PROJETO ÁRA VERÁ – UM CURSO DIFERENCIADO PARA FORMAÇÃO DE PROFESSORES GUARANI/KAIOWÁ NO MATO GROSSO DO SUL[1]

 

SILVA, Meire Adriana

COLMAM, Rosa Sebastiana

SOUZA, Maria de Lourdes Albuquerque

ROSSATO, Veronice Lovatto

 

Magistério Guarani/ Kaiowá- Projeto Ara Vera- SED-MS

O CURSO NORMAL EM NÍVEL MÉDIO - FORMAÇÃO DE PROFESSORES GUARANI/KAIOWÁ – PROJETO “ÁRA VERÁ” (espaço-tempo iluminado) trata-se de uma ação cujo objetivo geral é formar professores indígenas Guarani/Kaiowá em nível médio, com habilitação para a educação nas comunidades indígenas, educação nas séries iniciais do ensino fundamental e educação infantil.

Iniciou em julho de 1999, com término previsto para 2002. A carga horária total é de 3210 horas de aula, distribuídas em sete etapas com 1250 horas de estudos presenciais intensivos e coletivos, de até 25 dias, intercaladas por etapas intermediárias com 1960 horas de aula de estudos e práticas desenvolvidas junto às comunidades e às escolas indígenas.

Foram matriculados inicialmente 80 cursistas, permanecendo, atualmente, 75 alunos com freqüência regular. A maioria são professores indígenas guarani/kaiowá, indicados pelas suas comunidades, que atuam nas séries iniciais do Ensino Fundamental e Educação Infantil e não possuem habilitação; muitos deles não completaram o ensino fundamental[2], alguns possuem habilitação convencional de magistério, ou segundo grau completo, ou são estudantes universitários; poucos ainda estão fora da sala de aula.

Este projeto emerge de uma antiga reivindicação do Movimento dos Professores Guarani/Kaiowá, de suas comunidades e de outras instituições (UFMS, UCDB), envolvidas com a educação escolar no contexto indígena, a qual foi assumida pela Secretaria Estadual de Educação do Mato Grosso do Sul.

Esta ação vem ao encontro do projeto proposto por esta Secretaria denominado “Educação Escolar Indígena: uma questão de cidadania”, o qual faz parte de um projeto pedagógico estadual maior chamado “ESCOLA GUAICURU: vivendo uma nova lição[3]. Em seu programa de democratização do acesso escolar, a Escola Guaicuru tem como objetivo construir participativamente a política educacional da diversidade étnica, proporcionando o resgate da história e o fortalecimento da identidade dos povos indígenas, valorizando suas culturas. Esta motivação é decorrente do compromisso deste governo com o resgate da cidadania de todos os povos indígenas do Mato Grosso do Sul.

O Projeto ÁRA VERÁ encerra uma abordagem curricular alternativa que visa atender o conjunto de necessidades específicas da formação de professores da etnia Guarani/Kaiowá. A proposta deste projeto atende aos pressupostos legais com relação à formação de profissionais indígenas em educação escolar: Constituição Federal; LDB nº 9394/96; Resolução  CEB nº 03 aprovada em 10/11/99; Deliberação CEE/MS nº 4324/95; Resolução CEB nº 02 de 19/04/99; e Resolução CEB nº 03 de 26/06/98.

O quadro jurídico que respalda este curso de magistério específico para a formação de professores guarani/kaiowá começou a se formar com a Constituição Federal de 1988 que estabelece um novo quadro jurídico em relação aos povos indígenas, rompendo radicalmente com a política de integração vigente, garantindo o direito à diferença e à autonomia (artigos 22, 210, 215, 231, 232) e cabendo ao Estado o dever de garantir esses direitos.  Desde então, a educação escolar indígena ganhou base legal como subsistema diferenciado das demais modalidades de ensino, tanto no que diz respeito às línguas e culturas, quanto aos processos próprios de aprendizagem (art.210, inciso 2 da Constituição Federal).

