SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 1
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 12
TÍTULO: NEGOCIANDO SENTIDOS, IDÉIAS E SIGNIFICADOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA)
AUTOR(ES): ADRIANA APARECIDA MOLINA GOMES
RESUMO: Esta comunicação é um recorte de uma pesquisa de doutorado que vem sendo realizada em turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede pública de Louveira/SP. Centra-se num contexto de realização de resolução de problemasnas aulas de matemática, cujos objetivos são: (1) analisar como as diferentes linguagens presentes no discurso da professora e dos alunos da EJA são mobilizadas e (re)criadas nas aulas de matemática; (2) verificar como as diferentes linguagens contribuem para o processo de apropriação e constituição do conhecimento matemático. Têm-se como questões centrais: (1) como se dá e se configura a comunicação de idéias, as (inter)rel(ações), a mobilização e a produção de saberes entre os sujeitos em uma prática social escolarizada de aula de matemática em contextos de aulas com tarefas exploratório-investigativas? (2) como as diferentes linguagens e o discurso nas aulas de matemática contribuem para a apropriação de conhecimentos matemáticos (ou não)? Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa cujos instrumentos utilizados são: produções orais e escritas dos alunos; entrevistas com alguns sujeitos; algumas videogravações e audiogravações de discussões em sala de aula; o diário e notas de campo da professora-pesquisadora. Para análise dos dados pretendemos realizar a triangulação de instrumentos e o levantamento de categorias de análise. A pesquisa encontra-se em andamento; busca-se refinar o referencial teórico, bem como realizar alguns ensaios de análise do material coletado. O recorte aqui apresentado refere-se à análise de momento de interação em sala de aula, num texto tecido entre as falas de autores vinculados à perspectiva histórico-cultural e as dos alunos protagonistas da pesquisa.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA), MOMENTOS DE INTERAÇÃO, NEGOCIAÇÃO DE SENTIDOS E SIGNIFICADOS
TÍTULO: SABERES PRÉVIOS E A HETEROGENEIDADE “AGITANDO” A AULA DE MATEMÁTICA
AUTOR(ES): ADRIANA CORREIA ALMEIDA
RESUMO: A experiência relatada refere-se a uma proposta de trabalho que emergiu da minha vivência e prática em sala de aula, na qual observei as diferenças entre os alunos no que diz respeito aos seus níveis de conhecimento em relação à Matemática e aos seus graus de participação nas aulas. Essas diferenças se traduziam em reações diversas por parte dos alunos frente a minha prática que, muitas vezes, eu acabava por interpretar como situações de sucesso ou fracasso escolar. A partir da reflexão de situações ocorridas nos encontros de atendimento extra-classe com alguns alunos de baixo desempenho escolar, percebi que a incorporação de parte das demandas desses alunos com relação à Matemática e possibilitando que trouxessem para a sala de aula seus conhecimentos e vivências prévias ligados a esta disciplina e os compartilhassem com os colegas, proporcionava um aumento do interesse e participação desses nas aulas e também melhorias no seu desempenho. Além disso, as atividades desenvolvidas com este grupo de atendimento chamaram a atenção dos demais alunos da turma, que passaram a reivindicar práticas semelhantes em sala. Dessa forma aqueles que participavam dos encontros de atendimento puderam mostrar e compartilhar com os colegas seus novos conhecimentos. As reflexões produzidas a partir da implantação de uma nova dinâmica de aula motivaram-me a pesquisar sobre as contribuições que uma proposta de trabalho que contemplasse a heterogeneidade e os saberes prévios dos aprendizes, sem a pretensão de substituir as aulas expositivas ou outra metodologia de trabalho, poderia propiciar ao ensino desta disciplina. Para tanto, está em andamento uma pesquisa de doutorado, na Faculdade de Educação da UNICAMP, sob a orientação do Prof. Dr. Dario Fiorentini, na qual pretendo trabalhar com uma turma de alunos que cursa o 6º ano de uma escola pública da Rede Municipal de Campinas, pautando-me nesta proposta de compartilhamento de saberes.
PALAVRAS-CHAVE: HETEROGENEIDADE, MATEMÁTICA, SABERES PRÉVIOS

TÍTULO: LINGUAGEM E CONHECIMENTO GEOMÉTRICO EM INTERACÕES NO AMBIENTE VIRTUAL NA EAD
AUTOR(ES): ALBERTO LUIZ PEREIRA DA COSTA, REGINA MARIA PAVANELLO
RESUMO: O trabalho pretende analisar um processo de ensino e aprendizagem na EAD e as possibilidades e limitações de um curso que tem no tutor um papel central: atender os alunos em suas necessidades em relação à construção do seu conhecimento, no caso os referentes à geometria. Como esses tutores nem sempre são especialistas na área de Matemática e quando o são nem sempre têm uma visão mais aprofundada sobre o processo de ensino e aprendizagem nas séries iniciais, terão, possivelmente, dificuldades para acompanhar o processo de aprendizagem dos cursistas. Assim, o objetivo da investigação consiste em analisar a interação realizada via internet entre o docente universitário responsável pelo módulo de geometria do curso Normal Superior da UEM e os tutores responsáveis pelo acompanhamento dos cursistas. Pretendemos analisar especificamente as dificuldades de uma interação tendo como objeto ao conhecimento geométrico dever ser realizada em ambiente virtual. Isto porque, a comunicação sobre fatos, conceitos e atividades repousa não somente na compreensão da língua, mas da linguagem e da representação matemáticas, o que acrescente outros tipos de dificuldade. Embora a pesquisa esteja em andamento e os dados coletados ainda sendo analisados, já se podem perceber algumas dificuldades que os tutores encontram nesta comunicação virtual com o docente universitário para sanar suas dúvidas em relação aos conteúdos de ensino.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, ENSINO A DISTÂNCIA, INTERAÇÃO VIRTUAL

TÍTULO: SIGNIFICAÇÕES SOBRE A UTILIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA DO ENSINO MÉDIO
AUTOR(ES): ALCINA MARIA TESTA BRAZ DA SILVA, DAUCY MONTEIRO DE SOUZA
RESUMO: O estudo reflete sobre a utilização das tecnologias na prática pedagógica do professor de Matemática e a sua articulação com a produção de conhecimento na escola. A questão que permeou a pesquisa foi: Como é possível o professor articular o uso das tecnologias no processo de ensino aprendizagem com uma abordagem que produza novos conhecimentos e significações para sua própria prática pedagógica? A abordagem construtivista é o tecido principal na investigação das relações entre o uso das tecnologias e a cognição humana durante o processo de ensino-aprendizagem. Este estudo teve origem na monografia de especialização em Educação Matemática intitulada “As Tecnologias da Informação e da Comunicação na prática pedagógica do professor de Matemática: em busca de significações”, defendida em 2007 por Valdelir Antunes dos Santos e orientada pelas autoras. O aporte teórico está em Moran (2001), a partir da compreensão dos desafios que são apresentados aos professores na sociedade contemporânea, e em Sobral (1999), tendo por base o construtivismo como intermediador da construção de significados e interpretações de mundo e da compreensão dos aspectos sobre a escola inovadora que utiliza a Internet como recurso pedagógico. O estudo foi qualitativo e realizou-se em escolas estaduais do Estado do Rio de Janeiro, com entrevistas abertas aplicadas em 3 professores de duas escolas no município do Rio de Janeiro, 5 professores em quatro escolas na cidade de São Gonçalo e 6 professores em cinco escolas da cidade de Niterói, totalizando 11 escolas e 14 professores. A escolha das categorias de análise foi realizada por meio da análise categorial temática de Bardin (2000). Os resultados apontam para a utilização da Internet como principal ferramenta na construção e atualização de conhecimentos e na significação dos saberes do cotidiano escolar.
PALAVRAS-CHAVE: TECNOLOGIA, PRÁTICA PEDAGÓGICA, ENSINO – APRENDIZAGEM

TÍTULO: OS PROFESSORES DE MATEMÁTICA E A INTERPRETAÇÃO DOS (CON)TEXTOS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS
AUTOR(ES): AMANDA APARECIDA DE OLIVEIRA FERNANDES MATHEUS, ADAIR MENDES NACARATO
RESUMO: Este trabalho é um recorte de uma dissertação de mestrado que teve como foco a constituição da identidade do professor de matemática e sua constituição frente às políticas públicas. Com uma abordagem qualitativa procurou-se discutir de que maneira o professor nos últimos anos vem convivendo com uma série de políticas públicas como: parâmetros curriculares, avaliações externas, livros didáticos, regime de progressão continuada, dentre outros; tendo como objetivo analisar até que ponto as falas do professor sofrem a influência dos discursos públicos educacionais. Para tanto, analisamos as respostas dadas por 19 professores de matemática a um questionário que focou os Parâmetros Curriculares Nacionais, as avaliações externas, os livros didáticos e o regime de progressão continuada implantado no Estado de São Paulo. Além dos questionários, foram realizadas entrevistas com 8 professores com a intenção de aprofundar a discussão sobre as opiniões expressas pelos questionários. A análise do material evidenciou que, apesar de os professores fazerem referências aos PCN, o livro didático tem maior influência na organização dos conteúdos a serem trabalhados. Identificamos que não se trata do livro didático enviado pelo PNLD, mas aquele que o professor entende ser mais próximo de suas concepções sobre ensino de Matemática que são utilizados por ele em suas aulas; os professores interpretam que o regime de progressão continuada da forma como implantado no Estado de São Paulo interfere muito em seu trabalho. Esses professores não revelam ter consciência sobre o controle do trabalho docente decorrente dessas políticas públicas.
PALAVRAS-CHAVE: IDENTIDADE PROFISSIONAL, PROFESSOR DE MATEMÁTICA, POLÍTICAS PÚBLICAS

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 2
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 12
TÍTULO: REFLEXÕES E APONTAMENTOS SOBRE A PRESENÇA DA GEOMETRIA EM CURSOS DE PEDAGOGIA
AUTOR(ES): ANA ELISA CRONÉIS ZAMBON, MARIA RAQUEL MIOTTO MORELATTI
RESUMO: Um dos saberes necessários aos futuros professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental é o conhecimento dos conceitos geométricos. Neste trabalho refletimos sobre a presença da Geometria em cursos de Pedagogia, apresentando os resultados preliminares de uma pesquisa de Mestrado, em desenvolvimento junto ao Programa de Pós-graduação em Educação da FCT/UNESP, que investiga a presença da Geometria e as abordagens pedagógicas utilizadas para desenvolver conceitos geométricos nos cursos de Pedagogia da região de Presidente Prudente. Partirmos do mapeamento dos cursos de Pedagogia da região delimitada; analisamos as grades curriculares dos cursos identificados, as ementas e os programas de ensino das disciplinas relacionadas ao ensino de Matemática, buscando identificar indícios sobre a presença da Geometria. Para dar suporte às discussões sobre saberes docentes, sobretudo àqueles adquiridos anteriormente à prática, nos fundamentamos nas idéias de Shulman que, buscando romper com a dicotomia entre “o que ensinar” e o “como ensinar” e, ainda, recuperar as pesquisas sobre o ensino de conteúdos, nos propõe um modelo para a pesquisa sobre o ensino apresentado em três categorias de conhecimento que orientam a formação teórica docente: conhecimento da matéria (conhecimento do conteúdo), conhecimento pedagógico (conhecimento pedagógico do conteúdo) e conhecimento curricular. Por fim, como base nos apontamentos de Curi e Nacarato, discutimos a ênfase dada pelos cursos de Pedagogia ao “como” e “por que” ensinar Matemática em detrimento ao “o que ensinar”, sobretudo no que se refere a Geometria.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES, ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL, ENSINO E APRENDIZAGEM DE GEOMETRIA

TÍTULO: “EU NÃO CONSIGO ME VER COMO PROFESSORA DE LEITURA”: DISCURSOS SOBRE LEITURA ENTRE PROFESSORES DE MATEMÁTICA DO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): ANA MARIA GOMES DE ALMEIDA
RESUMO: Atendendo ao objetivo do 17º COLE de “divulgar a história do evento em um espaço de discussão do seu itinerário no cenário cultural e educacional do Brasil e de reflexão e construção de novos caminhos de atuação e parcerias na luta pela democratização”, este trabalho pretende revisitar algumas das questões contempladas no 14º COLE e publicadas em livro (NACARATO & LOPES, 2005) sobre o papel da leitura na educação matemática. Para isso, apresenta resultados parciais de pesquisa em andamento que tem como objetivo conhecer os sentidos que professores de diferentes componentes curriculares do 6º ano do ensino fundamental em duas escolas municipais em Teresópolis, RJ, atribuem à leitura, enfocando, neste caso, os professores de matemática. Partindo da premissa de que trabalhar a leitura diz respeito à escola e não a um determinado segmento dessa instituição (KLEIMAN, 2002; NEVES et al, 2006; AZEREDO, 2007; SILVA, 2007), especificamente, este trabalho, referenciado no discurso dos professores registrado em quatro entrevistas coletivas, tenciona mostrar a relação entre os sentidos atribuídos por eles à leitura na escola e o que eles dizem a respeito das suas práticas de leitura na escola. Pretende contribuir para a discussão do papel da leitura na escola, em especial nas séries finais do ensino fundamental, bem como para a formação inicial e continuada desse segmento.
PALAVRAS-CHAVE: SENTIDOS DE LEITURA, PRÁTICAS DE LEITURA NA ESCOLA, EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

TÍTULO: PARADIDÁTICOS NAS AULAS DE MATEMÁTICA: A APROPRIAÇÃO DE CONHECIMENTO DE ALUNOS DA 4ª SÉRIE
AUTOR(ES): ANA PAULA GESTOSO DE SOUZA
RESUMO: Neste estudo enfatizo que a articulação entre literatura infantil e matemática pode possibilitar a criação de situações de ensino e de aprendizagem que permitem explorar a relação de complementaridade existente entre a língua materna e a matemática, oferecendo situações que mostrem ao aluno a importância e utilidade da linguagem e simbolismo matemático, bem como mostrando o uso apropriado desses símbolos e da terminologia matemática. Permite também o desenvolvimento da “comunicação matemática”, propiciando que o aluno compreenda a linguagem matemática. Nesse cenário, busquei investigar de que maneiras os alunos da 4ª série do Ensino Fundamental (E.F.) em um contexto de ensino e aprendizagem que conecte literatura e matemática se apropriam dos conteúdos escolares. Para tanto desenvolvi uma sequência didática em uma sala de 4ª série do E. F. que articulou matemática e literatura infantil a partir do paradidático “Doces Frações”, sendo que os conteúdos matemáticos abordados foram: a noção de fração enquanto subconstruto parte-todo, comparação e equivalência de frações. Durante o desenvolvimento da sequência didática, constatei que os estudantes elaboraram hipóteses, estratégias e interagiram com as narrativas, construindo conhecimento, estabelecendo uma relação de interioridade com os saberes abordados nas aulas, sendo que esse processo envolveu os saberes próprios, as histórias e experiências de vida, ou seja, as singularidades de cada sujeito que faz parte do processo educativo, que se constitui no cotidiano escolar, assim como constitui esse ambiente. Verifiquei também que a partir do uso de materiais manipuláveis, os participantes da pesquisa elaboraram seus pensamentos, criaram e testaram hipóteses e estratégias, envolvendo-se em um processo de compreensão dos conteúdos abordados. Além disso, ao investigar o ensino e a aprendizagem enfatizo o papel do professor como um mediador, que poderá dispor condições e efetivar intervenções necessárias possibilitando o raciocínio mental do aluno.
PALAVRAS-CHAVE: PARADIDÁTICOS DE MATEMÁTICA , PRÁTICAS PEDAGÓGICAS , ENSINO E APRENDIZAGEM
TÍTULO: IMPLANTAÇÃO COLABORATIVA DE LABORATÓRIO DE ENSINO DE MATEMÁTICA EM ESCOLA PÚBLICA
AUTOR(ES): ANDRÉ FERREIRA DE ALMEIDA
RESUMO: O artigo delineia uma pesquisa em fase inicial sobre a criação e implantação de um Laboratório de Ensino de Matemática (doravante LEM) de forma colaborativa e participativa, entre o professor e os alunos de uma escola pública do Estado de São Paulo. Sou professor da Rede Pública do Estado de São Paulo há 17 anos e aluno ingressante no Programa de Pós-Graduação em Educação, da FE (Faculdade de Educação) da Unicamp, em 2009, linha de pesquisa em Educação Matemática, sob a orientação do Prof. Dr. Sergio Lorenzato. Procura-se apresentar um panorama geral dos elementos que fundamentam a pesquisa na qual pretende-se investigar sob a forma de Pesquisa-Ação. A dinâmica da pesquisa será concebida e alicerçada na bibliografia de Sergio Lorenzato, com o auxílio de materiais diferenciados criados e construídos pelos próprios alunos. A intenção deste artigo é auxiliar os professores que sentem-se angustiados em sua prática diária escolar, devido ao baixo desempenho e a uma crise no Ensino de Matemática nas escolas públicas. E que, de forma diferenciada, tentam inovar e modernizar suas aulas com materias pedagógicos, jogos e atividades que enriqueçam e contextualizem suas aulas, aumentando o interesse e motivando o aluno; desta forma, tentando diminuir as lacunas deixadas pelas séries anteriores e também na apresentação de novos conteúdos.
PALAVRAS-CHAVE: INVESTIGAÇÃO MATEMÁTICA, MATERIAIS MANIPULATIVOS, EDUCAÇÃO MATEMÁICA

TÍTULO: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E O ESTUDO DAS SIMETRIAS NA DANÇA ESPORTIVA EM CADEIRA DE RODAS: CONTRIBUIÇÕES DA PRÁTICA DESSA MODALIDADE PARA A FORMAÇÃO DE ATLETAS-DANÇARINOS LEITORES E COMPREENDEDORES DOS SEUS
AUTOR(ES): ANETE OTÍLIA CARDOSO DE SANTANA CRUZ
RESUMO: O presente trabalho é fruto de uma das vertentes observadas durante a realização da pesquisa da minha dissertação do Mestrado em Educação. Ao entrevistar os atletas-dançarinos da Cia Rodas no Salão (ONG de dança em cadeira de rodas em Salvador - Bahia) pude verificar que, ao propor um processo investigativo acerca dos movimentos que realizam ao executar o cha-cha-cha, os mesmos sinalizavam executar muitas figuras “simétricas” (esta nomenclatura não era utilizada por bailarinos). Assim, sentiam necessidade de registrar as etapas de execução daqueles movimentos para chegar a determinadas figuras características da dança que ocorria de diversas formas: símbolos, desenhos e escritos. Quando apresentavam dificuldades em registrar por escrito, recorriam ao discurso falado. Percebi, então, que se fazia necessário desenvolver um estudo mais aprofundado acerca das simetrias, através da análise de vídeos da Dança Esportiva em Cadeira de Rodas (DECR) assim como fotografias, para que pudéssemos observar as simetrias detectadas por eles e, desta forma, verificar em quais figuras essas simetrias eram mais frequentes. Dessa maneira, comecei a estimular no grupo a cultura da observação, do registro e da elaboração de uma escrita que fosse clara a todos que se propusessem aprender a modalidade. Esse cuidado se deve ao fato de que na DECR, um dos critérios de avaliação, é que a dupla saiba executar com o máximo de perfeição as figuras características de cada ritmo e isso passa por estar em “perfeita” harmonia com seu par, seja ele andante ou cadeirante. Para isso, discutimos algumas ações que pudessem colaborar para a construção deste processo, elencadas e desenvolvidas ao longo do trabalho. As apresentações dar-se-iam através de dramatização, seminário e/ou outras formas que escolhessem. Percebemos que esta prática vem desencadeando no atleta-dançarino, um olhar mais questionador em relação à dança que praticam, transformando-os em indagadores e criadores da sua própria prática.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, DANÇA ESPORTIVA EM CADEIRA DE RODAS, SIMETRIAS

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 3
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 13
TÍTULO: A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO MATEMÁTICO POR MEIO DO JOGO DE XADREZ
AUTOR(ES): ANTONIO ALEXANDRE AP. DA SILVA, MARIA SELMA ROBERTO, SALETE PAGAIME GONÇALVES
RESUMO: Esta comunicação é produto das reflexões e experiências vividas pelos professores do gCIEM (Grupo Colaborativo de Investigação em Educação Matemática), na escola pública e particular, sobre o jogo de xadrez e a resolução de problemas como atividade de investigação. O xadrez tem sido introduzido nas escolas públicas e, na maioria das vezes, relacionado com a área de Educação Física. A nossa reflexão traz o xadrez para a aula de Matemática na perspectiva da resolução de problema, pois esse possibilita inúmeras atuações, o jogador terá êxito se for ousado, astuto e planejar cada jogada, avaliando as consequências e suas implicações, sem deixar de lado a preocupação em defender seu domínio dos ataques do adversário, mantendo e conquistando novas posições estratégicas. A resolução de problemas em Matemática, por outro lado, como atividade de investigação permite que os jovens desenvolvam a capacidade de questionar, usar diferentes recursos para formular hipóteses, planejar sua ação e tirar conclusões. Assim a relação entre o jogo de xadrez e a resolução de problemas foi o objeto de nosso estudo.Sabemos que o simples fato de saber jogar e de jogar regularmente não faz com que o aluno melhore sua capacidade de resolver problemas de Matemática, mas a intencionalidade do professor no uso desse jogo, em situações problemas próprias e como recurso didático favorece o aprendizado da Matemática e de outros conteúdos atitudinais e procedimentais.
PALAVRAS-CHAVE: XADREZ, RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS, INVESTIGAÇÃO
TÍTULO: UMA EXPERIENCIA INVESTIGATIVACOM O USO DE CALCULADORASEM AULAS DE MATEMÁTICA DO ENSINO MÉDIO
AUTOR(ES): ANTONIO JOSÉ FERNANDES DE MELO, ANA LÚCIA MANRIQUE
RESUMO: A tecnologia de informação cada vez mais se faz presente em nosso meio, mas, muitas vezes, em nossas escolas, é deixada de lado. Este trabalho buscou, com o uso da calculadora, estudar uma proposta de ensino investigativo por meio de atividades desenvolvidas em uma sala de aula do Ensino Médio da rede pública de ensino do Estado de São Paulo, utilizando-se da reflexão e da elaboração de conjecturas para o estudo de potências e raízes. Nossa análise foi dividida em quatro eixos: manuseio da calculadora, erros cometidos, atitude investigativa e dinâmica da sala de aula. Em relação ao eixo do manuseio da calculadora, analisaram-se as dificuldades e as facilidades encontradas com sua utilização em sala de aula, oferecendo aos professores um material de estudo, caso queiram inserir novas tecnologias em suas aulas com uma abordagem investigativa. No eixo dos erros cometidos, buscou-se analisar as dificuldades encontradas em relação aos conteúdos de potências e raízes, tentando apontar os erros cometidos, assim como propor meios que possam solucionar alguns deles. No eixo da atitude investigativa em sala de aula, um dos eixos de maior relevância deste trabalho, pretendeu-se refletir sobre as possibilidades de os alunos serem, na realidade escolar de hoje, cidadãos reflexivos e atuantes no processo de aprendizagem. O eixo da dinâmica da sala de aula teve sua análise centrada no papel do professor como mediador em aulas investigativas. Vislumbrou-se com o desenvolvimento deste estudo um modo de trabalhar que pode trazer benefícios para o processo de ensino e aprendizagem dos alunos da Educação Básica. Pesquisas deste tipo, abordando diferentes conteúdos matemáticos, proporcionariam novos materiais investigativos e melhor entendimento de como proceder com os erros cometidos e a utilização das novas tecnologias nas salas de aula.
PALAVRAS-CHAVE: INVESTIGAÇÃO MATEMÁTICA, EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, CALCULADORA

