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  ENSINO DE LEITURA E CIRCULAÇÃO DE CARTILHAS EM MATO GROSSO

Marijâne Silveira da Silva – Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
Lázara Nanci de Barros Amâncio - Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT

Introdução

Este estudo faz parte do programa de atividade de pesquisa do Núcleo de Pesquisa em Educação (NUPED), do Departamento de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Situa-se numa linha de pesquisa de abordagem histórica tendo como objeto de estudo a trajetória da alfabetização neste estado mediado pela circulação e uso de cartilhas. Nesse sentido apresento algumas reflexões e dados, que visam contribuir para uma maior compreensão da alfabetização em Mato Grosso, no século XX, especialmente no período de 1940 a 1970. A definição desse período se deve ao fato de que pesquisas anteriores (Amâncio, 2000), Cardoso e Amâncio (2004 e 2005) abordam aspectos da alfabetização em Mato Grosso em outros períodos do mesmo século.

A realização desta investigação ocorreu mediante a localização, reunião, seleção, organização e análise de material relacionado ao ensino de leitura, sendo focalizadas especialmente as cartilhas em circulação nesse estado. Até o momento foi possível conhecer títulos de cartilhas e de livros de leitura mais usados, indicando que ao longo do tempo as escolas mato-grossenses têm se nutrido, essencialmente, de material didático e propostas pedagógicas produzidas em outras regiões, não possuindo publicações e propostas específicas.

A circulação de cartilhas no ensino de leitura no estado de Mato Grosso, constatada por Amâncio (2000), sobretudo nas relações de material escolar do Almoxarifado da Diretoria Geral da Instrução Pública e em livros de entrada e saída de material das escolas, constitui-se num ponto importante a ser considerado, especialmente porque isso permite conhecer e compreender algumas relações entre a circulação desse recurso didático e a adoção e uso de métodos de ensino de leitura.

Um pouco de história: contextualizando

A pesquisa histórica em alfabetização é uma temática pouco explorada tanto em nível nacional como em nível regional. Alguns estudos como os de Soares (1999), Soares e Maciel (2001) e Maciel (2003) reiteram a necessidade de pesquisas de fundo histórico. De acordo com Maciel (2003), mesmo esse enfoque nem sempre aborda a alfabetização de modo significativo. A citação a seguir é esclarecedora do pensamento dessa pesquisadora:

O interesse por tematizar a alfabetização em uma perspectiva histórica é recente, pois anteriormente os estudos realizados tinham como principal característica utilizar dados estatísticos, buscando destacar o número de escolas, o número de matrículas gerais e matrículas finais. O que consta na história da educação é uma abordagem historiográfica quantitativa e serial da instrução geral, e não especificamente sobre a alfabetização.(MACIEL: 2003, p.146).

Em Mato Grosso também são raros os trabalhos que enfocam a alfabetização, especialmente no que concerne a abordagem histórica. No entanto, os estudos já existentes permitem identificar e sistematizar alguns fatos relevantes.

Nos regulamentos da Instrução Pública Primária do século XIX (Amâncio: 2000), especialmente os dos anos de 1873 (art. 23º), 1889 (art. 1º) e no de 1869 (art. 14º), a leitura e a escrita não recebiam nenhum tipo de tratamento específico, constituindo apenas uma disciplina incluída no programa escolar. Sendo assim, não havia preocupação em normatizar orientações aos professores em relação à metodologia a ser empregada no ensino de primeiras letras. Antes dos regulamentos mencionados, todavia, foi possível evidenciar, em 1830, preocupação com a orientação aos professores para ensinarem as primeiras letras. O Inspetor Geral dos Estudos, André Gaudie Ley, no documento Instrução para professores de Primeiras Letras desta Província que devem servir provisoriamente (de 02/04/1830) apresenta passos para o ensino de leitura. Nessa época era utilizado para o ensino de leitura o método da soletração subsidiado pelas cartas ABC.

Um salto no tempo permite considerar que nas primeiras décadas do século XX, a exemplo do que ocorreu com outros estados da federação, o estado de Mato Grosso passou por várias mudanças em todos os setores da vida social, tendo em vista que o modelo econômico começa a se transformar para adequar-se às características das inovações do modelo industrial urbano. No campo da educação também ocorreram mudanças significativas, a exemplo das que aconteceram em outras regiões, especialmente São Paulo e Minas Gerais, para citar alguns. É no cenário das inovações adotadas pelo governo republicano que o estado de Mato Grosso contrata, em 1910, professores paulistas recém-formados, com o propósito de reorganizar o ensino primário, de acordo com a reforma do estado de São Paulo. Nesse período são criados os Grupos Escolares, é adotado um método de ensino de leitura, acompanhado da adoção de vários títulos de cartilhas visando a concretizar a proposta idealizada por autoridades da Instrução Pública, subsidiadas pelos professores paulistas.

