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TRANSIÇÃO CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA: EXPECTATIVAS E
DESAFIOS VIVENCIADOS NO CAMPUS DE CATALÃO (UFG)
Aparecida Maria Almeida Barros - Universidade
Federal de Goiás/ Campus de Catalão
Introdução
Historicamente construído na década de oitenta,
apoiado no movimento de valorização da Escola Pública
e a conseqüente formação de profissionais docentes
para nela atuar, o currículo do Curso de Pedagogia da Universidade
Federal de Goiás (Resolução 207/84), habilitava o
Pedagogo para a docência nas séries iniciais do Ensino Fundamental
e para as disciplinas pedagógicas do antigo Magistério do
II Grau. Estas habilitações atenderam a uma opção
da universidade em priorizar a docência como base para a formação
do profissional da educação, suprimindo as habilitações
específicas para a orientação, supervisão,
administração escolar ainda presentes em várias instituições
do país. À época, a UFG foi pioneira na implantação
da proposta em 1984. Na composição do currículo do
Curso de Pedagogia, esta trajetória histórica foi destacada
no projeto político pedagógico da recente mudança
curricular:
Uma das características do currículo implantado em 1984
e ainda em vigor é a definição de poucas disciplinas
como componentes curriculares, deixando às ementas e aos docentes
um campo de possibilidades para a incorporação crítica
da esfera sociocultural na dinâmica da educação e
da escola, e aos discentes, mais tempo para o estudo pessoal e a possibilidade
de uma formação teórica mais sólida. As “Atividades
Complementares” surgiram como abertura de horizontes culturais e
humanos no processo de formação.(2003: 5)
Em Catalão, o Curso de Pedagogia foi implantado no Campus Avançado
da UFG a partir de 1988. Com a extinção do curso normal
(Magistério), este currículo ficou com apenas a habilitação
para as séries iniciais, havendo, portanto, necessidade de atualização
das áreas e a definição das habilitações,
o que implicou na reformulação do formato do Curso oferecido:
se licenciatura, se bacharelado ou ambos, dentro das determinações
vigentes no Ministério da Educação para a formação
de profissionais do Ensino. As discussões e debates que deram impulso
à reforma curricular no Curso de Pedagogia são igualmente
historicizadas no Projeto Político Pedagógico/2003:
Ao longo dos últimos anos vários embates se efetivaram no
campo dos dispositivos da LDB/1996 e da legislação complementar
que regulamentam a educação básica e a formação
de professores e explicitam novas bases para a formação
e a profissionalização de professores para a educação
básica e a formação do pedagogo. Considerando a legislação
em vigor, os embates na área da formação de professores,
a opção institucional da FE/UFG e o Regulamento Geral de
Cursos de Graduação/UFG, foram elaborados os princípios
norteadores deste projeto curricular, que, ao sistematizar e contribuir
para o debate na área mantém pressupostos fundamentais do
currículo atual, dentre os quais: a definição de
um projeto que assume a docência como a base da formação
do professor, a sólida formação teórica, o
compromisso social e político do educador e a consolidação
da formação de professores para os níveis iniciais
de ensino em curso de nível superior.(2003: 9)
Assim, nos últimos dois anos, ocorreram no interior da Faculdade
de Educação e do Fórum de Licenciatura da UFG, diversos
momentos (encontros, reuniões e seminários) para a apresentação
de propostas, discussões e debates, tendo como foco a Reforma Curricular
dos Cursos de Graduação, com a participação
de representantes das diversas unidades da instituição,
havendo momentos com a contribuição de intelectuais, entidades
e instituições que têm a questão do Currículo
e das Licenciaturas como objeto de estudos e pesquisas. Foi esse processo
que deu origem à nova proposta que será implantada simultaneamente
em todas as unidades da UFG que oferecem o Curso de Graduação
em Pedagogia, desenhando novos contornos para a habilitação
de professores para atuarem na Educação Infantil e nas Séries
Iniciais, mesmo sem a aprovação das diretrizes curriculares
pelo MEC. O Projeto Político Pedagógico da nova Proposta
Curricular do Curso de Pedagogia, na sua introdução, assim
contextualiza o momento atual:
As mudanças ocorridas no contexto das políticas educacionais
brasileiras, na última década, em especial a promulgação
da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional N.º
9394/96, de 20/12/96, a aprovação pelo Conselho Nacional
de Educação do Parecer/Projeto de Resolução
que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação
de Professores da Educação Básica, em nível
superior, curso de licenciatura e graduação plena, CNE/CP
Nº 28/2001, a implantação do novo Regulamento Geral
de Cursos de Graduação da Universidade Federal de Goiás,
aprovado pelo CONSUNI em setembro/2002, contribuíram para a constituição
desta proposta de alteração do currículo do curso
de Pedagogia.(2003: 1)
Na nova proposta curricular, o Curso de Pedagogia busca ajustar às
novas exigências colocadas pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases da
Educação n. 9.394/96), pelo Ministério da Educação
no que diz respeito à formação de Profissionais do
Ensino e ao novo Regimento Geral dos Cursos da UFG.
Ao proclamar a docência como eixo da formação do pedagogo,
o novo currículo define o perfil de profissional que se deseja
qualificar:
Essa proposta curricular, centrada na docência da Educação
Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental, pretende formar o
educador capaz de pensar a prática, a existência humana,
a educação, a escola e o saber historicamente produzido.
Nesse sentido e tendo em vista a legislação em vigor, o
Curso de Pedagogia proposto tem como finalidade estimular: a) a reflexão,
entendida como compreensão crítica, radical e rigorosa,
do sentido e da gênese da esfera da existência humana, social
e pessoal, da esfera da cultura, da educação, da escola
e do saber; b) a criação cultural e a formação
de docentes e discentes como sujeitos da cultura; c) a ação
como atividade criadora, transformadora, e afirmação da
autonomia e da liberdade; d) dos sujeitos e das instituições,
em todas as suas dimensões; e) a articulação de todos
os componentes curriculares, fecundando o trabalho educativo. (2003: 11)
Outro destaque do novo currículo é a garantia das áreas
que compõem o eixo de formação de todos os Cursos
de Licenciaturas, quais sejam: Políticas Públicas, Gestão
e Organização do Trabalho Pedagógico, Educação
Comunicação e Mídias e as áreas de fundamentos:
Psicologia, Sociologia e Filosofia, confirmando o exposto na Resolução
CEPEC 635/2003.
