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O
USO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO PELO PROFESSOR UNIVERSITÁRIO:
LIMITES E PERSPECTIVAS
Profa. Dra. Graziela Giusti Pachane - Centro Universitário
do Triângulo - Unitri
Parte de um projeto maior, denominado Didática
e Currículo do Ensino Superior – vinculado à linha
de pesquisa Teorias e Práticas da Educação Superior
do Programa de Pós-Graduação em Educação
do Centro Universitário do Triângulo –, o presente
trabalho tem por objetivo conhecer um pouco melhor o professor universitário
como leitor/telespectador, em especial no que diz respeito à grande
mídia, bem como a maneira como os meios de comunicação
estão sendo levados para a sala de aula, tanto no aspecto curricular
(conteúdos) como didático (estratégias), interferindo
(ou não) na atividade do professor.
Uma primeira versão desta pesquisa foi apresentada no II Seminário
Nacional “O Professor e a Leitura do Jornal”. Tendo em vista
a especificidade do encontro, na ocasião foram abordadas apenas
questões relativas à leitura de jornal pelo professor universitário,
bem como sobre sua utilização, com os alunos, em sala de
aula (Temer e Pachane, 2004).
Uma vez que nos interessam primordialmente aspectos relativos à
prática docente no ensino superior, a necessidade de delimitação
do objeto de estudo levou-nos a concentrar a análise em apenas
um dos sujeitos envolvidos no processo educativo: os professores.
Pela maior facilidade de acesso, bem como pelo maior conhecimento da realidade
regional, uma vez que ambas as pesquisadoras residem e trabalham em Uberlândia,
decidimos eleger para locus de pesquisa uma instituição
de ensino superior da cidade.
Uberlândia, uma cidade com mais de 500 mil habitantes, conta, hoje,
com diversas instituições de ensino superior (IES) privadas
– Uniminas, Politécnica, Uniessa, Católica, Uniube
e Unitri se destacam entre as mais conhecidas –, e é sede
de 3 campi de uma universidade federal (Universidade Federal de Uberlândia
– UFU). Consideramos, pois, que pode ser tida como uma cidade universitária,
no sentido comum da expressão.
Pelo caráter exploratório do estudo, optamos por limitar
a amostragem a professores que fizessem parte do corpo docente de uma
IES e, por questões de maior facilidade de acesso aos sujeitos,
inclusive para a realização da segunda etapa da pesquisa,
a sugestão foi que se escolhesse uma das IES nas quais as pesquisadoras
trabalhavam (Unitri ou UFU), também as duas maiores e mais antigas
IES da cidade.
A opção, pelas características gerais da instituição,
bem como do público a que atende, foi por trabalhar, neste primeiro
momento, apenas com dados da instituição privada, Unitri
(Centro Universitário do Triângulo). Para entender nossa
opção, vale ressaltar que o país contava, em 2003,
com aproximadamente 70% de seus estudantes universitários matriculados
em IES privadas, sendo que o ingresso, no mesmo ano, chegou a 80% das
matrículas.
Criada em 1972, a Unitri conta atualmente com aproximadamente 450 professores
de graduação e 10.000 alunos, sendo que na Unidade de Uberlândia,
possui 36 cursos de Graduação (Administração,
Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Ciência da Computação,
Ciências Contábeis, Jornalismo, Publicidade e Propaganda,
Direito, Design de Moda, Cinema, Tv e Mídia Digital, Ciências
Econômicas, Educação Física, Enfermagem, Engenharia
de Produção, Estética e Imagem Pessoal, Farmácia,
Fisioterapia, Geografia, Gestão de Segurança Pública
e Patrimonial, Gestão de Agronegócios, Gestão de
Pequenas e Médias Empresas, Gestão de Telecomunicações,
Internet e Redes de Computadores, Letras, Licenciatura em Computação,
Matemática, Nutrição, Odontologia, Pedagogia, Prótese
Odontológica, Psicologia, Secretariado Executivo, Segurança,
Saúde e Meio Ambiente no Trabalho, Serviço Social, Sistemas
de Informação, Turismo e Hotelaria), e na Unidade de Araguari
dois cursos (Direito e Administração). O presente estudo
não abrangeu o campus de Araguari.
Delimitada a população a ser estudada, partimos para a elaboração
do instrumento de coleta de dados, um questionário que contava
com 23 questões abertas e fechadas, agrupadas em dados gerais do
professor (graduação, titulação, cursos e
disciplinas em que leciona, carga horária); a leitura de jornais
e revistas pelo professor, bem como a freqüência com que vê
televisão; o uso dos meios de comunicação pelos professores
em sala de aula e uma questão sobre possíveis conflitos
gerados no interior das disciplinas pelas notícias veiculadas na
mídia e os conteúdos abordados pelos professores (ANEXO
1). A elaboração e validação do instrumento
de coleta de dados se deram com base nas diretrizes apresentadas por Lakatos
e Marconi (1991), Selltiz, Wrightsman e Cook, (1987), Thiollent (1984)
e Pachane (1998).
A aplicação do questionário se deu entre os meses
de setembro e outubro de 2004. Buscamos obter uma amostragem correspondente
a 10% do total de docentes da instituição, referência
estatisticamente válida para uma pesquisa de caráter exploratório
como a nossa (Selltiz, Wrightsman e Cook, 1987; Gil, 1989). Um total de
60 questionários foram distribuídos aleatoriamente entre
professores e coordenadores de cursos de graduação (eles
também docentes), buscando englobar representantes de todas as
áreas do saber, sendo que obtivemos retorno de 55. Optamos, então,
por considerar todos os questionários devolvidos, o que equivale
a aproximadamente 12% do total de professores da instituição.
