Susylene Dias de Araújo (Universidade Estadual
de Mato Grosso do Sul/ UEMS/ PG/ Letras/ CCH/ Universidade Estadual de
Londrina/ UEL)
Introdução
Este trabalho tem a intenção de descrever
a ação afirmativa executada no Projeto de Extensão
Centro de Leitura Infanto-Juvenil, oferecido pela Universidade Estadual
de Mato Grosso do Sul para possibilitar a uma comunidade pertencente à
periferia do Município de Nova Andradina, no mesmo Estado, o acesso
à leitura. Inicialmente faremos uma discussão em torno da
parceria firmada entre a extensão universitária e a leitura
no contexto escolar. Na seqüência, o texto também mostrará
uma série de propostas que ainda podem ser executadas para que
a atividade extensionista provoque o impacto social esperado dentro de
espaços estigmatizados, neste contexto, representados pela escola
pública.
A Extensão Universitária e a escola
Parceria. Essa seria, sem dúvida, a melhor palavra
para reproduzir a união fixada entre a Universidade e a Escola
quando o assunto tratado pode ser traduzido como a extensão universitária.
Atividade que por nome define seus objetivos em estender-se, a extensão
faz com que a universidade ganhe movimento, deslocamento e que assim deixe
de ser uma estrutura física fixa em lugares que, por muitas vezes,
são inacessíveis para diversas camadas da sociedade. Dentro
dos objetivos marcados pelo alargamento das atividades institucionais
de uma universidade, a escola ganha um status especial ao ser lembrada,
pois, se pensarmos nos diversos cursos de licenciatura oferecidos pelas
diferentes IES do país, este torna-se o melhor local para que docentes,
discentes e técnicos possam colocar em prática o que a teoria
vem oferecendo na esfera designada ao ensino superior. Observando o mapa
do extensionismo brasileiro, podemos concluir que desde o final da década
de 70 e ao logo das décadas de 80 e 90, tem sido grande a articulação
das universidades para que um novo direcionamento das atividades seja
alcançado, conforme nos revelam as reflexões de Roberto
Mauro Gurgel Rocha no artigo que intitulado por uma interrogação
proclama: Extensão Universitária: momento de aplicação
do conhecimento e de intercâmbio de saberes na relação
Universidade Sociedade?. Segundo o autor, neste momento (...) a extensão
universitária sela um compromisso em maiores ou menores proporções,
da universidade com a sociedade civil, com os movimentos sociais, e assim
sendo, é importante que se lembre não só de levar
a instituição de ensino superior ao seu meio, mas de trazer
à instituição universitária para um diálogo
mais profundo e permanente, os atores sociais (grifo do autor) que com
ela interagem ( Rocha, 2003, p. 23) No que diz respeito a escola pública
brasileira, ser chamada para interagir com a instituição
de ensino superior, quase sempre limitada a formar seus professores, sem
cultivar relações mais duradouras, significa iniciar um
ciclo que precisa ser constantemente fortalecido.
A Escola e a Leitura
Credenciar o ato de ler como um instrumento de garantia
da cidadania é um assunto que tem se transformado em uma máxima
indiscutível nos últimos anos. Nesta esteira, são
visíveis os impulsos da vida cotidiana daqueles que se proclamam
incentivadores da leitura. E na luta pró-leitura, é possível
encontrarmos de tudo, desde anúncios televisivos e outdoors em
ruas movimentadas até programas governamentais de cunho nacional
veilculados pela mídia geral. Aquecida ainda pelo mercado livreiro
que cresce no país a cada ano e fomentada pela execução
de feiras, bienais e similares, a discussão em torno da circulação
do livro parece estar resolvida, tamanha a sua política de divulgação:
saldo positivo para a educação do país, ou algo realmente
positivo ainda está no que precisa ser feito? Os dados que respondem
a esta questão apontam que embora haja um impulso pelo acesso aos
livros executado por vários segmentos da socidade brasileira, este
mecanismo ainda é insuficente e, mesmo na escola, lugar comum do
livro e da leitura por instância, o trabalho feito ainda é
inexpressivo. De uma forma mais eficaz, a escola ainda não encontrou
um ponto comum que possa reunir em um eixo comum a educação
e a leitura. Como confirmação desta constatação,
passamos a nos atentar às diferentes atitudes da escola em relação
ao momento da alfabetização das crianças que ali
são trazidas pelos seus pais ou responsáveis para que possam
“aprender a ler” e a viver melhor no mundo social no qual
estão inseridos.
