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BUSCANDO
CAMINHOS ATRAVÉS DA ANÁLISE DAS PRODUÇÕES DOS
ALUNOS
Maria
Luiza Martins Costa - Cooperativa Educacional Colégio Paulo Freire
de Jundiaí
"Aprender
a ler e escrever já não é, pois, memorizar sílabas,
palavras ou frases, mas refletir criticamente sobre o próprio processo
de ler e escrever e sobre o profundo significado da linguagem.”
FREIRE, Paulo. Ação Cultural para a Liberdade e outros escritores,
Ed. Paz e Terra, RJ, 1982, P.49.
Este trabalho
surgiu como proposta durante a assessoria de Língua Portuguesa,
no ano de 2003, do Colégio Paulo Freire. A escola sentia necessidade
de uma análise mais objetiva da escritura dos alunos dos 3ºs
e 4ºs Ciclos, visava buscar melhorias nessa escrita e atualizar o
professor em seu campo de atuação, por isso recorreu à
assessoria.
No primeiro encontro, definiu-se como ponto de partida, a realização
de um levantamento diagnóstico de problemas de escrita que seriam
apresentados em um quadro para cada texto, de modo que se pudesse visualizar
as principais dificuldades que os alunos apresentavam. Neste caso específico,
a análise incidiu sobre os textos de todos os alunos da 6ªs
séries A e B.
Com esse objetivo traçado foi sugerida a leitura de LÜDKE
e ANDRÉ, ( ? ),o capítulo três, que traz orientações
de como registrar e anotar dados durante uma observação.
(As anotações seriam feitas durante a produção
do texto e a realização de atividades que seriam desenvolvidas
com o objetivo de solucionar problemas de escrita).
A primeira proposta de produção de texto com esse objetivo
de análise foi feita em fevereiro de 2003, às 6ªs séries
A e B, do período da manhã, turmas numa faixa etária
de 10 a 12 anos, que estudam juntos desde as séries iniciais. Todos
têm acesso a livros, a bibliotecas, a bancas de jornais e revistas,
à Internet, e pertencem a um nível sócio-econômico
de classe média. Nota-se como característica principal do
grupo a alegria, a união e a solidariedade entre eles.
O tema sugerido foi os Heróis, já que se estuda a Mitologia
Grega na primeira unidade do livro adotado Português Linguagens
de William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães.
A sugestão feita aos alunos consistia em escrever uma narrativa
com os heróis preferidos do mundo real ou do mundo imaginário
como os da televisão, das histórias em quadrinhos ou dos
livros que já tivessem lido.
As classes responderam positivamente ao estímulo. Alguns alunos
já tinham lido algumas obras da mitologia, como Os doze trabalhos
de Hércules, outros já conheciam alguns mitos, dentre eles
Dédalo, Ícaro, Perseu, Pandora, Ulisses. Envolvidos num
assunto de seu conhecimento, demonstraram boa disposição
em fazer o texto e pontualidade na entrega.
Após trocarem idéias sobre seus heróis prediletos,
seguiram-se as explicações para a escritura da narrativa
e o objetivo do texto escrito. A aceitação veio de todos,
deixou-se bem claro que seus textos seriam objeto de análise e,
juntos, posteriormente, estaríamos reconhecendo as falhas que necessitariam
de um estudo mais cuidadoso.
Durante o momento de escrita, alguns comentários feitos pelos alunos
foram anotados e aqui são reproduzidos, procurando ser bem fiéis
às suas falas e às observações da professora.
Anotações
da 6ª série A
Alguns alunos perguntaram se o herói poderia ser real como pai
ou mãe, ou imaginário como os heróis dos desenhos
de tevê, de histórias em quadrinhos.
A. logo escolheu os palhaços de rodeio, outros fizeram brincadeiras
pela sua escolha, chegaram a citar Thandbirds, Charles Chaplin, os bombeiros,
Xuxa, etc.
M. B. perguntou se eu conhecia um herói Samurai e se poderia escrever
sobre ele.
M. disse-me, com ar maroto, que seu herói era Hitler. Fiquei espantada
e perguntei porque ele o escolhera, e ele brincando completou: "Meu
herói é o Tom Hanks no filme O resgate do soldado Ryan".
Durante a escrita perguntara-me como se escrevia Ryan.
A., que não pára um segundo, perguntou como escrevia existia,
se com z ou x.
V. disse que em seu texto ele teria um envolvimento com o seu herói,
o herói o salvaria de uma enrascada.
Conversaram durante dez minutos, entusiasmados.
M. N. perguntou se poderia contar a história como ele sendo o herói,
ou se poderia escrever somente sobre o herói. Deixei-o escolher
a opção que mais lhe agradasse.
Precisei chamar a atenção da classe, pois o entusiasmo cresceu
muito e alguns se queixaram que não conseguiam escrever com o barulho.
A classe sossegou e só se ouvia o ruído do ventilador e
o burburinho da classe vizinha.
M. B., R. e V. trocaram idéias sobre os heróis que tinham
escolhido, riram e fizeram gozações.
V. trouxe sua produção feita e perguntou-me se dez linhas
seriam suficientes. Respondi-lhe que se achava que o seu texto estava
completo e estava satisfeito, então estava bom.
M.quis saber como se escrevia shopping.
Interessante, até agora perguntaram sobre palavras em inglês,
heróis americanos, grata influência da televisão e
do cinema e uma sobre o personagem Chaves, de um seriado televisivo, onde
o personagem diz túcia. Queriam saber se era astúcia. Orientei-lhe
a escrita túcia> astúcia.
G. C. não sabia o que escrever. Perguntei-lhe se possuía
algum herói e ele disse que era o seu pai. Sugeri que falasse sobre
o trabalho dele, seus valores, o por quê da admiração.
Pareceu-me satisfeito.
Estavam preocupados com os títulos que dariam.
A. cantou por algum tempo, canções que falavam sobre rodeios
e peões quando percebeu que estava passando sua produção
a lápis, ficou bravo consigo mesmo e resolveu consertar.
Quiseram colocar o título de outra cor, estavam preocupados em
escolher um bom título.
A. continuou cantando "Quando a luz dos olhos meus..." referência
à novela das 20 horas, de uma emissora nossa, bastante conhecida,
foi repreendido pela M., que segundo ela, ele "enchia".
Contaram as linhas escritas, pois havia explicado que se o texto fosse
muito curto, eu não teria elementos para a minha análise.
Trouxeram suas produções para que eu as lesse e corrigisse,
mas deixei-lhes claro da necessidade de possuir a escrita deles, sem a
minha revisão.
Perguntaram: "E se tivermos muitos erros de escrita? Se tiraria pontos?"
Expliquei mais uma vez que essa produção eu estaria analisando
as dificuldades ortográficas, observando os parágrafos e
não estaria preocupada com a nota.
V. resolvera aumentar o seu texto e não sabia escrever captar ,
expliquei-lhe que era com p mudo.
M. perguntou que horas eram, pois estava preocupa com o tempo que lhe
restava para passar a limpo.
Perguntei se havia algum aluno que ainda não conseguira desenvolver
a escrita, mas todos responderam que sim, seus textos estavam quase prontos.
Num período de duas aulas de 45 minutos.
Contei-lhes num determinado momento da aula, quais foram e são
meus heróis. Na infância, Popeye, Batman, Zorro, Pedrinho
(Sítio do Pica-pau Amarelo), alguns heróis de filmes e hoje,
percebo que meus heróis são os personagens dos livros que
estou lendo. Se eu gosto deles, envolvo-me com suas vidas, fico até
triste quando a leitura termina, é como se eu tivesse que me despedir
deles.
Saindo para o recreio, G. C. veio me contar sobre seu pai. Disse-me que
era uma pessoa "super" nervosa, estourada, triste e que depois,
com a ajuda dos filhos, foi mudando, tornou-se mais paciente e isso para
ele, G., foi uma vitória que o pai conquistou, sendo inclusive,
o herói de sua narrativa.
Antes do sinal do término das aulas dois alunos quiseram ler seus
textos em voz alta para toda a classe.
Anotações
da 6ª série B:
A mesma proposta foi feita à 6ª B. A classe discutiu bastante
o tema.
Eles estavam em grupos (trabalho efetivado na aula anterior) pediram para
continuar como estavam.
Consenti (mas me arrependi), esta classe é muito prosa e por eu
ter sido muito solicitada, fiz poucas anotações durante
a escrita.
Contavam sobre seus heróis de forma desorganizada, todos falavam
ao mesmo tempo, riam alto, falavam interrompendo a escrita alheia. Fiz
várias interferências quanto à desorganização
e conseqüentemente não conseguiram escrever o texto durante
a aula, nem passaram a limpo, levaram para casa e trouxeram no dia seguinte.
As próximas tarefas foram examinar onde se encontravam as maiores
dificuldades de escrita apresentadas nas produções e confrontar
com o Plano de Ensino. Dessa confrontação, observar se o
plano atendia com os conteúdos propostos, as dificuldades detectadas.
Caso contrário, realizar as adaptações necessárias.
A seguir, escolheram-se os problemas que seriam solucionados, construíram-se
as atividades de reflexão que deveriam dar conta dessas falhas,
o que seria observado em uma nova produção de texto.
A primeira análise fez parte de um quadro onde foram observados
os seguintes elementos: o título, a estrutura do texto, a pontuação,
a acentuação, o uso de letras maiúsculas, repetições,
ortografia, desconhecimento de regras gramaticais básicas entre
outras.
Antes de se partir para a análise das produções,
algumas observações se fazem necessárias. Relata-se
daqui o andamento da aula a partir das anotações feitas
com base em Ludke e André. Durante a escrita, percebeu-se o encaminhamento
da aula com uma dinâmica, uma troca de conhecimento e de afetividade
entre professora e alunos. Notou-se a língua sendo trabalhada e
discutida de forma viva e interessante, e esse momento de escrita passou
a ter um sentido: “o ato de escrever para avaliar-me como aluno”.
É o momento de se refletir sobre as aulas de língua que
se têm dado, nas quais atividades de fixação e repetição,
em geral com exemplos desprovidos de sentido, são retirados de
um texto que não o do aluno, muitas vezes isolados e analisados
sempre como uma língua que não fosse nossa.
Após essas reflexões, é necessário considerar
a escrita dos alunos, observando onde desconhecem aspectos da língua
padrão, sem necessidade de um massacre gramatical. Por conta desse
desconhecimento que a análise diagnóstica apresentou, que
se construíram as atividades a serem desenvolvidas em sala de aula.
Dessa maneira, nos momentos dedicados à análise dos dados
da língua, o professor deve ir além da mera nomeação
e classificação dos fatos, selecionando o que vai ser enfocado,
não estritamente dentro do que foi planejado, mas de acordo com
as produções da classe.
SILVA et al (1986), já verificaram a necessidade de o professor
estar atento e sensível às produções dos alunos,
àquilo que elas nos mostram e nos escondem do conhecimento e da
capacidade lingüística individual destes.
Para atender a essa necessidade que se analisou os textos dos alunos das
6ªs séries, fazendo-se um levantamento das irregularidades
apresentadas em suas narrativas.
Foram avaliadas quarenta e seis produções cujos quadros
encontram-se anexados no final do trabalho. Aqui, apresentaremos apenas
as produções de quatro alunos, com seus respectivos quadros
por representarem uma espécie de síntese das falhas presentes
nos textos de toda a turma. São os quadros 04, 08, 28 e 30, da
primeira avaliação, alunos N., V.A., L. e B.. Posteriormente,
apresentaremos os textos e os quadros referentes à 2ª e 3ª
produção dos alunos. Ou seja, em três momentos teremos
uma avaliação dessas escritas: uma no mês de fevereiro,
(texto 01), chamada diagnóstica, conforme explicações
dadas; uma no mês de junho, (texto 02), uma produção
avaliativa da metodologia utilizada até o momento e, a última,
(texto 03) no mês de outubro, como uma constatação
dos resultados obtidos
Texto 01 – Aluno N.
O HOMEM-ARANHA
1 Era uma
vez um estudante chamado Peter Parker. Ele era um rapaz muito inteligente,
mas também um rapaz bem zuado.
Peter Parker era uma pessoa comum como qualquer outro até hoje.
Hoje Peter foi a uma escursão com sua escola, num laboratório.
5 No laboratório estavam fazendo várias experiências,
uma delas era modificar a capacidade de algumas aranhas exemplo: a aranha
poder pular 40 vezes sua própria altura, teias muito resistentes,
mais agilidade, mais força e um sentido de perigo.
No laboratório tinha 15 aranhas só que 1 tinha fugido e
essa aranha picou Peter. Nesse dia Peter começa a passar mal e
quando volta para casa, cai num sono.
10 No dia seguinte Peter começa perceber algumas mudanças,
parece estar mais musculoso e forte, consegue enchergar bem sem os óculos.
Então se passa mais um dia na escola. Logo após a escola,
Peter começa a entender tudo e descobre seus poderes.
