SESSÕES DE COMUNICAÇÃO             segue 22-julho

 
DIA: 21 de julho (segunda-feira)
HORÁRIO: 14:00 às 15:30

 Sala ED:01 – Coordenação: Lucilia Maria S. Romão

 

Considerações sobre a memória no discurso jornalístico: os dez anos de Eldorado de Carajás. Thaís Harumi Manfré Yado (FFCLRP/USP - Nº FAPESP 07/51254-1) ) – thaisharumi@aluno.ffclrp.usp.br  Orientadora: Lucilia Maria S. Romão (FFCLRP/USP)
RESUMO: Inicialmente este trabalho busca discutir alguns sentidos de memória definidos pelas áreas da História e da Ciência da Informação, com vistas a deslocá-los a para o campo da teoria de Análise do Discurso (AD) de matriz francesa, em cujo escopo a memória discursiva tem relevância e destaque. Com um corpus constituído por textualizações midiáticas, especialmente manchetes de veículos de comunicação impressos e eletrônicos, todos de circulação nacional, interpretamos os movimentos de sentidos dados a circular por conta das "comemorações" dos dez anos da tragédia paraense de Eldorado de Carajás (abril de 1996). Assim, investigamos como a memória discursiva sustenta as redes de filiação histórica dos sentidos e o processo de produção da significação, fazendo falar modos de dizer e representar o mesmo fato de/por diferentes dizeres que, pelo efeito ideológico de evidência, são tidos como naturais e evidentes.
Palavras-chave: memória discursiva, manchetes, Eldorado de Carajás.


A evolução dos gêneros jornalísticos nos jornais paraibanos dos séculos XIX e XX. Daniel Vitor da Silveira da Costa (UFPB) – daniellvito@gmail.com  & Ana Cristina de Sousa Aldrigue (UFPB) – aldrigue@gmail.com
RESUMO: Este trabalho visa a compartilhar os resultados obtidos do estudo realizado pelo projeto "A heterogeneidade no texto publicitário: uma proposta de análise histórica sobre a evolução histórica de alguns gêneros textuais em jornais paraibanos dos séculos XIX e XX". O corpus encontra-se no acervo da Fundação Casa de José Américo. Com base na teoria dos gêneros discursivos (Bakhtin, 2000), analisaram-se alguns dos textos desses exemplares a fim de classificá-los considerando suas características sócio-interativas. Assim, este estudo reflete sobre a evolução histórica do contexto social, político e cultural da Paraíba. Os resultados auxiliam a compreensão e a utilização dos atuais gêneros jornalísticos no ensino (Brandão, 2000) e na formação de cidadãos críticos.
Palavras-chave: gêneros discursivos, gêneros jornalísticos, ensino.



O saber não ocupa lugar: leituras para um leitor. Luciane Moreira De Oliveira (FE/UNICAMP) – luciane.oliveira@puc-campinas.edu.br 
RESUMO: Apresentação da pesquisa sobre a constituição de práticas de leituras e os leitores presentes na Revista Illustrada, periódico semanal editado por Ângelo Agostini no Rio de Janeiro de 1876 até 1898, composto de quatro páginas impressas em tipografia com textos e outras quatro páginas impressas em litografia contendo ilustrações, charges e caricaturas. Tal periódico irá produzir e colocar em circulação um conjunto de textos e imagens que difundem mensagens ligadas a um projeto de modernidade que no Brasil do século XIX e propõe determinadas práticas de leitura. O objetivo da comunicação é discutir a crônica O saber não occupa lugar, publicada no primeiro ano de circulação da Revista (nº 20, 17 de maio de 1879), e os modos como o texto e o impresso que lhe serve de suporte organizam a leitura a ser feita, a leitura autorizada. Tal crônica é sobre as orientações de leitura que o "... dono de uma casa de vender cigarros, fósforos, piteiras, charutos e bilhetes garantidos..." dá ao seu caixeiro "... um menino chegado há pouco de Portugal". As análises apresentadas buscam apoio em Chartier (1990) ao considerar a leitura como prática criadora e produtora de sentidos singulares, apesar do leitor ser pensado pelo autor como comentador e pelo editor como aquele de deve ficar sujeito a uma leitura autorizada, a um sentido único. (Projeto de pesquisa desenvolvido no Programa de Doutorado em Educação, na Área de Concentração "Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte" e no Grupo de Pesquisa ALLE - Alfabetização, Leitura e Ensino, com a orientação da Prof. Dr. Lilian Lopes Martin da Silva).
Palavras-Chaves: imprensa ilustrada, história da leitura, leitor, leitura, literatura.



República das Letras: conhecimento e utopia na Campinas do início do século XX. Sonia Midori Takamatsu (FE/UNICAMP) - sonia.takamatsu@uol.com.br  . Pesquisadora do grupo ALLE – Alfabetização, Leitura e Escrita – FE/UNICAMP.
RESUMO: Este trabalho visa investigar o percurso de formação da BIBLIOTECA CESAR BIERRENBACH através dos registros de impressos que constituem seu acervo, principalmente jornais e revistas. A BIBLIOTECA CESAR BIERRENBACH pertence ao CENTRO DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES DE CAMPINAS, instituição fundada em 1901. Os jornais e periódicos do acervo da biblioteca compõem uma rica coleção de impressos, em boa parte do final do século XIX e início do século XX. Este trabalho é parte do projeto de pesquisa sobre os caminhos de formação do CENTRO DE CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES DE CAMPINAS como espaço cultural e a formação da BIBLIOTECA CESAR BIERRENBACH como forma de preservação da memória histórica e de um patrimônio através do qual se pode perceber a presença do livro e da leitura no início do século XX.
Palavras-chave: memória, acervo, biblioteca.



O Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo no debate sobre a Guerra do Golfo (1991). Sandro Heleno Morais Zarpelão (Universidade Estadual de Maringá). sandro_historiador@hotmail.com  ; sandrohmzarpelao@hotmail.com
RESUMO: A presente comunicação pretende refletir sobre a pesquisa realizada sobre os editoriais e notícias veiculadas nos jornais "O Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo”, relativos ao debate sobre a Guerra do Golfo", de 1991. Almeja demonstrar e analisar como a Guerra do Golfo foi coberta por parte importante da imprensa escrita brasileira. Os editoriais e notícias dos citados jornais, muitas vezes, reproduziram discursos pacifistas, no sentido da defesa de que a guerra era desnecessária. Contudo, tais instrumentos de imprensa devem ser analisados como agentes políticos num momento em que os jornais na verdade funcionaram como agentes do campo político brasileiro e internacional (mormente estadunidense). O debate sobre a Guerra do Golfo é bastante sugestivo dessa atuação política da imprensa escrita brasileira, mesmo que o Brasil não tenha enviado soldados brasileiros para lutarem no front de batalha, isto é, no Iraque e no Kuwait. Portanto, é objetivo da presente comunicação refletir sobre os jornais como agentes políticos e, para tanto, tratar pontualmente da atuação dos jornais “O Estado de São Paulo” e “Folha de São Paulo” na discussão sobre a necessidade ou não do conflito, a visão sobre a participação dos Estados Unidos na guerra, os efeitos sobre o Brasil e a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU), enquanto órgão internacional, na Primeira Guerra do Golfo, de 1991. Para isso, será feita uma abordagem das discussões bibliográficas acerca do tema em questão. Depois será feita uma análise de como parte da imprensa brasileira escrita, no caso os jornais "O Estado de São Paulo" e "Folha de São Paulo" fizeram a cobertura do período sobre o período que engloba as causas da guerra, o conflito e as conseqüências dela. A idéia é demonstrar qual foi a imagem criada pela imprensa internacional e reproduzida pela brasileira sobre tal conflito. Vale ressaltar que tal temática é oriunda de pesquisa de mestrado, que está sendo finalizada na Universidade Estadual de Maringá (UEM), sobre a cobertura de parte da imprensa brasileira escrita sobre a Guerra do Golfo.
Palavras-chave: imprensa, Guerra do Golfo, política.

