Eliane Giachetto Saravali - Centro Universitário
do Triângulo - UNITRI/MG
Professores das instituições de ensino superior,
sobretudo as particulares, têm se deparado com graves problemas
envolvendo a aprendizagem de seus alunos, principalmente no que se refere
à leitura e escrita. Os alunos, de uma maneira geral, apresentam
dificuldades em ler e interpretar textos e em usar a escrita adequadamente
ao nível acadêmico e universitário. No presente trabalho,
pretendemos apresentar os resultados iniciais de uma pesquisa cujo objetivo
central é identificar possíveis relações entre
as dificuldades apresentadas pelos estudantes e o seu desenvolvimento
cognitivo.
Na atualidade, observamos os sérios problemas que alunos e professores
têm enfrentado nos anos mais avançados de escolarização.
É com frequência que os mestres se queixam das dificuldades
apresentadas pelos alunos, dificuldades estas, muitas vezes, características
de momentos anteriores da escolaridade. É comum, por exemplo, os
professores relatarem que seus alunos não atingem os objetivos
esperados para a disciplina, que é preciso fazer um retrocesso
a conceitos trabalhados no ensino médio e às vezes no ensino
fundamental, não dominados pelos alunos, que há uma dificuldade
geral dos estudantes em relação a processos criativos, uso
da reflexão e estabelecimento de relações, entre
tantos outros problemas.
Ao proporem atividades inerentes aos programas de suas disciplinas, estes
mestres percebem que seus alunos trazem lacunas sérias no seu processo
de aprendizagem características dos níveis mais básicos
de ensino. Somente para citar algumas, consideremos os problemas com a
leitura e escrita, tais como dificuldades na elaboração
e interpretação de textos simples, dificuldades em ordenar
idéias e refletir, dificuldade em produzir opinião e argumentar,
problemas ortográficos, entre outros.
Como campo de pesquisa, observamos que a compreensão dos processos
cognitivos do estudante universitário suscita numerosos problemas
não resolvidos, que exigem uma série de novos estudos. Como
raciocina o estudante do ensino superior? Quais são as condições
necessárias para que ele compreenda os conteúdos abordados
em nossas instituições? Será que ao formarmos nossos
alunos em nossas instituições de ensino superior, estamos
lhes oferecendo as condições ideais de desenvolvimento e
aprendizagem? Qual o papel destas instituições nesse processo?
Não podemos nos esquecer que a aprendizagem discente é uma
das maiores metas que nós, professores universitários, devemos
alcançar. Por isso, compreender como se processam as informações
pelo aluno, quais são suas dificuldades, que intervenções
são possíveis e necessárias nesse processo, são
aspectos fundamentais para um ensino de qualidade. Em tempos de discussão
sobre a Reforma Universitária é importante não esquecermos
que a boa formação não depende somente das garantias
de acesso do aluno ao ensino superior, mas sobretudo da qualidade da permanência
desse aluno nos anos de universidade, isso significa como ele aprende
e o que ele aprende efetivamente.
Dificuldades na Expressão Escrita
A respeito do processo de escrita propriamente dito, é
preciso considerar que sua concretização envolve uma descentração
do pensamento que considere um interlocutor ausente; necessitando portanto
de planejamento e reflexão. Segundo Mata (2003), um modelo teórico
de orientação cognitiva procura compreender os processos
percorridos no ato de escrever, buscando explicar as características
daquele que escreve bem. Nesse sentido, o autor destaca os seguintes processos
que precisam ser compreendidos: 1) Os processos mentais que o sujeito
desenvolve ao escrever; 2) Os fatores que incidem nesses processos; 3)
Os recursos e as características cognitivas dos escritores eficientes.
Flower e Hayes (apud Mata, 2003) subdividem seu modelo para explicação
dos processos de domínio da escrita em três unidades, a saber:
? Memória de longo prazo
? Contexto ou ambiente da tarefa
? Processos cognitivos.
Os processos cognitivos compreendem: o planejamento, a transcrição
(ou tradução) e a revisão (ou releitura). Segundo
Mata (2003):
Tais processos são interativos e recursivos, isto
é, um pode modificar ou pôr em marcha outro. Por exemplo,
o processo de "revisão" pode incidir sobre um processo
de organização ou planejamento. Para realizar as operações
incluídas nos processos enumerados, o escritor tem de tomar decisões.
O controle mental dessas decisões denomina-se processo metacognitivo
(p.15).
Nesse sentido, os autores propõem uma análise
que vai além das habilidades neurológicas que normalmente
preocupam os professores, como o processamento visual das palavras, a
motricidade fina e a integração visuomotora.