Nossa amostragem incluiu professores que ministravam disciplinas em 30
dos 36 cursos oferecidos pela Unitri.
Após a tabulação e análise dos dados do questionário,
um instrumento predominantemente quantitativo, selecionamos os pontos
de maior destaque e partimos para um segundo momento de levantamento de
dados: a entrevista semi-estruturada.
A entrevista centrou-se na percepção dos professores acerca
dos pontos que consideramos mais relevantes obtidos na primeira fase do
estudo, buscando, dessa forma, aprofundar-se na sua compreensão
e análise. Ela foi realizada e analisada de maneira predominantemente
qualitativa, buscando ressaltar todos os aspectos mencionados pelos professores,
sem estabelecer-se algum tipo de hierarquia, com base no número
de vezes em que foram citados.
A análise dos dados de ambos os instrumentos seguiu os procedimentos
propostos por Bardin (1977), Krippendorff (1989), Lüdke e André
(1986) e Bogdan e Biklen (1994), em especial no que diz respeito aos dados
das questões abertas.
Professores: leitores e telespectadores
Quanto à titulação dos professores
sujeitos da pesquisa, sua distribuição foi de 7% de graduados,
27% de especialistas, 51% de mestres e 15% doutores. Sua formação
inicial (graduação), também foi variada, correspondendo,
em sua grande maioria, aos cursos nos quais os professores atuavam.
O número de horas-aula em sala por semana variava, havendo poucos
professores nos extremos, com 6-8 horas em sala de aula ou, com carga
total de 38-40 horas. A maioria estava em torno de uma média de
17 a 24 horas em sala, como pode ser observado pela tabela a seguir:
| |
até
8 h |
9-16 |
17-24 |
25-32 |
32-40 |
| horas-aula
semanais |
6 |
11 |
18 |
11 |
7 |
| demais
atividades profissionais |
2 |
5 |
9 |
9 |
6 |
A
tabela permite-nos observar, também, que a maioria dos professores trabalhava
predominantemente em sala de aula (53 professores). É interessante ressaltar
um dado que não é apreendido pela tabela, mas possível de ser observado
pelo cruzamento dos dados: há casos de professores cuja somatória de horas
dedicadas ao trabalho docente e fora da sala de aula ultrapassa 40 horas
(5 professores), 50 (8 professores) ou mesmo 60 horas (3 professores),
num total de 16 professores com cara horária semanal de trabalho superior
a 40 horas:
| Professores/
atividades |
1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
11 |
12 |
13 |
14 |
15 |
16
|
| horas-aula semanais
|
38 |
23 |
21 |
31 |
30 |
18 |
20 |
8 |
17 |
20 |
9 |
17 |
20 |
29 |
11 |
20 |
|
demais atividades profissionais |
20 |
20 |
24 |
20 |
30 |
40 |
32 |
40 |
26 |
30 |
60 |
40 |
30 |
40 |
48 |
24 |
|
Total |
58 |
43 |
45 |
51 |
60 |
58 |
52 |
48 |
43 |
50 |
69 |
57 |
50 |
69 |
59 |
44
|
Tal dado
se torna interessante se pensarmos que as tarefas inerentes à docência
vão além do tempo em sala de aula, envolvendo, ainda, momentos
de planejamento e avaliação.
Outro dado importante, porém para o qual não nos atentamos
quando da elaboração do instrumento, constituindo-se, portanto,
num limite do presente estudo, seria o número de alunos com que
cada professor estava trabalhando naquele semestre. Este dado nos daria
uma estimativa aproximada da carga de trabalho – especialmente nos
momentos de avaliação – à qual os professores
estariam submetidos.
No que diz respeito às questões centrais da presente pesquisa,
dos respondentes, 43% afirmaram ler jornais diariamente, 25%, em torno
de 3 vezes por semana e 21% ocasionalmente. Houve apenas 1 docente que
afirmou não ler jornal.

Em relação
à leitura de revistas, os percentuais são um pouco diferentes:
60% afirmaram ler revistas semanalmente, enquanto 30% as liam ao menos
uma vez por mês e apenas 10% afirmaram lê-las ocasionalmente.
Podemos,
portanto, observar maior disponibilidade para a leitura de revistas em
relação aos jornais (com acréscimo de 17 pontos percentuais
para a leitura freqüente de revistas e queda de 11 pontos percentuais
para o item ocasionalmente).
No que diz respeito à televisão, os resultados praticamente
se invertem: o maior percentual de professores (60%) afirma assistir TV
ocasionalmente, enquanto 36% afirmam assistir ao menos 2 horas por dia.
Apenas 2% passam mais de 4 horas por dia na frente da TV. Também
2% dos professores afirmam não assistir a nenhum programa.
Esta comparação entre os meios de comunicação
torna-se bastante interessante, pois permite algumas análises e
questionamentos, em especial se considerarmos o fato de que a televisão
é vista ocasionalmente pela maior parte dos professores, e as revistas
apresentam maior freqüência de consulta que os demais meios.