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Sala ED:02 - Coordenação: Regina Garcia Giaretta

 

O jornal na sala de aula: uma experiência na região de Bauru. Rivaldo Alfredo Paccola (UNESP-Bauru) - rivapaccola@terra.com.br
RESUMO: Trata-se de uma experiência feita nas escolas estaduais da região de Bauru, em parceria com um matutino local (Jornal da Cidade) para receberem o encalhe dominical. Busca o discernimento sobre a construção da narrativa jornalística e seus múltiplos sentidos atribuídos pelos seus diferentes agentes (Zanchetta Jr., 2005; Baccega, 2003; Belloni, 2001). Como traz temas internacionais, nacionais e regionais, produz empatia nos alunos leitores, que podem discutir a linha editorial, sua política, suas ideologias, inclusive utilizando-se da "coluna do leitor", como um primeiro passo para a leitura do mundo. Para se ler o mundo a partir dos olhares dos outros, é fundamental que os leitores aprendam antes a ler o mundo em que vivem, construindo suas próprias narrativas. Então, a aquisição do pensamento crítico é resultado da inserção e percepção direta do aluno como agente mobilizador na sua realidade.
Palavras-chaves: mídia, linguagem, educação, leitura crítica.



Relato de experiência: Programa Algar Lê - Correio Educação. Priscilla Helena de Melo - prihmelo@hotmail.com  ; Regina Garcia Giaretta - regabynil@bol.com.br  & Ana Paula Rabelo (Instituto Algar de Responsabilidade Social) - anapaula@emcantar.org.br 
RESUMO: O Algar Lê-Correio Educação está entre os cerca de 60 programas de jornal na sala de aula existentes no Brasil. O projeto, desenvolvido pelo Instituto Algar em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, consiste na capacitação de professores para trabalhar o conteúdo do jornal Correio de Uberlândia na sala de aula e na distribuição gratuita de exemplares. São atendidas atualmente (2008) pelo ALGAR Lê 20 escolas municipais de Uberlândia beneficiando cerca de 8 mil estudantes de ensino fundamental. O projeto teve início em 1994, denominado apenas ‘Correio Educação’. A essência do trabalho se concentra na utilização do jornal impresso como ferramenta pedagógica, uma vez que estimula a leitura, a discussão e a interpretação de diferentes assuntos, que podem ou não estar relacionados a conteúdos programáticos. Todas as atividades contribuem para a conquista do estímulo a leitura crítica nas escolas e também no seio familiar, uma vez que as crianças e adolescentes levam o jornal para casa, em sistema de rodízio.
Palavras-chave: programa, capacitação, leitura crítica.



Jornal na escola. José Luiz de Araújo (UEM) - jl.araujo@terra.com.br 
RESUMO: O programa Jornal na Escola faz parte do Projeto de Extensão Universitária Assessoria de Língua Portuguesa para a 1ª Fase do Ensino Fundamental cujos objetivos são os seguintes: a) compreender as estratégias de leitura por meio dos textos publicados no jornal; b) contribuir para a formação de pessoas capazes de fazer a análise dos fatos sociais e da sociedade em que vivem; c) subsidiar os (as) educadores (as) para a realização do trabalho didático-pedagógico com o jornal; d) Incentivar, no âmbito municipal, o desenvolvimento de uma Política de Leitura. O programa iniciou-se no ano de 1999, no município de Mandaguaçu-Pr e é desenvolvido, semanalmente, às quartas feiras, nas turmas do último ciclo da primeira fase do Ensino Fundamental. Para o desenvolvimento das atividades didático-pedagógicas, a coordenação do programa disponibiliza as seqüências didáticas para os (as) professores (as) acompanhadas de informações referentes à construção do texto jornalístico e do jornal. O programa, atualmente, abrange a vinte e quatro municípios e dele participam cerca de vinte mil alunos.
Palavras-chave: extensão universitária, seqüência didática, programa.



A Tarde Educação: o mundo através das páginas do jornal. Luciane de Alcântara Viana (A Tarde Educação/ Grupo A Tarde) - luciane@grupoatarde.com.br 
RESUMO: Esta comunicação visa compartilhar a experiência do Programa de Jornal e Educação: A TARDE Educação – Escola e Comunidade junto a 429 instituições localizadas na capital baiana e rede metropolitana. O Jornal A TARDE é uma das 61 empresas jornalísticas associadas à ANJ – Associação Nacional de Jornais - que possui programa de Jornal e Educação. A TARDE iniciou suas atividades de jornal em sala de aula em março de 1996 em três escolas na cidade de Salvador. Em 2007, a ação desenvolvida pelo programa foi legitimada como política pública, através do Decreto n° 17.339, assinado pelo Prefeito do Município de Salvador. Hoje, o programa mantém 429 instituições integradas (da rede pública de ensino). As nossas intervenções buscam estimular o desenvolvimento de uma educação interativa, observando as múltiplas linguagens da comunicação com enfoque na formação social e integral do sujeito a partir do seu contexto e colaborando na aquisição de competências crítica e ética de alunos e professores, através do uso sistemático do jornal na sala de aula. Ler na sociedade atual é muito mais que decifrar um código escrito ou até mesmo que entender o sentido das palavras isoladamente. Ler é abstrair efetivamente as idéias que permeiam o código escrito, tecendo relações e compreendendo o sistema de causa e efeito. A partir disso, trabalhamos com o conceito de leitura de mundo. Não se lê apenas o que está escrito, como também as relações e ações que se estabelecem em nosso entorno. Os professores integrados ao programa apontam nos relatórios e fichas de avaliação que observam o crescimento dos estudantes nos seguintes aspectos: interesse pela leitura, produção textual, interpretação textual; raciocínio lógico-matemático; participação nas aulas, além de melhoras quanto ao relacionamento interpessoal. As ações desenvolvidas são: Ciclo de Formação de Mediadores de Leitura com Jornal; distribuição gratuita de jornais a serem utilizados como material didático, visitas guiadas à Redação do Jornal A TARDE, além de atividades culturais.
Palavras-chave: programa, jornal na educação, Jornal "A Tarde".