A pesquisa que estamos conduzindo está de acordo com esse modelo
teórico cognitivo, apresentado anteriormente, buscando uma relação
com o raciocínio operatório formal identificado por Piaget
e seus colaboradores. Vejamos um pouco sobre esse raciocínio a
seguir.
O raciocínio do estudante universitário
Ao longo do nosso desenvolvimento nos deparamos com as
inúmeras imposições e solicitações
do meio físico e social e num processo de ação contínua
nos desequilibramos e reequilibramos novamente, em busca de uma maior
compreensão da realidade. Isso ocorre desde o nascimento e, segundo
Piaget, vivemos diferentes momentos que caracterizam diferentes formas
de compreender as informações com as quais nos deparamos.
Essas formas se integram umas nas outras, modificando-se mutuamente e
ampliando a capacidade de adaptação, o que torna este processo
dinâmico.
Assim, num primeiro momento, o bebê assimila o mundo por meio de
suas ações (período sensório-motor), num segundo
momento a criança "reapresenta" estas ações
no plano do pensamento (período pré-operatório) e
num terceiro momento, por volta dos 7, 8 anos, aproximadamente, a criança
torna-se capaz de operar pois possui a reversibilidade do pensamento e
lida com operações de classes, relações e
números, ainda que presa à situação presente
e concreta (período operatório concreto).
Segundo a teoria piagetiana sobre o desenvolvimento humano, o estudante
universitário estaria no período designado por operatório
formal que inicia-se aproximadamente aos 11, 12 anos. De acordo com Piaget,
o raciocínio do período formal apresenta indução
experimental, verificação sistemática e a lógica
das proposições:
O adolescente, ao contrário, superpõe a
lógica das proposições à das classes e das
relações, e assim desenvolve, pouco a pouco (atingindo seu
patamar de equilíbrio por volta de 14-15 anos), um mecanismo formal
fundamentado simultaneamente nas estruturas do reticulado e do grupo das
4 transformações; estas lhe permitirão reunir, num
mesmo todo, além do raciocínio hipotético-dedutivo
e da prova experimental baseada na variação de um único
fator (desde que as outras coisas permaneçam iguais), certo número
de esquemas operatórios que utilizará continuamente em seu
pensamento experimental, bem como lógico-matemático. (INHELDER
e PIAGET, 1976, p. 249-250).
O que observamos nesse momento do desenvolvimento é uma subordinação
do real ao possível, que permite ao sujeito não apenas limitar-se
aos dados empíricos oferecidos pela realidade, mas lançar
sobre eles hipóteses, estabelecer relações que podem
ser testadas mediante o domínio da capacidade de combinação
entre variáveis (principal característica do raciocínio
abstrato), algo que o raciocínio do período anterior (operatório
concreto) ainda não permitia.
Como o sistema cognitivo torna-se extremamente móvel, manipulando
as possibilidades, ao conquistarmos o período formal podemos experimentar
a realidade construindo proposições que podem até
ser contrárias aos fatos reais, mas que serão investigadas
pela experimentação e controle de variáveis.
O raciocínio assim desenvolvido, com base nas relações
das proposições e não em seu conteúdo (verdadeiro
ou falso), caracteriza-se por ser dedutivo. Assim, é possível
ao adolescente construir proposições até contrárias
aos fatos, em um sistema de múltiplas possibilidades (PARRA, 1983,
p. 16)
Enquanto o pensamento anterior da criança, no período
operatório concreto, não é um pensamento que cria
hipóteses, o equilíbrio do período operatório
formal, por sua vez, permite a criação de um conjunto de
hipóteses, não mais restrito, uma vez que, considera as
possibilidades, testa as variáveis trabalhando com a indução,
daí o termo comumente usado para designar esse tipo de raciocínio
de hipotético-dedutivo.
A capacidade de estabelecer relações, de combinar diferentes
e até infinitas perspectivas da mesma questão, de pensar
sobre o próprio pensamento são conquistas marcantes desta
etapa do desenvolvimento que modificam tremendamente as condições
de interação do sujeito com o meio. Podemos, ao elencar
e refletir sobre estas características, perceber que é justamente
esse tipo de pensamento que será exigido do estudante no ensino
superior.
Nesse sentido, podemos questionar: Como estão os instrumentos intelectuais
que, segundo a teoria piagetiana, são condições necessárias
para a aprendizagem? Se a escola (e enfatizamos isso na idéia de
que são, na grande maioria das vezes, as solicitações
do meio escolar que podem favorecer a construção do conhecimento)
desde a educação infantil, não solicitar, desafiar
e criar condições favoráveis para os constantes equilíbrios
e desequilíbrios do sistema cognitivo, afetivo e social; pode acabar
gerando um processo de mecanização e repetição.
