NOTÍCIAS NA (DA) ESCOLA –UM
ESTUDO SOBRE A LEITURA DA ARGUMENTATIVIDADE
NO GÊNERO NOTÍCIA DE JORNAL EM
SALA DE AULA: POR UM LETRAMENTO MIDIÁTICO[1]
Fernanda
Pinheiro Barros
UFMG
No
primeiro Seminário Nacional “O Professor e a Leitura do Jornal”, a
professora Maria Alice Faria destacou, entre as variadas possibilidades na
utilização da imprensa como recurso didático na escola, “a análise de matérias
selecionadas com o intuito de estimular e desenvolver o espírito crítico dos
alunos”.
Neste
trabalho, analisamos os procedimentos de leitura de notícias, efetuados pelos
sujeitos de uma pes- quisa, alunos da 5ª e da 8ª séries
do Ensino Fundamental, de duas es- colas – uma da rede pública estadual e
outra da rede particular; apenas na particular a professora declarou ter
realizado efetivo trabalho com estratégias de persuasão.
Assim,
pode-se dizer que nosso estudo assume a natureza de campo interdisciplinar, pois
abrange duas áreas de pesquisa, uma em comunicação e uma outra em educação.
No nosso entendimento, com base em MELO (1998), uma pesquisa em comunicação
deve compreender além de um estudo científico dos elementos que integram o
pro- cesso comunicativo e de uma análise de todos os fenômenos relacionados ou
gerados pela transmissão de informações, o estudo do comunicador e de suas intenções;
e o entendimento do jornalismo como um fazer intencionado foi, e é preciso que
se diga, o que mais impulsionou este trabalho. Este estudo é também, e
principalmente, uma pesquisa em educação, na medida em que não se interessa
apenas pela descrição de
um gênero, mas pela forma
como é implementado o ensino/aprendizagem da leitura desse gênero em sala de
aula. E se é na con- fluência desses dois campos, comunicação e educação,
que este trabalho se constitui, é porque tanto a primeira quanto a segunda têm
como pilar um elemento comum, a linguagem.
Para
realizarmos este estudo, escolhemos como corpus
um conjunto de textos veiculados em jornais de grande circulação. Esses textos
tematizam a divulgação do resultado do Censo 2000, realizado pelo IBGE. E por
que escolhemos tais textos? Porque, embora o conteúdo das notícias, após uma
leitura superficial, pudesse ser confundido com uma simples e desinteressada
divulgação de números, havia fortes indícios lingüísticos (aqui, o lingüístico
é considerado na sua acepção mais ampla) que nos levavam a uma conclusão
diferente. Um dos nossos propósitos é justamente este: “captar”, nos
textos estudados, uma organização que saliente os recursos lingüísticos em
que se articula a argumentação.
Os
textos selecionados foram publicados em jornais que apresentam um perfil do tipo
que, segundo FARIA (2002, p. 15), “buscam cativar o leitor por meio de informações
menos afetadas e mais explicativas” e, tendo em vista seu objetivo,
“utilizam predominantemente a função referencial em suas notícias”. A
predominância da função referencial nada mais
é, ainda segundo Faria, do
que “uma maneira de
demonstrar distanciamento entre o jornal e o fato narrado, dando a aparência
de neutralidade”. O argumento da mídia é que “as notícias transmitem
informações”. Essa transmissão de informações pressupõe, como já
dissemos, a relação da linguagem com a realidade – a referência; no
entanto, as expressões lingüísticas, ao se referirem às coisas no mundo,
prestam-se a outros usos. É preciso descobrir quais são, como e por que se
manifestam. A hipótese que defendemos é a de que as expressões referenciais
sejam, além de fonte de informação – como admite a mídia –, também
fonte de argumentação. O que queremos sustentar
é que, muitas vezes, a dimensão argumentativa, nas notícias, se sobrepõe à
dimensão informativa – e é dessa primeira dimensão que a leitura de textos
noticiosos nas escolas ainda não dá conta. Reconhecendo que a educação
contemporânea ainda carece de referências sólidas para situar o trabalho, o
pensar e o agir do homem em um contexto em que o saber está relacionado à
velocidade com que as informações são produzidas e circulam, este estudo quer
contribuir no sentido de oferecer aportes para a reflexão vinculada às ações
educacionais que vierem a ser construídas a partir de uma realidade em que a mídia,
além de instrumento de comunicação, conquista o status
de quarto poder. O que propomos é uma análise das
relações
entre sujeitos e textos noticiosos na escola, que busque superar o paradigma da
objetividade, da neutralidade e da linearidade das práticas de leitura desses
textos, e que seja, portanto, na nossa compreensão, mais condizente com o
momento histórico porque passamos. Em última instância, este estudo acontece
em um momento em que a sociedade começa a tomar ciência de que a cidadania no
sé- culo XXI requer do indivíduo um grau de conhecimento que até agora poucos
de nós têm: que ele saiba ler os produtos da mídia e que seja capaz de
questionar suas estratégias. Isso envolveria capacidades que vão além do
que foi considerada alfabetização em massa em época recente. A facilidade com
que “consumimos” a mídia atualmente, pela a- tração de suas imagens e
aparente simplicidade de suas formas narrativas, sugere que o letramento midiático
é uma questão do passado. Pensamos que, ao contrário, o letramento em mídia,
embora seja possível e desejável, ainda não aconteceu. Acreditamos que um
letramento midiático é fundamental para a construção de identidades, do
senso de nós mesmos no mundo e de nossa capacidade de agir dentro desse mundo.
