvolveu a partir da implantação de uma disciplina obrigatória da grade curricular do curso de Pedagogia da UNIRIO – Leitura e Produção de Imagens em Ciências – durante o segundo semestre de 2004. A disciplina foi ofertada com 80% de aulas presenciais e 20% a distância, onde os alunos tiveram acesso a diversos tipos de mídias para desenvolver diferentes níveis de leitura.
Para entendermos um pouco mais sobre educação a distância, vamos apresentar historicamente como surgiu a sua prática no Brasil.

Breve História da Educação a Distância no Brasil
A EaD começou no Brasil via radiodifusão, em 1923, com a iniciativa de Edgard Roquete Pinto e um grupo de professores e intelectuais que fundaram a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, transformada em 1936 em Rádio Ministério da Educação e Cultura (Rádio MEC). Esta estação de rádio, de caráter essencialmente educativo e cultural, desempenhou um papel pioneiro no campo de educação a distância.
Depois de quase quarenta anos de desenvolvimento de diferentes projetos de educação a distância, apoiados em diferentes mídias, inclusive a televisão, a primeira demonstração brasileira de ensino a distância por meio de computador ocorreu em junho de 1971 no hotel Glória, no Rio de Janeiro, em uma conferência de educação, e deu-se por meio de terminais de computador instalados no hotel e ligados por linha telefônica à Escola Politécnica da USP em São Paulo. Nesse momento, inicia-se a o período do uso das denominadas tecnologias da informação e comunicação – TIC.
No Brasil, até a promulgação da última LDB/1996, não havia projetos em EaD no ensino formal, em qualquer nível, no entanto, no exterior, tendo como marco inicial a experiência inglesa da Universidade Aberta (Open University), o ensino superior a distância viu-se em uma incrível expansão em vários países. Este tipo de universidade não rompe com a universidade tradicional, nem pretende substituí-la, mas sim pretende ser parte de uma renovação metodológica, reforçando assim o sistema educativo tradicional. (Pfromm Netto, 2001)
Hoje a educação a distância se expandiu e não é difícil encontrarmos na Internet diversos tipos de cursos a distância, apoiados em diferentes tecnologias da informação e comunicação(TIC) que possuem linguagens e suportes específicos. A nossa proposta é procurar saber como ocorre a apreensão dos textos, veiculados nesses suportes, por alunos participantes do ensino nessa modalidade. Para tanto, como essa apreensão se dá por meio da leitura, procuramos entender um pouco mais sobre leitura tantos em textos escritos, como em vídeos e em ambientes virtuais.

A pesquisa
No primeiro momento da investigação foram realizados estudos bibliográficos com relação à educação a distância, leitura, linguagens e mídias.
Em um segundo momento, constituiu-se o cenário da pesquisa - ambiente de implantação de 20% a distância em uma disciplina do curso de Pedagogia da UNIRIO. Durante a participação nas atividades da disciplina os alunos puderam conhecer um pouco mais sobre linguagem, mídias, leitura, a partir dos textos ofertados, tanto escritos quanto imagéticos, ou textos imagéticos e escritos em ambientes virtuais.
A partir da implantação desta disciplina obtivemos um conjunto de documentos que foram coletados e analisados. São eles: conjunto de documentos referentes aos estudantes (1. questionário de caracterização sócio-demográfica e cultural; 2. materiais escritos produzidos a partir das atividades propostas; 3. arquivo das mensagens enviadas à professora e à tutora da disciplina; 4. arquivo impresso com os debates ocorridos nos grupos de discussão; 5. conjunto de informações retiradas dos relatórios fornecidos pela plataforma escolhida) e ainda as provas acerca dos conteúdos explorados, bem como as avaliações dos alunos sobre as disciplinas.
Para cada documento foram criadas formas de organização diferentes para facilitar a identificação das habilidades e características necessárias ao aluno de EaD, como apresentamos a seguir:
1. Questionário de caracterização sócio-demográfica e cultural:
O questionário estava constituído de 75 questões, elaboradas e discutidas com o grupo de professores e alunos da pesquisa. Antes de ser aplicado entre os alunos das disciplinas envolvidas no projeto, houve uma reunião para revisar e discutir as questões. Neste momento o questionário sofreu alterações e passou a ter 74 questões.
A disciplina Leitura e Produção de Imagens em Ciências, citada anteriormente, ministrada por uma professora da UNIRIO, no segundo semestre de 2004, tinha 29 alunos. Sendo que 25 alunos responderam ao questionário em uma aula presencial, no mesmo dia de uma das provas.
Os alunos foram numerados de 01 a 25 e suas respostas foram transportadas e organizadas com o auxílio de um programa específico para banco de dados – SPSS – e para cada aluno foi utilizado um código para facilitar a organização e análise dos dados em programas deste tipo. Cada aluno era então reconhecido a partir dos seguintes códigos:
- lpi = Leitura e Produção de Imagens em Ciências;
- 04 = ano de 2004;
- 2 = segundo semestre
- 01 = aluno número 01.
Portanto o primeiro aluno seria lpi04201, o segundo lpi04202 e assim sucessivamente até o 25º aluno – lpi04225. Todos os alunos tiveram suas respostas organizadas em planilhas do programa SPSS que serão analisadas na próxima etapa da pesquisa.