Nesse sentido, é muito provável que os alunos percorram
os anos escolares aprendendo a responder apenas o que a escola pede. Dessa
forma, ao serem desafiados e solicitados a utilizarem mecanismos de reflexão
e não de memorização e reprodução,
é possível que estes estudantes sintam grande dificuldade.
O aluno do ensino superior necessita do raciocínio formal para
assimilar as novas atribuições que a vida universitária
lhe coloca. Pensar sobre o próprio pensamento, analisar a sociedade
e estabelecer relações entre o que existe e pode existir
(raciocínio hipotético dedutivo), trabalhar com conceitos
abstratos, refletir e organizar formas para a execução do
trabalho, enfim, são muitas atividades que requerem do estudante
um pensamento mais destacado do concreto.
Em 1971 Piaget escreveu sobre a conquista do período formal e ao
avaliar a sucessão dos períodos de desenvolvimento discorreu
sobre a velocidade desse desenvolvimento alegando que é possível
ocorrerem velocidades diferentes, mas sem modificações na
ordem de sucessão dos períodos.
Estas velocidades diferentes resultariam então
da qualidade ou da frequência das incitações intelectuais
devidas aos adultos ou às possibilidades de actividades espontâneas
da criança, próprias dos diferentes meios considerados.
Em caso de pobreza das incitações e das actividades, é
óbvio que o desenvolvimento seria retardado no que se refere aos
três primeiros dos quatro períodos [...] Quanto às
estruturas de pensamento formal, poder-se-ia então admitir que
se formam com um atraso maior ainda (por exemplo, entre 15 e 20 anos e
não entre 11 e 15 anos) ou mesmo que não chegam a formar-se
no meio desfavorecido considerado e que se elaborariam somente em indivíduos
mudando de meio numa idade em que o desenvolvimento é ainda possível
(PIAGET, 1971, p.7).
Essa seria a primeira hipótese que Piaget lança
sobre a construção do período formal, ou seja, todo
o indivíduo normal seria capaz de atingir as estruturas formais,
mas com a condição de que o meio social e a experiência
lhe fornecessem os alimentos cognitivos e as solicitações
necessárias para que a construção ocorresse.
Uma segunda hipótese que Piaget comenta é de que a conquista
ou não do período formal resultaria da diversificação
de aptidões que os sujeitos desenvolvem com a idade, "...e
que acabaria por excluir para certas categorias de indivíduos mesmo
normais, a possibilidade de chegar às estruturas formais, mesmo
em meios favoráveis. (1971, p.7)". Nesse sentido, para ele,
se essa hipótese fosse válida, deveríamos admitir
que somente alguns indivíduos dotados do ponto de vista lógico-matemático
e físico conseguiriam construir as estruturas formais.
Não se deveria consequentemente ver nisso um problema
de subdesenvolvimento comparado ao desenvolvimento normal, mas mais simplesmente,
a diversificação crescente dos indivíduos; o espectro
das aptidões sendo muito mais largo ao nível dos 12-15 anos
e sobretudo dos 15-20, do que ao dos 7-10 anos. Por outras palavras, o
nosso quarto período deixaria de caracterizar um estágio
propriamente dito, para constituir um conjunto de progressos já
especializados. (p.9)
A terceira hipótese que Piaget apresenta caracteriza-se
por considerar que
.. todos os indivíduos normais conseguem chegar,
senão aos 11-12 e 14-15 anos, em todo caso entre 15 e 20 anos,
às operações e às estruturas formais, mas
que o fazem em domínios diferentes, e estes domínios dependem
então das suas aptidões e das suas especializações
profissionais (estudos distintos ou aprendizagens diferenciadas segundo
os ofícios) sem que a utilização destas estruturas
formais seja exactamente a mesma em todos os casos. (1971, p.9)
Apesar de Piaget considerar, naquele momento, essa última
hipótese como a mais provavelmente exata, resultados de pesquisas
realizadas por seus seguidores em diferentes contextos sociais se aplicam
mais à primeira hipótese. Dessa forma, estas pesquisas desenvolvidas
com adolescentes e adultos indicam que se o meio não oferecer os
desafios e as possibilidades de ação necessárias
para o desencadeamento do desenvolvimento, além do atraso da velocidade
de construção das estruturas, podemos não chegar
ao pensamento mais abstrato ou formal. Pesquisas norte-americanas apontam
que não mais da metade desta população desenvolve
todas as possibilidades das operações formais (ELKIND, 1962;
KOLBERG, 1972; SCHWEBEL, 1975 apud ORTIZ, 2002). Vejamos resultados de
alguns estudos desenvolvidos no Brasil.
Ramos (2000) investigou a influência da especialização
profissional no desenvolvimento cognitivo de estudantes universitários
das áreas de Ciências Humanas e de Ciências Exatas.