A alfabetização, porquanto, carrega consigo
dois movimentos paralelos, e como escola detona possibilidades múltiplas
de ação, que se estendem de uma meta emancipatória,
rumo à afirmação de uma postura autônoma do
indivíduo ao exercício de uma dominação quase
manipulada, de modo ostensivo, pelo adulto ou por um grupo social, visando
à perenização de seu domínio. Todavia, é
ela que conduz ao ato de ler, sendo este a conquista mais importante da
ação da escola nos seus primeiros anos, pode representar
também a condição de rompimento do círculo
ideológico a que seguidamente o sistema pedagógico se condena.
(Lajolo, 1999,p.39)
Assim, percebemos que o momento que poderia ser celebrado
como o grande encontro entre a educação e a leitura passa
a ser desvirtuado e substituído pela divisão de percursos
opostos e antagônicos. De um lado a alfabetização
e de outro o mundo da leitura e o universo dos livros. Assim, a atividade
de leitura como uma prática social fica longe de ser uma atividade
concreta. Porém, em busca de soluções para que a
junção entre leitura e educação seja transformada
em realidade, muitos estudiosos já argumentam entre a diferença
entre a alfabetização e o letramento como perspectiva de
uma formação educativa mais eficaz.
Neste sentido, as tentativas têm sido muitas, e transformar a escola
em um referencial para a leitura já é um compromisso de
muitos educadores, porém, relacionar a leitura com os ideais humanistas
da literatura ainda é uma tarefa árdua, pois a tríade
formada pela escola, a criança e o livro requer considerações
acerca do acesso às obras genuinamente literárias, pois
não basta oferecer aos leitores mirins leituras que possam ser
reconhecidas como “menores”, protagonizadas por adaptções
infiéis dos clássicos vendidas a preços reduzidos,
levando não só o valor de compra final à baixas escalas,
mas reproduzindo o que chamamos de queda no nível estético
da literatura.
Como alternativa para o feliz encontro entre os livros e a aprendizagem
significativa, a formação da biblioteca escolar é
uma boa recorrência, já que diante deste estímulo
a criança passará a se sentir efetivamente na posição
de leitor. No entanto, o que deve ser observado para a formação
destes espaços deve ser o cuidado para não fazer do local
escolhido um conglomerado de livros cercado por paredes e estantes frias
e distantes. Trate-se de ir além. De buscar um ambiente agradável
e atrativo para o leitor em formação. Assim, deixar o livro
à disposição da criança ou usar alternativas
para a substituição da disposição mesa e carteira
usada na sala de aula, já podem ser alternativas que trarão
um bom resultado. Incrementar o espaço envolvendo a criança
na seleção e na organização do material a
ser disponibilizado é dar vida a um processo social de inclusão
que tem no acesso aos livros a mediação precisa para a formação
do indivíduo e na leitura a direção para o exercício
de sua cidadania.
O Projeto de extensão Centro de Leitura Infanto-juvenil na Morada
do Sol: relato de uma experiência
A comunidade da Morada do Sol, bairro periférico
da cidade de Nova Andradina, esteve em festa em 2004, ano em que foram
inauguradas as instalações da escola Municipal Efantina
de Quadros. Batizada com o nome de uma importante educadora da região,
a escola, que tem o desejo de ser uma referência na educação
básica em Nova Andradina, nasce com modernas instalações,
capazes de comportar sala de vídeo, laboratório de informática
e até uma biblioteca, para o espanto de muitos. Assim, enquanto
engenheiros e mestres de obras se envolviam com o acabamento do prédio,
o trabalho que por ora nos dispomos a relatar, também começava
a germinar, como um trabalho de semeadura, sonho de quem prepara o solo
com bons exemplos do passado e planta o presente com o objetivo único
de quem visa uma bela colheita do futuro: a leitura.
