Formando consumidores: a construção da infância pelo suplemento “Folhinha”

 

Valquíria Michela John e Yolanda Flores e Silva
Universidade do Vale do Itajai

 

Era uma vez...Quase todos os contos de fadas e as histórias infantis começam com esta célebre frase. A fábula, o conto, o fantástico, o mundo imaginário, desempenham papel importantíssimo na formação da criança, de seu espírito crítico e do próprio gosto pela leitura. Muito temos pecado na formação de nossos novos leitores, no incentivo ao hábito da leitura e, principalmente, no resgate do fantástico e do belo. O que estamos oferecendo às nossas crianças? Que literatura indicamos e que literatura oferecemos? Que se entenda aqui literatura não como algo erudito e cheio de cientificismo, mas algo que possa ser lido e resgatado, posteriormente, pela criança ao longo das inúmeras experiências que viverá. Por isso, esta pesquisa sobre um produto da mídia impressa destinada ao público infantil.

O enredo e as buscas

A proposta desta pesquisa foi a de fazer uma reflexão sobre o papel dos suplementos infantis, canal de comunicação com um determinado público infantil[1], analisando o conteúdo e os discursos utilizados pelo suplemento infantil “Folhinha” do jornal Folha de S. Paulo. Tivemos como objetivo verificar se as matùrias veiculadas contribuem para a forma÷ão do pensament crítico ou se apenas reproduzem o mund adulto, vendo a criança como um adulto em miniatura.

No estudo em questão, pensando e questionando o tipo de informação repassada pela Folhinha para as crianças, nossos objetivos foram o de observar, a partir dos cooteúdos e discursos das matérias, o vocabulário méxico utilizado{ Fazer um levantamento das temáticas e assuntos abordados; Observar a relevância social e educativa das matérias veiculadas.

Neste estudo buscamos, portanto, verificar como está se processando a comunicação com a criança, que tipo de discussão e de prática jornalística está sendo dirigida a este público e, conseqüentemente, que tipo de adulto está ajudando a formar.

Por quê analisar um suplemento infantil?

Por acreditar que a educação infantim não é aquela que ocorre apenas nos bancos escolares, mas também através do que se fala e se edita, é que ressaltamos a importância deste estudo. É necessário considerar que uma criança estabelece com o mundo o diálogo que ela apreende. Se este diálogo é ideologicamente confuso ou demagógico, ou tirânico, entre muitos outros, esta criança irá, de certa forma, reproduzi-lo, seja nas idéias, seja na sua prática de vida cotidiana. Por isso, um suplemento voltado para crianças não deve ser visto como algo sem importância. Ali estão presentes discursos e conteúdos que podem estabelecer muitos “diálogos” e muitos discursos com o mundo que a cerca, uma vez que, como bem afirma Paulo Freire (1999), o ato de ler precede e é precedido pela leitura do mundo.

O processo educacional é também um processo de comunicação e vice-versa e o suplemento infantil pode e deve atuar na formação de leitores críticos e conscientes de sua cidadania, uma vez que o jornalista, em sua prática diária, acaba atuando como um formador de opiniões. Se a informação que repassa é estereotipada, tendenciosa ou reprodutora de idéias, ideologias ou situações, será esta sua contribuição no processo de formação de opinião das novas gerações.

A imprensa tem se distanciado dos bancos escolares quando devia traçar caminhos paralelos e mesmo as escolas não têm se utilizado dos meios de informação para a prática de uma educação transformadora, do educar para a vida. Justamente pelo fato de que a maioria das famílias não tem condições financeiras de assinar um veículo de grande porte, como a Folha de S. Paulo, é que entendemos que a escola deve firmar este laço entre educação e imprensa, levando aqueles que não têm acesso a esse tipo de informação, através da prática educativa em sala de aula, o que é veiculado na imprensa em geral.  Entretanto, esta proposta perde todo seu valor se as informações dirigidas à criança restringirem-se a perpassar uma realidade condizente com uma pequena parcela da sociedade brasileira, se apenas restringirem-se a reproduzir o mundo adulto nas páginas destinadas ao público infantil.

Em função do exposto, surgiu a preocupação que levou-nos a procurar saber qual o conteúdo e os discursos utilizados no suplemento infantil “Folhinha”, do jornal “Folha de S.Paulo”. Um dos questionamentos que incentivou o estudo aqui apresentado refere-se à preocupação que temos com o tipo de sociedade e de mundo que este suplemento apresenta ao público infantil, que tipo de ideologia está ajudando a difundir.

 

O Referencial Metodológico - Caminhos percorridos:

A pesquisa realizada teve caráter exploratório do tipo documental, utilizando uma abordagem quali-quantitativa. Foram analisadas 31 edições do suplemento infantil “Folhinha”. O suplemento foi analisado como um todo no que se refere as suas circunstâncias de enunciação (fotos, diagramação, temáticas apresentadas) mas o material básico da análise concentrou-se nas páginas centrais, cujas matérias referem-se a capa do suplemento.