Seria esta uma característica específica de professores
universitários? Há diferenciação entre professores
e alunos? Qual seria a principal causa desta opção? A disponibilidade
de tempo estaria afetando a opção dos professores, uma vez
que revistas e jornais podem ser vistos em ambiente de trabalho, o mesmo
não acontecendo com a TV? A opção teria a ver com
o conteúdo abordado por cada veículo? Haveria influência
das despesas com assinaturas ou compras avulsas de revistas, jornais ou
TV por assinatura nas opções realizadas?
Uma possível explicação para a predominância
da leitura de revistas poderia dizer respeito à sobrecarga, uma
vez que, como salientado anteriormente, 16 professores (o que corresponde
a 30% da amostragem), trabalham mais de 40 horas por semana. Esta foi
uma primeira hipótese levantada e, por necessitar de maior aprofundamento,
foi levada ao segundo momento do estudo, ou seja, à entrevista.
As entrevistas realizadas permitiram-nos constatar que, efetivamente,
o fator tempo é primordial na escolha do meio pelo qual o professor
vai se manter atualizado em relação aos fatos do mundo.
No entanto, tal fator, isoladamente, poderia levar à predominância
da TV, pois, como citado por um dos entrevistados, em seu caso, a TV facilita
bastante o acesso às notícias pois permite, por exemplo,
que assista ao noticiário enquanto realiza suas refeições.
No que diz respeito especificamente à preferência por revistas,
foi mencionada a maior perenidade dos conteúdos por elas expostos,
bem como seu aprofundamento na elaboração das matérias
e a seleção dos fatos mais importantes divulgados pela mídia
ao longo da semana. Segundo os entrevistados, destaca-se, portanto, seu
caráter sintético, porém com maior profundidade na
abordagem dos temas mais relevantes, o que, por sua especificidade –
por exemplo a velocidade com que se deve realizar a produção
dos jornais e telejornais – nem sempre é permitido aos demais
veículos.
Por fim, alguns dos entrevistados ressaltaram a facilidade de acesso às
revistas, bem como a qualidade do “suporte/formato”, que permite
que sejam levadas a diferentes lugares, podendo ser lidas em momentos
diferentes sem grandes dificuldades. Em momento algum questões
relativas às despesas para aquisição de jornais,
revistas ou com os canais pagos foi mencionada.
Entre as revistas que os professores da Unitri costumam ler, a mais mencionada
foi a revista Veja, citada por 34 respondentes, seguida de IstoÉ,
Exame e Superinteressante (com 10 referências), Época (6
referências), Nova Escola e Galileu (com 4), Caras, Cláudia,
Você S/A, Nova e Scientific American (3), National Geographic, InfoExame,
Caros Amigos, About e Carta Capital (2), além de uma série
de revistas mencionadas apenas uma vez, entre as quais se destacam revistas
de moda, viagens, religiões, ecologia, comportamento, informática,
cultura, revistas femininas e/ou masculinas e revistas voltadas a públicos
específicos (jovens, crianças, artistas plásticos,
empresários...).
Em muitos casos, os títulos mais lidos tinham a ver com a área
de atuação dos professores (por exemplo, revistas voltadas
a economia são muito lidas por professores das áreas de
ciências contábeis, econômicas e administrativas; revistas
como Caras, Vogue, Estilo por profissionais ligados à área
de moda, estética, publicidade, etc.).
Do total dos respondentes, 4 fizeram referências a revistas científicas
de suas áreas específicas de atuação (journals),
publicadas por universidades brasileiras.
Entre os jornais que costumam ler, o mais mencionado foi Folha de São
Paulo, citado por 45 dos 55 respondentes, seguido do Correio de Uberlândia
(com 33 referências). Há, ainda, menções a
outros jornais de circulação geral (com 5 ou 6 referências
cada) e jornais mais voltados a públicos específicos (com
uma referência cada). Apenas dois professores mencionaram a consulta
freqüente a edições online.
Tanto nos jornais quanto nas revistas, os assuntos que mais chamam a atenção
dos professores são variados, sobressaindo-se política,
educação, artes e cultura, economia e finanças, informática,
ciências e tecnologia, saúde, nutrição, meio
ambiente, problemas cotidianos, esporte, comportamento, notícias
brasileiras e mundiais. No caso das revistas, foram mencionados apenas
três tópicos que se diferenciam dos assuntos mais lidos nos
jornais: entrevistas, religião e “paisagens”. É
interessante acrescentar que o tópico esportes se sobressai nas
leituras de jornal.
Acreditamos necessário ressaltar que o questionário foi
realizado no período que antecedia as eleições municipais
de 2004 (últimas semanas de setembro), havendo alguns professores
que entregaram a enquete preenchida logo após a divulgação
dos resultados oficiais das eleições (primeira semana de
outubro). Esta proximidade das eleições pode ter afetado
nossos resultados, sendo, inclusive, um dos assuntos mais abordados pela
mídia no período.
Observamos que o interesse por determinadas matérias, ou mesmo
periódicos, estava diretamente relacionado à atividade profissional
desempenhada e/ou às disciplinas ministradas, indicando uma tendência
de concentração do interesse em temáticas relacionadas
com a área de formação e/ou atuação
dos professores.
Se esta tendência, por um lado, demonstra concentração
do professor em leituras de sua área de especialização,
podendo ser considerado um ponto negativo no aspecto da diversidade de
informações e de formação; por outro, demonstra
que os professores utilizam-se da mídia impressa como importante
fonte de atualização em sua área de atuação.