Sala ED:04 - Coordenação: Jaqueline Barbosa da Silva
 

Impasses de uma capacitação de mediadores de leitura entre não-pares. Carmen Lozza (Grupo de Consultoria em Educação) - clozza@uol.com.br 
RESUMO: Este relato de experiência, mais do que falar resultados, é uma tentativa de partilhar ações que buscam a superação de uma dificuldade intrínseca ao trabalho da coordenação pedagógica de projetos de jornal e educação: o fato de quem a realiza ser estranho às escolas que deles participam. Não sendo uma capacitação entre pares situados no mesmo ambiente de trabalho, várias iniciativas precisam ser introduzidas no tipo de orientação pedagógica que se realiza para dar conta de uma aproximação mais sistemática entre a equipe do Programa e quem lida diretamente com os alunos nas escolas, os professores. Afinal de contas, diálogo entre não-pares - como estabelecê-lo? No relato em questão, a autora debate as intenções da orientação pedagógica que sua equipe se propõe a oferecer, suas contradições frente à prática mais usual de leitura de jornais nas escolas e busca, na troca com outras equipes, reunidas em Campinas, encontrar novas alternativas de ação. A clareza quanto à natureza da OP que realiza, com as intenções com as quais a realiza, e o fato de estar na contramão da sociedade de seu tempo, provoca a necessidade de compartilhar e ampliar uma possível rede de outros quimeristas de plantão...
Palavras-chave: jornal na educação, diálogo, orientação pedagógica.

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Jornal escolar, uma produção coletiva de conhecimento. Jaqueline Barbosa da Silva (Gerência de Serviços de Projetos Didáticos / Secretaria de Educação, Esporte e Lazer - Prefeitura do Recife) - jaqueline.barbosa@yahoo.com.br , Cristiane Maria Gonçalves Soares (Gerência de 1º e 2º Ciclos de Aprendizagem / Secretaria de Educação, Esporte e Lazer - Prefeitura do Recife) & Maria Angélica Pitanga de Macedo Silva
RESUMO: A Diretoria Geral de Ensino e Formação Docente (DIRE) em articulação com a Diretoria Geral de Tecnologia na Educação e Cidadania (DGTEC) da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer da Prefeitura do Recife vem desde o ano de 2005, oferecendo formação continuada aos coordenadores do jornal dos anos iniciais do ensino fundamental, de 61 escolas municipais, representando 30% da rede de ensino. Nesses encontros são abordadas temáticas, como: diagramação, editorial, gêneros textuais, ilustração, utilização do jornal escolar como recurso pedagógico em sala de aula (CORTELLA, 2002; FONSECA, 1997; LÉVY, 1999; MACHADO, 1997; MARCUSCHI, 2008; FARIA, 2008; SOARES, 2003). O projeto é pontuado no discurso dos participantes como sendo uma possibilidade de "aprimoramento do trabalho na sala de aula", "envolvimento dos estudantes e professores(as)", e, "inovação no trabalho com a comunidade". Logo, repercute na comunidade, criando nos pais uma expectativa quanto à publicação dos textos produzidos pelos filhos. Propiciando assim, uma apropriação das tecnologias necessárias à produção do jornal escolar e a oferta de um trabalho na perspectiva do letramento. Fica a perspectiva formativa desses encontros e à consolidação no interior e exterior da escola, tendo como desafio a garantia de um espaço-tempo a ser reservado pela gestão da escola para a troca de informações e o trabalho dos conteúdos de formação junto ao grupo de professores(as).
Palavras-chave: jornal escolar, comunidade, produção de jornal.

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Protagonizando o jornal: polifonia, polissemia e dialogia. Marcella Chartier Martins Bittencourt (Colégio Dante Alighieri - SP) - evistafoco@colegiodante.com.br  ; Renata Guimarães Pastore (Colégio Dante Alighieri - SP)
RESUMO: Dar sentido e significado às atividades educadoras tem sido um grande desafio para educadores "antenados" às facilidades, confundidas muitas vezes com banalidades, trazidas a reboque pelas novas tecnologias da informação e comunicação. Ao propor esta comunicação nosso objetivo é trazer um debate no qual professores e alunos exercitam a ZPD (Vygostky, 2003), o dialogismo (Freire, 1986, 1988 e 1996) e o protagonismo (Burd, 2004) em uma perspectiva de explicitar possibilidades de auto-aprendizagem e interaprendizagem dentro de um processo de construção colaborativa de conhecimento. Acreditamos, tal qual Bakthin (1981), que o entrelaçamento entre o eu e outro no espaço/tempo se dá pela comunicação, por isso propusemos a atividade chamada de Oficina de Jornalismo que tem como público alvo alunos de 9 ºs anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Neste momento, estamos em processo de elaboração da mídia. Para tanto, há encontros semanais mediados por professores de tecnologia e de língua portuguesa e uma jornalista, além de um ambiente de ensino-aprendizagem à distância (Moodle). Estamos ainda colhendo resultados, mas que já chamam a atenção por manifestações polifônicas, polissêmicas e dialógicas por parte dos alunos na articulação de competências perseguidas por educadores no século XXI: autonomia, pensamento crítico, criatividade, trabalho em equipe, compreensão intercultural, comunicação e tecnologia.
Palavras-chave: dialogismo, comunicação, polifonia, polissemia.



Reflexões sobre a leitura do jornal on-line na formação básica de professores. Maria de Fátima Monte Lima (UNIT) - serra_leoa@uol.com.br  , Fabrícia Teixeira Borges - fabricia.borges@gmail.com  & Ronaldo Nunes Linhares - ronaldonl@uol.com.br 
RESUMO: O objetivo deste trabalho é discutir o jornal on line como uma das tecnologias da informação e da comunicação, na formação básica e continuada do professor. A utilização dessa ferramenta implica um processo que envolve os movimentos entre as formas mais abstratas e as mais concretas do trabalho pedagógico, intrínsecas aos circuitos culturais e produzidas por relações de poder e que, ao mesmo tempo, as produzem estruturando os diferentes espaços e tempos educativos, em especial o ciberespaço. Para tal reflexão optamos teoricamente pela perspectiva marxista da crítica da economia política, no que versa ao trabalho intelectual docente na formação básica, tendo a mediação do jornal como processo dialógico fundamentada nos estudos de Bakhtin. O jornal eletrônico enquanto uma das tecnologias da informação e da comunicação possibilita diferentes níveis de comunicabilidades interativas como a partilha de saberes, o estímulo a diversidade e o desenvolvimento da alteridade, de modo horizontal, rompendo diferentes fronteiras. Na leitura do jornal o enunciado traz realidades que produzem indagações e ao mesmo tempo provoca um novo movimento na busca de respostas, como uma voz que emerge da cibercultura e produz no leitor uma interação.
Palavras - Chaves: Jornal on line - formação de professores – cibercultura - comunicação.

