SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 1
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 09
TÍTULO: UM ESTUDO SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE LEITURA E OS ALUNOS DE LETRAS
AUTOR(ES): ADRIANA DA SILVA
RESUMO:Neste trabalho, analisam-se as práticas das estratégias de leitura de alunos do Curso de Letras. Considera-se que as estratégias de leitura influenciam a compreensão de textos e são os de procedimentos realizados durante a atividade de leitura que facilitam a compreensão de textos ou as operações que realizamos ao abordar um texto (CHAMOT, 2005; ALVERMANN, 2001). Aplicou-se um questionário para avaliar as práticas de leitura de alunos do quarto período de Letras de uma faculdade particular. Considera-se que a habilidade de leitura é importante para qualquer universitário, mas torna-se especialmente importante, por exemplo, para o aluno do Curso de Letras, pois no futuro será responsável pelo trabalho com o texto e os gêneros textuais em sala de aula. Ao trabalhar nesse curso, surgiu um questionamento: será que o aluno de Letras pode ser considerado um bom leitor e tem conhecimento da leitura enquanto um processo complexo que envolve fatores lingüísticos e extralingüísticos? Outras questões foram levantadas em busca de se compreender o perfil leitor do aluno de Letras e sua perspectiva sobre a leitura. Será que esse aluno pratica o uso de estratégias na sua leitura? Como percebe a atividade da leitura? Concluiu-se que esses alunos, muitas vezes, não se sentem seguros em relação à leitura, ora usam estratégias, ora não, mas, normalmente, não as usam de maneira consciente.
PALAVRAS-CHAVE: ESTRATÉGIAS, LEITURA, COMPREENSÃO

TÍTULO: HIPERTEXTO: UMA FERRAMENTA DE APOIO AO LETRAMENTO DE ALUNOS INGRESSANTES NO ENSINO SUPERIOR.
AUTOR(ES): ALICIANA MARIA BEZERRA BARROS, MARIGIA ANA DE MOURA AGUIAR
RESUMO: No contexto do ensino superior, a leitura e a construção de textos são práticas efetivas que exigem dos alunos competências de leitura e escrita desenvolvidas. Entretanto, o que se percebe atualmente, no nível acadêmico, é uma certa dificuldade dos alunos em construir conhecimento pela falta de compreensão de mundo, pois muitos, principalmente, os oriundos das camadas sociais menos favorecidas, sabem ler e escrever, mas não sabem usar essas capacidades como práticas sociais. Há dificuldades de produção de textos orais e, principalmente, escritos percebidas por professores no cotidiano das salas de aula, que instigam a adotar a reflexão e a pesquisa com atitudes necessárias para contribuir com a formação de sujeitos capazes de construir conhecimento a partir de atitudes de reflexão, crítica e autonomia diante da diversidade de saberes da sociedade atual. Esta pesquisa propõe analisar se o hipertexto, presente no ambiente digital e tão condizente com a realidade dinâmica dessa sociedade, possibilita ao aluno ingressante no ensino superior melhores condições para ampliar sua competência linguística e contribuir para a construção do conhecimento e a prática de leitura e escrita, considerando-se que esse recurso eletrônico modifica as maneiras de perceber e produzir o conhecimento devido a sua interatividade, seu dinamismo e sua flexibilidade, a partir da análise da produção textual de alunos ingressantes no ensino superior através de um vestibular de inclusão social oferecido por uma instituição particular. Discentes que apresentaram pouca familiaridade com textos e, consequentemente, baixa competência linguística, foram divididos em dois grupos: um para trabalhar com hipertextos e outro com textos escritos em diferentes momentos, utilizando temas e gêneros diferenciados para cada situação de análise. Comparando a construção do conhecimento nos dois grupos, possivelmente o hipertexto desenvolverá nos alunos uma maior capacidade para construção de sentido no texto.
PALAVRAS-CHAVE: HIPERTEXTO, LETRAMENTO, ENSINO SUPERIOR
TÍTULO: UMA LEITURA SOBRE A REESCRITA
AUTOR(ES): ALINE MARIA PACÍFICO MANFRIM COVRE, MARIA ISABEL DE MOURA
RESUMO: Uma experiência do trabalho com a leitura e reescrita no ensino a distância Este trabalho pretende discutir a leitura que os colegas da disciplina de Língua Portuguesa (pertencentes ao curso a distância de Educação Musical-Ufscar) fazem dos textos de colegas de disciplina, no fórum de divulgação das produções escritas. É importante ressaltar que na proposta da atividade de produção escrita é solicitado aos alunos que realizem a reescrita do texto, com base nos comentários dos colegas da disciplina e do tutor virtual responsável pela correção. Como a disciplina possui 4 Unidades Temáticas, percebemos que, da Unidade 01 para a Unidade 04, os comentários realizados pelos alunos sobre o texto dos colegas vão se modificando, o que nos permitiu compreender que, no decorrer da disciplina, estes comentários se especificam, passando inicialmente de pequenas observações sobre os textos dos colegas para seleção de pontos relevantes do texto que podem ser discutidos, destacados e/ou melhorados em termos de escrita. Nossa hipótese é que, a partir do momento em que os alunos se familiarizam com os comentários feitos pelos tutores virtuais, começam a olhar o processo de escrita de forma diferente, focando mais sobre possibilidades de se escrever melhor e deixam os comentários mais “emocionais” do tipo gostar ou não gostar do texto. Pela análise detalhada dos comentários, pretendemos discutir qual a relevância da aprendizagem de ler e comentar os textos dos colegas para a reescrita e para o ensino a distância que pretende trabalhar com leitura e produção de textos.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PRODUÇÃO ESCRITA, ENSINO
TÍTULO: AS PRÁTICAS DA ESCRITA NARRATIVA NO CONTEXTO DE FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES.
AUTOR(ES): ANA LÚCIA GUEDES PINTO
RESUMO: Tendo em vista o campo de formação de professores, esta comunicação se insere na perspectiva de estabelecer relações entre o processo formativo profissional docente e o papel das práticas de escrita narrativa nesse processo. Do lugar de professora das disciplinas teórico-práticas do curso de Pedagogia, pretendo problematizar, através da análise da produção escrita dos estudantes-estagiários sobre suas visitas à escola básica, o processo de formação inicial do professor nos contextos formativos para sua preparação profissional e de sua futura atuação docente. Tomo como base teórica os estudos de letramento, a corrente da História Cultural e a perspectiva bakhtiniana com relação à linguagem e à constituição dos sujeitos. Por meio das análises das produções escritas dos estudantes de Pedagogia colhidas ao longo de minha inserção como docente no curso de Pedagogia, busco dar visibilidade aos vários modos de imersão dos estudantes no campo de estágio e aos sentidos atribuídos por eles sobre a docência. Acredito que em sua escrita sobre as experiências de atuação nas escolas junto aos vários sujeitos que nela vivem seu cotidiano – professores titulares de sala e professores auxiliares, funcionários, coordenadores, diretores e as famílias dos alunos – os estudantes-estagiários tornam visível diversos aspectos que constituem o processo de formação inicial do professor.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, NARRATIVA, FORMAÇÃO INICIAL
TÍTULO: SER PROFESSOR: UMA ANÁLISE DOS PROCESSOS DE FORMAÇÃO NA DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR
AUTOR(ES): ANA LÚCIA PENA
RESUMO: Para dar corpo a este trabalho, parte-se de dois princípios que imprimem realidade ao cenário educacional superior: primeiro, considerando que ser professor não é tão somente dar aulas, mas principalmente se fazer professor, do ponto de vista da formação; segundo, nem todo professor universitário é professor por formação, mas técnicos em outras áreas e se tornam professor ao longo do caminho. Daí, também, a justificativa para este trabalho. O presente artigo visa a formação do professor do ponto de vista teórico, considerando tanto a parte pedagógica como metodológica. Analisou-se como se dá a formação da base de conhecimento desse profissional, por meio de uma pesquisa de campo, com a aplicação de um questionário.Trabalhou-se com vinte professores formados em diferentes áreas e que lecionam no ensino superior, em uma faculdade de uma cidade do interior de Minas Gerais. Investiga-se como eles adquiriram a base de conhecimento para o ser professor. Os dados foram analisados pautados nos seguintes caminhos: como a graduação contribuiu para a formação do ser professor e quais caminhos foram percorridos por estes sujeitos para fomentar a formação pedagógica. Subsidia-se as análises à luz de autores como Misukami (1996), Nóvoa (1992), Shulman (1986, 1987) e outros. Procura-se neste trabalho compreender o processo de formação do professor, buscando contribuir para compreensão e discussão da profissão professor, ressignificando-a.
PALAVRAS-CHAVE: SER PROFESSOR, FORMAÇÃO PROFISSIONAL, BASE DE CONHECIMENTO

SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 2
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 10
TÍTULO: FATORES DE TEXTUALIDADE E GÊNEROS DISCURSIVOS: O RESUMO ACADÊMICO COMO OBJETO DE ENSINO EM PRÁTICAS DE LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL
AUTOR(ES): ANA MARIA PIRES NOVAES
RESUMO: O presente trabalho, recorte de minha tese de doutorado apresentada à Universidade Federal Fluminense, discute, na perspectiva bakhtiniana, o resumo como gênero discursivo, com características próprias, materializado em texto autônomo e que circula em diferentes instâncias sociais, em especial no contexto acadêmico. Tenho, com essa abordagem, o objetivo de estudá-lo como um objeto de ensino-aprendizagem para o desenvolvimento de capacidades específicas inerentes ao processamento textual, à compreensão e produção de textos. Tal proposição se sustenta na tentativa de superar a visão tradicional que esse gênero tem na instituição escolar, onde é concebido como uma representação reduzida de um texto mais amplo. A mudança de enfoque implica conceber a construção do resumo não como uma técnica a ser ensinada/aprendida pela aplicação de algumas regras simples, mas como um gênero que leva ao extremo a atitude metalingüística em face de um texto em que é preciso reconstruir a lógica enunciativa (SCHNEUWLY; DOLZ, 2004). Serão analisados os fatores de textualidade, mormente a informatividade e a intertextualidade, os processos de sumarização ou redução de informação semântica que ocorrem durante a leitura e as estratégias de apagamento e de substituição, com vistas a observar a capacidade dos discentes de produzir um novo texto e alcançar o propósito comunicativo de informar ao interlocutor o conteúdo do texto original. Para a realização desse estudo, foi constituído um corpus com 20 textos produzidos por alunos do Curso Normal Superior do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro a partir de atividades realizadas em sala de aula.
PALAVRAS-CHAVE: TEXTUALIDADE, INTERAÇÃO, RESUMO

TÍTULO: OS CLIQUES SOBRE A LEITURA E A LEITURA DOS CLIQUES
AUTOR(ES): ANDERSON GOMES
RESUMO: Este artigo analisa um trabalho fotográfico realizado por acadêmicos dos cursos de graduação em Administração, Comércio Exterior e Ciências Contábeis, Universidade Positivo, e, ainda, dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda das Faculdades OPET, ambas instituições de Ensino Superior da cidade de Curitiba-PR. Num primeiro momento, os alunos assistiram a uma aula que contemplou as diferenças entre a oralidade e a escrita, de modo a identificar, de maneira teórica, a leitura como um caminho eficiente para o desenvolvimento das habilidades pertinentes às referidas linguagens. Depois, foram convidados a produzir uma foto a partir de um tema central – a leitura. A orientação principal foi a de que a imagem deveria ser produzida a partir de uma perspectiva pessoal acerca do que o tema poderia denotar. Em princípio, as primeiras idéias surgidas, antes mesmo da produção fotográfica, compreendiam a leitura como o processo de decodificação e compreensão, ou seja, um conceito estreitamente relacionado com a alfabetização. No decurso do trabalho, as idéias progrediram, multiplicaram e revelaram novas concepções pessoais sobre do tema em questão. Neste sentido, este artigo concebe a “leitura” num sentido amplo, que vai além da “leitura do código escrito” e inclui a “leitura de imagens”. Podemos ler um livro, mas também podemos ler um álbum de fotografias, uma novela, um filme, uma música, um programa de TV ou um mapa, obedecendo, certamente, a um ritual diferente para cada caso. De uma perspectiva interdisciplinar, a análise teórica de algumas destas imagens produzidas pelos alunos está pautada em três aspectos, que se relacionam entre si: a “leitura do mundo”; a “constução imagética do tema” e a “leitura da imagem produzida”.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, CONSTRUÇÕES IMAGÉTICAS, ANÁLISE DE IMAGENS
TÍTULO: TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO: PESQUISA E PRODUÇÃO ESCRITA NO CNS DO ISERJ
AUTOR(ES): ANDRÉA CRISTINA PAVÃO BAYMA
RESUMO: O objeto da investigação desenvolvida neste trabalho faz parte de um projeto mais amplo de estudo comparativo sobre a relação de estudantes de Cursos de Formação para professores com a cultura escrita em três diferentes espaços: Curso Normal de nível médio, de nível superior e do curso de Pedagogia (público e privado). Esta pesquisa integra um projeto ainda mais amplo sobre a memória do Instituto de Educação do Rio de Janeiro. Neste artigo, especificamente, buscou-se apresentar dados preliminares sobre o corpus de TCCs desenvolvidos no Curso Normal Superior do Iserj, desde a formatura da primeira turma em 2002 até dezembro de 2008, buscando compreender a relação de futuros professores com a produção escrita, a leitura e, ainda, o trabalho de investigação. Espera-se que os concluintes dos Cursos de Formação de professores possam atuar como mediadores na carreira de não herdeiros como usuários minimamente competentes da cultura escrita e, para isso, seria desejável que fossem suficientemente familiarizados com a mesma. De acordo com o PPP do CNS, espera-se, igualmente, que o curso forme professores reflexivos e pesquisadores. Logo, o TCC constitui locus privilegiado para conhecer a relação do formando com a cultura escrita e a experiência da investigação. A maioria dos futuros professores são oriundos das classes trabalhadoras que, apesar de estarem inseridos em uma sociedade grafocêntrica, se encontram em grande desvantagem, uma vez que não são herdeiros diretos (em seu meio de socialização primária) da cultura escrita, são leitores oblatos, trânsfugas, e têm, ainda, normalmente, uma representação (Mauss), ou disposição (Bourdieu) negativa sobre a cultura escrita. Assim, pode-se dizer que necessitam de condições especiais de formação (acaso, ou políticas públicas) para desenvolverem suas carreiras (Becker) em direção a práticas que transcendem o seu meio familiar. O CNS favorece o desenvolvimento da carreira de futuros professores como usuários da cultura escrita e pesquisadores?
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, CULTURA ESCRITA, TCC
TÍTULO: A LITERATURA AFRICANA LUSÓFONA NO ENSINO SUPERIOR
AUTOR(ES): ANDRÉIA TERZARIOL COUTO
RESUMO: No Brasil ainda são raros os cursos de Letras que oferecem aos alunos disciplinas de literatura voltadas ao universo africano lusófono, seja na grade curricular obrigatória, seja na grade optativa. Ao mesmo tempo, o público brasileiro encontra-se também afastado dessa produção literária. O presente resumo tem por finalidade apresentar o trabalho de pesquisa em Literatura Africana Lusófona e sua proposta a ser implantada nos cursos de Letras. Esperamos, com este trabalho, tornar acessível a produção literária africana lusófona ao aluno do curso de Letras, como também apresentar a possibilidade de, através dessa literatura, analisar a reconstrução da identidade cultural dos países africanos lusófonos. Assim, é possível, através da literatura, a identificação dos caminhos coloniais pelos quais passaram os povos africanos colonizados pelos portugueses e sua trajetória, abrindo caminho entre nós e a história desses povos a partir também de escritores portugueses que se voltaram para aspectos da colonização portuguesa e pós-colonização, como Antonio Lobo Antunes. A partir do contato com escritores africanos lusófonos, o estudante de Letras passa a ter acesso a um universo literário extremamente rico e ainda desconhecido, possibilitando um maior contato com a cultura africana, em um momento em que o Brasil tem procurado estreitar seus laços com alguns países com os quais tem fortes vínculos histórico-culturais.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE LITERATURA, LITERATURA AFRICANA, AUTORES AFRICANOS LUSÓFONOS

TÍTULO: A LEITURA ANALÍTICA DE ADLER: UMA UTOPIA EM NOSSOS DIAS?
AUTOR(ES): CARLOS FRANCISCO DE MORAIS
RESUMO: O objetivo desta comunicação é apresentar e discutir a classificação dos diversos níveis de leitura e de leitores proposta por Mortimer J. Adler e Charles Van Doren, em sua obra “How to read a book“. Na visão dos autores, um estudante universitário deve ser proficiente no terceiro nível de leitura, chamado de “leitura analítica“. Nossa intenção, inicialmente, é apresentar as características essencias desse nível, verificando que capacidades e atitudes denotam que um acadêmico o alcançou satisfatoriamente; em seguida, apresentar um roteiro de tarefas adequadas para propiciar o alcance desse nível, incluindo leituras, exercícios e reflexões e, posteriormente, refletir sobre qual concepção de leitura subjaz às propostas dos autores. Alcançados esses objetivos iniciais, passaremos a uma proposta de avaliar se a contribuição dos autores, produzida no contexto da educação americana nos anos de 1940, reavaliada e atualizada nos anos de 1970, pode ter algum valor teórico e prático ao ser pensada em função das atuais condições da educação brasileira, tanto na básica e média quanto no ensino superior. Nesse particular, nosso interesse é responder se pedir que um aluno universitário brasileiro inicie sua graduação sendo capaz de ler analíticamente as obras fundamentais de sua área de interesse e atuação é uma atitude razoável de professores e instituições — ou se se trata de uma mera utopia.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA ANALÍTICA, NÍVEIS DE LEITURA, ADLER & VAN DOREN
SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 3
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 10
TÍTULO: CONCEPÇÕES DE LEITURA E DE ESCRITA: PRÁTICAS REQUERIDAS DEMONSTRADAS
AUTOR(ES): CAROLINA NICÁCIA OLIVEIRA DA ROCHA, DENISE LINO DE ARAÚJO
RESUMO: Os cursos de licenciatura, de um modo geral, requisitam dos graduandos habilidades de leitura e de escrita supostamente desenvolvidas ao longo de sua formação inicial. No contexto de formação com o qual estamos envolvidas, no curso de Letras da Universidade Federal de Campina Grande, Campus I, não raro, os graduandos ainda apresentam muitas dificuldades com atividades que envolvem essas habilidades no âmbito de práticas do letramento acadêmico, notadamente nas atividades relacionadas ao estágio supervisionado, desenvolvido no final do curso em duas disciplinas. Neste trabalho, focaliza a disciplina Prática de Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura Brasileira, com o objetivo de identificar e analisar qual(is) concepção(ões) e prática(s) de leitura e de escrita são mobilizadas pela docente supervisora do estágio, no seu plano de curso e nas aulas ministradas, e qual(is) a(s) concepção(ões) é(são)demonstrada pelos alunos estagiários. Este trabalho deriva-se de um recorte do relatório do PIBIC/CNPq 2008, intitulado “Letramento(s) na prática docente de estagiários de Pedagogia e de Letras”. Trata-se de uma pesquisa descritivo-interpretativa, apoiada nos fundamentos teóricos da Linguística Aplicada sobre concepções de leitura e de escrita e de formação de professores, cujo corpus é composto pelas atividades de leitura e de escrita desenvolvidas na disciplina mencionada. Os resultados, parciais, indicam que a concepção de leitura requerida é a que considera o ato de ler um processo discursivo, interativo e a de escrita é a socialmente contextualizada.
PALAVRAS-CHAVE: CONCEPÇÃO DE LEITURA, ESCRITA E, FORMAÇÃO DOCENTE

