No
dia 19 de setembro de 2008, duas alemãs, Bettina
Twrsnick e Angela Thamm, estiveram em Curitiba a
convite do Instituto Goëthe para divulgar o método
de trabalho da Biblioteca Fantástica de Wetzlar. Em
um projeto existente desde 2001, que transformou a
vida da cidadezinha de Wetzlar, a bibliotecária
Bettina e a doutora Angela (psicologia e literatura)
trabalham a leitura de forma a conseguir com que os
leitores se transformem. Esta visita à Curitiba tem
o intuito de divulgar este projeto e de procurar
parcerias institucionais para a exploração dele em
nosso contexto.Angela Thamm define seu trabalho inspirada em um livro brasileiro: Crianças na escuridão, de Júlio Emílio Braz. A doutora diz que as crianças de hoje se encontram em uma escuridão, pois ficam a maior parte do tempo no computador ou na televisão. Sua palestra teve como objetivo mostrar que os problemas atuais de saúde e educação são baseados no fato das crianças terem perdido - ou nem terem aprendido - uma linguagem. O plano de fundo deste conhecimento encontra-se oculto em quatro idéias: A palestra foi dividida em cinco partes, baseando-se em livros infanto-juvenis. 1. Crianças na Escuridão - Linguagem Perdida 2. Madassa – Trauma, Sonho e A Reinvenção da Linguagem 3. Fiete Diferente – Os Novos e Velhos Segredos dos Neurônios-Espelho 4. Olga e Os Amigos Ursos – A Linguagem Viva com Livros Ilustrados 5. O Encantamento através da Linguagem – O Projeto dos Livros Infantis ao Redor do Mundo Estes
livros são alguns que estão na caixa da farmácia dos
livros ilustrados. Junto com estes trabalhos também
há a preocupação com um envolvimento direto de pais,
crianças e literatura. Além disso, este projeto
também se baseia na teoria dos neurônios-espelho,
que afirma a simultaneidade de sentimentos em
pessoas diferentes. Logo, através da leitura desses
livros a criança teria um referencial para pensar
seus sentimentos e pensamentos.Uma literatura fantástica não no sentido de um Edgar Alan Poe, mas, como disse a bibliotecária Bettina: “O fantástico não quer dizer que seja algo não-real, mas sim o que é bom para a imaginação, para a criação da fantasia”. Assim, foram apresentadas algumas idéias contidas na literatura, como: Madassa que não possuía palavras para sua raiva, medo ou tristeza; bichinhos de uma ilha imaginária que atendem a todo pedido da menina Gisela, até aparecer a cobiça; amigos ursos que são abandonados por um deles quando encontram um patinete; Olga que acorda com um barulho cinzento em sua barriga; ou ainda Fiete diferente que busca amigos que também sejam vermelhos e brancos. Enfim, em um trabalho conjunto com professores, pais, crianças, e bibliotecários, pode-se ajudar na resolução de conflitos e carências, colaborando com o diálogo, o respeito e a cidadania. No final, cada criança pode também aprender a fazer um livro, contando suas histórias e explorando suas vivências interiores. Mais sobre o projeto |
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