|
Entrevista

voltar
menu revista 06 |
|
....
Sem encarar frontalmente o problema do
magistério nenhuma reforma educacional terá
chances de êxito. Trata-se de criar a
carreira do magistério da educação básica
tendo... |
-
UMA
ANÁLISE CRÍTICA DO PDE
-
Entrevista com
Dermeval Saviani *
No livro Pedagogia
histórico-crítica: primeiras aproximações o Sr. define
o trabalho educativo como o “ato de produzir, direta e
intencionalmente, em cada indivíduo singular, a
humanidade que é produzida histórica e coletivamente
pelo conjunto dos homens”. A chamada “globalização”
tem impactado os valores que tendiam a orientar os
mundos do trabalho, a sociedade, as noções de
humano/humanidade e, claro, a formação escolar e as
equipes pedagógicas. Quais as possibilidades objetivas
que as escolas têm, hoje, de “produzir humanidade”?
Não seria tarefa demasiada para a escola, já que ela é
parte de uma estrutura que, para sustentar-se, não
precisa “produzir humanidade”?
A mencionada definição do trabalho educativo tem
caráter geral e se reporta ao significado da educação
ao longo da história da humanidade nos diferentes
tipos de sociedade. A escola, enquanto integrante do
processo da educação, participa, na sua
especificidade, do conteúdo expresso naquela
definição. É preciso observar, porém, que, de acordo
com os diferentes modos de produção da existência
humana, configuram-se determinados tipos de sociedade
que atribuem à educação e à escola uma significação
determinada. Com a divisão da sociedade em classes sob
o capitalismo, a educação recebeu uma determinação
particular marcada pelo conflito entre as classes
fundamentais. Nessas condições, aquele significado
geral da educação expresso na definição citada tende a
ser negado na mesma proporção em que esse tipo de
sociedade, em lugar de concorrer para a promoção da
humanidade em seu conjunto, submete a maioria dos
seres humanos a um processo de dominação e exploração
pela minoria que detém a propriedade dos meios de
produção e, assim, controla a sociedade em suas várias
dimensões – econômica, social, política, cultural e
pedagógica. Daí as dificuldades da escola em cumprir
seu papel educativo; daí também a necessidade de
reafirmar o significado da educação, buscando
integrá-la no processo mais amplo de transformação da
sociedade em direção à abolição da apropriação
privada, o que permitirá colocar as conquistas da
humanidade em benefício de todos os seus membros.
O Plano de Desenvolvimento da Educação,
recentemente divulgado pelo governo federal,
estabelece uma série de projetos, intervenções e
intenções. Como o Sr. avalia suas linhas gerais e
intencionalidades?
O PDE pode ser visto como uma tentativa do governo de
responder aos clamores da sociedade no que se refere
aos graves problemas de qualidade da escola básica
pública. Iniciativa válida, já que procura centrar o
foco na qualidade construindo instrumentos de aferição
do nível de eficácia do ensino ministrado (caso do
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica-IDEB) e
se voltar, precipuamente, para as administrações
municipais em que se detecta ponto de estrangulamento
do ensino fundamental. Mas o Plano apresenta
deficiências graves nas questões centrais do
financiamento e do magistério. A base de sustentação
financeira do Plano é o Fundeb, que, entretanto, não
significou aumento dos recursos; ao contrário, se o
número de estudantes atendidos pelo Fundo aumentou de
30 milhões para 47 milhões (56,6%), o seu montante
passou de R$ 35,2 bilhões para R$ 48 bilhões, apenas
36,3%. A complementação da União também não implicou
acréscimo. Antes, ela deveria entrar com pelo menos
30% de seu orçamento; ora, o orçamento do MEC para
2007, após o corte de R$ 610 milhões imposto pela
Fazenda, é de R$ 9,130 bilhões, logo, 30%
corresponderiam a R$ 2,739 bilhões. No entanto, a
complementação prevista da União para 2007 se limita a
2 bilhões. Quanto ao magistério, é consenso o
reconhecimento de dois requisitos fundamentais:
condições de trabalho e salário/formação. O PDE cuidou
da questão salarial definindo um piso de R$ 850,00,
valor corrigido pela inflação sobre um salário de R$
300,00 proposto em 1994. Esse valor correspondia a
4,28 salários mínimos; em relação ao salário mínimo
atual, representa 2,23 vezes. Além disso, prevê-se sua
implantação gradativa, chegando apenas em 2010 aos R$
850,00. Significa importante aumento para as regiões
em que os salários se encontram muito depreciados, mas
é preciso ter presente que tais salários se referem,
em geral, a jornadas de 20 horas semanais, enquanto o
projeto do novo piso supõe uma jornada de 40 horas.