Ao observarmos a nova proposta curricular é possível visualizar
a ampliação da carga horária total e das áreas,
bem como a verticalização e aprofundamento de estudos para
as duas habilitações. Na opinião de alguns alunos
e professores, esta ainda não é a proposta ideal para a
formação do pedagogo; apesar de suprimir algumas áreas
consideradas importantes (a biologia, a língua portuguesa) e deixar
de fora a lingüística, por exemplo, já apresenta alguns
avanços em relação à proposta anterior. Mais
que alterar o currículo até então existente, retirando,
trocando ou acrescentando áreas, é bom que se considere
o elemento político da Reforma Curricular orientada pelas diretrizes
do Ministério da Educação e da legislação
educacional em vigor:
No momento atual consolidam-se as reformas educacionais no país,
em estreita vinculação com os novos padrões de regulação
estatal derivados dos re-ordenamentos mundiais. Neste contexto, são
estabelecidas medidas de políticas pelo poder federal que, entre
outros aspectos, determinam novas configurações nos padrões
curriculares, os quais, até recentemente, estavam em vigor em todos
os níveis e modalidades de ensino. Estas iniciativas têm
seu contraponto em movimentos da sociedade civil que vão se expressar,
no campo específico da educação, no que diz respeito
ao ensino superior, através das manifestações e posicionamentos
públicos das entidades representativas dos educadores, comprometidas
com a defesa da educação pública brasileira e que
buscam influir na definição das políticas específicas
direcionadas a este setor. (documento ANFOPE/ANPED/CEDES/2004)
No caso específico de Catalão, após um estudo interno
das condições estruturais do Campus e a disponibilidade
de professores para atuarem nas áreas e disciplinas curriculares,
verificou-se que a alternativa possível para proceder à
mudança curricular seria a implantação gradativa,
com a transição apenas dos alunos que concluíram
a primeira série no ano de 2003, através do aproveitamento
e equivalência de disciplinas.
Os primeiros contornos do Novo Currículo do Curso de Pedagogia,
indicam que, em meio às dúvidas suscitadas pela Reforma
Curricular, há um novo campo de interesses e expectativas formuladas
por alunos e professores em torno da transição curricular
e da implantação de um novo currículo no Curso de
Pedagogia. Isso sinaliza para algumas questões: as possibilidades
concretas que a instituição apresenta para a implantação
do novo currículo em termos estruturais, pedagógicos e administrativos;
as expectativas de alunos e professores que participam desse momento de
transição no caso específico do Campus de Catalão,
considerando suas singularidades e especificidades; formas como processo
de transição curricular está sendo interpretado,
discutido, apreendido e avaliado no espaço acadêmico pelos
diferentes pares.
A pesquisa foi orientada pelos pressupostos da pesquisa-ação,
por se tratar de um processo investigativo com sujeitos (professores e
alunos) envolvidos nas situações de debate, estudo e avaliação
das primeiras experiências vivenciadas no CAC/UFG a partir de 2004.
Para o levantamento de dados selecionamos eventos e situações
específicas organizadas pelo Curso de Pedagogia que sinalizaram
o registro e avaliação do processo de transição
curricular e a implantação do novo currículo. Utilizou-se
na coleta de dados, instrumentos de pesquisa como: entrevistas, questionários,
observação dirigida e registro.
Em princípio os sujeitos participantes seriam os professores e
alunos das turmas iniciais do Curso de Pedagogia, quais sejam: os ingressantes
de 2004, que cursaram o 1º e 2º períodos, respectivamente,
com turma única, e os alunos que estão em processo de transição,
os quais tendo concluído o lº ano do currículo anual
em 2003, fizeram a adesão ao novo currículo, cursando o
3º e 4º períodos do currículo novo em 2004. A
colaboração principal na pesquisa foi iniciada através
desta turma, uma vez que estes alunos vivenciaram durante o biênio
2003/2004, as situações em que a Reforma Curricular esteve
em pauta nos eventos e atividades do Curso no Campus de Catalão.
Na fase de levantamento de dados foram selecionados eventos e situações
específicas organizadas pelo Curso de Pedagogia que sinalizam o
registro e avaliação do processo de transição
curricular e implantação do novo currículo. Em particular:
debates e mesas organizadas pelo Centro Acadêmico, Comissão
de Educação da Câmara de Vereadores; eventos de extensão
realizados pelo Curso (Simpósio, seminários temáticos:
Conversa Pedagógica, palestras, reuniões de séries
e grupos de estudos).
De posse dos dados, optamos por organizar os elementos de análise
agrupando as variáveis semelhantes, a partir das quais procedemos
à interpretação e releitura das questões geradoras
da pesquisa, conforme o exposto a seguir.
Impasses, desafios e expectativas de alunos em transição
Ao compor o estudo sobre os impasses, expectativas e desafios
vivenciados pelo Curso de Pedagogia no Campus de Catalão, partimos
da motivação inicial que os cursistas tiveram na escolha
do Curso, por considerar que a expectativa de entrada poderá motivar
a seqüência dos estudos e os resultados qualitativos da sua
finalização. Por isso indagamos sobre o por que escolheu
fazer o Curso de Pedagogia?
Um entrevistado respondeu que era o curso que sempre quis fazer, que atende
às suas expectativas. Dois disseram que a princípio, por
falta de opção na faculdade, escolheram Pedagogia, pois
não havia o curso que queriam. Outros dois afirmaram: “Porque
preciso de um curso superior e o curso de Pedagogia não estava
tão concorrido”. Quatro entrevistados responderam que: “Por
estar trabalhando na área de educação e para ter
conteúdos pedagógicos ajudando a lidar com as crianças”.
Outros dois disseram: “Porque gosto de trabalhar com crianças
e também porque é o único curso na UFG que me agradou
e não posso sair da cidade para fazer Psicologia que é o
meu sonho”. Três responderam: “Por sua habilitação
pretendo exercer a profissão pela qual o curso habilita”.
Outros três deram a seguinte resposta: “Escolhi o curso de
Pedagogia por me identificar bastante com o trabalho de educação
infantil”. Cinco responderam: “Escolhi o curso de Pedagogia
porque gosto de trabalhar com crianças e este curso de Pedagogia,
na minha opinião é a base”. Outros Cinco afirmaram:
“Porque dentre os cursos oferecidos pela UFG, o curso de Pedagogia
foi o que mais me chamou a atenção. O meu objetivo é
trabalhar com criança”. Três entrevistados fizeram
a opção por pedagogia “através de meus familiares
e no vestibular sempre foi a minha primeira opção”.
Houve outro que respondeu: “Sempre gostei de outras línguas
e pretendo dar aulas de inglês quando terminar o curso ou, se Deus
quiser vou abrir minha própria escola de línguas”.
Apenas um disse: “Eu escolhi por impulso sem saber direito o que
seria o curso”. E, por fim: “É o curso mais próximo
ao que eu queria e, por eu morar em Catalão onde a UFG se localiza”.
Os demais responderam que: “Desde criança fui muito observadora.
Vendo a maneira e a forma como os professores ensinavam, resolvi estudar
Pedagogia para fazer a diferença”.
Observa-se ao agrupar as respostas semelhantes que, embora não
haja uma adesão incondicional ao Curso pela sua proposta e currículo,
logo no primeiro momento de escolha, há um número expressivo
de respostas que indicam a opção pelo curso por se aproximar
do ideal de formação buscado pelo acadêmico, por qualificar
o profissional para atuar na Educação Infantil e nas séries
iniciais. Apenas um respondente assume ter permanecido no curso por falta
de opção, enquanto os demais atribuíram algum tipo
de preferência que definiu a escolha pelo e a permanência
no Curso de Pedagogia.
Mergulhando diretamente nas situações em que alunos e professores
trataram da mudança curricular, começamos por perguntar:
Como soube da mudança curricular do Curso de Pedagogia? Quando?