Conforme Amâncio (2000), a preocupação com uma metodologia do ensino de leitura e da escrita aparece materializada no Regulamento da instrução pública primária de Mato Grosso em 1910. Incumbido de reorganizar o ensino de forma a torna-lo moderno, nos moldes republicanos, o professor Leowigildo registrou, em 1911, no primeiro relatório das Escolas Normal e Modelo Anexa a utilização considerada inadequada do método que se usava até então para o ensino da leitura em Mato Grosso. Esse professor criticava a decoração, método que se expandia para o ensino de todas as matérias e aproveitou para sugerir a utilização do método analítico, iniciando-se assim um direcionamento no ensino da leitura e da escrita o que, conseqüente, desencadeou discussões sobre os métodos existentes, definindo o que melhor se adaptaria ao cenário educacional mato-grossense.

Instruídos pelo método intuitivo de Pestalozzi, tendência difundida no Brasil, desde fins do século XIX, os normalistas paulistas, defensores dessa tendência e também de um ideal republicano procuraram disseminar suas concepções mediante uma nova configuração da organização do ensino. Encontra-se menção do método intuitivo nos regulamentos da Instrução Pública de Mato Grosso de 1896 e 1910.

O Regulamento da Instrução Pública de 1910, na verdade não declarou a adoção de um método específico para o ensino da leitura, mas o professor Leowigildo Martins de Mello definiu o seu uso oficial a partir da elaboração de um Programa para os Grupos Escolares de Mato Grosso que se embasava no Programa dos Grupos Escolares de São Paulo (1905). No programa desse próspero (e tido como modelo) estado adotava-se o método analítico para esse ensino. De acordo com Amâncio (2000) certamente a adoção desse método implicava na adoção de uma cartilha que contemplasse tal metodologia de ensino e que seria utilizada pelas instituições mato-grossenses. Chega, assim, em Mato Grosso a primeira cartilha analítica.

Nos livros de almoxarifado da Diretoria Geral da Instrução Pública de Mato Grosso é possível observar a menção recorrente do título da Cartilha Analytica de Arnaldo de Oliveira Barreto, demonstrando seu uso. Todavia parece haver uma certa contradição, tendo em vista que esta cartilha era a mais adequada para os objetivos do método analítico, no entanto, constata-se que também se usou, exaustivamente, no mesmo período, as seguintes cartilhas de outras orientações: Cartilha da Infância, de Thomaz Galhardo, Cartilha Nacional, de Hilário Ribeiro, Cartilha das Mães, de Arnaldo Barreto e Cartas ABC (autor não mencionado).

A adoção oficial do método analítico para o ensino da leitura no Estado ocorreu somente em 1927, com o novo Regulamento da Instrução Pública que declarava sua adoção nas escolas de Mato Grosso. Na Escola Normal e Modelo Anexa, desde 1924 a leitura e a escrita eram orientadas pelo método analítico-sintético, provavelmente em função das discussões também oriundas das tendências paulistas .

Esta adoção constituiu-se numa tentativa de uniformizar a metodologia do ensino em Mato Grosso, e ao mesmo tempo, orientar os professores, passo a passo, sobre como proceder mediante a Regulamentação que devia ser cumprida. A grande novidade, entretanto, sem dúvida alguma era a implantação dos grupos escolares, uma concepção de escola totalmente inovadora para a sociedade mato-grossense que conhecia apenas as escolas isoladas.

Circulação de cartilhas em Mato Grosso

A segunda década do século XX foi extremamente rica no que concerne à diversidade de títulos e a quantidade de exemplares de cartilhas que circularam nas escolas públicas mato-grossenses. A presença de cartilhas em Mato Grosso era autorizada pelo Conselho Superior da Instrução Pública que decidia quais eram os títulos que poderiam ser adotados e a quantidade de exemplares a ser adquirida (AMÂNCIO, 2000, p.211-214). O levantamento dessa autora se estendeu até a década de 1930. Acrescento, nessa pesquisa, alguns títulos localizados a partir dessa década :

TITULO

AUTOR

CITADAS EM:

Cartilha das Mães

Arnaldo Barreto

1912-1932

Cartilha Nacional

Hilário Ribeiro

1912-1932

Cartilha Ensino-Rápido da Leitura

Mariano de Oliveira

1921-1932

Cartilha Analítica

Arnaldo Barreto

1912-1927

Meu Livro

Theodoro de Moraes

1921-1942

Cartilha Analítico-Sintética

Mariano de Oliveira

1921-1927

Cartilha da Infância

Thomaz Galhardo

1925-1927

Cartilha do Povo

Lourenço Filho

1936-1942-1947-1967

1º Livro Terra Brasileira

Não mencionado

1954-1955

Cartas ABC

Não mencionado

Século XIX até 1984

Cartilha Caminho suave

Branca Alves de Lima

 

1960-1961-1962-1963-1964-1968-1969-1970-1971-1972-1973-1974-1975-1979-1980-1981-1982-1984-1985-1986-1987-1989-1993

Vamos Estudar?