TÍTULO: A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E O ENSINO DE MATEMÁTICA – UM ESTUDO DE CASO
AUTOR(ES): ANTONIO SERGIO ABRAHAO MONTEIRO BASTOS
RESUMO: No presente trabalho são apresentados alguns aspectos da Educação de Jovens e Adultos – EJA salientados em programas mundiais. O objetivo é analisar de que forma as outras nações tratam seus cidadãos, que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola no momento oportuno. Também se pretende mostrar alguns aspectos da trajetória/evolução da Educação de Jovens e Adultos, no mundo e no Brasil. O trabalho é de cunho bibliográfico. Numa primeira etapa foram analisados documentos oficiais que referendam o Ensino de EJA, no mundo e no Brasil, e os PCN´s, visando avaliar, estabelecendo comparações, como está este trabalho no Brasil. Em um segundo momento, buscou-se discorrer sobre a especificidade do Ensino de Matemática na EJA. Particularmente, foi feita uma reflexão sobre o ensino da Matemática, que passa a considerar, após indicações curriculares recentes, em suas articulações, a cultura e os conhecimentos da prática vivencial dos educandos. Com base nessa cultura e nesses conhecimentos, é possível estabelecer outros saberes que lhes possibilitem uma reflexão sobre o conhecimento matemático determinado pela via da escola dentro de seu contexto social. Os estudos dos textos de educadores matemáticos realizados apontam para que o ensino de Matemática seja significativo ao aluno e, portanto, contextualizado em situações próximas de sua realidade.
PALAVRAS-CHAVE: EJA, EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, CIDADANIA

TÍTULO: O ENSINO DE FRAÇÕES: UMA EXPERIÊNCIA COM A LITERATURA INFANTIL.
AUTOR(ES): ANTÔNIO JOSÉ BARBOZA DOS SANTOS, MARIA DAS DORES RIBEIRO DA SILVA
RESUMO: Neste trabalho relatamos a experiência resultante da pesquisa desenvolvidas por alunas do Curso Normal Médio em seu Trabalho de Conclusão do Curso. Fundamentamos este estudo em Smole (1995), no qual introduzimos o conceito de fração na alfabetização, estabelecendo uma conexão entre a matemática e a literatura infantil, por meio de uma sequência didática que favorecesse o desenvolvimento lógico-matemático de nossos sujeitos, possibilitando a construção do conhecimento matemático. Apresentamos análise crítica e reflexiva ao paradigma tradicional, de que se deve ensinar apenas os conteúdos que estão nos livros didáticos, seguindo determinações pré-estabelecidas e descontextualizadas, mediada por uma concepção de seriação, enfatizando a fragmentação priorizada na tendência tradicional, na qual determina o que devemos ensinar, abordando conteúdos de modo limitado desvinculado do contexto sócio-cultural dos alunos. Conduzindo a um ensino alienante numa concepção de pensamento ingênuo, onde a produção de conhecimento, a análise reflexiva e a formação crítica, social e política do aluno é reduzida a uma simples transposição e assimilação de conteúdos. A pesquisa foi desenvolvida com aplicação de uma proposta didática durante duas semanas, com os alunos da alfabetização da Escola Santa Cecília; participaram deste estudo 15 (quinze) alunos. Mediante a análise dos resultados obtidos ao final dessa intervenção, foi constatada a possibilidade de introduzir o conceito de frações na Educação Infantil de modo que seja permitido aos alunos o desenvolvimento de suas próprias estratégias na resolução de situações-problema, a leitura e interpretação de texto como eixo norteador para a compreensão do conceito matemático, utilizando a literatura infantil como elemento fundamental deste processo de ensino-aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE FRAÇÕES, LITERATURA INFANTIL, SEQUÊNCIA DIDÁTICA

TÍTULO: O ENSINO DA GEOMETRIA E AS DIFERENTES ESTRATÉGIAS DE ENSINO
AUTOR(ES): BENEDITA APARECIDA DE TOLEDO DA SILVA
RESUMO: Trazemos, neste texto, uma situação vivida na sala de aula da educação básica com a proposta de promover a aprendizagem geométrica dos alunos, utilizando a resolução de problemas como estratégia de ensino. Apesar de a matemática ser considerada, pela maioria dos estudantes, uma disciplina com alto grau de dificuldade, entende-se que ela permeia nossos atos do dia a dia, além de favorecer um tipo de pensamento muito particular e, por isso, procuramos buscar alternativas de ensino que sejam capazes de fazer com que os estudantes sintam-se motivados a estudá-la e desafiados a resolver as situações que lhes são apresentadas, compreendendo o sentido do que é exposto. Trabalhando a partir de uma situação sobre saneamento, que exige do aluno o encontro de possíveis entradas e saídas de um sistema de tubulação, propusemos questões que levassem os alunos a discutir diversos temas aliados ao contexto geométrico como: a identificação de polígonos, a comparação e classificação de figuras, deduções e generalizações de propriedades das figuras planas, além da resolução de problemas como um modo de interpretação da linguagem matemática e expressão do compreendido. Infelizmente, no dia a dia da sala de aula, o excesso de emprego da técnica algorítmica na resolução de exercícios de geometria e a memorização de nomenclaturas, definições e propriedades, não contribuem para o desenvolvimento do pensamento geométrico e não permitem que os alunos vejam a matemática em seus aspectos aplicados. Por esse motivo, construímos uma atividade em que a idéia perseguida foi motivar o aluno à aprendizagem geométrica. O relato ora apresentado tem, do mesmo modo, a intenção de expor essa busca de metodologias alternativas para estimular o desenvolvimento do pensamento geométrico dos alunos, procurando construir um debate que fornece elementos para a reflexão sobre a situação vivida.
PALAVRAS-CHAVE: APRENDIZAGEM MATEMÁTICA, PENSAMENTO LÓGICO, ESTRUTURA COGNITIVA

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 4
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 13
TÍTULO: A LITERATURA INFANTIL NAS AULAS DE MATEMÁTICA DAS SÉRIES INICIAIS NUMA PERSPECTIVA DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
AUTOR(ES): BRENDA LEME DA SILVA MENGALI
RESUMO: Esta comunicação tem por objetivo compartilhar os resultados de atividades realizadas com alunos da 3ª e 4ª série, 2006/ 2007, 4ª série, 2008, e turma multisseriada de 3ª e 4ª série em 2009. As atividades centraram-se e continuam centrando-se no trabalho do professor sob uma abordagem interdisciplinar, utilizando a literatura infantil nas aulas de matemática, focando principalmente a resolução de problemas, não esquecendo também dos olhares especiais para a leitura e escrita. Essa postura nasceu de uma questão central: “Quais contribuições um ambiente de aprendizagem pautado no uso da literatura infantil, mediado pela resolução de problemas, pode trazer para os processos de significação dos conceitos matemáticos pelos alunos?”. Diante dessa questão, foram estabelecidos objetivos para as atividades realizadas: 1) Análise da forma como os alunos interagem com situações-problema criadas a partir de histórias infantis; 2) Análise dos tipos de estratégias que os alunos utilizam, seja numa resolução de situação-problema matemática ou não; 3) Análise dos saberes docentes produzidos durante as reflexões. Posso afirmar, até agora, da minha observação em sala de aula e da análise dos registros produzidos pelos alunos, que o progresso no que se refere à comunicação, não só escrita, como também oral e pictográfica, torna-se visível a partir do momento em que as experiências e estratégias dos alunos são valorizadas no momento da resolução de uma situação-problema. A qualidade dos textos tem apresentado melhoras significativas diante dos objetivos traçados. É visível o interesse dos alunos na procura por estratégias próprias no momento de solucionar um problema proposto, habilidades nem sempre desenvolvidas. Este avanço tem representado um grande passo no processo de ensino e aprendizagem para os alunos e também na constituição da minha profissão docente.
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA INFANTIL, LEITURA, RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

TÍTULO: O CONCEITO DE NÚMERO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PRESSUPOSTOS PARA O TRABALHO COM JOGOS E BRINCADEIRAS NO ENSINO DAS NOÇÕES MATEMÁTICA
AUTOR(ES): CÂNDIDA MARIA SANTOS DALTRO ALVES
RESUMO: Este trabalho é baseado em parte de um projeto de extensão intitulado “Brincando e Aprendendo na Educação Infantil”, conduzido pela autora na área de formação continuada de professores, juntamente com uma equipe de professores/pesquisadores e alunos dos cursos de Pedagogia e da Especialização em Educação Infantil, na Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus/BA, explorando o lúdico nas práticas pedagógicas com as linguagens na educação infantil. Especificamente, nessa parte do trabalho com a linguagem matemática pretendemos discutir acerca da construção do conceito de número nos princípios de uma educação libertadora, tomando-se como objeto de estudo a autonomia como finalidade da educação em oposição à heteronomia, e esperamos mostrar como e em que condições a criança constrói o conceito de número e o conhecimento lógico-matemático através de jogos e brincadeiras, utilizando-se do próprio corpo e dos espaços, além de materiais de baixo custo e/ou sucatas. O referido Projeto de Extensão vem sendo desenvolvido na universidade e nas escolas há três anos e temos observado uma mudança significativa nas práticas de professores e alunos do curso de pedagogia, que frequentaram o curso, o que nos permite constatar resultados satisfatórios que vêm se refletindo diretamente na qualidade da educação de crianças, tanto na Educação Infantil, quanto no Ensino Fundamental.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM MATEMÁTICA, OFICINAS, BRINCADEIRAS

TÍTULO: ADOLESCENTES: QUANDO CONHECIMENTO GERA UMA DISPUTA NO TRABALHO EM GRUPO
AUTOR(ES): CÉSAR AUGUSTO DO PRADO MORAES
RESUMO: O presente trabalho relata um fato ocorrido em um espaço privilegiado de estudo em uma sala de aula de 6ª série do ensino fundamental. Tudo aconteceu através de uma proposta de avaliação em grupo, por sorteio. Devido à mesma foram manifestadas diferentes ações e reações de concordar ou não, com a citada proposição aos alunos. Isso propiciou um diálogo entre aluno, professor e família. Falar da escola e relatar fatos ocorridos no espaço sócio-cultural da sala de aula implica em resgatar o papel de toda a comunidade escolar na constituição da instituição. Em outras palavras, permite analisar os fatos ocorridos em sala de aula, utilizando como fator estrutural as relações dos atores envolvidos. Atores esses que caracterizam a sociedade capitalista definindo e construindo a estrutura escolar. A proposta de trabalho em equipe ou como foi o caso, em dupla, desempenha um papel relevante no desenvolvimento de capacidades, aptidões e de atividades de valores entre os participantes. Apontou o sentido de desenvolver uma das capacidades fundamentais no ensino de matemática, que nada mais é que resolução de problemas e situações do cotidiano. Nunca poderia imaginar que uma proposta de avaliação em grupo por sorteio iria articular tantas manifestações e situações diversificadas no espaço de sala de aula. Consequentemente penso ser necessário um novo redimensionamento focado em uma nova perspectiva do mercado de trabalho e da sociedade contemporânea. Torna-se fundamental a interação dos alunos uns com os outros, exigindo a introdução de tarefas diferenciadas da rotina caracterizada como tradicional, ou seja, a prova, como único meio convencial de avaliação. Contudo, não será somente essa iniciativa da prova em dupla por sorteio que irá alterar a aprendizagem desses alunos. Deve-se realçar a grande importância do trabalho coletivo, da ação do professor e do diálogo constante entre aluno/professor, aluno/aluno, aluno/família e família/professor.
PALAVRAS-CHAVE: TRABALHO EM DUPLA, AVALIAÇÃO, SORTEIO DA DUPLA
TÍTULO: UM ESTUDO DA AVALIAÇÃO DE MATEMÁTICA NAS ESCOLAS DE CAMPINAS
AUTOR(ES): CHRISTIANE BELLORIO GENNARI DE A. STEVÃO
RESUMO: Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa com os alunos de 1ª e 2ª séries do ensino fundamental I, utilizando a Teoria da resposta ao Item para avaliar as crianças na disciplina de matemática. Através deste estudo podemos detectar as defasagens das crianças na disciplina de matemática, suas facilidades e dificuldades, comparando seus resultados com as descrições feitas pelos professores das classes. Avaliamos o uso de livro didático, uso de material dourado, tan gran e outros. O Nível socioeconômico também foi levado em consideração neste estudo, utilizando a tabela da ABEP para este tipo de classificação. A técnica utilizada nos permite avaliar se o item testado (prova) está sendo fácil ou difícil para as crianças em sua idade escolar. Nós avaliamos a prova como um todo e as questões respondidas pelos alunos. A partir das respostas dos alunos nós fazemos a avaliação da questão através dos acertos e erros dos alunos, ou seja, se a maior parte dos alunos responde corretamente à questão, esse será um item considerado fácil, se a maior parte dos alunos responde de forma errada a questão, esse será um item considerado difícil. Para isso trabalhamos com 60 escolas de Campinas, sendo 20 estaduais, 20 municipais e 20 particulares. Esses dados fazem parte de um projeto nacional intitulado Projeto GERES.
PALAVRAS-CHAVE: : TEORIA DA RESPOSTA AO ITEM, AVALIAÇÃO DE MATEMÁTICA, HABILIDADES E COMPETÊNCIAS
TÍTULO: PROCESSOS DE LEITURA E ESCRITA EM MATEMÁTICA NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS COM JOGOS
AUTOR(ES): CIDINÉIA DA COSTA LUVISON
RESUMO: Na atualidade a educação tem passado por muitas transformações. O ensino fundamental (primeira e segunda etapa) por ser a base do sistema educacional vem questionando progressivamente todo o sistema de alfabetização brasileiro. Novas metodologias e discussões foram desenvolvidas e a alfabetização se estruturou como o principal destaque na relação ensino-aprendizagem nas séries iniciais do ensino fundamental. Embora a alfabetização tenha expandido seu campo de discussão dentro das redes de ensino, o letramento em matemática restringiu-se a processos de memorização de símbolos, ao ensino mecânico do algoritmo e à memorização de resultados de uma multiplicação (tabuada). Uma “queixa” frequente dos professores é a de que os alunos não sabem ler e interpretar problemas matemáticos. Defende-se, neste trabalho, que novas possibilidades como o uso dos jogos poderia ser um dos recursos em que as crianças pudessem se envolver com processos de leitura e escrita em aulas de matemática. Acredita-se que o processo de registro de jogo e escrita na resolução de problemas, a partir dele, possibilitem a sistematização do conhecimento matemático pelo aluno. Propõe-se, nesta comunicação, apresentar uma experiência realizada com um jogo em um 5º ano do ensino fundamental que possibilitou a produção do registro de jogo e situações-problema em diferentes gêneros textuais.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO FUNDAMENTAL, JOGOS, LEITURA E ESCRITA EM MATEMÁTICA

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 5
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 14
TÍTULO: REGISTROS DE REPRESENTAÇÃO SEMIÓTICA E O ENSINO DAS NOÇÕES DE ÁREA E PERÍMETRO
AUTOR(ES): CINTIA APARECIDA BENTO DOS SANTOS, EDDA CURI
RESUMO: Este artigo apresenta dados da abordagem teórica de nossa dissertação de mestrado, concluída em 2008. Faremos uma abordagem teórica sobre como os registros de representação semiótica segundo Duval (1988, 1993, 2003) podem funcionar como ferramenta didática no ensino das noções de área e perímetro, quando se deseja que alunos transitem pelos níveis de conhecimento que se espera deles segundo abordagem teórica de Robert (1997). Consideramos que o ensino sistemático de fórmulas para o cálculo de área e perímetro de superfícies planas não é suficiente para levar educandos ao êxito na resolução de tarefas onde a noção em jogo não é explícita e quando se deseja que alcancem a flexibilidade cognitiva (Spiro et al.,1988) esperada. Contemplamos ainda aspectos da formação de professores, pois para que um professor utilize determinadas ferramentas didáticas ele deve desenvolver as três vertentes do conhecimento apontadas por Shulman (1986) quando se refere ao conhecimento da disciplina para ensiná-la. Ao final identificamos que nem sempre as dificuldades dos alunos em relação a determinadas tarefas se restringem simplesmente a um problema de interpretação do enunciado, o problema parece ser mais amplo, pois as dificuldades dos alunos possivelmente estão relacionadas à identificação do mesmo objeto matemático quando há necessidade da utilização de diferentes representações.
PALAVRAS-CHAVE: REGISTROS DE REPRESENTAÇÃO SEMIÓTICA, ÁREA E PERÍMETRO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

TÍTULO: SOBRE LEITURA EM GEOMETRIA
AUTOR(ES): CLÁUDIO SAIANI
RESUMO: Numa avaliação da disciplina Fundamentos de Geometria, cuja ementa prevê a exploração da Geometria Euclidiana de um ponto de vista axiomático, os alunos de um curso de Licenciatura em Matemática encontraram dificuldade em traduzir um enunciado escrito em Português para uma figura, perdendo, portanto, a oportunidade de resolver um problema. Motivado por essa constatação, que certamente não constitui um caso isolado, o presente trabalho explora a hipótese de que a Geometria exige a coordenação de duas modalidades de leitura: uma delas, em língua materna ou simbolismo matemático, se desenvolvendo no tempo, exigindo a construção de uma narrativa , e a outra, visual, se impondo de modo imediato à consciência. Essa necessidade já pode ser notada em qualquer fac-simile dos Elementos de Euclides, em grego, latim ou idioma vernáculo. Para esse estudo, lança-se mão dos estudos sobre a interação entre o texto e o leitor, de Wolfgang Iser, e das pesquisas sobre o pensamento visual, a intuição e o intelecto, de Rudolf Arnheim, baseadas na psicologia da Gestalt. Tanto a construção da narrativa quanto a percepção figural dependem da construção, pelo leitor de um repertório que lhe é absolutamente pessoal, justificando o recurso ao conceito de conhecimento tácito, de Michael Polanyi. Procurar-se-á mostrar, por outro lado, que tal interação representa um verdadeiro paradigma da leitura em Matemática.
PALAVRAS-CHAVE: GEOMETRIA, PENSAMENTO VISUAL, NARRATIVAS EM MATEMÁTICA

TÍTULO: A FOTOGRAFIA COMO FACILITADOR NO ENSINO DE GEOMETRIA NA ESCOLA – UMA POSSIBILIDADE PARA ALUNOS E PROFESSORES
AUTOR(ES): CLEANE APARECIDA DOS SANTOS
RESUMO: As constatações sobre as carências de pesquisas sobre o ensinar e o aprender Geometria nas séries iniciais do Ensino Fundamental garantem a importância dessa pesquisa. Acrescente-se, ainda, a necessidade de problematização da prática pedagógica de professores que, durante a formação inicial e continuada, não se apropriam dos conceitos geométricos, os quais terão que ser ensinados na escola básica. Neste trabalho, o objeto de estudo será a construção das noções espaciais pela criança, na prática docente com foco no ensino de Geometria nas séries iniciais, a partir da hipótese de que a máquina fotográfica pode ser um elemento/instrumento facilitador para a visualização dessas noções, além de outros conteúdos geométricos. A pesquisa será de abordagem qualitativa, partindo da questão sobre como os alunos das séries iniciais, utilizando a máquina fotográfica como registro de seus saberes, compreendem os conteúdos de Geometria, utilizando o espaço escolar como referência. Seus objetivos são: 1) Analisar as estratégias de utilização da máquina fotográfica pelos alunos nas aulas de Matemática, quando esses buscam registrar os espaços escolares; 2) Analisar as imagens produzidas pelos alunos do ponto de vista da Geometria; 3) Analisar o movimento de produção de conceitos geométricos pelos alunos, a partir das imagens produzidas e retratadas em narrativas orais e escritas. A pesquisa será realizada na sala de aula da própria pesquisadora. Trata-se de uma pesquisa em andamento. Os estudos teóricos que favorecerão inicialmente a compreensão da formação docente e do ensino de Geometria nas séries iniciais pautar-se-ão em Nacarato (2000), Nacarato e Passos (2003), Fiorentini e Nacarato (2005), entre outros. Ciente de que, como professora-pesquisadora, as transformações das práticas pedagógicas emergirão, é notório que esta pesquisa trará contribuições para os docentes que atuam nesse segmento. PALAVRAS-CHAVE: ensino de Geometria; uso da fotografia; a construção das noções de espaço pela criança.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE GEOMETRIA; , USO DA FOTOGRAFIA; , A CONSTRUÇÃO DAS NOÇÕES DE ESPAÇO PELA CRIANÇA.