TÍTULO: RODAS DE LEITURA: ENREDANDO COMUNIDADES
AUTOR(ES): CELIA FIRMINO
RESUMO: O artigo propõe relatar experiências resultantes do Projeto de extensão “Rodas de leitura: uma proposta de leiturização social”, desenvolvido pelas Faculdades Integradas “Rui Barbosa” de Andradina, em 2007. O objetivo é a formação de mediadores de rodas de leitura para atuarem na comunidade, com foco na disseminação do livro e da leitura, contribuindo para a formação de uma sociedade leitora, além de inserir os futuros profissionais em instâncias educativas para além da escola, por meio de trabalho voluntário. O referido projeto, apresentado no 16° COLE, quando ainda em processo de formação de mediadores, agora pretende, por meio deste trabalho, socializar os resultados das ações desenvolvidas no projeto: rodas de leitura na pediatria do Hospital local, rodas de leitura nas bibliotecas de escolas municipais, rodas de leitura em Clube de terceira idade, rodas de leitura em comunidades assentadas, rodas de leitura em livraria do Shopping Center, além de uma proposta de alguns mediadores atuarem como formadores de outros mediadores, uma experiência de irradiação do projeto para a prefeitura municipal de Andradina. Histórias de sucessos, de obstáculos, de engajamento dos mediadores, de emoção, de crescimento coletivo, enfim, de participação do Ensino Superior no debate ligado à leitura, nos espaços educativos oferecidos pela comunidade e as inúmeras possibilidades de intervenção para a construção de uma sociedade leitora, em que as práticas de leitura sejam efetivamente instrumento para a autonomia cidadã.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO, COMUNIDADE, CIDADANIA
TÍTULO: A LEITURA NOS CURSOS DE APRENDIZAGEM ABERTA E MEDIADA: UM ESTUDO DE CASO
AUTOR(ES): CELSO LEOPOLDO PAGNAN
RESUMO: A leitura é uma habilidade a ser desenvolvida por qualquer estudante, em especial aqueles que freqüentam o curso de Letras, por ser a linguagem sua principal ferramenta de trabalho. Nem sempre, porém, tem-se uma visão exata da capacidade metacognitiva do estudante do ensino superior. Esta pesquisa tem, pois, como objetivo principal levantar e detectar as habilidades de leitura dos graduandos em cursos de aprendizagem aberta e mediada, especialmente os alunos do curso de Letras. A amostragem da pesquisa foram estudantes dos cursos à distância da Unopar – Universidade Norte do Paraná. Realizou-se um diagnóstico por meio de um questionário proposto numa área restrita aos estudantes. Esse questionário se dividia em duas etapas. Na primeira etapa, apresentou-se doze perguntas a fim de se estabelecerem os limites cognitivos dos graduandos, na segunda, outras doze questões para que se estabelecessem as estratégias utilizadas para chegarem à metacognição aplicada à leitura, ou seja, a metacompreensão. O objetivo maior é o de, após análise dos dados preliminares, traçar um perfil do aluno-leitor. Saber os hábitos de leitura, a freqüência, bem como a quantidade de livros lidos anualmente, o tipo de leitura efetuado. Uma última etapa da pesquisa, ainda a ser realizada, pretende discutir soluções para aprimorar a capacidade metacognitiva do leitor.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, DIAGNÓSTICO, METACOGNIÇÃO

TÍTULO: PROJETO INTERDISCIPLINAR NO CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LETRAS
AUTOR(ES): CÉLIA MARIA DOMINGUES DA ROCHA REIS
RESUMO: O presente trabalho, que está sendo realizado no Curso de Letras, na UFMT, campus de Cuiabá, consta dos resultados parciais de um projeto interdisciplinar que envolve as disciplinas de Literatura Portuguesa II, Literatura Brasileira II e Língua Portuguesa III. O intuito deste trabalho é otimizar o trabalho de leitura, interpretação, produção de texto e oralidade com discentes do 3º ano de Letras, por meio da organização conjunta de alguns conteúdos dessas disciplinas, com estabelecimento de um eixo teórico e literário em comum. Dentre os objetivos, o projeto busca ampliar as oportunidades de interlocução entre professor-aluno, aluno-aluno, aluno-ele mesmo, para que reflitam continuamente sobre os textos que produziram, seu envolvimento com as aulas, conteúdos, desempenho, dificuldades, suas relações pessoais e comunitárias. Outro objetivo seria ampliar as oportunidades para a compreensão, por meio dos estudos comparados, da consciência da língua, de algumas relações culturais em suas diferenças e identidades e sua inserção nesse contexto, despertando em si um senso de responsabilidade e respeito pelo próprio desenvolvimento e do outro, pelo meio ambiente, sem a idéia de competitividade, mas de colaboração e sollidariedade, de desenvolvimento do pensamento crítico no sentido do que é possível fazer e, não apenas apontar falhas, de produzir os próprios trabalhos reconhecendo em si capacidade para isso, sem necessidade de plágio ou terceirização.
PALAVRAS-CHAVE: INTERDISCIPLINARIDADE, LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA, LÍNGUA PORTUGUESA

TÍTULO: LEITURA DE “CLÁSSICOS“ E PRODUÇÃO DE RESENHA EM UM CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
AUTOR(ES): CLARA VERSIANI DOS ANJOS PRADO, MARIA TERESA GINDE DE OLIVEIRA
RESUMO: Esta comunicação propõe apresentar e discutir uma atividade interdisciplinar de leitura e produção de texto desenvolvida, durante quatro anos, com alunos do primeiro semestre do curso de Administração de Empresas de uma instituição de ensino particular de Santos. O trabalho surgiu da percepção – comum à maioria dos professores dos semestres iniciais dos cursos de bacharelado e de licenciatura – do pouco ou nenhum contato dos alunos com obras do cânone literário, às vezes, nem mesmo com qualquer texto escrito de maior fôlego. O critério para a escolha dos livros a serem lidos e trabalhados ao longo do semestre, contemplou a “excelência” do texto e a incipiente formação leitora dos alunos. Com o objetivo de recolher informações acerca da recepção da atividade pelos alunos envolvidos e dos seus possíveis desdobramentos, em 2008, foi realizada a pesquisa para a qual foi usada a técnica do questionário, num primeiro momento, respondido pela maioria dos participantes que, a essa época, ainda freqüentavam a instituição. Em seguida, foi organizado um grupo de discussão com alunos voluntários, que se reuniram conosco em dois encontros. Todos os dados foram descritos, relacionados e analisados pelas professoras que, num terceiro encontro, foram apresentados para o grupo de discussão por meio de slides e da leitura das primeiras análises. A partir dessas duas fontes de informação, de nossa observação do desenvolvimento do trabalho nos quatro anos e da discussão desses dados, registramos, nesta comunicação, nossa análise e conclusões do trabalho realizado.
PALAVRAS-CHAVE: ADMINISTRAÇÃO, RESENHA, CLÁSSICOS

SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 4
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 11
TÍTULO: A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARA O DESENVOLVIMENTO DO INTELECTO, NA PERSPECTIVA DE SÃO BOAVENTURA DE BAGNOREGIO
AUTOR(ES): CONCEIÇÃO SOLANGE BUTION PERIN
RESUMO: Este trabalho fará uma análise histórica, do final do século XIII, sobre a importância da leitura interpretativa e reflexiva para o desenvolvimento do intelecto humano. Este estudo será realizado a partir de textos de São Boaventura de Bagnoregio. O autor analisa as palavras de Deus deixadas aos homens, conforme a Sagrada Escritura. Nesse sentido, ele dirige suas explicações para os mestres da Universidade Parisiense e revela que os ensinamentos de todas as coisas devem estar pautados nas Palavras Divinas. O autor explicita a importância do desenvolvimento intelectual para o entendimento da verdade das coisas terrenas. Suas discussões se fundam na idéia da inteligência que Deus teria dado aos homens e a possibilidade do uso e desenvolvimento do intelecto para a compreensão e interpretação de mundo e de tudo que o compõe. Essas discussões foram apresentadas por Boaventura, na Universidade de Paris, com o objetivo de despertar nos indivíduos a crença em Deus a partir do intelecto e verem nele o criador de tudo e de todos. Todavia, pelo intelecto poderiam compreender as coisas e os elementos da natureza que os cercavam. Logo, para ele, o princípio do conhecimento era o que favoreceria o desvendar da verdade. Nesse sentido, para este estudo, faremos uma leitura aprofundada de algumas obras do autor em tela, além de nos pautarmos em autores como J. Bougerol, Marc Ozilou, De Boni, entre outros, que nos fornecem uma compreensão sobre a educação desse momento histórico, apresentando a leitura como um elemento essencial para o desenvolvimento da inteligência.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA REFLEXIVA, SÃO BOAVENTURA, UNIVERSIDADE DE PARIS

TÍTULO: O ENSINO DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS NO AMBIENTE VIRTUAL: UMA PROPOSTA DE APRENDIZAGEM PARA O GÊNERO “RESENHA ACADÊMICA”
AUTOR(ES): DÉBORA CAMACHO ARAUJO SIQUEIRA
RESUMO: As modernas tecnologias de informação e comunicação introduziram possibilidades inusitadas de ensino através do meio digital, com isso trouxeram novas competências que o estudante necessita dominar. Nessas circunstâncias, apresentamos uma proposta de aprendizagem para o nível universitário, tendo como objeto de ensino o gênero “resenha acadêmica“ em ambiente digital. Este trabalho busca explorar alguns mecanismos de leitura e produção de textos no meio eletrônico, que possibilitam interconectar textos, sons, imagens ou vídeos à resenha por meio de hiperlinks. No contexto específico desta proposta para o meio digital, será adotada a visão curricular crítica, visto que o ensino no meio tecnológico pode contribuir para o exercício mais pleno da cidadania, assim como contemplará alguns elementos da teoria pós-crítica, que enfatiza dentre seus componentes a fragmentação e o subjetivismo (SILVA, 2007). A preparação das atividades de aprendizagem, realizada sob uma concepção dialógica de linguagem (BAKHTIN, 1995 [1929]), foram ancoradas no conceito de modelização didática (ROJO, 2001) e de seqüência didática (DOLZ, NOVERRAZ & SCHNEUWLY, 2004). Dentre alguns aspectos que podem ser destacados nessa proposta, ressalta-se que a internet pode propiciar maior oportunidade de leitura e interatividade entre o aluno e os variados textos cada vez mais disponíveis na esfera digital. Além disso, o ensino no meio eletrônico facilita a apropriação das novas tecnologias e promove a inclusão digital dos alunos, ampliando competências e habilidades no processo educativo.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA E PRODUÇÃO, AMBIENTE DIGITAL, RESENHA ACADÊMICA

TÍTULO: A LINGUAGEM CONTÁBIL NO AGRONEGÓCIOS
AUTOR(ES): DONIZETI APARECIDO MELLO
RESUMO: Com o objetivo de contribuir para a organização do trabalho docente, no ensino superior, apresentam-se os resultados de pesquisa bibliográfica sobre a utilização da linguagem contábil no Curso de Agronegócios, de uma Faculdade de Tecnologia, da cidade de Ourinhos. A Contabilidade é conceituada como uma ciência social aplicada na administração das entidades. O termo entidade é utilizado para descrever onde a Contabilidade atua, não se restringindo apenas às empresas. Sabendo que a agricultura no Brasil é uma das principais fontes de exportação, tivemos, nos últimos anos, um grande crescimento do Agronegócios no país. Assim, muitas universidades criaram cursos relacionados à formação de profissionais que irão administrar entidades do setor rural. É importante que o Projeto político-pedagógico desses cursos considere a importância da adequação do discurso utilizado na contabilidade às necessidades do Agronegócios. A disciplina Contabilidade de Custos é uma grande ferramenta de aprendizagem se os graduandos entenderem os conceitos principais (gestão e custos), caso contrário corre-se o risco de que seja oferecida apenas como mais uma disciplina sem sentido para a formação do aluno. Para uma boa formação científica de um administrador rural, o curso não deve se limitar apenas ao conhecimento empírico dos alunos, mas sim oferecer conhecimentos técnico-científicos, inclusive o discurso da contabilidade como ferramenta de aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM CONTÁBIL, TRABALHO DOCENTE, AGRONEGÓCIOS
TÍTULO: INVESTIMENTOS E ESTRATÉGIAS NA CONSTITUIÇÃO DE ACERVO PESSOAL NA FORMAÇÃO INTELECTUAL UNIVERSITÁRIA
AUTOR(ES): EDINEUZA OLIVEIRA SILVA
RESUMO: A análise do quadro atual da Educação Superior no Brasil, que subserviente a um novo modo de organização político/econômico/social predominantemente neoliberalista, mostra a predominância de uma concepção de formação acadêmica fortemente marcada às formas de produção de conhecimento instrumentalizados e pragmáticos, atendendo às demandas do mercado de trabalho, que, em sua essência, nega a existência de uma disciplina de estudo mais crítica, autônoma e organizada. Este trabalho tem por objetivo identificar, descrever, analisar e compreender como estudantes universitários PROUNI de IES periféricas (IES periférica implica o tipo de instituição e o lugar relativo que ocupa no campo da Educação Superior) organizam e investem intelectualmente de forma objetiva e subjetiva na constituição de acervo pessoal durante a graduação, de modo a inflenciar sua concepção e relação com o conhecimento, corroborando uma postura epistemológica de investimento em sua formação intelectual, cultural e social e, além disso, estabelecer relação entre estes investimentos e a formação acadêmica, assim como, relacionar a constituição de acervo pessoal com a cultura escrita. Para melhor auferir os aspectos investigados neste trabalho, foram aplicados 300 questionários fechados a estudantes universitários e a realização de 30 entrevistas semi-estruturadas para universitários bolsista integral do ProUni. Este trabalho se insere no projeto de pesquisa “Cultura Escrita, Globalização e Formação Universitária: concepções de estudo e de aprendizagem e expectativas do estudante universitário de IES periférica”. Até o presente momento, temos um resultado parcial da pesquisa, constando de um estudo bibliográfico buscando a conceituação dos temas em foco, aplicação e análise dos questionários e entrevistas realizadas aos sujeitos envolvidos na pesquisa.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA, ACERVO PESSOAL, CULTURA ESCRITA

TÍTULO: DO HÁBITO AO PRAZER: A LEITURA E A ESCRITA DISCENTE NO ENSINO SUPERIOR
AUTOR(ES): EDNA CRISTINA DO PRADO, GISELLE MADUREIRA BUENO
RESUMO: O presente artigo constitui-se no relato de experiência sobre as práticas de leitura e escrita de alunos universitários em instituições particulares na região do grande ABC paulista. O objetivo central é apresentar o trabalho desenvolvido nas aulas de Língua Portuguesa e refletir sobre o processo de formação de leitores e escritores já (precariamente) escolarizados. O professor, quase sempre depois do processo inicial de frustração, vê-se na necessidade de aplicar técnicas de leitura elementares e, partindo muitas vezes de texto não-verbal, (re)apresenta ao aluno tópicos como interpretação ativa, segmentação de texto e ponto de vista ou viés. Quanto à escrita, dá preferência às práticas que evitam o ensino sistematizado e puramente teórico da gramática: construção de coesão e coerência, gêneros textuais, argumentação. Entrevistas, depoimentos, produções textuais foram utilizados na análise, tendo como referenciais os estudos de Chartier (1999, 2002); Marcuschi (2000); Pennac (1998), Prado (2008). Como resultados do trabalho, identificam-se avanços no processo de autoconsciência do aluno que é tão fundamental à escritura. Por outro lado, os limites encontrados para viabilizar um ganho efetivo nas habilidades de escritura e leitura (que vão desde o enrijecimento curricular até a desvalorização social generalizada da cultura e da língua), mostram que o desafio que se coloca é o redirecionamento das ações rumo a uma prática docente mais ousada, que se desvencilhe cada vez mais da visão do estudo como obrigação e incorpore a afetividade e a liberdade, intrínsecas a toda escrita e leitura desinstaladoras, a fim de que se possa contribuir para uma educação verdadeiramente cidadã e, assim, formar profissionais que sejam atores críticos de uma sociedade menos competitiva e excludente.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ESCRITA, ENSINO SUPERIOR

SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 5
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 11
TÍTULO: LETRAMENTO E ENSINO SUPERIOR: O PROFESSOR UNIVERSITÁRIO COMO AGENTE DE LETRAMENTO
AUTOR(ES): EDNA GUIOMAR SALGADO OLIVEIRA GUEDES
RESUMO: Este artigo tem como objetivo discutir o letramento na perspectiva do Ensino Superior, tendo como foco o professor universitário como agente de letramento e suas práticas em sala de aula. O estudo, de orientação materialista-histórico, envolve uma turma de pedagogia e duas professoras universitárias. A principal referência de análise foi a observação, feita em sala de aula, sobre o encaminhamento destas professoras universitárias quanto à metodologia usada no cotidiano para aumentar o grau de letramento dos discentes através de eventos nas práticas sociais de leitura e escrita, bem como percepções das professoras entrevistadas no que diz respeito ao fenômeno do letramento no âmbito universitário. Discutir o assunto é expor o quanto esta discussão é, ainda, opaca e tímida no mundo acadêmico, no mundo universitário, tendo em vista que o letramento é muito difundido e discutido nas esferas do Ensino Básico, mas que atualmente toma grande proporções no universo acadêmico e que quase não aparece como questão de pesquisa neste mesmo espaço chamado Universidade. Verificamos então a necessidade de ampliar essa discussão, por meio de contribuições teóricas de (BAKHTIN, 2003; SOARES, 2005; KLEIMAN, 1995; TFOUNI 1995, MARCUCHI, 2001, entre outros, no sentido de refletir sobre a participação dos espaços educativos e aqui, em especial, o espaço universitário no processo de construção do(s) letramento(s).O fenômeno do letramento está nesta perspectiva, associado as diferentes linguagens sociais e gêneros discursivos caracterizando a noção de letramento(s) e dos aspectos aí envolvidos, especificamente, o professor universitário como agente de letramento.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO SUPERIOR, PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, LETRAMENTO