Para melhor caracterizarmos o objeto de estudo, responderemos a três questões
básicas: por que o discurso argumentativo?; por que a notícia de jornal?; e por
que em sala de aula?.
Por
que o discurso argumentativo? Este trabalho se filia às teorias que
concebem o ato de argumentar, isto é, de orientar o discurso no sentido de
determinadas conclusões, como o ato lingüístico funda- mental, pois
acreditamos que a todo discurso subjaz uma ideologia. A neutralidade ou
imparcialidade é, então, como sustenta Koch (1993, p. 24-25), apenas um mito,
afinal o discurso que se pretende neutro, ingênuo, desinteressado, imparcial,
também contém uma ideologia: a da sua própria neutralidade e da sua própria
ingenuidade. Isso significa que, quando interagimos, independentemente do gênero
textual que selecionamos, buscamos dotar nossos enunciados de uma certa força
argumentativa, ou ainda, que “procuramos produzir nossos enunciados de modo
que a compreensão de nosso interlocutor caminhe no sentido de determinadas
conclusões” (cf. Santos, 2001, p. 1). Como afirma Osakabe (1979, p. 95), os
discursos não informam simplesmente, pois toda e qualquer informação se acha
veiculada por um locutor interes- sado, e mais, esse locutor interessado se
dilui no quadro geral das condições que o determinam.
Por
que a notícia de jornal? Escolhemos esse gênero por 3 razões: i. porque
muitos, sobretudo os donos de empresas de comunicação e os
próprios
jornalistas insistem em negar
a prática
jornalística como um fazer intencionado, isto é, a notícia é, para
muitos, um texto objetivo, neutro, desinteressado e imparcial, portanto,
desprovido de orientação argumentativa; ii. porque o homem moderno convive com
uma “obrigação” de se manter bem informado (ainda que bem
em bem informado implique mais uma oposição a pouco informado do que a mal
in- formado), o que faz da notícia um gênero textual da maior relevância;
e iii. porque ela se constitui o gênero jornalístico por excelência, sendo,
portanto, um texto socialmente legitimado.
Por
que em sala de aula? Escolhermos o espaço da sala de aula por considerarmos
que tanto o ensino/aprendizagem da argumentatividade como o ensino/aprendizagem
do gênero notícia carece de maiores esclarecimentos. A carência se
torna ainda maior quando focamos o nos- so olhar sobre a vinculação entre
argumentatividade e notícia, pois quase sempre as propostas de trabalho se
resumem à apresentação de uma notícia, seguida de uma série de perguntas a
respeito do texto lido; as questões propostas são muito parecidas com aquelas
propostas para qualquer discurso predominantemente narrativo: identifique o fato principal, quando, onde, por que e como ocorreu esse
fato. Os LDs também não fogem à crença difundida pela mídia e pelo
sendo comum e, quase sempre, reforçam o caráter neutro e objetivo desse gênero.
Quanto
aos objetivos mais específicos do trabalho, eles se constituem na verificação:
de marcas de orientação argumentativa, tais como to picalizações, seleção
vocabular, nominalizações, comparações, exemplificações, presença de
articuladores, destaques gráficos, entre outras, presentes nas notícias, que
os alunos identificam; da força argumentativa que os alunos agregam a essas
marcas e da relação entre tempo de escolaridade e o domínio do discurso
argumentativo.
Solicitou-se
aos alunos que, a partir da leitura de seis textos noticiosos de jornais
diferentes: 1- separassem os textos que avaliavam positivamente os resultados do
Censo daqueles que avaliavam os resultados negativamente; 2- ordenassem os
jornais em uma escala que se estendesse
daquele que se colocava em uma avaliação mais positiva até aquele que se
colocava em uma mais negativa (a ordenação proposta do mais positivo para o
mais negativo é: 3, 2, 5, 4, 6 e 1); 3- apontassem elementos dos textos que os
conduziram à interpretação/ avaliação que fizeram.