Trabalhou com 20 sujeitos estudantes do terceiro ano de quatro cursos
noturnos: Pedagogia, Geografia, Ciências da Computação
e Ciências Contábeis. Utilizou instrumentos baseados no trabalho
de Macedo, Petty e Passos (1997) classificando as condutas dos estudantes
em operatório formal I, operatório formal II e operatório
formal III.
Seus resultados apontaram que os alunos das áreas de ciências
humanas tiveram desempenho inferior nas provas que solicitam um raciocínio
lógico-matemático do que os alunos das áreas de ciências
exatas. Segundo a autora, há indivíduos adultos que parecem
não ter atingido o período operatório formal nas
situações utilizadas para avaliação.
O trabalho de Amâncio (2002) valeu-se dos mesmos instrumentos que
Ramos (2000) utilizou, inspirados em Marcedo, Petty e Passos (1997). A
autora acrescentou também a análise de uma situação-problema
específica da área do Direito, pois seu objetivo era investigar
como se processava o raciocínio lógico nos estudantes desse
curso. Para tanto, trabalhou com 20 estudantes, sendo 10 do primeiro ano
e 10 do quinto ano. A análise dos resultados mostrou que 40% dos
alunos do primeiro ano e 50% dos alunos do quinto ano não atingiram
plenamente o período das operações formais.
Fermiano (2000) trabalhou com 23 sujeitos com idade entre 14 e 42 anos,
estudantes do curso de magistério, sendo 5 do primeiro ano do curso,
6 do segundo ano, 8 do terceiro e 4 do quarto. Utilizou as provas de conservação
do volume, das oscilações do pêndulo e das operações
combinatórias elaboradas por Piaget e seus colaboradores. Seu objetivo
era investigar o estágio de construção da operatoreidade
em que se encontravam os sujeitos. Os resultados indicaram que 87% dos
sujeitos não se encontram no nível das operações
formais, somente 3 (13%) apresentaram-se no período formal nas
três provas aplicadas.
Ortiz (2002) investigou o nível de operatoreidade de 35 alunos
de salas de aula de EJA (Educação de Jovens e Adultos).
Os sujeitos tinham entre 18 e 61 anos, sendo 16 homens e 19 mulheres.
Os instrumentos utilizados foram as provas de conservação
de quantidades descontínuas e contínuas, de classificação
e seriação operatórias, de conservação
do volume, oscilações do pêndulo e combinatória
das fichas. Seus dados apontaram 5 sujeitos no pré-operatório
(14,28%), 27 em transição do pré-operatório
para o operatório concreto (77,14%) e 3 sujeitos no operatório
concreto (8,57%). Nenhum sujeito apresentou estruturas formais. Segundo
Ortiz (2002): "O ambiente escolar, que é oferecido aos Jovens
e Adultos, não lhes proporciona oportunidades adequadas para que
possam progredir no processo de construção das suas estruturas
de pensamento" (pg. 111)
Mantovani de Assis et al (2003) procuraram investigar o nível de
desenvolvimento cognitivo que se encontram os jovens e adultos que frequentam
salas de EJA dos Centros de Educação e Ensino Supletivo
do Estado de São Paulo. Para tanto, utilizaram o diagnóstico
de estruturas operatórias já construídas ou em construção
avaliadas pela realização das provas piagetianas. As provas
escolhidas foram: combinatória de fichas, frequência de oscilações
do pêndulo, equilíbrio da balança, conservação
do volume, abstrações, diferenciações e integrações
no emprego de operações aritméticas elementares e
relações entre superfícies e perímetros dos
retângulos. Os resultados apontaram que 1 sujeito encontrava-se
no período pré-operatório, 4 sujeitos estavam em
transição entre o período pré-operatório
e o operatório concreto, 35 estavam no período operatório
concreto, 32 em transição do período concreto para
o operatório formal e 5 estavam no início do período
operatório formal.
Os resultados destas pesquisas mostram que além de atrasos no desenvolvimento
cognitivo, podemos observar que muitos sujeitos não atingem os
patamares mais avançados de construção das estruturas
da inteligência, mesmo quando já passaram por vários
anos de escolarização.
O raciocínio operatório formal e a escrita
Do estudante universitário será exigido
um raciocínio típico daquilo que Piaget caracterizou como
formal. A manipulação do pensamento que esse tipo de raciocínio
proporciona permite ao indivíduo a construção de
proposições até contrárias aos fatos (o que
será testado pela manipulação de hipóteses),
inseridas num sistema de múltiplas possibilidades. Esse tipo de
raciocínio se caracteriza pela capacidade de generalizar e não
mais proceder somente a domínio por domínio, como o raciocínio
anterior do período operatório concreto.