TÍTULO: AULAS DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS, CRIAÇÃO LITERÁRIA OU ESCRITA CRIATIVA: É POSSÍVEL APRENDER A LER E ESCREVER NOS CURSO DE LETRAS?
AUTOR(ES): ELIANA MARA DE FREITAS CHIOSSI
RESUMO: O objetivo do trabalho é mapear alguns impasses quando se pretende ensinar a ler e escrever nos cursos de graduação em Letras. Para muitos alunos que ingressam no curso é decepcionante descobrir que não haverá tempo hábil para aprender a ler e escrever. A mensagem sutil que aparece na grade curricular, em função da carga horária das disciplinas dedicadas ao ensino de práticas de escrita e leitura, seria: se você entrou no curso de Letras já deve saber ler e escrever. Analisando práticas de ensino em três modalidades (leitura e produção de textos, criação literária e escrita criativa) de diversas instituições de ensino superior, pretendo apontar problemáticas enfrentadas em sala de aula. Além disso, apresentarei um exame de vários livros destinados ao ensino da leitura e produção de textos, publicados nos últimos dez anos. Nessa análise, observarei se a filiação das técnicas propostas está relacionada às disciplinas de criação literária ou de leitura e produção de textos. Apresentando as principais características do trabalho com escrita criativa, vou apresentar possíveis ações alternativas. Parece existir uma gama variada de usos da escrita criativa, para executar ações mais eficazes e flexíveis, tendo em vista o incremento da formação de leitores e escritores nos cursos de Letras.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ENSINO, ESCRITA CRIATIVA
TÍTULO: LEITURA E FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES: POSSIBILIDADES PARA O APRIMORAMENTO DA RELAÇÃO COM A LEITURA
AUTOR(ES): ELISA PASSOS DUARTE
RESUMO: É objetivo deste trabalho relatar uma experiência realizada com professores alfabetizadores da Rede Pública e privada de diferentes cidades do interior do Estado de São Paulo. Esses processos de formação continuada tiveram como objetivo proporcionar-lhes vivências práticas através de ateliês de leitura e oficinas pedagógicas de produção linguística, oportunidades para que pudessem aprimorar sua relação com a leitura de maneira ampla, ocupando o lugar de intérprete-historicizado, condição fundamental para que possam aprender a argumentar, expressar sua subjetividade e colocar-se como autor do seu próprio dizer. Fundamentamo-nos na Análise do Discurso de “Linha” Francesa e na Teoria Sócio-histórica do Letramento. A Análise do Discurso de “Linha” Francesa e a Teoria Sócio-histórica do Letramento sustentam nossas investigações. A AD é contrária à análise conteudista, uma vez que não concebe a linguagem como transparente, literal, neutra, ao contrário, considera a historicidade, a relação e o funcionamento da ideologia. A Teoria Sócio-histórica do Letramento enfoca os aspectos sócio-históricos de uma sociedade, vendo separadamente a questão da alfabetização e do letramento, por não entender que a questão não está em ser ou não alfabetizado enquanto indivíduo. Está sim, no fato de ser ou não uma sociedade letrada na qual esses indivíduos vivem (Tfouni, 1995). Nosso corpus é constituído por trinta depoimentos de professores alfabetizadores a respeito de suas práticas pedagógicas e de sua relação com a leitura, coletados durante os ateliês de leitura. A partir desse amplo espaço discursivo (Maingueneau, 1984), foram realizados alguns recortes para análise. Os resultados parciais e preliminares dessa investigação mostram que os depoimentos dos educadores podem ser compreendidos como uma forma de eles falarem de si (Foucoault, 1988). Além disso, os cursos de formação continuada devem se constituir em importantes espaços discursivos para a emergência da subjetividade dos educadores, muitas vezes sufocada e reprimida no cotidiano escolar.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PROFESSORES ALFABETIZADORES, FORMAÇÃO CONTINUADA
TÍTULO: A INFLUÊNCIA DA LEITURA BOECIANA PARA A FORMAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO DE ANSELMO DE BEC.
AUTOR(ES): ELIZABETE CUSTÓDIO DA SILVA RIBEIRO
RESUMO: A presente comunicação intenciona apontar, em linhas gerais, a importância da leitura de Boécio (470) para a formação humana e intelectual de um dos autores mais marcantes da Idade Média Central, Anselmo de Bec (1033). Observamos que, embora datada historicamente e oriunda de uma sociedade muito distinta, as formulações anselmianas encontradas, especialmente, na obras Monológio e Proslógio, a respeito de Deus, dos homens e da sociedade, foram possíveis pela dedicada leitura e análise de obras clássicas, a exemplo dos escritos de Boécio, tais como A Consolação da Filosofia e o De Trinitate. Sob a influência deste modelo de leitura, Anselmo pôde estabelecer que há uma razão que a tudo precede e que o intelecto humano é a condição primeira para a existência do homem cristão. Esta foi uma forma de interpretação de mundo inédita para seu presente e expressava os primeiros indícios de mudança, a necessidade de novas explicações para as relações sociais. Tendo como fundamento a História, sob uma perspectiva de longa duração, pretendemos chamar a atenção para o fato de que, independente do período no qual se vive, a pesquisa e a reflexão histórica são imprescindíveis para a produção de novos conhecimentos e para a formação docente, uma vez que nos auxilia no sentido de compreendermos que a formação humana engloba a totalidade do indivíduo, ou seja, o homem em seus aspectos físicos, morais, intelectuais, sociais e afetivos.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, FORMAÇÃO HUMANA, BOÉCIO E ANSELMO DE BEC

TÍTULO: COMO ALUNOS DE GRADUAÇÃO AVALIAM OS TEXTOS PRESCRITOS POR SEUS PROFESSORES: UM ESTUDO JUNTO A DOIS CURSOS DE GRADUAÇÃO
AUTOR(ES): ELSA MARIA MENDES PESSOA PULLIN, ELAINE CRISTINA LIVIERO TANZAWA
RESUMO: O desempenho leitor de alunos de cursos de graduação vem sendo apontado aquém do desejável. Porém, pouco se tem investido para a alfabetização acadêmica efetiva desses estudantes e, raramente, se tem posto como necessário, por parte de professores e pesquisadores, avaliar os efeitos da seleção e indicação dos textos prescritos. O presente trabalho levantou a opinião de 112 alunos, matriculados na 1ª e 4ª série em dois cursos de graduação (Biblioteconomia; Pedagogia) de uma universidade pública, acerca dos textos indicados para estudo. Um questionário foi utilizado e aplicado coletivamente, em uma sessão, por série e curso. Os resultados indicaram que o grau de complexidade dos textos prescritos para estudo é sistematicamente percebido como distante dos modos como os assuntos são tratados em sala de aula, apesar desses textos serem considerados pertinentes para a prática profissional. Estes resultados parecem justificar a avaliação dos textos, por vezes, como difíceis e do que sentem quando os lêem. Os modos de escuta de textos orais e escritos, quando valorizados e ensinados para o indivíduo implicando em desempenhos competentes, como ouvinte e leitor, pode ser uma forma de dirimir algumas das dificuldades enfrentadas por alunos e professores, quando da leitura e prescrição de textos, no caso, dos indicados em cursos de graduação. Sugere-se que os professores, além de selecionarem uma bibliografia, precisam estar atentos em reduzir a distância do grau de complexidade dos discursos que circulam em sala de aula com a dos textos que prescrevem para estudo. Como ensina Paulo Freire, toda a bibliografia deve refletir uma intenção fundamental de quem a elabora, a de atender ou a de despertar o desejo de aprofundar conhecimentos para quem ela é proposta, e exige, por parte de quem a seleciona, um triplo respeito: a quem ela se dirige, aos autores citados e a si mesmos.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO SUPERIOR, LEITURA, PRÁTICAS DE LEITURA

SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 6
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 09
TÍTULO: AS MÚLTIPLAS FUNÇÕES DO ORIENTADOR NA ESCRITA DO SEU ALUNO
AUTOR(ES): EMARI ANDRADE
RESUMO: Esta pesquisa versa a respeito das condições de produção (PÊCHEUX, 1990) do ato de orientar um trabalho acadêmico. Seu objetivo principal é depreender as estratégias utilizadas por um professor orientador para corrigir e intervir nos textos de seus alunos durante o processo de orientação de uma dissertação de mestrado. Partilhamos a hipótese de trabalho de Pommier (1993), segundo a qual os modos pelos quais alguém aprende a escrever atualizam, de forma metafórica, os caminhos por meio dos quais sua subjetivação se deu. A partir dessa hipótese do autor, entendemos a produção acadêmica como metáfora da infância do sujeito. Tomamos como corpus parte dos manuscritos que compõem o banco de dados Movimentos do Escrito, disponibilizado on-line para os pesquisadores do Grupo de Estudos e Pesquisas Produção Escrita e Psicanálise – GEPPEP, compreendendo a produção de duas jovens pesquisadoras ao longo do período de realização do mestrado, na área Linguagem e Educação em uma universidade pública (2005-2007) e alguns textos posteriores à defesa da dissertação (2008). Somadas as produções das duas informantes, tem-se o total de 656 manuscritos, dos quais 178 contêm intervenção do orientador. Desde um aparato teórico tramado na interface entre a lingüística, a psicanálise de orientação lacaniana e a educação, investigamos os processos por meio dos quais, paulatinamente, aquele que escreve aprende a apropriar-se do legado que o precedeu, subjetivando-o.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DA ESCRITA, FORMAÇÃO DE PESQUISADORES, MANUSCRITOS

TÍTULO: AS RELAÇÕES ENTRE LEITURA, ESCRITA E LETRAMENTO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES ALFABETIZADORES
AUTOR(ES): FABIANE ANDRÉIA HAAS
RESUMO: O objetivo da investigação é conhecer e analisar conceitos sobre “leitura” e “escrita” elaborados por um grupo de estudantes de Pedagogia durante sua formação. A investigação parte da seguinte questão: O curso superior oferece a oportunidade de reconhecimento da leitura e da escrita como objetos conceituais primordiais à docência? Inserida na análise qualitativa (LÜDKE e ANDRÉ, 1986) e partindo do pressuposto de que as práticas de leitura e escrita prévias desencadeadas nos cursos de formação de professores têm importante influência na atuação docente (CAGLIARI, 1993; LAJOLO, 2000 e 2001; NEVES, 2003) os procedimentos partem de informações coletadas semestralmente via questionários simples. A categorização dos dados consistem em agrupar respostas por proximidade conceitual em percentuais de incidência e incluem entrevistas com depoentes que se destacam por apresentar ruptura ou permanência conceitual superior a um ano de coleta. A Coorte é composta por 57 acadêmicos que ingressaram no curso de Pedagogia (2006-2010) da Universidade Federal de Pelotas no primeiro semestre de 2006, com idades que variam de 17 a 51 anos e diferentes etnias, classes sociais, estados civis e experiências escolares. Os resultados parciais de seis coletas (2006 – 2008) indicam que “leitura” foi mencionada como sinônimo de “atribuição de sentido” 192 vezes; como “aquisição de conhecimento” 131 vezes e como “decifrar” 30 vezes. Quanto à “escrita”, foi conceituada como “expressão/comunicação de idéias e pensamentos” 211 vezes, como “autoria/autonomia” 59 vezes e “codificação” 32 vezes. Foi possível observar também, que, desde a primeira coleta até a última realizada, houve modificações significativas de conceitos e que os mesmos vem se complexificando.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ESCRITA, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

TÍTULO: A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO LEITOR: INTERTEXTUALIDADE E INCOMPLETUDE. FINANCIAMENTO FACEPE
AUTOR(ES): FABÍOLA MÔNICA DA SILVA GONÇALVES, LUDMILLA LIMA VILAS BOAS, ROZANGELA MARIA DA SILVA
RESUMO: Este estudo aborda a constituição do professor-leitor, tendo como objetivos a investigação dos espaços de leitura por ele vivenciados, bem como a concepção de leitura presente em sua prática profissional. Realizou-se um estudo de campo com oito professores de uma instituição pública de Ensino Superior em PE, Nordeste do Brasil. Para a construção dos dados, optou-se pela entrevista semi-estruturada individual a fim de explorarmos os objetivos da pesquisa. A análise de resultados foi realizada com os dados de duas entrevistas e os critérios da seleção da amostra, foi em função do contraste em relação aos espaços de leitura e o ponto de contato acerca das concepções de leitura presente nos discursos das duas participantes. Verificou-se que em relação aos espaços de leitura, uma das participantes desde a infância relata gostar de ler tendo em sua trajetória de leitora, bibliotecas como uma das importantes agências de letramento; a outra participante diz ter tido mais contato com a prática de leitura a partir da graduação, especialmente, quando foi bolsista de um Programa Especial de Treinamento (PET), ressaltando ter mais vivências com leituras técnicas, também enfatiza os grupos de estudos universitários como um espaço para desenvolver a leitura de textos. Sobre as concepções de leitura presentes nos discursos das participantes, evidenciou-se uma concepção focada no conhecimento de mundo e na intertextualidade, sendo esta uma visão de leitura pautada não apenas na decodificação, mas numa concepção voltada para a prática social, por meio de um processo de construção de sentidos negociados; a outra participante ressalta que o leitor é um ser incompleto e a motivação para leitura é a consciência da incompletude. Ver-se, pois, que a incompletude e a intertextualidade estão permeando o discurso das participantes no que se refere à constituição do sujeito leitor.
PALAVRAS-CHAVE: SUJEITO LEITOR, INTERTEXTUALIDADE, INCOMPLETUDE

TÍTULO: DA LEITURA À HIPERLEITURA: O ENTRELAÇAMENTO DE DIZERES
AUTOR(ES): FERNANDA CORREA SILVEIRA GALLI
RESUMO: Inserido no Eixo Temático “Leitura e Produção no Ensino Superior”, pretendo, com este trabalho, expor parte de minha pesquisa de doutorado cuja proposta trata da análise do discurso de alunos – de três cursos de licenciatura quais sejam: Ciências Biológicas, Matemática e Pedagogia – sobre a leitura de (hiper)texto. Partindo de questões como: i) quais as mudanças na prática da leitura do texto-papel para a hiperleitura do texto-tela?; ii) quais os efeitos do imaginário, em relação à leitura de (hiper)textos, na constituição do aluno-leitor?, dentre outras, meu objetivo é abordar as representações sobre a leitura na internet, a partir dos relatos escritos pelos alunos no cenário global das “novas” tecnologias, o que faz com que eles se constituam no atravessamento dos suportes tradicionais (impressos) e tecnológicos (virtuais). Ancorada na teoria da Análise do Discurso, na intersecção com a Filosofia, Ciências Sociais e Sociologia, a abordagem que aqui proponho traz à baila a (re)constituição do sujeito-aluno-leitor, que, assim como os sentidos, está em constante movimento. Nessa perspectiva, nos relatos sobre leitura de hipertexto, emergem, de maneira entrelaçada, dizeres que buscam se estruturar no e pelo “novo”, mas acabam por trazer, também, o “velho”, pois “todo discurso marca a possibilidade de uma desestruturação-reestruturação” (PÊCHEUX, 1990 [2002, p.56]).
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, INTERNET, DISCURSO

TÍTULO: A PRODUÇÃO MONOGRÁFICA NO CONTEXTO ACADÊMICO
AUTOR(ES): GILCE A. QUINTÃO CASTRO
RESUMO: O objetivo principal deste estudo é realizar uma reflexão que possa contribuir para a compreensão da monografia, texto de caráter acadêmico-científico, no que diz respeito à estrutura global (macroestrutura), ao layout do texto, à apresentação gráfica, às normas, a partir do que tem sido produzido, na prática, pelos professores e acadêmicos, no Brasil. Busca-se dialogar com os que se interessam por questões relativas ao processo de ensino-aprendizagem desse gênero da esfera acadêmica, especialmente, professores de Língua Portuguesa e outros professores que se vêem envolvidos, de alguma forma, com a produção escrita no ensino superior. Esta investigação propõe, pois, um especial cuidado em relação à caracterização desse gênero, em especial, à compreensão de diferentes dimensões envolvidas em produções monográficas, de bacharéis. O conceito de gênero como categoria do discurso possibilita à Lingüística Aplicada ampliar o horizonte de explicações sobre a linguagem. Via de regra, há uma pretensão, neste estudo, de se apresentar o que alguns cursos de uma Instituição de Ensino Superior têm realizado no campo de produção textual escrita e que possam contribuir para a elaboração final de um trabalho de conclusão de curso, após apresentar abordagens teóricas e preocupações pedagógicas do campo de análise de discurso em contextos acadêmicos.
PALAVRAS-CHAVE: MONOGRAFIA, GÊNEROS ACADÊMICOS, ESCRITA NO ENSINO SUPERIOR

