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TELEJORNALISMO E JORNALISMO IMPRESSO: LEITURAS EM CONTRASTE Cristiane Maria Megid - Unicamp/IEL, megid@iel.unicamp.br
Resumo: Neste artigo, contrastamos características dos jornais impressos e
televisivos, propondo uma leitura crítica da mídia sob a perspectiva
discursiva e tendo em vista a relevância às práticas pedagógicas da
leitura do jornal. Partimos do pressuposto da não-transparência da
linguagem, o que se coloca como oposição aos conceitos de imparcialidade,
objetividade e neutralidade promulgados pela imprensa. Desta forma, é
preciso ler ou assistir um noticiário como uma, e não como a única, versão
possível para um relato. O objetivo do estudo aqui apresentado, portanto,
é pensar nas diferentes formações de sujeitos determinadas por estes
veículos de comunicação em decorrência dos diferentes efeitos de sentido
que eles produzem. Para tanto, tivemos como subsídios teóricos a Análise
de Discurso, a Semântica Histórica da Enunciação, e outros estudos
jornalísticos sobre os mecanismos de controle da imprensa e da mídia
feitos em diferentes campos teóricos. |