TÍTULO: POR UMA AVALIAÇÃO FORMATIVA E SEM MISTÉRIOS
AUTOR(ES): CONCEIÇÃO APARECIDA CRUZ LONGO MARTINS, ADRIANA FRANCO DE CAMARGO LIMA
RESUMO: Somos professoras de Matemática do Ensino Fundamental e sempre estivemos envolvidas com reflexões referentes a atuação do professor em sala de aula. Nossa trajetória sempre esteve marcada pelo desejo de melhorar nossa prática docente. Esta comunicação refere-se ao processo avaliativo que estamos desenvolvendo com nossos alunos em duas escolas públicas municipais localizadas no interior do Estado de São Paulo: Valinhos e Paulínia. Consideramos que se trata de uma avaliação formativa, pois o processo é desenvolvido por professores e alunos durante as aulas e fornece informações que são utilizadas para melhorar/modificar o ensino e a aprendizagem. Na descrição do processo, vamos relatar alguns resultados obtidos no decorrer de seu desenvolvimento e, também, ao que percebemos até agora, algumas contribuições que essa experiência está trazendo para nós, professoras, para os alunos e seus pais ou responsáveis. Sistematizamos os critérios descritos anteriormente e avaliados nos diferentes instrumentos em duas fichas, uma chamada “Ficha do Professor”, onde fazemos nossas anotações e outra chamada “Ficha do aluno”, essa é semelhante à ficha do professor, mas é colada no caderno do aluno, onde ele próprio anota os resultados que obtém nas atividades, lições, trabalhos e provas escritas. Ainda utilizamos a “Ficha de encerramento do bimestre”, onde fazemos o acompanhamento final do bimestre. Acreditamos que através deste processo que descrevemos, estamos contemplando alguns dos fatores que Gomes (2008) apresenta como essenciais num processo avaliativo: Explicação ou negociação dos critérios de avaliação, abordagem positiva do erro, o auto-registro que pode favorecer a auto-observação, reflexão e auto-avaliação entre o realizado e o aprendido pelo aluno.
PALAVRAS-CHAVE: AVALIAÇÃO, MATEMÁTICA, ENSINO FUNDAMENTAL

TÍTULO: NOVO OLHAR PARA OS SABERES DOCENTES DOS PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS: O CASO DO TETRAEDRO
AUTOR(ES): DENISE FILOMENA BAGNE MARQUESIN, MARIA DA GRAÇA TORRES BAGNE
RESUMO: Esta comunicação visa apresentar reflexões sobre a formação e os saberes docentes. Optou-se por apresentar um breve movimento histórico sobre os estudos referentes aos saberes docentes. Os autores que têm influenciado as pesquisas brasileiras sobre esta temática, apontam reflexões em duas vertentes. Na primeira vertente, autores como: Shulman (1986), Tardif, Lessard & Lahahye (1991), Barth (1993), Tardif (2002), Borges (2004) e Fiorentini, Nacarato e Pinto (1999), que investigaram e investigam a constituição dos saberes, pautando-se na ação pedagógica, na prática docente e no processo de ensino e de aprendizagem. Como a ação docente está também associada, inerentemente, a um valor intrínseco que é a formação humana, a segunda vertente pauta-se em aportes teóricos de outros autores como: Freire (1996), Charlot (2000, 2005) e Larrosa (2004), os quais investigam a constituição dos sujeitos docentes que se interrogam e interagem entre si por meio das experiências e da participação ativa na vida social, cultural e educacional. Questionar quais saberes são necessários à ação docente amplia responsabilidade daqueles que estão preocupados com as mudanças necessárias nas praticas de ensino, bem como com sua formação e com a constituição da sua identidade profissional inconclusa e inacabada. Para tanto, será apresentado o estudo de caso construindo o conceito matemático: o caso do tetraedro.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO, SABERES, APRENDIZAGEM.

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 6
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 14
TÍTULO: PARA GOSTAR DE MATEMÁTICA
AUTOR(ES): DÉBORAH CRISTINA MÁLAGA BARRETO
RESUMO: Embora se saiba que o jogo e brincadeiras são inerentes à criança, embora, também, esse assunto seja muito discutido e divulgado em todos os meios de comunicação, nem sempre é fácil para o professor proporcionar momentos em sala de aula onde o jogo seja utilizado como estratégia metodológica para trabalhar os conteúdos. Esse fator pode reverte-se em lacunas na aprendizagem e causar as temidas dificuldades. Essa dificuldade que o professor encontra para o trabalho com jogos, aparece com destaque nas aulas de Matemática e as dificuldades, consequentemente, aparecem com notoriedade nos conteúdos de Matemática. As dificuldades que vão sendo ‘construídas’ no aluno por práticas inadequadas podem não ser percebidas nas séries iniciais, mas com certeza serão fácilmente observadas nas séries finais. O projeto foi desenvolvido com um grupo de professores de crianças com idade de 05 a 08 anos, que trabalhavam na rede municipal no primeiro semestre de 2009.Teve como objetivo geral promover reflexões a respeito da importância do uso de jogos, selecionados criteriosamente, para promover o desenvolvimento de conceitos básicos necessários para uma sólida apropriação de conteúdos matemáticos em etapas subsequentes. Além da leitura de textos, reflexões sobre os conteúdos dos mesmos, os professores tiveram a oportunidade de vivenciar experiência com jogos, refletir sobre sua prática, além de trocar experiências com os componentes do grupo. As referências utilizadas estão embasadas na Epistemologia Genética de Jean Piaget.
PALAVRAS-CHAVE: COGNIÇÃO, JOGOS, INTERVENÇÃO

TÍTULO: APRENDIZAGEM DOCENTE SOBRE A MATEMÁTICA E SEU ENSINO EM UM GRUPO DE TRABALHO COLABORATIVO DE INICIAÇÃO MATEMÁTICA
AUTOR(ES): EDILAINE RODRIGUES DE AGUIAR MARTINS
RESUMO: A presente pesquisa representa continuidade de pesquisas anteriores do projeto de iniciação científica, sendo a primeira intitulada “a problematização em matemática através de histórias infantis: compartilhamento de experiências de educadoras da infância”, que buscou investigar como as professoras de educação infantil pertencentes a um grupo colaborativo produzem saberes sobre o ensino de matemática a partir da problematização de histórias infantis. A segunda pesquisa buscou investigar a aprendizagem docente neste mesmo grupo de trabalho colaborativo, tendo como objetivo analisar o processo de apropriação de saberes sobre a geometria e seu ensino pelas educadoras da infância, no momento em que elaboram atividades coletivamente, aplicam e as analisam. Os resultados evidenciam a aprendizagem docente em relação aos conhecimentos matemáticos, especificamente de geometria e a abrangência deste campo no ensino da educação infantil. Desta forma nos propusemos a dar continuidade a esta pesquisa, investigando a aprendizagem docente sobre a matemática e seu ensino em um grupo de trabalho colaborativo de iniciação matemática, mas com um olhar mais focado para as grandezas e medidas. A pesquisa tem como questão central: “identificar quais são os saberes sobre geometria e seu ensino produzido e mobilizado por educadoras da infância no grupo colaborativo” e como objetivos: (1) analisar o movimento recíproco entre o coletivo e o singular das professoras envolvidas numa prática contínua de estudos, reflexão, novos estudos e (re)elaboração de atividades de geometria e análise de suas aulas; (2) buscar indícios de aprendizagem e de desenvolvimento profissional; (3) analisar as transformações ocorridas com os saberes docentes em geometria. Os resultados evidenciaram que na mais tenra idade as crianças possuem noção do que é medir, no entanto, limita-se basicamente ao conhecimento cultural. O professor pode aproveitar esse espaço de significação cultural de medir e através de sua intervenção pedagógica possibilitar a aproximação do conceito cultural ao científico.
PALAVRAS-CHAVE: APRENDIZAGEM DOCENTE , EDUCAÇÃO INFANTIL, MATEMÁTICA

TÍTULO: PROVA BRASIL: UMA ANÁLISE CURRICULAR DOS RESULTADOS DE MATEMÁTICA DE ESCOLAS MUNICIPAIS DE LONDRINA
AUTOR(ES): EDNÉIA CONSOLIN POLI
RESUMO: Este estudo busca conhecer a realidade de uma dada população no que diz respeito ao rendimento dos alunos em Matemática. A referida pesquisa tem o foco na avaliação em larga escala com um olhar nos resultados das avaliações da Prova Brasil da 4ª série da educação básica em matemática: Como interpretar o resultado do rendimento de um determinado grupo de alunos do 2º ciclo do ensino fundamental, com relação à aprendizagem de Matemática, e buscar as várias leituras possíveis da avaliação realizada, sendo uma delas o currículo presente nos resultados dos alunos e o proposto oficialmente. Para isso traçam caminhos explicativos na pesquisa quantitativa e qualitativa. Na análise utilizaram-se os seguintes documentos: Diretrizes Curriculares da Prefeitura Municipal de Londrina juntamente com as Matrizes de Referências Curriculares utilizadas na Prova Brasil e os resultados da escala de proficiência de cada escola. Os conteúdos analisados foram: números, operações, geometria e medidas e tratamento de informação. A interpretação pedagógica dos níveis se faz com relação ao conteúdo presente na escala e seus respectivos pontos de cada escola. Esses caminhos de análise são olhares que permitem conhecer, reconhecer e explicar a avaliação como um dos pontos críticos do ensino, mas, ao mesmo tempo, esclarecedor quando utilizada de forma a compor um quadro no cenário educacional.
PALAVRAS-CHAVE: AVALIAÇÃO EM LARGA ESCALA, PROVA BRASIL, CURRÍCULO
TÍTULO: MATRIZES, DETERMINANTES E SISTEMAS OU SISTEMAS, MATRIZES E DETERMINANTES?
AUTOR(ES): ELIANE MATESCO CRISTOVÃO, LILIAN KARAM PARENTE CURY SPILLER
RESUMO: Buscando encontrar uma resposta à questão exposta no título, duas Professoras e um Professor de Matemática resolveram analisar a orientação da Nova Proposta Curricular do Estado de São Paulo e pesquisar o que propõem os diversos autores de livros didáticos e os Matemáticos influentes que publicam artigos em revistas como a RPM. Esses professores participam do GdS (Grupo de Sábado), um Subgrupo do PRAPEM-CEMPEM (Prática Pedagógica em Matemática - Círculo de Estudo Memória e Pesquisa em Educação Matemática) da FE/unicamp que se reúne quinzenalmente, aos sábados pela manhã, para estudar, compartilhar, discutir, investigar e escrever sobre a prática pedagógica em matemática nas escolas em um ambiente de trabalho colaborativo que congrega professores de Matemática e docentes da Área de Educação Matemática da FE/Unicamp. Nesse grupo, atualmente temos nos dividido em subgrupos de professores que agrupam-se de acordo com seus interesses de estudo. Essa busca, sugerida por uma das professoras, teve como ponto de partida a análise de práticas pedagógicas já realizadas pelos professores do Colégio de Aplicação da UFRJ e a antiga Proposta Curricular do Estado. Nossas primeiras percepções foram que, apesar de intitular-se “Nova”, a Proposta atual do Estado de São Paulo mostrou visível descompasso com as outras propostas estudadas, cujos argumentos são totalmente convincentes. Sendo assim, o caminho encontrado foi elaborar um material próprio, que contemple os objetivos da Nova Proposta Curricular, adequando-a ao que autores, especialistas e os próprios professores acreditam ser o caminho mais eficiente para promover o aprendizado significativo e efetivo de seus alunos. Não é uma mera inversão na ordem de se apresentar os conteúdos. O que se pretende é mostrar que existe uma relação entre eles. O objetivo desta comunicação é trazer uma breve apresentação desta comparação e divulgar sua proposta de trabalho alternativo, elaborada a partir de suas convicções e estudos.
PALAVRAS-CHAVE: MATRIZES E SISTEMAS LINEARES, PROPOSTA CURRICULAR, MÉTODO ALTERNATIVO

TÍTULO: ORGANIZANDO DADOS EM TABELA: HABILIDADES PARA ALUNOS DE UMA 4ª SÉRIE.
AUTOR(ES): ELIANE MATHEUS PLAZA
RESUMO: Na sociedade atual nos deparamos constantemente, através dos meios de comunicação, com uma variedade de informações das mais diferentes áreas (economia, esporte, educação, etc.). Muitas informações encontram-se organizadas em tabelas ou gráficos, o que exige o desenvolvimento de habilidades para compreender e interpretar essas linguagens. É preciso que a escola, desde as séries iniciais, ofereça condições para que os estudantes possam desenvolver competências necessárias para o domínio dessa linguagem, o que contribui efetivamente para a formação de cidadãos conscientes e participantes da sociedade em que vivem. É nosso papel, enquanto educador, promover ações que facilitem a construção dos conhecimentos que permitam ao aluno pensar estatisticamente. Desta forma este trabalho tem por objetivo analisar o que as crianças de uma 4ª série do Ciclo I, pensam sobre uma pesquisa, como organizam os dados, constroem e interpretam tabelas a partir dos dados coletados e se reconhecem e compreendem a linguagem gráfica expressa. Para esta análise elaboramos uma sequência didática proposta para cinco aulas com os seguintes conteúdos: Coleta dos Dados (pesquisa), Organização e Leitura dos Dados da Pesquisa, Leitura e Interpretação dos Dados, Elaboração de Gráfico e Relatório dos alunos. Essa tarefa permitiu observar que os alunos atentavam mais para tabela organizada pela ordem alfabética do que pela classificação pela ordem da grandeza numérica. Esse fato nos permite conjeturar que a ênfase dada ao “Programa Ler e Escrever” pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, com foco principal na alfabetização pode representar uma da causas prováveis dessa condição apresentada pelos alunos. No entanto, entre os resultados, observamos também a dificuldade dos alunos em escrever um texto comentando sobre a elaboração da pesquisa realizada, descrevendo a coleta e a organização dos dados.
PALAVRAS-CHAVE: TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO, LEITURA E CONSTRUÇÃO DE TABELA, PRODUÇÃO DE TEXTO

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 7
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 12
TÍTULO: MOBILIZANDO OS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL PARA O PENSAMENTO ESTOCÁSTICO
AUTOR(ES): EMIDIO HENRIQUE DE TOLEDO NETO, PAULO CÉSAR DA PENHA
RESUMO: A inserção da Estatística e da Probabilidade nos currículos da escola básica vem gerando a necessidade de se discutir e pesquisar sobre a forma como essas noções podem ser desenvolvidas em sala de aula. No entanto, ainda são bastante tímidas as experiências e publicações na área de forma a dar suporte ao professor para esse trabalho. Dessa forma, nos mobilizamos para estudar e pesquisar coletivamente como inserir, principalmente a probabilidade em sala de aula. Na presente comunicação trazemos uma experiência que vem sendo realizada em uma escola da rede pública municipal de ensino, em Itatiba/SP, com alunos do ensino fundamental. Tem como objetivos analisar os saberes produzidos e mobilizados pelos alunos e pelo professor e graduando em atividades envolvendo o pensamento estocástico. As atividades são preparadas coletivamente num grupo de estudos e pesquisas sobre o pensamento estocástico existente na Universidade São Francisco. Esse grupo conta com as professoras formadoras, professores da escola básica e alunos da graduação. No momento da realização em sala de aula, o professor responsável pela turma conta com a ajuda do pesquisador de Iniciação Científica que fica responsável pela documentação (videogravação e audiogravação). O material documentado é analisado e discutido no coletivo do grupo. Para esta apresentação será destacada uma sequência de atividades desenvolvidas com a 6ª série, em 2008, as quais tiveram continuidade em 2009, com os mesmos alunos, agora, na 7ª série. Essas atividades visam explorar o vocabulário estocástico dos alunos e analisar as intuições que os mesmos têm em relação ao pensamento aleatório e de incerteza. Descreve-se o ambiente de aprendizagem criado para a realização dessas atividades, o papel do professor e a forma como a atividade foi desenvolvida. Analisa-se também a apropriação e mobilização de saberes pelo professor e pelo graduando envolvidos no processo.
PALAVRAS-CHAVE: ESTOCÁSTICA, INVESTIGAÇÃO MATEMÁTICA, FORMAÇÃO DOCENTE

TÍTULO: A ESCRITA MATEMÁTICA EM UMA TURMA DE 6ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): FLÁVIA CRISTINA FIGUEIREDO COURA
RESUMO: A presente comunicação busca apresentar os resultados da pesquisa, na qual focalizamos textos escritos pelos alunos nas aulas de Matemática nos quais as palavras predominam em relação aos símbolos matemáticos. Esses textos foram produzidos pelos alunos de uma turma de 6ª série do Ensino Fundamental de uma escola da rede pública de Belo Horizonte, ao realizarem atividades de escrita propostas pelo Professor e pela Pesquisadora, durante as aulas de Matemática. O conceito de escrita matemática, que representa o objeto de nossa investigação, bem como as formas de classificação dessa escrita, foram delineados a partir de nossos estudos de referenciais teóricos do campo de pesquisa da Educação Matemática. As análises que empreendemos possibilitaram-nos identificar quatro categorias de escrita matemática utilizada pelos alunos: registrar, expressar-se, explicar e traduzir. Com a caracterização de cada uma dessas categorias, na qual consideramos as funções da linguagem, os gêneros matemáticos e os usos da escrita matemática, procuramos destacar, principalmente, como os alunos escrevem nas aulas de Matemática, usando uma linguagem não exclusivamente matemática. Desse modo, é possível considerar que nossa investigação pode oferecer contribuições no campo de pesquisa da Educação Matemática, na medida em que representa uma perspectiva de resposta à lacuna na pesquisa sobre a escrita matemática dos alunos, e quanto ao trabalho com a Matemática em sala de aula, na possibilidade de propiciar uma reflexão a respeito da escrita das aulas de Matemática.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, LINGUAGEM MATEMÁTICA, ESCRITA MATEMÁTICA

TÍTULO: A CULTURA MATEMÁTICA EM REPRESENTAÇÕES DE CRIANÇAS
AUTOR(ES): FRANCIS ROBERTA DE JESUS
RESUMO: O trabalho que se pretende comunicar no 17º Congresso de Leitura do Brasil é fruto de uma pesquisa realizada ao longo do ano de 2008, enquanto Trabalho de Conclusão do Curso de Pedagogia na Unicamp, sob a orientação do Prof. Dr. Antonio Miguel. A pesquisa tem como objetivo a discussão acerca da Cultura Matemática nas representações de crianças. Busca caracterizar, qualificar, ou ainda, apresentar indícios de olhares, sentimentos e concepções infantis em relação à Cultura Matemática em meio às diversas vivências socioculturais das crianças. Para tanto, foram realizadas considerações teórico-metodológicas sobre as representações sociais e as possibilidades de acesso às representações, que complexamente se constituem em sociais e, ao mesmo tempo, em subjetivas. Para tanto, foi percorrido um distintivo caminho metodológico que contou com a participação de oito crianças que estudam numa escola da rede municipal de Ensino Fundamental I (de 1ª a 4ª série) da cidade de Vinhedo (SP) em jogos-atividades, conforme uma dinâmica que permitiu conhecer características das citadas representações e suas relações com práticas sociais de mobilização da Cultura Matemática, segundo as experiências e vivências dos sujeitos. E, a partir do conhecimento daquelas características, foram realizados apontamentos relativos à Cultura Matemática presente na escola, bem como seu ensino e aprendizado.
PALAVRAS-CHAVE: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, CRIANÇAS, CULTURA MATEMÁTICA

TÍTULO: O USO DE JOGOS NO ENSINO DA TEORIA ELEMENTAR DAS PROBABILIDADES
AUTOR(ES): FRANCISCO EVANGELISTA SOBRINHO
RESUMO: O uso de Jogos no ensino da Teoria Elementar das Probabilidades Francisco Evangelista Sobrinho Mestrando em Ensino de Matemática Universidade Cruzeiro do Sul prof.francisco.mat@gmail.com Celi Espasandin Lopes Docente no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática Universidade Cruzeiro do Sul celilopes@uol.com.br Resumo Este relato tem como finalidade socializar uma experiência prática da aplicação do “Jogo da Soma” como estratégia da situação significativa de aprendizagem, no ensino inicial do estudo da Probabilidade, para a construção do conhecimento dos alunos do 2º ano do Ensino Médio de uma escola estadual da Diretoria Regional Guarulhos Sul da cidade Guarulhos, conforme conteúdo da Proposta Curricular do Estado de São Paulo do Caderno do Professor de Matemática 3º bimestre – 2008. O ensino da teoria elementar das probabilidades deve priorizar o senso crítico dos alunos, para que se tornem capazes de analisar as situações que contemplem o seu dia-a-dia, buscando a reflexão sobre os fatos. Para Jerônimo Cardano (1501 – 1576) tem sido creditado o início do estudo sobre a teoria das probabilidades, devido as suas observações sobre os jogos de azar, a partir delas ele destacou situações que envolviam a aleatoriedade. O jogo, como objeto cultural, pode ser um instrumento mediador para se introduzir conceitos ou explorá-los, contribuindo para a aprendizagem matemática.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO ESTATÍSTICA E PROBABILIDADE, PRÁTICAS, JOGOS

TÍTULO: A LINGUAGEM MATEMÁTICA NO LIVRO DIDÁTICO
AUTOR(ES): FREDERICO REIS MARQUES DE BRITO, LENI NOBRE DE OLIVEIRA
RESUMO: Há bastante tempo o ensino de Matemática nas escolas brasileiras passa por sérios problemas, que parecem aumentar ano a ano. O que não é de todo conhecido é o conjunto das causas desse grave problema. No dia-a-dia escolar, ao corrigirmos exercícios, ao observarmos o desenvolvimento dos alunos em atividades e na correção das avaliações podemos verificar que parte significativa das dificuldades apresentadas pelos alunos estão na não apropriação da linguagem, mais do que na Matemática como corpo de conhecimentos e capacidades. Observamos que quando o aluno não tem clareza sobre a linguagem matemática ele se vê obrigado a memorizar uma série de “regras” que não lhe fazem nenhum sentido real. Os Parâmetros Curriculares Nacionais apregoam que a linguagem matemática deve ser compreendida como organizadora da visão de mundo e deve ser destacada com o enfoque da contextualização dos esquemas de seus padrões lógicos, em relação ao valor social e à sociabilidade, e entendida pelas intersecções que a aproximam da linguagem verbal. Em nossas últimas pesquisas nos debruçamos sobre a análise de livros didáticos de Matemática utilizados na escola básica e, à partir daí, nos propusemos a discutir como a linguagem Matemática influencia no processo de ensino-aprendizagem e de que forma ela é utilizada e construída pelo livro-didático e na sala de aula.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO, LINGUAGEM MATEMÁTICA, LIVRO DIDÁTICO
SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 8
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 12
TÍTULO: ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS: TECNOLÓGICAS E REFLEXIVAS COMO FACILITADORAS DA APRENDIZAGEM
AUTOR(ES): HELEN CRISTINA LIBERATORI
RESUMO: Nesta pesquisa estudamos os efeitos da utilização de imagens visuais nas aulas de Matemática. Percebemos dificuldades na escrita e na resolução de problemas matemáticos por parte dos alunos e, para tentarmos solucionar esses problemas, buscamos subsídios em estratégias e ferramentas para a comunicação tecnológica de ensino, através de estímulos visuais. Após os estudos e leituras de artigos no grupo GCOEM (Grupo Colaborativo em Educação Matemática), pensamos na possibilidade de aplicarmos uma metodologia diferenciada para possibilitar o desenvolvimento do trabalho reflexivo com Estatística em sala de aula. Percebemos que aplicar esse conteúdo em alunos de 5ª série de uma escola estadual seria de extrema importância, visto que esse tema ficava em segundo plano nos planejamentos anuais. Foram escolhidas figuras de humor e gráficos com conteúdos estatísticos e, em seguida, foi elaborada uma apresentação no PowerPoint. Nos registros das análises que os alunos fizeram, observamos como as figuras de humor favoreceram a reflexão crítica, e os gráficos proporcionaram questionamentos, dando às aulas um diferencial significativo. Após a análise dos resultados pudemos observar que as estratégias didáticas, tanto as interativo-tecnológicas como as reflexivas, facilitaram a aprendizagem e a comunicação, no processamento do raciocínio lógico, dedutivo e probabilístico. Nossos estudos evidenciaram que a experiência de utilizar recursos tecnológicos como uma metodologia de sala de aula, proporcionou um maior interesse dos alunos nas aulas de Matemática.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO ESTATÍSTICA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, COMUNICAÇÃO TECNOLÓGICA