Nesta questão, sete entrevistados responderam ter tomado conhecimento
da mudança curricular através da coordenação
do curso no final do ano 2003; cinco disseram: “Pela coordenadora
e pelos professores durante o primeiro ano do curso 2003”. Quatro
disseram que as informações da coordenação
chegaram até eles no dia da matrícula. Nove responderam
que: “Soube através de algumas pequenas reuniões,
que não esclareciam minhas dúvidas, isto aconteceu no final
do lº ano de Pedagogia. Mas a confirmação da mudança
curricular só aconteceu no ato da matrícula”. Nesta
mesma direção, outras respostas também afirmam ter
tomado conhecimento da mudança curricular ao longo do ano de 2003,
em diferentes momentos: “Através de informações
da própria faculdade, isso aconteceu no segundo semestre do ano
anterior (2003)”. ... “primeiro por boatos na faculdade, depois
a coordenadora nos avisou. Fui avisado quando estava terminando o 1º
ano do curso”. Outros dois responderam que: “Soube da mudança
nos primeiros dias de aula no início do ano, quando a coordenadora
veio na sala nos explicar”.
Prevalece nas respostas dos alunos um indicativo de que a comunicação
sobre a mudança curricular aconteceu de forma tardia para todos
os que estavam cursando o primeiro ano em 2003 e confusa para alguns que
não compreendiam em profundidade o processo de Reforma Curricular
na Universidade. Reclamam ainda da falta de opção e das
dúvidas quanto a permanecer no currículo escolhido no ato
de ingresso na universidade via vestibular ou migrar para a nova proposta,
ficando claro que o mergulho na transição foi, para muitos,
mais que um desafio, um mergulho no desconhecido. Além disso, há
manifestações claras de que a instituição
não ofereceram alternativas para esses alunos, devido às
limitadas condições estruturais que não possibilitaram
a oferta de turmas nos dois currículos, seja pela falta de recursos
humanos (professores), seja pela escassez de espaço físico.
Na tentativa de confirmar as respostas da questão anterior e ainda,
na expectativa de verificar o nível de participação
e envolvimento dos alunos nas situações em que a pauta foi
a Reforma Curricular, solicitamos que os entrevistados indicassem se Você
participou das discussões sobre a mudança curricular? E
em quais situações?
As respostas alusivas à participação tiveram 50%
de afirmação e 50% de negação, isto é,
uma metade participou das discussões enquanto a outra metade disse
não ter participado. Quanto às situações em
que ocorrem, ninguém soube opinar, limitando-se a dizer ‘não’.
Um dado interessante é que, para esta questão, não
houve nenhuma resposta em ‘branco’, mesmo não indicando
as situações e negando ter participado das discussões.
Um dado curioso: todos responderam.
Se comparadas as respostas da participação nas discussões
sobre a mudança curricular com as respostas da questão anterior
(como os alunos souberam da mudança curricular), ambas traduzem
o não envolvimento direto e aprofundado dos alunos enquanto sujeitos
e partícipes da Reforma Curricular na UFG no ano de 2003. Isto
revela que, na opinião dos alunos, as discussões internas
na instituição, no caso do CAC, ficaram segregadas a outras
instâncias e não chegaram até eles. Na verdade, alegam
os alunos que não ocorreram discussões sobre a gênese
da nova proposta, apenas foram informados de que o currículo estava
mudando e que deveriam fazer uma opção por permanecer no
segundo ano do currículo em curso ou migrar para o novo, compondo
a turma de transição.
Ao serem indagados sobre as preocupações e expectativas
em relação ao novo currículo do Curso? Os alunos
da turma em transição, assim se posicionaram a respeito:
“Preocupo-me com a correria, tem que passar por
cima de muitas coisas que deveríamos ter um mínimo de aproveitamento”.
... Outro afirmou: “Entendo que os conteúdos são repassados
com bastante rapidez, pelo fato de terem que cumprir os conteúdos.
São estudadas várias disciplinas, o que amplia nossos conhecimentos”.
Onze entrevistados responderam que “As preocupações
estão relacionados com o tempo. As aulas ficam muito corridas,
e mesmo com o problema do tempo tenho grandes expectativas com relação
a minha formação como professora. Creio que o corpo docente
do curso de pedagogia e muito bem qualificado para isso”. Quatro
disseram que “As preocupações se caso os alunos ficarem
de dependência em algumas matérias como e quando repomos
aquela matéria perdida. As expectativas que seria um curso semestral
mais proveitoso do que o anual”. Outros dois apontaram “Preocupações:
que até o presente momento não nos foi passado nada que
nos orientassem em relação à monografia; ao estágio
e o currículo por enquanto não ofereceu nenhum subsídio
para tal. Expectativas: que até o término do curso tenhamos
obtido o verdadeiro significado do que é ensinar e o melhor método
a ensinar”. Dois entrevistados expressaram a preocupação
“que as disciplinas seriam aplicadas em pouco tempo. A nova grade
curricular oferece ao pedagogo uma classificação específica
para educação infantil e séries iniciais”.
Um lembra: “Bom, seremos a primeira turma a se formar com essa grade
nova. Com certeza sairá ótimos profissionais. Minha preocupação
é se o mercado aprovará este novo Currículo, e até
mesmo se o que está sendo ensinado não comprometerá
nosso desenvolvimento a respeito do que o curso é realmente. Minhas
expectativas é que este novo currículo mos dê benefício.
Passando pelas preocupações, acredito que se chegou a ponto
de uma mudança, com certeza é que será para melhor”.
Outro diz que: “Tenho a preocupação de não
me adaptar bem e de que os conteúdos sejam fragmentados. Que eu
consiga me sair bem nos próximos semestres e tenha um bom aproveitamento”.
Um entrevistado disse que: “A minha maior preocupação
é com a adaptação do novo currículo, e a expectativa
é a melhor possível, principalmente para que se valorize
mais o curso de Pedagogia”. Mais um afirmar que a sua preocupação
é “Com a área de atuação do Pedagogo.
A valorização do profissional na área da educação”.
Mais um diz que: “Minha grande preocupação é
alcançar o mercado de trabalho. Minha expectativa é que
os municípios aceitem em seus concursos apenas pedagogos e não
professores das áreas específicas”. De um total de
34 alunos, apenas 5 não opinaram sobre o assunto, deixando a resposta
em branco.
Em síntese, as maiores preocupações giram em torno
do aproveitamento e desempenho qualitativo do curso: dependências,
cumprimento do conteúdo curricular; tempo: anual/semestral; dúvida
quanto a qualidade e viabilidade do novo currículo; reprovação
sem alternativa de prova final ou 2ª época; fragmentação
dos conteúdos; tempo curto para integralizar os estudos em uma
disciplina ou área; risco de fragmentação e não
atendimento das ementas do currículo; trabalho de conclusão
de curso e a definição das orientações. Já
as expectativas apontam aspectos positivos em relação a
habilitação do Curso: docência como eixo e possibilidades
de atuação na Educação Infantil e Séries
Iniciais. Melhoria e qualidade da formação docente. Estar
mais atualizada, sabendo lidar com as mudanças do nosso tempo.
Relação teoria e prática na formação
do pedagogo; valorização do profissional da educação,
conforme as expectativas do mercado; indissociabilidade entre a sólida
formação teórica e a competência técnico-metodológica
para atuar na Educação Infantil.
“Agora o currículo ficou mais específico para a formação
em educação infantil. Com novas matérias, mais praticas
e dinâmicas”.... “Espero que traga conhecimentos diferenciados
e que não fiquem somente na teoria busquem aplicar aulas mais práticas
e que tenham relação com nossa profissão na prática
e não somente na teoria”... “Espero que tire um pouco
de teoria do curso e passe a ser um pouco mais prático”.