Ao serem questionados sobre quais os tipos de programas a que assistiam
na TV, sobressaíram-se os telejornais (34 citações)
e os documentários (18 citações). A seguir, foram
citados programas de entrevistas e filmes (12 menções cada)
e os esportivos (7). Foram ainda mencionados: novelas e programas educativos
ou destinados a áreas profissionais específicas (3), programas
humorísticos (2), seriados (2), séries infantis (1), programas
religiosos (1) e de entretenimento (1).
Em alguns casos, foram mencionados os nomes dos programas e não
necessariamente a categoria em que se enquadravam, por exemplo, Fantástico
(3) e Globo Repórter (8), Jô Onze e Meia (5), Cidade Alerta
(1) e Ratinho (1). Em outras situações, foram mencionadas
apenas as emissoras (TV Cultura, Discovery Channel, Eurochannel, Discovery
Healthy), ou foram feitas referências a “documentários
como os exibidos pela Discovery Channel”, “seriados como os
do People and Arts”, etc.
É interessante observar que, embora tenha sido considerada baixa
a freqüência com que os professores assistem TV, uma vez mais
eles procuram nela uma fonte de informação/atualização,
sendo poucos os que apontam utilizá-la efetivamente como um veículo
de entretenimento. Pela análise observa-se, por exemplo, a pouca
freqüência com que os docentes assistem a novelas, programas
humorísticos, esportes (em especial jogos e não programas
jornalísticos sobre esportes) ou programas de variedades (como
aqueles apresentados aos sábados ou domingos à tarde).
Uma vez mais, as temáticas de interesse se aproximam bastante das
mencionadas nos jornais e revistas, havendo exceção apenas
para a teledramaturgia (seriados, filmes ou novelas), uma vez que os atuais
jornais e revistas não incorporam a linguagem narrativa ficcional
em sua abordagem, seja no estilo de folhetim ou de pequenos contos, havendo
espaço apenas para crônicas, e estas, em sua maioria, crônicas-comentário.
Talvez possa estar aqui, inclusive, uma das razões pelas quais
a utilização da mídia impressa pelos professores
sobrepôs-se à televisão: a possibilidade de escolher
com maior facilidade/liberdade a(s) temática(s) de seu interesse,
adequando-a ao horário que têm disponível para isso.
Podemos concluir, portanto, que os professores utilizam-se da mídia,
em especial impressa, para manterem-se informados. Porém, de maneira
geral, as informações buscadas dizem respeito à sua
área de atuação, ou seja, jornais e revistas, principalmente
as segundas, efetivamente funcionam como veículos de atualização
– talvez pudéssemos dizer de formação continuada
– a estes professores.
A mídia
na sala de aula do ensino superior: seu uso como recurso didático-curricular
Outro aspecto
abordado pela pesquisa dizia respeito ao uso dos meios de comunicação
pelos professores em sala de aula. A eles foi pedido que indicassem, numa
escala de 0 a 4, a freqüência com que utilizavam jornais, revistas,
matérias da TV ou outras fontes em suas aulas. Sendo que 0 indicava
a não utilização de determinado meio e 4 sua utilização
com bastante freqüência. Os resultados obtidos foram os seguintes:
jornal obteve freqüência média de 2,3; revistas obteve
freqüência média de 2,7 e TV, de 1,9.
Na categoria outros foram espontaneamente citados: Internet (mencionada
por 20 professores), com freqüência média de 3 pontos;
artigos ou livros não necessariamente didáticos ou pedagógicos
(citados por 5 professores), com média de 3,5 pontos; filmes (citados
por 5 professores), com média 2,5. Foram ainda mencionados estudos
de caso e documentários (uma citação cada) e rádio,
no caso específico de dois professores de radiojornalismo.
Comparando os dados, podemos observar que a freqüência para
uso de revistas em sala de aula foi mais ampla que o uso de jornais e
gravações de TV, em dados que seguem proporcionalmente a
utilização destes veículos para informação
própria do professor, como anteriormente salientado. A distribuição
dos pontos pode ser melhor observada no gráfico a seguir.

Embora apenas
5 professores tenham mencionado espontaneamente o uso de livros/artigos
não necessariamente didáticos ou pedagógicos, a freqüência
com que estes materiais são utilizados foi altíssima, quase
atingindo a pontuação máxima estabelecida para o
presente estudo (4 pontos).
Quando perguntados sobre o uso mais freqüente de textos ou imagens
(gráficos, figuras, fotos, charges, etc.) publicadas na mídia,
44 professores responderam que usam mais textos (o que corresponde a 80%
do total), e 15 mencionaram imagens (28%). Com uma citação
cada tivemos: entrevista, propaganda e estatísticas. Um professor
salientou que dependia do conteúdo da disciplina ministrada e 3
respostas foram deixadas em branco. É importante destacar que as
respostas para este item não foram excludentes.
No que diz respeito à maneira como os materiais retirados da mídia
são trabalhados em sala de aula, os professores mencionaram, em
primeiro lugar, o uso para provocar debates (32 citações),
a seguir, foram mencionados exemplos e ilustração de conteúdo
(com 28 citações) e avaliação (14). Dos respondentes,
13 afirmaram utilizar textos ou imagens da mídia como dinâmica
complementar, seja em forma de trabalhos em grupo, leitura dirigida ou
trabalhos práticos, ou mesmo para iniciar uma temática (trigger)
ou concluí-la. Para 5 professores, estes materiais são importantes
para atualização no conteúdo da disciplina estudada
e, para um professor, o estudo destes materiais é parte intrínseca
do conteúdo ministrado.