TÍTULO: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA FINANCEIRA: UMA LEITURA DA BIBLIOGRAFIA ADOTADA NO ENSINO MÉDIO E TÉCNICO
AUTOR(ES): HÉLIO ROSETTI JÚNIOR
RESUMO: Na educação matemática no Ensino Médio e Ensino Técnico, os conhecimentos de Matemática Comercial e Financeira são um grande fator de promoção da cidadania e de entendimento do ambiente econômico na sociedade. Esses conhecimentos devem ser dialogados no contexto das salas-de-aula levando-se em conta a evolução dessa área da matemática, visando o posicionamento pessoal do aluno nas questões de finanças e proporcionando um referencial no tempo das operações quantitativas financeiras. O presente trabalho tem por finalidade analisar e discutir a Matemática Comercial e Financeira trabalhada pedagogicamente no currículo do Ensino Médio e Técnico, por meio da leitura e estudo da bibliografia adotada. Para tanto, foi escolhida uma amostra de sete títulos adotados no Ensino Médio e Técnico e foram analisados os objetivos, conteúdos, textos, modelos matemáticos e formas como a Matemática Financeira está sendo redigida pelos autores nessas obras didáticas, que são amplamente adotadas por escolas e redes de ensino. Os resultados dessa leitura dos capítulos no assunto em tela demonstram que o ensino de Matemática Comercial e Financeira na bibliografia tem pouca relação com a vida prática dos alunos e também das comunidades escolares. Verificou-se, ainda, que os conteúdos são quase padronizados para atendimento restrito das exigências dos PCNs. Isso acontece em detrimento de um texto e conteúdos bem elaborados, que poderiam apontar para um trabalho educacional edificante e significativo na vida escolar, profissional e social dos estudantes.
PALAVRAS-CHAVE: MATEMÁTICA FINANCEIRA, EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, LIVROS DIDÁTICOS
TÍTULO: PRODUÇÃO DE IDÉIAS SOBRE PROBABILIDADE DESENVOLVIDA POR ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL EM ATIVIDADES EXPLORATÓRIO-INVESTIGATIVAS.
AUTOR(ES): JAQUELINE APARECIDA FORATTO LIXANDRÃO SANTOS
RESUMO: Este é um trabalho em andamento que surgiu da seguinte questão: Que idéias sobre probabilidade desenvolvem os alunos tendo como contexto atividades exploratório-investigativas? Para esse propósito está sendo elaborada uma sequência de atividades do tipo exploratório-investigativas tendo como contexto a probabilidade, que será desenvolvida em duas salas do 7º ano do ensino fundamental (com aproximadamente 30 alunos em cada sala), pela pesquisadora em uma escola da Rede Pública Estadual, onde ministra aulas. A pesquisa tem como objetivos identificar ideias probabilísticas que emergem do processo de comunicação (oral/escrita) tendo como contexto de sala de aula atividades exploratório-investigativas e analisar o processo de produção de tais idéias em um contexto de interação e negociação em aulas exploratório-investigativas. Tendo em vista a dinâmica das atividades, que é caracterizada pelo processo de exploração, formulação de questões e conjecturas, teste, reformulação e justificação de conjecturas e o objetivo da pesquisa, nossa análise se pautará na etapa de desenvolvimento e socialização das atividades por meio do diário de campo da professora, nos registros escritos e nas gravações de áudio e vídeo dos alunos. Acreditamos que o presente trabalho contribua com as pesquisas em estocástica, no ensino da probabilidade nas escolas e consequentemente no pensamento probabilístico dos estudantes.
PALAVRAS-CHAVE: PROBABILIDADE, ESTOCÁSTICA, INVESTIGAÇÕES ATEMÁTICAS

TÍTULO: POR UMA ESTATÍSTICA PARA A CIDADANIA: TRABALHOS DE PROJETOS NO ENSINO MÉDIO
AUTOR(ES): JEFFERSON BIAJONE
RESUMO: O presente trabalho parte do pressuposto de que o estudo de conteúdos estatísticos previstos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio na Matemática do Ensino Médio trata-se de importante momento formativo para a cidadania do aluno daquele nível de ensino, garantido que a aprendizagem da Estatística seja pautada pela análise de dados e não pelo tradicional viés da memorização de fórmulas e aplicação de algorítmicos. Nesse sentido, o texto relata a utilização de abordagem de ensino alternativa, o Trabalho de Projetos, para se ensinar e aprender Estatística por meio da realização de projeto em uma turma de alunos da segunda série do Ensino Médio de um colégio particular no interior do estado de São Paulo. Dos resultados obtidos pela experiência didático-pedagógica e pelo projeto desenvolvido pelos alunos nos vários enfoques que assumiu em torno de uma temática por eles escolhida, comprovou-se ser possível não só fomentar o preparo do aluno do Ensino Médio para uma cidadania consciente por intermédio de uma educação estatística crítica, como também (re)significar positivamente as atitudes dos alunos e do próprio professor-pesquisador, com relação à própria Matemática, seu ensino, aprendizagem e potencialidades enquanto saber chave para o exercício de uma cidadania crítica, participativa e consciente num mundo quantitativo como o de hoje.
PALAVRAS-CHAVE: CIDADANIA NO ENSINO MÉDIO, EDUCAÇÃO ESTATÍSTICA, TRABALHO DE PROJETOS

TÍTULO: HISTÓRIAS DE VIDA DE FORMADORES DE PROFESSORES QUE ATUAM NA EDUCAÇÃO BÁSICA
AUTOR(ES): JOSÉ RONALDO MELO
RESUMO: Neste estudo, apresentamos parte dos resultados de um trabalho de pesquisa, em andamento, em que estamos investigando como uma comunidade aprende e transforma suas práticas e saberes sobre formação de professores de matemática. A pesquisa vem sendo desenvolvida com professores do curso de formação de professores para educação básica da universidade federal do Acre. Para os objetivos e perspectivas iniciais relacionadas nesse estudo, as narrativas de histórias de vida de professores, além de promover fontes de informações sobre a formação docente, constituíram-se como um instrumento valioso na compreesão das práticas, saberes e aprendizagens dos sujeitos envolvidos, assim como apontaram algumas pistas de como essas práticas, saberes e aprendizagens se modificam ou se naturalizam com as proposições de mudanças no currículo do curso estudado, particularmente no contexto do formador. As reflexões realizadas a partir das análises dessas narrativas apontaram para possibilidade de construção de um ambiente colaborativo capaz de promover formas de aprendizagens e reflexões na comunidade de formadores de professores de matemática, com a perspectiva de modificar certas práticas presentes na cultura dessa comunidade, que em nossa visão não contribuem para reprodução de um professor com compromisso político capaz de intervir na realidade presente, pautada pelo quadro de fracasso escolar frequentemente apresentado pelos indicadores educacionais.
PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIAS DE VIDA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA, CURRÍCULO
SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 9
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 13
TÍTULO: INVESTIGAÇÕES MATEMÁTICAS EM ESTOCÁSTICA
AUTOR(ES): JOYCE FURLAN
RESUMO: Este trabalho consiste em um relato de experiência em sala de aula voltado para a exploração de conceitos de estocástica, desenvolvido com alunos de 8ª série do ensino fundamental e 3º série do ensino médio. Utilizamos atividades de cunho investigativo na perspectiva da resolução de problemas. A iniciativa de se trabalhar com este tema, partiu de um grupo colaborativo de pesquisa em Educação Matemática da Universidade São Francisco (campus de Itatiba), GRUCOMAT (Grupo colaborativo de matemática), sob a orientação das professoras Adair Mendes Nacarato e Regina Célia Grando. Para a realização das atividades, primeiramente, os alunos foram separados em grupos e foram desenvolvidas tarefas que lhes proporcionassem o contato com a linguagem em estocástica e com a estimativa de medidas de chances na ocorrência de determinados eventos. Estas atividades iniciais permitiram às professoras reconhecerem os conhecimentos prévios dos alunos sobre o assunto. Dando continuidade à sequência de atividades os alunos trabalharam com o jogo “A travesisa do rio” ( APM - Associação de Professores de Matemática de Portugal). Além das regras do jogo, os alunos receberam também algumas atividades de intervenção sobre o jogo , com possibilidades de início do jogo, a fim de possibilitar a análise de jogo. Tais atividades foram elaboradas conjuntamente pelos participantes do GRUCOMAT e os alunos foram motivados a experimentá-las e discuti-las. No decorrer das atividades foram realizadas situações de socialização das idéias produzidas pelos alunos. As análises das atividades e do jogo possibilitaram reconhecer como os estudantes manifestam e se apropriam dos conceitos relacionados à probabilidade, envolvendo sua linguagem, medida e formas de representação (distribuição normal, construção de histograma).
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, INVESTIGAÇÕES MATEMÁTICAS , ESTOCÁSTICA
TÍTULO: RESOLVENDO SITUAÇÕES - PROBLEMAS A PARTIR DE UM PROJETO INTERDISCIPLINAR
AUTOR(ES): JULIANA BAGNE
RESUMO: Este trabalho tem como propósito apresentar a análise de um trabalho interdisciplinar realizado numa escola municipal de Jundiaí. Há 3 anos esse trabalho traz aos alunos um conhecimento maior sobre as características dos felinos ameaçados de extinção e o habitat natural em que vivem. Utilizando-se assembléias semanais com estratégias didáticas discute-se também as causas e consequências dos crimes ambientais e os resultados dessa influência humana no meio ambiente. A solução encontrada foi a criação da ONG Mirim “Acho que ainda vejo um gatinho” no ano de 2007 cujo objetivo é auxiliar instituições que cuidam dessas espécies. Sendo assim, enfatizaremos nesta comunicação que o trabalho com assembléias é importante quando pensamos em desenvolver nos alunos atitudes críticas permeadas pela discussão, aceitação e respeito entre as opiniões divergentes. Além do trabalho semanal com assembléias, citaremos algumas atividades focalizadas na área de Matemática, destacando situações–problema pautadas na observação e interpretação de tabelas e gráficos, confrontando o tempo de vida dos animais, o comprimento do corpo, as características entre grandes e pequenos felinos, quantidade de filhotes, comparação do número de animais vítimas de tráfico sobreviventes ou não, localização geográfica, entre outros. Autores como Araujo e Aquino (2001), Delval (2008), Diniz (2001), Grando (2000 ; 2004), La Talle (2004), Macedo (2000), Nacarato (2005) entre outros subsidiaram nossas compreensões. Logo, é possível afirmar que as assembléias e os outros momentos de diálogo e de resolução de problemas nos permitem deliberar a respeito dos temas que nos interessam, acordar soluções, normas e propósitos de ação, melhorar a compreensão mútua e, finalmente, sentirmo-nos mais comprometidos com as decisões a serem adotadas no espaço escolar e fora dele.
PALAVRAS-CHAVE: SITUAÇÕES - PROBLEMAS, PROJETO INTERDISCIPLINAR, MATEMÁTICA

TÍTULO: COMPREENSÃO LEITORA E RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS MATEMÁTICOS
AUTOR(ES): KÁTIA LEAL REIS DE MELO, JULIANA SIMPLÍCIO DE MELO
RESUMO: Este trabalho busca investigar a relação entre compreensão leitora e resolução de problemas matemáticos, focando a leitura como instrumento para outras aprendizagens. As pesquisas das últimas décadas têm evidenciado que muitas das dificuldades dos alunos, ao longo da escolaridade, são provenientes do fato de que muitos não compreendem o que leem. Sabendo que é papel do professor criar oportunidades que permitam o desenvolvimento de processos cognitivos que levem à compreensão leitora, destaca-se a importância do mesmo perceber no problema de matemática um gênero textual a ser abordado tanto nas aulas de língua portuguesa, como nas de matemática, já que a capacidade de entender e produzir textos são fundamentais em qualquer disciplina. Com a intenção de verificar se os alunos que têm boa compreensão leitora têm melhor desempenho na resolução de problemas matemáticos, foram realizadas, individualmente, com alunos do 1º ano do 2º ciclo do ensino fundamental atividades de compreensão leitora de um texto do gênero “história“ e após estas atividades foi proposto que resolvessem problemas matemáticos. Enquanto resolviam os problemas, foi feita a observação para identificar possíveis estratégias que os alunos viessem a utilizar para construir sua compreensão. Após a resolução de cada problema, era solicitado que “narrassem/explicassem“ como tinham chegado àquela solução. Os dados desta pesquisa apontam para uma relação entre o desempenho nas atividades de resolução de problemas e de compreensão leitora, caracterizada pelo fato de que os alunos que apresentaram melhor compreensão leitora também tiveram melhor desempenho tanto na compreensão dos enunciados como na resolução dos problemas matemáticos. Levando em conta os dados trazidos por este trabalho, constata-se a necessidade de se investir em práticas de letura que trabalhem com a leitura e compreensão do gênero textual “problemas matemáticos“, bem como o ensino de estratégias que ajudem os alunos na compreensão deste e de outros gêneros textuais.
PALAVRAS-CHAVE: COMPREENSÃO LEITORA, RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS MATEMÁTICOS, INTERDISCIPLINARIDADE

TÍTULO: ESTÁGIO SUPERVISIONADO: HISTÓRIAS DE COLABORAÇÃO
AUTOR(ES): KELI CRISTINA CONTI
RESUMO: O artigo é resultado de nosso desejo de compartilhar saberes e experiências numa proposta colaborativa vivenciada por nós, professoras e estagiários licenciandos em Matemática, em nossas aulas, nos espaços escolares, nas reuniões que ocorreram e em nossas discussões e reflexões. Apresentaremos nossos contextos, o que entendemos como grupo colaborativo baseado em nossas leituras e participação em um grupo com essa prática. Descreveremos e analisaremos uma experiência vivenciada em uma sala de aula com alunos da Educação de Jovens e Adultos do Segundo Segmento do Ensino Fundamental e uma vivenciada com alunos de 5.ª, 6.ª e 7.ª séries do Ensino Fundamental, em uma escola rural, ambas escolas públicas do interior do Estado de São Paulo. Nossa análise se deu a partir de trechos selecionados dos diários de campo dos licenciandos acolhidos por nós em 2007 e 2008, dos indícios, reflexões e percepções que tivemos durante o período em que desenvolvemos os trabalhos e também através de nossas reflexões posteriores. Pretendemos mostrar as mudanças que foram ocorrendo durante o processo, algumas contribuições para o desenvolvimento profissional dos estagiários e das professoras, para a dinâmica das aulas, para o ensino de Matemática e indicar caminhos para repensar a prática de formação de professores e estágio que tem sido desenvolvida atualmente.
PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO SUPERVISIONADO, COLABORAÇÃO, DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL

TÍTULO: DIFERENTES GÊNEROS TEXTUAIS REVELAM AS CRENÇAS, AS DIFICULDADES E AS EXPECTATIVA COM A MATEMÁTICA.
AUTOR(ES): KELLY C. BETERELI A. BABOSA
RESUMO: Kelly C. Betereli A. Barbosa - profª rede municipal de Itatiba e pesquisadora do projeto de Iniciação Científica. Diferentes gêneros textuais revelam as crenças, as dificuldades e as expectativas com a matemática. As questões relativas à leitura e à escrita nas aulas de Matemática vêm se fazendo presentes nos currículos internacionais desde a década de 1980 e muitas produções têm chegado até nós. No Brasil esta tendência é mais recente e vem sendo, de certa forma, discutida em eventos como o Congresso de Leitura do Brasil (COLE) – que desde 2003 passou a contar com o Seminário de Educação Matemática. Essa constatação motivou a realização da presente pesquisa cujo objetivo centra-se na análise das produções escritas dos alunos em três diferentes gêneros: texto de abertura, cartas e relatório de entrada múltipla. Assim, em nossa participação no presente evento, destacaremos essas produções com alunos de 6ª e 8ª séries do ensino fundamental na qual os alunos escreveram suas crenças e expectativas quanto à Matemática e seu ensino. Nas falas desses alunos identificamos crenças como: Matemática como ferramenta (competência de cálculo); matemática como ferramenta para o trabalho/futuro; relação emocional/afetiva com a matemática; valorização da matemática como filtro social; relação como o professor; o sucesso é decorrente do esforço pessoal; e desejo pelo conhecimento. Além de suas dificuldades em conteúdos considerados pelo professor da classe como já aprendido.
PALAVRAS-CHAVE: POTENCIALIDADES, REFLEXÕES, CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 10
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 13
TÍTULO: SABERES MATEMÁTICOS PRODUZIDOS POR MÃES E A FORMAÇÃO MATEMÁTICA DE SEUS FILHOS
AUTOR(ES): KLINGER TEODORO CIRÍACO
RESUMO: Este trabalho relata o encaminhamento de uma pesquisa realizada pelo autor, em que se investigam as possíveis relações entre as práticas de letramento matemático de mães de uma escola de meios populares e as implicações no desenvolvimento escolar de seus filhos. A figura materna se apresenta no contexto extra-escolar pesquisado, como principal responsável pela educação escolar do filho. Letramento matemático é aqui entendido como a utilização da matemática no contexto social e questiona-se se essas práticas, além de exercidas nesse âmbito, permitem conexões com as práticas escolarizadas. A Matemática, apreciada como produto cultural, tem sua história determinada por condições econômicas, sociais e culturais variadas, às quais se vincula o nível de letramento dos indivíduos. Assim, entender possíveis relações entre o uso da matemática no dia-a-dia por um grupo de mães de uma escola da periferia do município de Três Lagoas – MS, bem como as possibilidades de sua utilização enquanto meio de ‘letrar’ matematicamente seus filhos, constitui-se como importante contribuição para o ensino-aprendizagem da matemática na escola. Utiliza-se como opção metodológica a pesquisa qualitativa segundo pressupostos de Lüdke e André (1986), Flick (2004) e a análise de conteúdo de Bardin (2002) para o tratamento dos dados. A fundamentação das questões discutidas no âmbito da Educação Matemática baseia-se em D´Ambrósio (1986), Toledo (2004), Fonseca (2004) e Bicudo (1997) seu embasamento. Os dados aqui apresentados serão teoricamente aprofundados no decorrente ano (2009) em que se desenvolve o trabalho de conclusão do curso de graduação em Pedagogia, gerador da pesquisa.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS DE MÃES, LETRAMENTO MATEMÁTICO, SABER POPULAR E ESCOLAR
TÍTULO: HISTÓRIAS INFANTIS NA SALA DE AULA: RELATO DE UMA EXPERÊNCIA DOCENTE
AUTOR(ES): LAÍS CECÍLIA DE ASSUNÇÃO
RESUMO: O trabalho apresentado refere-se a uma experiência didático-pedagógica decorrente da participação da autora na Atividade Curricular Integrada de Ensino Pesquisa e Extensão (ACIEPE) - Histórias Infantis e Matemática nas Séries Iniciais, desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos, no ano de 2007, oportunidade em que, num trabalho colaborativo de formação continuada, estudou, planejou e confeccionou um livro de história infantil denominado “Passeio à Fazenda: a grande festa”, conectando a literatura infantil com atividades relacionadas a conteúdos matemáticos. O livro, concebido a partir do contexto vivenciado no cotidiano escolar da autora, envolveu aspectos do bairro em que a escola se localiza, portanto, familiar aos seus alunos. No seu enredo, a organização de uma festa de aniversário de um dos personagens é o pretexto para colocar os alunos em ação e resolverem problemas aritméticos. Em 2008, dando continuidade ao projeto, foram planejadas atividades a partir desse livro e, posteriormente, implementadas para uma das turmas de 2º ano da escola, na qual a autora estava lecionando. Participaram da atividade 18 alunos. A sequência didática foi planejada com o objetivo de desenvolver outras competências e habilidades para o Tratamento da Informação, na qual os alunos levantaram hipóteses e dados. Durante as atividades desenvolvidas, os alunos construíram tabelas de dupla entrada, gráfico de colunas, socializaram as estratégias pessoais utilizadas na resolução de problemas e na produção de registros, validaram as hipóteses inicialmente levantadas e colaboraram com seus pares para a sistematização dos conceitos aprendidos. O envolvimento das crianças com a sequência didática proposta foi o ponto alto da experiência que, além de relacionarem a literatura com a matemática, puderam perceber suas habilidades e competências pessoais, estimulando o senso crítico, a autonomia e a socialização do conhecimento, elevando a auto-estima e refletindo positivamente no desempenho deles no processo de aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA INFANTIL E MATEMÁTICA, ENSINO-APRENDIZAGEM, FORMAÇÃO CONTINUADA
TÍTULO: IVESTIGAÇÕES MATEMÁTICAS EM ESTOCÁSTICA
AUTOR(ES): LIA MARQUES MAROCCI
RESUMO: Este trabalho consiste em um relato de experiência em sala de aula, voltado para a exploração de conceitos de estocástica, desenvolvido com alunos de 8ª série do ensino fundamental e 3º série do ensino médio. Utilizamos atividades de cunho investigativo na perspectiva da resolução de problemas. A iniciativa de se trabalhar com este tema, partiu de um grupo colaborativo de pesquisa em Educação Matemática da Universidade São Francisco (campus de Itatiba), GRUCOMAT (Grupo colaborativo de matemática), sob a orientação das professoras Adair Mendes Nacarato e Regina Célia Grando. Para a realização das atividades, primeiramente, os alunos foram separados em grupos e foram desenvolvidas tarefas que lhes proporcionassem o contato com a linguagem em estocástica e com a estimativa de medidas de chances na ocorrência de determinados eventos. Essas atividades iniciais permitiram às professoras reconhecerem os conhecimentos prévios dos alunos sobre o assunto. Dando continuidade à sequência de atividades os alunos trabalharam com o jogo “A travesisa do rio” ( APM - Associação de Professores de Matemática de Portugal). Além das regras do jogo, os alunos receberam também algumas atividades de intervenção sobre o jogo , com possibilidades de início do jogo, a fim de possibilitar a análise de jogo. Tais atividades foram elaboradas conjuntamente pelos participantes do GRUCOMAT e os alunos foram motivados a experimentá-las e discuti-las. No decorrer das atividades foram realizadas situações de socialização das idéias produzidas pelos alunos. As análises das atividades e do jogo possibilitaram reconhecer como os estudantes manifestam e se apropriam dos conceitos relacionados à probabilidade, envolvendo sua linguagem, medida e formas de representação (distribuição normal, construção de histograma).
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, INVESTIGAÇÕES MATEMÁTICAS, ESTOCÁSTICA

