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  LITERATURA DE AUTORIA FEMININA E REESCRITA: A SCHEREZADE DE NÉLIDA PIÑON

Roberta Fresneda Villibor - Universidade Estadual de Maringá (UEM
Lúcia Osana Zolin - Universidade Estadual de Maringá (UEM)

A presente comunicação — resultado dos trabalhos desenvolvidos no âmbito do Projeto de Pesquisa “Literatura de autoria feminina: identidade e diferença” que vem sendo desenvolvido na Universidade Estadual de Maringá — tem por objetivo apresentar uma leitura do romance Vozes do deserto, de Nélida Piñon, tendo em vista a estratégia da reescrita de que a escritora lança mão.

De modo geral, os trabalhos resultantes do referido projeto têm demonstrado que o modo de construção da personagem feminina em textos literários escritos por mulheres nos últimos anos (década de 90 em diante) aponta para uma tendência que, se não surpreende efetivamente as/os estudiosas/os acostumadas/os às abordagens feministas da literatura, certamente surpreende o leitor familiarizado com a representação de imagens recorrentes da mulher na tradição literária, construídas de modo a repetir ad infinitum os discursos historicamente edificados ao seu redor (Scholze, 2002).

Assim, tratamos de demonstrar que a protagonista de Vozes do Deserto, a exemplo de outras heroínas de romances contemporâneos de autoria feminina, ao invés de aparecer enredada nas relações de gênero, desempenhando papéis sociais que a identifique como mulher-objeto, é construída como mulher-sujeito, capaz de traçar os rumos da própria trajetória e desafiar as manifestações de poder de ideologias como a patriarcal que, embora não mais encontrem espaço em certos segmentos da nossa sociedade, ainda são dominantes em outros.

No âmbito dos estudos pós-colonialistas, a reescrita consiste em uma estratégia bastante recorrente com a qual se pretende edificar uma visão crítica acerca de determinado corpus literário e da ideologia que subjaz a ele. Em O Pós-colonialismo e a literatura (2000), Bonnici define a reescrita como uma estratégia em que “o autor se apropria de um texto da metrópole, geralmente canônico, problematiza a fábula, os personagens ou sua estrutura e cria um novo texto que funciona como resposta pós-colonial à ideologia contida no primeiro texto” (BONICCI, 2000, p. 40). Como exemplo, o crítico cita A tempestade, de Shakespeare, como sendo, provavelmente, o texto mais reescrito da literatura canônica inglesa; nestas reescritas, a problemática metrópole-colônia é retomada de modo a salientar os atributos que fazem do texto original uma espécie de roteiro, no qual se pode encontrar os principais argumentos ideológicos do projeto colonial inglês, dentre os quais destaca-se a construção da figura do nativo como “o outro”, o diferente, portanto o inferior e, por isso mesmo, passível de dominação. Eis o principal argumento legitimador da usurpação do Novo Mundo pelo europeu.

No âmbito da literatura brasileira de autoria feminina e dos estudos críticos que se ocupam dela, muitas destas estratégias comuns aos discursos pós-coloniais e feministas têm se tornado cada vez mais recorrentes. A estratégia da reescrita tem sido, não raramente, utilizada pelas escritoras brasileiras numa atitude de reinvenção que põe em relevo o modo de construção e representação do universo da mulher. É o caso do romance Vozes do deserto.

Desse modo, o intuito desta comunicação é demonstrar a mudança de foco do pré-texto original para o texto reescrito, observando de que maneira ocorreu a transformação da personagem principal, de mulher-objeto-dominada para mulher-sujeito transformadora do seu destino.