Com relação às condições de trabalho, a questão
principal, não contemplada pelo PDE, diz respeito à
carreira profissional dos professores. Dever-se-ia
propor a jornada integral em um único estabelecimento
de ensino, para fixar os professores nas escolas, com
presença diária e identidade com elas. E ainda
destinar 50% da jornada para as aulas e o restante
para permitir a participação do professor na gestão da
escola, na elaboração do projeto pedagógico, nas
reuniões de colegiado, no atendimento à comunidade e,
principalmente, na orientação dos estudos do alunado
em atividades de reforço. Para a formação docente, o
PDE recorre à Universidade Aberta do Brasil (UAB),
oferecendo cursos a distância de formação inicial e
continuada dos professores. Não nego que o EAD possa
ser utilizado com proveito no enriquecimento dos
cursos de formação de professores. Tomá-lo,
entretanto, como a base desses cursos não deixa de ser
problemático, pois arrisca converter-se num mecanismo
de certificação antes que de qualificação efetiva.
Esta exige cursos regulares, de longa duração,
ministrados em instituições sólidas e organizadas
preferencialmente na forma de universidades.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o Sr.
ressalta que o PDE está embasado numa lógica de
mercado contemplada, por exemplo, na “pedagogia das
competências”. Os PCNs já não acenavam nessa direção?
Sim. Embora na gestão atual o MEC esteja procurando
atacar questões básicas relativas à qualidade do
ensino que foram transcuradas pela administração
anterior, a lógica de base não foi alterada, mesmo
porque ela decorre de uma política econômica que o
governo Lula continuou. Tanto assim que o PDE foi
proposto em sintonia com o grupo de empresários que
lançou, em setembro de 2006, o Compromisso Todos pela
Educação. Portanto, ainda que os PCNs não integrem o
arsenal dos recursos de política educativa do atual
ministro, a lógica subjacente a eles é a mesma que
sustenta o PDE.
Pesquisa coordenada pelo Sr. no início da década de
80 identificou quatro concepções filosóficas
orientadoras das práticas educacionais no Brasil: a)
humanista tradicional; b)humanista moderna; c)
analítica e d) dialética. Como vê, hoje, a presença e
o embate entre essas concepções no planejamento
educacional e na prática escolar?
Abordo essa questão em meu novo livro
História das idéias
pedagógicas no Brasil,
que lançado em setembro de 2007. Na Conclusão, retomo,
em três atos, o drama do professor descrito no livro.