O projeto Centro de Leitura Infanto-Juvenil surge então, a partir
de um modelo executado na Universidade do Estado de Mato Grosso, no Campus
de Alto Araguaia. Concebido como um projeto de extensão no município
mencionado, o Centro de leitura é uma referência para as
crianças da comunidade desta pequena cidade de Mato Grosso, pois
para as algumas localidades brasileiras, o acesso aos livros e a programas
que possam incentivar a formação do leitor são ainda
atitudes bastante isoladas. A crença de que a formação
do leitor não é obra do acaso, e de que esta formação
é um acontecimento que necessita de condições adequadas
para se concretizar, justifica a criação de projetos que
focalizem o incentivo à leitura, pois a leitura é um dos
meios que o homem dispõem para compreender a si próprio
e ao mundo que o representa. A disponibilização de espaços
do caráter do Centro de Literatura Infanto – Juvenil significa
um instrumento de mudança, conscientização e libertação,
pois as primeiras leituras influenciarão na formação
da personalidade da criança para transformá-la. (...) a
preocupação básica seria formar leitores porosos,
inquietos, críticos, perspicazes, capazes de receber tudo o que
uma boa história traz, ou que saibam que não usufruíram
aquele conto....Literatura é arte, literatura é prazer....Que
a escola encampe esse lado. É apreciar – e isso inclui criticar
(Abramovich, 2003,148). É fundamental que o acesso aos livros aconteça
o mais cedo possível. Neste sentido, a formação do
acervo do centro teve como referência o público constituído
por crianças e jovens de faixa etária entre 04 a 17 anos.
Como parte do momento de instalação do projeto verificamos
que os principais entraves ao acesso à leitura são, além
do preço dos livros, conseqüências do meio sócio-cultural,
muitas vezes precário e que, dada a proliferação
dos meios de comunicação de massa e dos brinquedos eletrônicos,
estes acabam por se transformar em um grande problema que hoje pode ser
percebido como um verdadeiro concorrente da leitura. Este problema tende
a se agravar e conseqüentemente a formação de novos
leitores e a garantia dos que já estão inseridos no mundo
das letras ficará seriamente comprometida. Conforme a reflexão
de muitos teóricos que pensam a problemática em torno da
leitura, um questionamento então se impõem: porque grande
parte das crianças e dos jovens de hoje não lêem?
Na tentativa de uma resposta, muitos acusam a televisão, os quadrinhos
e os diversos apelos de comunicação visual de massa como
desvios de comportamento ideal em busca da formação do leitor.
Apontar um único responsável parece temerário, pois
vários são os fatores que podem afastar a criança
do livro. Dentre eles podemos mencionar a influência e o exemplo
dos pais. Pais que não lêem não poderão despertar
em seus filhos o gosto pela leitura. Imitativa por natureza, a criança
encontra na família, o maior incentivo para a leitura. Subtraem-se,
todavia, os pais dessa tarefa e alegando problemas de natureza diversa,
delegam à escola a responsabilidade de introduzir a criança
no mundo dos livros e a escola não tem se isentado dessa responsabilidade.
Embora o hábito de leitura comece a se firmar na primeira infância
– por intermédio de histórias narradas, brincadeiras
com livros, leituras e gravuras, compete a ela suprir a carência
de leitura trazida do lar da maioria dos alunos. Acreditando no trabalho
conjunto firmado pela UEMS junto a seus parceiros nesta iniciativa, este
projeto busca, acima de tudo, minimizar problemas decorrentes da já
constatada falta de leitura. Este movimento em pró do livro previa
desde o início, a oportunidade de oferecer às crianças
o acesso à leitura dentro de um espaço específico
para a sua formação e diversão, desta vez com acompanhamento
individualizado e especializado. Assim, a viabilização do
presente projeto faz com que o “Centro de Literatura Infanto-Juvenil”
cumpra uma das tarefas da educação e por conseqüência
da Universidade assume por instância o papel de cumprir políticas
públicas incentivadoras da prática de leitura.
