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AS
CONCEPÇÕES PROBABILÍSTICAS DE DOCENTES
MAURO CÉSAR GONÇALVES - Faculdade Hoyler - maurocg01@uol.com.br
Introdução
Este artigo tem o objetivo de apresentar os resultados parciais da pesquisa
de GONÇALVES (2004), cujo título é “Concepções
de Professores e o Ensino de Probabilidade na Escola Básica”.
Nesta pesquisa, o objetivo foi verificar se “há relação
entre o que os Professores de Matemática, hoje em exercício,
construíram quando foram alunos do Ensino Básico, e suas
Concepções atuais sobre Aleatoriedade e Probabilidade?”
Em decorrência desta questão, elaboramos outras, dentre elas,
o objeto do presente artigo.
“Quais são as concepções dos Professores de
Matemática do Ensino Fundamental, em exercício, sobre o
Aleatório e Probabilidade?”
Como referencial, nos apoiamos em Goded (1996) que categoriza as Concepções
de Probabilidade em:
Concepção “não probabilística”
da realidade, tendo como características:
• Não reconhecimento claro do azar e dos sucessos aleatórios.
• Modelos de raciocínio determinista.
• Respostas baseadas em crenças e critérios de causalidade
e/ou expectativa de resultados imediatos. (GODED, 1996, p.66)
Concepção “Probabilística intuitiva”
, temos como características:
• Alguma compreensão do azar e dos sucessos aleatórios.
• Raciocínios baseados fundamentalmente no uso heurístico
de juízo.
• Respostas baseadas em modelos não normativos, com muitas
diferentes valorações das situações dependendo
da experiência pessoal (GODED, 1996, p.67)
Concepção “Probabilística Emergente”
, temos como características:
• Uma compreensão inicial sobre a existência de múltiplas
representações matemáticas do azar, a partir de diferentes
perspectivas.
• Habilidade para aplicar modelos normativos a problemas simples
e familiares
• Diferenciação reconhecida entre as crenças
intuitivas e os modelos matemáticos. (GODED, 1996, p.67).
Concepção “Probabilidade normativa”,
temos como características:
• Uma profunda compreensão da noção de aleatoriedade
e sua aplicação ao estudo da realidade.
• Habilidade para selecionar e aplicar modelos normativos e sua
relação com diferentes contextos e fenômenos.
• Capacidade para comparar e contrastar os diferentes modelos e
raciocínio sob critérios normativos nas distintas situações
aleatórias. (GODED, 1996, p.68)
Nossa hipótese era que encontraríamos nos
professores pesquisados, concepções relacionadas às
abordagens Clássica e Formal de Probabilidades, dentre elas, o
raciocínio determinista, considerando a época na qual receberam
sua formação básica (escola básica). Uma análise
de livros didáticos de várias épocas nos levou a
constatar a presença predominante destas duas concepções
no período de formação destes professores (décadas
70, 80 e 90).
Para responder a esta questão aplicamos um questionário
a vinte professores de Matemática do Ensino Fundamental, atualmente
em exercício na rede pública e/ou privada. De posse dos
questionários, realizamos nossas análises, qualitativa e
quantitativa. A qualitativa se deu por meio do software C.H.I.C.
Alguns Resultados
Antes da aplicação do questionário, fizemos nossa
análise a priori, no qual identificamos vinte e cinco possíveis
soluções, que corresponderiam às quatro concepções
de Probabilidade apresentadas por Goded (1996). Organizado os dados, e
aplicado ao software C.H.I.C. nos foi possível obter as relações
O uso da árvore de similaridades nos permitiu explicitar
quatro agrupamentos distintos.
Lembramos que r1, r2,..., r25 correspondem às vinte
e cinco possíveis soluções que foram identificadas
em nossa análise a priori, sendo que seus diferentes agrupamentos
contemplavam diferentes concepções probabilísticas.
Segue anexo o questionário e suas possíveis soluções.
A árvore de similaridade nos mostra quatro agrupamentos, ou seja,
dos professores pesquisados podemos concluir, que há quatro grupos
distintos de professores, classificados de acordo com a sua concepção
de probabilidade. O primeiro grupo pode ser caracterizado como tendo a
Concepção Probabilística Intuitiva, o segundo corresponde
a Concepção não Probabilística da Realidade,
o terceiro corresponde a Concepção probabilística
Emergente e o quarto grupo refere-se à Concepção
Probabilística Normativa.