(Aluna da turma de transição)
Verifica-se que as preocupações com o tempo
semestral é superior às expectativas. Há indícios
de que as disciplinas semestrais correm o risco de ficarem aligeiradas
e atropeladas devido à quantidade de conteúdos estudados
em um curto espaço, ou seja, a organização e sistematização
dos conhecimentos neste novo regime estão alterando a dinâmica
escolar dos alunos na universidade. Nesta primeira experiência tem
ocorrido mais dúvida e angústia do que elevado as expectativas
para as diversas possibilidades que o currículo oferece.
Ao serem indagados sobre a organização do
Currículo em disciplinas semestrais e o desempenho individual,
as opiniões são diversificadas, conforme o descrito a seguir.
Dois acham “Melhor, porém acho, que os professores estão
mais preocupado com o tempo do que com o conteúdo”. Treze
afirmaram que “Por enquanto estou me saindo bem, porém não
sei se vai continuar assim, pois já começo a perceber que
o andamento das matérias está sendo encaminhado de maneira
mais corrida que o anterior (regime anual)”. Três consideram
que “Apesar de ter encontrado algumas dificuldades tenho conseguido
alcançar a minha meta com relação ao curso”.
Outros três afirmaram ser “Muito bom, mas de acordo com o
tempo que temos, até aqui estou indo bem”. Um assume que
“No começo foi muito confuso e confesso ainda ter dúvidas
em relação ao currículo novo. Mas, estou me empenhando
para conseguir me enquadrar ao que o curso pede”. Dois responderam
que: “Bom, mas com mais dificuldade que no outro currículo.”
Três responderam que: “O meu desempenho está normal
como no 1º ano exceto pelo fato de não contar com a “ajuda”
da 5ª prova”. Enquanto outros quatro consideram “razoável,
médio, em adaptação”. Um entrevistado falou:
“Estou gostando, é melhor que o anual.” Outro diz que
está “ótimo”. Um entrevistado respondeu que:
“No começo foi difícil de me adaptar, mas agora está
dando para acompanhar as disciplinas”.
A variação das respostas confirma o que disseram nas questões
anteriores a respeito do novo currículo, a situação
de mudança que estão vivenciado, o ajuste do tempo e o aproveitamento
das disciplinas curriculares ministradas a cada semestre, o ritmo de estudo
e o cumprimento de uma carga horária que, antes no currículo
anual se estendia durante o ano letivo, como é o caso de disciplinas
com duas (2) horas semanais e carga horária anual de sessenta e
quatro (64) horas, agora realizada em um semestre com setenta e duas (72)
horas. E mais, é um outro tempo para cumprir as atividades regulares
da vida acadêmica como leituras, aprofundamento de estudos e avaliações.
No que diz respeito às expectativas dos alunos
em relação à nova proposta curricular e o perfil
esperado para a formação do pedagogo, sete entrevistados
disseram que: “Em relação a nova proposta minhas expectativas
são de que se cumpra todas as propostas e que realmente encontremos
espaços institucionais para exercer a nossa profissão”.
Um entrevistado afirmou: “Que junto com o campus vocês consigam
que este regime semestral traga consigo apenas boas novas, e que ninguém
saia prejudicado nesta história”. Dois entrevistados disseram:
“Minhas expectativas não são boas, espero que a nova
proposta seja de fundamental importância para a nossa formação”.
Dois responderam: “Em relação à nova proposta
espero que ela supere as minhas expectativas que são muitas em
relação à educação infantil”.
Um disse: “Nenhuma, pois os professores não nos deixaram
confiantes”. Outro disse: “Que o curso só ganha com
a mudança”. Um entrevistado respondeu: “Em relação
à nova proposta, espero que o cada novo semestre tenhamos a possibilidade
de aprender diversas matérias, conteúdos, para que no futuro
tenhamos a chance de optar pelo melhor, julgamos nos enquadrar ao que
se pede”. Dois esclareceram que “Até o momento foi
positiva, daqui pra frente não sei”. Outros dois disseram:
“Não tem nada a ser feito para que volte como era, portanto,
tenho que ter boas expectativas”. Um entrevistado disse: “Espero
que o departamento de pedagogia possa nos mostrar que o curso traga motivação
e interesse para o curso de pedagogia”. Outro afirmou: “A
minha expectativa em relação à nova proposta é
boa. Acredito que vou conseguir alcançar a maioria dos meus objetivos”.
Outro ainda falou: “Que possamos inovar as técnicas de ensino”.
Um respondeu que: “Com a nova proposta seremos habilitados para
a educação infantil e pré-escolas”. Outro expressou:
“Disseram que seria melhor para nós, minha expectativa é
de que fosse realmente”. Dois responderam: “Espero que traga
conhecimentos diferenciados e que não fiquem somente na teoria,
busquem aplicar aulas mais práticas e que tenham relação
com nossa profissão na prática e não somente na teoria”.
Um entrevistado respondeu que: “Se for feita e colocado em prática
uma política de democratização, maior participação
dos alunos, nos assuntos referentes ao curso, juntamente com um política
de acesso e permanência na universidade, em que a intenção
de regime semestral ser de distância ou/e cortar, vincular objetivos
dos estudantes, a proposta será bem encaminhada”. Outro disse
que: “Até o momento foi positiva, daqui pra frente não
sei”. Um outro profetiza: “Que seja a melhor possível”.
De um total de 34 alunos, apenas 5 não opinaram sobre o assunto
deixando a resposta em branco.
Ao analisar a regularidade das respostas para esta questão observa-se
que, aqui, as expectativas presentes e futuras aparecem. A exemplo do
que ocorre na opção pelo curso de pedagogia, os alunos manifestam
o desejo de serem qualificados através de uma sólida formação
intelectual (teórica) e metodológica (técnica), considerada
como requisito para atuar na educação infantil e nas séries
iniciais e é isso que esperam do novo currículo ativo do
curso de pedagogia.
Perguntamos aos alunos: Até agora, quais foram
as suas experiências com as disciplinas do novo currículo
(no primeiro e segundo semestres de 2004)? Gostaria de saber se já
é possível indicar algumas experiências bem sucedidas
e algumas as dificuldades observadas neste início?
Assim se posicionaram sobre as experiências e dificuldades: oito
entrevistados disseram que: “Até agora não obtive
experiência alguma, pois além das aulas serem poucas, alguns
professores não são claros suficientemente para eu ter alguma
experiência... As dificuldades observadas neste início são
as que já citei anteriormente: falta de clareza, objetividade,
tempo curto, etc...”. Dois entrevistados afirmaram: “No primeiro
semestre foi um período de adaptação de algumas disciplinas
foi bastante complicado e agora no início do segundo semestre não
estamos com tanta dificuldade quanto no primeiro”. Cinco entrevistados
disseram que: “O conteúdo está sendo dado de forma
mais rápida, mas estou gostando do novo currículo”.
