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| JOVENS
CURIOSOS INDAGAM SOBRE O PORQUÊ DAS COISAS
Edith Chacon Theodoro - CRP “A pedra fundamental é a curiosidade do ser
humano. Tudo começou com uma sensibilização
em sala de aula gerada após a leitura deste belíssimo conto
de João Carrascoza publicado na revista Nova Escola.
E agora? Como respondê-las? Que passos seguir?
Professora e alunos movidos pelas mesmas necessidades. Busca de explicações,
pesquisas, dúvidas, levantamento de hipóteses, muitas vozes,
muita leitura, mais perguntas. Desejo desperto. Curiosidade aguçada
pelo desejo de aprender e de ensinar. ETAPAS: 1. Leitura do texto “O segredo do casco da tartaruga”. O ato de ler ativa uma série de ações
na mente do leitor e por meio delas, ele extrai informações.
Essas ações são denominadas estratégias de
leitura. Na leitura do conto “O segredo do casco da tartaruga”,
procuramos enfocar os seguintes procedimentos: Este texto provocou e despertou inúmeras discussões, pois cada leitor pôde entender sua mensagem de acordo com seus esquemas cognitivos e seu conhecimento de mundo. Ao final das discussões, uma pergunta lhes foi lançada : Qual é a sua maior curiosidade? Elabore-a em forma de pergunta. 2. Elaboração de perguntas 3. Levantamento de hipóteses (muitas vozes, palpites, sugestões,...) sobre algumas possíveis respostas. 4. Convite para a elaboração de uma pesquisa com o objetivo do aluno saciar a sua curiosidade. 5. Orientação para elaboração
da pesquisa mais formal utilizando diferentes fontes: 6. Orientação acompanhada de roteiro e cronograma. 7. Ida à biblioteca da escola para complementação de dados. Neste percurso, algumas dúvidas geraram um certo
desconforto e outras perguntas surgiram: “Onde pesquisar?”
“Não encontro a resposta para a minha pergunta.” “Não
consigo encontrar minha resposta nesse livro!” “Achei a fonte,
mas não consigo entender a resposta” “Posso mudar de
pergunta?” “Quanto mais pesquiso, mais dúvidas tenho...” Nesta etapa, a professora também se perguntava: Esta é uma etapa-chave para o desenrolar do projeto. As dúvidas aumentam. Cada um segue um percurso. Há alunos que vão além da pesquisa, há outros que ficam satisfeitos com a resposta encontrada, outros não e não querem mais continuar, outros não ficam satisfeitos e essa inquietação não os paralisa, ao contrário, vão em frente, pedem ajuda e querem respostas para suas indagações. Outros elaboram outras perguntas, porque querem participar do projeto. E assim as investigações continuam... A professora sente necessidade de parcerias, briga com o tempo, pois tem outras frentes de trabalho, sabe da importância desse e de outros projetos em andamento. Intercala as atividades, volta ao cronograma com eles, reavalia e replaneja com eles. [...] 9. Organização dos registros do material coletado. 10. Atividades paralelas para que os alunos se apropriem da frase-resumo, do resumo e da paráfrase. 11.Síntese das leituras, em forma de resumo. Aqui, o aluno teve a liberdade de escolher se o seu texto seria informativo científico, ou literário. 12.Leitura das sínteses pela professora para encaminhamentos,
tais como: revisões, novas leituras em outras fontes para melhoria
do texto, refacções, e/ou outros procedimentos. 14.Troca de textos entre os colegas da classe, não só com o objetivo de compartilhar conhecimento, como também o de revisar os textos, não perdendo de vista o compromisso com o leitor. 15. Seleção das perguntas para a elaboração do livro (Em equipe). Cada aluno fez sua pesquisa, discutiu-a em grupo e cada grupo selecionou quais perguntas deveriam fazer parte do livro “O porquê das coisas e as curiosidades das 6ª /2002.” Este trabalho foi entregue juntamente com um disquete para que pudesse ser transformado, posteriormente, em um livro para ser doado à Biblioteca da escola. 16. Revisão e digitação da 1ª versão do livro ( elaboradas pelas 6ªs /2002) Cada aluno recebeu uma cópia desse material para
que todos tivessem conhecimento das respostas, para uma futura publicação.
17.Paralelamente a esse projeto, as perguntas continuaram, só que, agora, mais centradas na adolescência. Estabeleceu-se uma parceria com o Prof. de Ciências, que além de responder algumas das questões, trouxe um médico, especialista, que respondeu outras perguntas. Obs. Final de ano. O projeto “O porquê das
coisas” foi temporariamente “adormecido”, interrompido
por outras propostas de trabalho, pois os alunos das 6ªs séries
seguintes (2003 e 2004), embora tenham lido o texto “O segredo do
casco da tartaruga”, não manifestaram desejo de continuar
esse projeto, indo por outro caminho – o fascinante e mágico
mundo das lendas e dos mitos. 18.Retomada do projeto em 2005. Os alunos das 6ªs/2005, saborearam não só as perguntas, como também as respostas dadas pelos colegas das 6ªs/2002. E foram convidados a desempenhar o papel do revisor. Alguns tiveram dificuldade para executar a revisão, mas outros tiveram olhos de “lince” de tão minuciosos que foram. 19.Revisão e digitação da 2ª versão do livro “O porquê das coisas e as curiosidades das 6ªs séries/2002”. 20.Discussão sobre a formatação do livro, aproveitamento de algumas ilustrações elaboradas em 2002 e criação de novas por alunos das 6ªs/2005. 21.Desejo, por parte dos alunos, em dar continuidade ao projeto e elaborar o 2º volume do livro “O porquê das coisas”. 22. Intercâmbio com alunos de uma escola do município
de Dirceu Arcoverde, no Piauí, que conhecedores deste projeto também
elaboraram as suas perguntas e nos enviaram para futuras trocas de saberes. “A curiosidade é imprescindível, porque
nós não crescemos Para mim, o mais importante neste projeto, não
era encontrar a resposta “certa”, escrita da melhor forma
didática e/ou científica. O mais importante foi constatar
o quanto a curiosidade motiva, provoca, desperta interesse. • perceber que os alunos buscavam outras soluções
para as perguntas sem respostas; A curiosidade gera prazer de aprender. Conforme citação
da Drª Britta Bürger, “A curiosidade e o desenvolvimento
da inteligência de uma criança são incentivados quando
se dá atenção às suas perguntas. Por isso
se recomenda aos pedagogos que se empenhem por não sufocar este
impulso nas crianças”, já que é na escola que
a curiosidade deve ser incentivada, aprendida e cultivada. |
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