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Sala ED:05 - Coordenação: Guiomar Josefina Biondo

 

Leitura de reportagem em sala de aula a partir da perspectiva bakhtiniana de gênero discursivo. Maria Aparecida Garcia Lopes Rossi (UNITAU) - lopesrossi@uol.com.br 
RESUMO: Esta comunicação apresenta parte dos resultados de uma pesquisa cujo objetivo geral foi contribuir para práticas pedagógicas que visem ao desenvolvimento de habilidades de leitura do gênero discursivo reportagem e à formação do leitor crítico. A pesquisa foi desenvolvida com alunos de duas salas de 4. ano de um curso de Letras, com os seguintes objetivos específicos: o desenvolvimento de um projeto de leitura de reportagens; a avaliação das atividades de leitura pelos alunos participantes e pela professora-pesquisadora; e a elaboração de uma proposta de procedimentos de leitura de reportagem adequados a aulas de língua portuguesa nos Ensinos Fundamental e Médio. A pesquisa fundamenta-se numa abordagem sócio-cognitiva de leitura pautada pela concepção bakhtiniana de linguagem e pelo conceito de gênero discursivo e, ainda, em estudos teóricos sobre reportagem. Os resultados apresentados nesta comunicação referem-se à proposta de procedimentos de leitura de reportagem adequados à sala de aula por viabilizarem práticas de leitura que proporcionam o conhecimento das principais características constitutivas desse gênero discursivo. Contribuem, assim, para uma leitura além do conteúdo proposicional básico das reportagens e para a formação de um leitor mais proficiente do gênero.
Palavras-chave: experiência didática, reportagem, gênero discursivo.



Leitura de textos de imprensa: chamada, reportagem e artigo. Denise Maria de Paiva Bertolucci (FIO) - ricbert@uol.com.br 
RESUMO: Esta comunicação apresenta uma experiência de leitura de textos de imprensa - chamada, reportagem e artigo - com graduandos do 3º ano do Curso de Letras, nas aulas da disciplina Prática de Ensino/Estágio Supervisionado de Língua Portuguesa, no ano de 2007. As atividades desenvolvidas com os formandos de Letras voltam-se para os alunos do ensino fundamental, e consideram as recomendações para o trabalho em sala de aula contidas nas obras Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa (MEC, 1998); O jornal na sala de aula (FARIA, 1994) e Para ler e fazer o jornal na sala de aula (FARIA & ZANCHETTA, 2002). A experiência aponta caminhos para o professor em atividade na educação básica, no ensino da leitura dos referidos textos de imprensa, e envolve igualmente os professores em formação, pelos assuntos tratados no material selecionado para o trabalho.
Palavras-chave: leitura, imprensa, licenciatura.



Leitura: imagem, escola e mídia. Nelyse Aparecida Melro Salzedas (FAAC/UNESP/Bauru), Guiomar Josefina Biondo (FAAC/UNESP/Bauru) @ Maria Luiza Calim de C. Costa (FAAC/UNESP/Bauru). Grupo Texto/Imagem - Pós- Graduação em Comunicação Midiática /CNPq Pólo FAAC/Bauru -Arte na Escola. marialuiza@faac.unesp.br 
RESUMO: A escola precisa olhar para o seu tempo. Alimentar o olhar crítico para os adventos contemporâneos. Na cultura virtual em que, queremos ou não, estamos imersos, é imprescindível pensar na leitura dos textos verbais e não-verbais nas diversas mídias sejam elas primárias, secundárias ou terciárias. A partir da recepção tanto do texto verbal como do não-verbal, no trajeto do leitor, busca-se encontrar a instauração do sentido na complexidade dada pelas relações intertextuais que emanam de textos e imagens. A transformação é primeira no olhar do educador, depois nos espaços escolares e no enlace dos conteúdos para construção de experiências significativas para que o leitor/aluno ganhe uma bússola e crie trajetos nesse mar de semas que as mídias oferecem. A perspectiva é a do leitor frente ao texto estético, como fundamento teórico ISER, JAUSS, JOUVE, CHARTIER, MANGUEL quanto ao processo de leitura e, BAITELLO, SANCHO na questão das mídias e educação. O Grupo de Pesquisa Texto Imagem e o Pólo FAAC Arte na Escola têm buscado em seus estudos encontrar trajetos possíveis para as questões contemporâneas da leitura, arte e ensino.
Palavras-Chave: Leitura, Mídia , Arte e Educação.



Análise do discurso e leitura de gêneros do jornal: uma experiência com o programa "Teia do Saber". Eduardo Lopes Piris (USP) - eduardopiris@usp.br 
RESUMO: Apresentaremos nesta comunicação uma de nossas atividades desenvolvidas no programa de formação continuada de professores da rede pública estadual "Teia do Saber" referente ao curso Linguagens, códigos e suas tecnologias (eixo I) que ministramos em 2007 junto à Diretoria de Ensino de Osasco. A atividade teve por objetivo o desenvolvimento crítico da leitura de dois gêneros do discurso jornalístico: a notícia e a reportagem. Fizemos, então, a exposição e a discussão teórica de estudos sobre ideologia, linguagem e discurso com base na Análise do Discurso, sobretudo os trabalhos de Mikhail Bakhtin, Dominique Maingueneau e José Luiz Fiorin. Ilustramos a teoria com a análise de uma reportagem publicada pela Folha de São Paulo sobre um escândalo político e, em seguida, os professores foram convidados a praticar essa leitura crítica, observando - em grupo - notícias e reportagens publicadas pelo mesmo jornal cuja temática envolvia o professor. As páginas do jornal que foram analisadas destacavam as seguintes manchetes: "30 mil professores faltam por dia em SP", "47% dos professores até 4ª série não têm diploma universitário", "Professor em SP se aposenta antes do que em país desenvolvido". O grupo se envolveu com muita vontade nessa atividade de leitura e a exposição de suas análises rendeu calorosas discussões. E o principal resultado desse trabalho é que os professores perceberam como a leitura do jornal pode se tornar crítica se o leitor compreender, entre outros, o uso do numeral como argumento, as diferentes vozes presentes no discurso jornalístico, a disposição gráfica dos textos e a importância da leitura não de um texto isolado da página do jornal, mas sim da página como um todo de sentido, que ressignifica, inclusive, o texto isolado.
Palavras-chaves: análise do discurso, gêneros discursivos, jornal, leitura, ensino.


 

Sala ED:06 - Coordenação: Alexandre Huady Torres Guimarães
 

A representação fotográfica de Rogério Ceni, o herói tricolor. Alexandre Huady Torres Guimarães (Mackenzie) - alexandrehuady@gmail.com  & Pedro Michepoud Rizzo.
RESUMO: O presente trabalho busca analisar a representação fotográfica jornalística de Rogério Ceni, capa do Jornal Lance!, após a conquista do pentacampeonato brasileiro pela equipe do São Paulo Futebol Clube, no ano de 2007. Este trabalho leva em consideração o perfil do goleiro que, por inúmeros fatores, é tomado tanto pelo clube quanto pela torcida são paulina como herói, fato ressaltado constantemente pelo discurso fotojornalístico esportivo, neste caso, especificamente, pela fotografia de Ari Ferreira. Há de se ressaltar que, em meio a um mundo em que a imagem é cada vez mais utilizada como forma de comunicação, a análise e discussão a respeito da confecção e interpretação desta linguagem é de extrema importância para o processo ensino-aprendizagem.
Palavras-chave: fotografia, Rogério Ceni, discurso.