Perfil dos Professores pertencentes aos diferentes grupos
O instrumento diagnóstico aplicado permitiu aos
professores analisados que registrassem informações pessoais,
acadêmicas e profissionais. Tais dados foram analisados também
por meio do software C.H.I.C, porém por meio do índice de
contribuição , e que nos possibilitou as seguintes observações:
Analisando as principais características dos Professores pertencentes
ao primeiro grupo -Concepção Probabilística Intuitiva,
temos: a formação do Ensino Fundamental ocorreu na década
de 80; a formação do Ensino Médio, por sua vez, na
década de 90; lecionam há mais tempo para turmas do Ensino
Médio; não usam os PCN; o critério de escolha de
livros didáticos utilizado para preparação de aulas
é a quantidade de exercícios que o livro disponibiliza;
consideram que os entes primitivos da probabilidade são a razão,
proporção e freqüência.
Em relação às características dos Professores
pertencentes ao segundo grupo - Concepção não Probabilística
da realidade, temos: a formação do Ensino Fundamental ocorreu
na década de 80; lecionam mais aulas e há mais tempo para
turmas do Ensino Fundamental; usam os PCN; utilizam materiais manipulativos
como metodologia de trabalho em conceitos algébricos; os livros
didáticos adotados e utilizados na preparação de
aulas seguem o critério da orientação dos PCN.
Em relação às características dos professores
pertencentes ao terceiro grupo - concepção Probabilística
Normativa, temos: a formação no Ensino fundamental ocorreu
na década de 70; a formação no ensino Médio,
na década de 80; tanto os livros adotados como os utilizados para
preparação das aulas são escolhidos sem critérios
definidos, e a razão, proporção e a freqüência
são considerados entes primitivos da Probabilidade.
O quarto grupo - concepção Probabilística Emergente,
é composto por Professores que tiveram a formação
do Ensino Médio na década de 90; têm o maior número
de aulas no Ensino Médio; lecionam há mais tempo para o
Ensino Médio, inclusive para a segunda série do referido
nível. Em relação à leitura dos PCN, este
grupo é composto por uma parte significativa de Professores que
declaram ter realizado a leitura e, outra parte, também significativa,
que afirma não ter realizado a leitura; porém, mesmo os
que afirmam ter lido, utilizam-se raramente dos seus conteúdos;
os livros que são adotados são escolhidos pelo critério
quantidade de exercícios disponíveis; os livros utilizados
na preparação das aulas seguem as orientações
dos PCN; e, ainda, temos aqueles que utilizam materiais manipulativos
para lecionar conceitos de geometria e consideram o acaso, o evento e
o espaço amostral como sendo os entes primitivos da Probabilidade.
(GONÇALVES, 2004, p.94)
O quadro a seguir traz um resumo destas observações.
PERFIL DOS PROFESSORES E SUAS CONCEPÇÕES PROBABILÍSTICAS
| Variável |
1º Grupo:
Concepção Probabilística Intuitiva |
2º Grupo:
Concepção não Probabilística da realidade |
3º Grupo:
Concepção Probabilística Normativa |
4º Grupo:
Concepção Probabilística Emergente |
| Formação
no E.F.
|
Década
de 80 |
Década
de 80 |
Década
de 70 |
- |
| Formação
no E.M.
|
Década
de 90 |
- |
Década
de 80 |
Década
de 90 |
| Leciona
há mais tempo |
No
E.M |
No
E.F. |
- |
No
E.M., inclusive para a 2ª série. |
| Leciona
mais aulas
|
Para
turmas do E.M. |
Para
turmas do E.F. |
- |
Para
turmas do E.M. |
| Já
leu os PCN?
|
- |
- |
- |
Sim/Não |
| Usa
os PCN?