2. Materiais escritos produzidos a partir das atividades propostas:
Foi criada a disciplina dentro do ambiente Aulanet, que serve para disponibilizar cursos a serem ofertados a distância e também disponibilizar textos e imagens, e informações sobre a disciplina. Os alunos se registraram na plataforma e o administrador do curso os autorizou. Após a autorização, os alunos fizeram o pedido de matrícula, que também foi autorizado pelo administrador da plataforma. Então, ele teria acesso ao curso e poderia navegar na plataforma. O registro dos alunos foi feito em uma aula presencial, onde foi apresentado o ambiente no qual os estudantes navegariam. Esta aula serviu para criar familiaridade com o ambiente e esclarecer as possíveis dúvidas.
Para facilitar o conteúdo do curso e organizá-lo, tanto para o aluno como para o professor, o aluno tinha um Controle Remoto com as seguinte opções: Contato com Docentes; Mensagem p/ Participantes; Lista de discussão; Conferências; Debate; Avisos; Plano de Aulas; Tarefas; Bibliografia; Webliografia; Documentação; Download; Questionário de Reação e Relatórios de Participação. Assim que o aluno faz a sua identificação (login), aparecem informações sobre a disciplina e todas os opções do Controle Remoto. Abaixo estão destacadas as mais relevantes para a pesquisa:
• Contato com Docentes – era uma opção que sempre tinha erros, portanto não foi utilizada;
• Mensagem para Participantes – só era feita via correio eletrônico, pois as mensagens instantâneas não funcionavam. O sistema exibia sempre a informação de que todos os usuários não estavam conectados, mesmo que estivessem.
• Conferência – uma das atividades foi feita através de uma Conferência, que tem a mesma proposta dos fóruns de discussão, onde um tema é abordado e cada um deixa a sua opinião a respeito. A Conferência era o meio pelo qual os alunos fariam uma das tarefas propostas para a parte a distância da disciplina.
• Avisos – um dos espaços mais importantes para o momento a distância. Nele havia o calendário da disciplina, bem como instruções de navegação e instruções da disciplina no momento a distância, como mostramos abaixo:

Lista de Avisos da turma
Título: Aviso 1 Conteudista: G. G
Descrição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
ESCOLA DE EDUCAÇÃO
DISCIPLINA: LEITURA E PRODUÇÃO DE IMAGEM

Instruções para o período a distância

1. Acessar a plataforma Aulanet: http://eadcch.unirio.br/aulanet2
2. Realizar login (nome e senha). Caso esqueça sua senha, envie uma mensagem ao administrador ou um e-mail para disanto_m@yahoo.com.br.
3. Clicar na disciplina Leitura e Produção de Imagem. Quando abrir o controle remoto, clicar em avisos e anotar os prazos dos trabalhos.
4. Clicar em plano de aulas para verificar a programação desse período.
5. Clicar em tarefas (1, 2 e 3). As instruções e prazos estão no quadro de avisos e se repetem nas tarefas.
6. Caso haja dificuldades de acesso à plataforma, envie um e-mail para a tutora Marcella - disanto_m@yahoo.com.br.
7. Ao receber o e-mail a tutora enviará os avisos e as tarefas.
8. Após cumpridas as tarefas, enviá-las pela plataforma. Caso não consiga, envie para o e-mail da tutora - disanto_m@yahoo.com.br.
9. Antes de realizar qualquer tarefa, envie uma mensagem para a tutora certificando que estão navegando na plataforma sem problemas (até 26/11).


Título: Aviso 2 Conteudista: G. G
Descrição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
ESCOLA DE EDUCAÇÃO
DISCIPLINA: LEITURA E PRODUÇÃO DE IMAGEM

Instruções Gerais

As cópias dos textos para serem lidos estão na pasta de LPI (Leitura e Produção de Imagem) - 2004/2.
Algumas atividades serão feitas em duplas, outras em grupo de quatro os quais estão explicitados no mural de avisos com os respectivos nomes e e-mails.
Os prazos de entrega das atividades estão indicados no quadro de avisos e no início da descrição de cada atividade.
Os vídeos das atividades podem ser assistidos ou reassistidos em horário a ser marcado com a tutora.
Durante o período a distância vocês obrigatoriamente deverão entregar as três (3) atividades propostas, nos devidos prazos, encaminhadas por e-mail via plataforma e por fora da plataforma para o e-mail da tutora (disanto_m@yahoo.com.br).
Nos momentos em que a plataforma não funcionar, encaminhe suas mensagens por fora da plataforma.


