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  BIBLIOTECAS POPULARES E A FORMAÇÃO DE LEITORES: OS CAMINHOS DA PESQUISA

Márcia Cabral da Silva – Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Faculdade de Educação

Este trabalho visa apresentar algumas reflexões teóricas e metodológicas acerca da pesquisa intitulada A Rede de Bibliotecas Populares na Cidade do Rio de Janeiro e a Formação de Leitores, realizada junto a um grupo de alunos de graduação, cursando, em sua maioria, o 2º período, na Faculdade de Educação, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Os estudos recentes sobre níveis de letramento e formação de leitores, em especial, entre os jovens e a população adulta, têm apontado dados que influenciam consideravelmente os indicadores sociais de qualidade de vida. Por um lado, conforme o censo 2000 do IBGE, vivem no Brasil 17,6 milhões de pessoas com 10 anos ou mais que não sabem ler ou escrever. Por outro, no que diz respeito aos estudantes que freqüentam a escola, os prognósticos são pouco promissores. Resultados de pesquisa divulgados pelo INEP/MEC, em abril de 2003, aparecem veiculados em matéria com o seguinte conteúdo “nível de leitura e matemática da maioria dos alunos é crítico. A maioria dos estudantes não aprende a ser leitor para realizar atividades básicas do cotidiano, inserir-se na complexa sociedade globalizada e exercer plenamente a cidadania. Esta é a conclusão de estudo sobre a quarta série do ensino fundamental”.

Além dos dados extraídos dessas pesquisas, os resultados do Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF) 2001 indicam que habilidades básicas de leitura e de escrita estão distribuídas de forma desigual entre a população brasileira. Acresça-se que a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil (2001) aponta questões interessantes sobre leitura, como, por exemplo, o fato de que grande parte dos brasileiros gosta de ler livros. Por que ainda se afirma, então, que brasileiro não lê, que as formas de acesso ao livro são bem restritas em nosso país?

Acreditamos que este quadro não possa ser analisado de forma isolada, uma vez que, no Brasil, relaciona-se com altos índices de exclusão social: renda, saúde, alimentação e acesso aos bens culturais produzidos coletivamente, mas ainda usufruídos por poucos. Verificamos, portanto, a necessidade de um estudo específico sobre as redes de acesso à democratização da leitura, que possa fundamentar diagnósticos de políticas públicas e sociais para questão relevante como o acesso à leitura em nosso país.

Nessa perspectiva, buscamos, como objetivo inicial, investigar a rede de bibliotecas populares da cidade do Rio de Janeiro, situadas nos mais diversos bairros: Bangu, Ramos, Botafogo, Irajá, dentre outras, totalizando 25 unidades, sendo a mais recente a Biblioteca Popular do Complexo da Maré, inaugurada em maio de 2005.

Por tratar-se de pesquisa de natureza etnográfica, optamos pela distribuição dos pesquisadores, nas bibliotecas, em pequenos grupos, utilizando o critério de proximidade do local de residência ou de fácil acesso, em função do local de trabalho. De tal modo, tivemos que modificar o seu objetivo inicial, optando por uma investigação que contemplasse o estudo de 28 pesquisadores, distribuídos em oito bibliotecas. Esta foi a sistematização exeqüível para desenvolver a pesquisa nos últimos quatro meses, cujo enfoque privilegiou o levantamento do histórico dessas instituições e o modo de funcionamento atual.

Algumas perguntas nortearam a escolha do quadro teórico-metodológico do estudo sobre a história das bibliotecas pesquisadas: o que é biblioteca pública/ popular? Como surgiram as bibliotecas populares na cidade do Rio de Janeiro? Qual a importância de conhecermos a sua história? Como relacionar os dados históricos com o modo de funcionamento atual?

Para Milanesi (1983), autor que nos acompanhou em grande parte na investigação inicial, biblioteca pública deveria apresentar um determinado perfil:

(...) cada biblioteca serve a um determinado público. Quanto mais heterogêneo for esse público, mais diversificado deverá ser o acervo – como é o caso da biblioteca pública. O usuário poderá ser o adulto que se alfabetiza ou o geneticista que tem interesse profissional em acompanhar passo a passo os avanços científicos de seu setor”. (p. 14).