Fotografias e legendas jornalísticas: o sentido legitimado. Jonathan Raphael Bertassi da Silva (FAPESP IC – 06/60566-4, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto -FFCLRP - USP) cid_sem_registro@yahoo.com.br . Orientadora: Lucília Maria S. Romão
RESUMO: Com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Análise do Discurso de filiação francesa, este trabalho visa interpretar recortes não-verbais e suas respectivas materializadas no jornal BRASILdeFATO. Buscamos evidenciar como o sujeito discursivo, o qual não é cartesiano nem enuncia de forma lógica e homogênea, é interpelado pela ideologia e fazem circular (ou significam) certas regiões de sentido em detrimento de outras possíveis. No caso das fotografias, interpretamos como o uso de enquadramentos, ângulos, focos e, sobretudo, a mobilização da legenda de ancoragem como alicerce de um sentido legitimado pelo sujeito-editor do jornal, cuja formação discursiva pode constituir um todo heterogêneo com o não-verbal, ratificá-lo ou apontar um suposto "modo correto" de interpretar a materialidade do discurso da fotografia, valendo-se de uma suposta "credibilidade" do discurso verbal sobre o não-verbal. Ao mesmo tempo, contestamos o uso da fotografia tida como prova "neutra" de uma realidade que, ao menos para os leitores incautos, independe do olhar necessariamente ideológico do sujeito-fotógrafo. O corpus da pesquisa é formado por fotos e recortes lingüísticos de legendas do jornal BRASILdeFATO, divulgados entre maio de 2005 e julho de 2006.
Palavras-chaves: discurso, fotojornalismo, ideologia, BRASILdeFATO.



Para além das páginas: conversas com docentes. Luciana Velloso da Silva Seixas (Proped/UERJ) - Lucianavss@gmail.com 
RESUMO: Este estudo vincula-se ao projeto de pesquisa "Os desafios do ensinar e aprender num tempo de pluralidade cultural", que, em uma das suas vertentes, fez um levantamento das notícias sobre o Ensino Fundamental divulgadas durante o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2004, nos dois jornais cariocas de maior abrangência: O Globo e O Dia. No intuito de entender melhor o impacto sobre os docentes de fotos que retratavam sua atividade, foram selecionadas cinco fotografias de docentes vivendo situações diversas e oito professores/as da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro foram os sujeitos desta investigação. Seguindo o entendimento de Martín-Barbero (2001), privilegiou-se a análise da recepção das fotojornalísticas através de entrevistas em que os/as professores/as assinalaram o que essas fotos evocavam. Considera-se a imagem visual como um dispositivo que produz forte apelo junto ao leitor, sendo muitas vezes decisiva na geração de determinadas interpretações acerca das notícias (Mouillaud, 2002). O que se pretendeu problematizar, então, foi como a docência estava sendo mostrada nas páginas dos dois jornais em questão durante todo o ano de 2004 e em que contexto se dava esta divulgação. Paralelamente, buscou-se a interpretação dos sentidos e significados que estavam sendo mobilizados nos profissionais do ensino por aquelas fotografias, a partir de uma série de conversas em que os mestres compartilharam suas histórias de vida e concepções sobre o magistério e o cotidiano escolar. Constata-se que imagens e representações da docência produzem uma série de discursos sobre as especificidades do trabalho do profissional da educação e as características que ele tem ou deveria ter (Schmidt, 2000).
Palavras-chave: magistério, fotojornalísticas, imagens, trabalho docente.



Sentidos de (in)justiça na voz de Angeli. Francis Lampoglia (Nº FAPESP (IC) – 07/59219-0 - Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto - FFCLRP - USP) - francislam@aluno.ffclrp.usp.br  . Orientadora: Lucília Maria S. Romão.
RESUMO: O presente trabalho pretende estudar o funcionamento do discurso nos cartuns de Angeli, publicados no jornal Folha de São Paulo, tendo como referencial teórico a Análise do Discurso de matriz francesa, fundada por Michel Pêcheux. Interessa-nos observar a interpelação ideológica do sujeito, a inscrição histórica dos sentidos e o papel da memória discursiva na materialidade verbo-visual dos cartuns sobre o tema (in)justiça no país. A análise preliminar dos dados aponta para a emergência de um espaço de ruptura e contestação do sentido dominante sobre o que é considerado óbvio e natural quando se fala em justiça no país. Assim, ao enunciar e materializar seu discurso, o sujeito-cartunista enuncia alguns sentidos e apaga aqueles que a ideologia faz parecer indesejáveis e desprezíveis a partir de uma dada posição. Inferimos, então, que a escolha que o sujeito faz em relação a suas palavras não decorre de um processo ingênuo ou neutro, mas está circunscrita ao campo do ideológico e do político, temas tão caros à teoria discursiva.
Palavras-chave: discurso, memória, ideologia, sujeito, cartuns, Angeli.


Sala ED:07 - Coordenação: Túlio Franco da Mata Heitor
 

A linguagem verbo-visual das capas de revista: um subsídio à leitura crítica. Miriam Bauab Puzzo (LA/UNITAU) - puzzo@uol.com.br 
RESUMO: A presente comunicação objetiva discutir a linguagem verbo-visual das capas de revista e seus artifícios com o intuito de identificar as vozes que perpassam esse discurso e o embate entre a informação e a deformação dos fatos anunciados. As capas de revista expressam um modo de interpretar os fatos e, ao mesmo tempo, anunciam a revista a um público consumidor. Nesse aspecto, ela não é portadora apenas de informação desinteressada, mas tem no apelo publicitário um modo de seduzir o leitor. Tendo em vista esse aspecto, as capas de revistas são consideradas enunciados, tomando-se como referência a teoria de Bakhtin (2003), de cuja elaboração participam signos verbais e não-verbais, que transmitem, além do conteúdo explícito, um comentário implícito disseminado nos diversos signos, além dos verbais, tais como: volume, cor, imagens visuais, entre outros. Para cumprir tal proposta, toma-se a capa da revista Veja, ed. 1955, 10 de maio de 2006, entendida como enunciado concreto na perspectiva bakhtiniana, observando na materialidade lingüística e imagética que compõe esse enunciado as relações dialógicas mantidas com o leitor pressuposto e o contexto sócio-histórico, identificando as vozes conflitantes daí decorrentes. A análise assim elaborada representa uma proposta de leitura crítica como subsídio ao ensino de língua materna.
Palavras-chave: linguagem verbo-visual, capas de revista, enunciado concreto, leitura crítica.