Foi utilizada a técnica de análise de discurso para decodificação dos dados levantados. Segundo MINAYO (1998) esta forma de análise nasceu com Michel Pêcheux que fundou, na década de 60, a “Escola Francesa de Análise de Discurso”. O objetivo básico da Análise de Discurso é realizar uma reflexão geral sobre as condições de produção e apreensão da significação de textos produzidos nos mais diferentes campos: religioso, filosófico, jurídico e sócio-político. Visa compreender o modo de funcionamento, os princípios de organização e as formas de produção social do sentido.

Na análise de discurso existem várias formas de condução ou modelos teóricos possíveis para desenvolver uma análise de discurso, entretanto, o modelo escolhido para esta análise é o desenvolvido por Umberto Eco em “Lector in Fabula” (1986).

 

Matérias, Temáticas e Discursos – Discutindo os primeiros resultados

Um dos objetivos deste estudo, na busca pelos discursos relevantes, foi o de verificar as temáticas enfocadas na Folhinha e qual sua relevância, seu engajamento ideológico e, portanto, sua contribuição para a formação da visão de sociedade de seu público leitor. Ressaltamos que a questão do que seja relevante em uma dada sociedade vai estar intrinsecamente ligado aos valores, ideologias, moral e ética de cada indivíduo. Cada ser constrói e assimila esses conceitos a partir de seus conhecimentos, suas vivências, suas crenças, seu grupo social, sua cultura e história de vida. Não pretendemos ditar o que seja certo ou errado, o que é bom ou mal, até porque esses conceitos pertencem a uma discussão filosófica e teológica que estão muito além deste estudo e que não são, de fato, seu objeto de pesquisa.

A questão da classificação, tentando ver o que é relevante ou não nas matérias veiculadas pela Folhinha está, obviamente, ligada a uma visão particular, mas também está baseada em estudos da ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância, uma ONG de Brasília que vem desenvolvendo uma série de projetos voltados para apoiar os profissionais de imprensa a realizar uma cobertura das questões relativas à infância e à adolescência, a partir da ótica dos direitos humanos.

Os critérios adotados para a classificação das matérias veiculadas pela Folhinha baseiam-se nas pesquisas da ANDI, entretanto, com algumas mudanças e adaptações, sobretudo pela própria diferença de público-alvo do referido suplemento, numa faixa etária que oscila entre sete e doze anos. Podemos dizer, portanto, que é um suplemento que atinge meninos e meninas das classes média e alta, da infância até a pré-adolescência.

As temáticas identificadas encontram-se nas matérias sobre: Brinquedos & Presentes, TV & Mídia, Cultura, Lazer & Amenidades, Informática & Internet, Ídolos & Perfil, Comportamento, Esporte, Ciência & Meio Ambiente, Protagonismo Infantil, Viagens & Aventuras (incluindo turismo). À exemplo das pesquisas da ANDI, ainda não há uma ênfase em matérias que abordem Saúde, Sexualidade, Violência, Drogas, DST/Aids, Direito e Cidadania, uma vez que nas 31 edições analisadas essas temáticas não obtiveram nenhuma inserção na Folhinha.

Pressupomos, a partir da inserção das temáticas nas 31 edições analisadas, que matérias sobre saúde, drogas, sexualidade, não são consideradas como parte do interesse e das expectativas das crianças. Faz-se necessário ressaltar que as temáticas categorizadas foram retiradas apenas das matérias da página central (matérias de capa) que constituem o objeto de pesquisa deste estudo. As demais páginas e matérias do suplemento não foram categorizadas, embora a Folhinha trabalhe, de uma forma geral, com as seguintes divisões por assunto: TV, PASSEIOS, CARTAS, DICAS (geralmente para compras e lazer), GAMES, BRINCADEIRAS (passatempos), QUADRINHOS e a matéria central, que sempre se refere à capa do suplemento. Destas matérias e suas temáticas foram retirados os discursos mais importantes, segundo o número de vezes que aparecem nas notícias e informações veiculadas.

 

Os Discursos da Folhinha

Há, junto à análise dos textos, uma síntese das matérias discutidas, o contexto onde ela se insere enquanto documento (aqui chamados de temáticas) e os códigos e sub-códigos que destacam-se no texto e que dão base ou reforçam o discurso identificado.

Os discursos identificados que foram considerados relevantes (o que não quer dizer que não existam outros) são:

A) discurso do CONSUMO;

B) discurso de GÊNERO.

Dentro destes discursos, outros aparecem, bem como existem entrelaçamentos entre os discursos sobre Consumo e Gênero, como se ambos, de certa forma, estivessem em conexão direta com os mesmos valores, crenças, ideologias e existissem um dentro do outro.