Num panorama histórico do Livro das mil e uma noites, de acordo com a pesquisa e a tradução de Mamede Mustafa Jarouche (JAROUCHE, 2005), vertida do ramo sírio, a obra é considerada a maior reunião de "fábulas de terror e de piedade, de amor e de ódio, de medos e de paixões desenfreadas, de atitudes generosas e de comportamentos cruéis, de delicadeza e sutilidade" (JAROUCHE, 2005, p. 9). O Livro das Mil e uma noites, de acordo com Jarouche, já sofreu inúmeros processos de reescrita e intertextualidade, uma vez que é um texto formador da literatura universal. Serviu de "fonte de inspiração para escritores tão diversos quanto Marcel Proust, Machado de Assis, Voltaire, Edgar Allan Poe, Jean Potocki e Jorge Luis Borges" (JAROUCHE, 2005, p. 9). No mundo árabe, o livro existe pelo menos desde o século IX d.C. É um livro, segundo Jarouche, escrito por muitos e que pode não ser de ninguém. O livro narra a história de um rei chamado Sahriyar que, certo dia, descobre, através de infortúnio semelhante, sofrido por seu irmão mais novo, Sahzaman, que sua mulher o trai com um escravo, em várias orgias realizadas no castelo, quando de sua ausência. Em crise, esse rei inicia uma busca espiritual: saber se, neste mundo, há outra pessoa tão infeliz como ele próprio diante da traição da Sultana. Os irmãos, frustrados por suas esposas infiéis, avistam, durante sua viagem, um ifrit, entidade árabe cujo valor semântico se aproxima da palavra 'diabo' em Língua Portuguesa (entidade sobre-humana e maligna), que carrega um baú de vidro com quatro cadeados de aço. Ao sentar-se embaixo de uma árvore, o ifrit abre o baú, de onde sai uma mulher belíssima e que, ao menor sinal de adormecimento da entidade, obriga os dois irmãos a copularem com ela, cobrando-lhes os anéis para contabilizar a quantidade de homens por ela dominados. Ao contar cem anéis, a mulher lhes diz: "(...) ele [ifrit] não sabe que o destino não pode ser evitado nem nada pode impedi-lo, nem que, quando a mulher deseja alguma coisa, ninguém pode impedi-la" (JAROUCHE, 2005, p. 48). Diante dessa resposta, o Rei decide casar-se cada noite com uma mulher diferente, mandando matá-la na manhã seguinte, numa tentativa de purgar seu desgosto e de conter a insaciedade das mulheres, por ele assim definida: "Pois é, não é mesmo possível confiar nas mulheres!" (JAROUCHE, 2005, p. 40). Mortes e muito pânico se instauram no califado, até que a heroína, a filha do vizir e, nos manuscritos originais denominada Sahrazad, elabora um plano para pôr fim aos assassinatos: decide por se casar com o Rei e, noite após noite, seduzindo-o com suas histórias fantásticas, acaba encantando-o por completo, casando-se com ele e livrando outras jovens do martírio imposto à custa de seu desgosto.

Na reescrita de Nélida Piñon, as histórias desaparecem para dar lugar à história pessoal de Scherezade que, como no original, candidata-se ao casamento com o Rei (no romance, denominado por Califa) em uma tentativa de salvar outras jovens de uma morte prematura. As histórias funcionam, no romance de Nélida, não apenas como um adiamento da morte e altruísmo da personagem, mas sim para aprisionar aquele que a fez prisioneira, enleando-o em suas histórias fantásticas e, conseqüentemente, libertando-se de seu destino: "A verdade é que o Califa vinha se desligando da administração do califado para viver em função da jovem" (PIÑON, 2003, p. 237).

É dado ao leitor o privilégio de conhecer o seu modo de olhar a realidade circundante, bem como os contornos de seu caráter, de seus valores e, sobretudo, os detalhes de seus projetos. Assim, se a primeira Sahrazad, retratada de fora, harmoniza com sua origem na remota civilização oriental de séculos passados que, além de objetificar, silenciava a mulher, a Scherezade de Nélida Piñon se mostra ao leitor. Ao “mostrar-se”, torna-se bastante condizente com o modo de estar da mulher na sociedade de um tempo marcado pela revisão de valores que inclui, entre muitas coisas, a valorização do universo feminino e o desnudamento das formas veladas de poder que, de uma maneira ou de outra, suas atitudes sempre permitiram inferir.