Um falou que “As disciplinas foram bastante interessantes, alguns
professores fizeram aulas praticas (artes e F. M. da Mat. II”. Outros
cinco assumiram ter tido “dificuldades em relação
ao tempo e o conteúdo me parece, muito corrido. A proposta de núcleo
livre me parece muito boa”. Quatro reconhecem que: “Sim, é
possível indicar experiências bem sucedidas e as dificuldades
também”. Uma entrevistada falou: “O que me deixa insegura
é a questão de ter apenas uma nota se não conseguir
obter a nota, você não tem nenhuma opção. Mas
é bom este currículo, pois você não perde o
1º ano, caso seja reprovado”. Outro disse que: “Dificuldade-Didática
e formação de professores, principalmente. Na maioria das
disciplinas as formas de avaliação não me agradavam,
uma vez que quase não houve seminários, a maioria eram provas
valendo um alto valor e só esse tipo de avaliação
aumenta as dificuldades”. De 34 entrevistados, apenas seis não
optaram sobre o assunto, deixando a resposta em branco.
A freqüência das respostas para esta questão aponta
para as angústias, dificuldades, dúvidas e incertezas vividas
neste primeiro momento na turma de transição. É possível
que, devido ao curto espaço/tempo em que se efetivou a mudança
curricular, os alunos ainda não consigam visualizar o que estamos
chamando de ‘experiências bem sucedidas’, limitando-se
a considerarem-nas pelo desempenho acadêmico, traduzido em boas
notas, freqüência, acompanhamento dos conteúdos, aprovação
nas disciplinas curriculares. Estes indicativos apontam para a necessária
continuidade da presente pesquisa que, ao acompanhar os próximos
passos desta transição (inclusive com as experiências
dos próximos semestres e a conclusão dos estudos desta turma),
possa dimensionar as experiências bem sucedidas e as dificuldades
superadas pelos alunos, numa nova leitura desse processo.
Indagamos se O Campus de Catalão oferece estrutura
física, equipamentos, atualização tecnológica,
condições de trabalho e acervo bibliográfico, adequados
e suficientes para a implantação da proposta curricular?
A maioria dos entrevistados, 27 responderam que: “Não, o
campus está precisando de investimentos, novos materiais. A biblioteca
é um exemplo disso. A maioria das referências bibliográficas
dadas pelos professores não se encontra lá”. Dois
disseram que: “Sim”. Um que: “Com certeza está
muito longe, mas acredito em mudanças”. Um disse que “Até
agora no meu curso não tive problemas”. Outro reconhece:
“Muito mais, muito pouco mesmo”. Outro disse que: “Nem
todos, deixa a desejar”. De 34 entrevistados, apenas um não
opinou sobre o assunto, deixando a resposta em branco.
O que você tem a dizer sobre a habilitação
do novo currículo?
Nesta questão, seis responderam que “apenas tenho a dizer
que gostaria, assim como muitos, que este novo currículo trouxesse
melhorias para o nosso futuro profissional, pois quanto melhor ele for,
melhor serão as nossas chances no mercado de trabalho”. Um
disse que “particularmente não sei dizer sobre as vantagens
da habilitação do novo currículo porque não
me foi passado”. Um outro respondeu: “acho que o novo currículo
poderia nos proporcionar uma habilitação melhor onde pudéssemos
desenvolver nosso trabalho com mais segurança, pois apenas o pré-escolar
não é suficiente para demonstrar nosso conhecimento e o
novo currículo nos permite trabalhar em outras áreas”.
Um entrevistado disse que “o tempo fica muito curto para trabalhar
os conteúdos que poderiam ser mais aprofundados”. Dois falaram:
“acho que ainda é muito cedo para avaliar”. Três
consideram que “no início do ano quando nos matriculamos
no curso já caímos diretamente neste cerco pelo pouco tempo
de adaptação não tenho nada a reclamar quem sabe
a escolha obrigatória se tornou algo fabuloso”. Dois falaram
que: “como disse anteriormente espero que sejam cumpridas todas
propostas, que possamos participar dos concursos e não ser apenas
tapa buracos”. Três disseram que: “até o momento
estou gostando sinto mais segurança ao ano anterior”. Três
responderam que: “ainda tem que melhorar muito o 1º seria quando
foi mudado para o semestral tinha que ser avisado não no ato da
matrícula, o curso em si é bom onde temos mais oportunidades
com outras disciplinas isoladas como no núcleo livre”. Quatro
falaram que: “achei ótimo, pois oferece maiores possibilidades
no campo da educação”. Um disse que: “seria
necessário que as universidades, primeiramente fossem equipadas
ao mesmo tempo em que fossem construídas novas universidades que
antecedessem uma quantidade maior de pessoas para depois se pensarem em
mudança de currículo”. Um falou que: “não
acho que mudou tanto do antigo para o novo currículo como era dito”.
De 34 entrevistados apenas quatro não opinaram sobre o assunto
deixando a resposta em branco.
Ao avaliar a nova proposta curricular existe alguma área
do conhecimento que não foi inserida, e que você considera
importante para a formação do pedagogo?
Os alunos entrevistados não manifestaram opinião sobre estes
aspectos alusivos a outras áreas do conhecimento que deveriam constar
no novo currículo do Curso de Pedagogia.
Há alguma alteração ou ajuste da
nova proposta curricular que poderá (ou precisa) ser feito pela
instituição local?
Nesta questão, três alunos consideram importante que a instituição,
de alguma maneira, garantisse que o acadêmico fosse encaminhado
para as escolas de Educação Infantil e Séries Iniciais
mais cedo, para realizar estágios logo no início do curso,
para observação e aproximação com a realidade
profissional e seu campo de atuação. Oito disseram que por
ser uma experiência nova, será necessário fazer os
ajustes no currículo na medida em que as dificuldades surgirem.
Para quatro entrevistados, ainda há muitas dúvidas com relação
a este currículo e que não houve tempo para avaliar as necessidades
de ajustes. Dois afirmaram que as necessidades são estruturais:
faltam salas e laboratórios para a execução de atividades,
além de um número reduzido de professores, o que limita
a oferta de núcleos livres para escolha dos alunos. Outros dois
reafirmaram o cansaço das aulas com horários fechados, com
as disciplinas sendo oferecidas num único dia da semana (indicam
também a possibilidade de dividir as disciplinas em dias e horários
alternados durante a semana). Um entrevistado disse que as avaliações
deveriam ser mudadas através de um acordo entre os professores
e os alunos para que não fossem acumuladas em uma única
semana no mês ou bimestre, procedimento que prejudica o desempenho
dos alunos e interfere negativamente no resultado final, ou seja, nas
notas obtidas. De trinta e quatro respondentes nove não opinaram
sobre esta questão, um respondeu “não sei” e
outro disse sim, sem especificar as mudanças desejadas.
Impasses, desafios e expectativas dos professores
As informações constantes na coleta de dados
dos professores resultam de uma amostragem, pois não foi possível
ouvir a todos os profissionais que integram o quadro do Departamento de
Pedagogia. Diante das experiências iniciais dos professores na efetivação
da nova proposta curricular nesta instituição, tomamos as
contribuições a seguir apenas como uma amostragem inicial,
uma vez que o trabalho de pesquisa continuará em 2005 com estudos
mais aprofundados, envolvendo estes sujeitos.
