Vera Lúcia Batalha de Siqueira Renda -
Universidade de Taubaté – UNITAU
Engajar-se na construção coletiva em oposição
ao sucesso individual significa agir de maneira que o indivíduo
aprenda no e pelo deslocamento dos limites de seu estatuto, na e pela
modificação do que faz com que as coisas e a relação
dele com elas seja o que são. O que é construído
assim é um Saber como Poder de transformar, permitindo ao maior
número de indivíduos engajar-se na ampliação
das bases sociais de sua produção. O que está em
questão é a transformação geral das relações
de produção, e o Saber não foge à regra. Jean
Foucambert
O presente trabalho oferece alternativas de procedimentos
para a condução da leitura do texto literário entre
crianças e jovens. No momento da realidade nacional, vê-se
o acesso à literatura atrelado à vida escolar, a ensejar
um caminho possível e democratizante aos bens culturais (mas insuficiente
em função da complexidade das necessidades do indivíduo
perante as construções simbólicas).
Visualizamos o dia em que as crianças brasileiras poderão
valorizar a leitura, freqüentarão inúmeras bibliotecas
e terão livros, livros a mãos cheias, como idealizou Castro
Alves; haverá um dia em que a literatura fará parte do cotidiano
do brasileiro. Para isso trabalhamos.
No livro A leitura em questão, Foucambert (1994, p.121-132) centra
seu olhar nas investigações acerca da “ democratização
da vida social, econômica, política e cultural através
da leitura”. Faz ver que “a defasagem entre leitores e não-leitores
reproduz a divisão social entre o poder e a exclusão, entre
as classes dominantes e os que são apenas executores”; discute
“acerca dos saberes necessários para reduzir os aspectos
não-igualitários da sociedade e em que circunstâncias
tais conhecimentos podem se desenvolver” .
O encontro do excluído social com a leitura constitui, para Foucambert
(p. 121), “ferramentas de pensamento de uma experiência social
renovada” em que o sujeito amplia e aprofunda o olhar sobre a realidade,
na qual pode, agora, atuar e transformar, ou seja, “...tornar-se
leitor pela transformação da situação que
faz que não se o seja.”
As visões do estudioso para a realidade francesa também
podem encaminhar nossas reflexões e análises sobre a realidade
nacional, a fim de que, com as devidas ressalvas e adequações,
pensemos acerca da formação de leitores em nosso país.
Trata-se, segundo o pesquisador, da geração de condições
em que o indivíduo atue e construa os seus saberes, “tirando
proveito das informações disponíveis, confrontando
o saber dos outros, reajustando constantemente seu próprio sistema
provisório que teoriza suas práticas e reinvestindo essa
nova teoria em empreendimentos que abrangem mais “realidade”.
Foucambert (p. 89) apresenta seu projeto de que a cultura possa ser “uma
prática de transformação e não de distinção”
e mostra a necessidade do acesso a todos os textos. Instado a responder
sobre o “lugar da estética e da cultura hoje”, demonstra
que “toda leitura erudita pressupõe um perfeito domínio
das autênticas estratégias de leitura às quais ela
acrescenta seus próprios processos”.
Como é de nosso conhecimento que o saber não é transmitido,
e atuamos na Educação, aqui se engendra o universo de nossa
pesquisa: o aluno, os bens culturais (nesta proposta especificamente representados
pela literatura) e o professor. Avançando: discute-se o lugar da
literatura na educação de crianças e jovens, a partilha
dos bens simbólicos e o papel da escola, em última instância,
o do professor.
Neste ponto fazemos comparecer Yunes (2003, p. 13) que destaca o papel
da sala de aula e do salão de leitura, como espaços de encontro
e promoção de partilhas de individualidades: “as experiências
mais pessoais do aprendiz no resgate do texto e da palavra do outro”.
Na esteira do raciocínio de Yunes, destaquemos o poeta Drummond,
de quem emprestamos o excerto abaixo:
“O que eu pediria à escola, se não
me faltassem luzes pedagógicas, era considerar a poesia como primeira
visão direta das coisas, e depois como veículo de informação
prática e teórica, preservando em cada aluno o fundo mágico,
lúdico, intuitivo e criativo, que se identifica basicamente com
a sensibilidade poética”. Carlos Drummond de Andrade
Suas palavras são faróis, como antena da
raça ou como pensador do papel da literatura no universo infantil
e escolar. Façamos sua fala encontrar-se com aquela em que Foucambert
(p. 131) afirma que “… a promoção coletiva clama,
por sua vez, pela redução da desigualdade social, pela diminuição
das diferenças entre os status, por uma outra concepção
de responsabilidade em substituição à hierarquia”.