Então Peter resolve ir num ringue lutar, luta livre com um lutador
profissional, para ganhar 3.000 dolares só que depois que Peter
derrota o lutador, o diretor do local que aconteceu a luta, não
15 quis lhe dar o dinheiro e o manda embora, Peter com raiva vai indo
embora e o diretor ao mesmo tempo está sendo assaltado. O ladrão
foje e Peter não o detem, com raiva do diretor.
Depois Peter descobre que seu tio Ben foi morto por um ladrão.
Peter fica furioso e vai atraz do ladrão.
Peter detem o ladrão, mas descobre que foi o mesmo ladrão
que tinha deixado fugir.
20 Então desse dia em diante resolve combater o crime se denominando
HOMEM-ARANHA
Segue análise:
(quadro 04)
| Aluno:
N. Fevereiro/2003 |
| Apresentou
um texto com uma letra legível e no final um lindo desenho bem colorido
de seu herói favorito: o homem aranha. |
| Estrutura
da narrativa: início: Era
uma vez ... L. 1 |
| Repetição:
rapaz L 2
lutar, luta livre L. 13
substantivo próprio:Peter
(em todo o texto)
...Peter descobre que seu
tio Bem foi morto por um ladrão. Peter fica furioso e vai atraz
do ladrão. L.17 e 18
Peter detem o ladrão, mas
descobre que foi o mesmo ladrão que tinha deixado fugir. L.19 |
| Pontuação:,Peter
foi a uma escursão....L.4
, estavam fazendo várias experiencias...L.5
, exemplo L. 6
, tinha 15 aranhas L.8
, Peter começa perceber L.
10
, Peter resolve ir num ringue
lutar L.13
.Só que depois que Peter L.
14
. Peter com raiva L. 15
, Peter descobre L.17
Então, desse dia em diante,
L. 20 |
| Mais
de uma letra para representar um só som: escursão> excursão L.4
Atraz>atrás L.17
Enchergar>enxergar
L.11
Foje>foge L.16 |
| Acentuação:
experiencia, propria, oculos, dolares |
| Conectores:
pr. relativo: ...o diretor
do local que aconteceu a luta...> onde aconteceu a luta L.14 |
| Acentuação
diferenciada para o verbo
deter : singular e plural: ele detém# eles detêm L.16
e 19 |
| Marcadores
temporais: até hoje.L.3
Hoje...
L. 4 |
| Referência
ao lugar anafórico: No laboratório L. 8 > Lá... |
| Numeral:
40 vezes L.6
15 aranhas L. 8
1 tinha fugido L. 8 |
| Plural:
tinha 15 aranhas L. 8 |
| Estrutura
da oralidade: ir num ringue L. 13
Peter com
raiva vai indo embora L. 15
zuado L.2 |
Texto 01—
Aluno V.A.
SPIDER –MAN
1 Certo dia
em Spick City, cerca de 15 traficantes estavam aterrorizando a cidade,
mas ali eles não sabiam que existia o Spider-man, um homem que
quando era criança foi picado por uma aranha venenosa, e isso fez
com que ele virasse o Spider-man (homem aranha) o herói da cidade.
Já era quase 10:00h da noite e os traficantes entraram em ação,
mas o Spider-man recebeu 5 um aviso e saiu rapidamente em busca de capturar
os traficantes, 4 deles se espantaram, mas o Spider-man logo deu um jeito
neles. Os outros 11 mal sabiam que ninguém na historia de Spick
City conseguiu derrotar o Spider-man, mas eles não estavam nem
ai, começaram da tiro, nenhum acertou, e o Spider-man muito ágil
derrotou todos que vieram. Enfim faltava o chefe da gangue,i, o Spider-man
só prendeu ele na sua teia e foi embora.
10 Então na manhã seguinte o Spide-man acordou vitorioso
e todos os moradores felizes.
Segue análise:
(quadro 08)
| Aluno:
V. A. Fevereiro/ 2003 |
| Apresentou
título, o nome do herói, como é conhecido, em inglês e em vermelho.
Recuo de parágrafo e letra legível.
Introdução
da personagem com marcador temporal: Certo dia L. 1
Um
texto com apenas três parágrafos, onde o terceiro é longo, como
uma descrição de uma cena de um filme. |
| Pontuação:
, em Spick City L.1
. Mas, ali, L.1
Spider-man (homem aranha),
o herói L.3 (uso inadequado dos parênteses)
. Spider-man recebeu um aviso
L. 4
. 4 deles se espantaram L.5
, mal sabiam L.6
.Começaram da tiro L. 7
,faltava o chefe da gangue
L. 8
, na manhã seguinte, o Spide-man...L.
10 |
| Acentuação:
heroi, éra, historia, ai>aí |
| Estrutura
da oralidade: " ...Saiu rapidamente em busca de capturar os
traficantes..."L 6
"...mas eles não estavam nem aí..."L 7
"...começaram da tiro...” L. 7
um homem
que quando era criança L.2 |
| Uso
do pr. pessoal reto no lugar de oblíquo: só prendeu ele L. 9 >
só o prendeu |
| Numeral:
15 traficantes L. 1
4 deles L. 5
11 mal sabiam L. 6 |
| Transposição
da fala : i>e |
| Troca
fonética: j>z (letras mal traçadas) |
| Uso
inadequado de vocabulário: verbo: se espantaram> enfrentaram
(?) L. 5 |
| Concordância:
já era quase 10:00h> já eram quase 10:00 horas L4 |
Texto 01
— Aluna L.
4 ESPIÃS + Q+QD+
1 Um belo
dia na cidade de Corlêndia, depois de uma semana de trabalho e estudo
as: 4 espiãs +Q+QD+, Luíza Torre de Pizza, a Iza, Malu Sagu
apelido Gugu, Vive Lili e Maruca maluca, apelido Ruruca, foram se divertir
um pouco. Resolveram ir ao parque de diversões DIVERSÃO
A VISTA.
5 —Tive uma idéia ótima!—disse Malu Sagu.—
Vou convidar minhas amigas para irmos ao parque de diversões!
Depois de tudo foram se encontrar. Maruca desta vez não estava
de rosa, e sim com um vestidinho azul, salto alto, anel, colar, brinco,
óculos escuro e bolsa. Bem é o jeito dela o que narradora
posso fazer !?
10 Já Malu Sagu como sempre usando chapéu, não sei
como ela consegue usar chapéu nesse calorão! Ei mas não
é só isso estava de bota e meia ¾! É doida
mesmo, pirou!!!
Vivi Lili pronta pra brigar calsa, sandália, brinco cabelo amarrado
e uma bolsinha.
Luíza Torre de Pizza estava pronta para bater perna: tênis,
camiseta, saia, rabo de cavalo e blusa na cintura (não sei pra
que, nesse calor
15 Bem mas isto não interessa. Chegando ao parque estavam muito
bem comendo, andando, conversando, brincando, até que de repente
um grupo de pessoas esbarram nelas. Vivi então gritou:
—Sua mãe não te deu educação não?
Volte aqui se for homem!
Como não voltaram Iza falou:
— Bem que eu eles meio gays.
20 Ruruca vê uma coisinha brilhando no chão:
— Ei, é uma moeda acho que caiu daquele cara.
Logo a polícia chega e pergunta:
— Vocês viram um grupo de pessoas fugindo?
Malu Sagu pensa um pouco e diz:
25— Fugindo, moedas, só alguém nesse mundo capaz de
roubar apenas moedas, e esse alguém é o
— CAPITÃO CHARLATÃO — Disseram todas em coro.
— Vamos meninas está na hora das 4 espiãs +Q+QD+ entrar
em ação! — falou Iza.
Saíram depressa em direção ao ladrão.
— Ei elas não responderam nossa pergunta! — falou o
policial indgnado.
30 Elas resolveram se separar cada uma para um lado: Vili para Norte,
Isa para leste, Gugu para oeste e Ruruca para Sul.
— Vamos nos encontrar aqui daqui meia hora — disse Ruruca
Vivi Lili foi para a ala de brinquedos aquáticos, Isa nos radicais
Malu Sagu nos infantis e Ruruca nos cinemas 3D e teatros.
35 Depois de meia hora elas se encontraram sem nenhuma Pista além
de algumas moedas, mas não significava muita coisa porque qualquer
um pode perder moedas.
Estavam meio felizes meio tristes. Tristes por não achar o ladrão
felizes por andar em vários brinquedos. E enquanto conversavam
ali bem no nariz delas estava o CAPITÃO CHARLATÃO comprando
um sorvete, foi quando Malu Sagu falou:
40 — Vamos pegálo!
— Não sei, é a minha escova, ela pode estragar.—
Falou Ruruca
Isa respondeu:
— Que se exploda a sua escova! Vamos!!!
Então elas agarraram o CAPITÃO CHARLATÃO e seus capangas,
eles foram presos e
45 condenados a muitos anos de prisão. E assim tudo ficou tranqüilo.
(até o próximo misterio)!
FIM
(quadro 28)
| Aluna:
L. Fevereiro/ 2003 |
| Apresentou
um título diferente: 4 espiãs +Q+QD+. Parágrafos com recuo no narrador
e sem recuo quando tinha
diálogo, no uso dos travessões. Apresentou no final de seu texto
um desenho criativo e colorido com as personagens criadas. |
| Pontuação: , na cidade de Corlêndia... L. 1
, as 4 espiãs...L.1
, apelido Gugu ...L. 2
, foram se encontrar. L.7
, e sim, com um vestidinho...L.
7
, é o jeito dela, ...L.
8
, como sempre, ...L. 10
Ei, mas não é só isso, ...
L. 11
Vivi Lili, pronta pra brigar:
calsa,... L. 12
(não sei pra que, nesse
calor!) L. 14
Bem , mas isto não interessa.
L. 15
, estavam muito bem, comendo...L.15
, um grupo de pessoas...
L. 16
, não? Volte aqui, se for
homem! L. 17
, Iza falou: L. 18
, acho que caiu daquele cara....L.21
, está na hora das 4 espiãs
...L. 27
, elas não responderam...L.29
, daqui meia hora. — disse
Ruruca. L.
32
,Malu Sagu...L. 33
, elas se encontraram...L.
35
, porque qualquer um pode
...L. 36
,meio tristes. L. 37
, felizes por andar...L.
37
, enquanto conversavam,
ali, bem no nariz delas, estava o ...L.38
—Falou Ruruca. L. 41
(até o próximo mistério!)
L. 45 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: calsa>calça
diverções>diversões |
| Estrutura
da oralidade: Vamos nos encontrar aqui daqui meia hora...L 32 |
| Acentuação:
aquaticos, varios, misterio |
| Segmentação:
pegalo>pegá- lo L. 40 |
| Pulou
palavras: Depois de tudo foram se encontrar...> Depois
de tudo combinado, ...L. 7
Bem é o jeito dela
o que narradora posso fazer? >Bem, é o jeito dela, o que eu narradora...L.
8,9
—Bem que eles meio
gays.> Bem que eu acho eles meio gays! L. 19 |
| Uso
de numeral: título : 4 espiãs L. 27 |
| Letras
maiúsculas no meio da frase: Disseram L. 26
Falou L. 41
Pista L. 35 |
| Concordância: óculos escuro> óculos escuros L. 8
Um grupo de pessoas
esbarram nelas > esbarra L. 16 |
Texto 01—
ALUNA B.
Super Choque
1 Um dia
Vangel acordou, foi tomar café, escovou os dentes e foi para a
escola, encontrou seu amigo e os dois foram juntos. Vangel iria convidar
uma amiga que ele gostava muito para ela ir ao baile com ele.
Vangel disse:
5— Oi! Você quer ir ao baile comigo esta noite?
Antes dela responder, chegou o pior inimigo de Vangel, Roger. Ele disse:
— Sai pra lá ela irá ao baile comigo.
Ele pegou Vangel e o jogou no armário. Quando ele ia dar um soco
em Vangel, seu amigo chegou e pois o Roger para correr.
10 Vangel estava voltando para sua casa quando Roger apareceu em sua frente,
Vangel saiu correndo e entrou em um lugar que não tinha saída.
Roger encheu o Vangel de pancada até que seu amigo chegou com sua
gang. Roger saiu correndo e deixou Vangel jogado no chão. Seu amigo
afalou:
— Entre em minha gang, assim ele vai parar de te amolar.
15 Quando Vangel estava jantando seu pai lhe perguntou o que tinha acontecido,
Vagel falou que ele estava jogando bola e caiu. Vangel estava em seu quarto
e o telefone toca. Ele atendeu, era seu amigo, ele disse:
— Venha à fábrica de produtos toxicos.
Vangel chegou lá, seu amigo lhe deu uma arma más ele a jogou
no rio, derrepente a polícia 20chegou e começou a atirar,
os tiros acertaram os tambores de gases que começaram a sair, todos
desmaiaram. No dia seguinte no hospital, todos estavam estranhos inclusive
Roger, ele começou a soltar poderes de fogo. Vangel acordou, saiu
da cama e o lençol não queria desgrudar dele, Vangel foi
fazer a barba e o barbiador ligou sozinho, ele se olhou no espelho e viu
que ele estava com raios em volta dele aí ele descobriu que ele
tinha poderes. Ele escolheu uma roupa e um nome Super
25 Choque. Ele pegou uma tampa de lixo, foi à escola e ajudou a
fazer os preparativos do baile. Vangel estava indo embora quando viu Roger
destruindo uma loja aí o Super Choque e ele começaram a
brigar. O Super Choque ganhou. No dia seguinte, sua amiga falou que aceitava
ir ao baile com ele, ele ficou muito feliz e, os dois foram juntos ao
baile.