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SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 7
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 09
TÍTULO: DA REDAÇÃO À PRODUÇÃO DE TEXTOS: QUE “BIXO” É ESSE?
AUTOR(ES): GIOVANA FLÁVIA DE OLIVEIRA
RESUMO: Nas últimas décadas, a educação brasileira passou por inúmeras mudanças. Os Parâmetros Curriculares Nacionais, de 1998, causaram grandes transformações na educação básica brasileira e são assunto, até hoje, de discussões no meio acadêmico. Esse documento, em consonância com inúmeras pesquisas na área de Linguística Aplicada, propõe que todo texto deve ser visto como uma produção discursiva e, dessa forma, trabalhado como tal. As tradicionais aulas de redação, em que o professor colocava um tema - ou um título - na lousa e o aluno simplesmente escrevia sobre ele, tiveram de ser revistas. No entanto, a compreensão da nova forma de se trabalhar com produções textuais não foi assimilada de imediato pelos profissionais de ensino e, juntamente com uma série de outros problemas enfrentados na educação básica, o resultado da mudança foi desastroso. Avaliações externas - como o Saresp, a Prova Brasil, o PISA, entre outras – mostraram, nos últimos anos, os problemas enfrentados na educação básica brasileira. Apesar das dificuldades, os alunos concluíram o ensino médio e ingressaram no ensino superior, o que fez com que muitas dessas dificuldades do ensino básico chegassem ao ensino superior. Nesse contexto, esta pesquisa busca discutir como um trabalho efetivo com a linguagem, a partir de uma visão discursiva, poderia auxiliar na melhoria dos textos e, em consequência, na construção das identidades profissionais de alunos do primeiro semestre de cursos de licenciatura de uma faculdade particular. Bakhtin embasa teoricamente esta pesquisa, tanto na visão discursiva de produção de texto, como no trabalho de produção a partir da noção de gêneros discursivos. Os resultados apontam que um trabalho com a linguagem, quando associado à visão discursiva de língua, pode colaborar para a melhoria na produção de textos e para a construção das identidades dos futuros profissionais da educação.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO SUPERIOR, GÊNEROS DISCURSIVOS, IDENTIDADE PROFISSIONAL
TÍTULO: AS TECNOLOGIAS DIGITAIS NA FRONTEIRA DO CONHECIMENTO: A INTERRELAÇÃO EDUCAÇÃO-CULTURA NO ENSINO SUPERIOR
AUTOR(ES): IRENE JEANETE LEMOS GILBERTO
RESUMO: Um breve olhar sobre as publicações que trataram dos novos rumos da educação na última década, revela que não é nova a discussão centrada nas tecnologias e seu significado na educação. A realidade mostra que estamos vivendo um momento em que a veiculação dos conhecimentos não se dá exclusivamente no espaço das instituições escolares. A multiplicidade de produções a que se tem acesso, seja pela Internet seja pelos meios de comunicação de massa, deixam visíveis seus traços e seus efeitos na educação e na cultura. Frente a essa situação, o questionamento sobre o papel das tecnologias digitais e sua contribuição na formação dos futuros profissionais pode ser um modo de repensar o processo cultural e educativo com a utilização das tecnologias nas escolas. Com base nos pressupostos teóricos de Sacristán, para quem a cultura e a educação não podem ser pensadas separadamente e nas propostas de Pierre Lévy sobre a construção do pensamento do homem contemporâneo, o trabalho propõe uma reflexão sobre o papel das tecnologias nos processos formativos do aluno de graduação. Toma como procedimento metodológico entrevistas semi-estruturadas realizadas com professores do ensino superior sobre a utilização das tecnologias digitais e suas implicações na formação do futuro profissional, considerando que a interrelação com a cultura cibernética possibilitará um novo olhar sobre a dimensão da leitura e da escrita na rede.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO SUPERIOR, TECNOLOGIAS DIGITAIS, PROCESSOS FORMATIVOS
TÍTULO: PRÁTICAS DE LEITURA VOLTADAS ÀS PECULIARIDADES NO CURSO DE DIREITO.
AUTOR(ES): JONATAS RODRIGUES JAPIASSU DOS SANTOS
RESUMO: Esta comunicação apresenta aspectos de uma pesquisa qualitativa que procura compreender as práticas de leitura e escrita em sala de aula de acadêmicos no primeiro ano do curso de Direito. Os fundamentos teóricos-metodológicos vinculam-se ao referencial da História Cultural. Considera-se, leitor competente aquele que, no contexto social, consegue abstrair de textos escritos, conceitos que atendem suas necessidades primárias. Contudo, dados revelados por testes (SAEB e o Prova Brasil, em 2006), demonstram a pouca competência em leitura e escrita de alunos brasileiros de nível superior. O Pisa, em 2000, apresenta o Brasil com pior resultado médio em leitura, além do INAF, que denuncia as limitações desses alunos. Partindo dos assustadores dados apresentados pelos testes de competência em leitura além das constantes reclamações comuns entre professores sobre a limitada capacidade de leitura de alunos do ensino básico e pior, de acadêmicos nos cursos superiores e considerando-se, ainda, a peculiaridade da comunidade leitora formada pelos docentes e graduandos de cursos de Direito, em uma cidade do interior de Mato Grosso, o presente trabalho direciona-se a destacar a importância do professor como mediador na apropriação de conhecimentos, no desenvolvimento de competências relacionadas à leitura e ao processo de apropriação da linguagem jurídica por esses alunos. A pesquisa utiliza procedimentos de observação de aulas e análise de Planos de Cursos entrevistas com professores e alunos de duas instituições. Acredita-se que os dados trarão maior compreensão das relações entre a competência leitora de alunos, recém saídos do ensino médio, e as práticas de leitura e escrita desenvolvidas na graduação, especialmente, se considerarmos as interações interpessoais e o processo dialógico estabelecido em sala de aula. Até o momento os resultados apontam para as dificuldades de compreensão leitora de textos acadêmicos, nem sempre percebidas pelos professores. Analisa-se aspectos da ligação desses fatores na formação do futuro profissional do Direito.
PALAVRAS-CHAVE: LEITOR COMPETENTE , CONSTITUIÇÃO DO LEITOR, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

TÍTULO: AS LEITURAS QUE A LEITURA PROPORCIONA: UMA CIRCULAÇÃO DE (SEN)TIDOS NA MEMÓRIA DE PROFESSORES LEITORES
AUTOR(ES): JULIANO RICCI JACOPINI
RESUMO: A prática de leitura está relacionada à construção sócio-histórica do sujeito (Chartier, 1996). A partir das formações discursivas nas quais se inscrevem e com as quais se identificam, o sujeito constrói seus hábitos e práticas de leituras. Neste trabalho, fundamentado nos pressupostos teórico-metodológicos da Análise do Discurso de “linha” francesa, busca-se saber o que lêem os professores do Ensino Fundamental, em quais condições de produção e como tais leituras repercute nos seus fazeres pedagógicos. Tomando por base a relação sentido/ sujeito, o que se torna instigante são os modos como o sentido circula e sua produção nessas práticas de leitura, pois a memória histórica não se faz pelo recurso à reflexão e às intenções, mas pela filiação, aquela na qual, ao significar, nos significamos. O corpus dessa pesquisa foi constituído de depoimentos e narrativas de trinta professores a respeito de suas experiências, vivências e práticas de leitura. Além disso, realizou-se um questionário que objetivou saber o que lêem esses educadores. A partir desse amplo espaço discursivo, recortes se construíram em seqüências discursivas de referência (SDR) (COURTINE, 1981).Os resultados parciais obtidos mostram que tanto o arquivo de leituras construído pelos educadores, como as (im)possibilidades de produzirem e atribuírem sentidos interferem e influenciam na construção de seus saberes e fazeres pedagógicos. A memória discursiva construída a respeito da leitura e as relações com ela estabelecidas ao longo da formação inicial também contribuem para as leituras realizadas pelos educadores quando em exercício profissional. Tais resultados evidenciam também que muitos professores construíram relações negativas com a leitura ao longo de sua formação inicial e uma das conseqüências desses sentimentos diz respeito à não concretização de um trabalho pedagógico que buscasse despertar o interesse e sensibilizasse os alunos, alunos estes pelos quais os professores são responsáveis para a inserção no mundo da leitura.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICA DE LEITURA, FORMAÇÃO DOCENTE, PROFESSOR-LEITOR

TÍTULO: O UNIVERSITÁRIO E AS PRÁTICAS DE LEITURA DE ESTUDO: ENTRE O IMPRESSO E O ELETRÔNICO
AUTOR(ES): JUREMA NOGUEIRA MENDES RANGEL
RESUMO: O estudante universitário depara-se com um tipo de leitura que demanda uma complexidade de relações como a delimitação do assunto, contextualização do problema, princípios de classificação, análise, síntese e inferências, sem contar a motivaçao que o predispõe a ler um texto com objetivo declarado. Com o intuito de aprofundar a pesquisa sobre as práticas de leituras e estudo adotadas por este sujeito que ultrapassam o texto impresso e se deslocam para o texto eletrônico, o estudo analisou como os alunos, no último semestre do curso de odontologia, estão constituindo as práticas de leitura, em especiais, as digitais.Ou seja, como os estudantes lidam com a leitura de textos eletrônicos? Como interagem com antigas e novas tecnologias de leitura? Chartier, Levy e Rouet fundamentaram o estudo. Aplicou-se o questionário com perguntas abertas e fechadas em 46 cursistas do 7º e 8º períodos de uma universidade particular localizada na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. A coleta de dados ocorreu durante a aula da disciplina de TCC e não foi solicitada a identificação dos respondentes. Foram entrevistados 3 alunos com o intuito de esclarecer aspectos importantes indicados no questionário. As entrevistas foram realizadas em sala reservada, individualmente, gravadas, após o consentimento do entrevistado e transcritas. O estudo verificou que o mundo digital faz parte do cotidiano dos alunos. No entanto, estes ainda não demonstraram o letramento proporcionado pela tecnologia, pois dispensam links, o uso da base de dados e preocupam-se em ler textos curtos, eletrônicos ou impressos, porque são mais fáceis de serem compreendidos. Demonstraram utilizar a mesma metodologia de leitura para esses tipos de texto. Os aspectos físicos relacionaram-se a sensações negativas que tornam a leitura eletrônica árdua e cansativa. Concluiu-se que os alunos não são navegadores/leitores de textos eletrônicos voltados para o estudo.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA DIGITAL, ENSINO SUPERIOR, LEITURA DE ESTUDO

SESSÃO: - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 8
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 10
TÍTULO: SOBRE FORMAS DE ESTUDAR E DE APRENDER DE ALUNOS PROUNI: A POSTURA EPISTEMOLÓGICA E A PERCEPÇÃO DE AUTORIA
AUTOR(ES): KATLIN CRISTINA DE CASTILHO
RESUMO: Este trabalho apresenta uma análise das formas de estudo e de aprendizagem de estudantes bolsistas do ProUni assistidos por Instituições de Educação Superior periféricas (IES periférica implica o tipo de instituição e o lugar relativo que ocupa no campo da Educação Superior). Objetiva-se identificar e compreender a postura epistemológica desses estudantes universitários, mais exatamente, trata-se de reconhecer e analisar o tipo de relação que esses alunos, em função de seu quadro de referências interpretativas, valores e vínculos sociais, estabelecem com o conhecimento e como compreendem e tratam os aspectos relativos à sua autoria, bem como os efeitos que a interpretação destes conceitos têm nas formas como estudam. Estas problematizações apresentadas se fazem importantes frente à constatação de que as transformações que impulsionaram os meios e as possibilidades de expansão da Educação Superior no Brasil implicaram modificações profundas na forma de organização da universidade e, principalmente, no tipo de conhecimento que circula no meio acadêmico. Neste campo, observa-se o crescimento quantitativo e acelerado de instituições que pautam o ensino em modelos instrumentais e pragmáticos de aprendizagem, priorizando demandas mercadológicas de formação. Para melhor inquirir sobre os aspectos imbricados nesta concepção pragmática de formação acadêmica, o trabalho envolveu diferentes abordagens metodológicas, incluindo aplicação de questionários fechados para um grande número de universitários e entrevistas semiestruturadas com um pequeno grupo de alunos.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO SUPERIOR, CONHECIMENTO, ALUNO PROUNI

TÍTULO: FORMAÇÃO DE MEDIADORES DE LEITURA: PRÁTICAS INTERDISCIPLINARES DE PLANEJAMENTO DE PROJETOS DE LEITURA
AUTOR(ES): LEONEIDE MARIA BRITO MARTINS
RESUMO: Este trabalho apresenta a análise sobre as vivências de planejamento de projetos de leitura em ambientes educacionais, sobretudo na escola e na biblioteca, por meio de cursos de Formação Continuada de Mediadores de Leitura, em parceria entre o Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão e Livraria Paulinas, São Luís – MA. Busca-se, por meio da proposta de formação continuada de profissionais de diferentes áreas educacionais, desenvolver ações sistematizadas de planejamento de projetos de leitura que orientem os educadores no processo de formação de leitores e escritores. A compreensão dos princípios teóricos sobre a construção de uma metodologia de trabalho interdisciplinar, envolvendo diversas áreas educacionais, busca encaminhar os educadores, em particular professores e bibliotecários, para o seu reconhecimento como sujeito de sua própria história individual e coletiva que precisa ser vivenciada, bem como possibilitar a revisão de práticas intuitivas, imediatistas e mecânicas que dificultam o ato de ensinar a ler e a escrever, como processos dinâmicos, contínuos e indissociáveis. Descrevem-se ainda as atividades desenvolvidas no Projeto Cata-Vento da Leitura, como resultado da culminância do Curso de Formação de Mediadores, em comunidades periféricas de São Luís. As vivências por meio dos Cursos de Formação de Mediadores de Leitura, com vistas ao desenvolvimento de projetos de leitura, têm alcançado resultados significativos, conforme depoimentos dos participantes, cuja demanda tem sido crescente, e resulta numa tomada de decisão coletiva e negociada, de participação nas atividades culturais de intervenção social.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE MEDIADORES, PROJETOS DE LEITURA, PRÁTICAS INTERDISCIPLINARES
TÍTULO: A LEITURA EM TRÊS NÍVEIS: UM CAMINHO PARA A PRODUÇÃO TEXTUAL NO ENSINO SUPERIOR
AUTOR(ES): LÉA SÍLVIA BRAGA DE CASTRO SÁ, ADRIANE BELLUCI BELÓRIO DE CASTRO, CINTHIA MARIA RAMAZZINI REMAEH, HELENA AP. GICA ARANTES
RESUMO: Numa concepção sociocognitivo-interacional, o sentido do texto é construído, levando-se em consideração as pistas deixadas pelo autor e os conhecimentos do leitor. A leitura é o processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto. Esta atividade implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação. Compreender não é apenas uma ação linguística ou cognitiva, mas uma forma de inserção no mundo e um modo de agir sobre o mundo na relação com o outro dentro de uma cultura e de uma sociedade. A escrita, assim como a leitura, é um processo em constante construção e com ela mantém uma estreita relação. Era de se esperar que, no Ensino Superior, tais habilidades deveriam manifestar-se em níveis mais elaborados, por ser este um período de maturidade intelectual. No entanto, o que observamos é o ingresso de um jovem que, na maioria das vezes, começa, na Universidade, o seu real despertar para uma leitura em nível vertical e uma escrita de qualidade. Prova disso são os projetos de “nivelamento” presentes em muitas instituições de Ensino Superior. Cientes deste fato, numa jornada de mais de dez anos junto a alunos de diferentes áreas em uma universidade particular do interior de São Paulo, optamos por construir um caminho de formação do leitor/escritor (Os degraus da leitura e Os degraus da produção textual). A partir do repertório do universitário, viabilizamos um direcionamento de seu olhar por textos de diferentes gêneros e níveis gradativos de dificuldade, culminando com produções escritas em que a coerência e a coesão passam a ocupar seu verdadeiro lugar. Um processo de desconstrução que gera uma nova construção. Assim, nosso objetivo nesta comunicação consiste em socializar esse método de formação de um leitor/escritor crítico.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PRODUÇÃO TEXTUAL, ENSINO SUPERIOR

TÍTULO: PROJETOS DE EXTENSÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO SUPERIOR: UMA JANELA PARA A INCLUSÃO ACADÊMICA E SOCIAL
AUTOR(ES): LUCIANA DE OLIVEIRA GAVIOLI
RESUMO: A aplicação de políticas públicas que possibilitem a formação qualitativa do aluno deve englobar o conhecimento pleno da língua materna, instrumento indispensável para sua inserção na sociedade. A ineficiência da Educação Básica brasileira promove o analfabetismo funcional, inviabiliza a permanência do aluno no ambiente acadêmico, desqualifica-o para o mercado de trabalho e promove sua exclusão social. Ciente desse quadro, as Instituições de Ensino Superior voltam um olhar especial para os alunos ingressantes, promovendo a aplicação de Projetos de Extensão que viabilizem minimizar suas deficiências nas áreas de Língua Portuguesa, Leitura e Produção Textual. O objetivo desse trabalho consiste em apresentar os resultados da pesquisa realizada numa IES privada do RJ cujo foco buscou identificar e analisar a percepção da satisfação do aluno, do professor e coordenadores envolvidos no Projeto de Extensão de Nivelamento em Língua Portuguesa. Foram elaborados questionários distintos para a coleta de dados, nos níveis aluno e professor, e feitas análises quantitativas. A análise dos dados demonstrou que os respondentes apontam como principais entraves para o domínio da língua materna no Ensino Superior, as deficiências acumuladas ao longo da Educação Básica e/ou provenientes do afastamento do ambiente escolar e declararam estar muito satisfeitos com a aplicação do projeto que busca minimizar dificuldades ligadas às áreas citadas e potencializar o desempenho do discente no ambiente acadêmico.Tenciona-se, ao apresentar pesquisas dessa natureza, chamar a atenção para o caos em que se encontra a Educação Básica brasileira, pública e privada; questionar a aplicabilidade das políticas públicas de ensino no Brasil; destacar o papel das IES, não apenas na captação de novos alunos, mas na inclusão e manutenção dos mesmos no espaço acadêmico; ressaltar projetos e metodologias aplicadas que possam servir como parâmetro para outras Instituições que visem a incluir qualitativamente os excluídos através da leitura e do conhecimento da língua materna.
PALAVRAS-CHAVE: PROJETOS DE EXTENSÃO NO ENSINO SUPERIOR, INCLUSÃO ACADÊMICA, ANÁLISE DA PERCEPÇÃO DA SATISFAÇÃO

TÍTULO: DISSERTAÇÕES DE MESTRADO: APROPRIAÇÃO E CONSTITUIÇÃO DE SENTIDOS PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA COM VISTAS À PRODUÇÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS
AUTOR(ES): MARGARETE FÁTIMA PAULETTO SALES E SILVA
RESUMO: Esta comunicação tem a finalidade de apresentar um estudo, que se encontra em fase inicial, sobre o movimento de produção e circulação do conhecimento na universidade hoje, com foco na formação do professor e de sua relação com as perspectivas que gozam de certa hegemonia na universidade e nos documentos oficias. Interessa verificar em que medida os professores que atuam na educação básica e recorrem a programas de Mestrado para se qualificarem produzem “novos conhecimentos”. Para tanto se questiona como os autores de dissertações sobre letramento se apropriaram das leituras feitas para embasamento de seus trabalhos e como isto influenciou na constituição de sentidos para a prática pedagógica. Busca-se levantar os mecanismos lingüístico-discursivos mobilizados na escrita de dissertações por autores, professores, para gerenciar a tensão entre diferentes posições enunciativas que estão implicadas no desenvolvimento da escrita de uma dissertação no que se refere ao termo letramento. Para tal fim, tomamos como corpus dissertações defendidas em um programa de pós-graduação em Educação de uma universidade pública brasileira, que versam sobre letramento, no período de 2000 a 2008. Levando-se em consideração que o cotidiano escolar desafia para a inovação constante, a produção acadêmica tem o papel de contribuir para esta inovação com finalidades sociais. Entretanto, uma análise inicial parece indicar o modo pelo qual as instituições conferem poder ao “dizer“ e pode, muitas vezes, ser confundido com conhecimento. Assim, analisar o movimento da escrita de autores e relacionar com suas práticas atuais propiciará a reflexão sobre os discursos acadêmicos e a produção de novos conhecimentos.
PALAVRAS-CHAVE: DISSERTAÇÕES DE MESTRADO, FORMAÇÃO, NOVOS CONHECIMENTOS

SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 9
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 10
TÍTULO: E O PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA SAI DA FACULDADE E CAI NA ESCOLA: ESTARÁ APTO A CONDUZIR ATIVIDADES DE LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL?
AUTOR(ES): MARIA AMÉLIA DALVI SALGUEIRO
RESUMO: Discutem-se aspectos importantes relativos à formação inicial em nível superior do professor de língua portuguesa e respectivas literaturas que atua na educação básica, em articulação com a análise que este professor faz de si mesmo enquanto profissional da educação, especialmente, no que se refere à condução de atividades de leitura e produção textual. Para tanto, traça-se um breve histórico dos estudos a respeito do tema “formação docente inicial” no Brasil. Apresentam-se os eixos norteadores de algumas das políticas públicas mais recentes no campo da educação, em particular, no que diz respeito à formação de professores; expõem-se e analisam-se dados coletados junto a professores egressos de cursos de licenciatura em Letras em funcionamento na cidade de Vitória. Considera-se, no apontamento de algumas conclusões viabilizadas pelos dados analisados, que, conforme apontam Berger & Luckmann e Moscovici: a) há correspondência entre os significados produzidos pelo indivíduo e os significados externalizados pelos outros, no mundo que partilham em comum e b) as representações sustentadas pelas trocas comunicativas socialmente constituídas constroem as realidades cotidianas e servem como a principal maneira para estabelecer as associações com as quais nos inter-relacionamos. Assim, defende-se que a(s) representação(ões) social(is) do professor de língua portuguesa (para si mesmo e para os outros) em relação à competência para o exercício profissional interfere(m) diretamente nos processos de ensino-aprendizagem das linguagens oral e escrita.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO INICIAL, PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA, LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL

TÍTULO: HISTÓRIAS FÁCEIS DE CONTAR : SEGUINDO AS TRILHAS DE LOBATO
AUTOR(ES): MARIA CASSILDA FERREIRA MÁRTYRES
RESUMO: Esse Projeto foi desenvolvido na disciplina Metodologia da Literatura, da turma de Licenciatura em Letras em uma IES em Belém do Pará. Acreditarmos que a academia é uma oportunidade ímpar de compartilhar conhecimento teórico e transportá-lo para uma atividade prática na sala de aula, já que sabemos que não basta pensar, questionar, comprovar a falta de leitura em vários seguimentos da trajetória acadêmica e pessoal de cada discente, é preciso enfrentar o problema e buscar alternativas para estimular a leitura. A proposta desenvolvida neste Projeto é a adaptação e tradução do livro “As histórias preferidas das crianças japonesas”, de Florence Sakade, para a contação de histórias. Foi uma ousadia e uma pretensão, seguir a trilha do estilo lobatiano de criar e recriar a sintonia com o tal “gosto do momento”. Era uma espécie de compromisso com palavras que todos pudessem entender, como diz a boneca Emília, “queremos estilo de clara de ovo, bem transparentinho, que não dê trabalho para ser entendida“. Criamos uma paráfrase, ou seja, reescritura do texto já existente, “adaptação” para a oralidade e, em seguida, a tradução para a língua Inglesa. Ao recriá-las fizemos a recuperação e valorização da tradição oral, ou seja, recontamos as histórias, agora enxutas, para serem lembradas na hora da contação de histórias. Procuramos ocupar uma posição em relação às propostas curriculares vigentes e transformar os alunos em atores principais para que pudessem exercer a função de mediação da cultura adquirida no mundo acadêmico para as salas de aula, já que o papel do professor é exercer o papel central de tradutor da idéia oficial para o contexto da prática. Talvez nunca possamos ser lembrados como excelentes adaptadores e tradutores, mas com certeza seremos lembrados como ousados formadores de novos leitores.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA , LITERATURA INFANTIL, PROJETO

TÍTULO: LEITURA E ESCRITA EM AMBIENTE HIPERTEXTUAL: PROPOSTA DE PROJETO INSTRUCIONAL PARA UM CURSO NA GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA
AUTOR(ES): MARIA CLAUDIA DE OLIVEIRA PAN
RESUMO: Este artigo apresenta os resultados de um projeto elaborado para a obtenção do título de Especialista em Design Instrucional, EaD Virtual da Universidade Federa de Itajubá. O objetivo do projeto foi de desenvolver um curso totalmente à distância voltado para alunos em fase inicial da graduação na modalidade semipresencial. O curso tem por título “Leitura e escrita no ambiente hipertextual“. Visa tornar mais acessível aos alunos que participam de cursos à distância, os processos de leitura e escrita apoiados por suporte virtual. Sabe-se que com a incorporação das tecnologias da informação e comunicação em ambientes virtuais de aprendizagem tornou-se mais complexo ler e escrever. O hipertexto estimula uma nova forma de leitura e escrita, baseadas na não-linearidade e interatividade. Os alunos ao se depararem com esses desafios precisam de um suporte no início da graduação, assim, desenhamos um curso com muitas atividades práticas e acompanhamento direto de um tutor. Os resultados foram analisados a partir de autores que têm se dedicado ao tema, entre eles: Alava (2002), Filatro (2004) e Santaella (2004). As nossas conclusões evidenciaram que um design instrucional bem realizado é fundamental para o sucesso de um curso on-line; todas as etapas do DI, a saber: análise, design, desenvolvimento, implementação e avaliação merecem destaque. A equipe multidisciplinar deve estar bem integrada e a aprendizagem significativa precisa ocupar espaço de destaque em todo o processo. Acreditamos que os alunos após a realização do curso estarão bem preparados para a empreitada acadêmica que iniciam.
PALAVRAS-CHAVE: PROJETO INSTRUCIONAL, ENSINO A DISTÂNCIA, LEITURA E ESCRITA HIPERTEXTUAL

TÍTULO: QUANTAS INTERPRETAÇÕES TÊM UM TEXTO? UM ESTUDO SOBRE AS MÚLTIPLAS LEITURAS DE ACADÊMICOS EM CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES A DISTÂNCIA.
AUTOR(ES): MARIA CRISTINA RUAS DE ABREU MAIA
RESUMO: O presente trabalho tem por objetivo apresentar os resultados de uma pesquisa em andamento que reflete se alunos egressos no curso de Letras/Português, na modalidade a distância da Universidade Aberta do Brasil-UAB em convênio com a Universidade Estadual de Montes Claros-Unimontes, tendem a ler erradamente textos teóricos do gênero acadêmico, por serem atores autônomos de suas leituras e aprendizagem. Primeiramente, apresentaremos o referencial teórico sobre a leitura situando-a numa perspectiva discursiva que trata do surgimento e da interpretação de textos. Explicitaremos ainda, o viés metodológico utilizado na coleta e interpretação dos dados da pesquisa. Em seguida, apresentaremos resultados retratando como leitores diferentes lêem atribuindo significados diferentes a um mesmo texto. As perguntas que sustentam a investigação são: quais as consequências de se ler erradamente textos do gênero acadêmico para a formação de professor? Como o aluno, nessa modalidade de formação à distância, lê textos sem o auxílio de um mediador, que frequentemente se personifica na figura do professor? Sendo o professor coadjuvante no processo da aprendizagem do aluno, a quem ou a que compete a responsabilidade de dirimir dúvidas e apurar a leitura e por fim, quais são os prejuízos advindos da leitura errada,mesmo sabendo que o sentido do texto não é fixo?
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA ERRADA, TEXTO, SENTIDO
TÍTULO: OFICINA DE PRODUÇÃO DE TEXTOS COMO ALTERNATIVA DE LETRAMENTO
AUTOR(ES): MARIA DAS GRACAS R. PAULINO, BÁRBARA BRUNA MOREIRA RAMALHO, WALESKA DE OLIVEIRA GONÇALVES
RESUMO: Este trabalho relata e analisa práticas de letramento de um grupo de alunos de Pedagogia da UFMG, durante os anos de 2008 e 2009. A partir de um Projeto de Ensino elaborado pela professora Graça Paulino, foram lidos e escritos textos dos seguintes gêneros: artigo de opinião, crônica e resenha. Os textos lidos eram de natureza teórica ou modelar. As práticas de escrita foram objeto de discussão das quais participaram todas as alunas, inclusive a autora, sempre sob mediação da professora. Percebeu-se a falta de informações básicas sobre textualização e gêneros textuais em seus respectivos domínios discursivos. Após a formação teórica prévia, a escrita ainda exigia intervenção do grupo. Houve um amadurecimento lentamente explicitado nas produções como se pode comprovar pela publicação de dois textos em revista acadêmica de resenha no ano de 2008. O que se pode concluir da experiência diz respeito à necessidade de que, no curso de Pedagogia, seja estendida a todos os alunos a oportunidade de participar de oficinas dessa natureza. Pois, a maioria dos alunos chega à Universidade sem ter seus textos discutidos exaustivamente na escola, a ponto de representar um avanço no seu modo de produção escrita. Assim, se o curso de Pedagogia não investir nessa formação, os alunos podem ser diplomados sem uma autêntica inserção nas práticas de letramento acadêmico.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO ACADÊMICO , PEDAGOGIA, FORMAÇÃO

SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 10
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 11
TÍTULO: ANÁLISE DAS ESTRATÉGIAS DE LEITURA DE ALUNOS DO ENSINO SUPERIOR NA COMPREENSÃO DE TEXTO.
AUTOR(ES): MARIA DE FÁTIMA DE OLIVEIRA LIMA
RESUMO: Este trabalho investiga a compreensão de leitura de alunos de curso superior de uma Universidade pública do Piauí. O foco deste trabalho é o leitor do ponto de vista de sua interação com o texto e a influência de seus conhecimentos prévios na construção da coerência e sentido textual. Observa-se, ainda, em situação de leitura, como estes sujeitos fazem uso das estratégias de leitura. Tendo em vista que “estratégia de leitura” são processos mentais escolhidos conscientemente pelo leitor durante o ato de ler, podemos perguntar se a compreensão do texto melhora com o uso de estratégias? E, ainda, se o aluno ao usar este procedimento favorece a construção de sentido na leitura oral e escrita, pois são habilidades que favorecem a formação de leitores críticos e autônomos, além disso, é nesse nível de ensino que esse procedimento tem sua culminância, portanto uma melhor aplicação. O enfoque desta pesquisa é a prática da leitura e compreensão de textos de estudantes do ensino superior por ser uma questão significativa em todos os níveis de ensino. Utilizaremos uma metodologia qualitativa, com base na abordagem interacionista da compreensão. Será uma pesquisa com 40 (quarenta) participantes de 02 (dois) cursos de Universidade Pública Federal da cidade de Teresina/PI. A pesquisa se justifica pela busca de propostas para a solução dos desafios enfrentados pelo educador e pelos educandos, tendo em vista que esse tema, ainda, é um desafio para a educação,particularmente, no que se refere à eficácia leitora. Tendo em vista os objetivos previstos neste estudo os resultados alcançados podem contribuir, a longo prazo, com a melhoria da formação de leitores críticos e autônomos. Espera-se conhecer os níveis de leitura dos alunos universitários através da compreensão de textos em relação ao uso de estratégias de leitura dos sujeitos da pesquisa e identificar nos textos produzidos pelos sujeitos a mentalidade estratégica ao fazerem a compreensão de um texto informativo do gênero jornalístico.
PALAVRAS-CHAVE: ESTRATÉGIAS DE LEITURA, LEITURA, COMPREENSÃO DE TEXTO
TÍTULO: O PAPEL DO PROFESSOR NO ESPAÇO DA CULTURA LETRADA: DO MEDIADOR AO AGENTE DE LETRAMENTO
AUTOR(ES): MARIA DO SOCORRO OLIVEIRA
RESUMO: O reconhecimento do professor como um ‘mediador’ de aprendizagem é um discurso que se cristalizou no espaço acadêmico, ecoando, particularmente, na voz dos professores em geral. Integra-se ao cotidiano da escola a compreensão de que cabe ao professor a tarefa de facilitar a aprendizagem, desenvolvendo determinadas habilidades e competências nos alunos. Atualmente, no campo dos estudos sobre letramento, na perspectiva fundada nos estudos vygotskyanos a partir do conceito de mediação semiótica, tem sido redimensionada, tendo-se por base as formulações da teoria da atividade (Leontie’v, 1981; Cole & Engeström, 1993; 1997), as abordagens de natureza coletiva e situada (Wenger, 1998; Lave e Wenger, 1991) e a literatura sociológica sobre agência humana (ARCHER, 2000, 2007). Nesse novo olhar, a metáfora do ‘mediador’ tem dado lugar a do ‘agente de letramento’ (Kleiman, 2006). Com vistas à importância desse novo conceito no espaço da ação e formação docente no mundo atual, a intenção deste estudo é discutir a noção de ‘agente de letramento’, considerando a sua articulação com a de ‘mediador’, tendo como preocupação explorar princípios que a caracterizem e destacar pontos de relevância para o trabalho do professor de língua materna no desenvolvimento da competência leitora e escritora dos alunos. A reflexão estará fundamentada em dados gerados no projeto ‘Letramento do professor em comunidades de aprendizagem: agência, protagonismo e inclusão’.
PALAVRAS-CHAVE: MEDIADOR, AGENTE DE LETRAMENTO, PROFESSOR DE LÍNGUA MATERNA
TÍTULO: MEMÓRIAS DE LIVROS, CANTIGAS E NARRATIVAS: RASTROS DE UMA FORMAÇÃO LEITORA
AUTOR(ES): MARIA EMILIA GANZAROLLI
RESUMO: Esta pesquisa propõe investigar e compreender a formação inicial do sujeito leitor, estudante do curso de Biblioteconomia -Gestão da Informação, numa tentativa de identificar as suas práticas de leitura e, também, a influência de fatores como a família e a escola interferem para a efetivação do contato com objetos culturais, especialmente , com o livro infantil. Os fundamentos teórico-metodológicos deste estudo baseiam-se na história oral de vida, entrecruzada/complementada com relatos escritos , livros infantis e juvenis e fontes bibliográficas. Foram selecionados cinco estudantes do referido curso, de fases distintas, para a realização das entrevistas. Os relatos deixam entrever que as experiências de leitura dos estudantes de Biblioteconomia foram vivenciadas na família, através de mediadores, como a avó, o pai e a mãe. A escola exerceu um papel significativo na formação leitora inicial do estudante através dos professores e do trabalho desenvolvido com a leitura. O estudo evidenciou reflexões e questões que poderão contribuir para o aprimoramento da prática pedagógica dos professores com relação à leitura no seu sentido amplo e no trabalho realizado nas disciplinas dos cursos de graduação. Assim, os resultados apontam as singularidades de cada uma das histórias de leitura, ampliando as percepções acerca do início da formação leitora do estudante universitário.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE LEITORES, LEITURA, RELATOS AUTOBIOGRÁFICOS
TÍTULO: LEITURA E INSERÇÃO SOCIAL: REFLEXÃO SOBRE EXPERIÊNCIA LEITORA EM TRABALHO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA COM PESSOAS IDOSAS
AUTOR(ES): MARIA EMILIA OLIVEIRA DE SANTANA RODRIGUES
RESUMO: O texto suscita uma reflexão sobre a prática de leitura e escrita em um projeto de Extensão Universitária, desenvolvido em Salvador, estado da Bahia, no Programa de Universidade Aberta à Terceira Idade. Este projeto visa contribuir para a manutenção da autonomia e independência das pessoas com mais de 60 anos, o resgate do conceito de cidadania e o desenvolvimento de atitudes positivas (inclusive o gosto pela leitura) para um envelhecimento saudável. A leitura é considerada enquanto atividade que não se esgota na decodificação da palavra escrita, sendo relacionada aos objetos destinados à cultura letrada. Este trabalho baseia-se em pesquisas bibliográficas acerca de concepções sobre leitura, enquanto interação social, bem como atos de leitura que possibilitam a inserção social e a ativação da memória. Relata-se uma programação que intertextualiza variados gêneros e que foi desenvolvida no segundo semestre de 2008. Conceitos desenvolvidos por Bakhtin são retomados para elaborar uma compreensão do uso da linguagem na análise do relato dessa proposta de leitura e escrita. Assim, o seu propósito é apresentar e discutir a experiência desenvolvida na atividade de extensão universitária, do Projeto Envelhecimento Saudável, em Círculo de Leitura e Produção de Textos IV, realizada em 2008, defendendo a necessidade de ampliar as possibilidades de leitura para a população na faixa etária trabalhada.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA., INSERÇÃO SOCIAL., EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA.

TÍTULO: LEITURA LITERÁRIA E PRODUÇÃO DE TEXTO NA UNIVERSIDADE: CAPACIDADE DE ABSTRAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA CRÍTICA DO ALUNADO
AUTOR(ES): MARIA GERALDA DE MIRANDA
RESUMO: O presente estudo pretende refletir acerca do trabalho de leitura e de produção de texto no Ensino Superior. Aborda experiências metodológicas positivas desenvolvidas a partir da leitura literária de narrativas curtas, de escritores brasileiros e estrangeiros, como Machado de Assis, João do Rio, Moacyr Scliar, Mia Couto, Manuel Rui, Maximo Gorki, Anton Tchekov, Émile Zola dentre outros. A pesquisa parte da idéia de que o trabalho com as narrativas curtas pode ser um caminho persuasivo, a partir do qual se conseguirá a adesão dos estudantes ao mundo da leitura, não só dos pequenos textos, mas também dos grandes textos, pois já estarão seduzidos pela imaginação criativa que o ato de ler suscita. A utilização de diversos textos, de vários autores, de variados estilos, desperta a curiosidade para o texto escrito e aponta para o caleidoscópio cultural do mundo “globalizado”. O estudo indaga ainda acerca da importância da elaboração de projetos de leitura, sobretudo em instituições privadas, para que se tenham resultados mais concretos, diante das lacunas deixadas pelo Ensino Médio e Fundamental e das necessidades de abstração próprias dos estudos universitários. A existência de tais projetos cria um clima propício à circulação dos saberes nas instituições de ensino superior e contribui para o desenvolvimento da consciência crítica do alunado.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA LITERÁRIA, PRODUÇÃO DE TEXTO, ENSINO SUPERIOR

SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 11
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 11
TÍTULO: A ESSENCIALIDADE DA LINGUAGEM NA POESIA DE ORIDES FONTELA
AUTOR(ES): MARIA JOSÉ BATISTA DE LIMA
RESUMO: Quando Orides Fontela surgiu na cena literária, com Transposição (1966), sua poesia já estava composta em essência. Depois a escritora publicou Helianto (1973), Alba (1983) – que recebeu Prêmio Jabuti – Rosácea (1986), Teia (1996) e Trevo (1969-1980). A lírica de Orides apresenta afinidades com certas tendências modernas, aproximando-se de João Cabral de Melo Neto em razão de um estilo impar, largamente criativo e um rigor construtivo de poetas engenheiros. Davi Arrigucci Jr., Augusto Massi e Antonio Candido logo reconheceram a alta qualidade da lírica orideana, mais tarde, vieram outros reconhecimentos como o de Marilena Chauí, Regina Zilberman e Nelly Novaes Coelho que muito contribuíram para o desvelamento, divulgação e consagração de Orides. Diante do exposto, a presente comunicação tem por objetivo apresentar a poeta paulista e sua obra, situando-a na história da literatura brasileira e delineando traços marcantes da sua ars poetica. Para esse estudo, fez-se necessário uma pesquisa que tivesse por meta a sistematização bibliográfica de sua recepção crítica nos espaços acadêmicos. Trata-se de uma pesquisa que procura mostrar que adentrar no universo poético de Fontela significa atentar para a simplicidade de seus versos e desconfiar de que haja algo além do que simples palavras. É preciso enveredar pela multiplicidade de significados em tão sucintos versos, nessa linguagem de essencialidade que é a poesia de Orides Fontela.
PALAVRAS-CHAVE: RECEPÇÃO CRÍTICA, LITERATURA BRASILEIRA, ARS POETICA