(...) A ciência é cumulativa e a biblioteca tem a função de preservar a memória – como se ela fosse o cérebro da humanidade – organizando a informação para que todo ser humano possa usufruí-la. Isso vai da biblioteca que se constrói para aqueles que se alfabetizam, até a biblioteca especializada para o homem de ciência.” (p. 15)

Contudo, as bibliotecas selecionadas, retratadas nos depoimentos dos pesquisadores, apresentaram uma configuração bem diversa daquela forma ideal apontada por Milanesi, ao se referir à biblioteca pública:

Com a intenção de pesquisar sobre as bibliotecas públicas da cidade do Rio de Janeiro, resolvemos visitar a Biblioteca Popular do Engenho Novo, que foi inaugurada em 1960, em um casarão de rua Silva Rabelo, com o nome de Serafim da Silva Neto e o seu acervo era de 8.5000 livros. Hoje, esta biblioteca tem o nome de Agripino Grieco e atende mais de 150 pessoas por dia, sendo a maior parte de estudantes, que moram no bairro do Méier, Engenho Novo, Lins, Riachuelo e Engenho de Dentro. (Liliane, Maria, Valéria e Fernando, 2005).

Funcionamento da biblioteca Popular da Penha – Álvaro Moreyra (...). Quanto aos leitores, averiguamos que a maioria mora na Penha, é jovem e estudante da rede pública, que procura a biblioteca para realizar tarefas e pesquisas escolares. Sobre o perfil desse leitor que freqüenta a biblioteca, é interessante notar que, quando questionados sobre o prazer de ler, sempre dizem que só fazem pesquisas, ou seja, que não estão interessados em ler um livro por pura curiosidade ou prazer. (Ana Carolina, Camila Monteiro e Graciele Cristina, 2005).

Nesses depoimentos aparecem algumas observações interessantes, quando confrontadas com as definições de natureza teórica. Lembre-se que, para Milanesi, “quanto mais diversificado o público, mais diversificado será o acervo –como é o caso da biblioteca pública”, além de funcionar como o espaço de organização do saber, “para que todo ser humano tenha acesso à informação”.

Diante dessas noções construídas previamente, não é de se estranhar que os pesquisadores tenham ficado bastante impressionados com o perfil do leitor estudante, em razão do restrito interesse em pesquisa e tarefas escolares; o que revela, entre outros determinantes, a indispensável articulação entre teoria e prática, no processo de produção do conhecimento.

Constatamos, portanto, a necessidade de contrapor os dados da pesquisa de campo às leituras teóricas. Como fazê-lo, com um grupo numeroso, recém chegado à Universidade, começando o exercício da pesquisa?

Optamos por uma metodologia que levasse em consideração, de um lado, o aprofundamento dos textos teóricos que tratam de bibliotecas populares/públicas e suas funções, como pode ser observado na bibliografia deste estudo; de outro, percebemos a urgência de refinar o olhar em direção à coleta de dados. Esse exercício tornou-se possível, a princípio, por meio da leitura de textos literários que indicam a observação acurada em relação ao real e a capacidade de falar à imaginação.

Observem um texto literário que nos fez refletir sobre o movimento do real e a acuidade necessária no que diz respeito ao olhar do pesquisador:

Palomar na praia

Leitura de uma onda

O mar está levemente encrespado e pequenas ondas quebram na paria arenosa. O senhor Palomar está de pé na areia e observa uma onda. Não que esteja absorto na contemplação das ondas. Não está absorto, porque sabe bem o que faz: quer observar uma onda e a observa (...). Em suma, não são as ondas que ele pretende observar, mas uma simples onda e pronto: no intuito de evitar as sensações vagas, ele predetermina para cada um de seus atos um objetivo limitado e preciso. O senhor Palomar vê uma onda apontar na distância, crescer, aproximar-se, mudar de forma e de cor, revolver-se sobre si mesma, quebrar-se, desfazer-se. A essa altura poderia convencer-se de ter levado a cabo a operação a que se havia proposto e ir-se embora. Contudo, isolar uma onda da que lhe segue de imediato e que parece às vezes suplantá-la ou acrescentar-se a ela e mesmo arrastá-la é algo muito difícil (,...).Em suma, não se pode observar uma onda sem se levar em conta os aspectos complexos que concorrem para formá-la e aqueles a que essa dá ensejo. (Calvino, 1994, p. 7 - 8).

