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IV
SEMINÁRIO SOBRE LEITURA
COORDENAÇÃO:
DA
INTERDIÇÃO À AUTORIZAÇÃO DA ESCRITA Tal preocupação deve-se ao fato de que, por mais que se apregoe a idéia de ensino, pesquisa e extensão, verifica-se que nem sempre o ensino desencadeia a produção, seja escrita ou de outra natureza. Inclusive, pouca ênfase é dada, mesmo nas avaliações institucionais, aos objetos culturais produzidos no âmbito da universidade. Em geral, os sistemas de avaliação levam em consideração dados estatísticos da produção acadêmica, não apresentando em seu interior instrumentos que possam produzir indicações sobre esta produção. Nas discussões
realizadas ao longo da realização dos três Seminários
e no Fórum Acadêmico de Letras - FALE, ambos liderados pela
Associação Nacional de Pesquisa na Graduação
em Letras - ANPGL, alguns fatores já foram identificados como razões
para a inexistência de avaliações que considerem a
análise da produção em si. Dentre estes fatores merece
destaque o fato de não ser um critério para avaliação
dos cursos de graduação a realização de pesquisa
neste nível da formação e, em decorrência,
a produção apresentada pelos estudantes. Ao longo de suas versões, os Seminários, que têm congregado pesquisadores de todo o país, geraram desdobramentos importantes. Dentre eles, destaca-se a participação dos coordenadores na formação do Grupo de Pesquisa Escritura, Texto & Criação (ET&C), registado no CNPq desde 2002, que se propõe a investigar processos de escritura nas relações entre sujeito, língua e sentido, delinear procedimentos de coleta e análise que permeiem a questão da subjetividade e a detecção da criação, documentá-los e elaborar materiais voltados para a constituição destes processos. No interior deste grupo, os dois coordenadores do Seminário vêm conduzindo a linha de pesquisa A singularidade na produção de conhecimento sobre o ensino de Língua Portuguesa, que, por sua vez, visa descrever os processos de apropriação e criação de conhecimento por professores em formação, tomando como objeto de análise redações, relatos de experiência, dissertações, teses, livros, etc. produzidos por eles. O objetivo central desta linha de pesquisa é investigar as relações expressas nestas produções entre o sujeito e os textos acadêmicos, numa tentativa de localizar os traços que indiquem a singularidade e os processos de autoria. Dados estes aspectos preliminares, concluímos que refletir sobre a leitura e produção no ensino superior passa pela necessidade de tematizar o advento de uma passagem que vem se tornando cada vez mais rara: o momento em que um sujeito abandona sua dificuldade para escrever palavras que lhe sejam próprias e se autoriza a iniciar e a sustentar uma produção. O tema geral do COLE propõe a discussão que passa pelo silenciamento das novas gerações causado por ruídos que elas não produziram. No caso da Universidade, a excessiva reprodução de palavras gastas, entre elas a da própria crítica, nem sempre produtiva, funciona como um silenciador da dimensão da criação. Frente a isso, este Seminário interroga: Que respostas a Universidade de hoje, rompendo com este ciclo sintomático, poderá deixar para as crianças que se interrogam sobre a o sentido de ler e escrever na escola? Em 2005, na quarta versão do Seminário, tematizaremos uma importante e rara passagem que estamos nomeando como Da interdição à autorização da escrita. Para as discussões a serem levadas a cabo este ano, interessa-nos partir de uma descrição mais acurada de uma forma bastante contemporânea da inibição para escrever que consiste numa curiosa compulsão para aderir às palavras do outro em detrimento das próprias, seja sob a forma de plágio, paráfrase, excesso de citações, ou mesmo, por uma incapacidade de formular outro tipo de questões que não aquelas que visam exclusivamente comprovar o que já está dito em uma dada teoria. Inserido no tema geral do COLE, que propõe a discussão que passa pelo silenciamento das novas gerações causado por ruídos que elas não produziram, neste IV Seminário visamos, portanto, analisar os dispositivos que podem levar um sujeito a se autorizar e a iniciar e a sustentar uma produção. Ao nosso ver, esta empreitada se justifica uma vez que a excessiva reprodução de palavras gastas, entre elas a da própria crítica – que, muitas vezes, consistindo-se apenas numa opinião pessoal expressa no gênero discurso científico – funciona como um silenciador da dimensão da criação e colabora para esta impressão que, desde o raiar do século XXI, tem sido publicada em letras de forma nos mais variados suportes, assinados pelos mais diferentes tipos de autores: "nunca se pensou tão pouco". Frente a isso, assumindo plenamente a dimensão formadora que deve ter uma Universidade, este seminário interroga o Ensino Superior no sentido de tentar formular respostas que possam romper com este ciclo sintomático e encontrar dispositivos que permitam construir uma educação condizente para estas nossas crianças mutantes que, não tendo mais o saber como centro organizador de sua existência, se interrogam sobre a o sentido de ler e escrever na escola, já que, muitas vezes, não lhe atribuem nenhum.