Theobaldo Miranda da Silva

1960-1961-1962-1966-1967

Cartilha Sodré

Benedicta Sthal Sodré

1960-1961

Livro Barquinho Amarelo

Iêda Dias Silva

1973-1974

Ada e Edu

Rosa Maria Jorge Persona et ali

1975

Davi, meu amiguinho

Eunice Alves e Márcia de Almeida

1977

Pipoca

Paulo Nunes de Almeida

1979-1980-1984-1985-1986-1987-1989-1992-1993-1994-1997

Alegria de Saber

Lucina Passo, Albani Fonseca e Marta Chaves

1979-1980-1984-1985-1986-1987-1989-1994-1992-1993-1997-2000

Cartilha Porta de Papel

Angiolina Domanico Bragança

1979-1980-1984-

1985-1988-1989-1992-1994-1996

Cartilha da Mônica

Marlene Blois e Solange Leobons

 

1980-1981

Brincando com as Palavras

Joanita Souza

1980

Cartilha todas as Letras

Marisley Augusto

1980

Eu gosto de ler e escrever corretamente

Gerusa Martins e Miriam Maranhão

1980

Brincando com as letrinhas

Neusa Maria P. Romano e Thereza S. Mesquita

1980

Crianças do Nosso Brasil

Luiza M Sá Bento

1980

Como é fácil

Maria Emília Correia e Mauro Galhardi

1984

Cartilha Eu gosto de Comunicação

Célia Passos e Zeneide Silva

1985

Cartilha Marcha Criança

Maria Teresa Marsico et ali

 

1989-2000

Cartilha Pirulito

Andréa Martrins

1990

Este mundo maravilhoso: cartilha

Esther Sarli & Eny Garcia Sarli

1994

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Toca do Tatu

Regiane Cristina Garcia

1996

Como se pode observar nessa tabela, em alguns anos as cartilhas não foram citadas. Isso deve a dois fatores; em primeiro lugar há uma dificuldade na localização dos títulos, tendo em vista que nos acervos públicos de Mato Grosso não constam fontes que permitam um resgate completo do período abordado; em segundo lugar a ausência de uma cultura de preservação impediu que fossem resgatados exemplares citados, mas desaparecidos. A maior dificuldade, todavia, se refere a esse segundo fator de não se encontrar exemplares de cartilhas que foram utilizadas no período em pauta. Amâncio (2000) também apresenta essa mesma denúncia, tendo resolvido a questão (de conhecer os títulos) ao recorrer a acervos do estado de São Paulo onde pôde ter conhecimento de exemplares usados em Mato Grosso.

O fato de ter havido reformas no ensino primário, tanto em nível nacional como estadual, como a que criou a Lei Orgânica do Ensino Primário, na década de 1940, e a criação da Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso, na década de 1950, parece não ter se constituído em fator de mudanças substanciais no que concerne à produção de cartilhas e/ou livros de leitura. O que se constatou nessas décadas citadas continua a ser verificado. Não havia produção editorial local desse material naquele tempo, como também não haveria posteriormente. Nas décadas que se seguem às já mencionadas a problemática permanece até os dias atuais. Não havia, como ainda não há editoras locais responsáveis pela produção/divulgação de material didático em/de Mato Grosso. Isso caracteriza esse estado como consumista do mercado editorial de outras regiões brasileiras. Assim tem-se apenas circulação de cartilhas, sem produção local que contemple, algum modo, as características regionais.

Somente na década de 1970 é que se evidencia uma iniciativa mais promissora na área da produção de material didático voltado para a realidade mato-grossense. Isso em função de que, a Secretaria de Educação do estado de Mato Grosso (SEDUC) vem desenvolvendo, desde essa década vários projetos na área da alfabetização, financiados pelo Ministério da Educação e Cultura. Destacam-se alguns como Novas Metodologias (Parecer 42/76 e Resolução 37/76); Vencer (1984); Alfa (década de 1980); Aceleração (década de 90 até momento atual); Melhoria do Ensino da Língua Portuguesa no Processo de Alfabetização e Monhangara (1986);Programa de Alfabetização (1983/1984).