A mudança de paradigma na concepção da educação escolar destinada às comunidades indígenas deixa o caráter integracionista e assume o princípio do reconhecimento da diversidade sócio-cultural e lingüística do país e do direito a sua manutenção.

A partir da Lei Maior, outras leis, decretos e portarias foram sendo incorporadas à jurisprudência brasileira, garantindo e regulamentando o direito a uma “educação escolar indígena, intercultural, bilíngüe, específica e diferenciada”.

No Mato Grosso do Sul essas garantias consolidaram-se na Constituição Estadual/89 – artigo 251, nas Diretrizes Gerais para a Educação Escolar Indígena no MS e na Deliberação nº 4324/95 do Conselho Estadual de Educação. 

Esses diversos documentos oficiais e as formulações dos próprios indígenas refletem e explicitam claramente temas como currículo e formação especializada de índios enquanto professores. Exigem políticas integradas de ensino e pesquisa, coerentes com o que reza a Lei 9394/96 em seus artigos 78 e 79.

A Resolução nº 03/99 do CEB/MEC, que estabelece a estrutura e o funcionamento das Escolas Indígenas, define também os critérios para a formação dos professores indígenas, que deverá ser “específica” e orientada “pelas Diretrizes Curriculares Nacionais” (art.6º). O art. 7º reza que “os cursos de formação de professores indígenas darão ênfase à constituição de competências referenciadas em conhecimentos, valores, habilidades e atitudes, na elaboração, no desenvolvimento e na avaliação de currículos e programas próprios, na produção de material didático e na utilização de metodologias adequadas de ensino e pesquisa”. Segundo esta Resolução, “será garantida aos professores indígenas a sua formação em serviço e, quando for o caso, concomitantemente com a sua própria escolarização” (parágrafo único do art.6º).

Segundo o Parecer Nº 14/99[4] da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, aprovado pela referida Resolução, “é necessário que os profissionais que atuam nas escolas pertençam às sociedades envolvidas no processo escolar”. Para que eles possam se tornar “agentes ativos na transformação da escola num espaço verdadeiro para o exercício da interculturalidade”, o documento destaca a necessidade de um currículo diferenciado nos cursos de formação.

O Parecer considera ainda que a formação do professor índio requer a participação de especialistas com formação adequada, não tanto em função de sua titulação acadêmica, mas por um conjunto de outras competências, tais como, experiência e sensibilidade para trabalhar aspectos próprios da educação indígena. E lembra que os Conselhos Estaduais de Educação devem constituir critérios próprios para autorização e regulamentação dos cursos de formação de professores indígenas, os quais devem basear-se na qualidade do ensino a ser oferecido e na sua coerência com os princípios definidos na legislação referente à educação escolar indígena. 

Portanto, para a concretização dessas disposições legais, no âmbito escolar, é necessária a formação de índios, não só como professores para o Ensino Fundamental em suas línguas maternas e/ou Português, mas também como pesquisadores de suas próprias línguas, história, geografia, meio ambiente, saúde, etc; como escritores e criadores de material didático-pedagógico em suas línguas maternas e/ou Português, referentes aos etno-conhecimentos de suas sociedades; e como administradores e gestores de seus processos educativos e escolas próprias.

A necessidade do curso de formação de professores guarani/kaiowá se justifica, antes de tudo, pela própria realidade escolar deste povo indígena. Segunda maior população indígena do país, eles somavam, em 1998, 24.523 pessoas. Conforme o Censo Escolar Kaiowá/Guarani[5], em 1998 eram 6.078 crianças e adolescentes de 05 a 14 anos, dos quais 4.620 estavam matriculadas até a 4ª série do Ensino Fundamental, nas escolas das 23 áreas indígenas desta etnia. Para atender a esta demanda, 15 municípios mantinham, naquele ano, 49 unidades escolares no interior das áreas indígenas, ou próximo às mesmas, em convênio, neste caso, com missões religiosas (Presbiteriana e Alemã Unida).