Este fragmento, em que ítalo Calvino constrói um personagem contemplando a natureza – o movimento de uma onda – com pretensões de descrevê-la e de abarcá-la em suas múltiplas dimensões, é um bom exemplo do que tem sido o nosso exercício com a pesquisa em um curso de graduação. Leitura de uma onda, em particular, permitiu discussões instigantes sobre a percepção da produção de conhecimento em seu caráter histórico, dialético, repleto de contradições.

Assim, perceber a dinâmica de funcionamento das bibliotecas populares, no horizonte desta pesquisa, implica olhar além das aparências, dos objetivos previamente traçados, dos dados estatísticos sobre leitura e leitores divulgados pela mídia. Significa assumir o campo de investigação como “o mar encrespado” que tanto assusta o personagem Palomar. Indica, além disso, uma disposição de observar as bibliotecas tal como uma onda em movimento, sem ser possível isolar um fato, descrevê-lo, desconsiderando o seu relacionamento com o movimento de todos os outros aspectos que compõem essa totalidade.

Compreendemos, então, uma condição para o desenvolvimento desta pesquisa: não perder de vista a percepção global da realidade.

Um outro relato dos pesquisadores pode ilustrar esse entendimento:

A biblioteca Popular de Botafogo, desde sua inauguração (1958) esteve preocupada em estimular e favorecer o hábito da leitura. (...) Interessante observar a importância que a comunidade tem no contexto da Biblioteca e, por sua vez, a participação dela no contexto da biblioteca, revelando a interação como preponderante para a vida nesse jogo social. O espaço público da biblioteca abriga o popular, a cultura vivida (...) que se expande e se encolhe em meio aos conflitos e contradições da sociedade em que vivemos. (Daniele, Eduardo, Juliana, Marilene, 2005, p 26-28).

Ao lado de estudos teóricos sobre a construção do método, propondo o sujeito como ordenador e construtor da experiência, utilizamos a estratégia da contemplação de filmes, que exercitassem o olhar crítico e sensível do pesquisador e a percepção do estudo para além do campo de investigação restrita. Pesquisar o acesso à leitura, nessa perspectiva, coloca em jogo o campo da cultura, da história, assim como as políticas públicas e sociais. Reparem como o filme Narradores de Javé bem ilustra essa percepção:

O filme conta a história de um povoado fictício (Javé), prestes a ser inundado devido à construção de uma hidroelétrica. Para evitar a catástrofe, os habitantes resolvem escrever sua história e, possivelmente, transformar a cidade em um patrimônio histórico a ser preservado. O único adulto alfabetizado do local é escolhido para colher as histórias sobre Javé e registrá-las em papel, elevando-as ao estatuto de cientificidade. Biá é um floreador de história, com uma incrível capacidade de aumentá-la e modificá-la, do mesmo modo que os diversos narradores escolhidos para contá-las. Em meio à tentativa de registro das múltiplas versões, é curioso que Biá, ao final, entregue um livro em branco para a população. Podemos ler esse gesto como a impossibilidade de registrar a variedade dos discursos sociais. Mais curioso ainda é seu gesto final: segue caminhando de costas, observando o passado ser destruído pelo progresso, pela novidade que pode representar a hidroelétrica. Um último gesto de resistência, talvez. (CABRAL DA SILVA, 2005).

A história poderia, evidentemente, suscitar outras interpretações por parte do espectador: a transformação do sertão em mar afogaria irremediavelmente a memória, a cultura e a história dos antepassados ou, ao contrário, assim como os personagens foram capazes de criar diferentes versões sobre a história de Javé, a história mostra que a memória pode ser inscrita nos monumentos, na lembrança dos que sobreviveram às catástrofes; além de muitas outras versões, conforme a imaginação dos múltiplos espectadores sociais.