|
Não |
Sim |
- |
Raramente |
| Critério
de escolha de livros
Didáticos
|
- |
Seguem
propostas dos PCN |
Sem
critérios definidos |
Pela
quantidade de exercícios |
| Critério
de escolha de livros auxiliares
|
Pela
quantidade de exercícios |
Seguem
propostas dos PCN |
Sem
critérios definidos |
Seguem
propostas dos PCN |
| Metodologia
em Geometria
|
- |
- |
- |
Material
manipulável |
| Metodologia
em Álgebra
|
- |
Material
manipulável |
- |
- |
| Entes
Primitivos da Probabilidade |
Razão,
proporção e freqüência |
- |
Razão,
proporção e freqüência |
Acaso,
evento e espaço amostral |
Vale ressaltar
que em nosso instrumento diagnóstico tivemos condições
de constatar somente os enfoques Formal , Clássico e Freqüentista
de Probabilidades, pois as questões não foram elaboradas
de modo a verificar a existência dos enfoques subjetivo e geométrico
. Esta opção se deu após nossas análises em
livros didáticos e orientações institucionais das
décadas de 70, 80 e 90, que não abordavam os dois últimos
enfoques.
Com isso, concluímos que os professores categorizados como tendo
a Concepção Probabilística Normativa apresentam concepções
relacionadas aos enfoques Clássico e Freqüentista. Não
identificamos e nada pudemos afirmar sobre a Concepção Formal
ou Axiomática, pois não encontramos respostas que tivessem
como justificativa qualquer elemento referente a esta abordagem.
Ambos enfoques, Clássico e Freqüentista, também foram
contemplados em nossa análise qualitativa, pois em várias
questões identificamos justificativas relacionadas ao raciocínio
determinista e ao uso exclusivo da razão entre o número
de casos favoráveis e o número de casos possíveis
de um evento, características do enfoque Clássico.
Em relação ao ponto de vista Freqüentista, constatamos
a existência de um grupo de professores de nossa amostra que mobilizam
uma concepção de probabilidade associada a esse enfoque,
pois validam situações aleatórias por meio da experimentação;
além disso, distinguem a quantidade de lançamentos que são
significativos ou não para tirar qualquer conclusão numa
determinada situação e identificam os espaços amostrais
equiprováveis e não equiprováveis.
Desta forma, os resultados mostram que, embora um grupo de professores
da amostra possui a Concepção Normativa de Probabilidade,
tivemos a ocorrência de concepções cujas características
incluem ausência ou pouca compreensão de elementos essenciais
da Probabilidade, o que justifica e reforça a necessidade de pesquisas
e projetos de formação continuada para professores de Matemática
voltados ao ensino de Probabilidade.
Referências
ARTIGUE, M. Épistémologie et didactique.
Recherches em Didactique des Mathématiques, Grenoble, v. 10, n.
2-3, p. 241-286, 1990.
GODED, P. A. Estudio de las Concepciones disciplinares de futuros Profesores
de Primaria en torno a las nociones de Aleatoriedad y Probabilidad.
Granada: Comares, 1996.
GRAS, R.; PETER, P.; BAQUÉDANO, S. L’analyse implicative
pour l’étude d’un questionnaire de personnalité.
PROCEEDINGS DES JOURNÉES EXTRACTION ET GESTION DES CONNAISSANCES
EGC. Nantes, p.181-187, jan. 2001
GONÇALVES, M.C. Concepções de Professores e o Ensino
de Probabilidades na escola Básica. São Paulo, 2004. 148
f. Dissertação (Mestrado em Educação Matemática)
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Anexos – Questionário e Possíveis
Soluções
1)Considere um tetraedro
regular que possui uma cor diferente em cada face- azul, verde, vermelho
e amarelo.
Apresentada esta situação-problema a três alunos, e questionando-os sobre
a probabilidade da face não visível ser azul, as estratégias e conclusões
dos alunos foram:
Aluno 1- Este aluno, de posse do tetraedro, realizou
50 lançamentos, dentre os quais observou que em 21 vezes ocorreram faces
azuis; então, concluiu que a probabilidade de ocorrer face azul é de 42%.
Aluno 2 – Este aluno acompanhou a estratégia do aluno 1, porém discordou
da conclusão, afirmando que a probabilidade de ocorrer face azul num tetraedro
regular é de 1 em 4.
Aluno 3 - Este aluno realizou de modo formal, como razão entre número
de sucessos sobre o número total de chances, P(A) = ¼, concluindo, então,
que a probabilidade de ocorrer
face azul num tetraedro regular é de ¼.
Explique a estratégia de cada um dos alunos.