Uma leitura discursiva de um enunciado da Revista Veja. Silvia Mara de Melo (UNESP - Araraquara) - smara_melo@hotmail.com 
RESUMO: O objetivo deste trabalho é apresentar uma interpretação do enunciado “neles a gente confia” em conjunto com o texto imagético publicado na capa da revista Veja em 11 de janeiro de 2007. Toma como concepção teórica a Análise do Discurso, especificamente o que diz respeito à política do silêncio, concepção adotada por Orlandi em seu livro “As formas do silêncio” e as concepções de Pêcheux acerca da memória discursiva. Entendemos que as definições sobre memória e silêncio podem desvendar os sentidos que estão para além das palavras, Usando uma expressão de Orlandi “o silêncio significa”. Ao atribuir ao silêncio um estatuto explicativo, ela fala do silêncio que significa em si mesmo; para ela, o silêncio com ou sem palavras rege os processos de significação. Nos dizeres de Orlandi, em seu livro As Formas do Silêncio “[...] o silêncio não se reduz à ausência de palavras. As palavras são cheias, ou melhor, são carregadas de silêncio”. O silêncio atravessa as palavras, ele é um acontecimento essencial da significação, tornando matéria significante por excelência.
Palavras-chave: Silêncio, Discurso, Interpretação.

Obs: não entregou texto completo

Imperceptível: a manipulação subliminar da mídia. Bruno Jareta de Oliveira (UNESP) - brunojareta@hotmail.com  ; Anderson de Agostino Paschoalino; Camila Borgo Alonso; Doélio Vinícius Dionísio Bérgamo; Fabíola Regina Camelo dos Santos; Luiza de Toledo Serra Santos Areal; Octavio Nascimento Neto; Patrícia Peniche de Melo; Rafael Rodrigo Alvez; &Túlio Franco da Mata Heitor
RESUMO: Esta comunicação, na forma de documentário, tem o intuito de analisar o uso da linguagem publicitária e televisiva com o objetivo de persuadir o indivíduo por meio de recursos subliminares. O trabalho traz entrevistas com profissionais da área, como uma psicóloga e um professor de comunicação social. Também analisa os aspectos legais de tal uso, entrevistando uma advogada com experiência nesse tipo de situação. O documentário ainda explica como as matérias jornalísticas para a televisão são construídas, mostrando que a forma como as imagens são colocadas e sua velocidade de exposição, associada à linguagem da matéria, têm importante influência no modo como os receptores as compreendem. Para melhor ilustrar os processos manipulatórios da consciência do indivíduo, são mostrados diversos exemplos de natureza e finalidade diferentes, usando métodos subliminares. Com finalidade educativa, o trabalho visa a alertar os receptores e esclarecer os limites para os produtores de conteúdo, tanto de entretenimento como de jornalismo.
Palavras-chave: publicidade, televisão, persuasão.



O imprescindível mundo dos conhecimentos prévios: um estudo da campanha publicitária hortifruti. Flávio Everton de Castro (UNI/BH) - flavioedc@yahoo.com.br 
RESUMO: Pretende-se com o trabalho mostrar a importância do conhecimento prévio para o processamento de textos de uma campanha publicitária da rede Hortifruti, elaborada a partir de 2003. Busca-se mostrar que a produção de sentidos só se torna possível se o leitor trouxer para os textos da campanha conhecimentos extratextuais, ligados, principalmente, a informações do contexto artístico-cultural da atualidade e ainda conhecimentos de filmes produzidos ao longo do século XX. Para tanto, foram usados conceitos de autor e leitor modelo e as estratégias para sua construção (ECO, 1986), conhecimentos prévios, inferências, contexto discursivo (KLEIMAN,1989). Para os conceitos de signos e sua significação, foram primordiais estudos de Landowski (1992). Quanto às informações acerca da propaganda, utilizaram-se autores como Barreto (1981) e Martins (2002). Espera-se com este trabalho contribuir para a formação leitora de alunos do ensino fundamental e médio, desenvolvendo neles habilidades cooperativas inferenciais, de modo que reflitam, interpretem, interajam com os textos e construam conhecimentos.
Palavras-chave: leitura, conhecimento prévio, semântica, publicidade.



O ethos do enunciador na criação publicitária. Jaqueline Maria de Moraes Gomes (UEL) - jaquemaoraes@hotmail.com 
RESUMO: Esse ensaio tem como objetivo trabalhar o ethos do enunciador dentro da Propaganda publicitária, partindo do pressuposto de que a propaganda e a publicidade por meio de suas linguagens verbais e não-verbais podem transformar, convencer, incitar ou conservar idéias e comportamentos do público. Escolhemos como corpus para análise textos de propaganda do sabão em pó Omo, pois esta, segundo pesquisa realizada pelo jornal Folha do Estado de São Paulo, é a marca mais lembrada pelas consumidoras brasileiras em todas as categorias de produtos. Será por meio do estudo da construção do ethos do enunciador e da interpretação de textos e considerações em torno da modalidade publicitária da propaganda que se constituirá esse trabalho.
Palavras-chave: publicidade, propaganda, análise do discurso, ethos do enunciador.

Obs: não entregou texto completo

 

Publicidade nos Classificados: análise da seleção lexical. Rosana Aparecida Baena Zanchin Fróes – Universidade Estadual de Londrina- Londrina,  PR- rosana@engfroes.com.br
RESUMO: O objetivo deste trabalho é apresentar resultados parciais de um estudo que está sendo desenvolvido no curso de Especialização em Língua Portuguesa da Universidade Estadual de Londrina. O “corpus” dessa pesquisa é constituído pó propagandas de carro e de imóveis, veiculadas no Caderno Classificados, aos domingos, no Jornal Folha de Londrina, a maior empresa jornalística da região norte do Paraná. Carvalho (1998,p.12) afirma: “o ser humano tem seu bem-estar e o sucesso”. A fim de atingir o seu público alvo, no caso, despertar no consumidor em potencial o desejo de adquirir o produto, a publicidade seleciona a palavra e explora recursos fonéticos, léxico-semânticos e morfossintáticos. No presente trabalho, analisamos vários recursos lingüísticos que foram utilizados em uma publicidade de automóvel, mais precisamente, a seleção vocabular, a repetição, o estrangeirismo, a intensificação dos sentidos e o uso de imagens. Para tanto, utilizamos como alicerce teórico publicações da área da publicidade e da área da estilística.
Palavras-chave: propaganda, Folha de Londrina, publicidade, estilística.


Sala ED:09 - Coordenação: Luzia Bueno

 

Análise dos índices de polifonia no gênero editorial. Angelina Alves de Souza (UEL) - angelinaasouza@hotmail.com
RESUMO: O objetivo desse trabalho é analisar os índices de polifonia, marcados pela presença dos operadores argumentativos, pela pressuposição, pelo uso do futuro do pretérito e pelo uso de aspas. O corpus desse artigo científico constitui-se de textos da esfera jornalística, mais precisamente, editoriais selecionados do jornal de Londrina, por ser o editorial o gênero de maior responsabilidade discursiva dentre os diversos gêneros que circulam na esfera midiática. A escolha da temática deve-se ao fato da presença de outras vozes agindo no texto como formas lingüísticas que favorecem a aceitação do discurso, por torná-lo mais interativo, conforme Bakhtin (1986), para quem a linguagem humana é dialógica e polifônica.
Palavras-chave: editorial, polifonia, discurso.



