Jornalismo
Comunitário:
A experiência do projeto “A
informação organizada como exercício de cidadania”
Rachel
Severo Alves Neuberger
Jornalista,
especialista em Comunicação Visual em Mídias Interativas
e Mestranda em
Comunicação pela Universidade de Marília.
Comunicação
Comunitária Compromissada com o Despertar de Cidadãos
A Declaração Universal dos
Direitos Humanos estabelece que todos os homens têm direito de participar
livremente da vida da comunidade e têm deveres para com esta mesma comunidade.
Mas é preciso criar canais para conseguir a democratização do poder, é
preciso ocupar os espaços produzindo mensagens, deixando de ser um receptor
passivo, passando a ser agente da comunicação. Daí a necessidade de estimular
a participação popular, ao que se chama de comunicação comunitária.
Em
princípio, faz-se prioritário entender o conceito de comunicação comunitária
para esclarecer a necessidade de se realizar trabalhos dessa natureza.
De
acordo com o Conselho Municipal de Comunicação, de Porto Alegre-RS (26 mai
2004), “a comunicação comunitária é a atividade de comunicação realizada
pelas comunidades, com as comunidades e para as comunidades, com o objetivo de
promover a conscientização, mobilização, educação, informação e a
manifestação cultural”.
Peruzzo
(1999) acredita que a comunicação deva atender a sociedade como um todo, para
que a população tenha a condições de se manifestar, transformando-se em
sujeito de seu espaço de criação. Assim, para Peruzzo (1999,p.277), é necessário
que: os meios massivos
poderosos, ao mesmo tempo em que desenvolvem um elevado padrão tecnológico,
artístico e mercadológico, também o façam no campo fisiológico, para o bem
da sociedade como um todo, em sua pluralidade
e diversidade, revendo a filosofia que
os leva a serem movidos mais por interesses econômicos e políticos de
determinados segmentos.
Mas
é preciso definir alguns objetivos para se alcançar a participação ativa do
receptor. Para isso, Demo (apud
Peruzzo, 1999, p.278) cita a autopromoção, a realização da cidadania, a
definição das regras do jogo, o controle do poder, a moderação da
burocracia, a prática da negociação e a construção de uma cultura democrática.
Cidadania,
dentro desses princípios, conforme Peruzzo (1999, p.279), pode ser considerada
como “a qualidade social de uma sociedade organizada sob a forma de direitos e
deveres mojoritariamente reconhecidos. (...) Do lado dos direitos, repontam os
ditos direitos humanos (...), cuja conquista demorou milênios. (...) No lado
dos deveres, aparece sobretudo o compromisso comunitário de cooperação e
co-responsabilidade“.
Continuando
com o pensamento de Peruzzo ( 1999, p.284) destaque-se que “Rousseau já havia
desenvolvido, no século XVIII, um conceito,
originando na noção grega de polis (cidade), vendo a cidadania como um direito coletivo, que,
favorecendo o desenvolvimento da individualidade, pressupõe a ação política
e sua socialização. Tendo como suporte uma legislação que procura levar em
conta os princípios de igualdade e de liberdade, ela implica não só os
direitos do indivíduo, mas também
seus direitos e deveres na sociedade“.
No
caso do Brasil o direito à educação, à propriedade privada e aos bens de
consumo coletivo é uma coisa pretendida por toda a população, mas o acesso
efetivo a esse direito quase nunca acontece. A cidadania, de cordo com Peruzzo
(1999, p.286) é resultado de três tipos de direitos, que são os civis, os políticos
e os sociais. Os civis são os que dizem respeito à liberdade individual, e
envolvem o sistema judiciário. Os políticos representam o exercício do poder,
e dizem respeito às organizações parlamentares.
Os sociais são os que relacionam com
o nível de vida e o patrimônio social.