FIM
(quadro
30)
| Aluna:
B. Fevereiro / 2003 |
| Apresentou
letras maiúsculas com substantivos próprios, letra legível e título. |
| Recuo
de parágrafos: não há recuo de parágrafos com os travessões. L.
7,14,18. |
| Pontuação:
...Quando Vangel estava jantando seu pai lhe perguntou...L 22
|
| Transposição
da fala: barbiador>barbeador
descobrio>descobriu
pois>pôs (v. pôr) |
| Segmentação:
derrepente>de repente |
| Acentuação:
más> mas
Toxicos |
Numa análise
do conjunto dos quadros, observou-se a repetição de algumas
falhas de escrita:
• problemas com a ortografia: confusão quando há mais
de uma letra para representar o mesmo som, exemplos: calsa>calça,
escursão> excursão, atráz>atrás, enchergar>enxergar,
foje>foge; desconhecimento das regularidades contextuais em certas
palavras: quadro 03: pesoa>pessoa, quadro 5: sepre>sempre, ningém>ninguém;
palavras/frases escritas com a estrutura da oralidade: quadro 4: ir num
ringue >ir ao ringue, quadro 8: mas eles num estavam nem aí,
quadro 18: Num dia de tarde eu tava andando de bicicleta que quando derepente
aparece os ladrões e pegaram eu e daí o SP e o SC vem me
salvar...; numerais: quadro 8: 15 traficantes, 4 deles, quadro 28: 4 espiãs;
segmentação inadequada: quadro 28: pegalos> pegá-los,
quadro 30: derrepente> de repente, quadro 38: em bora> embora, com
migo>comigo, quadro 42: em quanto>enquanto, porisso> por isso;
trocas fonéticas: quadro 19: t>d, garando>garanto, quadro
21: totos>todos, quadro 26: f>v; fou>vou; uso de maiúsculas
no lugar de minúsculas e vice-versa: quadro 28: — Falou Ruruca.,
quadro 17: referência aos personagens Gordo e Magro em letras minúsculas.
• pontuação inadequada: falta de ponto final; ponto
de exclamação; ponto de interrogação; vírgulas;
excesso do uso dos parênteses. Em todas as produções
analisadas. (Observar análise do quadro 28, principalmente).
• falta de acentuação: quadro 4: experiência>experiência,
própria>própria, óculos>óculos,dólares>dólares;quadro
8: herói>herói,éra.era,historia>história,
quadro 28: mistério>mistério,vários>vários,
ai>aí, quadro 30: más>mas.
• ausência de concordância verbal e nominal: quadro
8: já era quase 10 horas>já eram quase dez horas, quadro
28: um grupo de pessoas esbarram nelas> um grupo de pessoas esbarra
nelas, quadro 14: eles sempre me ajudaram e ajuda quando eu presciso>
eles sempre me ajudaram e ajudam quando eu preciso, quadro 18: esse dias>
esses dias.
• falhas de coesão textual: repetição excessiva
de substantivos e pronomes, principalmente: quadro 4: Ele era um rapaz
muito inteligente, mas também um rapaz bem zuado, ainda nesse mesmo
quadro o substantivo Peter aparece em todas as frases, sem buscar um substituto,
quadro 30: Vangel, Roger e Super Choque são repetidos constantemente;
uso inadequado dos marcadores temporais e de anafóricos referentes
a lugares: quadro 4: No laboratório> Lá, uso excessivo
da palavra então, marcando seqüência narrativa; desconhecimento
do uso de pronomes relativos, no papel de substituição:
quadro 4: o diretor do local que aconteceu a luta> o diretor do local
onde aconteceu a luta, quadro 8: só prendeu ele> só o
prendeu; quadro 10: que não conseguiu matar ele> que não
conseguiu matá-lo, quadro 12: deu-lhe outro soco na cara dele>
deu-lhe outro soco, quadro 23: ele acabou com todos esses> aqueles.
Nesse momento
, ainda no 1º bimestre do ano letivo, com o planejamento preparado,
passou-se à comparação entre as necessidades constatadas
e o que o plano propunha. Algumas alterações foram necessárias,
como a pontuação que não constava do 1º e do
2º bimestre, só no 4º; a concordância verbal e
nominal que estavam no 3º bimestre teve uma retomada ainda no 1º;
coesão e coerência textual, com poucas sugestões de
atividades no 4º bimestre, passou a ser visto também no primeiro,
já o estudo da ortografia constava em todo o ano letivo e continuou
assim.
Um fato chamou a atenção com respeito à forma de
utilização do livro didático na elaboração
do planejamento. O livro deve servir de apoio, e não ser o condicionador
dos conteúdos que o professor deverá seguir para a análise
da língua em sala de aula. E foi isso que se constatou, comparando-se
o programa e o livro didático e procurou-se alterar. Se um conteúdo
visto na série anterior, não foi ainda assimilado, o livro
didático não faz uma revisão desse conteúdo;
o professor tem que estar atento a esses fatos e por isso, a análise
da produção dos alunos se faz necessária para a elaboração
do conteúdo do plano de ensino. Por outro lado, é comum
perceber-se que há conteúdos obsoletos nos livros adotados
em sala de aula e que são transpostos ao programa, se não
se leva em conta as reais condições de escrita do aluno.
Durante quatro meses, realizou-se com as classes atividades de leitura
e escrita de narrativas: anedotas, fábulas, contos, crônicas,
histórias em quadrinhos, notícia jornalística; gêneros
diversos onde o enfoque maior foi na pontuação, na ortografia,
na coesão e na coerência textual. Para a produção
de textos, as correções foram efetuadas na lousa ou com
uso do retroprojetor, utilizando-se trechos dos textos dos alunos com
os problemas citados acima, para serem refletidos e reescritos juntos.
Quanto à
ortografia, trabalhou-se a comparação de palavras com outras
da mesma família, para poder ajudar na escolha da letra certa.
Por exemplo: atrás- atrasado-atrasou; o uso do J/G; a letra X,
com seus diferentes valores sonoros; o uso de mau (adjetivo) e mal (advérbio);
o verbo haver na forma do presente do indicativo há, e a artigo,
pronome ou preposição, o uso de SS/C/Ç/SC/S, em diferentes
posições na palavra. Quanto ao acento gráfico foram
retomadas a acentuação das proparoxítonas, paroxítonas,
oxítonas, monossílabos, ditongos e hiatos. As próprias
atividades do livro adotado foram usadas nessa revisão, porém
complementadas com o trabalho de CARVALHO et al. Construindo a escrita:
Gramática/ortografia, vol. de 1 a 4. Para a pontuação,
as atividades continuaram sendo observações nas leituras
feitas em sala de aula.
Ao se constatar as falhas de coesão e coerência textuais,
se fez necessária a ampliação desse conhecimento
por parte da professora, através da leitura dos livros de KOCH,
(1993) que trata do assunto com clareza, numa linguagem acessível
e esclarecedora.
Foi objeto de reflexão com a classe o papel dos conectores para
escrever com coesão, onde se viu o uso do MAS, ENTÃO, QUE,
NEM, POIS, PORÉM, SE, QUANDO. Foi revisada a função
dos pronomes, principalmente dos pessoais retos e oblíquos.
Para a segunda
produção, a de junho, (texto 02), três propostas de
narrativa foram feitas, seguindo para o fantástico, gênero
que as classes aceitaram muito bem.
Não foram feitas anotações durante a escrita.
Texto 02
— Aluno N.
JACK O LOBISOMEM
1 Sua cabeça doía e parecia girar. Não conseguia
entender como fora parar naquele pequeno barco.
Era uma noite quente, no céu havia uma bela lua cheia e o barulho
da água do rio era uma espécie de música lenta e
monótona a martelar seus ouvidos.
5 Seu nome era Jack. Ele estava muito confuso, não entendia o que
estava fazendo ou o que tinha feito, estava vestindo apenas um short e
uma camiseta, toda rasgada, era a roupa com que dormia. Suas mãos
estavam sujas de sangue por causa de alguns machucados que tinha feito
e provavelmente devia ter acabado de fazer.
Jack naquele barco, sem compreender absolutamente nada, e não era
a primeira vez que 10isso acontecia, Jack já muitas vezes acordou
em vários lugares diferentes, sem se quer compreender o mínimo
possível, da razão de estar naquele lugar e sempre em lua
cheia, e é só Jack olhar a lua e pronto é como se
dormisse de novo e só acordasse de novo em seu quarto. Só
que dessa vez, Jack acordou em seu quarto, mas com um detalhe, estava
com os machucados nas mãos iguais aos que tinha quando estava no
pequeno barco, como era meio esquecido, pensou que tinha 15feito os machucados
e não se lembrava.
Então os dias foram passando, Jack acordando nesses lugares estranhos,
sem explicações, então no fim Jack acabou achando
que esses lugares eram sonhos, mas será que eram sonhos mesmo.
Jack começou a se interessar por histórias e filmes de terror,
ele achava esses seres monstruosos, muito legais, e o seu personagem favorito
era o lobisomem.
20 Tinha alguma coisa acontecendo com Jack, ele estava tendo alguns comportamentos
estranhos, parecidos com o de um cachorro. Seus pais começaram
a ficar preocupados, mas Jack, garantiu que não era nada.
Logo após o almoço, Jack saiu e foi ao zoológico
com seu irmãozinho e levou sua máquina fotográfica
e só voltou à noite. Quando voltou, foi logo dormir e deixou
a câmera ligada em cima da 25cômoda ao lado de sua cama, quando
acordou a máquina fotográfica havia tirado várias
fotos dele dormindo, na verdade ele não estava muito dormindo,
mas sim muito peludo. Jack, quando olhou as fotos, ficou incrivelmente
assustado, isso explicava tudo o que tinha acontecido com ele, seu comportamento,
os lugares, tudo, Jack era um lobisomem. Gostava do personagem lobisomem
em filmes, mas não queria ser um, isso colocaria a vida de inocentes
em risco.
30 Com medo de machucar alguém, Jack passou dez anos procurando
a cura, e como não achava se trancava em jaulas, de barra de aço
não podendo sair. Como não achou a cura e não aguentava
mais aquela vida monstruosa e miserável, se matou com uma bala
de prata o que achou que deveria ter feito a muito tempo.
| Aluno:
N. Junho/ 2003 |
| Sua
letra continua legível, num trabalho limpo e bem organizado em parágrafos
bem definidos. O título é uma referência
a Jack, personagem de filmes de terror. |
| Pontuação:
, o lobisomem (título)
e, provavelmente, L.7 e 8
, naquele barco L.9
.Jack já muitas vezes L.10
, é como se dormisse L.12
.Como era muito esquecido
L.14
,os dias foram passando,
L.16
.Mas será que eram sonhos
mesmo? L.17 e 18
, levou sua máquina fotográfica
L. 23
.Quando acordou, a máquina
fotográfica L.25
;na verdade, L. 26
.Isso explicava tudo L. 27
em jaulas de barra de aço,
não podendo sair. L. 31
, o que achou que deveria
ter feito L. 32 |
| Desconhecimento
do uso do verbo haver indicando tempo passado: ...que deveria ter
feito a muito tempo. L. 33 |
| Estrutura
da oralidade: Uso excessivo de gerúndio:
Então os dias foram passando, Jack acordando nesses lugares
estranhos, sem explicações, então, no fim Jack acabou achando...
L. 16 e 17
...
havia tirado várias fotos dele dormindo, na verdade ele não estava
muito dormindo, mas sim muito peludo. L. 26 |
| Repetições:
(substantivo próprio) - Jack L. 10,18, 21, 26, 30.
É como se dormisse de novo
e só acordasse de novo em seu quarto. L.11
Jack passou dez anos procurando
a cura... Como não achou a cura ...L. 30 e 31 |
| Acentuação: ausência de trema: aguentava>agüentava
L.32 |
O aluno N.
não apresentou falhas ortográficas; a oralidade ainda se
faz presente no uso excessivo do gerúndio e do substantivo próprio;
quanto à acentuação, só faltou a colocação
de um trema, mas ainda apresenta pontuação inadequada.
Texto 02
— Aluno V.A.
RUÍDOS DA MORTE
(1) Ao chegar
em casa, à noite, toda a família já estava reunida
em frente à televisão, como sempre. A deusa dos raios azulados
parecia hipnotizar adultos e crianças. Ele pensou em dizer alguma
coisa, mas logo viu que seria inútil, ninguém desviaria
os olhos da telinha para lhe dar atenção.
(5) Então Walter resolveu ir ao seu quarto e continuar a fazer
seus planos de mudança de casa.