Tempo de atuação no Campus de Catalão
Os professores do Curso de Pedagogia, diretamente envolvidos
com os primeiros passos desta mudança curricular, dezoito são
efetivos e dois substitutos. Com exceção destes últimos,
os demais têm uma média de dez anos de atuação
na instituição. Estes dados revelam a permanência
dos professores no Campus e a conseqüente composição
de um quadro estruturado em termos profissionais. Corrobora para isso
um outro dado que é a crescente qualificação de mestres
e doutores vinculados a diversos programas de pós-graduação
do país. Outro dado recorrente é que em virtude da política
de incentivo à qualificação, esse número de
vinte professores é insuficiente para abrigar a todas as atividades
requeridas nesta Reforma Curricular, uma vez que, além da coexistência
de turmas em duas propostas de formação do pedagogo, também
o Departamento de Pedagogia é o responsável pelas disciplinas
pedagógicas nos demais cursos de licenciatura do campus de Catalão.
Além disso, com a implantação do novo currículo,
algumas áreas como Arte e Educação, Metodologias
e Estágios não possuem profissionais em quantidade suficiente
para atender à demanda crescente. Logo, um dos problemas vivenciados
pelo Curso é o déficit de professores.
Em relação ao currículo anterior
quais foram os problemas observados, que indicavam a necessidade de reformulação?
A amostra coletada junto aos professores sobre esta questão destaca
dois fatores: alteração no ensino médio com a extinção
do Curso Normal e a ausência da pesquisa, entendida como necessária
e fundamental na formação do profissional da Educação:
“Bom, o primeiro problema foi a própria mudança no
ensino secundário que extinguiu o curso normal, foi um dos problemas,
(...) que fez com que o curso tivesse que reformular algumas disciplinas
voltadas para o curso normal. Além disso, a necessidade de introduzir
no curso de pedagogia a prática da pesquisa... acho que foram esses
os principais problemas que indicaram a necessidade de reformulação”.
(P2) .
“Eu penso que o currículo antigo foi modificado,
principalmente na questão da monografia no curso. Acho também
que algumas questões didáticas, estou convencido que o aluno
tem que experimentar mais intensivamente no 3º e 4º ano, talvez
experimente um pouco mais desde o 1º ano do curso. A monografia penso
que é um produto interessante na academia principalmente para a
graduação. É um momento ímpar do aluno aprender
a organizar as idéias tanto no pensamento, quanto no papel também
a produção escrita.”(P1).
“Olha, do ponto de vista do currículo escrito,
que a gente considera currículo ativo eu (...) avalio que uma das
questões que sempre me incomodou no currículo foi a ausência
de um conteúdo que levasse os alunos a aprenderem a organizar projetos
de pesquisa, não só organizar projetos de pesquisa, mas
trabalhar com a pesquisa, entender esse processo, essa dinâmica
do que seja ir a campo pra fazer uma pesquisa ou a elaborar um texto técnico
bem fundamentado, analisando a coleta de dados e tudo o mais... (P3)
Aliada à mudança da habilitação,
que inclui a Educação Infantil além das Séries
Iniciais do Ensino Fundamental, a nova proposta curricular acrescenta
um elemento novo na formação do pedagogo que é a
pesquisa. Na verdade, este ajuste vem oficializar o que na prática
já se realiza nos últimos cinco anos, quando a disciplina
Didática e Prática de Ensino oferecida no último
ano, passou a justificar a sua ementa e inserir exercícios de pesquisa
devido a extinção de seu campo de atuação
que era o Curso Normal.
Ao serem perguntados sobre a participação
de alguma forma da elaboração da nova proposta curricular
para o curso de pedagogia que resultou no projeto político pedagógico
2002/2003 da FE/UFG, os professores responderam que esta participação
nas discussões aconteceu em nível direto e indireto:
“Não. Praticamente as únicas informações
que tivemos foram as que a professora Juçara que participou da
comissão em Goiânia trouxe para as reuniões de Departamento
aqui em Catalão”. (P1)
“Eu participei de algumas discussões, inclusive
em Goiânia nessa nova proposta curricular”. (P2)
“Sim. Eu desde que me formei neste currículo
que você tá considerando currículo antigo”.
(P3)
No sentido de visualizar os aspectos específicos
da realidade local, perguntamos: Em qual (ou quais) momento(s) essa nova
proposta curricular foi discutida em Catalão?
“Nas reuniões de Curso, mas discutindo muito mais os resultados
das reuniões de Goiânia que propriamente a gestão
de uma nova proposta de acordo com a realidade local. Nós chegamos
até a elaborar alguma coisa pra mandar pra lá, mas pelo
o que eu fiquei sabendo, não teve nenhum resultado eficiente no
sentido de interferir no resultado final da proposta”. (P1)
“Ela foi discutida principalmente em reuniões
de curso, do Departamento de Pedagogia do CAC”. (P2)
A exemplo das manifestações dos alunos sobre
a participação e envolvimento na formulação
da nova proposta curricular, também os professores expressam que
esta está sendo efetivada de forma compulsória, na medida
em que adota um único modelo de curso para a Universidade, sem
considerar as especificidades locais, as características do campus
de Catalão. Em outras palavras, não houve investimento na
formulação de uma proposta diferenciada para a instituição
local, antes, discutiu-se mais a adequação e implantação
de uma proposta única dentro da universidade independente das especificidades
locais e regionais.
Indagados sobre o projeto político pedagógico
e as expectativa com relação à nova proposta curricular
do Curso de Pedagogia. A amostra das respostas direcionam opiniões
e posicionamentos importantes dos professores a esse respeito:
“Eu (...) não vi o Projeto Político Pedagógico
escrito ainda é (...) ainda não dá para a gente perceber
como eu disse anteriormente, não dá para a gente perceber
o resultado propriamente dito do programa, do currículo, porque
é o primeiro ano, agora que nós estamos terminando o primeiro
ano, as dificuldades dos alunos permanecem as mesmas: falta de tempo,
etc, falta de se organizar para as disciplinas. As disciplinas de núcleo
livre, inclusive eu estou trabalhando com uma, elas apresentam e´(...)
oportunidade também diferenciada nos (...) no currículo
antigo, em relação ao currículo antigo, principalmente
porque oferece (...) são temáticas diferentes, de abordagens
diferentes para os alunos, isso tem sido interessante. Estou dando uma
disciplina no período matutino e isso tem chamado muito a atenção....”(
P1).
“Eu acredito que a nova proposta tem alguns avanços
como a questão da monografia de final de curso que realmente institui
a pesquisa no curso, mas ela também tem alguns retrocessos como
a diminuição de carga horária para a questão
da leitura e da redação, que existiam no currículo
anterior, a divisão da didática e do estágio e a
conseqüente redução da carga horária destas
áreas”. (P2)
“Eu sou otimista de natureza, então eu penso
que (risos) eu acho que os alunos poderão ter oportunidades diferenciadas
como os professores também. Agora, nada nenhuma (...) atividade
nova pra mim, ela pode ser concretizada positivamente sem planejamento,
sem medidas dos resultados, né, sem avaliação”.
(P1).
“Não sei ainda. Eu tenho um certo receio
da fragmentação do curso no que se refere a semestralidade
das disciplinas. No entanto, acho que ela (a proposta curricular) vai
trazer ganhos na medida em que vai proporcionar aos alunos uma formação
no que se refere à pesquisa”. (P2)
Também nestas questões, as respostas dadas
pelos professores entrevistados revelam preocupações e expectativas
semelhantes às dos alunos, especialmente no tocante à fragmentação
do conhecimento, ao tempo, à carga horária e à organização
da vida acadêmica pelo aluno.