Trabalhando nestas escolas, em 1998, eram 159 professores, sendo apenas 79 Guarani/Kaiowá. A demanda, no entanto, seria de, aproximadamente, 200 professores indígenas desta etnia. Segundo dados do Censo Escolar Kaiowá/Guarani, apenas três professores guarani/kaiowá tinham o magistério completo e quatro com o curso superior completo ou por completar.

Por tudo isso, a Secretaria de Estado de Educação buscou alternativas, em parceria com outras instituições, para viabilizar esta justa solicitação dos professores guarani/kaiowá, refletida nas palavras abaixo:

“Queremos, com a ajuda da escola, com uma educação que responda às nossas necessidades, reconquistar a autonomia sócio-econômica e cultural e sermos reconhecidos como cidadãos etnicamente diferentes. Neste processo, a escola tem um papel fundamental. Não queremos mais que a escola sirva para desestruturar nossa cultura e nosso jeito de viver, que não passe mais para nossas crianças a idéia de que somos inferiores e que, por isso, precisamos seguir o modelo dos brancos para sermos respeitados. Pelo contrário, achamos que temos muito para ensinar do nosso jeito de viver para os brancos, e queremos o respeito da sociedade que se diz democrática, e do governo que deve cumprir a lei que ele mesmo criou.”

Carta da Comissão de Professores Guarani/Kaiova enviada em 1995 à Secretaria de Estado de       Educação/MS.

 

O Projeto Ára Verá propõe-se a contribuir para que estes professores possam participar da construção da Escola Indígena, propiciando um ensino intercultural e bilíngüe, através de estudos e vivências dos conhecimentos tradicionais e atuais da sociedade guarani/kaiowá, nas diversas áreas do conhecimento, e do acesso às informações e conhecimentos universais sistematizados pela humanidade, tanto de sociedades não-índias como de outras sociedades indígenas, de forma específica e diferenciada, para atender as peculiaridades da educação escolar indígena no contexto dos Guarani/Kaiowá.

Como objetivos específicos, o Projeto Ára Verá se propõe a: fornecer aos cursistas novos instrumentos de produção de conhecimento, pelo exercício da pesquisa, da experimentação, da leitura e da sistematização e pelo manejo de novas tecnologias; instrumentalizar os professores guarani/kaiowá para elaborarem, executarem e avaliarem projetos político-pedagógicos das escolas onde estão inseridos, de acordo com o projeto de futuro de suas comunidades; dar continuidade ao processo de preparação dos educandos guarani/kaiowá para a vida comunitária, incluindo as habilidades necessárias para enfrentar criticamente, junto com seu povo, a situação provocada pelo contato com a sociedade dominante, tendo em vista a conquista de sua autonomia sócio-econômica-cultural; estimular e valorizar o Ñande Reko (tradições, crenças, modo de ser e de viver dos Guarani/Kaiowá), que é a base da sua educação, conforme solicitações das comunidades, lideranças e professores indígenas, com vistas ao fortalecimento de sua identidade étnica.

Faz parte também de suas metas a produção de materiais didático-pedagógicos e literários, específicos para o contexto guarani/kaiowá. A primeira edição de um livro de contos na língua guarani/kaiowá já está no prelo.

A proposta pedagógica do Projeto Ara Verá considera a cultura como sendo constitutiva do processo de desenvolvimento e aprendizagem. Constitui-se num processo integrado às práticas vivenciadas pelos Guarani/Kaiowá, as quais se baseiam em três grandes fontes básicas de sobrevivência física e cultural: teko (cultura), tekoha (território) e ñe’ë (língua)[6], que são também os eixos fundamentais pelos quais se articulam os conteúdos e a metodologia do curso. Estes eixos são tratados da seguinte forma:

Tekoha (terra) – Trata de todas as questões referentes à terra em seus aspectos de uso e apropriação, de auto-sustentação, de biodiversidade, de legislação, além dos aspectos culturais e históricos e sua relação com a sobrevivência física e cultural das futuras gerações.