Ao procurarmos uma relação entre a escrita e o raciocínio
operatório formal, estivemos interessados em saber se a conquista
desse tipo de raciocínio, forneceria instrumentos cognitivos que
facilitariam o domínio da expressão escrita. Generalizar,
relacionar, experimentar, combinar são ações que
buscamos em nossos alunos e nas suas produções.
Dentro do modelo teórico cognitivo que mencionamos no início
desse texto, alguns aspectos caracterizam os maus escritores, e aqui gostaríamos
de destacar aqueles envolvendo o planejamento da escrita, a definição
dos seus objetivos e a dificuldade na revisão.
Sobre o planejamento da escrita Mata (2003) diz:
Essa fase corresponde ao rascunho mental da composição.
Nele são sintetizados todos os elementos do texto (conteúdo
e forma estrutural, sentido do texto e intenção significativa).
Planejar significa realizar uma tarefa em nível abstrato, antes
de realizá-la em um nível concreto. (p. 17).
No processo de planejamento é necessária
a determinação de objetivos que controlam o ato. "Um
plano consiste mais em objetivos do que em ações. Supostamente,
todos os escritores têm algum tipo de objetivo, mas nem todos são
capazes de estabelecer relações entre os objetivos secundários
e os principais." (MATA, 2003, p.18).
Com relação à dificuldade no processo de revisão,
Mata destaca que os escritores inexperientes centram sua revisão
em problemas relacionados à forma, mais do que naqueles voltados
para o conteúdo. "Normalmente, a revisão centra-se
em pequenos detalhes de pontuação e na mudança de
algumas palavras, esquecendo, no entanto, os problemas relacionados com
a falta de conteúdo ou com sua estruturação"
(2003, p.30). Ainda segundo Mata (2003), o processo de revisão
implica em fases como repassar, avaliar, detectar o problema, corrigir
o problema e reavaliar.
A nosso ver, esse processo implica num total domínio e controle
da própria aprendizagem, pois é preciso reconsiderar seu
plano inicial, reavaliar se os objetivos propostos foram alcançados,
se há uma coerência interna que permite ao interlocutor acompanhar
esses objetivos e, na medida em que os problemas forem diagnosticados,
proceder às mudanças necessárias, como por exemplo,
detectar as inconsistências e controlar os aspectos confusos do
texto. Esse processo metacognitivo corresponde a um pensamento auto-reflexivo
típico do raciocínio operatório formal.
Também observamos que ao analisarem seus textos, os alunos, muitas
vezes, não percebem as incoerências que são apresentadas
em consonância, o que mostra uma deficiência formal, pois
dentro do rol de possibilidades que se abrem com esse raciocínio,
tudo passa a ser possível, desde que não contraditório.
Isso será passível de observação pela experimentação.
Diante dessas considerações iniciais buscamos, em nossa
pesquisa, avaliar o nível de desenvolvimento cognitivo em estudantes
universitários cujos textos escritos apresentam problemas no seu
desenvolvimento. Buscamos, até o momento, ao analisar os textos
escritos, considerar questões relacionadas a algumas estratégias
cognitivas, tais como, o planejamento e a revisão do texto.
Os textos coletados junto aos alunos, estudantes universitários,
foram realizados em situação de avaliação
pois gostaríamos justamente de proceder a uma análise num
momento em que o aluno, teoricamente, teria se esforçado mais para
produzir um texto adequado e coerente.
Foram aplicadas 3 provas para diagnóstico do pensamento operatório
formal: equilíbrio da balança, relação entre
superfícies e perímetros e combinatória. Essas provas
correspondem a situações elaboradas por Piaget e seus colaboradores
com o objetivo de avaliar a forma como os sujeitos resolvem os problemas
colocados, a fim de diagnosticar os processos cognitivos apresentados
nessas situações de avaliação.
Devido às características do presente trabalho, apresentaremos
apenas os resultados da aplicação de duas provas e análise
do texto de um sujeito.
Resultados Iniciais
A prova da combinatória consiste na apresentação
de uma caixa contendo fichas com quatro cores diferentes. Solicita-se
ao sujeito que identifique de quantas formas diferentes essas fichas podem
ser combinadas entre si, desconsiderando-se a variável posição
(por exemplo: azul e branco é o mesmo que branco e azul) e sem
repetir cores (por exemplo azul com azul).
A análise formal da situação permite ao sujeito chegar
ao número de 16 combinações: as 4 fichas juntas,
3 cores de cada vez, 2 cores de cada vez, 1 cor de cada vez e nenhuma
combinação. Para a resolução da situação,
é necessário que o sujeito teste as possibilidades e que
planeje as combinações, eliminando quais já foram
realizadas. Se pensarmos em termos de idéias ao planejarmos um
texto, não teríamos que percorrer caminhos semelhantes?