Título: Calendário LPI Conteudista: G. G.
Descrição: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
ESCOLA DE EDUCAÇÃO
DISCIPLINA: LEITURA E PRODUÇÃO DE IMAGEM

Sugestão de organização de calendário da disciplina Leitura e Produção de Imagem
com o momento de inserção da parte a distância

Novembro
08/11 (segunda-feira) – Prova
10/11 (quarta-feira) – Linguagem do vídeo/ ver vídeo e discutir
15/11 (segunda-feira) – Feriado
17/11 (quarta-feira) - Projeção de novos vídeos - instruções para a parte EAD
22/11 (segunda-feira) - Leitura do texto A hegemonia da imagem eletrônica – EAD
24/11 (quarta-feira) - Produção da atividade 1- EAD
29/11 (segunda-feira) - Os gêneros televisuais e o diálogo e As vozes do telejornal /ver gêneros televisivos - EAD

Dezembro
01/12 (quarta-feira) - Produção da atividade 2 – EAD
05/12 (domingo) – Disponibilizar na Conferência a atividade 3
06/12 (segunda-feira) - Aula presencial
08/12 (quarta-feira) - Sites da atividade 3/Prova de Ciência da Comunicação
13/12 (segunda-feira) – Presencial/Questionário
15/12 (quarta-feira) - Aula presencial/Questionário de Reação (EAD)

• Plano de Aulas – era uma descrição de cada conteúdo.
• Tarefas – era a opção que apresentava as atividades e os prazos de entrega de cada atividade. Abaixo estão as tarefas a serem executadas no momento a distância:

Tarefa 1:

AULA 1 A DISTÂNCIA - TAREFA 1

Prazo para encaminhar para a tutora até 28/11

1.1) Leia o texto: A hegemonia da imagem eletrônica de Arlindo Machado.
1.2) A partir desta leitura, escolha três idéias desenvolvidas nesse texto e elabore comentários tendo como referência as idéias escolhidas e o vídeo que assistimos no dia 10/11, A velha a fiar.
1.3) Caso sinta necessidade você pode reassistir o vídeo no dia 26/11. OBS: Para tanto é necessário procurara a tutora na sala 403, das 19h às 20h e 30 minutos.
1.4) Depois de produzir o seu texto, envie-o para seu (sua) colega de dupla e construam uma síntese comunicando-se por e-mail via plataforma. OBS: É necessário que esta síntese seja feita totalmente via Internet - a dupla não deve se encontrar presencialmente para fazer a síntese.
1.5) Um dos componentes da dupla deverá encaminhar - até o dia 28/11 - para a tutora (e-mail: disanto_m@yahoo.com.br) via plataforma:
a) o texto individual de cada componente da dupla;
b) o texto síntese produzido via e-mail.
1.6) Caso tenham dúvidas, perguntem a tutora por meio de mensagens eletrônicas (e-mail), via plataforma.

Tarefa 2:

Aula 2 – Tarefa 2
Prazo para encaminhamento para a tutora 03/12

2.1) Leiam os textos: Os gêneros televisuais e o diálogo, e As vozes do telejornal, ambos de Arlindo Machado.
2.2) Escolham dois gêneros televisivos (jornal, documentário, novela, programa de variedades, programas humorísticos, entre outros) para assistir.
2.3) Elabore um trabalho comentando os programas televisivos escolhidos tendo como referência as idéias desenvolvidas nos textos.
2.4) Vocês devem realizar essa atividade em grupo de quatro, isto é:
a)escolher os mesmos programas que todos deverão assistir;
b)elaborar um fichamento individual dos textos citados no item 2.1;
c)construir um texto coletivo com seus colegas de grupo por e-mail;
d)cada integrante do grupo terá uma cor que será indicada na lista de discentes da plataforma. Esta cor servirá para a construção do texto coletivo;
e)O grupo deverá escolher a ordem para os integrantes (quem será o 1º, 2º, 3º e 4º a participar do texto coletivo);
f)A atividade será divida em dois momentos, referentes aos dois gêneros escolhidos.
2.5) Programa de televisão 1
a) Para construir o texto (de 600 a 1000 palavras = clicar em Ferramentas e contar palavras... no Word). O 1º integrante escreverá um comentário utilizando a fonte da respectiva cor indicada na plataforma (item 2.5 a) – relacionando as idéias desenvolvidas nos textos lidos e a análise de um dos programas televisivos assistido. Posteriormente enviará este texto para o 2º integrante que utilizará sua cor para modificar o texto do primeiro. Para tanto, o 2º integrante deverá seguir os seguintes passos:
a1) quando quiser excluir algo que o integrante anterior escreveu, deverá colocar a palavra, frase ou expressão entre colchetes da sua cor.
a2) caso queira acrescentar algo ao texto, deverá escrever o que deseja utilizando sua respectiva cor indicada na lista de alunos na plataforma;
a3) passar a limpo o texto apagando somente o que foi excluído (que estava entre colchetes da sua cor);
a4) enviar o mesmo arquivo recebido do aluno 1 (o texto original, o texto modificado com suas intervenções e o texto passado a limpo) para o aluno 3.
b) O estudante 3 ao receber o arquivo do integrante 2 deverá trabalhar no mesmo arquivo, realizando as intervenções no texto passado a limpo pelo aluno 2. Deve também passar seu texto a limpo e enviar o arquivo completo ao aluno 4.
c) O aluno 4, em posse do arquivo completo, deverá realizar intervenções no texto passado a limpo do aluno 3. Deverá passar a limpo seu texto, que representa a versão final (fonte preta). Este arquivo completo ? com todas as intervenções e os textos de todos os alunos, inclusive a versão final – será enviado por este aluno para a tutora.
2.6) Programa de televisão 2
a) Deve-se escolher uma outra ordenação dos alunos - diferente da primeira escolhida - e construir um trabalho sobre o segundo programa televisivo escolhido e os textos lidos. Desta vez, não poderão excluir ou modificar o texto de nenhum aluno em nenhum momento – inclusive erros de Português. A atividade ocorrerá da seguinte forma:
a1) O aluno 1 deverá gerar um texto com sua cor e encaminhar ao aluno 2;
a2) O aluno 2 deverá acrescentar algo de forma a dar continuidade às idéias iniciadas pelo aluno 1;
a3) Os alunos 3 e 4 farão o mesmo processo até gerarem um texto entre 1000 e 2000 palavras, mantendo suas respectivas cores e textos em um mesmo artigo.
Atenção:
1. Utilizem sempre o mesmo arquivo para escrever o texto.
2. O aluno só poderá escrever (mexer) no texto uma única vez. O caminho do arquivo será:
aluno 1 - aluno 2 - aluno 3 - aluno 4 – tutora (disanto_m@yahoo.com.br).