Primeiro ato: o professor tinha a cabeça
escolanovista, mas era obrigado a atuar nas condições
tradicionais; segundo ato: nessas condições sobrevém a
ele a tendência tecnicista, instando-o a ser eficiente
e produtivo; terceiro ato: ao mesmo tempo, a visão
crítico-reprodutivista veio mostrar que, na crença de
estar formando indivíduos autônomos, o professor
estava reproduzindo a ordem vigente e, assim,
contribuindo para reforçar os mecanismos de
exploração. Como as pedagogias contra-hegemônicas
formuladas nos anos 80 não tiveram força para reverter
esse quadro, nos 90 o professor entra no quarto e
atual ato de seu drama: ainda se pede a ele eficiência
e produtividade, mas agora sem seguir um planejamento
rígido; não é preciso pautar sua ação por objetivos
predefinidos e regras preestabelecidas. Como ocorre
com os trabalhadores de modo geral, também os
professores são instados a se aperfeiçoarem
continuamente, num eterno processo de aprender a
aprender. Acena-se, então, com cursos de atualização
ou reciclagem referidos a aspectos fragmentários da
atividade docente, todos eles aludindo a questões
práticas do cotidiano. O mercado e seus porta-vozes
governamentais parecem querer um professor ágil e
flexível que, a partir de uma formação inicial
ligeira, de curta duração e a baixo custo,
prosseguiria sua qualificação no exercício da
docência, lançando mão da reflexão sobre a própria
prática, eventualmente apoiada em cursos rápidos,
ditos também “oficinas”. Estas, recorrendo aos meios
informáticos, transmitiriam em doses homeopáticas as
habilidades que o tornariam competente nas pedagogias
da “inclusão excludente”, do “aprender a aprender” e
da “qualidade total”. É a concepção produtivista que,
hegemônica desde a década de 70, é agora
refuncionalizada numa espécie de neoprodutivismo.
Há pelo menos três décadas, a oferta de educação
superior tem sido coberta, majoritariamente, pelas
instituições privadas, tornando-as as maiores
contratantes de professores. De que forma essa
situação reflete a queda na qualidade do ensino/da
formação, a ampliação de vínculos acríticos com os
mercados, a destituição do lugar acadêmico da extensão
e da pesquisa e a precarização do trabalho docente?
De fato, esses aspectos estão interligados. Como a
maioria das instituições privadas de ensino superior
se guia pelos mecanismos de mercado, não contemplando
institucionalmente a pesquisa, o ensino ministrado
resulta numa formação precária. E como a maioria dos
professores que lecionam na educação básica pública é
formada nessas instituições, isso se reflete na baixa
qualidade desse nível de ensino, dando origem a um
círculo vicioso que não poderá ser revertido pelas
políticas paliativas até agora postas em prática.
O ensino técnico e tecnológico vem sendo
considerado um tipo de formação, respectivamente,
média e superior mais adequado às expectativas dos
jovens de ingresso no mercado de trabalho. Tais opções
representariam a perda de prestígio do ensino de
natureza propedêutica, teórica e humanista, em favor
do ensino instrumental e prático?
Num contexto como o atual, no qual o indivíduo não
pode esperar, das oportunidades escolares, acesso ao
emprego, mas apenas a conquista do status de
empregabilidade, a educação passa a ser entendida como
um investimento em capital humano individual que
habilita as pessoas para a competição pelos empregos
disponíveis. O acesso a diferentes graus de
escolaridade amplia as condições de empregabilidade do
indivíduo, mas não lhe garante emprego, pelo simples
fato de que, na forma atual do desenvolvimento
capitalista, não há emprego para todos: a economia
pode crescer convivendo com altas taxas de desemprego
e com grandes contingentes populacionais excluídos do
processo. É o crescimento excludente, em lugar do
desenvolvimento inclusivo que se buscava atingir no
período keynesiano. A teoria do capital humano foi
refuncionalizada, com isso alimentando a busca de
produtividade na educação. Nessa situação, acaba por
prevalecer um clima pragmático, individualista e
imediatista, sendo compreensível a expectativa
favorável a um ensino que estabeleça uma ponte direta
e imediata com a ocupação de determinados postos no
mercado de trabalho. Mas, assim procedendo, não será
possível formar indivíduos autônomos e cidadãos
conscientes e, portanto, profissionais socialmente
competentes como se apregoa tanto nos discursos
políticos quanto nas justificativas das medidas de
política educacional e nos documentos legais. Contra
essa tendência, parece-me necessário insistir na idéia
gramsciana de uma escola unitária que promova, até o
fim do ensino médio, uma formação geral de tipo
“desinteressado” que culminaria na escola criativa,
entendida como o momento em que o educando atinge a
autonomia.