A prova das relações entre superfícies e perímetros
permite investigar a capacidade de generalização que o sujeito
apresenta ao comparar e abstrair dados de duas situações
semelhantes. Na primeira situação da prova, um quadrado
é transformado em diferentes retângulos mediante a manipulação
de uma corda, de tal forma que a área vai se alterando, mas o perímetro
se mantém. Na segunda situação, utiliza-se pedaços
de madeira e a mesma transformação continua ocorrendo (um
quadrado em vários retângulos) porém, variando-se
o perímetro e permanecendo a área inalterada.
Vejamos a resposta da aluna (CLA, 27 anos) nas duas provas:
Combinatória: "Posso fazer essas combinações
(mexendo nas fichas) Azul, Amarelo e Verde/ Amarelo e Branco/ Azul e Branco/
Verde e Amarelo/ Azul, Verde, Amarelo e Branco/ Verde/Azul/Amarelo/Branco".
Quantas combinações você fez? "9". Você
poderia fazer mais alguma? "Não sei." Será que
existem outras combinações possíveis? "Existem,
mas eu não consigo". - Mexendo nas fichas, será que
você consegue? (Passa a mexer nas fichas, mas não encontra
novas combinações).
Superfícies e Perímetros: Na primeira situação,
CLA acredita que a área e o perímetro permanecem o mesmo
em todas as transformações, mesmo quando o retângulo
torna-se bastante fino deixando a área bem menor e explica: "Parece
que está menor, mas acho que é o mesmo tanto" sem conseguir
justificar seu raciocínio. Na segunda situação, mantém
o mesmo padrão de resposta, mesmo quando os fatos observáveis
deixam a resposta contraditória: "A área continua a
mesma, parece que aumenta o perímetro mas eu acho que continua
o mesmo tanto."
Ao ser solicitada a comparar as duas situações
CLA apenas as descreve longe de conseguir estabelecer uma relação
entre ambas ou mesmo a idéia de inversão de variáveis
nas situações.
A análise de trechos do texto de CLA aponta para
a dificuldade que a aluna apresenta em organizar suas idéias de
tal forma a apresentá-las coerentemente. Mesmo após a revisão
da sua escrita a aluna não percebe as incongruências e ausências
de trechos importantes que expressem adequadamente o seu pensamento. Vejamos
alguns trechos:
Surge as teorias críticas se baseava em uma estrutura,
um corpo hierarquizado partia do pressuposto do iluminismo. Uma teoria
que buscava conhecer o modelo que desse conta de tudo e bagunça
a noção de conhecimento, conseguiu reforçar mais
ainda a teoria tradicional. Logo em seguida surge as teorias pós-críticas
para questionar as críticas e as tradicionais.
Com o passar do tempo a visão de ciência
foi se transformando, e a concepção do conhecimento passa
a ser questionado. O conhecimento não é em si racional,
e dialoga com outras formas de conhecimento, passa a ser valorizado o
conhecimento do senso comum. Considera-se a contradição,
o ponto de vista, a mudança, e não deve ser visto por partes,
etapas.
Se considerarmos a prova da combinatória como
uma ótima oportunidade para avaliarmos as possibilidades do sujeito
em combinar diferentes variáveis, excluindo algumas e relacionando
outras até chegar à exaustão, observamos que CLA
não resolve o problema das fichas, o mesmo ocorrendo com seu texto
cujas idéias são combinadas de forma incompreensível:
"Uma teoria que buscava conhecer o modelo que desse conta de tudo
e bagunça a noção de conhecimento, conseguiu reforçar
mais ainda a teoria tradicional." Podemos perguntar: quem conseguiu
reforçar mais ainda a teoria tradicional? A teoria que buscava
conhecer o modelo? O conhecimento?
É interessante notar que mesmo após a revisão do
seu texto, a aluna não foi capaz de perceber que suas idéias
não estavam dispostas de forma clara, não procedendo à
reorganização do texto para eliminar aspectos confusos,
sem assumir o controle sobre o próprio processo de escrita (metacognição).
Na prova das superfícies e perímetros o aluno deve ser capaz
de relacionar os diferentes problemas colocados, chegando num nível
de abstração que permita compreender que as variáveis
em questão são as mesmas e que se alteram de forma inversa.
O segundo texto da aluna mostra bem essa dificuldade, além de evidenciar
que o planejamento não foi feito adequadamente.
De certa forma, portanto, podemos observar que as dificuldades apresentadas
nas situações de avaliação cognitiva, se repetem
no momento da produção de textos.