Tarefa 3:

Atividade 3 Prazo de encaminhamento 05/12

3.1) Estão disponíveis, no conteúdo do plano de aula 3, um conjunto de imagens para serem lidas.
3.2) Descreva o que você pensa que estas imagens representam e justifique suas escolhas a partir de sua história de leituras.
3.3) Disponibilize a sua opinião no item Conferência no Controle Remoto da plataforma Aulanet.
3.4) No dia 08/12 estarão disponíveis as fontes de onde foram retiradas as imagens. Retorne à plataforma e registre uma nova mensagem na Conferência.

• Bibliografia – era uma das opções e correspondia a Bibliografia trabalhada durante a disciplina de Leitura e Produção de Imagens em Ciências.
• Webliografia – continha três endereços com textos que poderiam auxiliar os alunos na execução das tarefas, bem como as fontes das imagens utilizadas na tarefa 3, citada anteriormente, e encontram-se nos endereços abaixo:
http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT803818-3567,00.html http://eol.jsc.nasa.gov/sseop/EFS/photoinfo.pl?PHOTO=ISS003-E-6816
• Download – nesta opção havia somente os arquivos das imagens e o exemplo da atividade 2, pois optamos por não disponibilizar os textos na Internet e sim na xerox da Universidade por ser mais prático e econômico para aluno, além de facilitar seu estudo.
• Questionário de Reação – esta opção não foi utilizada, pois tem uma estrutura muito fechada e impediu que pudéssemos disponibilizar um questionário aberto ou a avaliação de final de curso e da parte a distância proposta e organizada pelo grupo de pesquisa em reuniões. Optamos por enviar, via correio eletrônico, a análise a ser respondida e entregue pessoalmente – para os que não quisessem se identificar – ou pelo mesmo meio – Internet.
• Relatórios de Participação – é um recurso do sistema em que o professor pode acompanhar a participação dos alunos em cada tópico específico e essa participação pode influenciar no desempenho do aluno durante a disciplina. Algumas informações específicas do Relatório não foram geradas pela plataforma devido aos problemas que encontravam-se nela.

3. Arquivo das mensagens enviadas à professora e à tutora da disciplina:
Em reunião de pesquisa, foi combinado que eu seria a tutora da disciplina, ou seja, aquela responsável por receber os e-mails dos alunos e respondê-los. Essas mensagens foram arquivadas em pastas dentro de uma conta de e-mail gratuita da Internet e em arquivos de Word. Optei por diferenciar os e-mails recebidos de acordo com as tarefas e com as dúvidas.
Assim, foram criadas as pastas Tarefa 1, Tarefa 2, Tarefa 3, Fichamentos, Avaliação, Dúvidas Operacionais referentes à Disciplina, Dúvidas sobre a Leitura da Tarefa, Dúvidas e Problemas com o Ambiente Aulanet, além de Comentários. É importante lembrar que a maioria das tarefas foi recebida por e-mail devido a problemas com o ambiente, que estava sempre lento impedindo os alunos de acessarem e colocarem seus trabalhos. Por isso, optamos pela organização e recebimento dos trabalhos em uma conta de e-mail gratuita fora do ambiente. Poucos alunos conseguiram anexar seus arquivos na página por diversos fatores. Um deles eram os constantes problemas com a plataforma.

4. Arquivo impresso com os debates ocorridos nos grupos de discussão:
O material que coletamos são as respostas dos alunos na Conferência na Tarefa 3, que também foi transportada para arquivos do Word, e ainda encontra-se disponível na página.

5. Conjunto de informações retiradas dos relatórios fornecidos pela plataforma escolhida:
Essa opção que a plataforma nos fornece, a respeito do acesso dos alunos e da participação da disciplina, bem como execução das tarefas. Pudemos perceber que há alunos que não tiveram participação alguma no ambiente, ou seja, fez as tarefas fora do ambiente ou nem as fez. A tabela com as atividades será apresentada mais a frente.