Ser
cidadão, segundo a principal autora escolhida para dar base a esse trabalho,
Peruzzo (1999, p. 286), é:
ter
o direito de ver-se protegido legalmente, de locomover-se, de interferir na dinâmica política, de votar
e ser votado, de expressar-se. É também ter o direito de morar numa
casa digna, de comer bem, de poder estudar e trabalhar. É, por fim, ter o
direito de participar, com igualdade , na produção, na gestão e na fruição
dos bens econômicos e culturais.
Entre
esses bens culturais está o direoto à informação e à produção de
mensagens. Mas isso deverá ser construído pela população, utilizando a
participação como ato político e educativo. Para que isso se efetive é
preciso começão pela crítica.
Isso
gera o desenvolvimento de uma autonomia interpretativa no usuário. Segundo
Braga (in PRADO, 2002, p.36), não seria uma questão de ensinar o usuário a se
defender da mídia ou mostrar-lhe como deve interpretar os produtos de mídia,
mas, por meio de um bom subsistema crítico, estimular uma cultura de opções
pessoais e de grupos que ajude os usuários a fazerem suas próprias críticas.
Para
Braga (in PRADO, 2002, p.33) a crítica debate não só o meio e seus processos,
mas analisa, comenta e interpreta seus produtos específicos, relacionados à
sua formulação, seus objetivos e suas incidências sobre o público usuário.
Sua teoria é de que o bom desenvolvimento desse sistema crítico-interpretativo
é essencial para agir positivamente sobre o sistema de produção, induzindo
qualidade e fornecendo bases para que o usuário faça uma melhor seleção,
interpretação e edição dos produtos com que se defrontam.
Thompson
(2002, p.37) diz que “no curso da recepção das mensagens da mídia, e
procurando compreendê-las, responder a elas e partilhá-las com outros, as
pessoas reformulam os limites de suas experiências e revisam sua compreensão
do mundo e de si mesmas”. Dessa forma, essas pessoas não estão absorvendo
passivamente o que lhes é apresentado, mas se engajam criticamente em um
processo contínuo de autoformação e autocompreensão.
Assim,
a leitura crítica dos meios de coimunicação é o primeiro passo para a ação
comunitária no que se refere à produção dso meios. Marcondes Filho (in
PRADO, 2002, p.17) diz que “a crítica é um sintoma de sobrevivência, um
sinal de que ainda há algo de vivo no sistema. A insubordinação, a ousadia, o
atrevimento são sistemas de crítica, são demonstrações de que nem tudo está
reduzido à zeragem maquínica e informática”.
Novaes
(1996, p.29) aconselha a pluralizar a informação, dsetacando que não se pode
“caminhar na direção da uniformização. Talvez a maior riqueza
brasileira seja, realmente, a sua diversidade cultural e essa
criatividade popular que já não tem muito onde se expressar“. Ele enfatiza
que “a informação tem de ser aberta, democratizada, para que haja igualdade
de oportunidades para todos, que é base de qualquer sistema democrático”.
Assim, um dos poucos meios de alcançar uma sociedade democrática é realizar
uma transformação profunda na comunicação. E isso pode começar com a ação comunitária,
como meio de expressão e produção cultural.
A
Experiência do Projeto “A
informação organizada como exercício de cidadania”
O
projeto “A
informação organizada como exercício de cidadania” foi coordenado pelas
jornalistas Ana Paula Nascimento e Rachel Severo Alves Neuberger, em 2002, na
zona sul da cidade de Londrina-PR, e contou com o benefício da Lei Municipal de
Incentivo à Cultura. Os recursos para o seu desenvolvimento foram destinados
pelo do direcionamento de parte do IPTU do Hipermercado Carrefour.
O
projeto teve como objetivo capacitar
e formar lideranças da comunidade para lidar criticamente com informações que
são veiculadas pelas mídias locais, e prepará-las para produzir jornais
comunitários comprometidos com os interesses da região sul de Londrina.
A
escolha do local mais apropriado para a realização do projeto se deu em função
dessa região ser a maior do município e agrupar bairros carentes.