Ñe’ë (língua) – Além de ser aceita como elemento de coesão étnica do povo, é tratada como instrumento de produção e reprodução do conhecimento e dos valores da sociedade guarani/kaiowá, em sua representação oral e escrita, garantindo, assim, a efetivação da comunicação em todas as suas modalidades, entre seus pares e com a sociedade não-indígena.

Teko (cultura) – Entendida como revitalizadora e dinamizadora da identidade dos Guarani/Kaiowá, é um ponto de partida para o estabelecimento do processo educativo intercultural, estimulando o entendimento e o respeito entre seres humanos de diferentes etnias. A cultura é entendida também como referencial didático/metodológico, com parâmetros tradicionais e atuais.

Este projeto apóia-se nos seguintes princípios metodológicos: da produção do conhecimento, principalmente através da pesquisa; da totalidade, enfocando a pessoa na sua relação com o outro e com a natureza; do bilingüismo e interculturalidade, articulando conhecimentos e valores sócio-culturais distintos, de forma seletiva, crítica e reflexiva; e da especificidade indígena, partindo das necessidades e interesses das comunidades guarani/kaiowá. Para assegurar esta especificidade, durante as etapas intensivas presenciais há a participação efetiva de caciques guarani/kaiowa[7], os quais garantem a orientação de questões próprias da cultura tradicional, desde o seu ponto de vista.

O desafio que se coloca é uma proposta que concilie dois sistemas pedagógicos: o da comunidade educativa indígena e o da instituição escola.

Os Componentes Curriculares do curso são: Ciências Sociais (História / Geografia / Etnografia / Antropologia); Fundamentos da Educação; Línguas e Lingüística (Guarani / Português); Matemática; Ciências Naturais (Biologia, Física, Química, Ambiente e Saúde);  Cultura Guarani/Kaiowá (incluindo Linguagens Corporal e Artística), Metodologia de Ensino e Estágio Supervisionado.

A avaliação se dá no âmbito de uma proposta pedagógica democrática, sendo formativa, progressiva e contínua, levando em conta determinadas competências.  Globaliza os diferentes aspectos da vida do curso. Ao final de cada etapa do curso, ou quando há necessidade, acontece uma avaliação participativa, envolvendo o Colegiado do Curso.

Não está prevista reprovação de nenhum aluno, a não ser que abandone o curso. No caso de algum cursista não ter desenvolvido satisfatoriamente algumas das competências previstas, ao final dos três anos, será  garantida a ele a possibilidade de continuar sendo orientado até que tenha superado a dificuldade, durante o prazo máximo de um ano.

O corpo docente do Projeto Ára Verá é formado por uma equipe de professores da rede estadual de ensino especialmente capacitados para acompanhá-los (professores-assistentes), e por professores ministrantes de outras instituições acadêmicas do Estado e de outros locais do país. Além destes, há a Coordenação geral, a cargo da Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso do Sul; e uma Coordenação local, composta por um Coodenador Pedagógico, um Coordenador Administrativo e um Colegiado Escolar, composto pelos diversos segmentos que compõem o projeto.

Sendo um projeto da Secretaria Estadual de Educação, com público alvo, em sua maioria, formado por professores indígenas guarani/kaiowá contratados pelas Prefeituras Municipais, os recursos financeiros advêm principalmente destas duas instituições, que constituem as parcerias oficiais do projeto. Além destes, de acordo com a necessidade, o Projeto Ára Verá conta com apoio de outras instituições, tais como a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e a Universidade Católica Dom Bosco.

BIBLIOGRAFIA

ALBUQUERQUE, Judite G. Parceladas: Uma proposta de integração entre ensino e pesquisa. São Paulo: Revista Edusp, EDUSP, 1997.

CEB/CNE. Resolução/03, MEC, Brasília, 1999

CEE/MS. Deliberação CEE nº 4324, Campo Grande, 1995.

COMITÊ DE EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA. Diretrizes para a Política Nacional de Educação Escolar Indígena.  Cadernos de Educação Básica, Série Institucional, vol. 2. Brasília: MEC/SEF/DPEF, 1993.