TÍTULO: APRENDER A RESOLVER PROBLEMAS
AUTOR(ES): LIALDA BEZERRA CAVALCANTI
RESUMO: A iniciativa deste artigo é decorrente de um trabalho de pesquisa que subsidiou estudos de temas para ementa da disciplina Laboratório e Prática de ensino em Matemática do IFPE/ UAB na modalidade EaD nos dois primeiros semestre do curso em 2007/2008, com reflexões de que não existe fórmulas mágicas para ensinar matemática, mas depende da concepção de trabalho pedagógico que propicie a construção dos conteúdos com significados. Tendo em vista que os conceitos se articulam numa rede de conhecimentos, a tendência de ensino na abordagem por resolução de problemas permite, na trilha do saber matemático, acionar e desenvolver estratégias suscetíveis para ampliação e transferência de um conhecimento para novas situações de aprendizagem. O trabalho desenvolvido está baseado nos princípios da arte de resolver problemas propostos por Polya (1995) visando propiciar ao aprendiz a mobilização de conhecimentos num processo de reflexão quanto ao caminho a ser utilizado com tomada de decisões eficazes a partir do uso das informações que se dispõe na situação proposta. Nesse contexto, apresentamos uma breve discussão sobre este tema, objetivando mostrar que as teorias educacionais podem ser utilizadas na prática escolar numa ação conjunta de comprometimento entre educandos e educadores para melhorar a prática pedagógica e qualidade das aulas de Matemática.
PALAVRAS-CHAVE: ABORDAGEM DE ENSINO, RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS, SABER MATEMÁTICO

TÍTULO: CONFLITOS DE OPINIÕES EM UM GRUPO DE ESTUDOS EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA PROPORCIONADO PELA LEITURA DE NARRATIVAS ESCRITAS POR PROFESSORES
AUTOR(ES): LUANA TORICELLI, REGINA CÉLIA GRANDO
RESUMO: Essa comunicação faz parte de uma dissertação de mestrado que buscou investigar em que medida as práticas colaborativas adotadas como estratégias formativas num grupo de estudos e pesquisas com alunas da Pedagogia contribuem para a (re)significação do ensino de matemática. Analisamos as diferentes estratégias formativas promotoras de aprendizagem docente, culminando num processo de produção compartilhada dos trabalhos de conclusão de curso (TCC), e o processo de aprendizagem no duplo sentido: das licenciandas como futuras professoras que ensinarão matemática na Educação Básica e da pesquisadora, como formadora. A análise dos dados foi realizada em três momentos do grupo: 1º momento: A constituição do grupo - o desafio do começo; 2º momento: A dificuldade de se manter juntas; 3º momento: O desespero: Eu tenho que entregar o TCC no mês que vem! Analisamos as estratégias formativas que proporcionaram momentos de reflexão e aprendizagem nesse grupo sobre a matemática e seu ensino. Destacamos a leitura de narrativas escritas por professores como uma estratégia significativa para as participantes. Analisamos, também, dois casos de duas participantes que realizaram uma pesquisa relativa à matemática, mostrando a pesquisa-ação como uma estratégia formativa. Os resultados oferecem indicações para a formação de professores que ensinam matemática nas séries iniciais do ensino fundamental.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, GRUPOS COLABORATIVOS, SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL.
SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 11
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 14
TÍTULO: O ENSINO DE MATEMÁTICA E CONCEPÇÕES SOBRE LETRAMENTO/NUMERAMENTO DE PROFESSORES QUE TRABALHAM EM TURMAS DE EJA
AUTOR(ES): LUCIANA GETIRANA DE SANTANA, NUBIA VERGETT
RESUMO: Este trabalho visa fomentar a discussão em torno da formação de professores apresentando possibilidades para a pesquisa no campo da Formação de Professores que Ensinam Matemática. Quando olhamos para as salas de aula de Educação de Jovens e Adultos - EJA - encontramos verdadeiros mosaicos culturais constituídos por estudantes procedentes das mais variadas faixas etárias e grupos étnicos. Com este mesmo olhar encontramos educadores que ajudam a colorir estes mosaicos com suas diferentes crenças sobre o ensino de matemática e concepções sobre letramento/numeramento. Percebemos o aumento do número de alunos da EJA que se matriculam no Programa de Educação de Jovens e Adultos da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro – PEJA II - com pouca habilidade de leitura e de escrita, analfabetos funcionais. Essas dificuldades constituem obstáculos para a progressão escolar desses estudantes. Nesse sentido, a preocupação com a leitura e escrita deixa de ser uma obrigação/privilégio do professor de Língua Portuguesa passando a ser responsabilidade de todos os profissionais que trabalham no espaço escolar, inclusive dos professores de Matemática que, na maioria das vezes, se eximem desta tarefa, alegando que não lhes cabe ou que não possuem formação para “tratar destes assuntos”. As várias leituras, estudos, debates e a própria experiência em sala de aula de EJA, nos instigaram a tecer algumas reflexões: A formação de professores de Matemática desenvolve e estimula a capacidade de re-significação de conceitos e valores na EJA? A ação pedagógica direcionada a EJA considera as especificidades pertinentes a esse grupo no que tange à leitura, à escrita e às estratégias de cálculos? Neste trabalho pretendemos trazer à tona algumas questões referentes ao trabalho pedagógico do Professor de Matemática da Educação de Jovens e Adultos e apontar caminhos em relação às questões levantadas anteriormente.
PALAVRAS-CHAVE: EJA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA INTERPRETAÇÃO MATEMÁTICA: DUAS PRÁTICAS QUE NÃO PODEM SE DISTANCIAR
AUTOR(ES): LUCIANA MORAIS DOMINGUES
RESUMO: A maioria dos alunos refere-se à matemática como algo difícil, que muitas vezes não tem utilidade prática, acredita-se, entretanto, que a solução a esses pensamentos seria constatação da falta de bases interligadas com a prática. Sendo imprescindível o professor dessa disciplina conduzir o aluno e, por seguinte, levá-lo sempre aos modos aplicativos do seu cotidiano. Nesse sentido, é notório que a leitura é indispensável para a formação humana; o contato do ser humano com a diversidade de gêneros textuais possibilita ao homem ser livre, pois a leitura medeia o processo de transformação que assegura aos indivíduos serem construtores de uma vida mais independente e segura. Nessa perspectiva, o trabalho está alicerçado na literatura infantil dentro da ótica da matemática, pois se trabalhada de modo adequado em sala de aula, pode unir sensibilidade e conhecimento e levar o leitor a instigar reflexões, pois o professor em sala de aula pode criar situações que estimulem a familiarização e a compreensão com a linguagem matemática. Observa-se, contudo, o grande distanciamento nos dias atuais da linguagem matemática com a leitura, visto que é sabido que essa barreira existe em sala de aula, sendo de suma importância aplicar conceitos matemáticos à realidade do aluno. Para isso é necessário que existam atividades desde a mais tenra idade, pois estes sujeitos estabelecerão conexões da matemática com a literatura. Logo, as crianças ganharão aptidões que serão pré-requisitos para obterem pensamentos analíticos e criativos e os envolver na resolução de problemas mais complexos. Portanto, cabe ao professor desenvolver competências e conteúdos nos quais ele passa de transmissor do conhecimento a facilitador da aprendizagem. Isto significa que o professor deve deixar de ser o repassador do conhecimento e passar a ser o criador de ambientes de leitura/aprendizagem no processo de desenvolvimento intelectual do aluno.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA E MATEMÁTICA, LITERATURA INFANTIL, FACILITADOR DA APRENDIZAGEM

TÍTULO: TAREFAS INVESTIGATIVAS NAS AULAS DE MATEMÁTICA: UM EVENTO DE LETRAMENTO
AUTOR(ES): LUCIANE DE FATIMA BERTINI, CARMEN LUCIA BRANCAGLION PASSOS
RESUMO: O trabalho apresenta discussões e reflexões a respeito da possível relação entre uma aula de matemática baseada em tarefas investigativas e um evento de letramento, uma vez que essas propõem uma mudança na dinâmica da sala de aula, envolvendo os estudantes de forma mais ativa em sua aprendizagem, estimulando o trabalho em grupo, a criatividade, a comunicação e a reflexão. Os dados analisados dizem respeito a uma pesquisa realizada com a professora e os estudantes de uma terceira série do ensino fundamental de uma escola pública municipal, que envolveu uma relação de parceria entre a professora e a pesquisadora nos momentos de estudo, preparação e reflexão sobre as tarefas investigativas utilizadas com os estudantes em sala de aula. Observou-se que as tarefas investigativas podem representar também um evento de letramento contribuindo para esse processo na medida em que propõem aos estudantes reflexões não apenas sobre conceitos matemáticos, mas também, sobre sua forma de se comunicar oralmente e por meio de registros escritos. Essa possibilidade revela a viabilidade de se utilizar esse tipo de tarefa já nas séries iniciais e, mais do que isso, aponta para sua potencialidade justamente por ser realizada nessas séries, nas quais o estudante está aprendendo a fazer uso dos diferentes tipos de textos para registrar e para comunicar suas ideias.
PALAVRAS-CHAVE: TAREFAS INVESTIGATIVAS, SÉRIES INICIAIS, LETRAMENTO

TÍTULO: FUNÇÕES QUADRÁTICAS NOS LIVROS DIDÁTICOS SOB A ÒTICA DA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
AUTOR(ES): LUCICLEIDE LAVOR TERTO, NORMA SUELY GOMES ALLEVATO
RESUMO: O presente artigo apresenta alguns resultados de uma pesquisa desenvolvida junto à Universidade Cruzeiro do Sul – São Paulo/SP, que realizou um estudo analítico de livros didáticos de Matemática de 1º ano do Ensino Médio. O objetivo da pesquisa foi analisar de que forma o livro didático apresenta o conteúdo de função quadrática sob a ótica da Resolução de Problemas. Foi utilizada a metodologia de pesquisa qualitativa, empregando, essencialmente, o método da análise de conteúdo. Este trabalho apresenta estudos sobre a importância do livro didático, orientações fornecidas pelos documentos oficiais sobre esses temas. Também desenvolve um estudo sobre a Resolução de Problemas sob a perspectiva e concepções de alguns autores de livros didáticos e pesquisadores. Em particular serão discutidas as concepções de ensinar “sobre”, ensinar “para” e ensinar “através” da resolução de problemas. São apresentados e analisados dados obtidos da análise de livros didáticos entre os indicados pelo MEC, e inseridos no Programa Nacional do Livro para o Ensino Médio – 2009 (PNLEM/2009). Dentre os resultados obtidos, observou-se que, em geral, os livros estão fortemente inseridos na concepção de ensinar “para” a resolução de problemas. Essa concepção configura a resolução de problemas como uma atividade que os alunos só podem realizar após a introdução de um novo conceito ou após o treino de alguma habilidade ou algoritmo de cálculo. Também se pôde constatar em que medida e sob que aspectos os livros estão de acordo com os documentos oficiais.
PALAVRAS-CHAVE: LIVRO DIDÁTICO, RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS, FUNÇÃO QUADRÁTICA

TÍTULO: ESTRATÉGIAS DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS EM CRIANÇAS DE SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): LUCIENE NEVES DA SILVA SANCHES, KARINA PEREZ GUIMARÃES
RESUMO: KARINA PEREZ GUIMARÃES LUCIENE NEVES DA SILVA SANCHES União das Escolas do Grupo FAIMI de Educação (UniFAIMI) Neste trabalho pretendeu-se identificar estratégias utilizadas pelos sujeitos na resolução escrita de problemas matemáticos envolvendo as operações aritméticas fundamentais. A fundamentação teórica pautou-se na Epistemologia Genética de Piaget. Participaram do estudo 24 crianças do 2o ano do Ensino Fundamental de uma escola do interior de São Paulo. Foram aplicados três problemas envolvendo as operações aritméticas fundamentais (SMOLE, 2000 e 2001). Apresentaremos o problema que envolveu a estrutura aditiva: “Numa caverna havia 12 vampiros e 5 morcegos. Era noite de lua cheia e uma bruxa transformou todos os morcegos em vampiros. Quantos vampiros ficaram?” A pontuação do problema variou de 0 a 1 ponto, destacando os diferentes tipos de procedimentos de resolução adotados pelas crianças. Na análise dos resultados, foram consideradas nove possibilidades de respostas diferentes utilizadas pelas crianças. Dos 83% que acertaram o problema, o maior índice (21%) corresponde ao uso da adição com ilustração; 9% acertaram o raciocínio, mas erraram na soma e os 8% restantes erraram o problema ao fazer o cálculo mental (com ilustração) ou porque simplesmente copiaram um dos números do enunciado, fazendo uma operação qualquer. Constatou-se que uma das maiores dificuldades das crianças concentrou-se em encontrar a estratégia adequada e a utilização da operação aritmética correspondente. O estudo revela a necessidade do professor rever sua postura e metodologia no ensino da matemática, principalmente em relação ao trabalho com resolução de problemas. Diante disso, é preciso valorizar o pensamento da criança, o processo utilizado por ela para se chegar à resolução. Nesse sentido, o trabalho com resolução de problemas no ensino da matemática pode contribuir para a autonomia da criança ao respeitar sua maneira de pensar.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DA MATEMÁTICA, RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS, CONSTRUTIVISMO

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 12
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 14
TÍTULO: INFORMAÇÕES SOBRE COMO OS PROFESSORES LIDAM COM AS PRODUÇÕES DISCENTES: A CORREÇÃO DE EXERCÍCIOS.
AUTOR(ES): LUCÍOLA CASTILHO OLIVEIRA PINHEIRO
RESUMO: Este trabalho apresenta os resultados de uma pesquisa qualitativa, que descreve e analisa como são desenvolvidas as correções de exercícios durante aulas de Matemática dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Teve como objetivo investigar como um grupo de professores dos anos iniciais lida com a produção matemática discente, sobretudo em relação aos erros cometidos, focando a atuação de ambos durante episódios de correção. Considero que um olhar mais acurado sobre os episódios de correção de exercícios permite investigar se tais professores valorizam a escuta dos alunos e suas diferentes estratégias de solução de problemas. Resultado do processo de preparação de dissertação para o Mestrado em Ensino da Matemática, oferecido pela UFRJ, a pesquisa envolveu a análise da prática de 30 professores do Rio de Janeiro, entrevistados e observados por auxiliares de pesquisa por quatro aulas seguidas de matemática, utilizando instrumentos padronizados. Os resultados da análise evidenciam quais fatores são valorizados durante a correção e se os erros são encarados como trampolins para a aprendizagem. Foram identificados fatores oriundos da prática docente que ajudam a compreender alguns dos erros presentes nas aulas observadas, agrupados segundo um ensino que valoriza as regras sem significado, ou formulações imprecisas ou incorretas de atividades. Os resultados reforçam a necessidade de revisão dos currículos da formação inicial de professores, bem como o investimento em programas de formação continuada, que oportunizem a construção de conceitos e estratégias matemáticas pelos professores, de modo que estes possam atender às suas atribuições de modo mais eficaz. Para análise dos dados recorreu-se aos princípios da análise de conteúdos (BARDIN). Ball, Borasi, Belfort e Cury contribuíram para a discussão dos resultados que evidenciam a influência da concepção docente sobre ensino de matemática nos erros cometidos pelos alunos, nas dificuldades conceituais do professor e suas estratégias de utilização de produções discentes consideradas erradas.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, ANÁLISE DE ERROS, ANOS INICIAIS
TÍTULO: CIDADANIA E MATEMÁTICA NO COTIDIANO DE CRIANÇAS
AUTOR(ES): LUIZ FERNANDES DE OLIVEIRA, CRISTINA CLEMENTE RIBEIRO
RESUMO: Em 2008, no Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp - UERJ), realizamos duas iniciativas didáticas no ensino de Matemática no 5º ano que merecem destaque. A primeira refere-se às reflexões sobre grandezas e medidas e, a segunda, à construção de gráficos como forma de tratamento de informações. Depois de realizar diversos desafios matemáticos, encontramos algumas dificuldades de interpretação e escrita da parte dos estudantes, seja na compreensão da representação de medidas, seja na construção dos gráficos. Para tentar superar essas dificuldades, resolvemos utilizar estratégias didáticas não convencionais. Primeiramente solicitamos aos estudantes que fizessem fotografias das representações equivocadas das medidas e grandezas que existem no cotidiano da cidade do Rio de Janeiro, como por exemplo, as velocidades representadas pelas placas de trânsito, a representação das medidas de comprimento, massa e tempo, existente em diversos lugares como supermercados, lojas, etc. O objetivo era o registro das representações errôneas e das confusões sobre as diversas medidas, para ao final, compilar cartazes educativos na escola, mostrando a forma correta de representação das mesmas. A segunda atividade foi a construção de gráficos no computador, para tentar superar uma série de equívocos na representação gráfica, principalmente na proporcionalidade das frequências no eixo horizontal e vertical, mas também na ausência de legendas e títulos. Partindo do cotidiano das crianças, concluímos que estas iniciativas revelaram a importância, na Educação Matemática, da leitura de diferentes tipos de textos e da pesquisa sobre o cotidiano, no qual a Matemática contribui para o exercício da cidadania e um melhor entendimento do mundo que rodeia a infância. Neste sentido, tentamos demonstrar às crianças que a Matemática não é algo abstrato e longe de seu cotidiano, mas sempre presente, na medida em que, com suas ferramentas, ajuda no entendimento do mundo.
PALAVRAS-CHAVE: DIDÁTICA DA MATEMÁTICA , LINGUAGEM MATEMÁTICA , CIDADANIA

TÍTULO: LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS NAS AULAS DE MATEMÁTICA A PARTIR DE ATIVIDADES DE MODELAGEM MATEMÁTICA
AUTOR(ES): MARCELO LEON CAFFÉ DE OLIVEIRA
RESUMO: Neste trabalho, fruto da análise de experiências vividas na Educação Básica e no Ensino Superior, objetivo apontar possibilidades e gerar reflexões sobre a utilização de leitura e produção de textos em atividades de Modelagem Matemática. Muitos estudos encontrados na literatura da área de Educação Matemática têm apresentado, nos últimos anos, a Modelagem Matemática como uma importante proposta de inovação para a matemática escolar. Em geral, nesses estudos, a Modelagem Matemática tem sido apresentada como uma abordagem de problemas não matemáticos do dia-a-dia ou de outras áreas do conhecimento resolvidos por meio da matemática. A organização das aulas de matemática através de atividades de Modelagem Matemática pressupõe algumas etapas, muitas vezes implementadas simultaneamente, que podem ser executadas pelos alunos sob a orientação do professor: escolha de um tema não matemático, levantamento de informações sobre esse tema, redação do problema a ser resolvido por meio da matemática, levantamento e simplificação das variáveis envolvidas no problema, construção da solução do problema e validação desta solução. Em todo esse processo, alunos e professor estão envolvidos em levantamento de fontes – bibliográficas, documentais, orais, etc. - relacionadas ao tema não matemático escolhido, leituras e produções de textos com objetivos de formular o problema a ser resolvido, levantar dados para resolver esse problema e apresentar a solução encontrada. Durante o desenvolvimento das atividades de Modelagem Matemática podem ser utilizados, com o objetivo de ensinar matemática, tanto textos que foram, quanto textos que não foram produzidos com esse objetivo, bem como textos que para serem entendidos demandam conhecimentos matemáticos, sem que o objetivo principal seja ensinar matemática. Em todo esse processo os alunos são incentivados a ler e produzir textos durante as aulas de matemática, além de ter a possibilidade de, sob a orientação do professor, construir autonomia no processo de construção do próprio conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE MATEMÁTICA, MODELAGEM MATEMÁTICA, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS

TÍTULO: ESTRUTURAS COGNITIVAS TRABALHADAS NA PRÉ ESCOLA QUE FACILITAM A CONSTRUÇÃO ADEQUADA DE CONCEITOS MATEMÁTICO NA EXPECTATIVA DE APRENDIZAGEM NAS SÉRIES POSTERIORES
AUTOR(ES): MARCIA APARECIDA BENTO DOS SANTOS
RESUMO: O conhecimento numérico da criança origina-se através das relações mediadoras e convivência com situações cotidianas no ambiente familiar, segundo Vigotski, citado por MOYSÉS (2001) é no processo de interação social que ocorre o desenvolvimento do pensamento infantil. A presença dos números é comum e frequente nas atividades lúdicas de contar e medir em diferentes circunstâncias. A criança opera procedimentos matemáticos de acordo com a sua própria compreensão em situações cotidianas que ocorrem nos grupos sociais dos quais participa ativamente. Segundo FONSECA et CARDOSO, nessa perspectiva implica a possibilidade de trabalhar assuntos diretamente relacionados à prática social dos alunos para a construção de estratégias de leitura crítica (2005). A aprendizagem da criança inicia-se muito antes da aprendizagem formal, Vygotsky (2006), ao escrever sobre aprendizagem e desenvolvimento em idade escolar, afirma que a criança já passou por uma aprendizagem aritmética própria, muito antes de se intregar na escola. A presente comunicação pretende apresentar uma proposta de estudo sobre aprendizagem aritmética com o auxílio da Literatura Infantil de modo a promover o conhecimento sobre diferentes linguagens matemática, a partir de diferentes conceitos, com o propósito de auxiliar a criança transpor conhecimentos, relacionando diferentes áreas de investigação e leitura de dados, intencionando desafiá-la a que vá se percebendo na e pela própria prática, sujeito capaz de saber. (FREIRE, 1997). Aprender e ensinar a linguagem encantadora da matemática na educação infantil, de acordo com Gimenez( 2006) aponta para a necessidade de discutir e dialogar com profissionais da área sobre a importância do ensino aprendizagem matemática na infância com base em experiências cotidianas bem organizadas pela atividade escolar.
PALAVRAS-CHAVE: APRENDIZAGEM ARITMÉTICA, LINGUAGEM MATEMÁTICA, FORMAÇÃO DE CONCEITOS