Este exercício, em especial, possibilitou a reflexão sobre o conceito de leitura. Verificamos a necessidade do leitor dialogar com os elementos da obra, com a intenção do autor, uma vez que a leitura pressupõe sempre atitude ativa por parte do leitor, ao selecionar os elementos do texto e propor-lhes novos significados.

Além disso, para investigar o histórico das bibliotecas populares, recuperamos parte significativa dos estudos relativos à história da leitura, em uma perspectiva teórica e metodológica própria da História Cultural. Com efeito, a categoria de análise apropriação, proposta por Roger Chartier em seus estudos sobre a história do leitor, da leitura e de seus suportes, tem orientado a forma como nos aproximamos das fontes históricas relativas às bibliotecas públicas. Indicamos, também, para a próxima etapa da pesquisa, a análise dos modos e gestos de leitura que conformam a relação entre texto e leitor, entre espaços e formas de se ler, nesse ambiente específico de formação. Chartier traz outras considerações interessantes a esse respeito:

(...) cada leitor, a partir de suas próprias referências, individuais ou sociais, históricas ou existenciais, dá um sentido mais ou menos singular, mais ou menos partilhado aos textos de que se apropria. Reencontrar esse fora-do-texto não é tarefa fácil, pois são raras as confidências dos leitores comuns sobre suas leituras. (CHARTIER, 1996, p.20).

Tendo em vista que nossa intenção inicial foi a reconstituição da história das bibliotecas populares, o caderno de campo constituiu-se em um instrumento fundamental para o registro das fontes. Foi possível, por exemplo, registrar dados extraídos de documentos oficiais, recortes de jornal, depoimentos de pessoas que, de algum modo, estiveram ligadas à história das bibliotecas públicas. Cuidamos, então, de perceber que todos os dados recortados, selecionados têm relevância, e nossa tarefa não é neutra.

No estudo de metodologia em Ciências Humanas é preciso optar a respeito daquilo que precisa ser registrado, o que pode ficar de fora. Como afirma Chauí, discutindo a ilusão da neutralidade da ciência: “Quando o cientista escolhe uma certa definição de seu objeto, decide usar um determinado método e espera obter certos resultados, sua atividade não é neutra nem imparcial, mas feita por escolhas precisas. (CHAUÍ, 1994. p. 281).

No caso da pesquisa no âmbito das Ciências Humanas, lembramos que há um outro cuidado a ser tomado; nesse caso, a pesquisa envolve o homem, que se torna, ao mesmo tempo, sujeito e objeto da investigação científica.

Esse cuidado aparece evidenciado em muitos dos relatórios de final de curso, desenvolvidos pelos pesquisadores da Rede de Bibliotecas Populares da Cidade do Rio de Janeiro e a Formação de Leitores.

Destacamos um depoimento que ilustra a atitude sublinhada acima:

Conhecer a biblioteca além do aço das estantes, da fórmica das mesas, do silêncio, por vezes aterrador das salas, inseriu-nos num contexto de maturidade científica, por demais significativo e estimulante. Tivemos o privilégio de conhecer, confrontar e dialogar com as pessoas que, diferentemente de “atuarem no balcão”, repetindo o desconforto de quem é retirado da paz e segurança da pacata instituição pública, receberam-nos com carinho e dedicação; palavras bem subjetivas para explicitar a admiração pelo trabalho de domingo a domingo, mas não ocorrem outras melhores para expressar os nossos sinceros agradecimentos pela acolhida, recepção e disposição para esclarecer nossas dúvidas (tantas dúvidas). A Biblioteca Machado de Assis reserva um pouco do mundo, faz parte do mundo e possui as alegrias, contradições e incertezas de nosso tempo. (Daniele, Eduardo, Juliana, Marilene, 2005, p. 35-36).

Pelo que procuramos relatar neste trabalho, não esperamos encontrar pistas óbvias para reconstituir os sentidos pretendidos pela pesquisa na sua continuidade. Temos, aliás, muitas outras indagações levantadas ao longo desse percurso, que se somam àquelas iniciais. Contudo, é preciso lembrar que já temos um caminho coletivo de produção de conhecimento construído. Agora, é nossa tarefa continuar.

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