
Esta é a capa do primeiro
diário feminino publicado no Brasil. Escrito entre
1893 e 1895 o diário foi publicado somente em 1942.
A edição do diário contou com uma nota da autora,
Alice Dayrell, que adotou o pseudônimo de Helena
Morley. O hábito de escrever foi conselho de seu pai
e de seu professor. Instada pelos filhos, Helena
decidiu tornar o diário publico. Duvidosa em
relação ao interesse dos leitores pelo livro,
Helena acabou tendo uma agradável surpresa com as
reedições no Brasil e as publicações no exterior:
EUA (1957), Inglaterra (1958), Portugal (1959),
França (1960) e Itália (1963). Merece destaque a
reedição do diário no Brasil em 1998 pela editora
Companhia das letras. Uma leitura instigante,
cativante, irrequieta como a personagem e autora
Helena Morley.
Referências
MORLEY, Helena. Minha vida de Menina: cadernos de uma
menina provinciana nos fins do século XIX. Rio de
Janeiro: José Olympio Editora, 1988
VIANA, Maria José M. Do sótão à vitrine: Memória
de mulheres. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1995.
Ingrid
Zacarelli Brito - Mestranda, bolsista CAPES,
no Programa de Pós-Graduação em Educação no
Departamento de Educação, IB, UNESP - Rio Claro.
Linha de pesquisa: Linguagens: práticas culturais e
formação. Projeto intitulado (provisório): Cadernos
íntimos diários publicados: um estudo das
práticas da escrita de diários, no âmbito das
práticas sociais disseminadas.s mais
inventivas e desafiadoras do universo da literatura
para a infância.