O papel da Psicopedagogia
A Psicopedagogia vem se constituindo num campo de estudos
e pesquisas bastante importante para a compreensão dos processos
de aprendizagem. O aumento no número de cursos e de formados nessa
área evidencia, cada vez mais, a necessidade de estudo contínuo
e aprofundado sobre as diversas dimensões que envolvem/influenciam
o aprender, bem como a realização e divulgação
de pesquisas.
O objeto de estudo da Psicopedagogia é a aprendizagem, e as pesquisas
nesse campo investigam fatores, patologias, processos etc. que interferem
na aprendizagem, assumindo um caráter multidisciplinar (BOSSA,
1994). Sua ação pode ser tanto remediativa como preventiva
embora, no nosso país, ainda vivenciemos a cultura da remediação,
ou seja, os psicopedagogos são procurados quando os problemas já
estão instalados e, frequentemente, o sujeito já carrega
consigo uma longa história de insucessos e fracassos.
Se vemos, por um lado, que muito se tem publicado a respeito dessas questões
em relação ao aluno do ensino infantil e fundamental, por
outro lado, o mesmo não se pode dizer do aluno das séries
mais avançadas, sobretudo o estudante universitário. Quais
as contribuições que a Psicopedagogia pode trazer para esse
aluno? O que devemos/podemos considerar como foco de pesquisa e ação
psicopedagógica para esse momento da escolarização?
A atuação psicopedagógica no ensino superior pode
ser de grande valia para o auxílio de estudantes que apresentam
problemas no seu processo de aprendizagem.
Um aspecto que precisamos considerar refere-se àqueles alunos que
ainda não construíram as estruturas formais. O que fazer
para que a integração de novas informações
aconteça quando as estruturas construídas deixam muito a
desejar?
É evidente que os grandes problemas, nesses casos, necessitariam
ter sido remediados no início da escolarização, lá
na educação infantil e no ensino fundamental, mas se não
foram, qual a ação possível da/na universidade? Infelizmente,
e é preciso admitir, esses alunos necessitam percorrer caminhos
não percorridos e vivenciar processos típicos de anos anteriores
de escolarização. A nosso ver, é por isso que algumas
instituições adotam programas de "nivelamento",
voltando a matérias e conteúdos básicos do ensino
médio e ensino fundamental. Tais programas têm o grande mérito
de auxiliar o aluno a reconhecer que houve falhas no processo e que ele
pode superá-las, todavia não se deve esquecer que o desenvolvimento
cognitivo necessita do avanço das sucessivas reequilibrações
do sistema individual e que não basta a transmissão de conteúdos,
mas é necessária também a compreensão destes
por parte dos alunos.
Portanto, é de fundamental importância avaliar os níveis
de conhecimento que possui o aluno adulto. Devemos verificar a existência
de organizações internas no indivíduo, que lhe permitam
integrar dados e informações cada vez mais complexas. As
carências estruturais do conhecimento devem ser identificadas e
supridas antes de iniciar o processo de ensino propriamente dito.
Para estas situações, sugerimos o acompanhamento psicopedagógico
que deve ocorrer num nível clínico, onde se permita uma
avaliação individual e um diagnóstico das possibilidades
e limites desse estudante, bem como uma intervenção no intuito
de possibilitar a esse estudante as ações sobre os objetos
do conhecimento não executas por ele anteriormente.
Evidentemente que o trabalho clínico, nesse caso, não pode
estar desvinculado de uma ação psicopedagógica institucional,
que auxilie os professores a compreenderem também estas questões
e a tornarem-se cúmplices e atuantes no processo de aprendizagem
desses alunos.
Cabe aos professores preocuparem-se com os instrumentos cognitivos que
favoreçam a conquista do novo equilíbrio e intervirem num
plano mais afetivo na intenção de facilitar a tolerância
ao desequilíbrio, ajudando o aprendiz a geri-la eficazmente; novamente
é o assessoramento do psicopedagogo que deve direcionar os docentes
a estarem atentos a estas questões. O papel do professor passa
a ser fundamental para que o aluno não negue simplesmente os desequilíbrios,
mas incorpore-os no seu sistema e tente resolvê-los, recorrendo
aos próprios mecanismos, tornando-se ao mesmo tempo, mais capaz.
Uma palavra também deve ser dita em relação a alunos
que possuem dificuldades de aprendizagem e que podem apresentar distúrbios
como dislexia, disgrafia, problemas no processamento da linguagem etc.
Esses alunos também podem se beneficiar do diagnóstico e
da intervenção psicopedagógicas que fornecerão
a oportunidade do auto-conhecimento e de compreender as melhores formas
de proceder nos momentos de aprendizagem.