É improvável realizar
mudanças na educação pública brasileira sem o apoio
dos professores. No entanto, as sucessivas investidas
contra a escola e contra a dignidade social e
profissional dos docentes parecem ter esvaziado as
possibilidades de protagonismo do professorado,
especialmente na formulação de políticas para a
educação. De outro lado, a educação a distância
(contemplada no PDE) vem conquistando terreno e
embasando iniciativas que põem o professor na condição
de tutor, monitor ou palestrante. Como o Sr. vê o
futuro da profissão?
Inegavelmente, esse é o ponto nodal. Sem encarar
frontalmente o problema do magistério nenhuma reforma
educacional terá chances de êxito. Trata-se de criar a
carreira do magistério da educação básica tendo como
itens básicos um piso salarial substantivamente
elevado em relação ao atual e jornada em tempo
integral numa única escola, com 50% do tempo dedicado
à docência e a outra metade distribuída pelas demais
atividades. Quanto à formação, deve ser provida por
meio de cursos presenciais regulares e de longa
duração, ministrados por universidades que encarem a
pesquisa sobre o magistério e a formação docente como
prioridade. Os dois aspectos, carreira e formação,
estão interligados. Com efeito, salários dignos e
condições de trabalho satisfatórias definem um status
social elevado para o magistério. Transformada a
docência numa profissão socialmente atraente em razão
dessas melhorias, para ela convergirão muitos jovens
dispostos a investir seus recursos, tempo e energias
numa alta qualificação obtida em graduações de longa
duração e em cursos de pós-graduação. Não é isso o que
ocorre hoje, de certo modo, com a medicina?
Pautemos os
sindicatos docentes: que estratégias de luta e que
bandeiras poderiam ser suficientemente mobilizadoras
para que o sindicato possa recuperar presença e
importância no interior das lutas sociais, ou, em
outras palavras, sua condição de intelectual coletivo?
Penso que uma estratégia de luta possível para os
sindicatos deveria apoiar-se no discurso que está na
boca da maioria das pessoas, com destaque para
empresários e políticos, que define a educação como a
prioridade das prioridades. Na conclusão de meu livro
Da nova LDB ao Fundeb
assim me refiro a essa estratégia: consideremos o
reconhecimento consensual de que vivemos na sociedade
do conhecimento e de que nesse tipo de sociedade a
educação formal é a chave sem a qual todas as portas
tendem a se fechar; consideremos que sem essa chave os
indivíduos ficam excluídos e as organizações e as
empresas perdem em produtividade e competitividade.
Assumamos, pois, esse consenso, elegendo a educação
como o fator estratégico de desenvolvimento do país.
Não se trata de a educação competir por recursos com
outras áreas; ao contrário, ela será a via escolhida
para atacar de frente, e simultaneamente, todos esses
problemas. Se ampliarmos o número de escolas e as
tornarmos capazes de absorver toda a população em
idade escolar nos vários níveis e modalidades de
ensino, se povoarmos essas escolas com todos os
profissionais de que necessitam, em especial com
professores em tempo integral e bem remunerados,
atacaremos diretamente o desemprego, pois serão
criados milhões de empregos. Atacaremos o problema da
segurança, ao retirar das ruas e do assédio do tráfico
de drogas muitas crianças e jovens. E, principalmente,
atacaremos todos os demais problemas, já que estaremos
promovendo o desenvolvimento econômico, uma vez que
esses milhões de pessoas com bons salários irão
consumir e, com isso, ativar o comércio, que por sua
vez levará o setor produtivo a produzir e contratar
mais. Isso provocará o crescimento exponencial da
arrecadação de impostos com os quais o Estado poderá
resolver o problema da infra-estrutura e, claro, o da
qualidade da educação. Com um quadro de professores
altamente qualificado formaremos os tão decantados
cidadãos conscientes, críticos, criativos e
tecnicamente competentes para ocupar os postos do hoje
fervilhante mercado de trabalho. Estaria criado o
desejado círculo virtuoso do desenvolvimento. Creio
que em torno dessa bandeira os sindicatos poderiam
realizar sucessivas manifestações, organizar grupos de
pressão junto ao Congresso, aos governos e às
empresas, inclusive as do ensino, acionar os vários
veículos de comunicação e muitas outras iniciativas.