Quais são as possibilidades que o novo currículo
aponta para a formação e a atuação do pedagogo?
“Então (...) isso aí também teoricamente ele
apresenta possibilidades diferentes em relação ao currículo
anterior no sentido de que o aluno vai ter contato maior, ao menos parece,
com a didática, com a monografia. São dois elementos que
eu, na minha opinião, são fundamentais hoje na formação.
Acho também que os núcleos livres também oportunizam
ao aluno (....) uma educação pouco mais geral, ele pode
optar na medida em que isso aqui também crescer por novos ou pode
ter acesso por exemplo porque um aluno de Pedagogia não vai fazer
uma disciplina de Física, né, uma disciplina de Física
Quântica, sei lá, alguma coisa assim. O aluno pode ter a
oportunidade de ver outras coisas também que indicam, ele vai conhecer
novas o que a atividade complementar é no currículo anterior,
a idéia de complementar a formação dele”.(P1)
“A principal questão que se refere à
atuação aponta para a atuação e formação
do pedagogo para atuar na educação infantil... Acho que
é um grande ganho, além de abrir perspectiva do professor
pesquisador”. (P2)
Um ponto importante é a habilitação
do pedagogo para atuar na Educação Infantil. Embora corresponda
a um percentual mínimo na validade dos estudos curriculares, a
possibilidade abertura que o novo currículo oferece com a instituição
dos núcleos livres é vista como aspecto positivo pelos professores.
Ao cruzarmos este dado com as respostas dos alunos, é possível
observar que, apesar as experiências serem iniciais permeadas por
dúvidas e incertezas, os acadêmicos tem apresentado boa receptividade
em relação aos núcleos livres e considerado a habilitação
para a Educação Infantil como um ponto forte deste novo
currículo.
Até agora, quais foram as suas experiências
com as disciplinas do novo currículo (no primeiro e segundo semestre
de 2004)? Gostaria de saber se já é possível indicar
algumas experiências bem sucedidas e algumas as dificuldades observadas
neste início?
“(...) as dificuldades dos alunos permanecem as mesmas. Falta tempo:
tempo pra ler, tempo até ás vezes para vir pra aula.No núcleo
livre matutino, os alunos têm faltado muito e (...) Quanto a experiência
bem sucedida, talvez seja o núcleo livre, deu uma liberdade maior
de programar e planejar temáticas. Sobre os resultados, eu não
vou ter o resultado que eu achei que teria mas (...) eu acho que o núcleo
livre é uma atividade diferenciada para o aluno”. (P1)
“A
principal dificuldade e com relação à carga horária
que é (...) acho difícil por ser cumprida em apenas quatro
aulas semanais durante um semestre”. (P2)
“Eu
penso que não dá pra responder isso precisamente porque
este ano é o primeiro ano do currículo novo. Neste currículo
eu começo a perceber que o tempo das disciplinas está menor,
principalmente na área com a qual trabalho...”. (P1)
O Campus
de Catalão oferece estrutura física, equipamentos, atualização
tecnológica, condições de trabalho e acervo bibliográfico,
adequados e suficientes para a implantação da proposta curricular?
“Acredito
que ainda não se pode dizer que ele oferece uma estrutura adequada
e suficiente não. Ainda nos faltam laboratórios, uma biblioteca
atualizada no que se refere, por exemplo, a educação infantil,
mas acredito que o curso está trabalhando para suprir essas dificuldades”.
(P2).
Neste aspecto,
as respostas dos alunos confirmam o que apontam a amostra dos professores,
para o que é visível: a instituição não
foi preparada e adequada, do ponto de vista estrutural e pedagógico
para subsidiar a Reforma Curricular. Há um esforço profissional
restrito do Departamento de Pedagogia em assumir e dar visibilidade à
mudança curricular sem, contudo, alterar os espaços e a
estrutura do campus. Em outras palavras, professores e alunos foram conclamados
a assumirem uma mudança curricular sem que a instituição
oferecesse uma contrapartida em termos estruturais e pedagógicos.
Estes entendidos como a oferta de espaço físico adequado
e suficiente para as atividades acadêmicas do curso, equipamentos,
laboratórios, enfim, sem garantir uma infra-estrutura suficiente
para abrigar as atuais e novas demandas que o curso requer. Neste momento,
com a coexistência de turmas de duas propostas curriculares, é
freqüente encontrarmos professores e alunos improvisando espaços
para cumprirem atividades de ensino, pesquisa, extensão e estágios,
devido à falta de salas em quantidade suficiente. Isto é,
um novo currículo implantado no cenário de antigos problemas.
A realidade local de materialização da nova proposta curricular
contrapõe com o que propõe Freitas (2004), ao indicar os
requisitos para a definição das novas diretrizes da formação
de professores:
É necessário também que o governo atual e próprio
Ministério da Educação a quem cabe zelar pela educação
básica e superior em nosso país, tenham como política
a efetiva elevação da qualidade de vida de nosso povo, a
qualidade da educação básica e a qualidade dos cursos
superiores mediante processos de autorização de criação
e recredenciamento, estabeleça com clareza processos de acompanhamento
e incentivo às IES públicas que formam profissionais da
educação, oferecendo-lhes plenas condições
de funcionamento provendo-as de infra-estrutura necessária, profissionais
docentes e ténico-administrativos e um amplo programa de incentivo
a todos os estudantes que se preparam, por sua opção de
vida, para serem educadores das novas gerações, das crianças,
jovens e adultos do nosso país . E mais, que garanta, neste momento
conjuntural privilegiado, a possibilidade das formulações
históricas no campo da formação, a formação
do educador de caráter sócio-histórico, abandonadas
na formulação das políticas educacionais da década
de 90 e não suficientemente contempladas nos documentos normativos
produzidos até agora. (p. 6)
Ao que parece,
os primeiros passos da reformulação curricular nesta instituição,
está ocorrendo sem estes cuidados, uma vez que a precariedade das
condições estruturais, acabam por limitar as ações
de diferentes sujeitos neste processo.
Ao avaliar
a nova proposta curricular existe alguma área do conhecimento que
não foi inserida, e que você considera importante para a
formação do pedagogo?
Enquanto
nas informações dos alunos a ausência de outras áreas
do conhecimento não foi revelada, na opinião dos professores
esse dado teve o seguinte destaque:
“Eu penso que antropologia deveria compor o currículo do
curso. (...) Eu ainda penso que antropologia cultural é uma disciplina
de fundamental importância na formação de um acadêmico,
principalmente na área de ciências humanas” .(P1).
“Eu
acredito que o que faltou somente nessa proposta curricular é o
trabalho com as atividades de leitura e produção de texto
na universidade, que é uma área do conhecimento que ainda
pode ser inserida nos núcleos livres ao longo dos semestres”.
(P2).
“Sinto
a ausência da Lingüística e da Estatística, já
que o pedagogo deverá lidar com situações de pesquisa,
diagnóstico, sistematização do conhecimento científico”.
(P4)
A exemplo
de algumas áreas do conhecimento que permanecem apenas na proposta
inicial, porque ainda não foram vivenciadas pelas turmas em transição,
como é o caso dos Estágios, a necessidade de ajuste de algumas
áreas, bem como a ausência de outras serão perceptíveis
neste currículo, na medida em que o processo de Reforma Curricular
for materializado com a oferta e a demanda de turmas em todos os períodos
e a conclusão dos estudos das primeiras turmas qualificadas conforme
os parâmetros desta nova proposta.