Houve, ainda, 5 professores que mencionaram fazer a análise crítica
dos textos, no sentido de estudar sua estrutura, construção
e argumentação; um professor que mencionou utilizar reportagens
da mídia a fim de promover maior relação entre teoria
e vida cotidiana, e um professor que afirmou apenas repassar a seus alunos
o conteúdo apreendido dos textos lidos, provocando-os a se posicionarem
frente ao tema. Houve apenas 2 professores que afirmaram não utilizar
este tipo de material em sala de aula, ou utilizar muito pouco, e 2 que
deixaram a resposta em branco.
Quanto à maneira como os assuntos ou situações da
mídia são trazidos para a sala de aula, pudemos observar
que predominam as situações em que os professores levam
os textos para sala de aula, pois consideram importante discutir temáticas
do dia-a-dia com os estudantes (32 respostas). A seguir, sobressaem-se
as situações em que os alunos mencionam fatos e personagens
em sala, buscando relacioná-los ao tema abordado, com 28 referências
e as situações em que os professores o fazem, utilizando-se
de fatos e personagens da mídia como fonte de suas disciplinas
(25 menções).
Houve, ainda, 14 professores que mencionaram que a análise dos
meios de comunicação e/ou dos assuntos do cotidiano é
parte do conteúdo programático. Apenas 5 professores disseram
que as temáticas são trazidas para sala de aula pelos alunos,
porém de modo descontextualizado do tema abordado, e 3 professores
que disseram que os alunos não citam fatos e personagens da mídia
ou que situações da mídia não são abordadas
em suas aulas.
Por fim, quando da aplicação do questionário, foi
perguntado aos professores se tiveram algum constrangimento em sala causado
por conteúdo publicado na mídia. Dos respondentes, 31 afirmaram
que não. Onze professores deixaram a questão em branco.
Entre os que responderam afirmativamente ao item, sobressaíram-se
polêmicas causadas por temáticas abordadas em sala de aula
que, de modo geral, questionassem clichês, estereótipos ou
o senso comum acerca de questões diversas. A seguir, temas que,
de alguma maneira, envolvessem questões éticas e, por fim,
temáticas relacionadas a saúde e estética.
Apenas a título de exemplo, podemos citar situações
em que foram discutidas estatísticas e como estas poderiam servir
à manipulação de dados de acordo com o interesse
de um ou outro grupo; o papel do sensacionalismo na imprensa; o caso do
jornalista que inventava matérias falsas; leis ambientais não
cumpridas; produtos vendidos pela TV e que prometem milagres à
saúde e à forma física das pessoas; a violência
como fator positivo para a economia, uma vez que movimenta um amplo mercado
de produtos e serviços, entre outros casos mencionados pelos professores.
A partir do questionário, podemos concluir que o uso de textos
da mídia em sala de aula é expressivo, sendo que, na maioria
das vezes, são os professores que levam este material para a sala
de aula, em especial para provocar debates, ilustrar conteúdo,
proporcionar maior relação entre teoria/prática,
ou mesmo para servir de apoio para as avaliações.
Percebemos, também, uma tendência a fixar-se o uso da mídia
a reportagens que tenham diretamente a ver com o conteúdo ministrado
pelo professor, constituindo-se num complemento, ou num facilitador, do
processo de aprendizagem.
No momento de realização das entrevistas, buscamos compreender
as escolhas dos professores, em especial o uso mais freqüente de
reportagens publicadas em revistas, bem como nos aprofundar um pouco mais
a respeito do uso de material extraído da internet em sala de aula.
De maneira geral, os professores observaram que optam por reportagens
de revistas por serem elas um pouco mais aprofundadas, porém de
linguagem acessível aos alunos. Alguns dos entrevistados consideraram
que as revistas servem como ponto de apoio para iniciar a discussão
de uma temática ou para motivar os alunos a iniciar o estudo de
determinado conteúdo, uma vez que se constituem em um elo com a
realidade, com os fatos que estão acontecendo no momento.
No entanto, durante as entrevistas, observamos que o uso de revistas em
sala de aula não é tão freqüente assim como
o questionário poderia nos levar a supor. Os docentes entrevistados
salientaram as dificuldades em tirar cópias para todos os alunos
ou de encontrar exemplares suficientes de diferentes revistas tratando
de uma mesma temática a fim de provocar debates. Salientaram, ainda,
a impossibilidade de trabalhar em profundidade determinados assuntos a
partir da abordagem oferecida pela mídia.
Durante as entrevistas, ficou claro que os professores universitários
ainda mantêm a opção pelo uso de artigos e/ou capítulos
de livros para a composição da bibliografia básica
de suas disciplinas e poucos são os que se utilizam efetivamente
da mídia como recurso didático em sala de aula, a não
ser como “citações esporádicas”, como
“comentários para complementar a matéria”, “ligações
daquilo que está sendo estudado com o que está ocorrendo
no mundo lá fora” ou como “comentários trazidos
pelos alunos para sala de aula”, os quais o professor busca relacionar
com os tópicos estudados pela disciplina. É quase como dizer
que o professor, em suas aulas expositivas, referenda seu conteúdo
“no mundo lá fora”, chamando a atenção
do aluno para o que está na mídia.
Num primeiro momento, esta informação pareceu se contradizer
ao uso feito pelos professores da mídia em sala de aula, como mencionado
no questionário (provocar debates, exemplificar e ilustrar conteúdos,
dinâmica complementar, parte da avaliação), assim
como sobre o modo como estes conteúdos eram predominantemente levados
para a sala de aula (lembramos que em primeiro lugar destacou-se o item
os professores levam os textos para a sala de aula, pois consideram importante
discutir temáticas do dia-a-dia com os estudentes).