TÍTULO: O GÊNERO E A VOZ
AUTOR(ES): MARIA ODETE PEREIRA MOURA, JOANA D’ARC MENDES BRITO
RESUMO: Este trabalho foi desenvolvido com alunos do 1º bloco de FONOAUDIOLOGIA da Faculdade FAESPI, na disciplina Leitura e Produção Textual. Tem como objetivo primordial incentivar, de forma criativa, o gosto pela leitura e a escrita, mas, principalmente, mostrar a diversidade de textos que ocorrem nos ambientes discursivos de nossa sociedade, que são materializações linguísticas de discursos textualizados, com suas estruturas relativamente estáveis, conforme Bakhtin propõe, disponíveis no intertexto para serem atualizados nos eventos discursivos que ocorrem em sociedade disponíveis, num inventário de textos (arquitexto e intertexto), criado historicamente pela prática social, com ocorrência nos mais variados ambientes discursivos. Os usuários de uma língua, atualizam quando participam de uma atividade de linguagem, de acordo com o efeito de sentido que querem provocar nos seus interlocutores. E a voz onde está? Está nas atividades práticas em forma de oficina, onde os alunos são alertados para os cuidados que alguns profissionais devem ter ao usar a voz; os profissionais da voz ao lerem ou dizerem alguns textos de gêneros específicos devem estar cientes da postura que devem adotar ao usar a voz profissionalmente. Faz- se simulação de júri, prática de oratória, sermões, aulas expositivas, e entrevistas, apara refletir e repensar o uso da voz e a adequação ao gênero discursivo específico.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, GÊNERO, VOZ
TÍTULO: A APRENDIZAGEM DA ESCRITA MEDIADA PELO GÊNERO RESUMO: UMA ANÁLISE DOS TEXTOS DE ALUNOS INGRESSANTES NO ENSINO SUPERIOR.
AUTOR(ES): MARINA DE FÁTIMA FERREIRA NASCIMENTO
RESUMO: O presente trabalho traça uma reflexão dos processos de aprendizagem da escrita mediados pelo gênero resumo e propõe-se , simultaneamente, a analisar as capacidades de linguagem dos alunos presentes em suas produções textuais. Para tanto, focou-se, como corpus de análise, as produções do gênero resumo de alunos ingressantes no primeiro semestre do ensino superior da Universidade São Francisco, analisados em três momentos distintos de aprendizagem ( diagnóstico, inicial e final). De acordo com diversos e conceituados pesquisadores, a produção de gêneros escritos é uma atividade complexa que exige múltiplas capacidades e requer uma aprendizagem lenta e prolongada que pode ser medida através da investigação dos textos de alunos. Nessa perspectiva, aderimos ao quadro teórico do ISD, em relação à caracterização dos gêneros e a metodologia de análise de textos. Foram consultados, também, os trabalhos de Schneuwly e Dolz(2004) sobre as capacidades de linguagem e os de Machado(2000/2001) sobre o gênero resumo e os textos de alunos para a identificação de suas capacidades. Os resultados da análise comprovoram nossa hipótese inicial de que, ao ingressar no universo acadêmico, o aluno não possui integralmente as capacidades necessárias para produção do gênero resumo, podendo ser percebidos apenas alguns indícios destas capacidades presentes, sobretudo, na capacidade de ação. Por meio desta investigação, foi possível concluir que se faz necessário um trabalho diferenciado, focando o exercicio da escrita ancorado pela teoria dos gêneros, a fim de que, os aprendizes adquiram e desenvolvam as capacidades imprescindiveis para uma produção textual coesa e pertinente.
PALAVRAS-CHAVE: GÊNERO TEXTUAL, CAPACIDADES DE LINGUAGEM, RESUMO

TÍTULO: TRANSDISCIPLINARIDADE: UMA MANEIRA DE TRANSVER O SINGULAR DAS DISCIPLINAS
AUTOR(ES): MARINETE APARECIDA MARTINS
RESUMO: Diante da realidade paradoxal contemporânea onde temos um mundo homogêneo e heterogêneo, globalizado e singular, individual e coletivo, que altera os significados e os sentidos ao criar divergentes culturas, distintas relações e múltiplos indivíduos, a educação superior e a pedagogia aqui entendida enquanto prática, princípio ou modo de ensinar são realidades em constante mudança e não se pode correr o risco de lançar esse complexo fenômeno e suas práticas pedagógicas ao pragmatismo, ao servil papel de atender as pressões capitalistas globais. A educação superior e o local onde ela em geral acontece, a universidade, devem ter um forte compromisso social podendo, inclusive, proporcionar o desenvolvimento do caráter do indivíduo e fortalecer a justiça entre os homens, através da retirada desses do senso comum, ser um bem público autônomo que financiada pelo Estado consegue manter as liberdades fundamentais e proporcionar, inclusive, a compreensão, tolerância e amizade entre todos os povos e nações do mundo e, mais, um local onde se produz o desenvolvimento científico e tecnológico da humanidade. Entretanto, quando se lança um olhar mais crítico para as universidades, é comum observar a produção de conhecimentos e saberes ocorrendo exclusivamente de forma disciplinar: cada docente dentro de sua área de atuação possui sua cátedra, sua disciplina, matéria ou componente curricular próprio e específico, atuando de forma unicamente individual e personalizada. Assim esse trabalho apresenta uma proposta reflexiva para a prática transdisciplinar nas instituições de educação superior brasileiras, à luz da significação do prefixo ‘trans’, num movimento de transpassar, ir além, ir através e enxergar mais a frente do horizonte isolado dos componentes curriculares. Sob a égide tríade de Edgar Morin (2003), Basarab Nicolescu (1999) e Ivan Domingues (2005), um convite para ver o mundo disciplinar, recordá-lo de forma interdisciplinar e imaginá-lo transdisciplinar é feito como experimentação e alternativa ao complexo cotidiano pós-moderno.
PALAVRAS-CHAVE: TRANSDISCIPLINARIDADE, TRANSDISCIPLINAR, DISCIPLINAR

TÍTULO: A DISCURSIVIZAÇÃO DO TURISMO EM UM PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO SUPERIOR
AUTOR(ES): MARLENE DAS NEVES GUARIENTI
RESUMO: O estudo da argumentação torna-se, cada vez mais, objeto de interesse crescente nas sociedades atuais em que o consumo está diretamente relacionado com a persuasão. Este fato se reflete nas pesquisas acadêmicas que se desenvolvem com base em diversas abordagens teórico-metodológicas. Nesta pesquisa buscou-se observar a eficácia dos efeitos persuasivos dada pela referenciação em um projeto pedagógico do curso de graduação em Turismo no qual um objeto de estudo se constitui em objeto de discurso. O interesse em nosso corpus decorre do tratamento discursivo dado ao Turismo, um fenômeno social que remonta aos primórdios das sociedades, mas que, contemporaneamente, constitui-se como um campo de negócios dos mais promissores. Como fundamentação teórica, para observar o papel do léxico na construção do objeto de discurso, contou-se com a contribuição da Lingüística Textual, pelos trabalhos de L. Mondada e M. Dubois, e, para verificar os efeitos persuasivos, articulou-se o aporte da Nova Retórica, com apoio em M. Meyer. A seleção dos recursos lingüísticos a serem analisados contou com os critérios de redução de classes, de J. Dubois - aporte da Lexicologia, para a constituição de enunciados padrão em razão de sua função referencial e a análise teve como suporte o Novo Dicionário da Língua Portuguesa (Ferreira). Os resultados poderão interessar os estudiosos não somente da Análise do Discurso, como também os de Turismo e da Educação, uma vez que evidenciaram os processos de construção dos sentidos e dos efeitos persuasivos produzidos em um discurso turístico pedagógico institucional.
PALAVRAS-CHAVE: ANÁLISE DO DISCURSO, LINGUÍSTICA TEXTUAL, OBJETO DE DISCURSO

SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 12
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 09
TÍTULO: LEITURA CRÍTICA
AUTOR(ES): MARTHA ANGÉLICA SOSSAI
RESUMO: Este estudo teórico apresenta algumas reflexões a respeito dos percursos da leitura no ensino superior. Para isso, é situada a importância da leitura e são sugeridas algumas propostas de intervenção. O objetivo principal deste trabalho é abrir espaço para que os professores contribuam para a leitura crítica dos alunos com a finalidade de possibilitar a transformação dos mesmos em cidadãos conscientes de seus diretos e deveres; a partir dos teóricos Freire(1996) e Smith(1999). Nesse contexto, o professor pode criar condições para ensinar e motivar o uso das estratégias metacognitivas de leitura como caminho para atingir a compreensão leitora, como apregoa Solé (1998). Outra relevante contribuição é a Teoria da Aprendizagem Significativa desenvolvida por David Ausubel (1968), na qual propõe meios que facilitam a aprendizagem e que podem ser utilizados para uma leitura crítica. A leitura é um instrumento que possibilita o questionamento de valores e ideologias veiculados pela sociedade e contribui para a consecução de novas aprendizagens. À medida que os alunos avançam na escolaridade, aumentam as exigências de uma leitura que possibilite o acesso a novos conteúdos nas diferentes áreas que formam o currículo. A relevância desta pesquisa justifica-se pela necessidade de superação de um problema que alcança todos os níveis de ensino: a leitura crítica.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA CRÍTICA, ENSINO SUPERIOR, ESTRATÉGIAS METACOGNITIVAS
TÍTULO: O TEXTO CIENTÍFICO ENQUANTO OBJETO DE ENSINO: DAS NORMAS À CRIAÇÃO
AUTOR(ES): MAURICEIA SILVA DE PAULA VIEIRA
RESUMO: Docência e pesquisa são pilares da essência e razão de ser da Universidade. É através da pesquisa que questões relevantes são discutidas e possíveis soluções são encontradas. Por sua vez, para que tenham credibilidade, esses resultados precisam ser divulgados – em gêneros adequados - e colocados em discussão pela comunidade científica, que os revalidam perante a sociedade. Na Universidade é preciso que o graduando se constitua e se construa como sujeito-autor, como alguém que tenha algo a dizer sobre um determinado assunto e com um objetivo a ser alcançado. Além disso, é preciso que os textos produzidos estejam adequados quanto ao estilo, à construção composicional e à temática. A construção desse sujeito-autor passa pela leitura e pela produção de textos que circulam nesse domínio específico, em outras palavras, requer desenvolver habilidades de letramento na universidade. Nesse sentido, o objetivo deste texto é refletir sobre usos e práticas de leitura e de escrita no contexto acadêmico e discutir estratégias teórico-metodológicas que possibilitem o desenvolvimento dessas habilidades, a partir de experiências com o diário de leitura e mapas conceituais. Defende-se que tais ferramentas possibilitam uma aprendizagem significativa, uma vez que requerem do graduando procedimentos de leitura e escrita sistematizados, atitude reflexiva e uso otimizado dos recursos tecnológicos. O referencial teórico que embasa este trabalho advém dos trabalhos de Bakhtin (1997), Machado (2007), Soares (2004) e Novak (2003).
PALAVRAS-CHAVE: AUTORIA, DIÁRIOS DE LEITURA, MAPAS CONCEITUAIS
TÍTULO: SOBRE AS FORMAS DE ESTUDAR E APRENDER DO ALUNO PROUNI: PERSPECTIVAS INTELECTUAIS E INVESTIMENTOS NA FORMAÇÃO CULTURAL GERAL.
AUTOR(ES): MAYARA VICTOR GOMES
RESUMO: A Educação Superior no Brasil, tradicionalmente, privilegia a formação específica de caráter profissionalizante, esta perspectiva se consolidou de forma pragmática nas instituições que atendem o novo aluno – oriundo de camadas sociais menos favorecidas e que até há pouco tempo não ascendia aos estudos de nível universitário. A problemática ganha relevância num contexto de diversidade de demandas profissionais, onde é discurso corrente a maior exigência de capacidade de trabalho, a capacidade de operar com protocolos definidos, mudanças rápidas no sistema, utilização de tecnologia... Ao mesmo tempo, sustenta-se que, nos dias de hoje, o estudante universitário teria, em sua maioria, pouco domínio de leitura e de escrita, o que o impediria de atuar apropriadamente no espaço acadêmico. Nesta pesquisa, verifica-se em que medida e como estudantes do ProUni de IES –periféricas (IES periférica implica o tipo de instituição e o lugar relativo que ocupa no campo da Educação Superior) investem em sua formação geral para ampliar seus conhecimentos acadêmicos e culturais. Trata-se de, considerando seu perfil sociocultural e das instituições que os recebem, avançar a compreensão de processos formativos numa perspectiva que considera que a Educação Superior experimenta intensa disputa entre formação específica e formação geral. É de supor que a formação geral ofereça maiores possibilidades de participação e intervenção social que a formação específica, mas a tendência de organização da Educação Superior, por interesses de mercado, é a inversa. O trabalho se vincula à pesquisa “Cultura Escrita, Globalização e Formação Universitária: concepções de estudo e de aprendizagem e expectativas do estudante universitário de IES periférica“. O estudo permitiu identificar as formas como se desenvolve, nacional e internacionalmente, o debate sobre formação específica e formação geral e as estratégias de grupos sociais menos privilegiados que acenderam a condição universitária para superar suas deficiências formativas.
PALAVRAS-CHAVE: INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR PERIFÉRICA, FORMAÇÃO GERAL, ALUNO PROUNI <

TÍTULO: O GRUPO FOCAL NA PESQUISA SOBRE LEITURA EM UM CURSO DE GRADUAÇÃO
AUTOR(ES): MÁRCIA CABRAL DA SILVA
RESUMO: Este estudo enfatiza a técnica do grupo focal no desenvolvimento da pesquisa “A Leitura do Jovem: Concepções e Práticas“. Trata-se de pesquisa realizada com jovens em uma escola pública de formação de professores, no bairro do Jardim Botânico, zona sul da Cidade do Rio de Janeiro. A pesquisa desenvolveu-se em duas etapas. De início, com vistas ao levantamento preliminar dos dados, decidiu-se pela aplicação de um questionário organizado em quatro campos: socioeconômico, trajetória escolar, campo sociocultural e trajetória de leitura. Na segunda etapa do estudo, optou-se pelo instrumento do grupo focal, visto que, conforme adverte Gatti (2005), ele vem crescendo nas pesquisas em Ciências Humanas. Diferentemente de outras técnicas como a entrevista, por exemplo, possibilita condução menos diretiva por parte dos pesquisadores e maior integração entre os participantes. A linguagem, dimensão por meio da qual os seres humanos interagem, consiste em um campo que reflete e refrata a realidade. Espécie de “arena de luta”, como quer Bakhtin (1994). Por isso mesmo, um campo fluido, dinâmico, por intermédio do qual se procurou tanto confrontar as hipóteses inicialmente levantadas pelos pesquisadores quanto garantir os discursos proferidos por jovens em nível inicial de formação como prováveis docentes. Os resultados preliminares alcançados indicam que os discursos em jogo podem, por vezes, interagir e, com frequência, se apartar.
PALAVRAS-CHAVE: GRUPO FOCAL, LEITURA, PESQUISA

TÍTULO: ENSINO DE PORTUGUÊS EM CURSOS SUPERIORES: RAZÕES E CONCEPÇÕES
AUTOR(ES): MÁRCIO JOSÉ PEREIRA DE CAMARGO
RESUMO: A pesquisa investiga a presença de disciplinas de Língua Portuguesa em instituições de ensino superior. Visando identificar e compreender razões e concepções que sustentam a oferta desse componente por cursos cuja carreira não guarda relação direta com a área da linguagem, realizou-se um estudo pormenorizado de currículos de cursos de diferentes áreas do conhecimento, por meio de pesquisa nos sítios eletrônicos das instituições, de modo a identificar aquelas que oferecem a disciplina de Língua Portuguesa, bem como examinar suas propostas de ensino. Neste trabalho, apresenta-se uma análise parcial das concepções de linguagem e de formação acadêmica subjacentes aos programas, identificando-se três vertentes predominantes: a) a primeira, de caráter reparador ou supletivo, visa superar deficiências da escolaridade anterior e carrega uma noção normativa de língua, privilegiando o ensino da “língua padrão”, reproduz a concepção do ensino da educação básica; b) a segunda, de viés pragmático, tem caráter predominantemente tecnicista, seus estudos abrangem modelos e usos de escrita peculiares à área de conhecimento, sob a presunção de que este ensino instrumentalizaria os estudantes para o exercício da profissão; c) a terceira vertente identificada apresenta caráter formativo-acadêmico e compreende o aprendizado da língua por suas relações com o processo cognitivo, valorizando o discurso acadêmico e a possibilidade de desenvolvimento intelectual.
PALAVRAS-CHAVE: LÍNGUA PORTUGUESA, ENSINO SUPERIOR, CURRÍCULO

SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 13
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 10
TÍTULO: EXPERIÊNCIAS LEITORAS DE PROFESSORES E FAZER PEDAGÓGICO NA UNIVERSIDADE
AUTOR(ES): MINERVINA JOSELI ESPINDOLA REIS , DINEA MARIA SOBRAL MUNIZ
RESUMO: Esta pesquisa propõe uma interação com os professores dos cursos de licenciatura visando colocar-se à escuta de suas narrativas de experiências de leituras, a fim de estabelecer relações entre experiências leitoras, formação do professor-leitor e concepções de leituras que fundamentam o fazer pedagógico na universidade. Após uma análise atenta de pesquisas realizadas sobre a formação de professores e suas histórias de vida, o que evidenciou que os focos dos estudos anteriores têm sido direcionados, com maior freqüência, para os sujeitos que atuam como professores da Educação Básica, optamos por desenvolver a investigação no contexto do Ensino do Superior. O cotidiano e a práxis, nesse âmbito do ensino, ainda representa um amplo campo a ser pesquisado. Consideramos que, ao dar oportunidade aos professores de narrarem suas experiências, estamos possibilitando a superação da fragmentação entre as teorias estudadas e o sujeito em formação, situação que durante anos assolou os cursos de formação dos educadores. A pesquisa conta com a participação de dez docentes do Departamento de Educação - Campus X – da Universidade do Estado da Bahia. A metodologia utilizada centra-se na perspectiva da História de Vida, por consideramos a mais apropriada das abordagens qualitativas para o tipo de pesquisa que desejamos empreender. Os registros de fala resultantes das entrevistas semi-estruturadas serão analisados com base na Análise de Discurso francesa. A pesquisa encontra-se na fase de coleta e transcrição de eventos discursivos, os quais já permitem considerações importantes acerca do processo de formação do sujeito leitor e das concepções de leitura presentes no fazer pedagógico dos participantes da pesquisa. Esse tipo de estudo se torna importante por acreditarmos que uma aproximação com a história de vida dos professores é o melhor modo de se conhecer as realidades educativas e o cotidiano dos professores.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, FORMAÇÃO DE LEITORES, FAZER PEDAGÓGICO