Ele começou a ouvir uns barulhos de ruídos, daí percebeu
que o jogo entre Brasil e Turquia estava no intervalo, e foi até
a sala falar o que tanto queria aquela hora:
— Bom pessoal, eu tenho uma coisa muito importante para falar a
vocês.
Todos estavam destraídos e nem ouviram.
(10) — Gente — gritou — eu tenho uma coisa para falar
com voces
— Fala então
— É que eu resolvi que nós iremos mudar.
— Êêêêêê — gritou todos
felizes.
— Isso é muito bom não é?
(15) —Claro
—Mas eu tenho outra coisa para falar.
—Fala então!
— Acabo de ouvir ruídos lá fora.
—O quê?
(20) — É isso mesmo
— Vamos lá ver o que está acontecendo.
Todos foram, Walter (pai) foi pela direita.
Marisol (mãe), foi pela frente, e as crianças ficaram na
frente da casa esperando-os
De repente Marisol sente que está se aproximando destes ruídos,
quando viu que era seu vizinho, o Rogério que estava se transformando.
Cabelos compridos, todo cheio de pelos, e pelado.
Então ela olhou para cima e viu que era noite de lua cheia e chegou
a conclusão que...
— Socorro, o lobisomem!!! — gritou — Socorro, Socorro!
Imediatamente o pai e os filhos foram pelo mesmo caminho que ela tinha
ido.
Encontrou ela e viu que o lobisomem estava quase alcançando-a quando
viu que tinha uma (30)coisa brilhando ao seu lado. Pegou e viu que era
uma sub- metralhadora. Segurou, viu que estava carregada e atirou no lobisomem.
“Tchau”.
Depois ele viu que era seu vizinho e voltou para sua casa inconformado
por ter matado seu vizinho, o seu melhor amigo.
Todos estavam dormindo menos Walter, que ainda não se conformava.
(35) Pegou a arma foi até a esquina da rua e...”Pôu.Pôu,Pôu!
Três tiros na cabeça dele mesmo, morreu.
| Aluno:
V. A. Junho/ 2003 |
| Texto
com bastante diálogo usando corretamente os travessões, mas não
a pontuação final dos períodos; letra legível; título em vermelho;
parágrafos bem marcados. |
| Pontuação: ,Walter resolveu L.5
— Gente — gritou — eu tenho
uma coisa para falar com vocês! L.10
— Fala, então! L.
11, 17
— Isso é mesmo muito bom,
não é? L. 19
— Claro! L. 15
— É isso mesmo! L.
20
— Vamos lá ver o que está
acontecendo? L. 21
esperando-os. L. 23
De repente, Marisol sente
L. 24
Então, ela olhou L. 26
Walter (pai) foi pela direita.
L.22 (parênteses)
Marisol (mãe), foi pela frente,
e as crianças ficaram na frente da casa esperando-os. L. 23
Depois, ele viu L. 32 |
| Acentuação:
voces>vocês;
pêlos (substantivo);
éra>era; estáva>estava
Crase: ... chegou a conclusão que... L. 26 |
| Repetição:
Depois ele viu que era seu vizinho e voltou para sua casa inconformado
por ter matado seu vizinho, o seu melhor amigo. L. 32 e 33
Viu L. 24, 29, 30 32 |
| Estrutura
da oralidade: Ele começou a ouvir uns barulhos de ruídos... L. 6
E atirou
no lobisomem. “Tchau”. L. 31 |
| Concordância
verbal: ...gritou todos felizes. L. 13 |
| Ortografia:
desconhecimento de regularidade contextual: Marisol>Marissol
L. 23 e 24 |
V.A. apresenta
em seu texto, além das falhas analisadas acima, problemas de coerência
textual: seu personagem Walter diz que vai se mudar, todos concordam alegremente,
mas essa ação perde-se na narrativa; do nada, o surgimento
de uma arma para matar o lobisomem, assim como seu suicídio na
esquina da rua. Não assimilou completamente a pontuação.
Texto 02
— Aluna L.
“Um gato e uma maldição”
(1) Aquele
gato sabia distinguir uma pessoa da outra. Seus olhos liam as intenções
de cada uma. Sabia quem era falso ou sincero, traidor ou leal, com boas
ou más intenções.
Maria ouvira isso na escola na hora do recreio, e ficou pensando no assunto
o resto do dia, imaginando se era verdade ou não, se era só
uma fofoca da turma. Mas resolveu investigar, é claro (5)com sua
melhor amiga Claudiglanete, sabe elas eram meio que uma dupla de “detetives”,
adoravam investigar tudo que acontecia na escola, qualquer coisinha estranha
que acontecesse lá estavam elas na biblioteca, no laboratório,
em casa, em todo lugar.
Bem voltando ao que interessa lá estavam elas escolhendo por onde
começar perguntando pra galera se sabiam alguma coisa sobre o assunto,
ou pesquisando em livros, enciclopédias, (10)revistas e jornais
antigos. Resolveram então ver o que pessoal sabia para depois ir
mais fundo. Escutaram vários tipos de comentários: “Dizem
que ele é um monstro do além disfarçado de gato”
ou “Dizem que se a pessoa for ruim ela é amaldiçoada
pelo gato” ou até “Ah, eu quero ser ele quando eu crescer.”
Diante desses comentários nem um pouco produtivos resolveram ir
aos livro. Procuraram, (15)procuraram até que Claudiglanete achou
num livro bem velho e empueirado alguma coisa sobre o tal gato e parecia
que aquela história de maldição era verdade, lá
no livro tava escrito assim:”Se por acaso uma pessoa ruim encontrar
o gato e olhar bem nos seus olhos, este será amaldiçoado
por ele.”
As duas ficaram chocadas com o que tinham acabado de ler e resolveram
então ir falar com o menino que tinha dito sobre a maldição
para ver se ele sabia mais alguma coisa, e não é que ele
(20)sabia, falou que tinha ouvido dizer de um gato muito estranho que
estava rondando pela escola e que era conhecido como GATO FOR EVER, e
que ficava indo de classe em classe passando por aluno e coisa e tal.
Tinha uma menina na classe da Maria e da Claudiglanete, a Greideice, que
era muito chata e má, ela vivia chingando as pessoas, estragando
tudo que era NOSSO, brigando, encrencando, ou (25)seja uma chata completa.
O que será que ia acontecer se a Greideice encontrasse com o gato?
Sei lá!
Bem, elas continuavam investigando sobre o GATO FOR EVER e descobriram
que ele era rarissimo de se encontrar igual, e que as maldições
eram ele que escolhia de acordo com a maldade da pessoa, e dependendo
podiam ser bem cruéis.
(30) Todos evitavam qualquer tipo de gato, tinham até umas meninas
exageradas que evitavam seus próprios “gatos”. Só
tinha uma pessoa que não tava nem aí, a Greideice, vivia
falando e fazendo suas maldades, ela maltratava até pobres animaizinhos
meigos e indefesos (oh!).
Um dia ela pegou um gato que estava no seu caminho, olhou bem pra ele,
e deu um chute no coitado que saiu voando, e num estalar de dedos Greideice
desapareceu para sempre. Muitos dizem (35)que ela morreu, mas o que eu
acho mesmo é que aquele gato era o FOR EVER e que a amaldiçoou
por 100 anos como uma pobre gata, igualzinho a ele.
| Aluna:
L. Junho/ 2003 |
| Título
colocado entre aspas, letra legível, parágrafos bem marcados. |
| Pontuação: claro, com sua melhor amiga...L. 4
.Sabe, elas eram meio...L.
5
, lá estavam elas L. 6
, voltando ao que interessa,
lá estavam... L 8
...perguntando L. 8
, disfarçado de gato L.
11
, ela é amaldiçoada pelo
gato, L. 12
.Lá no livro tava escrito
L. 16
? Falou que tinha ouvido
L. 20
ou seja, uma chata completa.
L. 25 |
| Acentuação:
rarissimo> raríssimo L.28 |
| Concordância
verbal e nominal: perguntando pra galera se sabiam > se sabia
L. 9
resolveram ir aos livro> ir aos livros L. 14 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: chingando> xingando
L.24
empueirado>
empoeirado L. 15 |
| Estrutura
da oralidade: ,lá no livro tava escrito...L. 15
então ir
falar L. 18
que não
tava nem aí... L. 31 |
| Numeral:
100 anos L. 36 |
O que se
pode observar na produção de L. além das falhas anotadas
no quadro, é que em determinado momento da narrativa, conforme
assinalado em letras maiúsculas no texto, ela usa a primeira pessoa,
confundindo-se como narrador-personagem do texto.
Texto 02
— Aluna B.
O gato Forever
(1) La na minha rua, havia um gato muito esperto, ele era de raça
Angorá de cor cinza e se chamava Forever.
Aquele gato sabia distinguir uma pessoa da outra. Seus olhos liam as intenções
de cada uma. Sabia quem era falso ou sincero, traidor ou leal, com boas
ou más intenções.
(5) Um dia Forever estava na rua, quando voltou para casa, encontrou sua
dona morta, ele ficou muito triste e disse para si mesmo:
— Eu vou encontrar quem matou minha dona.
Desde então Forever passou a ser um investigador.
De manhã, começou a procurar pistas, achou um pedaço
da roupa do bandido. Forever tinha (10)um amigo, que era um cachorro,
ele se chamava Bingo.
Forever perguntou para ele:
— Bingo, você me ajuda a encontrar o bandido que matou minha
dona?
Bingo responde:
— É claro que sim amigo.
(15) Quando os dois estavam saindo, escutaram uma vizinha falando para
um policial que quem assacinou Maria, foi um homem alto, moreno, com cabeça
raspada e com bigodes grandes. Bingo achou pegadas no chão. Ele
foi farejando, farejando até que eles saíram em frente de
uma casa abandonada, de repente saiu um homem de lá, o gato olhou
fixamente para seus olhos, ele viu um homem malvado, aí ele pensou
nas características do bandido e falou para o cão.
(20) — É ele o assacino.
Os dois pularam em cima do bandido. La perto tinha um policial, ele escutou
o barulho e foi ver. Ele tirou os dois de cima do homem, ele viu o rosto
dele e lembrou que ele é o bandido mais procurado do Rio de Janeiro.
Com isso Forever e Bingo ficaram muito famosos. O bandido pegou prisão
perpétua, o gato, (25)como não tinha mais onde morar, resolveu
ir morar na rua, mas o cão, seu melhor amigo, não deixou
Forever ir embora, então o cão disse:
— Forever, quer morar em minha casa?
Forever responde:
— É claro que sim amigo. Muito obrigado.
(30) E assim, Forever e Bingo, resolveram virar Detetives.
Fim
| Aluna
: B. Junho/ 2003 |
| Produção
bem elaborada, com título, parágrafos bem definidos.
Não
há recuo de parágrafos quando emprega os travessões.
L. 7, 12, 14, 20, 27, 29. |
| Pontuação: , Forever estava na rua e, quando voltou
para casa, encontrou sua dona morta. Ele ficou...L. 5
, Forever passou a ser
L. 8
, amigo. L. 14
, saiu um homem de lá.
O gato ...L. 18
falou para o cão: L.
19
Lá perto, tinha um
L. 21
, Forever e Bingo L.
24
, meu amigo. L. 29
Forever e Bingo resolveram...
L. 30 |
| Mais
de uma letra para representar um só som: assacinou>assassinou
L. 16 |
| Acentuação:
la>lá L. 1, 21 |
| Repetição:
Os dois pularam em cima do bandidos. La perto tinha um policial,
ele escutou o barulho...L. 21 ele> que
Ele tirou os dois de cima
do homem, (ele) viu o rosto dele e lembrou que era (ele é) o bandido...L.
22
...mas o cão, seu melhor
amigo, não deixou Forever ir embora,
(então o cão) disse:...
L.26 ( usar o E conectivo). |
| Forma
do verbo usada incorretamente: presente> passado é> era L.
22 |
| Uso
de letra maiúscula: Detetives> detetives L. 30 |
Quanto à
pontuação, B. continua sem observar o lugar dos travessões
nos diálogos, já obteve melhoras na acentuação
e na ortografia, mas ainda há repetições desnecessárias
e falhas de pontuação.
Após
a análise das produções de junho, resolveu-se iniciar
o 2º semestre trabalhando com mais intensidade a estrutura da narrativa,
com exercícios de eliminação de repetição
de palavras, mais alguns aspectos ortográficos — o som /s/
e o /z/ com diferentes grafias — acentuação novamente
e crase. As atividades ortográficas foram realizadas com recortes
de palavras, através da seleção de sons, onde se
constatou que ainda alguns alunos não distinguiam o som /s/ do
/z/. Novas atividades de pontuação foram elaboradas como
textos sem pontuação para serem reescritos, histórias
em quadrinhos, observando-se o vocativo, o aposto e a vírgula com
advérbios e locuções adverbiais.