Um ponto marcante a ser destacado ficou por conta de um trabalho de integração
entre os acadêmicos da segunda série do Curso de Letras,
matriculados na disciplina Literatura Infanto-Juvenil como colaboradores
do projeto. Divididos em grupos, os alunos envolvidos desenvolveram atividades
a serem apresentadas em um dia estipulado como a inauguração
do projeto. Assim, três grupos distintos foram formados para que
a leitura fosse tema de uma pequena peça de teatro, de atividades
de contação de estórias e ainda lembrada nas antigas
cantigas de roda, herança milenar de povos distintos.
Em um clima de grande expectativa, o dia da abertura do projeto foi um
dia de festa para os alunos da escola, pois o contato com os livros em
um ambiente aconchegante e convidativo foi verdeiramente um presente.
Um destaque especial para a ocasião foi o registro de mais de 200
títulos pertencentes ao acervo do projeto já nesta data
da abertura, pois com a ajuda dos universitários que se empenharam
em uma campanha de arrecadação, com o incentivo da doação
da Universidade e com o apoio da secretaria municipal de educação,
um emotivo encontro entre livro e criança pôde ser registrado.
Os objetivos
Os objetivos reunidos em torno deste projeto foram divididos entre gerais
e específicos. O esperado é que pelo menos parte destes
seja cumprida, e para que tal meta seja atingida, a parceria entre a escola
e a universidade tem sido fundamental: Como Objetivos gerais destacam-se
as seguintes ações que vêm sendo realizadas.
a) Constituição de acervo de títulos
de Literatura Infanto-Juvenil destinado a crianças de 4 a 17 anos
por meio de campanhas e parcerias.
b) Elaboração de material lúdico.
c) criação de grupos de acadêmicos que poderão
participar do projeto como contadores de histórias, organizadores
de pequenas apresentações teatrais, etc...O objetivo da
criação destes grupos é aproximar ainda mais a atividade
acadêmica da criança e dos livros e assim dinamizar o espaço
do Centro de leitura.
e) Confecções de paineis, murais informativos, etc.
f) Acompanhamento crítico das atividades de leitura.
g) Orientação de pesquisas a alunos do ensino Fundamental.
h) assessoria aos professores da rede municipal de ensino em capacitações
que falem sobre temas como leitura, letramento, etc...
i) Avaliação das atividades realizadas pelo projeto visando
considerar dados de natureza quantitativa e qualitativa. Dentre os objetivos
específicos destacam-se:
a) O incentivo ao gosto pela leitura, concebida como instrumento
de conscientização, questionamento e libertação
do ser humano, uma tentativa de fazer com que a criança se entregue
ao seu mundo imaginário, despertando sua capacidade de questionamento
e de crítica, contribuindo, assim, para a formação
de sua personalidade.
b) A formação de novos leitores, o que resultará
na melhoria dos níveis qualitativos da educação na
comunidade.
d) A assessoria da prática de leitura entre crianças e adolescentes
na faixa etária de 04 a 17 anos, em alguns casos, iniciantes ou
prematuros na dinâmica da atividade de leitura, uma vez que o acesso
aos livros no grupo atendido pelo projeto é limitado.
f) O acesso, aos professores da rede municipal de ensino, a diferentes
textos e autores que tomam a questão da leitura como estudo.
Os Leitores
Quase em tom confecional, passamos agora a difícil
tarefa de tentar descrever como aconteceram os primeiros encontros entre
as crianças da Morada do Sol e os livros. Difícil porque
faltam palavras para descrever a atitude inquietante de quem se depara
pela primeira vez com a liberdade de escolha na hora de pegar o livro,
com a facilidade de ter opção de escolha.