Dessa
forma, a sede do Conselho de Saúde da Região Sul (Consul) foi escolhida para a
realização dos encontros com os moradores da região, pois é um órgão muito
presente na comunidade local e por apresentar uma estrutura física propícia.
Os
encontros ocorridos aos sábados contavam com a participação de cerca de 10
moradores do Jardim Franciscato, União da Vitória, Parque Ouro Branco
comunidades rurais próximas.
No
início, foram abertas 15 vagas para os interessados e cerca de 12 foram
preenchidas. No decorrer do projeto, algumas pessoas desistiram por motivos
pessoais e outras novas aderiram ao grupo. Ao encerrar o projeto, oito pessoas
faziam parte dessa grande conquista comunitária.
A
escolha dos participantes foi feita em conjunto com a Presidente do que levou em consideração o fato de serem representantes da comunidade de
diversas áreas como saúde, igreja e associação de mulheres.
Durante
os encontros, ocorridos ao longo do ano, os participantes puderam contar com
oficinas de textos, ministradas pelas jornalistas Ana Paula Nascimento e Rachel
Severo Alves Neuberger e com a participação de dois estudantes de jornalismo
da Universidade Estadual de Londrina, Mayra Pereira Chagas e Paulo Rafael
Muzzolon.
Além
das oficinas de redação jornalística, foram desenvolvidas oficinas de
fotografia, com o profissional Célio Costa, além de aulas de diagramação
(que é a montagem gráfica e computadorizada do jornal) ministradas pela
professora de jornalismo, Leange Severo Alves. Também foi realizado um pequeno
curso de poesia, organizado pela estudante de relações públicas, da
Universidade Estadual de Londrina, Bia Yuri Sato.
É
interessante expor que as oficinas de diagramação foram realizadas no Centro
de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC) e também na
Biblioteca Virtual Comunitária, que desenvolve uma série de outros projetos.
A
Expressão Social no Jornal Comunitário “Fala, Zona Sul”
Como
decorrência do processo de aprendizagem mútua acontecido durante os encontros
do projeto, houve a publicação de três edições do jornal “Fala, Zona
Sul”, cujo nome foi escolhido pelos participantes e também contou com a
participação da comunidade, em um processo de votação.
Os
assuntos abordados em cada edição do jornal temático também foram sugeridos
pela própria comunidade, buscando retratar a realidade local.
A
primeira edição tratou do tema Saúde e apresentando reportagens com a
presidente do Consul, com a diretoria executiva da Secretaria Municipal de Saúde
e com o pessoal da Pastoral da Saúde. Foi feita matéria sobre hipertensão,
uma vez que é uma das doenças mais comuns na região.
Adolescência
foi o tema da segunda edição do jornal “Fala, Zona Sul” e tratou de questões
da Juventude da região, como primeiro voto, opções de lazer, cursos de
capacitação profissional e projetos de orientação sobre sexualidade e doenças
sexualmente transmissíveis.
E,
como última edição, foi publicado o jornal com o tema Trabalho.
Buscou-se, dessa forma, destacar os pontos positivos,
junto com a comunidade, para superar problemas e encontrar soluções. O assunto
levantado foi a busca de alternativas de geração de renda.
"Percebemos
um amadurecimento do grupo, pela forma como as matérias foram feitas. Também o
tema escolhido, levantando uma questão da região, que atrai para a leitura do
jornal", disse Ana Paula Nascimento.
A
tiragem do jornal “Fala, Zona Sul” foi, em cada edição, de 3,5 mil
exemplares, distribuídos na região, pelos participantes do projeto, no
Hipermercado Carrefour e nas universidades e faculdades da cidade.
Quanto
à capacitação dos membros do projeto, com as oficinas de produção de jornal
os participantes faziam as matérias, aprendendo a elaborar pautas, realizar
entrevistas e a redigir textos de utilidade para a comunidade. Os relatos de
participação indicam que, além do aprendizado sobre a confecção de jornal,
o projeto valeu pelo conhecimento de vida e aprendizado intelectual.