O segundo momento da pesquisa, a análise destes documentos, a partir da literatura existente sobre o desenvolvimento dos estudantes em EaD e sobre leitura para identificarmos as habilidades dos estudantes e apreensão destes a partir do material ofertado, a fim de estimular o desenvolvimento dessas habilidades, será mais claramente expressa no tópico Resultados.
Quanto ao terceiro momento da pesquisa, a elaboraração de um conjunto de parâmetros que caracterize o desenvolvimento de um aluno em EaD, tanto a partir de suas habilidades identificadas quanto a partir da consideração dessas habilidades na produção dos materiais em EaD, será o objetivo da próxima pesquisa e terá como base a análise feita nesta etapa.
O foco de nossa análise é nos tipos de leitura dos alunos. E nesta relação deles com a leitura, pretenderemos por meio de nossa análise dos documentos obtidos, destacar os marcadores da linguagem que estes alunos consideram. Como lêem as atividades propostas? E em ambientes virtuais, como isso pode ser percebido?
É importante salientar que nós não estávamos somente avaliando o cumprimento correto das tarefas, mas buscamos considerar a identificação por parte dos estudantes dos marcadores de cada tipo de linguagem do ponto de vista léxico e sintático.
Para isso buscamos entender um pouco mais de leitura e destacamos alguns pontos a partir de nosso estudo.

A Leitura
A leitura é vista como uma prática social e está associada ao aparelho literário e ao processo literário. Segundo Orlandi (1988) a leitura, vista em sua acepção mais ampla, pode ser entendida como “atribuição de sentidos”. Segundo a autora, ler não é só ler o texto escrito, mas ler o mundo: figuras, gestos, cenas, acontecimentos, mensagens de cultura de massa, etc. Toda leitura é direcionada por condicionamentos culturais. (Figueiredo, 1994). Portanto, a leitura pode ser entendida como ato de compreender diferentes fenômenos naturais e sociais expressos por diferentes linguagens.
A leitura está diretamente relacionada aos objetivos da leitura, que vão da busca de informações pontuais à busca de aprofundamento em determinados conteúdos e métodos. E os resultados desta leitura também estão relacionados ao ambiente e às condições sociais em que se dá a leitura.
Os objetivos da leitura variam historicamente. Antes do século XVIII, a leitura autorizada e representada era aquela em que o leitor lia sentado dentro de um gabinete, mesmo que não fosse assim que os leitores da época atuavam. Mas assim era reconhecida. E o livro era e ainda é tido como uma autoridade do saber que carrega.
“A leitura, segundo Chartier (2000), existe nas relações de apropriação, nas diferenças de uso partilhado, no uso que os leitores dela fazem. Há diversos tipos de leitores e tipos de leituras e não nos cabe aqui citá-los, mas podemos notar que as características destes leitores indicam as competências existentes em cada um.
“A leitura se realiza a partir do diálogo do leitor com o objeto lido – seja escrito, sonoro, seja um gesto, seja uma imagem, um acontecimento. Esse diálogo é referenciado por um tempo e um espaço, uma situação”.(Martins; 2003; p.33) Ela sintetiza a leitura em duas caracterizações:
1- Como decodificação mecânica de signos lingüísticos por meio de aprendizado estabelecido a partir do condicionamento, estímulo e respostas.
2- Como processo de compreensão abrangente, cuja dinâmica envolve componentes sensoriais, emocionais, intelectuais, fisiológicos, neurológicos, tanto quanto culturais, econômicos e políticos”.
Para ela, há três níveis básicos de leitura: sensorial, emocional e racional. Esses três níveis são inter-relacionados e cada um deles compreende a um modo de aproximação do objeto lido, porém há uma tendência de a leitura sensorial anteceder a leitura emocional e a emocional anteceder a leitura racional.
A leitura sensorial está relacionada ao imediato. A leitura emocional lida com sentimentos, portanto se dá no âmbito do subjetivismo, não se apóia na objetividade. A criança, segundo Martins, pode ter muito mais disponibilidade para este tipo de leitura, devido ao fato de tudo ser novo para ela, e ela é mais receptiva a manifestar emoções que o adulto.
A leitura intelectual enfatiza o intelectualismo; o leitor vê o texto sem contato emocional e sem envolvimento pessoal. “Ele endossa um modo de ler preexistente, condicionado por uma ideologia”.(Martins, 2003, p.35).
Ainda, segundo Martins (2003), a leitura racional acrescenta à sensorial e à emocional, pois estabelece uma ponte entre o leitor e o conhecimento, a reflexão, a reordenação do mundo objetivo, possibilitando-o, no ato de ler, atribuir significado ao texto.
Além desta proposta de leitura exploraremos outras que serviram para a análise das tarefas a partir dos objetivos propostos para a pesquisa e que estão construidas teoricamente na seção de resultados.