A partir dessas diferentes visões, que se complementam, temos mais
esclarecimento e estratégias para, em nosso campo de ação,
criar um engajamento na construção de um país mais
justo, em que diminuam os abismos sociais.
A direção do presente seminário apóia-se no
exposto acima. A literatura infantil/juvenil é um dado revelador
que propicia o encontro do leitor consigo mesmo e com a realidade sócio-cultural,
isto é, o universo literário favorece diálogo mais
profundo e complexo do homem em sua identidade individual e social.
“A leitura do literário”, como diz Yunes (2003, p.
48) “nos ensina que podemos chamar aqui e agora, às dez da
manhã e com os versos de Garcia Lorca, “luna, luna, luna...”;
nos permite chamar à intimidade aquele que os outros ao redor não
vêem, seja rei ou unicórnio...” Aqui, linguagem e pensamento
expandem-se, catalisados pela linguagem “gorda de significado”,
que é a maneira criativa como Góes (1991) traduz para as
crianças a definição de Pound.
Nessa exploração do texto literário e no encaminhamento
da construção dos sentidos, Kleiman (p. 62-63) evidencia
o espaço de interlocução favorecido, como se percebe
no excerto abaixo:
“ ... diferentemente da concepção
escolar sobre a leitura, ligada a uma velha concepção da
interpretação como ‘uma revelação do
significado’ e extração de uma lição
de moral, a instituição literária enfatiza a multiplicidade
de sentidos e o direito do leitor de construir sua interpretação.
Embora a instituição literária não seja, evidentemente,
aberta a qualquer sentido, esta predisposição maior para
a polissemia e menor compromisso com ‘a verdade’ da informação
fatual é um elemento importante na construção de
interações simétricas com o aluno, na construção
de sua identidade institucional de aluno como aquele que tem algo relevante
a dizer e merece ser ouvido pelos colegas de turma.”
Assim, o aluno pode atuar e partilhar com colegas e professores:
ter voz, apresentar seu discurso e expandi-lo.
O texto literário integra o trabalho com Língua Portuguesa
no Ensino Fundamental; sobre ele os PCN (1997) indicam o que segue: “o
tratamento do texto literário oral ou escrito envolve o exercício
de reconhecimento de singularidades e propriedades que matizam um tipo
particular de linguagem”.
Esse tipo particular de linguagem é explicado, com clareza, no
excerto abaixo transcrito, no qual Candido expõe a complexidade
e a representatividade simbólica a atuar na mente humana, além
de fazer algumas recomendações:
“ Por que ensinar literatura? Graças à
visão integrativa dos dois aspectos, código mais mensagem,
tem-se a maior consciência do papel formativo da literatura. Os
valores seriam passados aos leitores não apenas pela mensagem,
mas também pelo código, por meio do qual a mensagem se expressa.
A literatura atuaria como organizadora da mente e do espírito e
como refinadora da sensibilidade, sobretudo em nível subconsciente.
[...] está difícil apontar aos jovens o certo, o belo, o
justo. Nos dias atuais, os valores estão confusos e, num mundo
tão fluido, a literatura pode funcionar como uma âncora”.
Antonio Candido
Professores não leitores, ausência de acervo,
provas e avaliações, sistemas rígidos quanto à
indicação de livros, inexistência e/ou inoperância
de políticas públicas – eis alguns elementos que têm
reprovado a leitura no Brasil.
A seleção de obras e a dinâmica de leitura têm
sido pontos nevrálgicos nas atividades de ensino-aprendizagem,
daí a opção estratégica por projetos de trabalho.
O espaço de manobra que o projeto confere pode consistir em abertura
para o professor fazer as suas primeiras incursões por um território
para ele desconhecido. Vários títulos, diversificados gêneros,
diferentes nacionalidades – diversidade e simultaneidade - em oposição,
por exemplo, ao título único ainda em prática em
escolas brasileiras.
Foucambert descarta críticas ao menino que não lê;
recomenda uma abordagem positiva, criativa, do tipo “venham entender
o que é isso e como, de qualquer maneira, isso age sobre sua vida”.
(p. 143)
Assim, nossas comunicações constituem facetas, mediante
o planejamento e o desenvolvimento de subprojetos, as quais se interligam
no / pelo Projeto de Pesquisa O ensino da literatura: o papel do professor
na construção dos significados do texto literário.
Trata-se da investigação da formação de leitores
no contexto de sala de aula e da busca de alternativas metodológicas
para o desenvolvimento de estratégias de leitura do texto literário,
integrante da linha de pesquisa Formação de professores
de língua, do Programa de Pós-graduação em
Lingüística Aplicada / Mestrado, da Universidade de Taubaté.
