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Editorial

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convém
verificar
se os
planos
recentemente
lançados, como é o caso do PAC, e
aqueles
já
em
andamento
há
algum
tempo
serão
capazes
de
recolocar
as
escolas
públicas
nos
seus
devidos
eixos... |
-
Comissão
Editorial
Ser
professor
neste
país
deixou de
ser
uma
honra
para
se
transformar
num
verdadeiro
sacrifício
ou
numa
contínua
tortura.
São
muitos
os
estudiosos
a mostrarem
que,
sem
a dignificação do
trabalho
docente,
inexistem quaisquer possibilidades de
transformação,
para
melhor,
da
escola
e/ou
do
ensino
formal.
No
momento
em
que
a
educação
escolarizada é
alçada
à
condição
de
panacéia
para
os
graves
problemas
nacionais,
convém
verificar
se os
planos
recentemente
lançados, como é o caso do PAC, e
aqueles
já
em
andamento
há
algum
tempo
serão
capazes
de
recolocar
as
escolas
públicas
nos
seus
devidos
eixos,
principalmente
no
que
se refere ao chamado “ensino
de
qualidade”.
As
bandeiras
que
movimentam
esses
planos
enfatizam
idéias
relacionadas a
um
número
maior
de
vagas
nas
escolas,
participação
comunitária,
implantação
de
novas
tecnologias
e reformas de
prédios
escolares,
margeando, mais uma vez,
o
elemento
básico
e
fundamental
ao
processo
de
mudança,
ou
seja, o
próprio
professor.
Daí o
surgimento
da
hipótese
de
que
tais
planos,
de
forma
semelhante
a
outros
produzidos nas
ultimas
décadas,
morrerão na
praia
ou
terminarão
em
pizza.
Desgraçadamente
!
O
aumento
de
vagas
sem
que
os
prédios
escolares
sejam aumentados e
sem
que
mais
professores
sejam contratados pode
levar
a
um
aumento
desproporcional
de
alunos
por
professor
em
sala
de
aula.
Ensinar
25
alunos
é
diferente
de
ensinar
50
alunos
de uma
só
vez.
Classes
superlotadas fazem
com
que
o
rendimento
docente
e
discente
caia
em
termos
de
qualidade.
A participação
comunitária
pode
ser
considerada
positiva,
mas
difícil
de
ser
atingida
em
decorrência
do
esfacelamento
das
comunidades
pelo
capitalismo.
Outrossim,
o
próprio
corporativismo
administrativo-pedagógico faz
com
os
pais,
ma
maioria
das
vezes,
não
tenham
voz
nem
vez
nos
destinos
da
instituição
escolar.
Novas
tecnologias
educacionais
somente
são
produtivas no
bojo
de
um
amplo
e
contínuo
investimento
na
esfera
da atualização dos
professores
-
investimento
esse
que
sirva,
pelo
menos,
para
combater
a tecnofobia
ou
as
mentalidades
que
pararam no
tempo
em
termos
de
didática
e estruturação de
propostas
atualizadas de ensino-aprendizagem.
A
greve
das universidades paulistas refletem,
mais
uma
vez,
o
descaso
dos
governos
em
relação
às
reais
necessidades
das escolas, dos professores e dos estudantes.
De
fato,
as
atuais
políticas
e
ações
oriundas dos
gabinetes
parecem “desconfiar”
de
todos
os
profissionais
da
educação
ou,
o
que
é
bem
pior,
punir
generalizadamente
os
professores e os estudantes
por
um
desleixo
que
está e
sempre
esteve
dentro
da
própria
esfera
governamental. |