Para alguns alunos que não aparecem nessa amostragem, mas apresentavam
outras falhas ortográficas, entre elas trocas de letras, oposição
surda/sonora: f>v, t>d, p>b, conforme anexo, o Colégio
ofereceu aulas de recuperação em Língua Portuguesa
em outro período, onde se trabalhou o gênero poético,
com atividades que favoreciam a sensibilização para se observar
essas falhas, onde houve sensível melhora.
A terceira
produção ocorreu no mês de outubro, o tema sugerido
“uma viagem à memória”, buscando lembranças,
objetos que tiveram significado durante sua infância e trazê-los
para aquele momento. Esta escritura conta com a parceria dos pais que
também produzem um texto para os filhos, relembrando o mesmo episódio
ou narrando outro de seu agrado, numa visão diferenciada de participante
do fato.
Texto 03
— Aluno N.
MEU CACHORRINHO
Oi, meu nome é N., muito prazer, e agora eu vou lhes contar uma
história que aconteceu comigo há muito tempo atrás,
lá vai.
No dia 10 de outubro de 1994, meu aniversário, eu ganhei um ótimo
presente, algo que eu queria faz tempo, um cachorrinho.
Quando eu o vi, aquele Fox Paulistinha, marrom e branco, fiquei muito
feliz, e logo em seguida o trouxemos para casa. Quando chegamos, ele logo
se sentou no meio da lavanderia e começou a me olhar e eu a olhá-lo,
então ele, continuou a me olhar e eu também, logo em seguida
ele olhou para os lados e voltou a me olhar e eu nem por um segundo desviei
o olhar. Então, a expressão dele começou a mudar
e ele deu um latido e correu pra cima de mim, eu numa reação
de susto saí correndo e pulei em cima da mesa e lá fiquei
até não perceber mais sinal de perigo, aí desci.
Na hora em que desci e dei alguns passos, o “cachorro monstruoso”,
percebeu minha aproximação e logo veio em minha direção,
para me atacar, só, que fui mais rápido e voltei à
mesa.
Eu não sabia o que fazer com a “fera descontrolada”,
ele já tinha até abdusido a minha mãe que dizia:
“Ele só quer brincar.” Há,há,há...,
até parece, ele quer é me morder.
Então passei a noite bem atento, veja como sou corajoso, até
passei a mão nele enquanto ele estava dormindo. Algum tempo depois
descobri que ele não era mau e nem era um cão monstruoso
mas sim, um ótimo cão e um grande amigo que está
comigo até hoje e seu nome é Saturno.
Nesta produção, quanto à forma conseguiu-se garantir
menos falhas, ainda restando trabalhar com a pontuação,
mas quanto ao conteúdo, obteve-se um texto alegre e criativo.
Texto 03
— Aluno V.A.
Viajando pela memória
Estava no
Colégio “Paulo Freire”, pré-escola, todos estavam
dentro da sala de aula brincando de rodar, eu e o Raul na maior velocidade,
de repente, a minha mão escorregou e eu tropecei caindo de costas
e batendo a cabeça na ponta da mesa. Foi uma choradeira, quando
vi aquele vermelho saindo da minha cabeça.
Todos tiveram que parar de brincar. A ajudante da professora fez os primeiros
socorros, depois fui para Sininho (inspetora) e logo após fui para
o hospital, levar três pontos.
O aluno apresentou
um texto curto, usou vários verbos no gerúndio, utiliza
ainda parênteses como aposto, tem ainda problemas com a pontuação.
Texto 03
— Aluna L.
LILICA
Quando eu
tinha 4 anos, eu estudava numa escolinha chamada “Marquês
de Rabicó”, em Jundiaí.
Um dia eu estava brincando no pátio, até que a professora
me chamou. Ela me levou até um quartinho onde tinha um monte de
brinquedos da filha dela. Tinham bichinhos de pelúcia, coisas de
casinha, bonecas, Barbies, etc... Então a professora pegou uma
cachorrinha de pelúcia e me deu de presente.
Quando fui embora, mostrei o presente que tinha ganho aos meus pais. Ao
chegar em casa, estava assistindo o desenho Tiny Toons, onde os personagens
principais eram os coelhinhos Lilica e Perninha, como eu gostava muito
do desenho resolvi dar esse nome a cachorrinha.
E essa é a história de como eu ganhei o meu brinquedo de
pelúcia Lilica.
Por ser
um texto espontâneo, apresenta traços da oralidade, pontuação
inadequada com menor freqüência, não se notam falhas
ortográficas e repetições cansativas.
Texto 03 — Aluna B.
O pincel assassino
Era no ano
de 1999, eu tinha oito anos, estava brincando com meus amigos Bruno, Carol,
Karine, minha irmã Juliana e meu primo Guilherme.
Nós estávamos fugindo da Carol, porque ela estava com um
pincel cheio de tinta e correndo atrás da gente. A Karine estava
na minha frente, eu tropecei no pé dela e caí com o joelho
na ponta da gradinha de limpar o pé, que estava em frente ao alambique
do meu pai. Eu fiz dois furos no joelho. Meu pai e minha mãe me
levaram para o hospital.
Eu levei seis pontos no joelho, três em cada furo.
Na escola, minha professora colocou uma cadeira para eu colocar a perna.
Depois de uma semana eu tirei os pontos e voltei a brincar.
Nota-se
que o texto apresenta neste momento outras necessidades, como a de trabalhar
melhor os elementos de construção da narrativa, para torná-la
mais envolvente.
Esse tipo
de avaliação diagnóstica proposta para análise
da escrita dos alunos vem mostrar aspectos positivos.
A metodologia empregada mostrou resultados excelentes, como pode ser constatado
nas análises acima. Pode-se observar avanços em alguns aspectos,
principalmente naqueles que foram objeto de atividades de reflexão,
como a ortografia, a acentuação, a pontuação,
a concordância verbal e nominal, a coesão textual. Esse processo
é um continuum, não se encerrando com alguns objetivos alcançados.
Novas produções foram elaboradas até o momento e
conseguiu-se garantir menos falhas, de onde concluímos que é
esse o caminho a ser seguido.
A elaboração de um plano de ensino com conteúdos
que estejam voltados para a escrita dos alunos, atendendo às suas
necessidades e, não, a que o livro didático sugere, deve
ser o enfoque do planejamento fazendo com que essa atividade não
seja estática e rígida, porém adaptável às
necessidades da classe.
Com isso, observa-se uma economia do trabalho para o professor, quanto
a ele buscar na gramática conteúdos que satisfaçam
seu plano de ensino, podendo utilizar o que ele tem em mãos, a
riqueza que são as produções de seus alunos.
Anexo 1.
Quadros de avaliação dos textos
Quadro 01:
| Aluno:
J. P. |
| Tem
letra legível, apesar da explicação ter sido voltada para a produção
de uma narrativa, a aluno apresentou seu texto em tópicos de descrição
dos personagens do livro O senhor dos anéis. |
| Título:
retoma uma expressão muito usada na programação humorística da TV
:”meu herói!” |
| Pontuação:
,que (explicativa)
, na rua (lista)
.ponto (Amigo)
, seu pai(.)
. guerreiros
.flecha
.espadas |
| Acentuação:
herois, barbaro, principe, tambem |
| Introdução
das personagens: sem obedecer à convenção de apresentação |
| Estrutura
do texto: tópicos à guisa de glossário.
1º
parágrafo: descrição
2º
parágrafo: apreciação
3º
parágrafo: apreciação
4º
parágrafo: apreciação. |
| Letra
maiúscula: rua bolsão (Bolsão) |
| Repetição:
amigo de Galdalf. Amigo tambem de Sam... |
| Uso
de conectores entre as frases e os parágrafos: que morava
e
ajuda a Frodo
Um principe guerreiro, seu pai (cujos pais) |
| Uso
de verbo: ausência no segundo período: L.2 ...seu tio Bilbo Bolseiro,
amigo de Gandalf. |
| Encadeamento
e paralelismo: de Mary, de Pipen... |
| Uso
inadequado de parêntesis: Um anão (barbaro), pensa... |
| Uso
de numeral: 9 guerreiros
4 hobbits |
| Uso
de letra de forma. F,G, S, F |
| Ausência
de plural: muito bom em arco e flechas |
Quadro
02:
| Aluno:
M. B. |
| Apresentou
um ótimo texto com pouquíssimas falhas. |
| Produção
com título e recuo de parágrafo. |
| Uso
do h: há |
| Letra
maiúscula: Samurai |
| Crase:
h(á) |
| Uso
de preposição: para- com |
| Pontuação:
, mãe |
| Construção:
ainda criança |
| Informação:
espada de madeira/verdadeira |
| Concordância:
existe livros |
| Conectores
interfrásticos: estrutura |
Quadro
03:
| Aluno: A. |
| O
texto de Aristides tem uma falha de uso do narrador: ele falou dele
mesmo só que em 3ª pessoa. No último parágrafo ele usa a 1ª pessoa:
O meu pai... |
| Recuo
de parágrafo adequado.
Sua
produção apresenta dois títulos: o primeiro como se fosse o tema
escolhido: Palhaços de rodeios e um segundo título O peão desmaiado. |
| Pontuação:
Existia um garoto, que tinha 8 anos ele
ia no sítio dos tios e montava em cabritos escondido, com 9 anos já montava em bezerros. L.1,2,3
,mas L.9
aí o palhaço de rodeio L. 13
. O pai L.11 |
| Repetição:
pr. relativo que;
pr. pessoal ele.
ia montar L. 8 e 10
o meu pai L. 16 e 17 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: diço>disso |
|
começei>comecei |
|
adimiro>admiro |
| Desconhecimento
das regularidades contextuais: pesoa>pessoa |
| Desconhecimento
da forma verbal no pretérito perfeito: desmaio>desmaiou |
| Falta
de complemento verbal para o verbo transitivo: Até que um dia o
menino quis provar, inventou... L.7 |
| A
produção tem uma estrutura que lembra música de rodeio, procurando
fazer algumas rimas. |
| Uso
da expressão temporal daí em diante no lugar de uma conclusão. L.19 |
Quadro
04:
| Aluno:
N. |
| Apresentou
um texto com uma letra legível e no final um lindo desenho bem colorido
de seu herói favorito: o homem aranha. |
| Estrutura
da narrativa: início: Era
uma vez ... L. 1 |
| Repetição:
rapaz L 2
lutar, luta livre L. 13
substantivo próprio:Peter
(em todo o texto)
...Peter descobre que seu
tio Bem foi morto por um ladrão. Peter fica furioso e vai atraz
do ladrão. L.17 e 18
Peter detem o ladrão, mas
descobre que foi o mesmo ladrão que tinha deixado fugir. L.19 |
| Pontuação:,Peter
foi a uma escursão....L.4
, estavam fazendo várias experiencias...L.5
, exemplo L. 6
, tinha 15 aranhas L.8
, Peter começa perceber L.
10
, Peter resolve ir num ringue
lutar L.13
.Só que depois que Peter L.
14
. Peter com raiva L. 15
, Peter descobre L.17
Então, desse dia em diante,
L. 20 |
| Mais
de uma letra para representar um só som: escursão> excursão L.4
atraz>atrás L.17
enchergar>enxergar L.11
foje>foge L.16 |
| Acentuação:
experiencia, propria, oculos, dolares |
| Conectores:
pr. relativo: ...o diretor
do local que aconteceu a luta...> onde aconteceu a luta L.14 |
| Acentuação
diferenciada para o verbo
deter : singular e plural: ele detém# eles detêm L.16
e 19 |
| Marcadores
temporais: até hoje.L.3
Hoje...
L. 4 |
| Referência
ao lugar anafórico: No laboratório L. 8 > Lá... |
| Numeral:
40 vezes L.6
15 aranhas L. 8
1 tinha fugido L. 8 |
| Plural:
tinha 15 aranhas L. 8 |
| Estrutura
da oralidade: ir num ringue L. 13
Peter com
raiva vai indo embora L. 15
zuado L.2 |
Quadro
05:
| Aluna:
G. S. |
| Recuo
dos parágrafos e travessões de diálogos.
Construiu
um texto falando de suas heroínas as meninas Superpoderosas e ao
lado tinha uma florzinha desenhada, referência à personagem Florzinha
e termina com uma moral: "não faça aos outros o que não quer
que façam com você."
Título:
As Meninas Super Poderosas em O Evento da Cabelera |
| Pontuação:"
...__Florzinha não ligue para os outros..." L.63
"__ Obrigado Professor
você me ajudou muito!" L.72
"E Florzinha disse
que nada e lança no cabelo delas Que também ficaram feios então
disse:
"_Agora estamos Kits! "L.90,91 e 92.
"Enquanto voavam
toda a cidade ria de Florzinha e ela..." L.32 e 33
" ...e se cobre com
a coucha da cama e fica assisntindo TV."L.48
"Quando alegremente
passa seu pai o professor Antônio passa em frente ao quarto e vê...
"L. 48 até 52
, prefeito! L.17
, meninas, L. 22
, Florzinha, L. 18
E Florzinha sem saber L.