Resultados e Análises
Em relação à implantação da disciplina podemos citar alguns aspectos observados:
• O fato de o número de alunos a completar todas as tarefas propostas no momento a distância da disciplina foi bem menor do que o esperado.
• Muitos alunos tinham dificuldades com o acesso a Internet.
• Alguns alunos tinham um ótimo acesso, mas a plataforma tinha problemas que dificultavam sua navegação. Então eles enviavam seus trabalhos por e-mail.
• Foram muitos os problemas técnicos encontrados com a plataforma e isso dificultou a implantação do momento a distância da disciplina.
Estes são os tópicos iniciais a serem explorados. Para entendermos bem a leitura dos estudantes no momento a distância da disciplina, bem como caracterizá-los, elaboramos o perfil dos estudantes com os quais trabalhamos, a partir da análise de um questionário de caracterização sócio-cultural e demográfica. Para a coleta de informações que influenciem a análise neste momento, foram selecionadas questões do questionário referentes à leitura dos alunos e à familiaridade destes com computadores e ambientes virtuais.
Com base no levantamento realizado, pudemos notar que o grupo, de uma maneira geral, tem familiaridade com computador e com ambientes virtuais facilitando assim a execução da disciplina a distância por meio destes ambientes. Esses estudantes buscam informações em diferentes mídias, mas lêem prioritariamente os textos indicados nas aulas.
Como estamos falando de Educação a Distância, mediada por diversos meios, é necessária a familiaridade do aluno com os meios utilizados na disciplina – neste caso, vídeo, ambiente virtual, material impresso, etc. E para que o aluno tenha um bom desempenho em EaD partimos do pressuposto de que é necessário o aluno realizar uma boa leitura das mídias envolvidas neste contexto educacional.
Primeiramente iremos mapear as atividades calculando os dados estatísticos. Vejamos o quadro abaixo:

 

 

Alunos

Tarefa 1

Tarefa 2

Tarefa 3

Questionário de Perfil

1

A.F.C.

X

X

X

X

2

A.S.F.S.

X

X

X

X

3

A.V.M.

X

X

X

X

4

B.M.S.

X

X

X

X

5

D.M.M.

X

 

X

X

6

D.O.O.

 

X

X

X

7

F.R.S.L.

 

 

X

X

8

F.A.B.

X

X

X

X

9

F.M.C.S.

X

X

X

X

10

F.F.D.

X

X

X

X

11

G.M.

X

X

X

X

12

G.F.

X

 

X

X

13

I.C.M.

X

X

X

X

14

I.M.S.

X

X

X

 

15

J.M.R.S.L.

X

X

X

 

16

J.B.F.P.L.

 

X

X

X

17

K.G.

X

X

X

X

18

M.F.C.A.

X

X

X

X

19

P.C.

X

X

X

X

20

R.L.B.

X

X

 

X

21

R.C.S.

X

X

X

X

22

R.S.P.

X

X

X

 

23

R.P.

X

 

X

X

24

V.C.

X

X

X

X

25

V.F.S.

X

X

X

X

26

V.M.

X

 