Na abertura da obra, o narrador diz: "Scherezade não teme a morte. Não acredita que o poder do mundo, representado pelo Califa, a quem o pai serve, decrete por meio de sua morte o extermínio de sua imaginação" (PIÑON, 2003, p.7). Deste modo, o poder da personagem feminina decorre do fato de ela saber manejar com destreza as rédeas da imaginação, manipulando o Califa, descrito como velho e sofrido. Se, no original, as vozes masculinas têm força, na reescrita de Nélida Piñon essas vozes são mostradas como débeis, tentando fazer valer um direito de posse construído culturalmente, mas que não encontra mais sentido face ao universo descortinado pela mente criativa de Scherezade. Como em um jogo, a cada dia a imaginação de Scherezade supera-se, ao passo que suas forças parecem lhe abandonar.

Retomando o Livro das mil e uma noites, não se sabe por quais percalços Sahrazad atravessa, situação diferente da de Vozes do Deserto. A todo o momento, há a preocupação com a saúde de Scherezade, bastante debilitada por não poder dormir direito, ser obrigada a copular diariamente com um homem do qual sente nojo e não poder ao menos sair das imediações do palácio. A personagem do texto original possui fôlego incansável, enquanto no romance de Nélida a personagem é vista em toda a sua dimensão humana: em alguns momentos sua força parece se exaurir, tamanho o esforço que emprega na luta diária contra os desmandos do Califa; noutros, todavia, a fragilidade física e o cansaço cedem lugar à energia e ao poder desta mulher guerreira, capaz de desbancar o soberano.

Para melhor traçar os contornos do modo como Piñon representou a mulher na figura dessa curiosa personagem feminina resgatada da literatura árabe, pareceu-nos importante perscrutar o diálogo que se estabelece entre o seu modo de construção e o modo como a personagem Califa foi construída:

 

 

 

 

SCHEREZADE

 

 

CALIFA

1) Posição social: Princesa nascida em meio à “palha de ouro da casa do pai”.

Rei

2) Educação formal: um pedido da mãe, no leito de morte, garante-lhe educação esmerada, o direito de obter instrução.

A esperada para um rei: exercício do poder.

3) Experiências concretas: Contrariando a vontade do pai, lança-se, ainda menina, à “zona de perigo”, atravessa os limites da “geografia proibida”: vai para as ruas conhecer de perto a Medina, o mercado, os bazares, as vielas, ouvir as histórias do povo, dos vendedores, dos anônimos. “Habilitara-se a outros vôos” (p.231).

“Faltara-lhe coragem de abandonar o reino em troca da miséria humana, da instabilidade da sorte”. (p. 133-4)

 

A realidade dos “mortais” lhe é apresentada por meio das narrativas de Scherezade e por meio da memória da traição da Sultana que “arranca o soberano do trono para atirá-lo à terra, onde sinta de perto o assombro humano, a vida sem o suborno do poder” (p. 134)

4) Poder: sua capacidade de narrar; tem como aliadas as “relíquias” guardadas na memória e sua fabulosa imaginação, herdada da mãe.

 

O Califa torna-se uma espécie de prisioneiro de seu “império narrativo”.

Aquele conferido pela sua condição de rei. No entanto, diante da situação de exposição e vergonha a que é submetido em função da traição da Sultana, seu poder não vale nada. É como se ele fosse destronado.

7) Projeto: aniquilar o Califa por meio da dependência de histórias de que ele “não se livra e menos ainda esquece” (p. 230); impedir que ele continue a se dispor da vida das mulheres a seu bel prazer.

Vingar-se das mulheres por meio do exercício de seu poder.

 

“O Califa a quer vergada de medo, vencida”(p. 74)

8) Resultado: após submeter o Califa a uma espécie de processo de humanização e, portanto, demolir o sistema que a aprisionava junto com as demais mulheres do reino, ela foge.

