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Poema

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Salve as regras erradas de gente errada no
poder
Salve a voz calada da juventude vendida...
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SALVE
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Fernanda Mazzetto
Moroso*
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Salve os meninos e as meninas
Salve a gente perdida naquela explosão
Salve os gritos sucumbidos nos becos sem
saída
Porque eu vou embora pra nunca mais voltar
Salve o salvador usurpado pelos infiéis
Salve as malas de dinheiro,
Patrimônio dos bispos sem religião
Salve as regras erradas de gente errada no
poder
Salve a voz calada da juventude vendida
E saiba que ninguém vai saber o que você
sentiu se você não disse
E venha o que vier
Eu vou embora, não vou lutar contra o que
não me atinge.
Mas salve os meninos que fumam pedra na
esquina
Salve o medo da vida
De quem perdeu a fé
Salve a velhice dos jovens e a juventude dos
velhos
Porque a liberdade conquistada,
indisciplinada já conheceu a prisão
De não ter pelo que lutar
E uma vida vazia é o pior castigo que você
pode carregar
Salve os mortos que ainda falam pelos vivos
Tão atuais como se fosse ontem
Quando não se podia agir, mas se podia
pensar
Hoje que não se poder agir, é o povo que
cansou de sonhar.
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* Fernanda Mazzetto Moroso,
24,
é catarinense e integrante da Academia
Itajaiense de Letras. Seu primeiro livro
publicado foi "Um feito de sentidos, poemas",
aos 18 anos de idade. Autora de livros de
contos, poemas e crônicas. Sua obra mais
recente é "Diário de Crônicas e Outras
Histórias". Atualmente, reside na cidade de
Itajaí onde está se formando em Letras pela
Universidade do Vale do Itajaí.
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(Escreva para a autora contando a sua
apreciação do poema aqui publicado:
fmmoroso@hotmail.com
)
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