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Cristiane
Parente, ANJ -
www.anj.org.br
Fazer a escola olhar pra fora dela e ajudar a melhorar a civilização são
algumas das funções do jornal segundo o autor, pesquisador e professor da
Unesp, Juvenal Zanchetta, que deu a palestra “Jornais e a formação
continuada dos professores” no segundo dia do IV Seminário Nacional O
Professor e a Leitura de Jornal, que aconteceu em Campinas, nos dia 21 e
22
“Por que levar o jornal pra escola?” Foi instigando o público a refletir
que o educador, pesquisador e autor Juvenal Zanchetta, da Unesp de
Assis/SP, iniciou a palestra “Jornais e a formação continuada dos
professores”, no segundo dia do IV Seminário Nacional O Professor e a
Leitura de Jornal, que ocorreu em 21 e 22, em Campinas.
Para o educador, o jornal (impresso) faz parte e é um dos principais
suportes da arena política do país, responsável pela construção da
democracia. E é através dele que o cidadão pode participar dessa arena.
Segundo Zanchetta o jornal tem mais ou menos a mesma função da escola, que
é contribuir para a melhoria da civilização. “O jornal vai ajudar a escola
a sair do seu ensimesmamento, a olhar pra si mesma, mas também para o
mundo fora dela. Vai estimular a escola a pesquisar, a conhecer o mundo. ”
Zanchetta afirma que o jornal não é um meio pronto para entrar na escola _
“É um instrumento para políticos, jornalistas, assinantes..., mas não é
feito para a escola” _ e que por isso, precisa ser trabalhado antes de
chegar ao ambiente educativo. Para ele, o professor precisa ter uma
formação para trabalhar com o jornal, mas ela não pode ser feita na
faculdade, quando a mídia entra apenas como ilustração de alguns
conteúdos. E sim, durante a formação continuada do professor, quando ele
fará escolhas, trilhará um caminho e terá uma posição política perante a
educação.
Para finalizar sua contribuição, Zanchetta deu alguns exemplos práticos de
uso do jornal na educação e deixou sugestões para o público presente.
Entre elas: Ir além dos PCNs; criar circuitos de informação e conhecimento
e cobrar de governos sítios onde se possa construir e compartilhar
materiais de trabalho com jornal; criar jornais nas escolas, no sentido de
que cada escola tenha seu jornal, como uma política pública; humanizar os
conteúdos dos jornais, saindo dos números e entrando nas histórias
pessoais. |