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| PROJETO
LEITURA SOLIDÁRIA
Milva Morelli Shandra - UNIANCHIETA – Sociedade
Padre Anchieta Ensino S/A LTDA 1. A ORIGEM DO PROJETO LEITURA SOLIDÁRIA O Projeto Leitura Solidária foi criado após o diagnóstico feito pela equipe da Escola Estadual? “Professor Alberto de Souza” que está localizada na Rua Francisco de Paula, 142 no Jardim Vera Cruz na cidade de Várzea Paulista – São Paulo. A referida equipe teve como embasamento os resultados da prova da SARESP, os quais evidenciaram uma deficiência na disciplina de Português, nos alunos de 4ª série do Ensino Fundamental, daí a idéia da elaboração do Projeto. 2. JUSTIFICATIVA: A escola está inserida em um contexto social de
um bairro de periferia no qual é composto por algumas indústrias
e alguns pequenos estabelecimentos comerciais. A maioria dos moradores,
pessoas de baixa renda são operários destas indústrias
e o restante divide-se em profissões como: pedreiros, diaristas,
lavadeiras, vendedores autônomos etc .Diante deste contexto, esta
escola sofre diariamente interferência desta sociedade, segundo
a Diretora, a escola tem por objetivo contribuir para uma sociedade mais
justa e igualitária, pensando deste modo a equipe escolar deste
estabelecimento deve estar atenta as demandas sociais atuais e deve estar
principalmente compromissada com o desenvolvimento de habilidades necessárias
para que o aluno possa com autonomia tratar saberes acumulados e construir
novos saberes. E ainda, dar-lhes condições para participar
ativamente desta sociedade para “lutar” por mudanças
necessárias ao bem estar comum. ? Carência efetiva; “Um jeito de quebrar esse circulo tenebroso é investir em educação. Isso porque uma pessoa instruída pode defender melhor os seus direitos e saber quais são as suas obrigações. São muitos os países que progrediram porque investiram nas suas crianças”. (DIMENSTEIN, 2002, p.163) Estes problemas são entraves que às vezes
dificultam um bom relacionamento com o corpo docente e administrativo
da escola. “ Penso que a Literatura Infantil num país
como o nosso é, hoje, uma questão de patriotismo. É
uma “Postura Política” a favor dos alijados da cultura
e, por isso mesmo, presas mais fáceis da alienação
e da miséria (...) creio ainda que a literatura não deve
ser algo elitista. É lógico que as massas populares brasileira
têm pouco ou nenhum acesso ao livro, más sou convicta de
que teríamos um país mais digno e competente em todos os
níveis sociais se todos tivessem este acesso. - Envolver os alunos das séries finais da escola
no trabalho solidário de levar às série iniciais
momentos ricos e prazerosos de leitura; 4. PÚBLICO ALVO: Consideramos que todos os envolvidos, coordenação do projeto, equipe voluntária, alunos e professores que vivenciarão as leituras serão “contagiados” pela emoção e prazer da leitura. Quem lê sabe o porquê. 5. RECURSOS: Os recursos necessários serão os livros,
fantoches, marionetes, fantasias, e etc. e o espaço adequado para
o trabalho de preparação da equipe. 6. PROCEDIMENTOS: Aqui, passamos a relatar, resumidamente, como se desenvolveram as atividades que deram encaminhamento ao Projeto. No primeiro momento, a diretora visitou as classes de 5ªséries. No princípio muitos alunos não se sentiram motivados. Horário do projeto, os encontros aconteciam no horário da manhã e foi necessário enviar aos pais destes alunos uma autorização para que estes pudessem participar. Número de alunos voluntários, por se tratar de um grupo grande de voluntários, os alunos foram divididos em dois grupos e os encontros aconteciam duas vezes por semana. Dinâmicas de socialização para estreitamento
dos laços de amizade: Organização da biblioteca, a biblioteca estava fechada e os livros encaixotados e foi preciso a colaboração de todos. Maiores dificuldades, os alunos recusavam-se a ir embora, pois queriam entrar em contato com aquele novo mundo, e por isso, esse trabalho durou mais ou menos dois meses. O trabalho propriamente dito: Regras de convivências, como muitos desses alunos
vêm de famílias com dificuldades diversas sentimos a necessidade
de estabelecer as regras para que todos “falassem a mesma língua”,
para que predominasse um ambiente de respeito no desenvolvimento do Projeto: Locais de apresentação, as apresentações foram feitas ora nas salas de aula, ora no palco que ficava no pátio coberto. Resultado, após as primeiras apresentações dos teatros, os alunos das séries iniciais e das quintas séries – séries as quais os alunos do Projeto pertenciam - passaram a exigir da professora de classe que os levassem à biblioteca para retirarem os livros. Resistência dos professores, os professores que não deram a devida importância ao assunto, sofreram pressões dos alunos que se queixaram para diretora do ocorrido. Comenta Maria José Nóbrega, consultora da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo em entrevista dada a PRADO (2002) na Revista Nova Escola que “Uma escola que tem um projeto de leitura permite a adesão de professores que não têm hábito de ler. Ou essa inversão curiosa de papéis, quando a criança é quem nina a mãe com uma história.”(p.52) Funcionamento da biblioteca, devido a falta de uma bibliotecária, os próprios alunos do Projeto, com a autorização da diretora, passaram a revezar-se em duplas e trios no plantão com o intuito de receber as visitas e organizar os livros devolvidos. Estes alunos aproveitavam mais estes momentos para ler! Auto-avaliação, em meados de junho, conforme orientação da diretora fizemos uma pequena avaliação com o intuito de saber dos alunos como eles estavam se sentindo em relação ao Projeto. O segundo semestre, começou a todo o vapor, pois as professores de 3ª, 4ª e 5ªséries vieram nos procurar, a pedido de seus alunos, para que eles pudessem participar do Projeto Leitura Solidária. Por se tratar de muitos alunos, foi necessário que se fizessem sorteios de vagas. No mês de setembro, lançamos um desafio aos alunos, se eles seriam capazes de escrever seus próprios livros que deveria conter texto e ilustração. Eles aceitaram o desafio com grande euforia. As produções, em pouco tempo, começaram a aparecer e a cada etapa cumprida, os alunos, vinham nos mostrar. Diante da grande dedicação dos alunos e do resultado tão positivo, resolvemos fazer, no final do ano, mais precisamente no dia 13 de novembro – dia da “Família vai à Escola”- lançamento oficial dos livros produzidos pelos alunos. |
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