Os diagramas (utilizados para apresentar os resultados) trabalham, sobretudo, com as seleções contextuais e circunstanciais, que apresentam os principais fatos do texto, aqueles que geram cnseqüências e que, muitas vezes, retratam o subentendido, o discurso implícito.

Segundo FIORIN & SAVIOLI (1996), subentendidos são insinuações, não marcadas lingüisticamente (não estão claramente expressas) contidas numa frase ou num conjunto delas. A responsabilidade de sua identificação e ou interpretação é do receptor, no caso de um texto impresso, do leitor. Seu significado, no sentido literal das palavras funciona como uma defesa para o emissor, para aquele que escreve ou pronuncia o discurso, já que ele pode argumentar quanto ao que está dito, não podendo ser responsável pela interpretação que se fez de sua mensagem. O emissor transmite a mensagem, entretanto, sem comprometer-se, “ele diz sem dizer, sugere, mas não diz...”

Além das seleções contextuais e circunstanciais, destacamos as Frames que segundo VAN DIJK (1996, p. 78) “...Não são porções arbitrárias do conhecimento, mas antes de tudo, são informações que associadas à temática geral podem levar a um pensamento ou idéia estereotipada...”

ECO (1996) argumenta sobre a dificuldade de se definir claramente o que seja uma Frame e a apresenta como sendo uma “encenação”, uma representação de algo, de uma situação, um gesto, uma atitude, uma idéia. Ele afirma que uma encenação é sempre um texto virtual ou uma história condensada. São representações sobre o mundo e, portanto, representações estereotipadas, já que uma mesma situação pode ser interpretada e “encenada” de diversas formas, dependendo dos pontos de vista. As Frames estiveram presentes em todas as matérias analisadas, destacando os discursos e, portanto, a ideologia repassada pela Folhinha.

 

Consumo

Na sociedade em que vivemos, tudo parece ser ditado pelo consumo. Vivemos numa época em que felicidade passou a ser sinônimo de possuir bens e vemos instaurar-se uma realidade que aponta cada vez mais para o paradigma e a valorização do “ter” e não do “ser”.

Para CANCLINI (1999), na globalização a cultura é apenas um processo de montagem multinacional, uma colagem de traços que qualquer cidadão de qualquer país, religião e ideologia pode ler e utilizar. Ocorre, portanto, a perda da essência cultural, que em nossa sociedade configura-se, basicamente, pelo consumo, depende daquilo que se possui ou daquilo que se pode chegar a possuir. Como bem define CANCLINI (idem), as mudanças na forma de consumir, na necessidade de consumir, alteraram as possibilidades e as formas de exercer a cidadania.

A partir da análise das matérias centrais, percebemos que a Folhinha trabalha nesta ótica da notícia enquanto produto e, embora não tenhamos analisado a inserção do mershandising, podemos perceber que a publicidade perpassa a texto. O discurso para o consumo está claro nos textos da Folhinha, inclusive na própria escolha das temáticas enfocadas. A presença de outros tipos de discurso está quase sempre associada ao consumo, como podemos perceber no diagrama apresentado a seguir:

 

 

 

Caixa de texto: Seleção Contextual e        Circunstancial:


   C/C:  “Assim como as aves, os coelhos também são criados em granjas para o consumo”

Resultados: “ os pratos são feitos com o peito, as cochas e as sobrecoxas; com a pele, dá para fazer bolsas, almofadas, gorros, chapéus e casacos; são usados em testes de medicamentos; podem ser usados em pesquisas sobre glaucoma...”

Caixa de texto: Frames - Hipercodificação Ideológica





“Patas e rabos viram chaveiros”

“Em grande número ... tornam-se pragas para agricultores e criadores de gado”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Embora seja um tema considerado como de relevância social e importante na formação do pensamento crítico e da construção do conhecimento por parte da criança, o discurso implícito na reportagem que fala sobre coelhos é o discurso para o consumo. O coelho é visto, explicado sob a ótica do mercado, seu valor enquanto produto, destacando-se desde os “pratos” que podem ser feitos com sua carne até sua utilização em pesquisas para cosméticos e na fabricação de adornos, como os chaveiros das “patas e rabos”.

Não foram abordadas as características do coelho, suas habilidades, porque associamos cenoura ao coelho entre tantos outros temas que poderiam ter sido retratados no texto. Optou-se pela descrição das funções do coelho enquanto produto, o que já pode ser identificado no início do texto ... “Assim como as aves, os coelhos também são criados em granjas para o consumo...”