Após ser levado a observar e a interpretar o universo feminino, se dá conta de que o castigo às mulheres já não lhe traz mais o júbilo de antes. Chega o momento de reavaliar os valores morais e as leis do califado.

 

Apesar de estar ambientada em um contexto que toma como natural a objetificação da mulher, a Scherezade de Nélida Piñon soma à capacidade de narrar e de manipular dissimuladamente da Sahrazad original a educação esmerada que recebera, a vivência da vida prosaica experimentada nas ruas de Bagdá e, sobretudo, a lucidez em relação à problemática em que voluntariamente se envolveu. Ela parece se saber capaz de vencer o Califa de antemão, a despeito do medo, da angústia e do cansaço que permeiam as suas ações. A habilidade com que planeja cada palavra com que tece as narrativas que encantam o soberano, com que confere cada gesto às personagens e lhes decide o destino, com que interrompe ou dá continuidade às histórias convida o leitor a relativizar os conceitos estabelecidos, sobretudo no contexto do romance, de mulher como objeto/dominada/oprimida e de homem como sujeito/dominador/opressor. À medida que a narrativa vai se desenvolvendo, os papéis vão se invertendo ou, pelo menos, perdem esta configuração rígida. Se ela é prisioneira dele, não podendo se ausentar dos limites da alcova e tendo a cada manhã a ameaça de ter sua cabeça cortada, ele também se faz prisioneiro de seus contos. Na verdade, sob a aparência do soberano perverso e opressor, que encontra na memória da “insultuosa luxúria” da Sultana a mola propulsora de seu ódio e sentimento de vingança contra as mulheres, subjaz a figura de um homem atormentado com a humilhação imposta por esta esposa que, embora morta, lhe povoa a lembrança com atitudes arrogantes, blasfemando contra a inexorável sentença que lhe impusera a morte: “Em nome de que poder o Califa arroga-se o direito de puni-la simplesmente por desfrutar do gozo que encontra nos braços suados e exuberantes de seus escravos?” (PIÑON, 2003, p. 135).

Em função, talvez, dessa situação que lhe rouba a ilusão de imortalidade e lhe relativiza o poder, realçando-lhe a solidão e o sentimento de perda das pequenas alegrias, as aventuras narradas por Scherezade ganham relevo. O prazer advindo delas abranda-lhe o coração, conferindo-lhe certo conforto para o espírito. É como se mediante identificação com personagens como Ali Babá e Aladim, que povoam os enredos da contadora de histórias, ele se desligasse da situação de opressão imposta pela traição referida. Daí, cada vez mais, sentir-se atado pela teia narrativa de Scherezade, daí, também, adiar a cada dia sua execução, contrariando as leis do califado, até, por fim, reavaliá-las e admitir o equívoco de que a morte das esposas lhe traria paz e lhe redimiria da humilhação. Os excertos, a seguir, ilustram esse momento da sua trajetória e salientam o processo de transformação porque passa em relação ao modo de olhar o universo feminino:

Graças às filhas do Vizir e à escrava Jasmine, ia ele decifrando devagar os risos destituídos de sentido que surpreendia a qualquer hora do dia nas mulheres. Uma espécie de alegria que lhes permitia colocar à margem uma realidade cujos fundamentos dramáticos feriam seu corpo e sua dignidade.

(...) Pela primeira vez o Califa admitia para si mesmo já não prescindir da fortaleza moral advinda daquelas mulheres. Ou da arguta montagem tão natural daquela espécie.