41
, E vai perguntar o que
aconteceu L. 52 e 53
, como já disse...L. 83
, estamos Kits!!! L. 92 |
| Transposição
da fala: cabelera>cabeleira
tava>estava
cabelereiro>cabeleireiro
mais>mas |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: rizada>risada L.65
coucha>colchaL. 48 |
| Desconhecimento
de regularidades contextuais: sepre>sempre
ningém>ninguém |
| Ausência
do uso do pronome pessoal oblíquo:"...cansada de ver elas rindo
pergunta..."L24 |
| Uso
inadequado do pr. pessoal oblíquo:"...pedia para suas irmãs
te ajudar" L.8> ajudá-la |
| Concordância:
"...Lindinha e Docinho sepre estavam brava." L.2, 3
"__Obrigado
Professor (disse Florzinha)..." L 72 |
| Acentuação:
á L. 14 |
| Uso
de letra maiúscula: um dos Edifícios L. 43 |
| Separação
de sílaba: segura-ndo L.65 |
| Repetição:
passa L.50 e 51
sobre você você L. 70
atacar L. 84 e 85
então L.87
disse L. 89
dela L.
24 e 25
E sai chorando voando para casa, quando chega em casa ...L.
46 e 47 |
| Ausência
de travessão no diálogo: L. 80,81 e 82
L. 89 |
| Segmentação:
a gora > agora L. 92 |
| Concordância:
E suas irmãs não gostaram e todos... L.94 e 95
Responde Lindinha e Docinho L. 28 |
| Oralidade:
e grita dizendo L. 43 e 44 |
| Uso
exagerado de gerúndios: E sai chorando voando... L. 46 |
Quadro
06:
| Aluno:
G. D. |
| Texto
limpo, com três parágrafos assim estruturados: o primeiro: apresentação
das heroínas com descrição; o segundo: sua função; o terceiro: dirige-se
ao leitor, para esclarecer que apesar de feias, são heroínas.
No
final de seu texto, fez os desenhos de todas elas e pintou. |
| Título:
em letras de forma, bem marcadas em vermelhos: AS TARTARUGAS NINJAS |
| Não
apresentou falhas de escrita. |
Quadro
07:
| Aluno:
M. N. |
| Seu
texto foi apenas um parágrafo de cinco linhas, descrevendo
o seu herói sem detalhes. Abaixo de sua produção tem o desenho,
pintado de cor laranja e tomando todo o resto da página.
O
título apresentado está em letras bem grandes e escrito em preto. |
| Parágrafo:
não apresentou o recuo. L.1 |
| Transposição
da fala: capítolo> capítulo
Ingrasado>engraçado |
| Acentuação:
heroi>herói |
| Desconhecimento
de formas verbais: presente_ passado
"O
Kenny morre todo capítolo, não fala só fiz gemido..."L.4 |
| Pontuação:
,só L.4 |
| Repetição:
Eu gosto dele por que ele L. 5 |
| Segmentação:
por que> porque |
Quadro
08:
| Aluno:
V. A. |
| Apresentou
título, o nome do herói, como é conhecido, em inglês e em vermelho.
Recuo de parágrafo e letra legível.
Introdução
da personagem com marcador temporal: Certo dia L. 1
Um
texto com apenas três parágrafos, onde o terceiro é longo, como
uma descrição de uma cena de um filme. |
| Pontuação:
, em Spick City L.1
. Mas, ali, L.1
Spider-man (homem aranha),
o herói L.3 (uso inadequado dos parênteses)
. Spider-man recebeu um aviso
L. 4
. 4 deles se espantaram L.5
, mal sabiam L.6
.Começaram da tiro L. 7
,faltava o chefe da gangue
L. 8
, na manhã seguinte, o Spide-man...L.
10 |
| Acentuação:
heroi, éra, historia, ai>aí |
| Estrutura
da oralidade: " ...Saiu rapidamente em busca de capturar os
traficantes..."L 6
"...mas eles não estavam nem aí..."L 7
"...começaram da tiro...” L. 7
um homem
que quando era criança L.2 |
| Uso
do pr. pessoal reto no lugar de oblíquo: só prendeu ele L. 9 >
só o prendeu |
| Numeral:
15 traficantes L. 1
4 deles L. 5
11 mal sabiam L. 6 |
| Transposição
da fala : i>e |
| Troca
fonética: j>z (letras mal traçadas) |
| Uso
inadequado de vocabulário: verbo: se espantaram> enfrentaram
(?) L. 5 |
| Concordância:
já era quase 10:00h> já eram quase 10:00 horas L4 |
Quadro
09:
| Aluno:
G. C. |
| Apresentou
um título: Meu Herói meu pai |
| Transposição
da fala: disligava>desligava
Desconhecimento
da conjugação verbal no pretérito perfeito: saio>saiu, subio>subiu |
| Mais
de uma letra para representar um só som: estavão>estavam
a viajem> a viagem |
| Desconhecimento
de regularidades contextuais: algun>algum
parabrisa>pára-brisa
segidos>seguidos
conputador>computador |
| Acentuação:
familia L. 3
andavamos L. 7
iamos L. 7
capo>capô L.19
faziamos, L. 9
amarélo>amarelo |
| Pontuação:
O texto todo é constituído de dois parágrafos bem grandes com pouquíssima
pontuação. Segue um exemplo:
"Meu pai o meu herói, a atitude que
ele tem para se dedicar a minha educação e a educação das minhas
irmãs e o esforço que ele faz para manter a família, quando tinha
um escritório chegou a ficar dois dias segidos de cara no conputador
sem nem mesmo dormir, ontem mesmo, ficou a noite inteira trabalhando,
mas chega de falar em trabalho porque..." L.1 a 6. |
| Conectores:
mas>mais |
| Em
alguns momentos não pinga o i: viajando, diversos L. 14 e 15 |
Quadro:
10
| Aluno:
A. R. |
| Apresentou
título, parágrafos e uma letra bem legível. |
| Uso
do pr. pessoal oblíquo: "...Valdemort que não conseguiu matar
ele L.8> matá-lo |
| Transposição
da fala: ir estuda>ir estudar |
| Acentuação:
e>é
proxímos>próximos |
| Pontuação:
,seus pais L.6
. Sobreviveu apenas com L. 8
. Foi criado L. 9
. Os tios L.10
, davam L. 11
. Tudo muda L. 12
. Lá L. 14
, ele aprende L.14
, isso, L.17
, imagine L.18
, não e mole não, L.21
, desde que li o 1º livro, L. 21
, por isso, L.23 |
| Pr.
relativo: que não conseguiu matar ele, que sobreviveu apenas
L. 7 e 8 |
| Repetição: pr. pessoal ele |
Quadro
11:
| Aluna:
M. |
| A produção tem título, recuo de parágrafo, letras
maiúsculas. Fez uma espécie de introdução explicativa sobre seu
texto e, no final, uma observação: está história não é real. |
| Pontuação:
,o meu pai. L. 2
,meu pai L. 6
,pois já era L.12
, eu, obvio, L. 13
.Derrepente, começou L.
14
.O cidadão L. 15
.De quebra L. 17
, me puxou L. 17
. Meu pai L. 19
,se escondeu L. 20
.O ladrão L. 23
.A polícia L. 25 |
| Uso
de verbo inadequado: a polícia pegou o ladrão> prendeu o ladrão
L. 25 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: atraz>atrás
sugeito>sujeito
chanse>chance |
| Segmentação:
derrepente> de repente |
| Acentuação:
historia, ja, obvio, está>esta |
| Repetição:
ele L. 16
Deu-lhe outro soco na cara dele L. 24 |
| A
aluna pula palavras: L.2, 6, 25 |
Quadro
12:
| Aluna:
L. |
| Apresentou
título, recuo de parágrafo, um desenho muito estranho e divertido
e uma observação: Essa não é uma história real. |
| Pontuação: "__ Shirra que bom que você chegou!"
L.13
"Foi ao cabeleleiro
fez o seu cabelo as unhas e voltou para..."L.21 |
| Transposição
da fala: cabeleleiro>cabeleireiro |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: deceu>desceu
desaparecerão>desapareceram |
| Acentuação:
heroina |
| Estrutura
da oralidade: "Como eu estava dizendo "Shirra" ficou
desesperada...L 9 |
| Regência
do verbo lembrar-se: "Depois disso se lembrou que... "L.19 |
| Uso
inadequado de parênteses: L. 5 e 6, 7 e 8 |
| Uso
de letra maiúscula: Super Heroina L. 8
Banheiro
L. 10 |
| Repetição:
ets L. 22 e 23 |
| Uso
excessivo de aspas: “Shirra” L. 4,7,9, 24 “Super Heroina” L.10 e
11, |
Quadro
13:
| Aluno:
J. |
| Apresentou
título em letras de forma, bem reforçadas com um semicírculo. |
| Recuo
de parágrafo: ausência : L.1 |
| Pontuação:
,ele L. 6 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: dezenho>desenho
muintos>muitos
voutar>voltar
quiz>quis |
| Segmentação:
em quanto>enquanto
em bora>embora |
| Usa
períodos simples e curtos.
Poucos
elementos de coesão textual e, quando os usa, emprega em quanto
e quando L. 4 e 6 com a mesma idéia de temporalidade muito próximos. |
| Concordância:
Passaram muitos tempos L. 9> Passou-se muito tempo ou Muito tempo
se passou |
| Final
sem sentido: o aluno cita o personagem Robin Hood (referência à
leitura bimestral) como lugar. |
Quadro
14:
| Aluna:
H. |
| Título:
Não apresentou pela indecisão em considerar seus pais heróis ou
não, deixando transparecer essa idéia em todo seu texto, pelo uso
até das reticências. |
| Recuo
de parágrafo: ausência: L.1 |
| Repetição:
"Eu adoro eles eles são superlegais e compreensivos.
Bom , eu acho que todo todo herói enjoa um pouco as veses,
eu não enjoo dos meus pais, só que as veses eles são...meio...sei
la...as veses eles são chatos e..."L. 3 até 8
também L. 11 e 12 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: veses>vezes
presciso>preciso |
| Acentuação:
enjoo, herois, tipica, musica la, e/é |
| Sintaxe
de concordância: eles sempre me ajudaram e ajuda quando eu
presciso". L. 13 |
| Expressão
generalizante (julgamento de valor) : superlegais L.4 e 5 |
| Termina
o texto esquematizando os gostos pessoais dos pais. |
Quadro
15:
| Aluno:
R. |
| Apresentou
título em inglês: Pawer Ranger por (Power) e recuo de parágrafo. |
| Pouco
recuo no primeiro parágrafo: L. 1 |
| Acentuação:
à (crase) L. 3
la>lá |
| Ausência
de um período esclarecedor: e viram que...L. 4 e 5 |
| Pontuação:
. Eles foram L. 8
. Eles chamaram
L. 15
.Lutaram L. 17 |
| Estrutura
da oralidade: repetição: então L. 3,8,14,
Lutaram L. 12
eles L. 12. 15,17,18 |
| Desconhecimento
do verbo metamorfosear-se> morfaram |
| Não
usa letras maiúsculas quando se refere aos Rangers. |
Quadro
16:
| Aluno:
D. C. |
| Apresentou
título e recuos de parágrafos, escreveu no final FIM todo circulado
em canetas coloridas. |
| Não
apresenta no início uma introdução sobre seus heróis, cita como
se fosse um capítulo de um seriado dizendo “O meu melhor capitulo...L.
1 |
| Transposição
da fala: vistil>vestiu |
| Desconhecimento
de regularidades contextuais: entao>então
arrancarrão>arrancaram |
| Segmentação:
pegalo>pegá-lo |
| Acentuação:
capitulo
titulo |
| Repetição:
"...Então ele só ficou de cueca então eles viram um barril
de vinho e foram pegalo..." L. 3 e 4
beber L. 6
que quase L.6 (sonoridade)
chegando lá L. 5 e L. 9 |
| Sintaxe:
"...chegando lá lembraram que a chave estava dentro da calça
de magro arrombaram a porta e magro se vistil... L. 9,10 e 11.
Obs:
O uso do de>da e a ausência do artigo diante do substantivo próprio
Magro, que por sinal está com letra minúscula, assim como o Gordo. |
| Pontuação:
,então L. 3
.Ele viram L. 3 e 4
.Chegando lá L. 5
, compraram um pedaço L. 7
, gordo e magro L. 8
. Chegando lá L. 9
, arrombaram L.10
.E assim foi L.11 |
Quadro
17:
| Aluno:
V. |
| Apresentou
título em letras vermelhas e grandes. |
| O
texto foi apresentado em um único parágrafo com um desenho no final:
o coração amarelo de seu herói com as iniciais. |
| Pontuação:
, com as letras CH dentro dele...L.3
,bionico L. 4
, acaba L. 4
me defender? L. 7
.Ele capta L. 7
, i agora, L. 6 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: souta>solta |
| Desconhecimento
de regularidades contextuais: eroi>herói |
| Acentuação:
eroi, È / é, podera. ja |
| Ausência
de aspas: “hó i agora...defender,” L. 6 e 7 |
| Transposição
da fala: i> e L. 6 |
| Uso
inadequado da interjeição exclamativa: ho>oh! L.6 |
Quadro
18:
| Aluno:
L. |
| Apresentou
título em forma de oração: Meu pai é meu heroi |
| O
texto todo, 12 linhas, não apresenta uma marca de pontuação, só
os pontos finais dos dois parágrafos, letra ilegível, com palavra
ilegíveis. Desenhou o super pai e o super cão, mas não os coloriu. |
| Transposição
da fala: eu tavo> estava
espancadaria> pancadaria |
| Estrutura
da oralidade: "Num dia de tarde eu tavo andando de bicicleda
que quando derepente aparece os ladrões e pegaram eu e daí o SP
e o SC vem me salvar..."L.6,7,8 |
| Segmentação:
derepente>de repente |
| Acentuação:
heroi, tambem, e/é, fabrica (fábrica)
Verbo Sg ele vem> pl,. eles vêm |
| Desconhecimento
das regularidades contextuais: porada>porrada
eroi>herói |
| Apresenta
dificuldades na oposição surda/sonora: t>d
ch>j
dígrafo: r>rr |
| Concordãncia:
esse dias L.1
aparece os ladrões L.