TÍTULO: INVESTIGAÇÕES SOBRE A QUESTÃO DA LEITURA NO CURSO DE LICENCIATURA EM QUÍMICA
AUTOR(ES): NATÁLIA FERNANDA DE GAETANI
RESUMO: I. Dispositivos teórico – metodológicos Objetivamos investigar a relação que os alunos do Curso de Licenciatura em Química da Universidade de São Paulo estabelecem com a leitura e se como esta relação interfere em sua aprendizagem acadêmica. Fundamentamo-nos nos referenciais teórico-metodológicos da Análise do Discurso de “linha” francesa, na Teoria Sócio-Histórica do Letramento e nos postulados de Roger Chartier acerca da História e das Práticas de Leitura. O processo metodológico deste trabalho, envolveu a aplicação de um questionário para cinquenta alunos do Curso de Licenciatura em Química, sobre questões relacionadas à questão da leitura. A partir deste amplo “espaço discursivo” (Maingueneau, 1984) realizamos alguns recortes que já começaram a ser analisados. II. Conclusões Preliminares As análises realizadas até o presente momento levam-nos a concluir que a instituição escolar, em especial a de ensino superior, limita os espaços discursivos, não oferecendo aos graduandos condições de produção para que possam ler diferentes gêneros textuais, muito menos interpretá-los, entender o seu funcionamento linguístico-ideológico e os efeitos de sentido que podem produzir. Tendo em vista que esses estudantes universitários ocuparão, em breve, a posição de sujeito “professor”, consideramos pertinentes e bem vindas as propostas curriculares que ampliem seu arquivo (no sentido dado por Pêcheux, 1997), para além de conhecimentos técnicos, formais e específicos. Entendemos que às exigências de leituras de textos científicos poderiam tornar-se outras, que possibilitassem a esses estudantes compreenderem que a linguagem não é neutra, natural, sendo que os sentidos não estão indiscutivelmente pregado às palavras. Tais possibilidades poderiam contribuir para uma formação profissional que pudesse lhes preparar para lidar com os inúmeros e constantes desafios da docência.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, APRENDIZAGEM ACADÊMICA, CONDIÇÕES DE PRODUÇÃO
TÍTULO: DIAGNÓSTICO DE COMPREENSÃO DE LEITURA POR MEIO DO TESTE DE CLOZE
AUTOR(ES): NEIDE DE BRITO CUNHA
RESUMO: Nas duas últimas décadas, estudos nacionais e internacionais realizados revelam que grande parcela de estudantes, ao chegar à universidade, não está preparada para atender à demanda de trabalho intelectual exigido neste nível de escolaridade. Esse despreparo está relacionado, principalmente, a falhas no desenvolvimento de habilidades de leitura e produção de textos, visto que a maior parte das tarefas acadêmicas envolvem estas atividades. As instituições de ensino superior têm desenvolvido programas de nivelamento, com disciplinas básicas, dentre elas a de Leitura e Produção de Textos, no intuito de oferecer aos alunos ingressantes a oportunidade de superarem deficiências da escolarização anterior. Assim sendo, torna-se necessário diagnosticar em que nível esses leitores se encontram para que se possa planejar as atividades nessa disciplina. Considerando que o teste de Cloze é um modelo de testagem moderno e aceito como disciplina independente, dentro do campo da Lingüística Aplicada, este trabalho avalia a aplicação de um texto desenvolvido com a técnica de Cloze e, também, uma avaliação de interpretação de textos, com questões objetivas e dissertativas, para que se possa verificar uma possível relação entre seus resultados e comprovar a eficiência da técnica. Participaram 202 alunos, 60 homens e 142 mulheres, dos cursos de graduação em Educação Física, Odontologia, Pedagogia e Química Industrial de uma universidade particular do interior do estado de São Paulo. Os resultados permitiram encontrar uma correlação estatísticamente significativa entre as médias obtidas no teste de Cloze e na avaliação de interpretação de textos, dessa forma, sugere-se que ele é um instrumento eficiente para detectar em que nível os leitores estão, além de ser um material de fácil elaboração. Sugere-se que sejam realizadas novas pesquisas para ampliar o conhecimento sobre as questões envolvidas na compreensão de textos, tendo em vista sua importância para o processo de ensino-aprendizagem, principalmente no ensino superior.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, CLOZE, COMPREENSÃO DE TEXTOS

TÍTULO: LER, ESCREVER, TRANSVER: ENTRE AS POSSIBILIDADES E OS DESAFIOS DO ESCREVER NO CONTEXTO ACADÊMICO
AUTOR(ES): OBDÁLIA SANTANA FERRAZ SILVA
RESUMO: Esse estudo discute a produção de textos acadêmico-científicos no curso de Letras Vernáculas, como possibilidade de constituição da autoria, e, portanto, como atividade de produção de conhecimento, considerando a complexidade e desafios enredados nesse processo. Nesse sentido, o objetivo é problematizar o ensino-aprendizagem da produção textual no referido curso, procedendo a uma análise da existência ou não de traços de autoria nos textos acadêmico-científicos escritos pelos graduandos. Portanto, o estudo encaminha as seguintes questões: em que medida as práticas de produção de textos acadêmico-científicos realizadas no curso de Letras Vernáculas têm proporcionado aos graduandos a compreensão do seu processo de escrita, de modo que se inscrevam no processo discursivo como sujeitos-autores? Que lugar ocupa o “escrever”, como gesto autoral nos projetos de disciplinas dos professores do curso de Letras Vernáculas? Como se dá o processo de incorporação do discurso do outro nas produções de textos acadêmico-científicos dos graduandos: diálogo, citação, paráfrase? No desejo de desenvolver, a partir desses questionamentos, um olhar reflexivo e problematizador sobre o objeto de estudo, julgo necessária a pesquisa etnográfica como um caminho específico de investigação qualitativa. Abarco, nesse estudo, as seguintes contribuições teóricas: Análise de Discurso Francesa (ORLANDI, 2004; 2005; PÊCHEUX, 1997); formação discursiva (FOUCAULT, 1972); linguagem, escrita, autoria e dialogismo (BAKHTIN, 2004; ORLANDI, 2004; VYGOSTSKY, 2005); leitor, texto e autor (KOCH, 2002; 2003; GERALDI, 1997; 2006; KLEIMAN, 1999; 2000) entre outros autores. Entendo que a relevância desse estudo está na necessidade de que, num mundo em constantes transformações sociais, que exigem do sujeito, além da competência para ler e escrever e de “transver o mundo” a partir dessas práticas sociais, sejam discutidas as possibilidades e desafios de uma práxis pedagógica, no ensino superior, que viabilize propostas de produção textual no contexto universitário, as quais possibilitem aos graduandos gestar o novo através da escrita.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ESCRITA, AUTORIA

TÍTULO: O CRUZAMENTO DE IDÉIAS E ANALOGIAS ENTRE VIRGÍNIA WOOLF E CLARICE LISPECTOR
AUTOR(ES): PATRÍCIA SCARABOTTO NASRALLA
RESUMO: Ao ler Clarice Lispector nota-se, claramente, seu caráter intimista não-linear de escrever e, quando se penetra na biografia da autora, é comum encontrar alguma citação comparando-a a Virginia Woolf. O presente estudo visa apresentar possíveis relações presentes nas obras da escritora brasileira Clarice Lispector e da autora inglesa Virginia Woolf. Muito já foi estudado sobre a modernista–intimista, porém, não há nada concreto abordando as claras evidências entre as obras das autoras citadas. Muito já foi escrito sobre Clarice Lispector, principalmente, por sua forma não-linear de escrever e por sua complexidade de análise. Pensa-se, então, em inovar com um trabalho. Observando as obras de Clarice, percebe-se uma semelhança com as obras da escritora inglesa Virginia Woolf, tema de muitas pesquisas devido à sua complexidade de análise, assim como a autora brasileira. Virgínia se tornou mais conhecida no Brasil no ano de 2003, após o lançamento do filme “As Horas” de Stephen Daldry (baseado no romance homônimo de Michael Cunningham). Essa dificuldade de análise e forma não-linear da escrita das duas escritoras não poderia ser por acaso e tais similaridades não poderiam passar despercebidas aos olhos de um leitor atento. Dessa forma, foi definido, então, o tema central do trabalho: o cruzamento de idéias e analogias presentes nos contos das autoras em questão. Este trabalho é caracterizado como literatura comparada, ou seja, fazer contrastes de literaturas, encontrar nexos e pontos de ligação entre autores e obras. Preocupa-se não só em ver que uma literatura foi influenciada pela outra, mas, primordialmente, como Clarice se apropriou dos dados literários já existentes e os transformou com muita criatividade e originalidade. Não se quer julgar a importância de uma ou de outra autora, o que se pretende é mostrar as relações fortes existentes entre as escritoras.
PALAVRAS-CHAVE: CRUZAMENTO DE IDÉIAS, CLARICE LISPECTOR, VIRGINIA WOOLF

SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 14
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 10
TÍTULO: AÇÕES AFIRMATIVAS COMO EIXO DE INCLUSÃO DE CLASSES SOCIAIS MENOS FAVORECIDAS À UNIVERSIDADE BRASILEIRA: UM TERCEIRO OLHAR ENTRE PONTOS E CONTRAPONTOS
AUTOR(ES): PAULO GOMES LIMA
RESUMO: A pesquisa problematiza a dualidade entre pontos favoráveis e contrários acerca das ações afirmativas como eixo de inclusão das classes menos favorecidas à universidade brasileira. Como objeto de contextualização, estabelece as relações entre a reestruturação produtiva, reforma de Estado e políticas educacionais, para, em seguida, situar a educação superior no Brasil no contexto do modo-de-produção capitalista e seus arranjos históricos de exclusão social. Caracteriza o surgimento das ações afirmativas no Brasil como instrumento de inclusão das classes menos favorecidas à universidade, e sua dualidade entre pontos favoráveis e contrários, apontando para a possibilidade de um terceiro olhar. Neste caso, são destacadas as relações entre o neoliberalismo, o trabalho e políticas compensatórias de acesso à universidade brasileira e os desafios contemporâneos para a inclusão social propriamente dita. O nível conceitual da investigação sustenta-se em quatro eixos: a) as práticas dissimuladoras na centralidade capital-trabalho (Mészaros), b) o agir comunicativo na determinação da ação histórica (Habermas), c) a mobilização concreta do homem na história e com a história (Karel Kosik) e d) o antagonismo entre o particular e o universal (Adorno & Horkheimer). A pesquisa evidencia a necessidade de inclusão educacional à universidade no Brasil a partir de uma dimensão universal sustentada por uma lógica libertadora e humanizadora, destacando a atualidade e legitimação de um terceiro olhar na solicitação social acerca do papel da universidade na contemporaneidade.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO-BRASIL;, UNIVERSIDADE BRASILEIRA, AÇÕES AFIRMATIVAS

TÍTULO: SUSTENTAÇÃO DE DISCURSOS E (RE)PRODUÇÃO DA LÍNGUA OFICIAL
AUTOR(ES): RAFAEL BARRETO DO PRADO
RESUMO: Esta comunicação pretende apresentar reflexões a respeito de como um texto constrói sua sustentabilidade, apoiado em recursos lingüísticos e extralingüísticos (organização social). Para tanto, tomamos como objeto de análise um artigo publicado na Revista Presença Pedagógica (v. 3, nº 13, jan/fev, 1997), intitulado “As variedades lingüísticas e o ensino de português”, de Raquel Salek Fiad. O artigo se propõe a realizar uma análise de três discursos relacionados ao ensino de Língua Portuguesa: o primeiro é o discurso oficial, denominação dada pela autora, o segundo é formado pela fala de professores e o terceiro é formado por alguns manuais didáticos. Nossa fundamentação teórica está apoiada em Rossi-Landi (1985), “A linguagem como trabalho e como mercado”, no qual o autor aborda a produção lingüística como um ato social e as interrelações entre a comunidade lingüística e os produtores de discurso metalingüístico sobre a língua e em Pierre Bordieu (1998), “A produção e a reprodução da língua legítima”, no qual o autor trata da instituição de uma língua oficial, tido como a única legítima. Pretendemos mostrar em que medida os mecanismos apontados por Rossi-Landi estão delineados em nosso objeto de análise, considerando, também, o lugar social ocupado pelo próprio artigo de Fiad, em favor de uma língua legítima elevada à condição de oficial.
PALAVRAS-CHAVE: SOCIOLINGUÍSTICA, PRODUÇÃO ACADÊMICA, CIRCULAÇÃO DO CONHECIMENTO

TÍTULO: REPRESENTAÇÕES DE LEITOR: CÍRCULO DE LEITURA E A FORMAÇÃO DE LEITORES LITERÁRIOS
AUTOR(ES): RODRIGO MATOS DE SOUZA
RESUMO: Esta comunicação apresenta os resultados de uma pesquisa no campo da leitura, na qual procurou-se compreender como sujeitos advindos de um projeto de formação de leitor representam seus percursos constitutivos como leitores literários. A pesquisa foi desenvolvida no Programa de Mestrado em Estudo de Linguagens (PPGEL) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). O projeto em questão se chama “Círculo de Leitura do Rodapalavra“ e está vinculado à UNEB. Do ponto de vista teórico, estabeleceu-se um amplo diálogo com campos que discutem a leitura como prática transformadora do sujeito, neste caso, a Estética da Recepção, a Sociologia da Leitura, a História Cultural, a Teoria Literária e a própria Literatura, compreendendo os campos como instâncias produtoras de sentido, que, longe de se apartarem, interpenetram-se e se retroalimentam, na tentativa de abarcar o fenômeno complexo que é a leitura. Do ponto de vista metodológico, foi concebido como um Estudo de Caso, porém, o próprio andamento do trabalho determinou quando e como as etapas deste tipo de procedimento deveriam ser seguidas e/ou descartadas. Como resultado dessa investida no campo da leitura, discuto os procedimentos teórico-metodológicos associados às categorizações que me conduziram aos sujeitos respondentes da pesquisa e o percurso constitutivo dos sujeitos, apresentando as representações que estes produziram na tentativa de reconstruir suas trajetórias como leitores literários. Apresento, também, como cada sujeito representa sua trajetória como leitor literário, que aspectos consideram em suas narrativas e sobre o que eles silenciam.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE LEITORES, CÍRCULO DE LEITURA, LEITURA LITERÁRIA

TÍTULO: A PRODUÇÃO ACADÊMICO-CIENTÍFICA DO DEPARTAMENTO DE LETRAS DA FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE MARÍLIA – FFCL (1959-1975): ALGUNS SENTIDOS PRODUZIDOS PELA TENSÃO ENTRE SUPORTE, TEXTO E DISC
AUTOR(ES): ROSANE MICHELLI DE CASTRO
RESUMO: Neste texto comunica-se os resultados obtidos na pesquisa sobre a compreensão dos sentidos produzidos pela tensão entre suporte, texto e discurso da Revista Alfa (1962-1975) do Departamento de Letras da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Marília – FFCL, mediante procedimentos que dizem respeito tanto à perspectiva de análise da arqueologia dos objetos quanto ao método de análise dos elementos da configuração textual. Tal trabalho foi desenvolvido no âmbito de uma pesquisa de doutoramento, desenvolvida com objetivo central de analisar, interpretar e compreender os sentidos da organização das atividades acadêmico-científicas da Faculdade em referência, produzidos pelo conjunto dos elementos constitutivos das produções contidas nas suas revistas departamentais, dentre elas a Revista Alfa. Concluiu-se, dentre outros aspectos, que, particularmente, com relação à produção contida na Revista Alfa, era consenso entre os seus colaboradores a idéia de torná-la o testemunho do espírito inovador com o qual a Faculdade havia sido criada; esse espírito inovador era invocado no que dizia à superação de um suposto estado de diletantismo e improvisação notória no qual estaria a nossa cultura, “[...] mormente no campo das letras, impondo a respeitabilidade dos estudos mais sérios, porque levados a cabo em nível universitário.” Além disso, havia a afirmação de que se visaria ao estabelecimento do diálogo, compatível com o espírito universitário, o qual haveria de ser “[...] o termômetro de sua atuação e vitalidade.”
PALAVRAS-CHAVE: PRODUÇÃO ACADÊMICO-CIENTÍFICA, REVISTA ALFA, DEPARTAMENTO DE LETRAS DA FACULDADE DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DE MARÍLIA