• A CONSTRUÇÃO DO DISCURSO RETÓRICO DE EGRESSOS
DE LETRAS • A CONSTRUÇÃO
IDENTITÁRIA DE FUTUROS PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA • A
ESPECIFICIDADE DOS RELATÓRIOS DE ESTÁGIO DE ALUNOS DE LICENCIATURA
EM LETRAS • A
IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA APRENDIZAGEM DOS DOCENTES • A
LEITURA AINDA PERTENCE A NÓS? E O QUE DIZER DELA... • A
LEITURA DE TEXTOS ACADÊMICOS COMO DADOS DE ANÁLISE: O CASO
DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA SOBRE RPG • A
LEITURA DO ESTUDANTE DE ODONTOLOGIA: TRAJETÓRIAS EM FORMAÇÃO • A
LEITURA E A ESCRITA: ATIVIDADES QUE CAMINHAM JUNTAS NA PRODUÇÃO
TEXTUAL • A
LEITURA E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR • A
PRÁTICA DA INVESTIGAÇÃO PEDAGÓGICA COMO FATOR
DE ELEVAÇÃO DO NÍVEL DE LETRAMENTO DE ALUNOS DO CURSO
DE PEDAGOGIA • A
PRODUÇÃO DE RELATÓRIOS E ARTIGOS NUM CURSO DE LICENCIATURA:
IMPLICAÇÕES NA FORMAÇÃO DO FUTURO PROFESSOR • A
SITUAÇÃO DA PRODUÇÃO SOBRE A ESCRITA E SEU
ENSINO NA FEUSP E FFLCH/USP NA ÚLTIMA DÉCADA • APRENDER
E ENSINAR COM TEXTOS: CONCEPÇÕES DOS ESTUDANTES DE UM CURSO
DE LETRAS • ARGUMENTAÇÃO
E AUTORIA: O SILENCIAMENTO DO DIZER • AS
CONCEPÇÕES DE LÍNGUA/TEXTO/LEITURA EMERGENTES DE
PRODUÇÕES ESCRITAS DE ALUNOS DE GRADUAÇÃO •
AS IMPLICAÇÕES DO ATO DA LEITURA NA VIDA DE UM ACADÊMICO:
PROBLEMAS NA FORMAÇÃO E OS VÁRIOS NÍVEIS DE
LEITURA • ASPECTOS
SINTÁTICOS NA COMPREENSÃO DE TEXTOS CIENTÍFICOS • ATOS
DE LEITURA: LEITORES EM CENA • CARACTERÍSTICAS
ESTRUTURAIS DO TEXTO ACADÊMICO EM PEDAGOGIA • COMO
SE CONSTITUI A AULA ENQUANTO GÊNERO DISCURSIVO • DIÁLOGOS
EM PSICOLOGIA: UM PERCURSO DE TRABALHO COM A LINGUAGEM • DIFICULDADES
DE LEITURA E ESCRITA EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: CONTRIBUIÇÕES
DA PSICOPEDAGOGIA • DO
IMBRICAMENTO DE VOZES NO DISCURSO DE SALA DE AULA • ENTRE
CÂNONES E TEORIAS: CONSIDERAÇÕES SOBRE A FORMAÇÃO
DE LEITORES NOS CURSOS DE LETRAS • ESCRITOS
SOBRE UM PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA: O QUE DIZEM AS
VOZES DOS PROFESSORES? • FORMAS
DE APRENDER E DE ESTUDAR DE ESTUDANTE DE PEDAGOGIA DE UMA UNIVERSIDADE
PÚBLICA • GÊNEROS
DISCURSIVOS: CONSTRUINDO SABERES, DIVULGANDO CIÊNCIA • HABILIDADES