7
umas porada L. 9 |
| Repetição:
ele L. 2, 3, 4, 10
Que L. 2 |
| Conectores:
que e quando juntos L. 6 e 7 |
| Pr.
pessoal reto no lugar do pr. oblíquo: pegaram eu> me pegaram L. 7
me encontraram eu L. 8 |
| Pontuação:
As vírgulas usadas parecem com ponto final de tão pequenas.
.Eu imaginei L. 2
, eu tava L. 6
, quando L.6
. O SP L 7
. O SP chegou L. 9
, virava L. 11
. Voltei para casa L. 12 |
Quadro
19:
| Aluna:
L. |
| Apresentou
título. |
| Um
texto curto de nove linhas com recuos de parágrafos, um coraçãozinho
desenhado ao lado e em vermelho FIM. . |
| Pontuação:
, pois , sem ela, L.1
, companheira, sempre com
os braços abertos...L.4
, eu te garanto L. 6
, mas se um dia L. 8
,muita falta. L.8
, será L. 9 |
| Transposição
da fala: consiguiria>conseguiria |
| Desconhecimento
das regularidades contextuais: presisar>precisar |
| Trocas
de surdas e sonoras: t>d: garando>garanto
f>v: fou>vou |
| Coesão
textual: "E você será conseguiria viver sem ela?" L.9
- Referência à família dela ou às nossas famílias? |
Quadro
20:
| Aluno:
V. P. |
| Título:
apresentou em forma de uma oração. |
| Seu
texto é com um único parágrafo e apresenta um pequeno desenho no
final: somente a mão do Homem Aranha com um fio de sua teia saindo. |
| Estrutura
do texto:
Inicia
seu texto com um conectivo explicativo: "Pois eu gosto do que
ele faz, de sua agilidade, de sua força e por ultimo mas não menos
importante de suas teias." L.1,2,3
No
meio do parágrafo: pois a gente não acha L. 4
Finaliza:
"E já imaginou você sair grudando nos prédios, da escola,
das casas do shopping etc...L.7,8 |
| Acentuação:
ai>aí, ultimo, ja, e>é, dificil |
| Pontuação:
, mas L. 2
, de suas teias. L. 2
da escola L. 8
,do shopping L. 8
divertido! L.9 |
| Repetição:
por ai L. 4 e 5 |
Quadro
21:
| Aluno:
M. R. |
| Apresentou
título com o nome do diretor e do ator de sua preferência: Tom Hancks
Stevem Spilber. |
| Pouco
recuo de parágrafo: L. 1, 4, 12; faltou na
L. 5. |
| Pontuação: ,ele representou muito a guerra como era
L. 5
, todo aquele sangue L.8
,isso vira L. 9
, essa é a visão L. 10 |
| Transposição
da fala: melho>melhor |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: meche>mexe
tralma>trauma |
| Desconhecimento
das regularidades contextuais: aguentar>agüentar |
| Acentuação:
dificil, familia, e/é, historias, inesquecivel, alem |
| Estrutura
da oralidade: " Totos os efeitos deixam a guerra igual era."L.4 |
| Coesão
textual:
Uso do pr. relativo que>quem : Stevem e
que fez L.1 |
| Os
nomes próprios não foram escritos com letras maiúsculas: nome do
artista, do diretor e dos filmes citados: resgate do soldado Ryan(filme)
tom (referência ao artista)
forest gamp (outro filme citado) |
| Troca
de fonemas: t>d Totos L. 4 |
| Repetição:
igual era/ como era L. 4 e 5 |
Quadro
22:
| Aluna:
M. |
| Apresentou
título, recuo de parágrafo e letra bem legível. |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: nogento>nojento
visinho>vizinho |
| Repetição:
ele L. 2, 3, 8, 9 |
| Através
de características negativas, ela vai descrevendo seu herói predileto.
Usa os adjetivos: nojento e irritante. |
| Ausência
de letra maiúscula: Siri cascudo |
Quadro
23:
| Aluna:
P. |
| Apresentou
título com letras diferentes e coloriu.
Texto
com recuo de parágrafo e bem legível. |
| Apresentação:
salienta que seu herói é diferente dos outros heróis e lança um
desafio ao leitor para descobrir quem é. |
| Pontuação:
e só usa roupas pretas...
L.3
"Ele tem vários amigos,
que o ajudam a..."L.6
"Um dia ele teve que
lutar..."L.8
"...como toda história
acaba com um final feliz, como: o bonzinho..."L.15
"...e encontrou outro
grupo de vampiros contra ele é lógico, mas com toda certeza..."L21 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: compenssação>compensação |
| Segmentação:
se torna-se > tornasse |
| Coesão
textual:
Referência
exofórica: Um dia L. 8
Outro grupo
L. 20
ele acabou
com todos esses (aqueles) L.22 |
| Repetição:
grupo L. 8 e 9
ele L. 3, 5, 8 |
| Elipse:
como todos... L. 14
com todos esses L. 22
|
| Explicação
com o conectivo como L. 15 |
| Referência
endofórica: essa (esta) história
L. 16 |
| Uso
do artigo definido pelo indefinido: lutar com o grupo de L. 8 (não
fez referência a um grupo anterior) |
Análise
6ª série B
Quadro
24:
| Aluno:
G. |
| Apresentou
título com o nome de seus heróis: Senhor dos Anéis e Harry Poter
(com um T só.) |
| Ausência
de recuo de parágrafos: L. 4, 10, 13, 21 e 24. |
| Pontuação:
...O mais esperto e o Frodo pois ele sabe cuidar do anel...L. 7
Ele tem que salvar a escola onde um professor e o mavado
L. 19 e 20 |
| Transposição
da fala: cidadizinha>cidadezinha
...E assim ele veveu uma aventura... veveu>viveu L.24 |
| Acentuação:
aneis, herois, ate, agil, e/é |
| Sintaxe
de concordância: Os meus herois e do senhor dos aneis. São os Elfos
pois apesar de serem pequenos são inteligente, agil e gentis. L.
4,5,6
Ele é muito conhecidos Pois os pais dele morreu só ele sobreviveu
a um ataque. L.21,22 e 23.
E assim ele veveu uma aventura com seus amigo. L.24 e 25 |
| Letra
maiúscula no meio da frase: O meu outro Herói é o Harry Poter. L.
9
Ele leva a estação ¾ Para o Poter... L.16
Ele é muito conhecido Pois os pais... L. 21 |
| Uso
de número: Ele cresce ate 11 na cidadizinha... L.13
Observar
a ausência da palavra “ anos” na frase acima. |
| Indefinição
ou desconhecimento do nome do personagem: ...pois ele sabe cuidar do anel que o mago
grande deu para ele. L. 7 e 8. |
| Repetição
do pronome ele L. 13,,16,19,21,24 referindo-se a Harry Potter. |
Quadro
25:
| Aluna:
M. L. |
| Apresentou
título e recuo de parágrafo. Sua produção era longa e como a folha
não foi suficiente, ela colou um pedaço de folha de caderno no final,
como um apêndice, com a seguinte observação: "...bom a história
acaba aqui (é que eu já enjoei de tanto escrever)."
Há
interferência e troca de entendimento com o leitor usando travessões.
L. 16,17,18,19 e 20. |
| Pontuação:
...nós brincavamos de um jogo, uma porcaria só que não tinha
nada pra fazer, Lulala não acertava uma... L. 5, 6,7
.Continuando acabou que o Coelholo deu...L 37 e 38
...e ela ficou arrasada, Lá em casa, ... L.41
...e tive uma visão dos duendes saindo de uma caverna, apartir
deste dia...L 52
...mais averá a continuação; bom a história acaba aqui...L.
56 e 57. |
| Transposição
da fala: falom>falou
durmir>dormir
creduras>criaturas
mas>mais |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: infelismente>infelizmente |
| Desconhecimento
das regularidades contextuais: proseguir> prosseguir
averá (verbo haver) |
| Acentuação:
horrivel, maximo, ja, historia, herois, classico, esperavamos, pontape,
brincavamos, ridiculo |
| Sintaxe:
uso do pr. relativo seguido do artigo: ...cujo o apelido...L 3 |
| Segmentação:
apartir > a partir |
| Repetição
da palavra já L. 7,8,9,13.
...me
aconteceu uma coisa que nunca tinha acontecido...L.46 e 47. |
Quadro
26:
| Aluna:
L. |
| Apresentou
título e recuo dos parágrafos. Antes do título ela escreveu
em cores diferentes: "Super Mam- narrador - Luana- Carla/
ou Mãe" referência aos personagens
de seu texto e durante a escrita, na fala de cada personagem acima
mencionado, a cor se repetia.
No
final :
Infentado por
Luana Maria.
Nunca é D+ expresar
sua imaginação. |
| Pontuação:
__Eu não sei tenho que pedir a minha mãe! L.2
__ Mãe posso ir na casa da carla? L. 7 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: sosinho>sozinho
Voutou>voltou L. 47 |
| Desconhecimento
das regularidades contextuais: hora>ora
eroi>herói
expresar>expressar |
| Segmentação:
tabom> está (tá) bom |
| Acentuação:
e/é, mata-lo, rapido |
| Sintaxe
com o uso do pr. relativo: No dia seguinte voltei ao mesmo lugar
de onde eu o encontrei da outra vez...L 31 |
| Troca
de consoantes : infentado> inventado L. 50 |
| Desconhecimento
do feminino da palavra herói- heroína: E o mortal que me ajudar
virará um ou uma super erói. L. 27 e 28. |
| Faltou
letra maiúscula para substantivo próprio: carla>Carla L. 7 |
Quadro
27:
| Aluna:
P. |
| Apresentou
título, recuo de parágrafos e até um ponto e vírgula usado adequadamente
para o contexto. |
| Transposição
da fala: us>uns |
| Desconhecimento
de regularidades contextuais: começei>comecei
luguar>lugar |
| Segmentação:
derepente> de repente
devouta> de volta
oque>o que |
| Numeral:
5 > cinco L. 9
Fiquei escondida por 2h >duas horas L. 15 |
| Repetição:
A mulher maravilha lançou um laço...L. 21 e 22 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: devouta>de volta L.
23 |
| Letras
maiúsculas no meio da frase: O Gibi estava Brilhando...L 10 |
| Ausência
de palavras supondo o entendimento do leitor: ...o chefe dos monstros
veio a minha direção, pois já tinha me visto. Abriu a boca (...)
quando apareceram os Super Amigos. L. 17,18 e 19. |
Quadro
28:
| Aluna:
L. |
| Apresentou
um título diferente: 4 espiãs +Q+QD+. Parágrafos com recuo no narrador
e sem recuo quando tinha
diálogo, no uso dos travessões. Apresentou no final de seu texto
um desenho criativo e colorido com as personagens criadas. |
| Pontuação: , na cidade de Corlêndia... L. 1
, as 4 espiãs...L.1
, apelido Gugu ...L. 2
, foram se encontrar. L.7
, e sim, com um vestidinho...L.
7
, é o jeito dela, ...L.
8
, como sempre, ...L. 10
Ei, mas não é só isso, ...
L. 11
Vivi Lili, pronta pra brigar:
calsa,... L. 12
(não sei pra que, nesse
calor!) L. 14
Bem , mas isto não interessa.
L. 15
, estavam muito bem, comendo...L.15
, um grupo de pessoas...
L. 16
, não? Volte aqui, se for
homem! L. 17
, Iza falou: L. 18
, acho que caiu daquele cara....L.21
, está na hora das 4 espiãs
...L. 27
, elas não responderam...L.29
, daqui meia hora. — disse
Ruruca. L. 32
,Malu Sagu...L. 33
, elas se encontraram...L.
35
, porque qualquer um pode
...L. 36
,meio tristes. L. 37
, felizes por andar...L.
37
, enquanto conversavam,
ali, bem no nariz delas, estava o ...L.38
—Falou Ruruca. L. 41
(até o próximo mistério!)