O
amadurecer de uma comunidade por meio da comunicação
Cada
reunião realizada durante o projeto foi uma nova oportunidade para o
desenvolvimento do senso crítico, não somente relacionado às informações
veiculadas pelas diferentes mídias, mas com relação a todas as situações do
dia-a-dia da comunidade.
É
preciso reconhecer os problemas, mas também perceber a capacidade de organização
de uma comunidade para o encontro de uma solução, que só é possível quando
há união de esforços.
Durante
o trabalho, muitos talentos foram descobertos e puderam ser aproveitados. O
projeto mostrou que a vida tem a sua dinâmica própria e, muitas vezes, basta
que alguém acredite um pouco em seus ideais, e também no potencial do ser
humano, para que as boas idéias comecem a aparecer.
A
Realização Cidadã dos Participantes
Aurélia
Aparecida de Carvalho, 22 anos, além de participar desse projeto, faz parte da
“Infância e Juventude Saudável”, desenvolvida pelo Consul. Ela
diz que gosta de ler e ver jornal. Aurélia
entrou no projeto em setembro de 2002 e afirma que, desde então, sua forma de
analisar as informações mudou e passou a se interessar mais pelos detalhes dos
textos de jornais. Fazendo uma
matéria para o jornal, ela descobriu que na região onde mora, Usina Três
Bocas, as pessoas tinham pouco conhecimento e material informativo sobre a história
local. Ela, então, pesquisou muito para levantar as informações, arquivou
jornais da cidade e isso lhe proporcionou interesse maior para continuar seus
estudos.
Rafael
Henrique Vizú, que tem 19 anos e também
participa dos dois projetos que se realizam no Cônsul, conta que com a
participação no projeto, a sua maneira de pensar mudou. Ele se identificou
bastante com as aulas de fotografia. “Deixei de ser ocioso, passei a ver a
informação com outros olhos”, ressaltou. Ele retomou seus estudos e está
concluindo o segundo grau. Rafael disse que seu envolvimento nos projetos fez
com que aprendesse a participar da vida na comunidade.
Katherine
da Silva Souza, 16 anos, está cursando o 3º ano do ensino médio e faz estágio
no Almoxarifado da Copel. Ela entrou no projeto porque se interessava por
jornalismo, além de gostar de escrever. Katherine disse que as oficinas de
fotografia foram um grande aprendizado para sua vida. “Com a fotografia,
comecei a refletir mais sobre a realidade da vida. Comecei a gostar mais,
inclusive, da minha vida”, disse, destacando que, durante as oficinas,
conheceu muitas famílias carentes. Mas sua identificação aconteceu mesmo com
a poesia: “Gosto de algo para refletir e as oficinas de poesia me ajudaram
muito nesse exercício”. Para ela, o projeto foi valioso pela convivência e
experiência adquirida de amizade. Ela disse que, com o tempo, superou a
insegurança que sentia no momento de entrevistar as pessoas, pelo fato de ser
uma adolescente.
Marcílio
Cavalarini tem 26 anos e, atualmente, trabalha como segurança em um mercado da
cidade. “Sempre gostei de me comunicar com as pessoas e de escrever.” Esses
foram os motivos que o levaram a integrar o projeto. Ele ajuda no jornal de sua
paróquia e achou que as oficinas ofereceram mais conhecimentos sobre a produção
de jornais. Por causa de seu horário de trabalho, não pôde acompanhar freqüentemente
as oficinas, mas afirmou que com o projeto, teve oportunidade de mostrar coisas
da região que as pessoas não conheciam. Marcílio disse que aprendeu a
estruturar melhor seus textos e que ajudou no seu gosto por poesia. “Aprendi
muito. Pude expor minhas idéias e ouvir outras pessoas”, ressaltou.