No entanto, ao salientarem, durante as entrevistas, que no decorrer das
aulas os professores se remetem aos assuntos abordados na mídia,
pudemos compreender que não há contradição
entre estes dados. O que provavelmente acaba por acontecer, com exceções,
é que os professores, durante suas aulas expositivas, baseadas
predominantemente em textos acadêmicos, fazem referência a
assuntos divulgados na mídia para provocar debates ou ilustrar
conteúdos. Talvez pela mesma razão, a proporcionalidade
entre leitura e uso em sala de aula de matérias de revistas, jornais
e TV tenha sido tão aparente quando da tabulação
dos dados quantitativos, assim como a freqüência de uso de
imagens, tão baixa.
A confirmação desta hipótese, bem como o estudo mais
aprofundado dos casos em que os textos da mídia são utilizados
como atividade complementar ou para avaliação, demandaria
o encaminhamento do trabalho para uma terceira fase: a de observação
e acompanhamento do desenvolvimento das aulas, bem como a análise
do ponto-de-vista dos demais sujeitos envolvidos no processo educativo,
os alunos. Aprofundamento este que ainda não nos foi possível
atingir.
Uma breve
nota sobre o uso da Internet
Entre as
opções citadas espontaneamente pelos docentes quando perguntados
sobre a freqüência do uso dos meios de comunicação
em sala de aula (questionário), a internet foi citada por 37% dos
professores pesquisados, apresentando uma freqüência relativamente
alta (3 pontos). Como nos questionários, durante as entrevistas,
o uso da internet também se destacou.
Durante a entrevista, alguns professores chegaram a afirmar que utilizam
exclusivamente reportagens de periódicos online com seus alunos.
Por serem professores da área específica de computação
e por ministrarem aulas nos laboratórios de informática,
sentem que esta não é apenas uma maneira mais acessível
de distribuir estas informações aos alunos (pois todos podem
acessar livremente a página, ali mesmo, da sala, durante a aula),
porém, uma importante ferramenta para estar bem informado dos acontecimentos
mais recentes (extremamente recentes, sendo que podemos dizer que quase
em tempo real), seja na área específica de estudo (informática
e computação), seja em relação a assuntos
de interesse geral.
Já os professores da área de saúde mencionaram o
uso constante da internet para obtenção de imagens, seja
para uso em suas aulas (elaboração de slides), seja para
sugerir trabalhos aos alunos (por exemplo, estipular que numa avaliação
o aluno deva analisar as imagens sobre fratura mostradas em determinado
site).
Em todas as entrevistas foi feita referência à necessidade
de se atentar para os conteúdos expostos na internet, que podem,
muitas vezes, estar equivocados. Porém, sem dúvida alguma,
seu uso como recurso didático e como fonte de pesquisa, para o
professor ou para o aluno, vem se ampliando largamente.
Vemos, portanto, que os estudos que vêm se realizando sobre didática
e currículo no ensino superior, não podem prescindir de
analisar de que maneira o computador vem se constituindo como o substituto
ideal para o giz e quadro negro, bem como para o livro didático,
ou a apostila, que por tanto tempo foram as características (ou
caricaturas) do ensino denominado tradicional.
Considerações Finais
Ao longo da realização do presente trabalho, pudemos observar
que a mídia representa uma importante fonte de (in)formação
para os professores universitários, sendo que estes procuram, em
especial na leitura de revistas, matérias inerentes a suas áreas
de conhecimento. Ou seja, a mídia, de maneira geral, tem sido utilizada
pelo professor não apenas como fonte de informação
sobre os fatos do cotidiano, mas também – talvez até
predominantemente – como fonte de atualização profissional.
Mesmo na televisão, considerada com baixa audiência por parte
dos professores, parecem ser procuradas matérias que complementem
sua formação, aqui com um caráter mais generalista,
sendo que os programas preferencialmente assistidos são documentários
e noticiários. Poucas referências foram feitas à TV
como fonte de entretenimento.
No entanto, os resultados da presente análise sugerem que a mídia
ainda tem tido pouca penetração na educação
superior como recurso didático-curricular. Os dados levantados,
em especial por meio da entrevista, nos levam a crer que as aulas concentram-se
efetivamente em torno do uso de capítulos de livro ou artigos de
revistas (journals) especializados.
Ao que tudo indica, a mídia tem sido levada à sala de aula,
muito ainda, pela voz do professor, que nela se apóia para ilustrar
conteúdos, para provocar debates, porém, como sugerido pela
análise, ela parece não se constituir em uma ferramenta
que o professor utiliza efetivamente em sua prática cotidiana,
a não ser em alguns poucos casos.
Os dados apontam, também, para o fato de que, na opção
por trabalhar ou não diretamente com os meios de comunicação
em sala de aula, há forte influência da disciplina lecionada.
Algumas disciplinas, como as da área de sociologia, comunicação
e língua portuguesa, parecem permitir o uso mais constante dos
conteúdos diariamente difundidos em larga escala pela imprensa.
No entanto, disciplinas mais específicas (a exemplo de algumas
mencionadas pelos professores da área de saúde, como anatomia,
prótese e escultura dentária), não têm um vínculo
tão direto com assuntos cotidianamente apresentados pelos meios
de comunicação.