Naqueles dias calorentos, que lhe devolviam suor e incertezas, o soberano parecia resignar-se que simples fêmeas, presas aos aposentos, lhe guiassem os passos, ditassem regras. (PIÑON, 2003, p. 304)

Ouviu a história de Scherezade com a curiosidade de sempre. Um prazer que lhe vinha de tal modo abrandando o coração que se viu tentado a confessar-lhe, pouco antes de amanhecer, enquanto ela ainda lhe falava, que, a partir daquela noite, estaria dispensada de seu veredicto. Isto é, não haveria castigo para ela. Estava livre para deixá-lo, seguir para onde quisesse, levando consigo a garantia de nunca mais punir uma jovem de Bagdá.(PIÑON, 2003, p. 341)

O que se constata, portanto, é que Scherezade atingiu o seu intento. O Califa déspota e insensível que prazerosamente valia-se de seu poder de monarca para aniquilar as mulheres com quem se relacionava, numa atitude de vingança contra a traição que foi impingida por uma delas, não existe mais. Por meio de suas narrativas, ela o submete a um processo de humanização e sai vencedora. Mediante a vivência de outras experiências a ele permitidas pelo império narrativo de Scherezade, o fantasma da sultana desaparece e lhe ocorre “a superação da agonia de punir as mulheres” (PIÑON, 2003, p. 341).

Em face destas considerações, é imperiosa a constatação de que a Scherezade construída por Nélida Piñon, e desnudada aos olhos do leitor pelo narrador/a onisciente, tem o controle do próprio destino. Se, em certos momentos de sua trajetória, ela se angustia com a possibilidade de ter o projeto desmascarado pelo “soberano” e, conseqüentemente, a cabeça entregue ao carrasco, na maior parte do tempo tem consciência de que, ainda que deseje, o Califa é incapaz de vasculhar os seus segredos, de decifrar-lhe as intenções.

Ela sabe, exatamente, onde vai chegar. Tanto é assim que, se para atingir sua meta, é preciso entregar-lhe o corpo, que ela faz, mas preserva a alma. Isso implica dizer que, ao não se envolver emocionalmente com o Califa, nem se permitir o prazer sexual, apesar do clima de erotismo que serve de cenário à sua empreitada, ela se mantém inabalada e imaculada. E, tão logo percebe que alcançara o objetivo, ou seja, quebrara no Califa a vontade de fazer das mulheres de Bagdá suas vítimas, ela vai viver outras aventuras, quem sabe, até, amorosas.

No entanto, longe de se configurar como um libelo feminista, Vozes do Deserto traz em seu bojo muito mais que a defesa panfletária dos direitos da mulher: traz reflexões sobre experiências de vida e sobre os contraditórios sentimentos e desejos humanos; traz, também, as lições de transcendência de que fala Simone de Beauvoir (1980), ligadas à liberdade de escolha e a projetos de vida incompatíveis com práticas sustentadas pelo autoritarismo e pela opressão. Vozes do Deserto é, na verdade, um romance erigido sobre a condição humana em geral e, de modo particular, sobre a arte da criação, da imaginação, da invenção, enfim.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANÔNIMO. Livro das mil e uma noites. Volume I, ramo sírio. Introdução, notas, apêndice e tradução de Mamede Mustafa Jarouche. São Paulo: Globo, 2005.

BEAUVOIR, S. O segundo sexo. Trad. Sérgio Milliet. Rio de Janneiro: Nova Fronteira, 1980. 2 v.

BONNICI, T. O Pós-Colonialismo e a literatura. Maringá: Eduem, 2000.

BRONTË, C. Jane Eyre. Harmondsworth: Penguin, 1956

COSTA LIMA, L. Dispersa demanda. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1981.

PIÑON, N. Vozes do deserto. Rio de Janeiro: Record, 2003.

RHYS. J. Wide sargasso sea. Harmondsworth: Penguin, 1968.

SCHOLZE, L. A mulher na literatura: gênero e representação. In: DUARTE, C.; DUARTE, E. de A.; BEZERRA, K. da C. (Org.) Gênero e representação na literatura brasileira. Coleção Mulher & Literatura. Vol. II. Belo Horizonte: Pós-Graduação em Letras – Estudos Literários: UFMG, 2002.

SHOWALTER, E. A literature of their own. British women novelists from Brontë to Lessing. New Jersey: Princeton UP, 1985. 378 p.

 
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