GERAIS DE LEITURA DE ALUNOS CALOUROS: UM ESTUDO DIAGNÓSTICO •
LEITURA COM O USO DE SUPORTE VIRTUAL: DESAFIO PARA O ALUNO DE GRADUAÇÃO
A DISTÂNCIA • LEITURA
E ESCRITA ACADÊMICA • LEITURA
E PRODUÇÃO TEXTUAL: UMA NOVA PROPOSTA METODOLÓGICA • LEITURA
SIGNIFICATIVA: UM PROCESSO SOCIAL DE APRENDIZAGEM EM EDUCAÇÃO
A DISTÂNCIA • LEITURA,
SAÚDE, FORMAÇÃO: PARTILHANDO APRENDIZAGENS • LEITURA:
ESPAÇO DE AUTOCONHECIMENTO DO ALUNO-LEITOR • LEITURA:
PRESSUPOSTOS DE UM PROJETO E RESPOSTA A UMA PROFESSORA QUE PEDE SOCORRO • LETRAS
E DIREITO: UMA LIGAÇÃO ATRAVÉS DA COERÊNCIA
TEXTUAL • LINGUAGEM
EM TEXTOS DIDÁTICOS DE CITOLOGIA: INVESTIGANDO O USO DE ANALOGIAS • MATEMÁTICA:
UM MEIO DE COMUNICAÇÃO • METÁFORA,
FORMAÇÃO DOCENTE E ENSINO DA ESCRITA • O
ETHOS NA CONSTRUÇÃO DO DISCURSO PEDAGÓGICO • O
SIGNIFICADO DA LEITURA E DA ESCRITA NA FORMAÇÃO DO PSICANALISTA • O
USO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO PELO PROFESSOR UNIVERSITÁRIO:
LIMITES E PERSPECTIVAS • POLÍTICAS
NACIONAIS ATUAIS PARA A PRODUÇÃO CIENTÍFICA NA PÓS-GRADUAÇÃO
EM EDUCAÇÃO E SEUS EFEITOS NA ESCRITA E AUTORIA DE INVESTIGADORES
E PESQUISADORES EM FORMAÇÃO • PRÁTICAS
DE LEITURA DE ALUNOS UNIVERSITÁRIOS: FONTES E ESTRATÉGIAS
• PRÉ-DOCÊNCIA,
ESCRITURAS E LEITURAS: OS CADERNOS DE MONITORIA DA FACULDADE DE EDUCAÇÃO
DA UFF • PRODUÇÃO
CIENTÍFICA NA GRADUAÇÃO DE DIREITO E LETRAS • PRODUÇÃO
TEXTUAL NO CURSO DE LETRAS: UM COMPARATIVO ENTRE AS PROPOSTAS DA DISCIPLINA
E A PREPARAÇÃO DOS DISCENTES PARA O MERCADO DE TRABALHO •
PROJETO DE LEITURA - PROGRAMA DE LEITURA SILENCIOSA CONTINUADA • PROJETOS:
UMA ALTERNATIVA PARA A FORMAÇÃO DO PROFESSOR E/OU LEITOR? • REPRESENTAÇÕES
DO PROFESSOR DE LITERATURA EM UM DISCURSO ACADÊMICO: O JOGO POLIFÔNICO • SALA
DE AULA: LOCAL DE PERSUADIR OU CONVENCER? • UM
ESTUDO DAS CONCEPÇÕES E DAS DECISÕES AVALIATIVAS
E SUA COERÊNCIA COM O PROJETO POLÍTICO- PEDAGÓGICO:
CURSO DE PEDAGOGIA DA ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DOM BOSCO • UM
RETRATO DO ETHOS CULTURAL MASCULINO NA MÚSICA POPULAR •
UMA EXPERIÊNCIA INTERDISCIPLINAR COM O USO DE PARADIDÁTICOS
NO CURSO DE PEDAGOGIA • VIVÊNCIAS
DE LEITURA E DE ESCRITA NO CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL |
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