Acreditamos, com Foucambert (p. 133), que “existe promoção
coletiva toda vez em que indivíduos estão, em relação
ao que vivem, numa situação de poder que os leva, por uma
conscientização da necessidade, a construir os meios de
transformá-la, logo, a produzir Saber”.
Isto significa que, a partir de objetivos claramente construídos,
e, principalmente, com o olhar acurado sobre o aluno, o leitor na escola,
elaboram-se projetos diferenciados e apropriadamente dirigidos àquela
turma específica, como os projetos integrantes da comunicação
conjunta em questão neste congresso.
Os PCN de Língua Portuguesa, que constituem sinônimo de avanço
na educação nacional, por oferecerem referenciais a serem
implementados, adequadamente, à diversidade cultural do país,
demandam a transposição didática desses mesmos referenciais
à realidade das salas de aula. Assim, o conhecimento de organizações
didáticas especiais – projetos e módulos didáticos
– pode levar o professor a construir práticas mais eficientes.
Projetos de trabalho, na concepção contemporânea,
podem trazer para a escola conceitos de seqüência, articulação,
continuidade, contextualização, dentre outros, no esforço
de romper com a fragmentação e de implantar a transdisciplinaridade.
Em texto fundante, Coelho (p. 24) reflete sobre questões da contemporaneidade,
lugares da educação e formação de crianças
e jovens. Ante a complexidade das relações no momento presente
e a necessidade de se oferecer base e direção, em momento
de desconstrução e de ineficácia de anteriores referenciais,
a autora mostra que a Literatura vem sendo apontada para servir de eixo
para a interligação de diferentes unidades de ensino nos
novos PCN e, a partir do exposto, ainda buscando em Morin a articulação
das áreas de conhecimento, ela propõe a construção
de projetos de trabalho ancorados na literatura.
Para a pesquisadora, a Literatura é “espaço de convergência
do mundo exterior e do mundo interior”, além de “um
autêntico e complexo exercício de vida, que se realiza com
e na Linguagem – esta complexa forma pela qual o pensar se exterioriza
e entra em comunicação com os outros pensares”.
Como Ariádne guiou o amado pelo labirinto de Creta, com um novelo
de linha, para que Teseu matasse o Minotauro, assim também Nelly
Novaes Coelho indica a Literatura como eixo de interligação
das diferentes áreas do conhecimento, fazendo interfaces e articulando
áreas de conhecimento e temas transversais.
Há muitos pontos favoráveis ao aluno e sua construção
de conhecimento, quando se trabalha com projetos, porque eles “criam
a necessidade de ler e analisar grande variedade de textos”, além
de (re)orientar a (re)organização do tempo e das atividades.
O envolvimento na tarefa e o desenvolvimento da responsabilidade participativa
no grupo também são estimulados. (PCN, p. 87)
Também decorrem do trabalho com projetos possibilidades de auto-avaliação
e redimensionamento dos objetivos. Pensamos que o fato de o aluno ter
espaço para seleção de livros, por exemplo, estimula-o,
motiva-o a avançar, diferentemente de quando apenas a voz do professor
escolhe e direciona. Como Lopes-Rossi (2002, p. 32), acreditamos que "...
os alunos precisam conhecer as características do projeto para
aderirem a ele e participarem...”- esse é mesmo o princípio
do envolvimento e significação.
Os PCN consideram o projeto uma organização didática
“que tem um objetivo compartilhado
por todos os envolvidos, que se expressa em um produto final em função
do qual todos trabalham e que terá, necessariamente, destinação,
divulgação e circulação social”.
O trabalho com projetos leva à produção do que alguns
autores denominam artefato. No caso de trabalho com texto literário,
são possíveis inúmeras produções. A
partilha, em sala de aula, para a construção dos significados
já é uma atividade de enriquecimento. Se for interessante
naquela oportunidade, da leitura parte-se para a escritura, então,
as criações poderão visar a determinado público,
com determinados objetivos e serem divulgadas na sala, na escola, na comunidade,
sob diversos suportes. A leitura de poemas ao longo do mês pode
conduzir a uma apresentação especial no intervalo da última
quinta-feira do mês, quando os alunos irão vestidos com determinado
padrão e terão convidado uma pessoa especial para assistir
à apresentação.
Um projeto de leitura que começa em fábula, pode encaminhar-se,
em desdobramentos, para cinema, desenho animado, ilustração,
por exemplo – em articulação de diversas linguagens.
Trabalhar com textos da oralidade pode ancorar produções
escritas para coleguinhas de séries anteriores à do garoto.
Crianças de uma 4a série podem narrar histórias para
as de uma 1a. série e solicitar que ilustrem o texto lido. Dessa
maneira, com leitores especificados, a turma pode resolver como redigir
o texto, bem como a maneira de apresentá-lo. O resultado do projeto
será exposto publicamente na escola.