2)Em relação à
mesma situação anterior, porém, perguntando
aos alunos se as cores têm as mesmas chances de serem contempladas num
lançamento ao acaso. as respostas que obtivemos foram:
Aluno 1- Não, pois no experimento que realizamos saíram quantidades de vezes diferentes de cada cor.
Aluno 2- Não sei, pois pelo experimento
observamos que não, mas pela solução formal observamos que sim.
Aluno 3- Sim, pois cada cor aparece uma vez no tetraedro e, como ele é
regular, todas têm as mesmas chances.
Das respostas acima, com qual você concorda?
E como você explicaria aos outros alunos
que suas respostas
Possíveis Soluções:
Em relação ao aluno 1, o professor poderá justificar:
R1. O aluno tirou sua conclusão de acordo com o que tinha como
resultado de um experimento.
R2. O aluno ignorou ou desconhece a resolução formal de
probabilidades.
Em relação ao aluno 2, o professor poderá justificar:
R3. O aluno conhece o modo formal de resolver probabilidade e também
reconhece a experiência como válida numa situação
de probabilidade. R4. O aluno não sabe ou está confuso entre
os dois processos de resolução.
Em relação ao aluno 3, o professor poderá justificar:
R5. O aluno conhece o modo formal de resolver probabilidade.
2)Em relação à mesma situação anterior,
porém, perguntando aos alunos se as cores têm as mesmas chances
de serem contempladas num lançamento ao acaso. as respostas que
obtivemos foram:
Aluno 1- Não, pois no experimento que realizamos saíram
quantidades de vezes diferentes de cada cor.
Aluno 2- Não sei, pois pelo experimento observamos que não,
mas pela solução formal observamos que sim.
Aluno 3- Sim, pois cada cor aparece uma vez no tetraedro e, como ele é
regular, todas têm as mesmas chances.
Das respostas acima, com qual você concorda? E como
você explicaria aos outros alunos que suas respostas não
são válidas?
Possíveis Soluções:
Ao concordar com a resposta do aluno 1, identificamos:
R6. O aluno 1 realizou experimentos, resultando uma quantidade maior de
vezes em uma das cores, o que nos leva a concluir que as cores não
tem as mesmas chances de serem contempladas. Explicaria aos demais alunos
que suas conclusões não estão certas porque o dado
pode estar viciado.
R7. O aluno 1 realizou experimentos, resultando uma quantidade maior de
vezes em uma das cores, o que nos leva a concluir que as cores não
tem as mesmas chances de serem contempladas. Explicaria aos demais alunos
que suas conclusões não estão certas porque somente
reconhecemos como válidos os resultados das experiências.
Ao concordar com a resposta do aluno 2, identificamos:
R8. O aluno 2 observa o experimento, porém, como também
tem um conhecimento formal, não o valida, já que os resultados
são diferentes. Explicaria aos demais alunos que suas conclusões
não estão certas porque o dado pode estar viciado, o que
justifica a conclusão do aluno em não saber.
Ao concordar com a resposta do aluno 3, identificamos:
R9. O aluno 3 se apropriou de um modo formal de resolução,
o que está correto. Explicaria aos demais alunos que suas conclusões
não estão corretas devido à quantidade de experimentos
realizados, pois 50 é muito pouco.
R10. O aluno 3 se apropriou de um modo formal de resolução,
o que está correto. Explicaria aos demais alunos que suas conclusões
não estão corretas porque os resultados entre as experiências
e o formal teriam que ser iguais.
3) Outra situação envolvendo o tetraedro
regular foi apresentada aos alunos:
Com o mesmo tetraedro regular foram realizados 1000 lançamentos
e observados as seguintes ocorrências: 350 verdes, 150 azuis, 300
vermelhos e 200 amarelos. Com isso pode-se afirmar que no 1001º lançamento
tenha-se 35% de chance de ocorrer face verde?
Aluno1- Sim, pois no experimento realizado a face verde apareceu maior
número de vezes.
Aluno 2- Não sei, pois, experimentalmente, a face verde apareceu
350 vezes num total de 1000 lançamentos, mas a probabilidade de
cada face é a mesma (1/4).
Aluno 3- Não, pois todas as cores têm as mesmas chances de
ocorrer.
