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V ENCONTRO SOBRE LEITURA
E ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

COORDENAÇÃO:
Lúcia Peixoto Cherem (UFPR)


Por uma legião menos estrangeira

A língua estrangeira, em momentos de crise, como conflitos, guerras, ocupações ou invasões, pode chegar até uma criança de várias formas. Essa língua estranha pode ser a língua do soldado que domina o país, mas também pode ser a do soldado que tem a função de amenizar, de alguma maneira, o trauma da guerra, vindo em missão de paz. O idioma estrangeiro pode chegar através de médicos e enfermeiras que precisam cuidar das pessoas feridas, pode vir também através dos fotógrafos e jornalistas que vêm buscar informações sobre os conflitos, sejam eles internacionais ou nacionais.

A criança, durante o conflito, pode ainda ser levada a um país estrangeiro onde enfrentará um choque cultural, além do choque da guerra já vivido.

A estranheza sempre assusta, mas rapidamente aprendemos a nos adaptar a ela.
E quando a língua estrangeira é estrangeira na luta do dia-a-dia, na conquista cotidiana da própria identidade? E como é pertencer a uma colônia de imigrantes quando se vive num país como o Brasil? Esse será o primeiro dos cinco eixos das discussões do V Encontro sobre Leitura e Ensino de Língua Estrangeira.

Também nos momentos de crise, o que pode preencher o vazio da vida de uma criança é ter ao alcance das mãos um objeto qualquer: uma lata, uma boneca de pano, um livro, mesmo rasgado. O tema da poesia vinculado ao ensino da língua estrangeira será o segundo eixo das nossas discussões. A palavra também é libertadora quando se brinca com ela.

Num terceiro momento, haverá uma demonstração de como a tecnologia pode estar a serviço do ensino da leitura através de programas de computador bem estruturados e que podem servir para o ensino da leitura em geral, independentemente da língua em que ele foi elaborado, desde que se façam as adaptações necessárias.

Em quarto lugar, discutiremos as políticas de capacitação de professores no ensino público e de alguns estados brasileiros em particular, problematizando a presença de grupos estrangeiros no processo de formação daqueles profissionais.
Por último, propomos uma revisão histórica e metodológica do ensino da leitura praticado nas universidades latino-americanas a partir dos anos 80 e conhecido como “instrumental”. O que foi e o que restou desse ensino da leitura do texto acadêmico em nosso meio universitário?

A presença estrangeira é sempre muito forte na metodologia e na filosofia do ensino das línguas estrangeiras. É preciso que estejamos sempre atentos para não importar idéias pouco produtivas e que estejam a serviço de alguma forma de dominação. E isso só pode ser feito através do diálogo, tanto entre culturas de diferentes países, como entre as culturas dos diferentes estratos sociais de um país imenso e injusto como o nosso.

E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo além do português, me fazem menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa. (Lya Luft)

No universo infantil, para mim uma condição fundamental para que o educador trabalhe com eficácia – no bom sentido que a palavra deve ter – é exatamente o respeito a essa identidade cultural das crianças que, como disse, têm um corte de classe. E o respeito a essa identidade, sem o qual o esforço do educador fraqueja, tem que ver com essa leitura que a criança faz do mundo e com a qual ela chega à escola. (Paulo Freire)


V ENCONTRO SOBRE LEITURA E ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

• A PRESENÇA DA CULTURA NO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA
Luciana Souza de Oliveira - Universidade do Planalto Catarinense - Uniplac
Ana Maria Pargana Bröring - orientadora

• ATUAÇÃO PEDAGÓGICA DO ALUNO EGRESSO DO CURSO DE LETRAS / HABILITAÇÃO EM LÍNGUA ESPANHOLA DA UPF
Tânia Mara Goellner Keller
Rosane Innig Zimmermann

• CONFRONTO DISCURSIVO E INTERCULTURAL NA LEITURA EM LÍNGUA ESTRANGEIRA: O CASO DE UNIVERSITÁRIOS AMERICANOS LENDO TEXTOS EM PORTUGUÊS SOBRE A HISTÓRIA DO BRASIL.
Ana Clotilde Thomé-Williams – University of Illinois at Urbana-Champaign (UIUC
)

• CONTOS INFANTIS: UMA PROPOSTA PARA O ENSINO DO ESPANHOL COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA NOS CICLOS DE FORMAÇÃO HUMANA
Marilda Pinheiro Costa - Secretaria Municipal de Educação de Goiânia- SME-GO

• ENSINO-APRENDIZAGEM DE ESPANHOL LÍNGUA ESTRANGEIRA: SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO
Silvia Aurora Poblete Castro - Centro de ensino de línguas (CEL) - UNICAMP

• INCENTIVO À LEITURA DE LIVROS ESCRITOS EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Julia Aparecida Paiffer Felter - Universidade de Sorocaba (UNISO)

• INGLÊS INSTRUMENTAL – UM INSTRUMENTO EFICIENTE NO EXAME VESTIBULAR
Cleia Ferreira Vasconcelos Campos - Centro Federal de Educação Tecnológica–Goiás (CEFET-GO)

• LEITURA DE TEXTOS TÉCNICOS EM UMA SEGUNDA LÍNGUA
Suely Barros Bernardino da Silva - Universidade do Estado do Amazonas -UEA

• LEITURA EM LÍNGUA INGLESA: A FORMAÇÃO DO PROFESSOR-LEITOR EM INVESTIGAÇÃO
Daniela de David Araújo

• LÍNGUA INGLESA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA ANÁLISE ATRAVÉS DE DIÁRIOS
Paula Cristina Ameko- Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigüi (FATEB)

• O BILINGÜISMO NO PROCESSO IMIGRATÓRIO
Paulo Tadeu Morais - Secretaria de Estado da Educação do Estado de São Paulo – SEE/SP; Centro Universitário Nove de Julho - UNINOVE

• O CASO DREYFUS: UM PARÁGRAFO DE HISTÓRIA NOS TEXTOS “J’ACCUSE”, DE ÉMILE ZOLA E “L’ÎLE DES PINGOUINS”, DE ANATOLE FRANCE
Denise FRAGA (UNESP- IBILCE)

• O ENSINO DA COMPREENSÃO ORAL: ESPECIFICIDADES DESAFIOS E SOLUÇÕES
Nathalie Dessartre - UFPR

• O LÚDICO E SUA RELAÇÃO COM O ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA PARA CRIANÇAS
Júlia Pereira Damasceno de Moraes - Universidade do Planalto Catarinense - Uniplac

• RELAÇÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA NO ENSINO/APRENDIZAGEM DE LE NA ESCOLA
Angela Luisa Santos - Universidade Federal do Paraná UFPR

• VISÕES DE ALUNOS FORTES E FRACOS SOBRE PEER RESPONSE EM CURSO DE LÍNGUA INGLESA
Isabela Lima Santos de Vasconcelos - Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
Associação Cultural Brasil-Estados Unidos (ACBEU)


 
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