Operadores argumentativos: recursos essenciais ao direcionamento discursivo. Simone Tereza de Oliveira Ortega (UEL) - simone.family@hotmail.com 
RESUMO: O objetivo desse trabalho é analisar a presença dos operadores argumentativos em textos do gênero editorial, publicados na Folha de Londrina, jornal de maior circulação na região norte do Paraná. Interessa-nos o estudo dos gêneros que circulam na esfera jornalística, por termos ciência de que o trabalho em sala de aula com textos midiáticos é indispensável para a formação do leitor. Para os fins dessa pesquisa, elegemos o gênero editorial pelo fato do mesmo adotar o padrão culto de linguagem, variante de prestígio social, e por ser este um discurso do tipo argumentativo, pois, para produzir textos opinativos, o enunciador necessita de modelos de discursos persuasivos. Na concepção bakhtiniana, adotada nessa pesquisa, a linguagem é instrumento de interação. Portanto, para agir sobre outrem por meio da linguagem, o produtor textual necessita não somente de dar sua opinião como também de defender seu ponto de vista, deve justificar seus posicionamentos para ser mais persuasivo. Para tanto, além de apresentar argumentos capazes de sustentar sua tese, o enunciador costuma servir-se de mecanismos lingüísticos capazes de indicar a orientação argumentativa e, desse modo, encaminhar o planejamento discursivo. Dentre esses elementos, destacam-se o uso das conjunções como operadores argumentativos, objeto desse artigo científico, fundamentado também em Koch (2004) e Guimarães (1987).
Palavras-chave: argumentação, editorial, operadores.

 

Estudo dos Elementos Básicos da Comunicação Visual aplicados à Arte e à Publicidade. Evandro de Melo Catelão – Letras e acadêmicos de Design de Produto: Marcos Yoshihiro Nakamine, Letícia Donatoni Marim, Rosileine Picinato Ribeiro, Renata Sayuri Sato, Ana Elisa Messas Rodrigues Pinto – Universidade Estadual de Maringá – UEM – evandrocatelao@yahoo.com.br
RESUMO: Historicamente, as capacidades de desenhar e fazer arte sempre foram tidas como inatas de todo ser humano. Com o avanço tecnológico (século XX) tais capacidades sofreram intensa transformação, na qual o cinema, a televisão, os computadores e outros recursos passaram a figurar como extensões modernas da arte produzida outrora manualmente. A expressão e/ou linguagem visual abarcam inúmeros significados dos quais temos uma compreensão ainda muito limitada. Pouco se sabe a respeito dos componentes que fazem parte da linguagem visual e sua utilização no que é produzido e comercializado, sobretudo no que diz respeito à ideologia que veiculam. Para atingir um entendimento mais profundo de tais conhecimentos faz-se necessário um exame dos elementos visuais básicos, as estratégias e opções das técnicas visuais, as implicações psicológicas e fisiológicas da composição criativa, bem como a gama de meios e formatos que podem ser classificados sob a designação de artes e ofícios visuais. A complexidade das composições visuais se reflete na natureza, percepção e comportamentos dos indivíduos. Tendo em vistas estes aspectos, buscou-se em um projeto a respeito das propriedades dos elementos da comunicação visual estudar em algumas obras de arte e propagandas publicitárias impressas o emprego dos elementos básicos da linguagem visual bem como a transmissão de ideologias nesse tipo de mensagem, uma vez que a linguagem visual em termos de cores e formas é absorvida e memorizada pelos sujeitos de forma mais rápida do que qualquer outra e tornou-se também uma forma de velar ideologias relativas ao consumo e ao comportamento dos indivíduos.
Palavras-chave: linguagem visual, comunicação visual, publicidade, ideologia.



Estética negra: o jornal como fonte de pesquisa. Cassi Ladi Reis Coutinho (UNEB) - cassiladi@yahoo.com.br 
RESUMO: Esta comunicação pretende apresentar o processo e análise do jornal A Tarde como fonte de pesquisa para construção do projeto A Estética Negra em Salvador 1980-2005. Para tal, é importante ressaltar a modificação da visão apresentada por este, no que se refere à imagem do negro, em dois momentos históricos o que nos propõe uma analise critica desta fonte, a partir do momento que ela não só nos apresenta o cotidiano da sociedade em questão, mas também os ensaios do autor e do seu tempo. Esta visão possibilita a construção e desconstrução de imagens sustentadas, que podem contribuir, ou não, para a valorização da auto-estima dos sujeitos. Esta que é de extrema importância na formação do individuo, principalmente em idade escolar. A escola aparece como um dos espaços onde se desenvolve o processo de construção da identidade (Gomes, 2003). A exposição deste trabalho, ainda em desenvolvimento, possibilitará a troca de informações e o seu enriquecimento.
Palavras-chave: imagem do negro, identidade.



Manchetes de jornais e papéis temáticos: modos de evidenciar os sentidos implícitos de um texto. Luzia Bueno (ALTER/LAEL/COGEAE - PUC-SP) - luzia_bueno@uol.com.br 
RESUMO: Esta comunicação objetiva apresentar uma proposta didática de atividade de análise e reflexão lingüística para ser trabalhada com alunos do Ensino Fundamental e Médio, por meio de uma leitura mais crítica das manchetes dos jornais, que vá além de um mero reconhecimento temático, propiciando ao aluno instrumentos para que possa construir uma postura ativa e crítica frente a sua leitura de jornais. Esta proposta, desenvolvida inicialmente em uma disciplina de Sintaxe em um curso de formação de professores de Língua Portuguesa, consiste em trazer para as reflexões lingüísticas da sala de aula, que geralmente centram-se em trabalhos com a gramática normativa, um novo olhar que deixe de lado os "sujeitos" e "predicados" das manchetes, os quais pouco contribuem para explorarmos os sentidos do texto, e que coloque como centro a percepção dos papéis temáticos envolvidos nas predicações criadas pelos verbos. Para realizar esse trabalho, baseamo-nos em Bakhtin (1997), Fillmore (1975) e Neves (2002 e 2006) e usamos exemplares dos jornais Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e Correio Popular. A atividade de análise das manchetes permitiu-nos perceber que, por detrás dos tradicionais "sujeitos" e "predicados" tão bem explicitados nas manchetes, deixam-se escondidos, implícitos, os reais agentes das ações que são descritas, ou seja, as pessoas reais de quem os leitores poderiam cobrar atitudes para resolverem os problemas que são noticiados.
Palavras-chave: manchete, experiência didática, leitura crítica



A porta fechada, a chave por dentro. Análise do dizer da mãe de um filho denominado psicótico. Cynara Maria Andrade Telles - cynaratelles@ig.com.br  &  Lucília Maria Sousa Romão (FFCLRP/USP) - luciliamsr@ffclrp.usp.br 
RESUMO: A partir dos postulados da Análise do Discurso de filiação francesa e da leitura lacaniana da psicanálise, buscamos entender os movimentos reais de leitura do sujeito, distante da concepção de indivíduo ou de ser passível de categorização, tomando-o como posição no discurso. Temos no horizonte o interesse em interpretar os sentidos inscritos na carta de uma mãe de uma criança denominada psicótica, buscando compreender as posições-sujeito materializadas na ordem da língua. Adiantamos que o sujeito-mãe tece o seu dizer, ancorando-se em regiões de sentido tidas como legítimas para significar o seu filho e a si mesma, recorrendo a negativas para poder dizer de uma ordem de falta que tanto a assalta. Consideramos ser este um exercício de análise dentre tantos outros possíveis, ou seja, ser um trabalho provisório de reconhecer que as palavras mais escondem do que mostram.
PALAVRAS-CHAVES: discurso, sujeito, ideologia, mãe, psicose infantil.