TÍTULO: AS POTENCIALIDADES DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS DAS REDES COMUNICATIVAS- BLOGS NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
AUTOR(ES): MARIA ANGELA DE OLIVEIRA OLIVEIRA
RESUMO: Nos tempos atuais, a Internet se configura como um novo meio de comunicação que pode nos ajudar rever, ampliar e modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender. “Sabe-se que as possibilidades pedagógicas de uso da Internet como ferramenta educacional estão se tornando cada vez maiores, a cada dia surgem novas maneiras de usar a rede como recurso para enriquecer e propiciar novas formas de se conceber o processo educativo” (Miskulin, 1999). Os blogs surgiram como uma rede propícia a desenvolver cenários de interação, democratizando definitivamente o acesso à comunicação e ao conhecimento. Por meio dos blogs as discussões romperam as paredes da sala de aula, confirmando as palavras de Paulo Freire (1996): “É preciso levar o aluno a ler o mundo para poder transformá-lo”. Os blogs permitem ampliar o espaço educacional de professores e alunos, aumentando a possibilidade de compartilhar informações de forma criativa e prazerosa, já que oferece um espaço no qual os alunos são escritores, leitores e pesquisadores do próprio conhecimento matemático. A própria linguagem dos blogs permite a socialização por meio de comentários e faz com que os estudantes se sintam motivados a inovar com mais liberdade, criatividade, autonomia e assim possam transver o mundo. Para explorar esse potencial foi criado um blog matemático , com alunos do Ensino Fundamental (6º ao 8º anos) do Colégio Uirapuru – Sorocaba/SP, que se tornou a matriz de uma rede que hoje conta com mais de 130 blogs matemáticos.
PALAVRAS-CHAVE: INTERNET, BLOG, MATEMÁTICA

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 13
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 15
TÍTULO: AS PRÁTICAS COLABORATIVAS E O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PROFESSORES
AUTOR(ES): MARIA APARECIDA VILELA MENDONÇA PINTO COELHO
RESUMO: Este trabalho é parte de uma pesquisa de doutorado em andamento, inserida na vertente de Desenvolvimento Profissional de Professores e que tem como objetivo compreender a produção de conhecimento de um grupo de professores, a partir de suas práticas pedagógicas. O grupo de professores se reúne visando problematizar suas práticas para implementar mudanças avaliadas por eles como necessárias em sala de aula. Essas mudanças se referem principalmente à atitude dos alunos frente ao conhecimento matemático, à autonomia e à argumentação. A possibilidade de tal produção baseia-se no pressuposto de que o conhecimento que os professores precisam para ensinar bem é gerado quando eles consideram suas próprias salas de aula como locais de uma investigação intencional. Para orientar a nossa análise usamos as abordagens de Bakhtin (2003), que considera o conhecimento como produzido nas relações interpessoais e dialógicas e com os aportes teóricos de Fiorentini (2004), Cochran-Smith e Lytle (1999) e Hargreaves (2004), entre outros. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, que busca uma abordagem histórico-dialética, em uma vertente interpretativa. A nossa experiência tem mostrado que um grupo do tipo colaborativo, formado por professores, com o objetivo de problematizar suas práticas, pode ser de grande valor para a produção de conhecimento, para apoio às necessidades individuais dos professores e para servir de apoio a uma cultura colaborativa nas escolas.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, PRÁTICAS COLABORATIVAS, DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE PROFESSORES

TÍTULO: CONTRIBUIÇÕES DO CÁLCULO MENTAL E DAS NARRATIVAS PARA A ELABORAÇÃO DE SABERES DOCENTES ACERCA DAS OPERAÇÕES ARITMÉTICAS FUNDAMENTAIS
AUTOR(ES): MARIA AUXILIADORA BUENO ANDRADE MEGID
RESUMO: Este trabalho foi desenvolvido em uma sala de um curso de Pedagogia - 2º ano - em uma disciplina que envolvia aspetos metodológicos relacionados ao ensino de matemática para os anos iniciais do Ensino Fundamental, tendo como participantes a professora da disciplina e 34 alunas, sendo que nenhuma delas ainda atuava na docência. Através de narrativas orais e escritas, foram retomadas ações das alunas acerca das quatro operações aritméticas fundamentais em suas infâncias e as observações feitas nos estágios regulares do curso de Pedagogia na perspectiva da construção de saberes para a docência futura. Como procedimentos metodológicos para a coleta de dados, foram utilizadas práticas reflexivas exploratório-investigativas, que proporcionavam às alunas um repensar sobre as operações aritméticas fundamentais a partir de estratégias de resolução dessas operações por cálculo mental e por estratégias alternativas, que não as dos algoritmos tradicionais. Após a confecção das atividades, as alunas escreviam sobre o processo vivido, fazendo relações com suas aprendizagens quando alunas das séries iniciais do ensino básico. Na socialização das narrativas era possível produzir, individual e coletivamente, conhecimentos a respeito das operações aritméticas e de estratégias que poderiam ser utilizadas quando da docência desses conteúdos para as séries iniciais do Ensino Fundamental. Outro recurso empregado se refere à análise das narrativas das alunas a respeito das ações que realizaram, buscando compreender como a escrita possibilita a (re)construção de conceitos matemáticos de forma significativa, bem como auxiliar na configuração de uma possível prática docente. Foi possível constatar a potencialidade da escrita, tanto no que se refere ao registro das ações realizadas durante as práticas reflexivas, quanto às reflexões apontadas nos relatos das aulas elaborados pelas alunas.
PALAVRAS-CHAVE: CÁLCULO MENTAL, NARRATIVAS, FORMAÇÃO DE PROFESSORES
TÍTULO: PAPEL DA COMPETÊNCIA LEITORA NA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS MATEMÁTICOS
AUTOR(ES): MARIA DAS DORES DE MORAIS
RESUMO: Alguns instrumentos avaliativos aplicados aos alunos do ensino fundamental têm mostrado que eles apresentam um fraco desempenho no tocante à habilidade de resolver problemas matemáticos. Reformas curriculares e metodológicas apontam para uma abordagem baseada na exposição do aluno a situações-problemas, para que se crie um ambiente que estimule o discente a propor soluções com base nas relações existentes entre o conhecimento matemático, o conteúdo correntemente apresentado e situações concretas do dia-a-dia. Contudo, resultados de avaliações de desempenho de alunos no que diz respeito à Matemática têm revelado que essa metodologia pode não ser eficiente, em razão das dificuldades que o aluno pode demonstrar para compreender os problemas a ele apresentados. Este trabalho objetiva investigar se o fraco desempenho em Matemática não está ligado apenas a limitações de cunho eminentemente matemático (conceitos não consolidados, conhecimentos não assimilados, instrumental matemático pouco desenvolvido), mas também à baixa competência em leitura. Serão aplicados dois pré-testes, um de leitura e outro com problemas de Matemática que podem ser classificados em dois grupos: questões cuja resolução passa direta e estritamente pelo instrumental matemático; questões que requerem as mesmas habilidades em Matemática exigidas pelas do primeiro grupo, contemplando, entretanto, um aparato linguístico mais desafiador e mais elaborado. Assim, no primeiro grupo destaca-se a habilidade em matemática, e, no segundo, aspectos de linguagem (competência leitora). O alvo a ser atingido no presente trabalho é o seguinte: o fraco desempenho em Matemática que muitos alunos apresentam não está ligado apenas a limitações (conceitos não consolidados, conhecimentos não assimilados, instrumental matemático inexistente ou pouco desenvolvido) de cunho eminentemente matemático: uma causa importante do fraco desempenho reside na baixa competência em leitura que caracteriza muitos alunos do Ensino Fundamental.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PROBLEMAS MATEMÁTICOS, ENSINO FUNDAMENTAL

TÍTULO: ABORDAGEM TEÓRICA E PRÁTICA EDUCATIVA: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NA INFÂNCIA
AUTOR(ES): MARIA DO CARMO DE SOUSA
RESUMO: Sabendo que os programas de educação infantil têm recebido influência das pesquisas sobre a educação na infância, iniciamos nossos estudos sobre este tema, especificamente na área de Educação Matemática, participando da Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão - ACIEPE - “Ciência Lúdica para Crianças: pressupostos, atividades e vivências”. Essa atividade tem como propósito discutir e vivenciar uma proposta de educação não-formal, baseada na interação mediada das crianças (3 a 6 anos) com o universo da Ciência, Tecnologia e Matemática, a partir de vivências lúdicas e da utilização de brinquedos, artefatos cotidianos, materiais didáticos e mediante o aproveitamento do entorno tecnocientífico como ambiência museal privilegiada da cultura científica, na Universidade Federal de São Carlos. O objetivo desta comunicação consiste em apresentar as discussões que temos feito, durante o desenvolvimento de um estudo que tem o propósito de analisar como as professoras da Educação Infantil resolvem situações problemas que envolvem conceitos matemáticos, a partir de materiais manipuláveis. Temos como hipótese que, se o professor tiver em seu currículo formação em matemática, tentará desenvolver tais situações a partir de um plano estratégico; caso contrário, resolverá a situação por experimentação, através de ensaio e erro, priorizando os elementos perceptíveis do conceito, que estão presentes nos materiais (Davydovy, 1992). A fundamentação teórica que permitirá a análise dos dados considera os estudos de Davydov (1992), que menciona Kopnin (1978) sobre as formas de pensamento: empírico e teórico que tratam da relação sensorial e racional no processo de aprender e ensinar. Nesse caso, destaca-se o ensino e aprendizagem de conceitos matemáticos para a Educação Infantil.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, FORMAS DE PENSAMENTO, EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

TÍTULO: LEITURAS E ESCRITAS DE TABELAS E GRÁFICOS NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES POLIVALENTES
AUTOR(ES): MARIA HELENA PEREIRA DE SOUZA
RESUMO: Este artigo trata sobre uma experiência de formação continuada com Professores Polivalentes em HTPC (Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo) de uma Escola Pública Estadual de São Paulo. Após verificar as demandas de temas Matemáticos pelas professoras, optamos por iniciar a formação com o tema “Tratamento da Informação”. Levamos em consideração que tal conteúdo no Brasil passou a ser previsto pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) a partir de 1997, como conteúdo de aprendizagem dos primeiros ciclos, mas, no Estado de São Paulo, somente a partir de 2008 com o novo currículo proposto para a Rede Pública Estadual esse tema foi contemplado em todas as séries da Educação Básica. A finalidade da investigação se deu a partir da prática das professoras sobre leituras e escritas de tabelas e gráficos. Constatamos que o processo de leitura de tabelas e gráficos (de barras, colunas, linhas e setor), apresentados nos livros e jornais, facilitou a compreensão da existência de uma correspondência entre as variáveis nos gráficos. Por outro lado, na escrita dos gráficos de colunas, utilizando papel quadriculado e pequenos dados da ficha de identificação do professor, percebemos a falta de conceitos elementares da Matemática na construção de alguns gráficos, porém, percebemos também o domínio desses conceitos em outras construções no mesmo grupo de professoras. As escritas dos gráficos de colunas foi apenas o início do processo de formação continuada na Escola, em matemática, a ser percorrido até um conhecimento mais específico sobre este tema e outros que virão. Os relatos das professoras sobre leituras e escritas de tabelas e gráficos revelam a necessidade da reflexão no grupo de formação sobre o tema Tratamento da Informação para melhor aprendizagem dos seus alunos.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA E ESCRITA DE TABELAS E GRÁFICOS, TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO, FORMAÇÃO CONTINUADA NA ESCOLA

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 14
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 12
TÍTULO: ABORDAGEM TEÓRICA E PRÁTICA EDUCATIVA: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NA INFÂNCIA
AUTOR(ES): MARIA JOSÉ DA SILVA ROCHA
RESUMO: Sabendo que os programas de educação infantil têm recebido influência das pesquisas sobre a educação na infância, iniciamos nossos estudos sobre este tema, especificamente na área de Educação Matemática, participando da Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão - ACIEPE - “Ciência Lúdica para Crianças: pressupostos, atividades e vivências”. Essa atividade tem como propósito discutir e vivenciar uma proposta de educação não-formal, baseada na interação mediada das crianças (3 a 6 anos) com o universo da Ciência, Tecnologia e Matemática, a partir de vivências lúdicas e da utilização de brinquedos, artefatos cotidianos, materiais didáticos e mediante o aproveitamento do entorno tecnocientífico como ambiência museal privilegiada da cultura científica, na Universidade Federal de São Carlos. O objetivo desta comunicação consiste em apresentar as discussões que temos feito, durante o desenvolvimento de um estudo que tem o propósito de analisar como as professoras da Educação Infantil resolvem situações problemas que envolvem conceitos matemáticos, a partir de materiais manipuláveis. Temos como hipótese que, se o professor tiver em seu currículo formação em matemática, tentará desenvolver tais situações a partir de um plano estratégico; caso contrário, resolverá a situação por experimentação, através de ensaio e erro, priorizando os elementos perceptíveis do conceito, que estão presentes nos materiais (Davydovy, 1992). A fundamentação teórica que permitirá a análise dos dados considera os estudos de Davydov (1992), que menciona Kopnin (1978) sobre as formas de pensamento: empírico e teórico que tratam da relação sensorial e racional no processo de aprender e ensinar. Nesse caso, destaca-se o ensino e aprendizagem de conceitos matemáticos para a Educação Infantil.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, FORMAS DE PENSAMENTO, EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
TÍTULO: O CONHECIMENTO CONSTRUÍDO NA PRÁTICA PROFISSIONAL DE ESTUDANTES JOVENS E ADULTOS SOBRE NÚMEROS DECIMAIS.
AUTOR(ES): MARIA JOSÉ GOMES
RESUMO: Este estudo versa sobre o conhecimento matemático que é construído por alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em seus contextos de trabalho e teve como objetivo investigar os conhecimentos sobre números decimais de alunos da EJA que exercem diferentes profissões. Para isso, identificamos as estratégias pessoais utilizadas pelos participantes na resolução de problemas, bem como observamos a possibilidade de aplicação dos conhecimentos da experiência profissional para outras situações-problema que envolviam diferentes contextos. Participaram da pesquisa oito profissionais (quatro pedreiros e quatro marceneiros), estudantes da EJA dos Módulos I e II de escolas públicas da cidade de Recife (PE). Foi realizada por cada participante uma atividade com 12 situações-problema envolvendo o número decimal relacionado aos conceitos de área e de perímetros. As situações-problema foram contextualizadas, algumas relacionadas às atividades profissionais dos participantes, sendo: quatro delas de contexto de construção civil, quatro de contexto de marcenaria e ainda quatro problemas de contexto de agricultura, sendo os problemas do terceiro contexto pouco ou não familiares aos profissionais. Por meio de entrevistas clínicas piagetianas, observamos que a experiência dos pedreiros e marceneiros mostrou-se significativa, em relação à elaboração de estratégias e à operação com números decimais, para a resolução dos problemas propostos, tanto em contextos que lhes eram familiares quanto em não-familiares. Evidencia-se, assim, a necessidade de aproveitamento no ensino na EJA de estratégias utilizadas pelos alunos nas suas práticas profissionais, pois reconhecer o conhecimento já possuído e a partir deste possibilitar avanços conceituais deve ser alvo prioritário na Educação Matemática de Jovens e Adultos.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICA PROFISSIONAL, NÚMEROS DECIMAIS, EJA

TÍTULO: OS SURDOS E AS NOTAÇÕES NUMÉRICAS
AUTOR(ES): MÁRCIA CRISTINA AMARAL DA SILVA
RESUMO: O presente estudo é resultado de uma pesquisa de mestrado e tem como objeto questões afetas à escrita numérica por crianças surdas, mediadas pela libras (língua brasileira de sinais). O propósito é compreender o percurso dos surdos para a apreensão desse conceito, bem como as hipóteses que elaboram acerca deste conhecimento. O subsídio teórico-metodológico que norteou a pesquisa perpassa por trabalhos de autores que tratam de alguns aspectos da escrita numérica por crianças ouvintes. Os dados foram coletados por meio de entrevistas com onze crianças surdas de cinco a nove anos de idade, alunas de uma escola de Educação Especial de Surdos, usuárias da libras e sem comprometimento mental. O método utilizado para a pesquisa foi a versão clínico-crítica de Piaget. Os resultados encontrados demonstram que a criança surda elabora hipóteses sobre a escrita numérica semelhantes às identificadas nas crianças ouvintes das pesquisas consultadas. Muito embora a literatura especializada aponte que as possibilidades do surdo e do ouvinte são coincidentes, o isolamento causado pela surdez torna-os dependentes da escola, espaço onde se pressupõe o uso hegemônico da língua de sinais. Para os surdos, o contato com o meio ambiente não acontece de maneira natural, logo o planejamento das práticas pedagógicas deve contemplar atividades que reproduzam situações das quais são privados, a fim de proporcionar-lhes as trocas simbólicas necessárias para a conceitualização e efetiva participação na construção coletiva do conhecimento. Essas questões implicam em reavaliar a educação inclusiva para esses sujeitos. Nosso estudo corrobora ser o papel da libras, no desenvolvimento global do surdo, similar ao da língua oral para o ouvinte. Logo, essa língua se constitui, então, fator essencial para a efetivação das notações numéricas.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, ESCRITA NUMÉRICA, EDUCAÇÃO DE SURDOS

TÍTULO: LITERACIA ESTATÍSTICA: UM ESTUDO TEÓRICO
AUTOR(ES): MIRIAN MARIA ANDRADE
RESUMO: A Educação Estatística no âmbito da Educação Matemática possui, de acordo com literatura relevante, três competências que são vistas como fundamentos teóricos da Educação Estatística, sendo elas: pensamento estatístico, raciocínio estatístico e literacia estatística. Este artigo versa em especial sobre a literacia estatística na sua vertente teórica e para tanto nos fundamentaremos em literatura que abarca tal habilidade. As considerações que aqui serão apresentadas são oriundas do aporte teórico da pesquisa de mestrado em Educação Matemática “Ensino e Aprendizagem de Estatística por meio da Modelagem Matemática: uma investigação com o ensino médio”, orientada pela professora Maria Lucia L. Wodewotzki na Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho, defendida em 2008. Essas considerações aqui serão apresentadas de forma mais específica e profunda. Diante de nossos primeiros estudos e apoiados em teóricos da área podemos afirmar que essa competência envolve compreender e usar a linguagem e as ferramentas básicas da Estatística, como por exemplo, compreender o uso de símbolos estatísticos, reconhecer e interpretar representações de dados, de gráficos e de tabelas. Assim, dizemos que a literacia estatística proporciona a compreensão e a interpretação da linguagem específica da Estatística, possibilitando posicionamentos críticos frente a situações cotidianas que nos rodeiam, dando oportunidade aos estudantes de uma compreensão mais intensa dos dados, além de possibilitar, em alguns casos, a produção dos dados a serem trabalhados, tornando-se o aluno um membro ativo e crítico frente a essas informações e a análise dessas.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, EDUCAÇÃO ESTATÍSTICA, LITERACIA ESTATÍSTICA

TÍTULO: LEITURA, ESCRITA E GEOMETRIA: POSSIBILIDADES DO USO DO TANGRAM EM SALA DE AULA
AUTOR(ES): MONIKE CRISTINA SILVA BERTUCCI
RESUMO: O processo de alfabetização durante os anos iniciais do Ensino Fundamental tem privilegiado atividades de leitura e escrita. Mesmo ao desenvolver estas atividades, os professores destes anos podem concomitantemente ensinar Matemática. Com o objetivo de demonstrar essa possibilidade, relatamos a experiência de uma professora de educação básica I que, a partir da exploração do Tangram, desenvolveu atividades de leitura e escrita para o ensino da Língua Portuguesa e atividades de Geometria para o ensino da Matemática, com alunos de terceira série em uma escola pública. Os alunos já haviam tido contado anterior com o material, explorando-o de maneira livre, formando figuras e criando personagens (aspecto lúdico). Haviam ouvido e lido histórias com Tangram. No episódio apresentado, os alunos foram convidados pela professora a confeccionarem as peças do Tangram. Primeiro, utilizando a técnica de dobradura do papel, depois utilizando régua, lápis e papel. As dificuldades de utilização da régua fizeram com que a professora buscasse novas estratégias para a realização da atividade, com o intuito de promover o aprendizado dos alunos em relação aos conceitos implicados no ato de medir, às figuras geométricas do Tangram e aos procedimentos de utilização da régua. Como última proposta da atividade, os alunos foram convidados a escreverem a continuação de uma história e ilustrá-la com personagens construídos com as peças do Tangram.
PALAVRAS-CHAVE: TANGRAM, SÉRIES INICIAIS, ENSINO DE MATEMÁTICA

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 15
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 12
TÍTULO: O POTENCIAL DAS PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NA SALA DE AULA PARA UMA ABORDAGEM DA MATEMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL À LUZ DE UMA PERSPECTIVA DE APRENDIZAGEM SITUADA.
AUTOR(ES): OZIEL DE SOUZA, MARIA LAURA MAGALHÃES GOMES
RESUMO: Esta pesquisa propõe-se a aprofundar a temática relativa à leitura, a escrita e a matemática à luz de uma perspectiva de aprendizagem situada. Pretende-se investigar as contribuições da utilização da leitura e da escrita para uma abordagem da matemática no Ensino Fundamental estabelecendo relações com os estudos realizados pelos teóricos da aprendizagem situada. Parte-se do pressuposto de que uso de textos para viabilização das práticas da leitura e de escrita nas aulas de matemática, favorece o desenvolvimento da identidade matemática do aluno despertando seu senso investigativo. A pesquisa está sendo realizada em uma escola da rede pública estadual de Minas Gerais, tendo como sujeito, alunos que frequentam o sétimo ano do Ensino Fundamental, com idade compreendida entre 10 e 12 anos. Os dados estão sendo coletados em aulas de matemática, nas quais os alunos são desafiados para a leitura e produção escrita de diversos gêneros textuais que podem ser explorados pelo professor de matemática. Acredita-se que esta pesquisa contribuirá para ampliar o debate sobre o processo ensino-aprendizagem da matemática, considerando o papel decisivo da leitura e da escrita para promover a transformação do papel do aluno em sua relação com a matemática, inserindo o educando de maneira mais efetiva em práticas investigativas.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA-ESCRITA, MATEMÁTICA, APRENDIZAGEM SITUADA