TÍTULO: PRODUÇÃO ESCRITA NO MEIO UNIVERSITÁRIO: QUAL O PERFIL DOS NOSSOS ALUNOS?
AUTOR(ES): ROSÂNGELA OLIVEIRA CRUZ PIMENTA
RESUMO: Este trabalho foi fruto de uma investigação inicial realizada pela autora durante a disciplina Comunicação e Expressão, no curso de Administração, numa faculdade privada da zona sul do Recife, na qual a mesma atuava como docente. O objetivo foi investigar quais as dificuldades que os discentes do 1º período desse curso apresentavam na produção de textos escritos, pois os resultados das primeiras avaliações que foram submetidos em todas as disciplinas foram bastante insatisfatórios e a dificuldade alegada pelos alunos era de que sabiam o assunto, mas não sabiam escrever. A pretensão, então, era, além de contribuir com o trabalho dos professores de português na tentativa de transformar a relação didático/metodológica com os alunos no tocante ao ensino da nossa língua, contribuir, também, com o trabalho dos professores das demais áreas de ensino. Foram aplicados questionários e foi proposta uma redação aos sujeitos. Os critérios de correção foram inspirados nos mesmos critérios de uma das duas universidades públicas do estado de Pernambuco. Nossa análise revelou que os aprendizes não liam e nem escreviam com freqüência e quando isto ocorria ainda traziam algumas dificuldades que deveriam ter sido superadas no ensino fundamental e médio, não apresentando, portanto, facilidades em interpretar enunciados e desenvolver com proficiência textos escritos.
PALAVRAS-CHAVE: ESCRITA, ENSINO, FORMAÇÃO DO ESCRITOR
SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 15
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 11
TÍTULO: A CONSTITUIÇÃO DO PROFESSOR-LEITOR: UM ESTUDO DE CASO DAS CONDIÇÕES E COMPREENSÃO DE LEITURA DE DIFERENTES GÊNEROS TEXTUAIS POR UMA ESTUDANTE DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA - APOIO FINANCEIRO DA FAC
AUTOR(ES): SANDRA PATRÍCIA ATAÍDE FERREIRA, ELINE DE MELO SANTOS, MARIA PRESCILA TENORIO NASCIMENTO DE LIMA
RESUMO: Os cursos de formação de professores devem favorecer situações variadas de leitura aos profissionais e futuros profissionais de ensino, permitindo-lhes reflexionar sobre a própria história de leitura para que possam ampliá-la ou reinventá-la. Acredita-se que a leitura é uma atividade de produção de sentidos que se efetua através de um processo de interação entre interlocutores e se constituem na/pela linguagem. Assim, objetivou-se (i) investigar as condições e a compreensão de leitura de uma aluna em curso de formação de professores frente a diferentes gêneros textuais e, também, (ii) evidenciar a relação entre o desempenho em compreensão de leitura e as práticas de letramento. Realizou-se um estudo de caso com uma estudante de Licenciatura Plena em Química, do 9º período, de uma universidade pública de Pernambuco. Utilizando-se uma entrevista semi-estruturada com o objetivo de explorar a história de leitura, o contato com diferentes gêneros textuais e o envolvimento com diferentes linguagens (teatro, cinema, música), além de uma sessão de leitura constituída de três gêneros textuais: crônica, artigo científico e de opinião. Verificou-se que a aluna se intitula como uma leitora de “curiosidade e não de hábito”, buscando na leitura temas que lhe motivam em cada momento da história de vida e que lhe põem em contato com diferentes gêneros textuais: conto de fadas, romances, artigos científicos e livros da sua área de formação acadêmica, hipertextos e Bíblia. Aliado a isto, existe o gosto da participante por músicas e filmes. Sobre a compreensão textual, verificou-se que há uma leitura compreensiva para os três gêneros textuais, havendo, no entanto, uma postura mais crítica e dialógica frente aos artigos científicos e de opinião; e uma leitura mais valorativa em relação à crônica. Pode-se dizer que as práticas de letramento e o contato assíduo da participante com outras linguagens parecem contribuir para uma leitura mais polissêmica e crítica.
PALAVRAS-CHAVE: COMPREENSÃO TEXTUAL, CONDIÇÕES DE LEITURA, GÊNEROS TEXTUAIS

TÍTULO: O RESUMO COMO PARÂMETRO DE AVALIAÇÃO DA COMPREENSÃO LEITORA
AUTOR(ES): SANDRA REGINA CORACINI, ERICA DOS SANTOS RODRIGUES, VIOLETA DE SANTIAGO DANTAS QUENTAL
RESUMO: Apresenta-se, neste trabalho, resultados de estudo exploratório conduzido com 14 alunos universitários, no qual se buscou avaliar se os resumos podem ser tomados como parâmetros da compreensão leitora. Na concepção de Kintsch (2002), o leitor bem sucedido é aquele que integra informações retiradas do texto com seu conhecimento de mundo. Segundo Kleiman (2007), a compreensão é o resultado da integração de diferentes habilidades e conhecimentos, tais como conhecimento gramatical, conhecimento de vocabulário e conhecimento de gêneros discursivos. A questão que se coloca, em termos de pesquisa, é como investigar o nível de compreensão textual, visto que não se tem acesso direto às representações e operações mentais dos sujeitos envolvidas nesse processo. Partindo da hipótese de que o resumo pode exemplificar a representação semântica global do texto (VAN DIJK, 2004), investigamos as operações de sumarização privilegiadas pelos sujeitos na produção de resumos de um texto pertencente ao gênero artigo de opinião. A pesquisa também teve por objetivo contribuir para a avaliação e o aprimoramento de sumarização automática de textos. Procedeu-se à análise de resumos resultantes do destacamento das idéias principais do texto fonte e de resumos elaborados de modo livre pelos sujeitos da pesquisa. Esses textos foram comparados a resumo produzido pelo sumarizador automático GistSumm (PARDO, 2002). Sob o ponto de vista das pistas sintáticas para a escolha da manutenção e apagamento das orações nos resumos sublinhados, não houve uniformidade de escolhas entre os sujeitos; as principais divergências ocorreram nos casos de orações pertencentes a períodos complexos, com grande número de encaixamentos. Uma análise qualitativa quanto às proposições, conectivos e referentes, nos resumos livres, nos possibilitou avaliar o grau de compreensão do texto fonte pelos sujeitos da pesquisa. Acreditamos que os resultados podem ser interpretados como indicativos de que o resumo consiste num recurso importante para a avaliação da compreensão leitora.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, GÊNERO RESUMO, NÍVEIS DE COMPREENSÃO

TÍTULO: O FUTURO MEDIADOR DE LEITURA E SEU PRÓPRIO SUCESSO NA AQUISIÇÃO E DOMÍNIO DA LEITURA
AUTOR(ES): SOLIMAR PATRIOTA SILVA
RESUMO: Aprendemos a ler apesar dos professores e do espaço escolar? Se a escola é ainda o local privilegiado para a formação de leitores críticos, convém dar voz a seus sujeitos, os alunos, a fim de que reflitam sobre o que contribuiu para seu sucesso durante seu processo de aquisição e domínio da leitura. Isto é especialmente relevante quando estes alunos estão em um curso de formação para se tornarem futuros mediadores da leitura. Assim, o objetivo desta comunicação é apresentar um estudo, em sua fase preliminar, que busca examinar narrativas de quarenta alunos do primeiro período do curso de Letras e de Pedagogia da UNIGRANRIO – Universidade do Grande Rio, situada na Baixada Fluminense, quanto à sua relação com a leitura durante a fase escolar e quais os fatores que foram preponderantes para o sucesso no desenvolvimento do gosto pela leitura. Este estudo, de cunho qualitativo e etnográfico utiliza questionários com perguntas abertas e fechadas, bem como entrevistas semi-estruturadas, nas quais procura-se ouvir as memórias desses alunos e resgatar em suas narrativas o que consideram como pontos importantes para a sua formação como leitores. Resultados preliminares mostram que esses alunos, oriundos das classes populares, consideram central o papel da escola no desenvolvimento do gosto ou no antagonismo pela leitura. Ainda, ao escrever suas memórias, esses futuros professores repensam práticas bem-sucedidas das quais podem lançar mão como futuros mediadores de leitura.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, FORMAÇÃO DE LEITORES, MEDIAÇÃO DE LEITURA

TÍTULO: OS MODOS DE MARCAR A HETEROGENEIDADE DISCRUSIVA: COMO A CITAÇÃO APARECE NA ESCRITA DE UM PESQUISADOR
AUTOR(ES): SUELEN GREGATTI DA IGREJA
RESUMO: Proponho um estudo sobre as transformações nas citações presentes na produção escrita de uma jovem pesquisadora ao longo da formação na área dos Estudos da Linguagem. Interesso-me pelo estudo de citações por se tratar de um modo no qual é possível identificar, no discurso, marcas que demonstrem a relação que o pesquisador estabelece com o material lido ao longo de sua formação. Assim sendo, a seguinte pergunta norteou esta pesquisa: em que medida a heterogeneidade discursiva mostrada, marcada na superfície textual de versões de textos escritos por um pesquisador em formação na área dos estudos da linguagem, por meio de citações, sofre transformações ao longo de seu processo de escrita? Para respondê-la, tomei como corpus parte do banco de dados Movimentos do Escrito , compreendendo 324 manuscritos produzidos por uma pesquisadora em duas pesquisas de Iniciação Científica, realizadas no período de sua licenciatura no curso de Letras (2001-2005) em uma universidade pública e uma dissertação de Mestrado (2006-2008) na área da educação, também em uma universidade pública. Proponho a descrição da natureza de tais transformações por meio do cotejamento de versões de textos escritos pela aluna, entre 2004 e 2008, mais pontualmente mapeando a ocorrência de citações, verificando as regularidades (conceitos mobilizados pela aluna, autores citados, modos de introdução do texto citado, comentário realizado após a citação, etc.) e fazendo uma linha do tempo dos autores citados e dos conceitos mobilizados pela informante.
PALAVRAS-CHAVE: ESCRITA, HETEROGENEIDADE DISCURSIVA, CITAÇÃO

TÍTULO: EXPERIÊNCIA ESTÉTICA E FORMAÇÃO DO “NOVO ALUNO” DA EDUCAÇÃO SUPERIOR
AUTOR(ES): TATIANE MARIA ABREU
RESUMO: A presente comunicação tem o intuito de compartilhar uma reflexão acerca do “novo aluno” ingressante na Educação Superior e suas possibilidades de “transver o mundo” a partir da experiência estética. Considerando o avanço tecnológico e científico, sobretudo as mediações capitalistas acentuadas em meados do século XX, nota-se uma ligeira modificação sobre as concepções de formação cultural em nossa sociedade. À medida que o mercado de trabalho intensifica a força de trabalho imaterial, assim como a mídia dissemina a valorização dos bens de consumo, passa-se a priorizar uma educação que aprimore a mentalidade humana à lógica mercantilista. Diante desse impasse, busca situar as tendências de formação do “novo aluno” no contexto da sociedade capitalista e como a Educação Superior tem se configurado diante de suas demandas. A análise tem por referência alguns estudos de Adorno, Benjamin e Fischer visando argumentar a importância do estudante conviver com a grande Arte, não como diversão, entretenimento ou lazer, mas sim como um conhecimento que liberte sua mente da ideologia impregnada pelas mediações mercantilistas. O progresso e a necessidade de manutenção do cosmo capitalista promovem uma educação que privilegia um conhecimento pragmático, instrumental e normativo, formando o aluno, estritamente, para o mercado de trabalho. Ao desconsiderar a essência do conhecimento da grande Arte e designá-la para o mero envolvimento de distração e passatempo, banalizamos as expressões artísticas e nos tornamos reféns do que apenas o “olho vê”.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO SUPERIOR, NOVO ALUNO, EXPERIÊNCIA ESTÉTICA

SESSÃO - LEITURA E PRODUÇÃO NO ENSINO SUPERIOR 16
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Faculdade de Educação - FE - SALA: ED 11
TÍTULO: ÉTICA NA UNIVERSIDADE MEDIEVAL: A IMPORTÂNCIA DA LEITURA DOS CLÁSSICOS PARA A ELABORAÇÃO DE TOMÁS DE AQUINO
AUTOR(ES): TATYANA MURER CAVALCANTE
RESUMO: Nosso objetivo, nesta comunicação, é tecer algumas considerações sobre a importância da leitura para a elaboração da concepção ética de Tomás de Aquino (1224-5?/1274). Na aurora do século XIII, os homens citadinos do Ocidente medieval criam uma nova instituição, a Universidade, destinada à elaboração e ao ensino de conhecimentos. Nela mestres e alunos discutiam questões fundamentais para a nova sociedade utilizando, principalmente, textos de Filosofia Antiga e cristãos, mas, também, escritos árabes e judeus. As formas literárias utilizadas por eles abarcavam principalmente “lectio“ e “disputatio“ e, por contrapor bases teóricas distintas, esses pensadores acabaram por criar a “summa“, uma forma original e fundamental para a elaboração filosófica da universidade medieval. Para discutir a importância da leitura na a elaboração da concepção de ética na universidade medieval, apresentaremos algumas características da produção do conhecimento no século XIII, vinculando-as ao seu contexto histórico e, sem seguida, discutiremos algumas considerações de Tomás de Aquino, um dos mais expressivos autores do período. Considerando os limites deste trabalho, aprofundaremos a discussão de apenas um texto do autor, O objeto da caridade (ST, IIa IIae, q. 25), extraído da principal obra desse autor, a Suma de Teologia. Não temos aqui a ambição de definir a concepção de ética do Mestre de Aquino, mas apontar a importância da leitura para essa elaboração. Compreendemos que assim leitura dos autores clássicos por Tomás de Aquino e outros mestres do século XIII os auxiliou a elaborar conhecimentos sobre ética condizentes ao seu tempo, a leitura histórica desses autores também nos auxilia a compreender nossa época.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO SUPERIOR, LEITURA E ÉTICA, TOMÁS DE AQUINO

TÍTULO: ESCREVENDO, LETRAS: SOBRE A FORMAÇÃO COMO PROCESSO DISCURSIVO
AUTOR(ES): THOMAS MASSAO FAIRCHILD
RESUMO: Nesta comunicação, desenvolvo uma premissa do projeto que venho desenvolvendo na UFPA, intitulado “O sujeito na escrita universitária: indícios de subjetivação e construção de um discurso profissional docente”, qual seja: a de que a formação do professor de Língua Portuguesa deve ser compreendida como um processo discursivo que envolve, mais do que a transmissão de um cabedal de teorias ou exemplos didáticos, a reconstrução dos sujeitos envolvidos no ensino de língua. Temos assumido a idéia de que, face às propostas de reforma epistemológica da disciplina, nos anos 1980, e aos desafios impostos pela contemporaneidade, o ensino de língua não tem mais como se sustentar na pressuposição de um objeto dado, mas sua efetivação depende da colocação de um sujeito que atue como eixo estruturador da atividade lingüística do aluno. Assumindo que este sujeito corresponde à função do professor, a formação deste profissional passa a implicar uma passagem pelo escrito em dois sentidos: 1) na medida em que é uma ruptura com a tradição, exige a construção de uma “identidade” ou “postura” docente a partir de postulados teóricos escritos mais do que de práticas transmissivas assentadas em exemplos vivos; e 2) na medida em que retira importância dos conhecimentos de tipo “declarativo” para enfatizar os aspectos interacionais do ensino, exige que o professor sustenha em relação ao discurso enunciado pelos alunos uma posição mais ou menos fixa, parcialmente elaborável a partir de uma “técnica”, mas parcialmente dependente daquilo que ultrapassa a ciência e toca a instância da letra no inconsciente.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO DE PROFESSORES, ESCRITA, SUJEITO
TÍTULO: LEITURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS: DESVENDANDO SUAS NUANCES NA PUC-CAMPINAS
AUTOR(ES): VANESSA DA SILVA PEREIRA ROSA
RESUMO: Nosso trabalho de conclusão de curso destinou-se a entender a realidade de práticas de leitura de alunos do primeiro e do último ano, do curso de graduação em Ciências Sociais de 2008 da PUC-Campinas, no período noturno. Pretendíamos, partindo do ponto de vista das Ciências Sociais e da Educação, fazer uma reflexão sobre a leitura num contexto histórico onde as novas tecnologias, cada vez mais, ressignificam o ensino. Entendemos a leitura como estimuladora da reflexão e o acesso a essa prática como indicador de desigualdades e discriminações sociais, presentes em instituições como a escola e a família, desde o Brasil-colônia. A metodologia foi composta por pesquisa documental e entrevistas semi-estruturadas. A nossa análise pretendeu revelar como os alunos desse curso lidam com a busca, as iniciativas bem-sucedidas ou frustrações, obstáculos, dificuldades ou facilidades em relação ao ato de ler. Procuramos situar as Políticas Públicas que orientam as diretrizes curriculares dos cursos de Ciências Sociais no país. Outro ponto desenvolvido foi o histórico das Ciências Sociais na PUC-Campinas e certas mudanças em seus projetos pedagógicos. Como resultados finais, procuramos apontar possíveis sugestões, motivações e dificuldades a partir das entrevistas realizadas, no sentido de contribuir para o Projeto Pedagógico da Faculdade de Ciências Sociais, no que diz respeito ao cotidiano da leitura do corpo discente da faculdade.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, CIÊNCIAS SOCIAIS, ENSINO SUPERIOR

TÍTULO: PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NA UNIVERSIDADE: INTERFACES ENTRE A FORMAÇÃO DE PESQUISADORES EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO E A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO NAS IES DE INSERÇÃO
AUTOR(ES): VÂNIA MARIA ALVES
RESUMO: O presente trabalho, resultado da tese de doutoramento defendida em 2008, no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), cujo tema é a formação e a inserção de pesquisadores em educação, tem por finalidade analisar as correlações entre a formação para a pesquisa feita por recém doutores em Programa de Pós-Graduação em Educação e os usos e práticas de leitura e escrita na produção do conhecimento nas universidades de trabalho, após a titulação. A preparação adequada de pesquisadores é um dos objetivos centrais expressos no V Plano Nacional de Pós-Graduação (2005-2010), bem como, dos Programas de Pós-Graduação (PPGs). A leitura e a escrita são instrumentos essenciais para o ofício do pesquisador e representam condição primordial para o avanço na produção do conhecimento. Seu domínio e aprimoramento é conquistado ao longo da vida acadêmica, mas, sobretudo, na formação pós-graduada. Assim, por meio da investigação realizada, buscamos apreender em que medida os neodoutores, preparados pelos PPGs para cumprir tal tarefa, contribuem para a implantação e consolidação da pesquisa, especialmente em IES ‘emergentes’, isto é, naquelas instituições nas quais a cultura da pesquisa ainda não está institucionalizada. Ficou evidenciada a existência de muitos descompassos entre os tempos/espaços da formação e as condições efetivas de trabalho investigativo nas universidades de inserção. Dentre os principais fatores que dificultam e/ou impedem a implementação da ambiência da pesquisa foram apontadas as dificuldades para obtenção de financiamento interno e externo, o instável apoio dos dirigentes e, principalmente, a ausência da cultura de pesquisa.
PALAVRAS-CHAVE: PÓS-GRADUAÇÃO, FORMAÇÃO DO PESQUISADOR, PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO

TÍTULO: MEMORIAIS DE LEITURA: RESGATANDO AS PRÁTICAS LEITORAS DE ESTUDANTES DE LETRAS
AUTOR(ES): ZÍLA LETÍCIA GOULART PEREIRA RÊGO
RESUMO: O presente trabalho analisa as informações sobre as práticas de leitura dos estudantes de Letras, do Centro Universitário Metodista - IPA, de Porto Alegre, constantes no instrumento “Memoriais de Leitura“. Esses memoriais foram produzidos pelos alunos em dois momentos de sua formação universitária, no primeiro e no último semestre do Curso de Letras - Habilitação em Português. No início de sua trajetória universitária, os alunos foram convidados a registrar as leituras significativas feitas até então, tanto em aspectos positivos ou negativos. Quando da conclusão de seus estudos, complementaram esse registro, destacando, então, práticas leitoras desenvolvidas durante o período em que frequentaram o curso universitário, fossem elas realizadas por solicitação curricular ou independentes desta. O trabalho é uma tentativa de traçar o perfil desses leitores a partir dos memoriais e de refletir sobre a capacidade do curso em ampliar e enriquecer o acervo de leituras dos futuros professores de Língua Portuguesa e Literatura. O levantamento revela um padrão heterogêneo e difuso nas leituras realizadas antes do ingresso à universidade, o que não desmerece nem leitores nem obras e sugere a manutenção de um comportamento de rejeição ou de indiferença em relação às leituras realizadas ao longo da formação desses profissionais, o que pode pôr em cheque a eficiência dos currículos em formar leitores competentes e aptos a multiplicarem hábitos e práticas de leitura.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, MEMORIAIS, PERFIL
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