L. 45 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: calsa>calça
diverções>diversões |
| Estrutura
da oralidade: Vamos nos encontrar aqui daqui meia hora...L 32 |
| Acentuação:
aquaticos, varios, misterio |
| Segmentação:
pegalo>pegá- lo L. 40 |
| Pulou
palavras: Depois de tudo foram se encontrar...> Depois
de tudo combinado, ...L. 7
Bem é o jeito dela
o que narradora posso fazer? >Bem, é o jeito dela, o que eu narradora...L.
8,9
—Bem que eles meio
gays.> Bem que eu acho eles meio gays! L. 19 |
| Uso
de numeral: título : 4 espiãs L. 27 |
| Letras
maiúsculas no meio da frase: Disseram L. 26
Falou L. 41
Pista L. 35 |
| Concordância: óculos escuro> óculos escuros L. 8
Um grupo de pessoas
esbarram nelas > esbarra L. 16 |
Quadro
29:
| Aluno:
T. |
| Apresentou
o texto em dois longos parágrafos sem recuo, L.1 e 10 e, no finalum
desenho referente ao seu herói, o Homem Aranha. |
| Pontuação:
A eu tanbem gosto muito da roupa do homem aranha pois eu acho ela
muito criativa, a e ele tanbem usa uma mascara...L 11,12 ,13
...o mundo inteiro sabe que ele e Peter Park o fotografo
mas ele... L 15,16, 17 |
| Mais
de uma letra para representar um só som: como se fosse> fosse |
| Desconhecimento
de regularidades contextuais: também>também |
| Segmentação:
a tirando>atirando |
| Acentuação:
varios, mascara, alias, fotografo, também. |
| Estrutura
da oralidade: O texto todo. |
Quadro 30:
| Aluna:
B. |
| Apresentou
letras maiúsculas com substantivos próprios, letra legível e título. |
| Recuo
de parágrafos: não há recuo de parágrafos com os travessões. L.
7,14,18. |
| Pontuação:
...Quando Vangel estava jantando seu pai lhe perguntou...L 22
|
| Transposição
da fala: barbiador>barbeador
descobrio>descobriu
pois>pôs (v. pôr) |
| Segmentação:
derrepente>de repente |
| Acentuação:
más> mas
Toxicos |
Quadro
31:
| Aluno:
S. |
| Pontuação:...dele
brincar comigo e gostar das mesma coisa que eu gosto, o meu herói
ia comigo onde eu fosse...L 3,4 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: atraz>atrás |
| Acentuação:
pagina, também, nos/nós, familias |
| Sintaxe
de concordância: ...quantas familias eles fizeram feliz, salvando...L.
15
...gostar
das mesma coisa que eu gosto...L 3
Sintaxe:
(v. haver indicando tempo passado). Mas isso a 6 anos atraz. L.
4 |
Quadro
32:
| Aluna:
C. |
| Apresentou
título, recuo de parágrafo, uma história envolvente e bem elaborada. |
| Pontuação:
Então ele vira o espelho e, a Medusa... L27 |
| Acentuação:
estatuas |
Quadro
33:
| Aluno:
Matheus |
| Apresentou
um texto simples, sem aprofundamento em seus heróis, apenas descrevendo-os,
sem falhas ou dificuldades. |
Quadro
34:
| Aluna:
Mariana S. |
| Apresentou
todos os elementos da narrativa, e toda a formalidade do texto:
título, recuo de parágrafo, pontuação, acentuação adequados. No
final um desenho rabiscadinho no seu estilo de desenhar. |
Quadro
35:
| Aluna:
V. |
| Apresentou
um ótimo texto, com título, recuo de parágrafo, boa pontuação, acentuação e tudo mais. A sua folha foi sombreada em
diversas cores produzindo um belíssimo efeito com um olho bem desenhado
nela. Não é uma narração e, sim, uma reflexão, uma passada de olhos
por sobre os heróis do dia-a-dia. |
| Transposição
da fala: velinhos>velhinhos |
Quadro
36:
| Aluno:
V. |
| Apresentou
título, recuo de parágrafo, letra legível, assinando ao final de
seu texto. |
| Pontuação:
Gosto dele pois ele não é aquele herói...L 2
Gosto muito dele, porque ele é meio real, tem problemas,
e tem deveres...L16
Resolveu usar os poderes que tem, para proteger... L 18 |
| Acentuação:
herois |
Quadro
37:
| Aluno:
G. Co. |
| Apresentou
título, recuos de parágrafos, letra legível. |
| Pontuação:
Lancelot um dos herois chegou ao bar... L. 35
Sabe o melhor da história é que eu ganhei...L.40 |
| Transposição
da fala: mal-humurado> mal humorado L. 14,15 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: dedusiram>deduziram |
| Desconhecimento
das regularidades contextuais: luxuozo>luxuoso
balção>balcão
sobr
(escrita sem o E)>sobre |
| Acentuação:
inesquecivél, alguêm,hérois, ássim. |
| Sintaxe
de concordância: ...pois só era celebridades do cinema. L7 |
| Estrutura
da oralidade: Sabe o melhor da história é que eu ganhei a espada
de Lancelot meu héroi, onde eu tenho até hoje aquela espada. L.
40,41,42 |
Quadro
38:
| Aluna:
N. |
| Apresentou
título, recuo de parágrafo e uma letra bem redonda e grande, muito
legível. |
| Pontuação:
Eu e os filhos dos meus padrinhos, ficamos com a empregada...L8
...então começei a resar para os Ursinhos Carinhosos, vendo
que a dor aumentava...L.14,15
...então do nada tentei ir ao banheiro, quando estava no
banheiro, derepente eu vi os Ursinhos Carinhosos, eles começaram
a converssar com migo...L. 15,16,17
...Então depois de tudo resolvido...L 38 |
| Estrutura da oralidade: ...então disseram para
mim chamar a Socorro.L.19,20
...ficamos com a empregada (que se chamava Socorr) que estava
dormindo no quarto dela, que ficava no fundo da casa, mas nós não
sabiamos que ela estava dormindo. L. 10,11,12
...Então
sai procurando ela pela casa... L. 20
...quando derrepente começou a me dar dor de barriga,
então começei a resar...L.14 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: resar>rezar
perguntarão>perguntaram
entrarão>entraram
derão>deram
esplicava>explicava |
| Segmentação:
em bora>embora
derrepente>de repente
com migo |
| Acentuação:
unicos, herois, sabiamos, estavamos, sai> saí. |
| Sintaxe:
...para mim chamar...L 19
...assistindo TV...(regência) L.12 |
| Desconhecimento
das regularidades contextuais: v. haver aviam>haviam |
Quadro
39:
| Aluna:
D. A. |
| Apresentou
título longo Os herois da vida real, recuo de parágrafos, letra
legível e grande. |
| Transposição
da fala: coidam>cuidam |
| Acentuação:
v. ter: Eles não tem>têm ... L. 2, medicos, herois. |
| Sintaxe
de concordância: ...enchentes que são frequente...L6,7 |
| Coesão
textual: Mas os bombeiros e os policiais precisam de mais um heroi
os medicos que coidam dos feridos e dos doentes tem a vida e a morte
presente a todo momento de sua vida, mas não só os medidos, os bombeiros
e os policiais. L. 13 até 20 |
Quadro
40:
| Aluno:
J. |
| Apresentou
dois títulos como se fossem duas produções: MEUS HERÓIS e AGORA
HISTORINHA. Deixou a produção a lápis, desenhou no final dois crachás
do seu super herói. |
| Recuo
de parágrafo: dois parágrafos enormes, sem recuo. L.1 e L.11 |
| Pontuação:
...um moleque me enchia o saco todo dia ele apertava meu ombro...L15 |
| Transposição
da fala: ingraçado>engraçado
destemivel>destemido |
| Acentuação:
episodio, único, heroi, alguem, proposito, alem. |
| Estrutura
da oralidade: __Duvido que você dá um soco nele...L 29 |
| Sintaxe
de concordância:...eles me tirou...L11 |
| Desconhecimento
das regularidades contextuais: eroi>herói |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: jibi>gibi |
Quadro
41:
| Aluna:
D. Y. |
| Apresentou
título, recuo de parágrafo. No final fez um desenho de "manga"
japonês, um rostinho de alguma heroína. |
| Pontuação:
...assisitr Ursinhos Carinhosos, eu os adorava, por que eles mandavam
embora...L1,2 |
| Desconhecimento
de regularidades contextuais: começei>comecei |
| Estrutura
da oralidade: ...meus heróis são as pessoas que me protegem e que
me fazem bem. Adoro ele. Beijos. L.15,16 |
Quadro
42:
| Aluno:
L. |
| Apresentou
título,, bom recuo dos parágrafos. |
| Pontuação:
Estrutura da oralidade: Meu herói ele tem uma capa, e uma mascara
preta e e uma espada...L.1,2 |
| Estrutura
da oralidade: ...lutando contra as injustiças, que os ricos maltratam
os pobres (escravos), e para defender eles o zorro...L. 4,5
...é um heroi muito porreta. L18 |
| Segmentação:
em quanto>enquanto
porisso>por isso |
| Acentuação:
mascara, heroi, v. dar >da(dá), arvore, ferias |
Quadro
43:
| Aluna:
A. L. |
| Apresentou
título: Cuase heroi |
| Recuo
de parágrafo: L.1,15,29 |
| Pontuação:
__Oi mãe!
...e lá estava o mago á espera do anel, ela deu o anel a
ele e ele destruio o anel. L.27,28 |
| Transposição
da fala: montros>monstros
destruio>destruiu
destroido>destruído
Segmentação:
derrepente>de repente |
| Acentuação:
chama-la, aneis, heroina, tuneu |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: abril>abriu
tuneu>túnel |
| Falha
na escrita do dígrafo: qu>cu |
Quadro
44:
| Aluno:
F. |
| Sua
narrativa apresentou uma introdução, depois vem o título e uma produção
bastante longa. |
| Apresentou
recuo de parágrafo. |
| Pontuação:
__Sim e só pode ser aberta...L35
Quando desci o último degral percebi que todos estavam desesperados
Harry tinha sido capturado...L.69
...e segui as vozes vindas da sessão proibida as vozes me
levaram a uma estante comecei a tirar...L 81,82 |
| Transposição
da fala: inegualavel>inigualável
Mais>mas
Encrivel>incrivel |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: degral>degrau |
| Acentuação:
inegualavel, encrivel,umido,saimos. |
| Segmentação:
velos>vê-los |
| Sintaxe:
crase
...as aulas havia começado...L 58 |
| Estrutura
da oralidade: ...mas vejo em minha frente a janela estilhaçada uma
luz aparece na janela e na minha frente, da janela entra um vulto
em cima de...L. 8,9,10
...eu mais do que ninguem , sabia que seja quem for ele ia
atacar logo. L. 71,72 |
Quadro
45:
| Aluno:
I. |
| Apresentou
título, recuo de parágrafo. |
| Pontuação:
...Na festa Frodo e seus amigos...L.16
Eu não conheço voces como eu gostaria, e gosto de menos da
metade de voces a metade que voces merecem. L. 33,34,35 |
| Mais
de uma letra para representar o mesmo som: escelente>excelente |
| Desconhecimento
das regularidades contextuais: consegiu>conseguiu |
| Acentuação:
já, tres, dificil, decimo, ultimo, admiraveis, la, historia, aneis
, numero |
| Sintaxe
de concordância: ...mas a maioria deles estavam tentando...L.36 |
Quadro
46:
| Aluno:
M. |
| Apresentou
o seguinte título: SUPER CROMO E MAURICIO, EU ALIADO EM: PODER ROUBAR.
No final o desenho de seu herói, colorido; muitos diálogos bem marcados. |
| Pontuação: Lá estava eu (Mauricio) e SUPER CROMO no cinema
assistindo os Mortos Zumbi 2 Quando de repente uma quadrilha de
ladrões invadem. L.1,2,3
...Enquanto voavamos vimos
tudo...L 9
Saímos de fininho e quando chegamos no esconderijo e a casa
estava vazia. L .20
__O que você quer L. 41 |
| Transposição
da fala: mais>mas
troféis>troféus (plural) |
| Acentuação:
esta>está,miseraveis |
| Segmentação:
tenque>tem que |
| Sintaxe:
chegamos no esconderijo>chegamos ao...L 20 |
BIBLIOGRAFIA
CARVALHO,
C. S. (org.) Construindo a escrita: Gramática/Ortografia. Vol.
01, 02,03, 04, São Paulo, Ática, 1998.
CHIAPPINI, L. (org.) Aprender e ensinar com textos. Volume 3. São
Paulo, Cortez, 1998.
GERALDI, J. W. (org.) O texto em sala de aula. São Paulo, Ática,2002.
KOCH, I. G. V. A coesão textual. São Paulo, Contexto, 1993.
KOCH, I. G. V. & TRAVAGLIA, L. C. A coerência textual. São
Paulo, Contexto, 2002.
SILVA, L.L.M. (org.) O ensino de língua portuguesa no primeiro
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ZORZI, J. L. Aprender a escrever: a apropriação do sistema
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