DIAS DA SILVA, Rosa H. Povos indígenas, estado nacional e relações de autonomia – O que a Escola tem com isso? 11º COLE. Campinas: UNICAMP, 1997, datilografado.

MEC. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/96). São Paulo: 1997.

MEC. Referencial curricular nacional para as escolas indígenas. Brasília: MEC/SEF, 1998.

MELIA, Bartomeu. Educação indígena e alfabetização. São Paulo: Loyola, 1979.

______ e GRUNBERG. Los Pai Tavyterã – Etnografia guarani del Paraguay contemporâneo. Assunção: Centro de Estúdios Antropológicos, Universidad Católica N. S. de la Asunción, 1976.

RHODEN, Kuno Paulo. Parecer nº 14/99: Diretrizes curriculares nacionais da educação escolar indígena. Brasília: MEC/CNE/CEB, 1999.

RICARDO, Carlos A. Os índios e a sociodiversidade nativa contemporânea no Brasil. In: LOPES DA SILVA & GRUPIONI. Matemática indígena na escola. Brasília: MEC/MARI/UNESCO, 1995.

ROSSATO, Veronice. Contexto Escolar Kaiowá/Guarani. Campo Grande: UCDB, 1999.

_______ .Projeto de pesquisa para o Mestrado em Educação. Campo Grande: UCDB, 1999.

_______ e NANTES, Anari F.(coordenadoras). Censo escolar kaiowá/guarani no Mato Grosso do Sul. Campo Grande: MEC/UCDB/UFMS, 1999.

_______ , NASCIMENTO, A. e outros. Processo de construção e desenvolvimento do curso de magistério para os professores índios kaiowá/guarani do MS – Proposta de assessoria apresentada à Secretaria Estadual de Educação do MS. Campo Grande: UCDB/NEPPI/UFMS/CEUD, 1997, datilografado.

SCHADEN, Egon. Aspectos fundamentais da cultura guarani. São Paulo: Pedagógica/USP, 1974.

SEDUC. Programa de formação de professores indígenas para o magistério. Projeto Tucum, Pólo I. Cuiabá: SEDUC/MT, 1995, datilografado.

PROFESSORES GUARANI/KAIOWA. Relatório do I Encontro de Professores e Lideranças Guarani/Kaiowa sobre Educação Escolar Indígena. Dourados, Vila São Pedro, 1991, datilografado.



[1] Texto produzido e apresentado por Veronice L. Rossato, Meire Adriana, Maria de Lourdes Albuquerque e Rosa Colman, baseado na proposta apresentada ao Conselho Estadual de Educação para  Curso Normal em Nível Médio – Formação de professores Guarani/Kaiowá – Projeto Ára Verá.

 

[2] O art. 6º, parágrafo único, da Resolução CEB/CNE nº 03/99 diz: “Será garantida aos professores indígenas a sua formação em serviço e, quando for o caso, concomitantemente com a sua própria escolarização”.

 

[3] Conforme “Proposta de Educação do Governo Popular de Mato Grosso do Sul 1999-2002”. In: Cadernos da Escola Guaicuru 1, Série Fundamentos Político-Pedagógicos, 1ª edição. Campo Grande: Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul, 1999.

[4] Parecer CEB nº 14/99, páginas 15 a 17 trata da formação do professor indígena.

[5] Este Censo teve o apoio do MEC e foi realizado em 1998/1999, cobrindo dados escolares referentes aos anos de 1996, 1997 e 1998. Iniciativa do Colegiado de Apoio à Educação Escolar Kaiowá/Guarani (UCDB, UFMS e Diocese de Dourados), o levantamento foi coordenado pelas professoras Veronice Rossato e Anari Felipe Nantes.

[6] Considerações extraídas do documento “Processo de construção e desenvolvimento do curso de Magistério para os professores índios Kaiowá/Guarani do MS”. Campo Grande: UCDB,/NEPPI/Programa Kaiowá Guarani, 1997, datilografado, p.23-25.

[7] Caciques  são líderes religiosos tradicionais nas comunidades guarani/kaiowá.