TÍTULO: UM DIAGNÓSTICO DE ERROS DE ALUNOS ENVOLVIDOS NA APRENDIZAGEM DE NÚMEROS DECIMAIS
AUTOR(ES): PAULO CÉSAR OLIVEIRA
RESUMO: Neste artigo, apresentamos uma experiência com análise de erros vivenciada em um contexto de orientação de um Trabalho de Conclusão de Curso, numa Licenciatura de Matemática. A produção de informações, referente ao trabalho de campo com alunos de 5ª série do ensino Fundamental II, envolveu uma professora efetiva de uma escola pública do município de Sorocaba e dois alunos-pesquisadores. Com base nas Orientações Curriculares do Estado de São Paulo (2008) para o referido segmento de ensino; professora e alunos-pesquisadores, em comum acordo, decidiram trabalhar com o eixo denominado número. De acordo com este documento, o eixo número tem por objetivo principal a ampliação da idéia do campo numérico por meio de situações significativas que problematizem essa necessidade. O desenvolvimento do trabalho empírico deu-se com operações envolvendo números decimais, exploradas no contexto de resolução de problemas. O percurso teórico-metodológico desta investigação foi delineado com base no seguinte problema de pesquisa: como uma professora interpreta o erro emergente da resolução de problemas, na produção escrita de alunos de 5ª série de uma escola pública do município de Sorocaba?. A produção escrita dos alunos foi gerada mediante duas etapas de planejamento e aplicação dos problemas: a parceria entre alunos-pesquisadores e professora na elaboração de três problemas envolvendo o conceito de sistema monetário e suas operações; a aplicação da atividade em sala de aula com a participação da aluna-pesquisadora. A análise dos registros escritos dos alunos revelou erros quanto ao algoritmo das operações fundamentais, em especial a multiplicação e divisão. Como consequência, isto pode ter possibilitado dificuldades do aluno em representar um número na forma decimal - os registros escritos revelaram erros no uso do código de vírgula. Destaca-se também que erros na elaboração das operações condizentes ao processo de resolução podem ser associados à interpretação equivocada do enunciado.
PALAVRAS-CHAVE: ERRO, RESOLUÇÃO DE PROBLEMA, NÚMEROS DECIMAIS
TÍTULO: AS CONCEPÇÕES DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL SOBRE A MATEMÁTICA
AUTOR(ES): PRISCILA DOMINGUES DE AZEVEDO
RESUMO: O trabalho tem por objetivo uma análise qualitativa sobre o ensino de Matemática na Educação Infantil, expressa nos discursos de professores de crianças de quatro a seis anos e orientadores pedagógicos da Rede Municipal de Educação de Presidente Prudente/SP. Para tanto, foi entrevistado um grupo de professores e orientadores e foram analisados também os documentos que subsidiam pedagogicamente o trabalho na rede: Planos Diretores, Diretrizes Pedagógicas, Subsídios e a Matriz Curricular. A análise dos dados aponta a concepção de Educação Infantil dos professores, sua finalidade, os conteúdos e a metodologia trabalhada por eles, bem como a relação desses dados com a concepção que os orientadores pedagógicos possuem de Educação Infantil com documentos como o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, as Diretrizes Curriculares, as Diretrizes Pedagógicas da Rede Municipal de Educação de Presidente Prudente e a Proposta Pedagógica do Município. Em seguida, analisamos a visão que os professores têm a respeito do trabalho com Matemática na infância, sua finalidade, os conteúdos, a metodologia, estabelecendo relações entre essas concepções, o olhar do orientador e o proposto nos documentos. Os resultados indicam uma concepção de infância e Educação Matemática que precisa ser repensada. Sendo assim, os dados demonstram a necessidade de uma formação de professores em matemática que privilegie a formação integral da criança, bem como a valorização da infância.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

TÍTULO: ‘ALICE NO PAÍS (DAS MARAVILHAS) DO RACIOCÍNIO LÓGICO: EXTRATOS DA OBRA DE LEWIS CARROLL COMENTADOS À LUZ DO RACIOCÍNO LÓGICO-MATEMÁTICO’
AUTOR(ES): RAFAEL MONTOITO TEIXEIRA
RESUMO: Ainda que ‘Alice no país das maravilhas’ seja um livro bastante conhecido, poucos leitores sabem que seu autor (Lewis Carroll) era formado em matemática e que, por isso, recheou a história com situações que representam, potencialmente, algum conceito matemático. O trabalho que aqui apresentamos destaca trechos da obra que remetem ao raciocínio lógico-matemático e, com isso, além de dar ao leitor uma nova visão sobre a obra, desejamos mostrar a relação existente entre a literatura e o conteúdo, de modo a fomentar seu uso nas aulas de matemática como mais possibilidade de ensino ou como atividade complementar. Baseado em estudos que apontam uma melhor aprendizagem quando as dimensões afetivas e cognitivas do aluno são estimuladas conjuntamente, os trechos extraídos pretendem mostrar estas duas propriedades do livro de Carroll: por um lado, as situações vivenciadas pelos personagens e suas reações emotivas (dimensão afetiva, já que lida, além das experiências prévias, também com a imaginação do aluno); por outro, o conhecimento matemático envolvido nos seus atos (definindo ou acrescentando significados aos conteúdos). Dentre tantos conceitos matemáticos que encontramos em ‘Alice no país das maravilhas’, separamos aqui apenas alguns que lidam diretamente com o raciocínio lógico-matemático, defendendo a idéia de que não há idade para que esse comece a ser trabalhado e que há muitas formas diferentes de fazê-lo sendo, uma dessas, a literatura.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, LITERATURA, LEWIS CARROLL
TÍTULO: A UTILIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO POR PROFESSORES DE MATEMÁTICA: ASPECTOS DA DESCOBERTA EM INÍCIO DE CARREIRA
AUTOR(ES): REGINALDO FERNANDO CARNEIRO
RESUMO: Neste artigo são apresentadas algumas reflexões sobre as características da descoberta no início de carreira a partir dos resultados de uma dissertação de mestrado que investigou essa fase do desenvolvimento profissional de professores de matemática que utilizavam as Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC – em suas aulas. Neste estudo aplicamos questionários a 27 docentes e, desse total, escolhemos quatros sujeitos que nos concederam entrevistas com roteiro semi-estruturado. A análise dos dados apontou que as dificuldades, ansiedades e angústias que caracterizam o início de carreira são acrescidas de outras devido à utilização dos recursos tecnológicos, mas que, apesar disso, os docentes faziam uso efetivo dessas ferramentas. Consideramos que isso se deva a diferentes fatores como: o gosto dos docentes pelas tecnologias; a crença dos professores de que podiam fazer diferente das experiências que tiveram em suas vidas escolares; o comprometimento com a qualidade do ensino de matemática; e a motivação e entusiasmo demonstrado nas entrevistas. Verificamos que as TIC foram usadas pelos docentes como elemento de mudança, ou seja, de forma a modificar a dinâmica das aulas e inovar o processo de ensino e aprendizagem. Constatamos que as diversas maneiras com que foram utilizadas as tecnologias evidenciaram muita criatividade e clareza dos objetivos, sendo que as experiências positivas podem ter contribuído para minimizar o choque de realidade no início de carreira e, além disso, outras vivências como a participação em cursos de formação continuada e o apoio de grupos colaborativos podem ter ajudado nessa fase do desenvolvimento profissional.
PALAVRAS-CHAVE: ASPECTOS DA DESCOBERTA, INÍCIO DE CARREIRA, TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 16
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 13
TÍTULO: UMA REFLEXÃO SOBRE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, CURRÍCULO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES.
AUTOR(ES): RENATA MORO SICCHIERI
RESUMO: Este trabalho tem como objetivo analisar uma publicação anterior da mesma autora (Moro Sicchieri, 2007) que apresentava conclusões de uma pesquisa realizada sobre sua prática pedagógica. A referida pesquisa teve como objetivo problematizar aulas de Estatística, em uma turma de 8ª série que apresentava muitos problemas de interesse e participação em sala de aula, e também incentivar o raciocínio crítico e argumentativo dos alunos. O presente trabalho consiste em levantar questões sobre a percepção do professor no que se refere a trabalhos com projetos, cujos temas são escolhidos pelos próprios alunos, e a refletir se tais práticas deveriam estar mais presentes nas reformas curriculares elaboradas pelos governos atuais, ao invés de aulas prontas e programadas como são normalmente apresentadas nessas propostas. Pretendemos questionar também, o que (Goodson, 2007) discute, em seu artigo sobre reformas educativas e contribuições dos estudos biográficos na educação, que é o tratamento do professor como mero técnico e não como um profissional competente e sensivelmente dedicado à aprendizagem do aluno, que tais reformas promovem, caminhando, ainda, para uma discussão final no sentido de se pensar sobre a importância da formação do professor para se trabalhar com tais currículos. Palavras-chaves: Educação Estatística, Reformas Curriculares, Formação de Professores.
PALAVRAS-CHAVE: ESTATÍSTICA, REFORMAS CURRICULARES, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

TÍTULO: ENSINO DE MATEMÁTICA CONTEXTUALIZADA PARA ESTUDANTES DE NÍVEL TÉCNICO E TECNOLÓGICO
AUTOR(ES): RICARDO SHITSUKA, DORLIVETE MOREIRA SHITSUKA
RESUMO: O baixo desempenho observado, em alunos do último ano do ensino médio, com relação às disciplinas de Português e Matemática, é uma realidade constatada nos anos recentes. Exames, como é o caso do SARESP, que é uma avaliação do ensino básico aplicada no Estado de São Paulo, exame nacional pela Prova Brasil e em nível internacional pelo Programa para Avaliação Internacional de Estudantes (PISA) confirmavam a situação apontada. Existe uma necessidade no sentido de melhorar o conhecimento de Matemática, que é uma das ciências básicas para o desenvolvimento tecnológico de um país, nos alunos do nível mencionado. O objetivo do presente trabalho é apresentar um estudo de caso sobre o conhecimento de matemática contextualizado voltado para estudantes de nível técnico e tecnológico. Realizou-se um estudo de caso de aplicação de um material instrucional em alunos do primeiro ano de curso tecnológico. A contextualização do conhecimento em matemática para estudantes deste nível educacional, ajudou a “criar pontes” entre o conhecimento matemático e a realidade tecnológica das empresas. Esta contextualização exigiu o entendimento do idioma Português em particular relacionado com as áreas tecnológicas de modo a dar suporte ao aprendizado de Matemática para este público. Para se alcançar o objetivo almejado, procurou-se desenvolver a literácia do conhecimento matemático voltado para as áreas técnicas de modo a facilitar o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias a este pessoal que ingressa no mercado de trabalho com mais rapidez. O uso dos trabalhos de leitura atuou como elemento de ligação entre a Matemática e a realidade profissional dos estudantes, que aparentemente perceberam a mesma como uma aliada para o sucesso dos mesmos.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO DE MATEMÁTICA, MATEMATICA CONTEXTUALIZADA, ENSINO DE MATEMÁTICA

TÍTULO: CRENÇAS, CONCEPÇÕES E ATITUDES DO PROFESSOR
AUTOR(ES): RITA DE CASSIA BARBOSA DE CARVALHO
RESUMO: CRENÇAS, CONCEPÇÕES E ATITUDES DO PROFESSOR Rita de Cássia Barbosa de Carvalho Orientadora: Dra. Edda Curi Resumo Nesse artigo pretendemos discutir o que está por trás das crenças e atitudes dos professores de Matemática vivenciadas em sala de aula e como ele pode resolver situações conflitantes de autoridade. Faremos um estudo bibliográfico com autores como Tardif, Curi, Gomes Chácón e Murphy que discorrem sobre crenças, atitudes e concepções dos professores de Matemática e saberes construídos na escolarização básica que são determinantes na vida profissional e de que maneira a mente influencia nas atitudes do cotidiano escolar. A mente humana é formada pelo consciente e subconsciente, pretendemos nesse artigo demonstrar de maneira clara, como são suas estruturas. A mente consciente é racional: é a área da mente que escolhe faz opções. E o subconsciente é a mente subjetiva, que não possui censo de humor e aceita tudo que lhe é impresso, daí os conflitos nas atitudes dos docentes. Os estudos já realizados enfocam que as influências das crenças e de concepções de atitudes interferem na construção do conhecimento do professor e influenciam em suas decisões. A pesquisa tem a intenção de expor estudos sobre crenças e atitudes dos professores provocando discussões sobre o tema, fornecendo subsídios para reflexões e, ao mesmo tempo, propor que as escolas de formação trabalhem as crenças nos futuros professores.
PALAVRAS-CHAVE: CRENÇAS, ATITUDES, CONHECIMENTO COGNITIVO

TÍTULO: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, INÍCIO DA DOCÊNCIA E RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS: UMA ANÁLISE VOLTADA PARA OS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL.
AUTOR(ES): ROGER EDUARDO SILVA SANTOS
RESUMO: Este estudo tem por objetivo identificar e analisar possíveis relações entre o que aprenderam e o que ensinam professores novatos que lecionam matemática nos primeiros anos do ensino fundamental acerca das resoluções de problemas. O que motivou esta pesquisa consiste na compreensão de como professores iniciantes foram formados para lecionar matemática nos anos iniciais e mais precisamente entender como os mesmos adotam a resolução de problemas como recurso pedagógico, a saber, até que ponto a universidade capacita o estudante de Pedagogia para lecionar matemática? Esta universidade por si só é capaz de levar o professor ao sucesso pela prática docente? De que maneira esse professor poderá utilizar a resolução de problemas em sua conduta como um recurso pedagógico favorável ao ensino fundamental? Para isso pretende-se entrevistar cinco professores que estejam no início da docência, contando de 2007 pra cá; elaborar o relatório dos professores entrevistados; construir um imaginário coletivo, a partir de fragmentos das histórias dos professores entrevistados, considerando os seguintes aspectos relacionados ao problema pesquisado: a) como foi realizado o curso de formação de professores? b) O início da docência; c) o uso das resoluções de problemas matemáticos; analisar os fragmentos da história de vida adotados na construção do imaginário coletivo; apresentar os resultados obtidos na pesquisa e apresentar propósitos a partir daqueles.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSORES, INICIO DA DOCÊNCIA, RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

TÍTULO: MODELAGEM MATEMÁTICA: UMA IMPORTANTE FERRAMENTA DE LEITURA DO MUNDO.
AUTOR(ES): ROGÉRIO FERNANDO PIRES
RESUMO: O presente trabalho tem por objetivo mostrar a modelagem matemática como uma importante ferramenta de leitura do mundo por meio de uma linguagem matemática. Entendemos que a modelagem pode ser usada para fazer previsões, ajudar na tomada de decisões e explicar matematicamente situações oriundas da realidade. Por esse motivo, um modelo matemático possibilita uma perfeita compreensão da situação que serviu de inspiração para sua criação, compreensão essa que só é possível quando as situações da realidade são explicadas por meio da Matemática. Procuramos destacar a importância da modelagem no processo de ensino-aprendizagem, sendo essa uma metodologia que permite que o educando parta de situações provenientes da realidade e chegue de maneira natural a ações pedagógicas, tornando o ensino da Matemática mais dinâmico e interessante. O ensino da Matemática por meio da modelagem pode estimular a criatividade, desenvolver habilidades na resolução de problemas, melhorar a compreensão dos conceitos matemáticos, promover o interesse pela disciplina, aproximar a Matemática das outras áreas do conhecimento, além de desenvolver o senso crítico e o espírito de investigação. Para mostrar que a modelagem pode ser uma ferramenta de leitura do mundo por meio de uma linguagem matemática, apresentaremos as definições e concepções de modelagem, modelação e modelo de acordo com alguns pesquisadores da área, como Barbosa (2001), Jacobini (2001), Wodewotzki (2001), Bassanezi (2006), D’Ambrosio (2004), Biembengut e Hein (2007), como também a visão de leitura de mundo de acordo com Freire (1994).
PALAVRAS-CHAVE: MODELAGEM MATEMÁTICA, LEITURA DE MUNDO, ENSINO E APRENDIZAGEM

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 17
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 13
TÍTULO: AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC) POTENCIALIZANDO PROCESSOS FORMATIVOS DE PROFESSORES QUE APRENDEM E ENSINAM EM COMUNIDADES
AUTOR(ES): ROSANA GIARETTA SGUERRA MISKULIN
RESUMO: O desenvolvimento tecnológico proporciona uma nova dimensão ao processo educacional, a qual transcende os paradigmas ultrapassados do ensino tradicional, pontuado pela instrução programada, transmissão de informações, “treinamento” do pensamento mecânico e desenvolvimento de estratégias de resolução de problemas, priorizando a memorização de algoritmos. As tecnologias da informação e comunicação (TIC) pressupõem novas formas de gerar, dominar o conhecimento e resolver problemas escolares e/ou da prática docente. Essas novas formas priorizam um novo conhecimento que considera o desenvolvimento do pensamento criativo como aspecto fundamental da cognição humana. O educador matemático assume um papel fundamental, na medida em que compatibiliza os métodos de ensino e teorias de trabalho com as tecnologias de informação e comunicação, tornando-as partes integrantes da cultura escolar. Assim, questionamos: Como o professor pode aprender e ensinar no contexto acima delineado? Acreditamos que a aprendizagem do professor, concebida como a inter-relação do conhecimento e da prática, pode ser desenvolvida em comunidades. O presente artigo aborda o potencial didático-pedagógico das tecnologias de informação e comunicação em promover processos formativos de professores que aprendem e ensinam em comunidades, investigando experiências em diferentes tipos de comunidades, ressaltando a concepção de resolução de problemas, como uma atividade de Design. Em uma dessas experiências investigamos professores, os quais trouxeram para o cerne das discussões nos Fóruns das comunidades online problemas e perspectivas do trabalho docente, os quais vivenciavam nas escolas que atuavam, isto é, suas próprias salas de aula tornavam-se locais de reflexão e investigação compartilhada. “[...] redes de professores, comunidades de investigação, e outros coletivos escolares, nos quais os professores e outros interagem para construir conhecimento constituem-se em um contexto privilegiado para a aprendizagem do professor“ (COCHRAN-SMITH; LYTLE, 1999, p.250, tradução nossa).
PALAVRAS-CHAVE: TECNOLOGIA, CONHECIMENTO DA PRÁTICA, COMUNIDADES

TÍTULO: VIVENCIANDO A MATEMÁTICA NOS ESPAÇOS DA ESCOLA E DO MUSEU
AUTOR(ES): ROSANE ROSA MARTINS, ALESSANDRA DE OLIVEIRA ALEXANDRE DA SILVA
RESUMO: Este trabalho propõe apresentar parte do desenvolvimento de uma pesquisa em andamento realizada em uma escola de educação infantil. Uma pesquisa que ao longo de sua trajetória investigativa vem muito mais do que apenas refletir sobre o cotidiano da educação. Sua proposta inicial que “centra seu foco nos saberes docentes que professoras da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental vêm desenvolvendo para lidar com a diferença nas escolas” (BARREIROS, 2009) tem promovido experiências de interação entre as professoras da escola e as professoras-pesquisadoras de modo a permitir a realização de um curso, em parceria, que buscou refletir as bases socioculturais da matemática e de seu ensino. A idéia foi concebida através dos encontros regulares na escola onde era perceptível a dificuldade em apresentar conteúdos matemáticos. Durante o desenvolvimento do curso foi possível a escola repensar seu planejamento e inserir uma matemática voltada para questões culturais. O projeto desenvolvido recebeu o nome de “Descobrindo, criando e projetando: vivendo a matemática” com o objetivo de desmistificar os conhecimentos matemáticos e aproximá-los das questões cotidianas. A escola fica situada num bairro da zona oeste do Rio de Janeiro próximo a uma comunidade. A equipe pedagógica teve a sensibilidade de perceber que as crianças trazem do seu dia-a-dia várias questões relativas aos saberes matemáticos e culturais. O museu encontra espaço no projeto da escola a partir da parceria com o curso visando promover às crianças experimentações além dos muros da escola. E todas essas questões, como o conhecimento matemático, as questões culturais, o museu, enriqueceram os vocabulários e aguçaram as percepções das crianças.
PALAVRAS-CHAVE: MATEMÁTICA, CULTURA, EDUCAÇÃO INFANTIL

TÍTULO: PROFESSORES DO CAMPO E PESQUISA NA FORMAÇAO: IMPLICAÇÕES NA PRÁTICA DE ENSINO DA MATEMÁTICA
AUTOR(ES): ROSENILDE NOGUEIRA PANIAGO
RESUMO: A presente pesquisa tem como questão de estudo investigar as implicações na prática de ensino da matemática da pesquisa trabalhada no processo formativo de professores do curso de Pedagogia em EAD para os anos iniciais do Ensino Fundamental desenvolvido pela Universidade do Estado de Mato Grosso. Tendo em vista que a pesquisa no processo formativo e na prática docente é muito debatida e para que o professor possa exercer essa prática é preciso que sejam dadas a ele condições, tanto em sua formação quanto em seu trabalho, o objetivo do estudo é investigar se os Professores-Estudantes do campo em EAD estão ressignificando a sua prática de ensino da matemática nas séries a partir das orientações e práticas de pesquisas desenvolvidas durante o curso. A pesquisa de natureza qualitativa foi desenvolvida através de técnicas de observação participante, entrevista semi-estruturada e vídeo gravação. Os sujeitos da pesquisa foram 4 professores que residem no campo no município de Água Boa, MT. O estudo aponta para uma nova postura dos professores em relação ao ensinar, e que os mesmos percebem a pesquisa como uma ferramenta que possibilita incorporar de forma dinâmica o ensino e aprendizagem da matemática e o modo de vida no campo. Os teóricos constituem-se em pensadores que dialogam a Educação matemática, Educação do Campo e pesquisa na formação de professores: André (2001); Freire (2002); Pereira (2002); Kincheloe(1993); Schön(1992); D´Ambrosio (1990); Fiorentini ( 1996); Arroyo ( 2004).
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, PESQUISA NA PRÁTICA DOCENTE

TÍTULO: JOGOS DE BARALHO: UM FACILITADOR NA INTERPRETAÇÃO DA LINGUAGEM MATEMÁTICA
AUTOR(ES): ROSILENE POVA
RESUMO: No ato de jogar, mediante a articulação entre o conhecido e o imaginado, desenvolve-se o auto-conhecimento - até onde se pode chegar – e o conhecimento dos outros – o que se pode esperar e em que circunstâncias -. Possuem sentido funcional, isto é, são fontes de significados e, portanto, possibilitam a compreensão, geram satisfação e formam hábitos que se estruturam em um sistema. A linguagem matemática e sua aplicação tornam-se um “fazer sem obrigação externa e imposta” quando o jogo se faz presente, e, a utilização das cartas de baralho, embora demande exigências, normas e controle, surgem para aproximar o saber escolar com a cultura, favorecendo a integração social, desenvolvendo um processo de mudança atitudinal. A participação nos jogos com cartas de baralho pode ser individual, em duplas ou em grupos maiores, possibilitando a interpretação da linguagem matemática de maneira individual ou compartilhada. Essas cartas são expostas por meio de estruturas simples ou complexas, formando-se figuras geométricas, representações de objetos e fatos sociais. Envolvem operações concretas e abstratas em suas formulações e auxiliam no desenvolvimento e no reforço de conceitos. As situações de dificuldade na aprendizagem da matemática têm sido uma constante no ensino, seja no âmbito público ou privado. O jogo por ser uma atividade natural vale a pena ser introduzido no meio educacional como uma técnica efetiva de ensino aprendizagem, pois demonstra ter todas as condições necessárias para auxiliar na assimilação e apreensão dos conceitos e habilidades, encarando a matemática como uma disciplina próxima e aplicável em todos os momentos, amenizando o mito de sua complexidade e usufruindo do raciocínio lógico desenvolvido na sua construção. A barreira é transponível com a mediação do professor, que estabelece os objetivos a serem atingidos por meio dos jogos, cativando os alunos com o lúdico e, ao mesmo tempo, desenvolvendo situações de aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: JOGOS DE BARALHO, LINGUAGEM, MATEMÁTICA