Sala ED:10 - Coordenação: Melanie Pimenta Amaral


A produção discursiva em divulgação científica em jornais. Melanie Pimenta Amaral (UNIRIO - CNPq, Bolsista PIBIC). Orientadora - Guaracira Gouvêa (UNIRIO - CNPq) djmelpimenta@gmail.com 
RESUMO: Este projeto investiga as imagens presentes nas diferentes mídias no que se referem às condições sociais de produção, recepção e leitura. O suporte teórico e metodológico utilizados tem com objetivo construir uma investigação acerca da relação entre texto verbal escrito e texto imagético contidos em matérias do ensino de ciências e da divulgação científica elaborados para diferentes espaços educativos. Assim, estudamos e comparamos essa relação em um conjunto de seções de divulgação científica de jornais impressos de grande circulação e disponibilizados na WEB. Partimos da hipótese que essa mídia possui uma determinada linguagem, constituída de narrativas com certas estruturas retóricas e explicitam determinados modelos de ciência, de práticas educativas e de leitor. Portanto, buscamos comparar as relações entre texto verbal escrito e texto imagético, especificamente, em imagens fixas, na constituição das estruturas retóricas que explicitam determinados modelos de ciência, de práticas educativas e de leitor. A escolha por estudar essas mídias se deve a sua ampla presença nessas práticas e à existência de uma produção significativa de materiais que se apóiam em novas tecnologias fazendo emergir novas questões. Interessa-nos salientar que na produção dessas mídias há um deslocamento da esfera de comunicação da ciência para outra e necessitamos considerar que nesta esfera de produção há um gênero, uma linguagem, normas e finalidades específicas. Escolhemos como período para a realização do estudo a década de 1990, onde as ações de divulgação científica tornaram-se mais intensas na expansão das publicações de seções de jornais voltadas para a divulgação da ciência. Os jornais são os de grande circulação nacional que possuem seções dedicadas à divulgação científica, bem como seus correspondentes na WEB. São eles Folha de São Paulo e O Globo e seus respectivos portais. Paralelamente ao levantamento empírico estamos realizando o estudo teórico sobre os temas: mídias; linguagem; imagem; leitura; retórica; divulgação científica; narrativa.
Palavras-chave: imagens, educação em ciências, jornais.



Tratamento da informação científica com base em princípios de web writing. Patrícia Cândida Lopes (Embrapa Informática Agropecuária) - patricia@cnptia.embrapa.br  & Márcia Izabel Fugisawa Souza
RESUMO: Esta comunicação tem como objetivo relatar e compartilhar a experiência no tratamento de informação científica e eletrônica, para divulgação no website Agência de Informação Embrapa, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O trabalho relatado consiste na revisão de textos em linguagem técnica e científica, relativos à cadeia produtiva da cana-de-açúcar e também ao tema agricultura familiar. A atividade de revisão envolveu a análise de textos no tocante aos aspectos estilísticos, gramaticais e ortográficos. Foi dada ênfase à revisão estilística, que tomou por base a técnica de web writing - conjunto de técnicas de redação e jornalismo adotadas para distribuição de conteúdo informativo em ambientes digitais, como a Internet. Objetivou-se a adequação da linguagem dos textos de forma a atender às especificidades do ambiente rural. O tratamento da linguagem da informação para veiculação na Internet visou, ainda, facilitar a leitura de textos técnicos e científicos, considerada de difícil compreensão, sobretudo a produtores rurais que constituem o público-alvo da Agência de Informação Embrapa.
Palavras-chave: divulgação científica, web writing, leitura.



O professor e a biblioteca escolar: analisando o discurso do educador. Gustavo Grandini Bastos - gugrandini@aluno.ffclrp.com.br  & Ludmila Almeida ludmila_usp@yahoo.com.br  - Universidade de São Paulo (IC Bolsa Santander). Orientadora: Lucília Maria S. Romão.
RESUMO: Buscamos, com esse trabalho, realizar uma análise do discurso de sujeitos-professores dos ensinos fundamental e médio, referente ao modo como denominam e nomeia o espaço e a função da biblioteca escolar, o bibliotecário e a utilização da mesma por esses profissionais. Traçando uma interface entre os estudos da Biblioteconomia e as noções de silêncio e discurso da Análise do Discurso de matriz francesa, interpretamos recortes de entrevistas de professores que fazem falar a pouca importância atribuída por eles ao trabalho cooperativo com o profissional bibliotecário. Assim, observamos, na materialidade lingüística, a repetição de um sentido dominante, a saber, aquele em que a instituição biblioteca é vista como um mero apêndice no processo educacional, um lugar pouco utilizado pela comunidade escolar como incentivo ao prazer da leitura e, muitas vezes, um espaço tido como tedioso e pouco valorizada. Há, ainda, a regularidade de associar essa unidade informacional à domesticação de sentidos de leitura denominados como hábito, obrigada e pesquisa, o que, para nós, indicia um modo de silenciar o prazer no contato com universo dos livros.
Palavras-chave: discurso, silêncio, sujeito, biblioteca escolar.

Obs: não entregou texto completo

O silêncio da e na biblioteca. Gustavo Grandini Bastos - gugrandini@aluno.ffclrp.com.br  (IC PIBIC) / Ludmila Tatiane Rodrigues de Almeida - ludmila_usp@yahoo.com.br  (Universidade de São Paulo - IC Bolsa Santander). Orientadora: Lucília Maria S. Romão. 
RESUMO: Esse projeto tem por objetivo refletir, à luz da Análise do Discurso de filiação francesa, sobre o modo como se constituem os dizeres dos sujeitos escolares a respeito da biblioteca escolar. É interessante investigar como essa instituição, caracterizada, discursivizada e imaginarizada pelos sujeitos escolares, a saber, alunos, professores, coordenadores, bibliotecários e o restante dos integrantes da comunidade escolar. Na escuta que fizemos, tivemos a oportunidade de observar e analisar o trabalho da memória discursiva fazendo emergir e atualizar sentidos, de perceber a produção histórica dos sentidos e de sondar como o silencio é significado por esses sujeitos. Consideramos que esse estudo faz-se importante tendo em vista o modo como essa instituição inscreve efeitos de contradição, ora apresentando-se como necessária ao desenvolvimento da leitura e de projetos pedagógicos, ora completamente apagada do interesse dos sujeitos escolares.
Palavras-chave: discurso, biblioteca escolar, silêncio, sujeito escolar.

Obs: não entregou texto completo