A esta falta de conexão direta entre as temáticas, podem
ser adicionadas as dificuldades em conseguir cópias em número
suficiente para todos os alunos; o próprio despreparo do professor
para adaptar uma reportagem ou imagem ao conteúdo de sua disciplina
e à maneira como a ministra; a preocupação em dar
conta do conteúdo da disciplina – quase sempre sufocado por
cargas horárias apertadíssimas – e, muito possivelmente,
a própria concepção de conhecimento, formação
e educação que permeia as práticas docentes no ensino
superior.
Em tempos em que a avalanche de novas informações nos assalta
a cada minuto (poderíamos até dizer segundo), o professor
talvez ainda sinta necessidade de ser a “fonte de saber” para
seu aluno. Para tanto, ele parece buscar meios de se atualizar, de estar
acompanhando constantemente as notícias mais importantes que se
apresentam no mundo e em sua área específica, utilizando
para isso os poucos momentos que lhe restam num dia-a-dia sobrecarregado,
em que suas tarefas profissionais controladas chegam a ultrapassar 40
horas semanais (isso sem contar tempo gasto com preparação
de aulas, avaliações e transporte, entre outros aspectos).
Outro fator a ser levado em conta, mencionado diversas vezes pelos professores,
foi a abordagem superficial dada pela mídia a diferentes temáticas.
Eles sentem, por exemplo, necessidade de que a formação
do aluno se estruture em bases mais sólidas, por isso a ênfase
em capítulos de livros e artigos de revistas especializadas.
Há uma evidente preocupação dos professores em fornecer
ao aluno um cabedal de conhecimentos básicos, fundamentais, válidos,
para que posteriormente ele possa ler e analisar criticamente, com autonomia,
o conteúdo divulgado pela grande mídia ou pela internet.
Mas, em nossa função de pesquisadores, podemos nos perguntar
se a ênfase no estudo do conteúdo aprofundado, sem parar
um momento para analisar com o aluno no que consiste a superficialidade
da mídia, estaria proporcionando esta autonomia para o estudante.
A partir dos resultados do presente estudo, é possível inferir
que, embora a mídia tenha seu espaço na sala de aula do
ensino superior, a formação por ela possibilitada ainda
é pouco explorada, ocorrendo, talvez, fora dos espaços universitários
e, muitas vezes, sem a necessária reflexão crítica
sobre os conteúdos abordados e a forma como são apresentados.
Nesse caso, cabe-nos questionar qual a diferença entre a apreensão
das temáticas divulgadas pela imprensa por parte dos universitários
e por parte da população em geral? Qual tem sido o papel
do jornalismo científico na divulgação dos conhecimentos
produzidos pelas universidades e agências de pesquisa no Brasil
e no exterior?
Ao longo dos trabalhos que vimos realizando (Temer e Pachane, 2004; Pachane,
2003(a); 2003(b) e 2005), percebemos que, talvez, o grande limite a ser
superado esteja na falta de maior relação entre educação
e comunicação. Não por parte daqueles que nela se
especializam, mas por parte de todos os professores e comunicadores que,
por meio de um diálogo entre estas duas áreas, poderiam
se ajudar mutuamente. Os comunicadores, auxiliando os professores a produzirem
aulas mais dinâmicas, mais conectadas com o “mundo”,
com as necessidades de nosso dia-a-dia; os professores, auxiliando os
comunicadores a didatizar a abordagem da ciência sem, no entanto,
torná-la superficial demais.
Quanto aos limites da presente pesquisa, estes são imensos. Não
passamos de uma gotícula na ponta do iceberg. Uma gotícula
que não tem a pretensão de se dizer a primeira a ter se
derretido ao contato com a luz do sol primaveril, mas que espera, sinceramente,
não ser a última, num momento em que tanto precisamos de
fluidez entre as áreas, entre os conhecimentos, entre os espaços
de produção e divulgação do saber.
Esperamos, porém, que nosso trabalho, apesar de sua abordagem e
amostragem bastante restritas (ou justamente por este motivo), possa salientar
a importância de estudos mais aprofundados sobre o uso dos meios
de comunicação de massa na construção do conhecimento
do/pelo professor universitário – trabalho que pretendemos
continuar realizando –, bem como despertar o interesse de mais pesquisadores
para esta área, ainda tão carente de reflexão.
Referências
ANDRADE,
Maria M. HENRIQUES, Antonio. Língua Portuguesa: noções
básicas para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 1999.
BARDIN, Laurence. Análise do conteúdo. Lisboa: Edições
Setenta, 1977.
BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação Qualitativa em
educação – uma introdução à teoria
e aos métodos, Porto: Porto Ed., 1994.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social.
2. ed. São Paulo: Atlas, 1989.
KRIPPENDORFF, Klaus. Content analysis - an introduction to its methodology.
7. ed. Califórnia - EUA: Newbury Park, 1989.
LAKATOS, Eva M., MARCONI, Marina de A. Fundamentos de metodologia científica.
3. ed. São Paulo: Atlas, 1991.
LÜDKE, Menga, ANDRÉ, Marli E. D. Pesquisa em educação:
abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.
PACHANE, Graziela Giusti. A universidade vivida: a experiência universitária
e sua contribuição ao desenvolvimento pessoal a partir da
percepção do aluno. Campinas: UNICAMP, 1998. Dissertação
(Mestrado em Educação).
