O ler para aprender - ou para o cumprimento de outras finalidades da vida - depende do aprender a ler. Aqui mesclam-se os esforços do professor no planejamento do ensino com os esforços dos estudantes na aplicação das novas competências em direção a sua autonomia como leitores. Isto quer dizer que a escola, via corpo docente, - exerce um papel vital na promoção da leitura e no "arredondamento" contínuo, crescente, capacitador dos leitores. Ainda que o estudante conviva com várias linguagens no seu cotidiano social, dominando muitas delas de forma natural para efeito de comunicação, a linguagem escrita (manuscrita, impressa e virtual) depende da educação escolarizada e do ensino formal. As pesquisas mostram que, em se tratando de desempenho na escrita, a crianças autodidatas perfazem um percentual irrisório em todos os países do mundo. Um outro dado importante mostrado pelas pesquisas é que, tanto no encaminhamento da alfabetização como no letramento, o professor é a peça-chave do processo. Sem dúvida que os diferentes métodos e materiais de ensino da escrita ajudam, mas é o professor a variável mais importante para a inserção dinâmica da criança no universo da escrita. Os professores que forem débeis nessa trajetória significa, no mais das vezes, alunos também débeis nos usos sociais da leitura e da escrita. Dessa forma, o entusiasmo e o exemplo concreto ou testemunhos do porquê ler, o quê ler, como ler, etc projetados pelos professores em sala de aula transformam-se em fatores cruciais nos processos de ensino-aprendizagem da leitura. Atualmente, há uma diversidade imensa de escritos para ler, de suportes de textos, de oportunidades e exigências de leitura: sem uma orientação escolar segura e competente, essa diversidade poderá se transformar num inferno ou, no mínimo, num desafio insuperável para as nossas crianças. Qual é hora da leitura? É sempre! |
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