Um outro aspecto que julgamos oportuno considerar refere-se ao fato de
que não são somente os alunos que têm dificuldades
de aprendizagem que podem fracassar, mas aqueles que são provenientes
de um modelo de ensino alienante e passivo também podem tornar-se
meros reprodutores dos conhecimentos transmitidos (PACHANE, 2001). Esses
alunos podem não exercitar o raciocínio formal no sentido
da reflexão abstrata que abre novas e cada vez maiores possibilidades
de adaptação. Assumindo um caráter passivo, o aluno
pode aprender a decorar, copiar, mas não a criar e transformar,
o que contribui pouco para favorecer o seu crescimento e a sua formação.
Sobre isso Lengendre nos diz:
... um ensino demasiado exclusivamente centrado na memorização
e na reprodução fiel daquilo que é ensinado, não
favoreceria de todo o desenvolvimento dos instrumentos de abstracção
próprios do pensamento formal. Com efeito, na medida em que o pensamento
se desenvolve precisamente através da sua utilização,
fonte de desequilíbrios e de reequilibrações, um
modo de aprendizagem passivo que não solicitasse a actividade do
sujeito, não favoreceria de todo a elaboração de
novos instrumentos cognitivos. (1998, p.191)
Nesse sentido, salientemos que quando o aluno já
atingiu o período formal e vem exercitando seus instrumentos intelectuais
conforme essa forma de raciocínio exige, mesmo que a interação
com o meio diminua, o próprio sistema pode gerar desequilíbrios,
colocando e recolocando problemas e desafios para esse sujeito. Isso envolve
o pensar sobre o pensar, e é o que deveríamos pretender
para nossos alunos do ensino superior, o controle e domínio sobre
a própria aprendizagem e a busca constante por novos e melhores
equilíbrios.
Em relação ao trabalho com textos, as intervenções
psicopedagógicas podem/devem atuar nos processos cognitivos mencionados
no presente trabalho, tais como o planejamento e a revisão, orientando
e auxiliando o aluno no controle e domínio do próprio processo
de aprendizagem da escrita.
Considerações Finais
Os resultados apresentados aqui são iniciais e
de forma alguma pretendemos assumir posições unilaterais.
Todavia, acreditamos que o trabalho com um número significativo
de sujeitos pode nos fornecer dados interessantes. É claro que
não estamos desconsiderando aqui que as dificuldades na escrita
necessitam ser compreendidas também no contexto mais amplo da aprendizagem
da língua. "Nessa aprendizagem [...] incidem muitos fatores
(psicológicos, cognitivos, emocionais e sociais), que, por sua
vez, mantêm relações entre si." (MATA, 2003,
p.38).
Apesar de assumirmos a hipótese piagetiana de que a aprendizagem
está subordinada ao desenvolvimento e de que, portanto, seria necessária
a existência de instrumentos cognitivos para uma escrita bem sucedida,
não estamos desconsiderando que as pesquisas nesse campo ainda
não confirmaram se as deficiências lingüísticas
são decorrência ou causa de deficiências em habilidades
cognitivas, o que torna o presente estudo bastante relevante.
Nossos dados iniciais são úteis para alguns alertas. Atualmente,
vemos grande ênfase em estudos sobre técnicas e procedimentos
pedagógicos voltados para uma melhor atuação docente
no ensino superior. A nosso ver, estes instrumentos são interessantes
na medida em que se relacionam com o que buscamos tratar nesse artigo,
tornando-se meios e não fins. Não seria útil buscar
dicas e instruções sobre o fazer docente sem antes se considerar
o pensamento do discente. Assim, os mestres precisam conhecer como seus
alunos aprendem, como assimilam as informações a fim de
poderem, a partir desse conhecimento, direcionar sua prática pedagógica.
Vale ressaltar novamente, como dissemos anteriormente, que a democratização
do ensino perpassa não somente pela garantia do acesso, mas também
pela garantia da permanência. Se o aluno "arrasta-se"
pelos anos universitários sem compreender e usufruir do que os
estudos podem lhe proporcionar, não há democratização,
pois a permanência nesses casos não é com qualidade.
A universidade não cumpre seu papel social quando não inclui
todos e perpetua a segregação que começa muitas vezes
nos primórdios da escolarização. Diante de um quadro
desses como podemos exigir que estes alunos sejam bons profissionais?
A Psicopedagogia, no caminho da compreensão dos processos de aprendizagem
tem muito a contribuir não somente para os alunos individualmente,
mas ao corpo docente. As Instituições de Ensino Superior
devem estar preparadas para a criação de núcleos/laboratórios
ou espaços afins em que os alunos possam buscar as orientações
psicopedagógicas. Esses espaços devem estar também
vinculados às ações dos docentes, no intuito de orientá-los
a partir da descoberta e compreensão do que vem ocorrendo com os
discentes.
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