______. O Mito da Telinha: ou o paradoxo da educação mediada
pelo Computador. ETD Educação temática digital, Unicamp
- Campinas, v. 5, n. 1, p. 40-48, 2003(a). (Disponível em www.bibli.fae.unicamp.br/etd/index.html.
Acesso em 25 de junho de 2005).
______. As múltiplas possibilidades da comunicação
universitária: do marketing à formação integral
do aluno. In: Anais do II Congreso Iberoamericano de Comunicación
Universitaria. Granada, Espanha, 2005. (prelo). On line em breve em www.ugr.es/cicu.
______. La universidad y la distribución social del conocimiento:
¿sus profesores están preparados?. In: Anais do I Congreso
Iberoamericano de Comunicación Universitaria, Veracruz, México,
2003(b). p. 1-8. (disponível em www.ugr.es/u-veracruzana/comunicaciones_archivos/a1-graziela.pdf.
Acesso em 01-03-2005).
TEMER, Ana Carolina P.; PACHANE, Graziela Giusti. Leitura e ensino: o
uso do jornal pelo Professor da educação superior. In: Anais
do II Seminário Nacional o Professor e a Leitura do Jornal: o jornal
enquanto mídia de atualização, reflexão e
organização comunitária, Campinas-SP, 2004. v. 1.
p. 1-10 (prelo) .Online em breve em www.acordeduca.com.br.
THIOLLENT, Michel. Aspectos qualitativos da metodologia de pesquisa com
objetivos de descrição, avaliação e reconstrução.
Cadernos de Pesquisa, n. 49 p. 45-50. São Paulo: Fundação
Carlos Chagas, 1984.
ANEXO 1 – QUESTIONÁRIO APLICADO AOS PROFESSORES
Caro/a professor/a,
estamos realizando uma pesquisa a fim de conhecer o acesso e o uso dos
meios de comunicação por docentes universitários.
Esta pesquisa é parte de um projeto maior, desenvolvido pelo Programa
de Pós-Graduação em Educação da UNITRI,
que visa conhecer as práticas didáticas e curriculares na
educação superior, estando especificamente vinculada ao
subprojeto Cultura, novas tecnologias e educação superior.
A fim de levantarmos dados para o presente estudo, sua colaboração
é fundamental. Portanto, ficaríamos gratas se pudéssemos
contar com sua participação respondendo o questionário
a seguir.
Atenciosamente,
Profa. Dra. Ana Carolina Pessôa Temer
Profa. Dra. Graziela Giusti Pachane
Programa de Pós-Graduação em Educação
da Unitri
Graduação
em:..........................................................................................................
Titulação máxima: .....................................................................................................
Curso(s) em que trabalha: ........................................................................................
Disciplina(s) ministrada(s): .......................................................................................
Número de horas em sala de aula por semana: ......................................................
Número de horas em outro emprego por semana: ...................................................
Você
lê jornal:
a) Diariamente b) pelo menos 3 vezes por semana c) ocasionalmente
Quais jornais
costuma ler? ..........................................................................................
Quais são os temas/assuntos que mais lhe chamam a atenção?
..............................
Poderia exemplificar uma matéria? ..............................................................................
Você
lê revistas:
a) toda semana b) pelo menos 1 vez por mês c) ocasionalmente
Quais revistas
costuma ler? ..........................................................................................
Quais são os temas/assuntos que mais lhe chamam a atenção?
..............................
Poderia exemplificar uma matéria? ..............................................................................
Você
vê televisão?
a) mais de quatro horas por dia b) pelo menos duas horas por dia c) ocasionalmente
Quais os
programas mais assistidos? .................................................................................
Quais são os temas/assuntos que mais lhe chamam a atenção?
..............................
Poderia exemplificar uma matéria? ..............................................................................
Classifique
os meios de comunicação a seguir de acordo com a freqüência
com que os utiliza como fontes para suas atividades em sala de aula. Anote
4 para o meio que mais utiliza e 1 para o que menos utiliza. No caso de
não utilização, por favor, anote 0 (zero).
( ) jornais ( ) revistas ( ) tv (gravações) ( ) outra. Citar
.................................
Escolha a(s)
alternativa(s) que melhor representam de que maneira os assuntos ou situações
presentes na mídia são trazidos para sala de aula.
( ) pelos
alunos, que freqüentemente mencionam fatos e personagens em sala,
porém de modo descontextualizado do tema abordado
( ) pelos alunos, que freqüentemente mencionam fatos e personagens
em sala, buscando relacioná-los ao tema abordado
( ) os alunos não citam fatos e personagens da mídia em
minha aula
( ) por mim, pois considero importante discutir temáticas do dia-a-dia
com eles
( ) por mim, pois a análise dos meios de comunicação
e/ou dos assuntos do cotidiano é parte de minha disciplina
( ) por mim, pois utilizo os meios de comunicação como fontes
em minhas disciplinas (para exemplificar, abrir uma discussão...)
( ) situações da mídia não são abordadas
em minha aula.
Caso você
utilize os meios de comunicação em suas aulas,
a) No que
diz respeito à mídia impressa (jornais e/ ou revistas),
você utiliza mais textos ou imagens (fotos, gráficos, tirinhas,
charges)? .........................................................................
b) De que
maneira você trabalha com estes materiais (ilustrar conteúdo,
provocar debates, avaliação...)?
Houve alguma situação da mídia que causou constrangimento
em sala de aula porque provocava questionamentos/conflitos em relação
ao conteúdo já abordado por você? Poderia exemplificar?
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