No
geral, os alunos da oitava série da rede pública (26) tiveram mais
dificuldades na execução das tarefas indicas nos itens 1 e 2. Dentro do que
propõe este trabalho, incluir o texto 1 entre os que apresentam uma
avaliação positiva
e incluir
os textos 2 e/ou 3 entre aqueles que apresentam uma avaliação negativa,
seria cometer erro. 100% dos alunos da rede particular cumpriram a tarefa
solicitada no item 1; apenas 15,38% dos alunos da rede pública realizaram
adequadamente essa tarefa. No que se refere à tarefa dois, enquanto 73% dos
alunos da particular acertaram ao avaliar o texto 1 como o mais negativo, 27%
dos alunos da pública também acertaram; na avaliação dos textos dois e três,
65% da escola particular e 15% da pública acertaram ao considerá-los os mais
positivos. É importante ainda o fato de 15 alunos da rede pública terem
colocado lado a lado os textos um e dois, isto é, terem considerado ambos
negativos ou ambos positivos. Isso nos leva a concluir que muitos sujeitos só
levaram em conta, na avaliação da orientação argumentativa, a presença das
informações – que eram muito parecidas – mas não se detiveram na importância
dos elementos selecionados para “ligar” essas informações. Parece-nos que
esses alunos leram os textos meramente como a soma das partes que os compõem, e
não como a relação solidária dessas partes.
As
diferenças de leitura entre os alunos das duas escolas ficaram ainda mais nítidas
na resolução do item 3.
A
tabela a seguir apresenta as marcas de orientação argumentativa apontadas
pelos alunos, em números porcentuais.
É
importante esclarecer por que selecionamos determinadas marcas argumentativas,
quando, nos textos, havia outras passíveis de análise: foi uma decisão
metodológica incluir apenas aquelas que foram citadas por pelo menos um dos
sujeitos da pesquisa.
|
MARCAS
ARGUMENTATIVAS |
REDE
PÚBLICA |
REDE
PRIVADA |
|
Operadores
argumentativos “mas” e “embora” |
0% |
72% |
|
Comparação |
8% |
85% |
|
Artigo
definido |
0% |
32% |
|
Adjetivo |
11% |
81% |
|
Pressuposição |
8% |
66% |
|
Recurso
ao discurso do outro |
0% |
32% |
|
Seleção
lexical |
17% |
81% |
|
Fotografia |
0% |
11% |
Os
alunos da 5a. série da rede pública (26), assim como já acontecera
com os alunos da 8a. série, tiveram mais dificuldades para executar
as tarefas. No que se refere ao cumprimento da tarefa 1, enquanto 38% dos alunos
da rede particular avaliaram o texto 1 como positivo – e erraram ao fazê-lo
-, esse número sobe para 72% entre os alunos da rede pública. Quando à ordenação
dos jornais em uma escala que se estende daquele que apresenta uma avaliação
mais positiva até aquele que apresenta uma mais negativa, mais uma vez o
desempenho dos alunos da rede particular foi melhor: 43% dos alunos da
particular indicaram os textos dois e três como ao mais positivos e 23%
indicaram o texto um como o mais negativo; apenas um aluno da rede pública
indicou os textos dois e três como os mais positivos e somente dois indicaram o
texto 1 como o mais negativo. No reconhecimento das marcas argumentativas, as
diferenças persistem:
|
MARCAS
ARGUMENTATIVAS |
REDE
PÚBLICA |
REDE
PRIVADA |
|
Operadores
argumentativos “mas” e “embora” |
0% |
43% |
|
Comparação |
4% |
53% |
|
Artigo
definido |
0% |
4% |
|
Adjetivo |
8% |
61% |
|
Pressuposição |
0% |
53% |
|
Recurso
ao discurso do outro |
0% |
12% |
|
Seleção
lexical |
8% |
57% |
|
Fotografia |
0% |
0% |
Nos
limites deste estudo, é possível dizer que a orientação argumentativa não
é abordada no trabalho de leitura da notícia na sala de aula da escola pública
pesquisada. Essa primeira constatação, no entanto, não deve ser tomada como
argumento para reforçar a idéia de que o discurso argumentativo é mais difícil
do que os discursos narrativo e descritivo. Ao contrário do que ainda é
postulado por alguns, a argumentação pode ser tomada como objeto de
ensino/aprendizagem desde as séries iniciais do Ensino Fundamental. O que
acontece é que, como o ensino da argumentatividade é, na maior parte das
vezes, “empurrado” para as séries finais do Ensino Fundamental, ou para o
Ensino Médio, sua aprendizagem também fica adiada. Uma outra conclusão é que
a notícia de jornal precisa ser estudada em sua dimensão discursiva, para qeu
os alunos tenham condições efetivas de identificar a intencionalidade
de quem está por trás de sua produção.Quando às marcas de argumentatividade,
podemos ordená-las, tendo em vista seu reconhecimento pelos alunos, da mais difícil
para a mais fácil: fotografia, artigo definido, recurso ao discurso do outro,
operadores “mas” e “embora”, pressuposição, comparação, adjetivo e
seleção lexical.
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[1] Este trabalho de dissertação foi apresentado como requisito à obtenção do grau de Mestre, no Curso de Pós-Graduação em Estudos Lingüísticos da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, sob a orientação da Profa Dra Maria da Graça Costa Val.