Está lançada a sugestão.
No caso da formação de professores no Brasil, tudo
leva a crer que essa tarefa tem de ser urgentemente
requalificada, para que a escola básica possa
apresentar melhores resultados – afinal, o professor
ensina mal porque foi mal formado. A quem caberia essa
iniciativa e como o Sr. vê as atuais perspectivas de
políticas voltadas a essa questão? Mais: tendo em
vista que apenas 3% dos professores que atuam na
educação básica são formados nas universidades
públicas, não seria o caso de chamá-las à
responsabilidade?
O ministro Haddad informou que está criando na Capes
uma comissão permanente para traçar as linhas da
formação de professores, em nível superior, para toda
a educação básica. Dependendo dos recursos investidos,
da composição dessa comissão e das diretrizes
formuladas, essa iniciativa pode dar resultados
positivos. A proposta que eu havia feito em 1997, para
o Plano Nacional de Educação, previa a duplicação
imediata dos atuais 4%, aproximadamente, do PIB
investidos em educação para 8%. Isso valeria para
municípios, estados e União. No caso da União, sugeri
que fosse utilizado o montante correspondente a 4%
para manter os atuais compromissos do MEC com
universidades e escolas técnicas federais,
dividindo-se a parcela adicional em duas partes
iguais: a primeira se destinaria à educação básica,
para que a União cumprisse a função de apoio técnico e
financeiro, suprindo as deficiências locais; a segunda
constituiria um fundo para financiar projetos das
universidades na realização das metas definidas no
PNE. Penso que o primeiro e mais prioritário projeto a
ser bancado com esses recursos seria o de formação do
magistério. Eis o caminho para chamar à
responsabilidade as universidades públicas,
engajando-as fortemente no processo de formação de
professores para a educação básica de todo o país.
O Sr. concorda com a avaliação de que as reformas
da educação superior implantadas a partir dos anos 90
tinham o objetivo de estabelecer um setor privado de
massas para atendimento de um ensino de corte mais
técnico e profissionalizante e, nesse passo, preservar
a atuação das universidades públicas na pesquisa e na
formação das elites?
Sem dúvida. Explicitei isso no livro
A nova lei da educação
quando me referi à política de ensino superior do
governo FHC, marcada pelo binômio “universidades de
ensino” versus “universidade de pesquisa”.
Pretendia-se implantar essa orientação mediante emenda
constitucional que removesse a exigência de
indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão. Como isso
não foi possível, utilizou-se o subterfúgio da mudança
de terminologia e foram criados por decreto os centros
universitários. Estes se dedicariam a um bom ensino,
estariam dispensados de pesquisa, mas gozariam das
prerrogativas universitárias, entre elas a autonomia.
E o próprio mercado já encontrou uma forma de, se não
convencer, ao menos confundir a população de que se
tratava, de fato, de universidades: o prefixo “Uni”
compondo as siglas identificadoras dos centros
universitários projeta esse entendimento.
- Fonte: Expressão Sindical –
Sinpro/Guarulhos, Publicado em 17/09/07
-
http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/saviani_analisa_pde.htm
* Dermeval Saviani
é graduado em Filosofia (1966) e doutor em Filosofia
da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de
São Paulo (1971). Em 1986, obteve o título de
livre-docente, e, em 1991, foi aprovado no Concurso de
Professor Titular de História da Educação da Unicamp.
Professor Emérito da mesma universidade e Coordenador
Geral do Grupo de Estudos e Pesquisas “História,
Sociedade e Educação no Brasil” (HISTEDBR). Seus
principais temas de pesquisa são: educação brasileira,
legislação do ensino e política educacional, história
da educação, história da educação brasileira,
historiografia e educação e história da escola
pública.
|