X

X

Como podemos perceber, a desistência foi aumentando à medida que iam terminando as aulas. As últimas atividades tiveram menos alunos e as atividades que eram em grupo acabaram sendo individuais por haver problemas com os horários dos alunos e também devido à dificuldade de acesso dos alunos à Internet e aos erros da plataforma que impediam que eles se comunicassem por ela e fizessem as atividades de acordo com o que foi pedido.
Queremos identificar as características desses alunos. Inicialmente entendemos que o aluno necessita, para um bom desenvolvimento em EaD ou em qualquer formato de aprendizagem que envolve níveis diferenciados de leitura, fazer uma boa leitura. E uma das premissas desse trabalho é que para que ocorra uma boa leitura – aquela em que o estudante a desenvolve em diferentes níveis – são necessárias a intertextualidade de Orlandi (1988) ou a interlocução de Bakhtin (1995) com textos, teorias, experiências próprias do aluno e com o autor não presente.
A interlocução que pretendemos utilizar para este momento é a do aluno com o “outro” – o texto, o autor, suas experiências prévias, suas leituras anteriores, etc. (Bakhtin, 1995). É a partir dessa interlocução que os alunos serão capazes de discutir, criticar, completar, ou seja, dialogar com o outro envolvido no processo, e levantar novos questionamentos, nova discussão a partir da apreensão do texto.
Almeida, apoiada em Bakhtin, diz em seu texto que toda enunciação verbal só adquire sentido e só é lida a partir de outros textos com os quais ele dialoga. “Nesse sentido, a leitura pode ser vista como uma atividade dialógica intertextual, que conduz à elaboração de redes de conhecimento, através da incorporação de vozes”. (2001, p.123). É a partir das leituras anteriores, sejam elas de quaisquer gêneros ou tipos, é que o leitor fará as interações com as novas leituras, e através da interação irá dialogar com o novo texto. Neste processo dialógico, ele constrói diversas interlocuções que o possibilita formar novos conceitos, levantar novas questões a partir das já apreendidas e elaborar uma rede de conhecimentos entre tudo o que já era por ele compreendido e todo o novo conhecimento adquirido. É esta a interlocução desejada durante a execução das atividades no momento a distância.
A partir das considerações sobre leitura descritas, analisamos as enunciações presentes nas tarefas executadas a distância.
A tarefa 1 era para ser realizada em dupla via e-mail entre os alunos. Alguns tiveram dificuldades e a realizaram sozinha. Outros realizaram a tarefa conforme o informado. Quanto à tarefa 2, era para ser feita em grupo e tinha a característica de aprendizagem cooperativa. Os estudantes deveriam estabelecer uma ordem entre si, escolherem uma cor e cada aluno descreveria com sua cor, fazendo alterações com sua cor, até que chegasse a um texto final construído coletivamente. Estas atividades que envolvem a interlocução deseja para sua execução está apoiada na concepção de aprendizagem cooperativa.
“A aprendizagem cooperativa é uma técnica ou uma proposta pedagógica na qual os estudantes ajudam-se no processo de aprendizagem, atuando como parceiros entre si e com o professor, com o objetivo de adquirir conhecimento sobre um dado objeto. A cooperação como apoio ao processo de aprendizagem enfatiza a participação ativa e a interação tanto dos alunos como dos professores. O conhecimento é considerado um construtor social, e desta forma o processo educativo acaba sendo beneficiado pela participação social em ambientes que propiciem a interação, a colaboração e a avaliação”. (CAMPOS, SANTORO, BORGES E SANTOS; 2003).
A partir então da idéia de aprendizagem cooperativa, tínhamos por intenção a ampliação dos conhecimentos dos estudantes de forma que interagissem entre si e se ajudassem para construírem novos conhecimentos. O ambiente virtual serviria como o meio para essa interação e através dele seriam expostas as opiniões dos alunos, bem como a interlocução entre os alunos, os textos impressos e as atividades por eles executadas.
Os ambientes educativos, de uma forma geral, tendem a controlar a polissemia dos estudantes. Tendem a ser monofônicos, quando a intenção é que sejam polifônicos, já que puderam fazer a interlocução e aprender muito mais o conteúdo estudado. Uma característica importante da EaD é autonomia do aluno e seu nível de organização, já que seu estudo é individualizado, não tem a intervenção de um professor presencial. Ele se comunica com os meios e, no caso da nossa pesquisa, com seus colegas, com o texto impresso e com o vídeo.
Quando o aluno se mostra interlocutor no ato de realizar as atividades, ele se mostra capaz e domina um conhecimento, dialoga com o outro ou os outros todos envolvidos. Torna-se, portanto, capaz de realizar um estudo autônomo identificando, assim, uma das características para o estudo a distância, além das habilidades necessárias que pretendemos detectar e desenvolver. Então, a interlocução implica na autonomia do aluno em EaD.
Voltando a Bakhtin, vamos entender como ocorre a interação dos estudantes em EaD. Esta interação pode ser estudada de diversas formas: a interação deles com os meios, a interação com o material impresso, com os colegas, com textos estudados anteriormente, com outras experiências que possam ajudá-lo, etc.
A partir das atividades dos alunos pudemos perceber algumas características que analisaremos segundo os seguinte critérios, a partir da construção da interlocução dos alunos:
§ Alunos que construíram uma interlocução com todos os “outros”;
§ Alunos que construíram alguma interlocução;
§ Alunos que não conseguiram dialogar.
Para estudar a interação dos alunos com todos os “outros” pelo viés da leitura e a partir das atividades executadas, durante o momento a distância da disciplina, fizemos um quadro para ilustrar as interlocuções ocorridas durante a construção da Tarefa 1. Segue abaixo o quadro que facilita o entendimento e a classificação das categorias a serem analisadas:

Entendemos que o aluno que não percebe como a tarefa deve ser feita, ele acaba não a cumprindo da forma esperada. Para qualquer formato de aprendizagem, o aluno precisa ter competências de leitura. Porém em EaD isto fica muito claro principalmente na execução das tarefas.
A partir do ponto de vista de Bakhtin de interação, interlocução e sob nossa perspectiva de leitura, podemos dizer que quando o aluno consegue dialogar com o texto, com o vídeo e com seu colega para produzir um texto onde ele expresse essa interlocução, então ele tem autonomia de estudar sozinho, como ocorre na EaD. O aluno que não consegue dialogar com o texto e o vídeo, por exemplo, para produzir um novo texto a partir dessa interação, não possui autonomia.
A partir desses modelos de classificação e critérios de análise propostos, podemos fazer uma tabela explicando a quantidade de alunos que conseguiu executar a tarefa com as características que encontramos:

Tarefas / Níveis de Interlocução

1

2

3

Tarefa 1

12

7

4

Tarefa 2

17

3

2

Tarefa 3

23

2

0

Legenda:
1 = Alunos que construíram interlocuções (texto-vídeo-seu texto-texto do colega).
2 = Alunos que construíram pouca interlocução (texto-vídeo-seu texto); (texto-vídeo-texto do colega); (texto-vídeo); (texto-seu texto-texto do colega); (vídeo-seu texto-texto do colega); etc.
3 = Alunos que não conseguiram dialogar (quem produziu seu texto sozinho; só a síntese a partir do texto do colega).
Podemos observar que na tarefa 3 a maioria dos estudantes fez uma leitura onde construíram interlocuções. Na tarefa 1 houve um equilíbrio maior nesta quantidade – 12 alunos fizeram a interlocução com todos os textos envolvidos e todos os meios, além da intelocução com seus colegas, 7 fizeram uma interlocução média, ou somente a partir do vídeo, ou só o texto, ou só vídeo e texto, e 4 fizeram a atividade sozinhos, o que nos mostra que não houve diálogo com seus colegas e com os textos dos colegas. A interação ficou somente entre ele, o texto e o vídeo. A tarefa 2 também teve um equilíbrio maior. Poucos alunos fizeram a tarefa sozinhos. A maioria interagiu entre si e com os meios. A tarefa 3, devido ao seu menor nível de complexidade, foi a que a maioria dos estudantes fez todas as interlocuções propostas.
Todos os fatores citados anteriormente e as dificuldades encontradas podem influenciar no desenvolvimento das habilidades e competências dos estudantes no que diz respeito a EAD. Portanto, podemos apontar que a dificuldade de interação com as TIC pode dificultar o nosso estudo no que diz respeito a identificação das habilidades e competências.
Um estudo sobre a apreensão e apropriação de estudantes dos materiais ofertados nesta disciplina no momento a distância, bem como as habilidades necessárias para a apreensão destes materiais pelos alunos, são de suma importância para que possamos contribuir para aprofundar nosso entendimento sobre EAD, principalmente no que se refere à adoção de estratégias didáticas, baseadas nas Tecnologias de Informação e Comunicação.
Algumas das categorias de leitura citadas enriquecem o estudo neste contexto e nos permitem um aprofundamento maior para a próxima etapa da pesquisa, que é a elaboração de parâmetros a partir das características e habilidades identificadas nesta etapa.

Bibliografia


ALMEIDA, Ana Lúcia de Campos. O professor-leitor, sua identidade e sua práxis. In: KLEIMAN, Ângela B.

(Org.) A formação do professor: perspectivas da lingüística Aplicada. SP: Mercado de Letras, 2001.

BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Editora Hucitec 2004. (11ª. Ed.)
BARRETO, Raquel,G. (org.). Tecnologias educacionais e educação a distância: avaliando políticas e práticas. Rio de Janeiro: Quartet, 2001.

BELLONI, Maria Luiza. Educação a distância. Campinas: Autores Associados, 1999.

___________________. (org.) A formação na sociedade do espetáculo. São Paulo: Edições Loyola, 2002.

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CAMPOS, Fernanda C. A.; SANTORO, Flávia Maria; BORGES, Marcos R. S.; SANTOS, Neide. Cooperação e aprendizagem on-line. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

CAPISANI, Dulcimira. (Org.) Educação e arte no mundo digital. Campo Grande, MS: AEAD/UFMS, 2000.

CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Editora Unesp, 2004.

ESTEVES, Antonia, P. OLIVEIRA,Gabriela, D. (org.). Educação a Distância: experiências universitárias. Rio de janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Centro de Tecnologia Educacional, 2001.

MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo: Editora Brasiliense, 2003. Coleção Primeiros Passos – 74 (10ª reimpr. Da 19. Ed. De 1994.)

MORAN, José Manuel. O que é um bom curso a distância? Texto publicado no boletim do Programa Salto para o Futuro da TV Escola sobre educação a distância em 2002 e disponível no endereço: http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/ead/eadtxt1c.htm

___________________. O que é educação a distância. Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/dist.htm

___________________. Contribuições para uma Pedagogia da educação on-line. Artigo publico no livro organizado por SILVA, Marco. Educação on-line: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003. p. 39-50.

PFROMM NETTO, Samuel. Telas que ensinam: mídia e aprendizado do cinema ao computador. Campinas, São Paulo: Editora Alínea, 2001.

Webliografia

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http://www.cederj.rj.gov.br/cecierj/

www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/ead/ead0.htm

http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT803818-3567,00.html

http://eol.jsc.nasa.gov/sseop/EFS/photoinfo.pl?PHOTO=ISS003-E-6816.

Observações adicionais

No dia em que houve o cadastro dos alunos no ambiente Aulanet precisamos utilizar o laboratório de informática para que todos os problemas fossem solucionados com a nossa presença, já que há uma quantidade de alunos que não têm familiaridade com a mídia utilizada. Para isto, utilizamos o laboratório de informática do prédio do CCET, já que o prédio do CCH não possui laboratório próprio. Quando um aluno tinha dificuldades ou não tinha acesso a Internet ou não possuía um computar também foi disponibilizado um computados da sala de mestrado e a tutora – eu – era a responsável por este aluno.
A pesquisa tem o apoio do CNPq por meio de recursos financeiros para a sua realização e apoio da UNIRIO por meio de uma bolsa de Iniciação Científica. O Projeto tem a participação de dois professores pesquisadores da UFRJ.

 
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