Conforme já informamos, o acervo está disposto em estantes
acessíveis onde os livros foram organizados com a idéia
de fazer um convite: o convite à leitura. E como reação
já esperada, diversas atitudes de resposta a esse convite foram
registradas.O troca troca dos títulos, pois atraídos pela
capa, os menores por exemplo ficavam sempre com os mais coloridos, a escolha
pelos mais finos, já que os maiores, que se diziam preguiçosos
para ler tentavam encontrar um que não tivesse tantas palavras.
Mas, Oh palavras, Oh palavras, que estranha potência a vossa? Só
alguns dias após a primeira visita e os ânimos já
estavam mais preparados para a entrada e o passeio pelo novo mundo. A
adolescente curiosa já fazia questão de pegar sempre aquele
que falava do primeiro beijo, enquanto que o bom aluno, na faixa dos 10
anos e já considerado um dos melhores da escola, devorava com olhos
atentos as aventuras de Júlio Verne na adaptação
de 20.000 léguas submarinas. Não falamos de mágica,
mas uma verdadeira transformação acontecia.
Novas propostas
No início de 2005, novos desafios: a escola passa
por uma reforma de ampliação e sala de leitura foi emprestada
provisoriamente para a instalação de uma sala de aula convencional.
Os livros foram encaixotados, as estantes colocadas de lado e o tapete
mágico com suas almofadas coloridas foram guardados na direção
da escola. Mas, quem acredita espera, e até o meio do ano acreditamos
que a sala já poderá ser visitada novamente. Lembramos ainda
que o projeto conta hoje com a ajuda de duas acadêmicas da terceira
série do curso de Letras da Unidade do município, bolsistas
do projeto empenhadas em cumprir o compromisso de que muito trabalho ainda
virá pela frente. A campanha pela leitura continua e agora com
uma readequação do horário de atendimento, apesar
da redução do espaço, os alunos podem receber os
livros diretamente na sala de aula, todas as vezes que o seu professor
agenda uma visita das sorridentes bolsistas.
Leituras e capacitações também têm ajudado.
Durante o 3º Seminário de Extensão Universitária
da UEMS, por exemplo, novos títulos de apoio e novas experiências
se encaixam perfeitamente como alimento para que apesar das dificuldades
o projeto fique na escola por muitos anos, já que novos leitores
virão, pois o número de matrículas na escola cresce
a cada ano letivo que se inicia. Já com a experiência de
participação no XV COLE, percebemos que nossas crianças,
mudas, telepáticas, pedem a voz e a palavra chega com os livros.
Considerações finais
A relevância de projetos como este que ora teve
a sua experiência relatada está ligada ao incentivo do surgimento
de novas idéias a serem implantadas em municípios carentes
de atividades desta natureza, como Nova Andradina, em Mato Grosso do Sul.
E nesta perspectiva, viabilizar ações que resultem num verdadeiro
impacto social é o desafio da nova Universidade que, no século
XXI, assume o papel de organizar a atividade de extensão à
luz da metodologia participativa. Por fim, entendemos que as profundas
mudanças sociais pelas quais a educação tem passado
convocam a extensão universitária a ser uma aliada da escola
pública brasileira promovendo a leitura como uma atividade constante
e transformadora.
Referências Bibliográficas
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: gostosuras e bobices.
São Paulo: S cipione, 1989.
KLEIMAN, Ângela B. ; MORAES, Silvia E. Leitura e interdisciplinaridade:
tecendo redes nos projetos da escola. Campinas: Mercado das Letras, 1999.
THIOLLENT, Michel; ARAUJO FILHO, Targino de; SOARES, Rosa Leonora Salerno
(organizadores). Metodologia e experiências em projetos de extensão.
Niterói: EDUFF, 2000.
ZILBERMAN, Regina. A Literatura Infantil na escola. São Paulo:
Global, 1981.
__________; LAJOLO, Marisa. Literatura Infantil brasileira: história
& histórias. São Paulo: Ática, 1984.
__________; Sociedade e democratização da leitura. (in)
BARZOTTO, Valdir Heitor. (org.) Estado de Leitura; Campinas, SP: Mercado
das Letras: Associação de Leitura do Brasil, 1999.