Em duas outras edições, cujos temas eram TRISTEZA e MUDAR DE ESCOLA o consumo ficou evidente. A tristeza está associada ao não ter alguma coisa (casa, carro, dinheiro) o que remete ao consumo, à necessidade de adquirir coisas para ser feliz. Quanto à mudança de escola, o principal problema não é tanto a mudança em si, mas o trocar uma escola particular por uma pública. Em outros momentos do texto, aparecem as falas  “... cantina não deve ser boa...”; “... os professores podem ser chatos...”; “... as crianças podem não dar bola...”. Pelas frames apresentadas pode-se perceber que tipo de comportamento a Folhinha espera que as crianças (seus leitores) tenham ou reproduzam.

 

Gênero

Identificamos o discurso de gênero em algumas das edições analisadas e embora não tenha sido o discurso predominante encontrado, preocupa-nos verificar que este suplemento tenha exposto alguns estereótipos ligados ao gênero, que servem para reforçar a divisão dos papéis sexuais, conforme podemos na seguinte Frame “... Em geral, as meninas, ao contrário dos meninos, não sabem a diferença entre aeronaves ... Não sabem também o preço de um avião...”. Aqui está presente um discurso claro de gênero, onde a menina, por ser mulher, não sabe a diferença entre um avião, um jato, um helicóptero, conhecimento este que pertence aos meninos, já que são homens.

 

E TODOS VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE ... OU QUASE.

Chegamos então ao quase FINAL FELIZ, porque os resultados desta investigação mostraram que a ideologia repassada pela Folhinha é a do consumo, do comércio, onde a criança é persuadida a estar na moda, a adquirir coisas, a valorizar o “ter” e esquecer do “ser”. Este final de história não pode ser “feliz”, porque as crianças estão recebendo um tipo de formação individualizadora e discriminadora, visto que as diferenças sócio-econômicas de nossa sociedade não permitem a igualdade no “ter”.

Neste sentido, a Folhinha está contribuindo para uma percepção de vida onde o “ter” sendo considerado mais importante atua como um reforço às desigualdades sociais e a perda da identidade cultural e da própria essência da infância. Ao incentivar a criança a ser uma consumidora em potencial, estamos negando-lhe o direito de ser criança. Este consumo incentivado na Folhinha, nas 31 edições analisadas, está associado a outros discursos tais como o tecnológico, o científico ou o do sucesso. A Folhinha, neste caso, atua como um “mercado”, onde são “vendidos” brinquedos, vídeo games, passeios e pessoas famosas. Todas as temáticas trabalharam com este discurso, seja de forma clara, seja nas entrelinhas.

Não podemos medir os impactos e as conseqüências dos textos veiculados pela Folhinha, mas certo é que, relembrando o que disse Paulo Freire, tudo que a criança lê, termina influenciando em sua forma de ver o mundo e de agir sobre ele. Assim sendo, os resultados aqui apresentados apontam para o perigo na formação da ideologia e da própria identidade de nossas crianças.

É necessário repensar o jornalismo destinado à criança, caso contrário, corremos o risco de que nossas crianças cresçam e não se tornem caras legais como o Menino Maluquinho de Ziraldo, pior ainda, corremos o risco de que nossas crianças tornem-se adultos ainda durante a infância. Então, o belo, o fantástico, o mundo repleto de beleza e inocência tão inerentes ao imaginário infantil, correm o risco de desaparecer para sempre e todas as histórias passarão a ter finais infelizes.

 

Referências bibliográficas

CANCLINI, Néstor García. Consumidores e cidadãos. Conflitos multiculturais da globalização. 4. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1999.

ECO, Umberto. Lector in FabulaA Cooperação Interpretativa nos Textos Narrativos. São Paulo: Perspectivas, 1986.

FIORIN, J. L. & SAVIOLI, F. P. Lições de Texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 1996.

FOUCAULT, Michel A Ordem do Discurso. São Paulo: Loyola, 1996.

FREIRE, Paulo. A Importância do Ato de Ler: em três artigos que se completam. 37. ed. São Paulo: Cortez, 1999. (Série Questões da Nossa Época n. 13)

MARQUES DE MELO, José. Comunicação social: da leitura à leitura crítica. In: ZILBERMAN, R.; SILVA, T. (Org.). Leitura – Perspectivas Interdisciplinares. 4. ed. São Paulo: Ática, 1998 (Série Fundamentos n. 42).

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O Desafio do Conhecimento. Pesquisa qualitativa em saúde. 5. Ed. São Paulo/Rio de Janeiro: HUCITEC/Abrasco, 1998.

SILVA, Yolanda Flores e. Cuidado de si ou violência corporal? Os discursos sobre envelhecimento feminino em revistas. Florianópolis: UFSC/Université du Laval, 2000 (Tese de Doutorado), Universidade Federal de Santa Catarina.

ZIRALDO. O Menino Maluquinho. São Paulo: Melhoramentos, 1980.

 



[1] Vale ressaltar que as crianças de classe média e alta é que terminam tendo acesso a este tipo de leitura.