Comente as respostas dos três alunos
Possíveis Soluções:
Ao comentar a resposta do aluno 1, identificamos:
R11. O aluno 1 realizou experimentos, resultando uma quantidade maior
de vezes em uma das cores, o que nos leva a concluir que as cores não
tem as mesmas chances de serem contempladas.
R12. O aluno 1 realizou experimentos, resultando uma quantidade maior
de vezes em uma das cores, o que nos leva a concluir que as cores não
tem as mesmas chances de serem contempladas, uma vez que o número
de experimentos realizados foi significativo.
Ao comentar a resposta do aluno 2, identificamos:
R13. O aluno 2 observa o experimento, porém como também
tem um conhecimento formal, não o valida já que os resultados
são diferentes.
Ao comentar a resposta do aluno 3, identificamos:
R14. O aluno 3 só reconhece como válida a resolução
formal.
R15. O aluno 3 só reconhece como válida a resolução
formal, ignorando o fato de que o tetraedro pode estar viciado.
4)E com um tetraedro não regular? O que acontece? Esta situação
foi apresentada verbalmente aos alunos, momento em que o professor explicou
como seria um tetraedro não regular, e as respostas foram:
Aluno 1- Mantenho os experimentos e tiro as conclusões a partir
dos resultados.
Aluno 2- A probabilidade de cada face ser contemplada se mantém,
pois cada cor continua aparecendo uma única vez.
Aluno 3- As probabilidades de cada cor são diferentes devido aos
tamanhos das faces serem também diferentes. Talvez, para se ter
uma resposta, fosse preciso realizar muitos lançamentos e, a partir
daí, verificar a freqüência de cor.
Comente as respostas dos três alunos
Possíveis Soluções:
Ao comentar as respostas do aluno 1, identificamos:
R16. O aluno 1 só reconhece como válida a resolução
de modo experimental.
R17. O aluno 1 só reconhece como válida a resolução
de modo experimental, ignorando a regularidade ou não do tetraedro.
Ao comentar a resposta do aluno2, identificamos:
R18. O aluno 2 relaciona com o modelo anterior de tetraedro, ignorando
o fato de não ser regular.
Ao comentar a resposta do aluno3, identificamos:
R19. O aluno 3 só reconhece como válida a abordagem freqüentista.
R20. O aluno 3 tem noções de eqüiprobabilidade.
5)Um professor propôs aos alunos um problema que
perguntava sobre a probabilidade de se obter cara num lançamento
de uma moeda honesta, colocando uma moeda na mão de cada aluno
e pedindo que a lançassem algumas vezes para observar os resultados.
Disponibilizou, também, uma tabela contendo os resultados de 3000
lançamentos, ao final dos quais observou-se 2000 resultados “cara”,
com a informação de que aquela tabela foi construída
para o tipo de moeda que eles estavam usando na classe. Ao final, o professor
observou resoluções de quatro alunos:
• Aluno 1: P(C) = ½ = 50%, pois só podemos obter cara
ou coroa
• Aluno 2: Realizou 10 experimentos e obteve 6 caras, e concluiu
que a resposta da questão seria 60%
• Aluno 3: Realizou 100 lançamentos, obtendo 38 caras, e
concluiu que a resposta da questão seria 50%, pois mesmo com estes
valores só existem dois resultados possíveis.
• Aluno 4: Indicou que a probabilidade de obter cara vale 2/3 por
causa da tabela.
Das resoluções acima, com qual você concorda? Justifique.
Possíveis Soluções:
Ao concordar com a resposta do aluno 1, identificamos:
R21. O aluno 1 só reconhece como válida a resolução
de modo formal.
R22. O aluno 1 só reconhece como válida a resolução
de modo formal, ignorando o fato de o dado ser ou não viciado.
Ao concordar com a resposta do aluno 2, identificamos:
R23. O aluno 2 fez novos experimentos e a partir deles chegou à
sua conclusão.
Ao concordar com a resposta do aluno 3, identificamos:
R24. O aluno 3 fez novos experimentos, pois reconhece o modelo experimental
como solução de um problema de probabilidade, porém
discorda dos resultados, mantendo-se no resultado formal.
Ao concordar com a resposta do aluno 4, identificamos:
R25. O aluno 4 reconhece a tabela e valida os resultados, uma vez que
o número de experimentos é bastante significativo.
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