De acordo com Cardoso e Amâncio (2004) em 1976 uma equipe de professores da SEDUC, tendo como líder a professora Rosa Persona , preocupada com a regionalização da produção e editoração de uma cartilha mais adequada aos propósitos da alfabetização em Mato Grosso propõe uma produção regional como uma alternativa para diminuição do número de alunos retidos que, na década supra citada, era alarmante. Surge, então, um material didático que aborda aspectos culturais ligados ao cotidiano infantil de crianças mato-grossenses. Nesta perspectiva, surge no estado de Mato Grosso um trabalho fundamentado em tais concepções. Era o nascimento da Cartilha Nossa Terra Nossa Gente, editorada quase artesanalmente na sua primeira versão publicada pela SEDUC no ano de 1977. Essa cartilha é lançada oficialmente no dia 05 de abril de 1978, conforme dados fornecidos pela Revista Educação em Mato Grosso e passa a ser utilizada por todos os que participavam do Projeto Novas Metodologias. Essa cartilha ganha repercussão, alcança de algum modo representantes da Bloch Editora do Rio Janeiro, é publicada pela Bloch em 1978, recebendo o título de Ada e Edu. Essa cartilha ganha outros estados, tem circulação nacional, mas perde suas características iniciais e sua autoria mato-grossense.

Como se pode perceber a localização de cartilhas e livros de leitura é um trabalho minucioso, que exige tempo, dedicação, gosto e que precisa ser percorrido incansavelmente, se se pretende registrar a história da alfabetização. Felizmente, foi possível localizar um número significativo deste material o qual já se encontra no Núcleo de Pesquisa em Educação-UFMT compondo nosso acervo. Por outro lado, confirmou-se a dificuldade em se localizar fontes anteriores à década de 70, pois com este estudo arrebanhamos uma grande quantidade de material a partir da década de 70, mais notadamente. Fica evidente assim, o não desenvolvimento de uma cultura de preservação, tanto coletiva (de secretarias, de escolas, de professores, etc), quanto individual.

Algumas considerações finais

No percurso de localização de fontes documentais foi inevitável encontrar materiais referentes a vários períodos que permitem o conhecimento sobre os títulos de cartilhas que circularam no Mato Grosso. Algumas fontes escritas são de interesse para nossa pesquisa como: legislação e atos do poder executivo, discussões, atas e relatórios escritos por autoridades (presidentes de província, inspetores escolares, etc), regulamentos, programas de ensino, diários de classe e estatísticas. O material não utilizado no momento fica disponível no acervo do NUPED permanentemente em construção.

Em se tratando de fontes é importante, quando possível, realizar o cruzamento das mesmas e compatibilizar com várias outras fontes para que a pesquisa adquira maior significado. Infelizmente nem sempre isso é possível, dadas as dificuldades de localização e análise.

A defesa da preservação da cultura é um dos aspectos que necessita de maior aprofundamento para que dados importantes não se percam definitivamente no tempo. O trabalho do Grupo ALFALE tem também o objetivo de conscientizar alunos e professores, especialmente, em nível regional, visando a disseminar uma concepção voltada para a preservação de livros e cartilhas, construindo, assim, uma cultura de valorização e preservação de material escolar, de modo geral.

É imprescindível registrar que o andamento dessa pesquisa se efetiva lentamente devido às dificuldades de encontrar materiais na área da alfabetização no período que antecede 1970, considerados raros em nível nacional e mais ainda, em nível regional.

Vale ressaltar que, na tentativa de saber quais cartilhas circularam e de que forma foram utilizadas no estado mato-grossense, recorreu-se ao aproveitamento de entrevistas realizadas mediante questionários com professoras que alfabetizaram ou que alfabetizam no estado. A partir desta coleta, fizemos um levantamento dos títulos de cartilhas ou livros de leituras citados pelos sujeitos, a parir da década de 50. Com o trabalho de localização de fontes alguns títulos levantados foram encontrados, higienizados e devidamente catalogados no acervo do NUPED.

Constatou-se, mais uma vez, que o material didático é transitório, descartável, mas os pesquisadoras da área da educação sabem o quanto esse material pode revelar sobre as concepções de aprendizagem, sobre os pressupostos teórico-metodológicos que sustentam as diversas concepções, ideários e práticas escolares.

Com o desenvolvimento deste estudo foi possível também elaborar um Catálogo Bibliográfico, numa versão a ser aprimorada, no qual está registrado todo o material localizado e disponível no NUPED e que compõe atualmente nosso Centro de Documentação. Este material foi subdividido e classificado em grupos: pré-livros, cartilhas, 1ª série, manuais, bibliografia de fundamentação teórica, jornais do estado de Mato Grosso nas primeiras décadas do século XX e bibliografia de apoio teórico-metodológico.

A criação deste Centro de Documentação do NUPED contribui, de imediato, para a pesquisa em questão, mas deverá subsidiar, de fato, pesquisas posteriores. Um Centro de Documentação nestes moldes contribuirá para a ampliação do campo pesquisa na área da alfabetização e também de uma historiografia regional, ligada à uma temática nacional, podendo vir a ser uma referência para todo o Estado de Mato Grosso, já que não existe entre nós, até o momento, nenhuma instituição com objetivos semelhantes.

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