TÍTULO: CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO PEDAGÓGICO PARA A ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA
AUTOR(ES): ROSIVETE OLIVEIRA DA SILVA
RESUMO: Reunindo experiências de alfabetização em Matemática, em nosso exercício docente, assim como pelo acompanhamento realizado nas escolas como Professora Formadora do CEFAPRO (Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica) de Tangará da Serra. As práticas pedagógicas que vem sendo realizadas na maioria das escolas estaduais do município acima citado, no ano inicial do Ensino Fundamental, constituem-se em decodificação de signos. Essa realidade contribui para que os alunos continuem enfrentando sérias dificuldades nos anos seguintes. Uma vez que, quando os professores a partir do segundo ano, começam exigir parte específica de um conhecimento que não teve uma base condizente para que o aluno possa dar sequência à aprendizagem. Sabemos que alfabetizar para alguns professores, mesmo possuindo a formação para o exercício de docência, tem sido compreendido como ensinar códigos linguísticos, pouco trabalhado e refletido sobre a Alfabetização Matemática, nas diversas situações cotidianas; levando os alunos a enfrentarem uma série de dificuldades escolares, adquirindo até aversão à matemática. Sendo assim, procurar-se-á, neste trabalho de pesquisa qualitativa, em andamento, buscar dados e apontar outros caminhos de ação em consonância com os Parâmetros Curriculares Nacionais para que professores possam refletir; compreender e criar seus próprios ensaios, permitindo-lhes atuar eficazmente e concretizar a sua capacitação no ato de alfabetizar.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, FORMAÇÃO, MATEMÁTICA

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 18
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 14
TÍTULO: LEITURA E ESCRITA MATEMÁTICA: REFLEXOS DO LETRAMETO EM MEIOS POPULARES.
AUTOR(ES): RUANA PRISCILA DA SILVA
RESUMO: Não são poucos os estudos realizados no campo da Educação Matemática que apontam a necessidade de refletir sobre o ensino da mesma a fim de garantir, acima de tudo, uma formação crítico-social do indivíduo, habilitando o mesmo a conviver em sociedade e exercer sua autonomia. Nesse contexto, o papel da família, especialmente das mães, torna-se relevante e este estudo busca investigar as possíveis vinculações entre a produção de textos matemáticos realizados por mães de meios populares com a capacidade de interpretação dos problemas matemáticos escolares das tarefas de seus filhos. Parte do pressuposto que o letramento matemático consiste na capacidade de utilização dos conceitos matemáticos enquanto ferramenta de trabalho do dia a dia e adota por opção metodológica a abordagem qualitativa, Bogdan e Biklen (2006) e a análise de conteúdo proposta por Bardin (1977) como instrumento para o tratamento de dados. A coleta de dados compreende um período de 18 meses de observações e registro de vivências com os sujeitos da pesquisa no desenvolvimento de práticas de produção de textos matemáticos. Estas ocorrem no contato com materiais de conteúdo matemático presente em textos escolares e não-escolares, seguidos de atividades de leitura e escrita matemática em uma escola de Ensino Fundamental de Três Lagoas – MS. São ainda realizadas entrevistas semi-estruturadas. O presente trabalho recebe financiamento do CNPq, resulta de uma pesquisa em desenvolvimento por alunos de Iniciação Científica - PIBIC e docentes – Pedagogia/UFMS sob a orientação da Profª.Drª Neusa Maria Marques de Souza.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO MATEMÁTICO, TEXTOS MATEMÁTICOS, MÃES

TÍTULO: O JOGO COMO RECURSO PEADAGÓGICO PARA TRABALHAR GEOMETRIA NA ESCOLA BÁSICA.
AUTOR(ES): RUTH RIBAS ITACARAMBI, ELISABETE ERTNER DE ALMEIDA, MARIA TOMIE SHIRAHIGE SATO
RESUMO: Trata-se do relato de experiências dos professores do gCIEM ( Grupo colaborativo de investigação em educação matemática) sobre a utilização dos jogos na aula de matemática. O trabalho foi desenvolvido nas escolas da rede pública e da rede particular, em ambas as redes, muitos alunos vivenciaram pela primeira vez situações de jogos em sala de aula de matemática. O tema que apresentamos é o jogo como recurso pedagógico (Kishimoto, 1999; Kamii, 1991 e Macedo, 1995), em particular, os jogos que denominamos geométricos. Os jogos permitem uma relação educativa de diálogo (Freire, 2000) tendo como meio os conteúdos culturais e de matemática. Os jogos que denominamos geométricos são adaptações dos jogos de mesa presentes em nossa cultura. Os jogos que utilizamos foram: batalha naval, jogos de cartas, vários puzzles, entre outros. Estes possibilitaram a exploração dos conteúdos conceituais de geometria e permitiram que crianças e jovens vivenciassem a essência do jogo: o divertimento (Huizinga, 2004) na aula de matemática. Os diferentes momentos desse trabalho fazem parte de um estudo sobre o papel do jogo no processo de ensino e aprendizagem e tem como pressuposto que a criança aprende e desenvolve suas estruturas cognitivas com jogos. O trabalho está em desenvolvimento com outros jogos, apresentamos para serem discutidos, neste momento, alguns resultados sobre os geométricos .
PALAVRAS-CHAVE: JOGOS DE ESTRATÉGIAS, GEOMETRIA, ENSINO-APRENDIZAGEM

TÍTULO: QUE MATEMÁTICA ENSINAR NO PRIMEIRO DOS NOVE ANOS DO ENSINO FUNDAMENTAL?
AUTOR(ES): SERGIO LORENZATO
RESUMO: Este trabalho decorre da frequente, atual e importante pergunta de professores de crianças que iniciam o Ensino Fundamental: “Por onde devemos começar o ensino da Matemática?” A pergunta procede, porque temos escolas oferecendo Ensino Fundamental de oito anos e outras de nove anos, com muitas crianças tendo passado por escolas de Educação Infantil, enquanto outras não; em consequência, no primeiro ano do Ensino Fundamental temos escolas que matriculam crianças com sete anos de idade, enquanto outras, com seis anos. Os argumentos nos quais se apoiam as respostas mais frequentes apresentadas por pais, professores, gestores, pesquisadores e articulistas à questão “Por onde começar o ensino da Matemática no Ensino Fundamental?” se referem a aspectos históricos, sociais, matemáticos, didáticos, curriculares, mas omitem elementos básicos que devem ser considerados na construção de um programa, que podem ser sintetizados pelas questões: “Quais processos mentais são pré-requisitos à aprendizagem do conceito de número inteiro, contagem e sistema de numeração?” e “Sobre quais destes pré-requisitos meus alunos de seis ou de sete anos mostram ter competência?” Considerando que os conceitos de número e de contagem se baseiam nos princípios de correspondência, ordenação, inclusão e conservação, temos, então, parte da resposta processada. A aprendizagem a respeito de figuras geométricas, medição, tabelas, estimativa e acaso, por exemplo, também possuem seus pré-requisitos. Portanto, seja no regime escolar de nove ou de oito anos, seja com crianças de seis ou de sete anos de idade, antes de ensinarmos Matemática, temos um importante trabalho a fazer em sala de aula, para atender pré-requisitos que pertencem ao domínio da percepção numérica, espacial e de medida das crianças.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL, CURRÍCULO E PERCEPÇÃO MATEMÁTICA, ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA

TÍTULO: DO JORNAL IMPOSTO AO JORNAL EXPOSTO.
AUTOR(ES): SOLANGE APARECIDA DE CAMARGO FERES
RESUMO: A presente comunicação tem como objetivo a socialização e o enriquecimento de uma metodologia que foi utilizada nas aulas de matemática, com turmas da 1ª série do Ensino Médio. Trata-se de uma metodologia de pesquisa que se adequou para acompanhar a Proposta Curricular do estado de São Paulo e a implantação dos seus diferentes instrumentos, dentre eles o jornal do aluno. Esta comunicação pretende mostrar que o Jornal Imposto possibilitou a criação do Jornal Exposto, assim, esse signo não previsto no movimento de pesquisa, foi apropriado para equilibrar o real com o ideal. Nesse contexto, a sala de aula se tornou um verdadeiro “palco de negociação”, os sujeitos envolvidos entraram num ciclo de criação, recriação, interpretação, contextualização, associação. O movimento incitado pela pesquisa, assume um caráter de grande ação que foi capaz de provocar o sujeito a (re)significar suas verdades, permitindo-lhe uma criação, uma escrita com as próprias palavras. Através da utilização da linguagem oral e escrita, essa metodologia possibilitou que o material imposto pela SEE/SP se transformasse numa possibilidade de uma aprendizagem matemática significativa. A pesquisa que se apropriou da referida metodologia encontra-se em sua fase inicial e os instrumentos a serem utilizados são os diferentes textos produzidos pelos alunos (dentre eles o Jornal Exposto) e o diário de campo da pesquisadora. Profª. Mestranda Solange Aparecida de Camargo Feres Universidade São Francisco – Itatiba/SP solangeferes@uol.com.br
PALAVRAS-CHAVE: METODOLOGIA, POTENCIALIDADE DA ESCRITA, APRENDIZAGEM MATEMÁTICA

TÍTULO: UMA ANÁLISE CRÍTICA DO MÉTODO KUMON À LUZ DA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURAL
AUTOR(ES): STEFANIE LELLO WILKINS
RESUMO: A grande procura pelo método Kumon de ensino de matemática, que se objetiva, em números absolutos, em cerca de 135 mil alunos matriculados apenas no Brasil, nos despertou algumas questões. A primeira delas foi inevitável: por que há tanta procura pelo método Kumon? Se partirmos da hipótese de que isso se deve em virtude de uma lacuna produzida na/pela escola, outras indagações relacionadas ao contexto da organização do ensino, seu sistema e estrutura, formação de professores, processo de aprendizagem, de avaliação, entre tantas outras, poderiam se apresentar. No entanto, como tivemos por objetivo analisar o método Kumon em seus aspectos teóricos e metodológicos a partir das contribuições da teoria histórico-cultural, novas questões foram necessárias. A primeira delas: o aluno aprende, realmente, no Kumon? Seguem-se outras: quais conteúdos? qual a qualidade de mediação?; qual sujeito o Kumon forma?; qual a concepção de educação presente nesse método? Diante de tantas interrogações nos propusemos a realizar uma pesquisa de abordagem qualitativa envolvendo a análise do referencial bibliográfico do método Kumon e do material didático utilizado pelos estudantes. Realizamos, inicialmente, um estudo documental das obras do fundador do método, Toru Kumon; do material utilizado por estudantes; a coleta de depoimentos de pais e usuários e, ainda, a observação de alunos em atividade em uma Unidade Kumon na cidade de Ribeirão Preto/SP. Esperamos que o desenvolvimento desta pesquisa possa trazer ao debate as concepções epistemológicas, filosóficas e pedagógicas que fundamentam o método Kumon.
PALAVRAS-CHAVE: KUMON, MATEMÁTICA, TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL

SESSÃO - LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA 19
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: FE 14
TÍTULO: TAREFAS EXPLORATÓRIO-INVESTIGATIVAS PARA O ENSINO DE ÁLGEBRA NA 6ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL: INDÍCIOS DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM E DO PENSAMENTO ALGÉBRICOS
AUTOR(ES): TATIANE DECHEN
RESUMO: O estudo apresentado é parte de uma pesquisa, de caráter qualitativo, que teve como objetivo identificar indícios de formação e desenvolvimento da linguagem e do pensamento algébricos de alunos que estão iniciando a aprendizagem nesse tema. Foram observadas a dinâmica e as comunicações que ocorreram no desenvolvimento de tarefas exploratório-investigativas em duas turmas de 6ª série do Ensino Fundamental. Com o foco na dinâmica da aula, na comunicação proporcionada por tarefas exploratório-investigativas e no ensino da álgebra, foi possível aprofundar a análise da primeira tarefa, segundo os principais referencias teóricos sobre investigações matemáticas — Ponte, Brocardo e Oliveira (2003); Cunha (1998), Brocardo (2001) —, comunicação — Boavida (2005a, 2005b), Menezes (2004, 2000a, 2000b), Ponte et al. (2007), Alro e Skovsmose (2006) — e ensino de álgebra — Lins e Gimenez (1997), Souza e Diniz (1994), Fiorentini, Miorim e Miguel (1993), Scarlassari (2007), Caraça (1998). Os dados analisados foram agrupados em três blocos, diante dos quais notou-se que as dificuldades encontradas pelos alunos tiveram origem na falta de conceitos — principalmente o de variável — e na diferente linguagem usada pela professora. Foi possível observar que os alunos, ainda com o pensamento aritmético, foram induzidos a usar a linguagem simbólica sem antes desenvolver os conceitos necessários; ficou claro que os alunos precisam ser estimulados para que a álgebra tenha significado.
PALAVRAS-CHAVE: ATIVIDADE EXPLORATÓRIO-INVESTIGATIVA, COMUNICAÇÃO — AULA DE MATEMÁTICA, ENSINO DE ÁLGEBRA

TÍTULO: A LITERATURA INFANTIL ALIADA A EDUCAÇÃO MATEMÁTICA NO OBJETO VIRTUAL DE APRENDIZAGEM “REINO ESPERANÇA - O SUMIÇO DE GRACIOSA”
AUTOR(ES): THAISE MARQUES DE MESQUITA, ELTON CASADO FIREMAN, MARIA DO SOCÔRRO DIAS DE OLIVEIRA
RESUMO: Um dos grandes desafios enfrentados na educação básica é adaptar uma prática pedagógica coerente ao contexto da criança, visto que com os avanços tecnológicos na sociedade, o perfil dessas tem se modificado, levando a uma maior reflexão dos educadores em desenvolver atividades que atendam às necessidades da criança, estimulando o seu interesse e ao mesmo tempo proporcionando a aprendizagem. A Literatura Infantil no meio educacional possui uma dimensão bastante significativa, uma vez que ilustram como metáforas, diferentes modos de pensar e ver a realidade, projetando momentaneamente a criança nos personagens e possibilitando vivências dos sentimentos e sensações que esses provocam. A criança ao se projetar nas histórias enriquece seu repertório imaginário, criando soluções para os conflitos que vivencia. Partindo dessa premissa, este artigo discute a importância da Literatura Infantil para as crianças, apresentando uma experiência na construção de um objeto virtual de aprendizagem na área de Educação Matemática, denominado “Reino Esperança: O sumiço de Graciosa”, que aborda o sistema numérico aliado à Literatura Infantil (conto) como forma de atender ao universo infantil, estimulando a imaginação, a criatividade e a fantasia e otimizando a aprendizagem. Na área de Educação Matemática, os objetos virtuais de aprendizagem se apresentam como um excelente recurso didático que possui várias vantagens e que, se bem utilizado pelo professor, tem muito a contribuir. O objeto citado se apresenta no formato de um conto de fadas e a partir da problemática desenvolvida na história, personagens existentes em um mundo imaginário intitulado “Reino Esperança” irão lançar desafios matemáticos para que as crianças ajudem as personagens a solucioná-los. Acredita-se que a Literatura Infantil unida à Educação Matemática possibilitará um avanço significativo no processo de aprendizagem de conceitos matemáticos, além de permitir um espaço para o desenvolvimento das especificidades da literatura na criança.
PALAVRAS-CHAVE: LITERATURA INFANTIL, EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, OBJETOS VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM

TÍTULO: DA “COISIFICAÇÃO” DOS OBJETOS MATEMÁTICOS NAS SALAS DE AULA DE MATEMÁTICA: UMA COMPREENSÃO A PARTIR DOS USOS DA LINGUAGEM
AUTOR(ES): THIAGO PEDRO PINTO
RESUMO: Em nossa Dissertação de Mestrado (PINTO, 2009) pudemos observar e estudar modos de uso da linguagem em sala de aula de matemática. Esse olhar, guiado pelo conceito de Jogos de Linguagem de Wittgenstein e pelo Modelo dos Campos Semânticos de Lins (1999), nos possibilitou mapear tais usos, destacando vários “eventos“ que puderam ser estudados de modo a ressaltar possíveis significados à Matemática que circulam nas salas de aula. Dentre esses eventos há o que intitulamos de “coisificação dos objetos matemáticos”, que nos permitiu discutir como os professores falam dos conceitos e objetos matemáticos como se esses fossem “coisas” do mundo físico, visualizáveis, revestidas de temporalidade, movimento, concretude. Dessa forma, os professores caracterizam/constituem os objetos com os quais trabalham de forma peculiar, aproximando-os assim, por meio de semelhanças de família, a outros jogos de linguagem: da matemática formal, científica, de um grupo profissional ou mesmo da rua. Essas peculiaridades, juntamente com as demais ressaltadas a partir do estudo dos vários eventos apresentados em nossa dissertação, nos ajudaram a caracterizar - a atribuir um significado plausível a - um jogo de linguagem da sala de aula de matemática. Esta caracterização nos permite produzir novos significados para a comunicação e linguagem em sala de aula de matemática.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, LINGAUGEM, OBJETOS MATEMÁTICOS
TÍTULO: A ESCRITA NAS AULAS DE MATEMÁTICA: CONTRIBUIÇÕES NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): VALDETE APARECIDA DO AMARAL MINÉ
RESUMO: Este trabalho relata uma experiência na formação de professores, que se concretizou a partir da escrita de “memórias” dos fascículos do Pró-Letramento e as discussões sobre escritas reflexivas e expressivas nos encontros do GdS (Grupo de Sábado). Inicialmente desenvolveu-se com professores e alunos do Ensino Fundamental II. Posteriormente o trabalho foi realizado com crianças de seis e sete anos (1º ano – ciclo de 9 anos). Essas escritas foram realizadas a partir de atividades em sala de aula. Todo o processo desse trabalho está dividido em três momentos. Primeiro momento: o aluno leva um caderno específico para casa onde registra o que entendeu sobre a aula; segundo momento: no dia seguinte é feita a leitura pelo próprio aluno e a intervenção da discussão pelo professor; terceiro momento: ao final de duas semanas o professor faz uso das escritas para sua escrita acerca dos registros elaborados pelos alunos. Feitas as reflexões é escolhido um texto entre os professores da unidade escolar para correção, com a colaboração dos pares e formadora. Um dos objetivos desse trabalho é favorecer a consciência metalinguística do professor e ampliar a linguagem matemática dos alunos, além de proporcionar a colaboração entre os atores envolvidos nesse trabalho (professor, aluno e formador).
PALAVRAS-CHAVE: ESCRITA, EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES
TÍTULO: FORMAÇÃO DE PROFESSOR: O CONHECIMENTO DOS PROFESSORES PARA ENSINAR MATEMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL.
AUTOR(ES): VERA MARIA JARCOVIS FERNANDES
RESUMO: Este artigo tem como objetivo apontar a importância de se investigar conhecimentos e crenças de professores do ensino fundamental, identificando características desses conhecimentos, crenças e concepções que interferem na constituição dos conhecimentos para ensinar Matemática. Muitos problemas de aprendizagem em Matemática dos alunos do ensino fundamental são atribuídos aos professores que lecionam Matemática. É bastante generalizada a ideia de que os professores não têm conhecimentos profundos dos conteúdos das disciplinas que ensinam, em particular, a Matemática, o que acaba comprometendo seu trabalho como professor. Dessa forma, pretende-se analisar as crenças e atitudes manifestadas pelos professores diante de situações concretas de ensino e aprendizagem nas quais serão desafiados a refletir, a verbalizar suas crenças, a explicitar suas práticas em face das problematizações propostas. É fundamental, ao futuro professor de Matemática, o domínio do conhecimento matemático, não de forma armazenada, mas como domínio conceitual, que torne capaz de levar seus alunos a serem agentes de sua própria formação. Ou seja, o professor não é um simples transmissor de conhecimentos, ele é um profissional que tem de ser capaz de identificar os problemas que surgem na sua atividade e construir soluções adequadas. Assim, necessita desenvolver capacidades e atitudes de análise crítica, de inovação e de investigação pedagógica.
PALAVRAS-CHAVE: CONHECIMENTO MATEMÁTICO, CRENÇAS, ENSINO-APRENDIZAGEM
TÍTULO: COMPREENDENDO A REPRESENTAÇÃO NUMÉRICA DO SISTEMA DECIMAL DE NUMERAÇÃO POR MEIO DA ESCRITA EXPRESSIVA: UMA ANÁLISE DOS REGISTROS ESCRITOS DE ACADÊMICAS FORMANDAS EM PEDAGOGIA
EIXO TEMÁTICO: LEITURA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
AUTOR(ES): WILLIAN BELINE, MÁRCIA CRISTINA DE COSTA TRINDADE CYRINO
RESUMO: O objetivo desta investigação é compreender os significados atribuídos pelas acadêmicas, formandas do curso de Pedagogia noturno da Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (FECILCAM), na disciplina de Matemática e Estatística, quanto a representação numérica do Sistema Decimal de Numeração. Para isto utilizaremos os recursos da escrita discursiva nas aulas como meio de captar, examinar e reagir ao pensamento matemático (POWELL, 2001) destas futuras pedagogas. Um destes recursos trata-se do Bilhete de Fim de Aula que consistiu na resposta, em todas as aulas, a duas questões: (i) Qual o conceito mais importante desta aula?; (ii) Qual a minha principal dúvida nesta aula?. Quanto ao material de apoio, utilizaremos o primeiro fascículo do Pró-Letramento do governo federal, intitulado Números Naturais. A escolha deste deu-se em virtude do mesmo ser utilizado na formação continuada de professores visando a melhoria da qualidade da aprendizagem tanto da leitura como da escrita como da matemática nas séries iniciais do ensino fundamental. Outro fator que nos motivou a utilizá-lo trata da abordagem metodológica do mesmo se dar por meio da utilização do princípio da problematização dos conteúdos e das práticas cotidianas dos professores para o ensino de matemática. Para a descrição e análise dos registros escritos das acadêmicas nos pautaremos em Schliemann e Carraher (2003) e Lins e Gimenez (2005).
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES EM MATEMÁTICA, ESCRITA MATEMÁTICA, PENSAMENTO ALGÉBRICO |