Para descrever a implantação e o desenvolvimento das tarefas
de um projeto, recorremos a Abud e Giacaglia (2003, p. 76-99), que indicam
as seguintes seqüências iniciais: tomada de decisão,
objetivos do projeto, relação com o currículo, escolha
de um bom projeto, planejamento das atividades. Já para a execução
são elencadas as atividades, a saber: coleta, troca e organização
de informações, além de tópicos pertinentes
como organização dos grupos de alunos e explicações
sobre o desenvolvimento de “habilidades cruciais”, como ter
capacidade de ouvir, Materiais e recursos devem estar “facilmente
acessíveis aos alunos”; já as formas de avaliação
e acompanhamento são estabelecidas com os alunos “antes de
se iniciar qualquer tarefa”. Os autores citados orientam a se focalizar
um público-alvo, a audiência, e divulgar o projeto.
Realmente, a experiência tem comprovado a proposta de Coelho (2000,
p. 13), para quem “... a Literatura poderia ser a ponta de eixo
ideal para uma nova estrutura de ensino”.
Atuar na formação de leitores é adentrar no universo
da interação social e da linguagem. Assim, fazemos comparecer
Vygotsky e Bakhtin, dos quais rastreamos alguns conceitos fulcrais que
iluminam a nossa pesquisa. Para o primeiro, “linguagem é
um sistema simbólico fundamental em todos os grupos humanos, elaborado
no curso da história social, que organiza os signos em estruturas
complexas e desempenha um papel imprescindível na formação
das características psicológicas humanas. (Rego, p. 53)
A criança evolui de uma fala exterior para uma interior; a qual
é uma atividade intrapsíquica, que permitirá à
criança planejar, prever, comparar, deduzir, ou seja, aprender
e desenvolver as funções psicológicas superiores.
Para Bakhtin (1992), “aquele que aprende a enunciação
de outrem não é um ser mudo, privado de palavras, mas, ao
contrário um ser cheio de palavras interiores. Toda a sua atividade
mental, o que se pode chamar o ‘fundo perceptivo’, é
mediatizado para ele pelo discurso interior e é por aí que
se opera a junção com o discurso apreendido do exterior”.
No caso da literatura, imagens e conceitos dialogam, expandindo as referências
do leitor.
Vygotsky pesquisou o aprendizado, no qual percebe duas faces, ensino e
aprendizagem, e identifica dois níveis: de desenvolvimento real
ou efetivo e de desenvolvimento potencial. Introduz o conceito de zona
de desenvolvimento proximal, a qual constitui a distância entre
aquilo que a criança é capaz de fazer com autonomia e aquilo
que realiza em colaboração com os outros elementos do seu
grupo social. (Renda, 2002, p. 17). Assim, o autor destaca o papel da
escola, uma vez que a criança precisa encontrar em seu ambiente
planejamento, apoio, estímulo, desafio. A imaginação
estabelece com a realidade um diálogo constante e alimenta a imaginação
criadora.
Para Held (1980, p.19), “a leitura do real passa pelo imaginário”.
A autora torna evidente, também, dentre tantos conceitos e relações
oportunos para o nosso foco, a “disponibilidade primeira diante
da palavra”, em que a criança se encanta com a abundância,
a pluralidade e a polissemia. Pensemos a alegria das crianças em
seus folguedos: repetindo fórmulas, dançando, saltando,
focadas na magia da palavra enquanto ritmo.
De acordo com Renda (2002, p. 19), o que nos interessa neste percurso
é tentar compreender os “mecanismos da mente infantil a esse
respeito e no movimento de assimilação, compreensão
e atuação no real”. A pesquisadora mostra que “razão
e imaginação não se constroem uma contra a outra,
mas, ao contrário, uma pela outra; trata-se [...] de intersecção,
inclusão, somatória”. Nessa direção,
Yunes (2003, p. 20) mostra que o compartilhamento de leitura de texto
literário favorece a autonomia e a auto-afirmação.
Considerando que o texto literário é ponto de partida a
abrir caminhos para o raciocínio divergente, a levar a criança
a atribuir significados, a estabelecer relações com outras
leituras também, a conviver com elas, rejeitá-las, propor
outras, acreditamos que se sensibilizar pela emoção e pelo
estético – eis um caminho para a formação integral
do ser humano. Que nossas crianças e jovens sejam, existam realmente
para as famílias, para as escolas, para os governos. Afinal, poderemos
concluir pela tão sonhada intervenção na sociedade,
compartilhando com Fernanda Lopes de Almeida:
Não há nada mais bonito
Que inventar em liberdade
E só tem a vida alegre
Quem sabe dessa verdade.
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