No tocante
às alterações, ajustes e avaliação
da proposta curricular, considerando a realidade local, os professores
afirmam que, em virtude de ser o primeiro ano e implantação
e vivência desta nova proposta curricular, ainda é prematura
indicar elementos de mudança. Quanto a avaliação,
embora o curso não tenha discutido sobre isso, é necessária
e requer um esforço conjunto de alunos, professores e instâncias
administrativas, no sentido de acompanhar esse processo e dimensionar
as experiências bem sucedidas, as dificuldades e adequações.
A esse respeito, julgamos pertinente registrar que, diante da nova regulamentação
dos Estágios no âmbito da Universidade Federal de Goiás,
é urgente que seja formulada uma proposta local que contemple o
Estágio no Curso de Pedagogia, previsto a partir do 5º período,
considerando questões como: especificidades locais, convênio
com as instituições educacionais públicas e outros
espaços não escolares, termo de ajuste entre a universidade
e as instituições, dentre outros, levantados conforme as
expectativas e interesses dos sujeitos envolvidos.
Considerações
(In) Conclusivas.
As análises
parciais até o momento sistematizadas, traduzem as dificuldades,
impasses, incertezas e conflitos vivenciados por alunos e professores
na implantação do novo currículo do Curso de Pedagogia
no Campus de Catalão, dentre as quais destacamos: ausência
de estudo de impacto estrutural e pedagógico sobre a mudança
curricular na universidade, que considere a realidade diversa e específica
de cada unidade; falta de adequação das condições
dos departamentos, como contratação de professores para
áreas específicas, adequação de espaço
físico, recursos materiais e financeiros para que as novas propostas
correspondam, de fato, a uma reorientação na formação
de professores.
A partir de 2005 os demais cursos de licenciatura na UFG aderem ao processo
de Reforma Curricular. Com isso, nos próximos dois anos haverá
um impacto na oferta e demanda de disciplinas pedagógicas, com
o encontro destas áreas em pelo menos duas turmas de cada curso.
Em relação ao curso de Pedagogia, a partir do 5º período,
o fluxo de disciplinas inclui a oferta do Estágio Supervisionado
na Educação Infantil e Séries Iniciais, dentre outras
especificidades, como as primeiras experiências de pesquisa através
do trabalho de conclusão de curso. Há, ainda a indefinição
quanto às diretrizes curriculares do curso de pedagogia, o que
poderá acarretar em novos ajustes em breve numa proposta ainda
em implantação. Tudo isso confere novas leituras, novos
desafios e expectativas diante da afirmação e contornos
da nova proposta curricular.
Referências
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1988.
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de Educação Superior (SESu). Documento norteador para elaboração
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Professores. Brasília, 1999.
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Pró-Reitoria de Graduação, 1994.
_____. CNE/CES. Parecer 133/2001 de 30 de janeiro de 2001. Esclarece quanto
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_____. CNE/CP. Parecer 009/2001 de 08 de maio de 2001. Dispõe sobre
as Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores da
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de licenciatura, de graduação plena. Brasília, 2001.
Disponível: http://www.mec.gov.br
______. CNE/CP. Resolução nº1/2002. Institui Diretrizes
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Educação Básica, em nível superior, curso
de licenciatura, de graduação plena. Disponível:
http://www.mec.gov.br
CAMPOS, Roselane F. A reforma da formação inicial dos professores
da educação básica nos anos de 1990 – desvelando
as tessituras da proposta governamental. 2002. Tese (Doutorado) –
PPGE/CED/Universidade Federal de Santa catarina. Florianópolis,
2002.
CAMPOS Roselane Fátima. O CENÁRIO DA FORMAÇÃO
DE PROFESSORES NO BRASIL – analisando os impactos da reforma da
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CURY, C. R. J. LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação:
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SILVA Tomaz Tadeu da. Documentos de Identidade: uma introdução
às teorias do Currículo. SP, Autêntica, 2001.
Fluxo da Matriz Curricular
do Curso de Pedagogia – 2004
1º SEMESTRE |
CARGA HORÁRIA |
2º SEMESTRE |
CARGA HORÁRIA |
História da Educação I |
72
h |
História da Educação II |
72
h |
Sociologia da Educação I |
72 h |
Sociologia da Educação II |
72 h |
Arte e Educação I |
72 h |
Arte e Educação II |
72 h |
Sociedade, Cultura e Infância |
72 h |
Psicologia da Educação II |
72 h |
Psicologia da Educação I |
72 h |
Núcleo livre |
64 h |
TOTAL |
360 h |
TOTAL |
352 h |
|
|
|
|
3º SEMESTRE |
|
4º SEMESTRE |
|
Fundamentos e Metodologia
de Matemática I |
72 h |
Fundamentos e Metodologia
de Matemática II |
72 h |
Fundamentos e Metodologia
de Ciências Humanas I |
72 h |
Fundamentos e Metodologia
de Ciências Humanas II |
72 h |
Did. e Formação de Professores |
72 h |
Fundamentos e Metodologia
de Ciências Naturais I |
72 h |
Alfabetização e Letramento |
72 h |
Fundamentos e Metodologia
de Língua Portuguesa I |
72 h |
Núcleo livre |
64 h |
Núcleo livre |
64 h |
TOTAL |
352 h |
TOTAL |
352 h |
|
|
|
|
5º SEMESTRE |
|
6º SEMESTRE |
|
Políticas Educacionais e Educação
Básica |
72 h |
Cultura, Currículo e Avaliação
|
72 h |
Estágio em Educação Infantil
e Anos Iniciais do Ensino Fundamental I |
72 h +28 h |
Estágio em Educação Infantil
e Anos Iniciais do Ensino Fundamental II |
72 h + 28 h |
Fundamentos e Metodologia
de Língua Portuguesa II |
72 h |
Filosofia da Educação I |
72 h |
Fundamentos e Metodologia
de Ciências Naturais II |
72 h |
Núcleo livre |
64 h |
Núcleo livre |
64 h |
Núcleo livre |
64 h |
TOTAL |
380 h |
TOTAL |
372 h |
|
|
|
|
7º SEMESTRE |
|
8º SEMESTRE |
|
Filosofia da Educação II |
72 h |
Educação, Comunicação e Mídias
|
72 h |
Estágio em Educação Infantil
e Anos Iniciais do Ensino Fundamental III |
72 h +28 h |
Estágio em Educação Infantil
e Anos Iniciais do Ensino Fundamental IV |
72 h + 28 h |
Gestão e Organização do Trabalho
Pedagógico |
72 h |
Trabalho de Conclusão de Curso
II |
72 h |
Trabalho de Conclusão de Curso
I |
72 h |
Núcleo livre |
64 h |
Núcleo livre |
64 h |
Núcleo livre |
64 h |
TOTAL |
380 h |
TOTAL |
372 h |
|
|
|
|
TOTAL PARCIAL
2.920 h |
ATIVIDADE COMPLEMENTAR/ATIVIDADES
ACADÊMICO-CIENTÍFICO-CULTURAIS 200
h |
TOTAL GERAL
3.120 h |
|
|