Roseli
Rodrigues, 37 anos, é agente comunitária de saúde. Ela coordena a “Infância
Missionária” no quilômetro 9 e é vice-presidente da “Associação das
Mulheres Batalhadoras”, além disso, faz parte do “Conselho de Saúde”, do
Posto Itapoã. Roseli se engajou no projeto porque acha que quando se envolvem
com a comunidade, as pessoas sempre
aprendem mais. Para ela, o projeto proporcionou noções de computação e técnicas
de entrevistas, o que a ajudou no seu desenvolvimento pessoal. Nas primeiras matérias,
sentiu dificuldade em escrever e teve problemas com a articulação do texto. Já
na última edição, percebeu grande evolução em suas produções. “Eu
melhorei porque comparava um texto com o outro”, explicou. Para ela, o projeto
foi só uma semente lançada na comunidade e que deve continuar para a própria
integração da região.
Renilson
Aparecido Guimarães, 24 anos, trabalha em uma indústria de cerâmicas da
cidade e sonhava em ser farmacêutico, até entrar para o projeto. Ele participa
do jornal comunitário de sua paróquia, tendo sido incentivado por amigos a
participar do Fala, Zona Sul. Contudo
sua vida foi redirecionada e novos sonhos foram despertando quando, durante as
oficinas do projeto, se identificou com a fotografia. Renilson afirmou que esse
interesse pela foto está no efeito que a imagem causa nas pessoas.
O
que mudou realmente sua vida foi o contato profissional com a fotografia.
Renilson conta que já gostava de imagens e desenhava rostos de pessoas. Ele
tinha uma máquina fotográfica pequena, mas quando participou da oficina do
projeto, resolveu se dedicar mais à fotografia e comprou uma máquina
profissional. Sua paixão o levou a ser capa do Caderno 2, da Folha de Londrina,
sendo comparado ao Buscapé do filme “Cidade de Deus”. A reportagem
sensibilizou um renomado fotógrafo de Londrina, Cachimbo, que ofereceu a
Renilson a oportunidade de aprender mais sobre fotografia, fazendo estágio com
ele. “Com o estágio quero adquirir experiência”, afirmou. Ele acredita que
cada membro do projeto teve um progresso devido às oficinas, que mostraram e
ajudaram as pessoas a se desenvolverem.
Considerações
Finais
A
avaliação desse trabalho levou em conta a parte teórica desenvolvida pela
equipe de promotores culturais. Foram observados praticamente todos os elementos
que constituem a formação da cidadania, uma vez que o jornal foi o produto
final, mas o processo de produção foi o elemento mais importante. Houve
discussão dos assuntos, da possibilidade de interferir na comunicação de
maneira efetiva, utilizando uma linguagem adequada e um ponto de vista dos
membros da comunidade.
Os
participantes da comunidade exerceram, assim, o seu direito de expressão,
aprendendo também as técnicas do fazer jornalismo. Desta forma, foi uma produção
“com” e não “para” a comunidade. Esse foi o elemento que mais foi
salientado pelos jovens que fizeram parte do projeto. Foi um primeiro passo no
longo caminho para se alcançar a democratização da comunicação.
Referências
Bibliográficas
COORDENAÇÃO
DE COMUNICAÇÃO SOCIAL. C
http://www.portoalegre.rs.gov.br/noticias/Default.asp?proj=81&secao=369&m1=21278>
Acesso em: 26 mai 2004.
JORNAL
Fala,
Zona Sul. Jornal Comunitário da Região Sul de Londrina. Edições
jul/2002, out/2002 e abr/2003.
NOVAES,
Washington. A
quem pertence a informação? Petrópolis: Vozes, 1996. 2ed.
PERUZZO,
Cecília Maria Krohling. Comunicação nos movimentos populares: a participação na construção
da cidadania. Petrópolis: Vozes, 1999. 2 ed.
PRADO,
José Luiz Aidar. Crítica das práticas midiáticas. São Paulo: Hacker, 2002.
THOMPSON,
J. B. A
mídia e a modernidade. Petrópolis:
Vozes, 1998.