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SEMINÁRIO EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS
E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA COORDENAÇÃO:
Uma parcela significativa destes ainda é excluída de um direito humano fundamental: A Educação, ao analisarmos apenas a questão de seu acesso às escolas, onde apenas uma parcela de 5 a 6% das crianças e jovens com deficiência encontra alguma forma de atendimento escolar. E se pensarmos dentro de uma visão de construção de princípios de cidadania, através de uma leitura crítica e do letramento, talvez tenhamos uma parcela ainda maior de todos os cidadãos e cidadãs brasileiros. Com a imutabilidade deste cenário ainda conviveremos, por um longo período, com matérias de jornais, e outros veículos de mídia, apontando para a resistência que se interpõem no combate à exclusão baseada em pressupostas diferenças, que, na realidade, se alicerçam em desigualdades de toda ordem. Há, ainda, anunciado e discutível dados do Censo Escolar de 2004, onde, por exemplo: do total de 243 mil alunos de educação especial em escolas privadas, apenas 3,6% estão estudando na mesma sala de aula que os demais alunos. Este panorama, que não se restringe a situação educacional, amplia-se mais ainda nos campos da saúde, do trabalho, do lazer e da cultura, onde os sujeitos são colocados à margem e não têm acesso ao que poderia ampliar sua apropriação de conhecimentos e desdobrar sua visão de mundo. Portanto,
ao falarmos de exclusão estamos denunciando a sua premência
para além de nossos embates e combates políticos e ideológicos.
Estamos todos, em alguma medida, “fora dos mapas” ou “inseridos
nestes mapas de exclusão”. Nossos tempos de conviver e aprender na cultura global, na imersão da hibridação cultural, numa época de prováveis desterritorializações e reterritorializações, teríamos de combater a mais dura e real de todas as exclusões, aquela que resulta de nosso antigo e ainda atual modelo agrário de divisão de nossas capitanias: a exclusão que impede o acesso a um lugar para ser e existir, a profusão dos sem-casa, sem-teto e sem-terra. Estes que colocados como marginais têm buscado se tornar um foco micro político de resistência subversiva a todas as coerções e repressões instituídas. Quiçá possam ser estes os que nos indiquem os territórios múltiplos, onde poderemos não cair dentro da armadilha de um falso comunitarismo ou cedermos aos encantos do conforto do liberalismo, e nos propiciem os elementos necessários para um caminho, para além da tolerância e de ações afirmativas, quase sempre forjadas sobre identidades unas e impermeáveis. Precisamos, como novos cartógrafos diante desse cenário, inventar novas estradas... como nos propõe o poema de Walt Withman: “A pé e de coração leve/ Eu enveredo pela estrada aberta / saudável, livre, o mundo à minha frente, / à minha frente o longo atalho pardo levando-me aonde eu queira. Daqui em diante não peço mais boa-sorte/ boa sorte sou eu. Daqui em diante não lamento mais, não transfiro, não careço de nada; Nada de queixas atrás das portas, de bibliotecas, de tristonhas críticas; Forte e contente vou eu pela ESTRADA ABERTA...” (in Folhas das Folhas da Relva – trad. Paulo Leminski – Ed. Brasiliense).
V SEMINÁRIO EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA •
A CONTRIBUIÇÃO DA PEDAGOGIA HOSPITALAR COMO POLÍTICA
PÚBLICA PARA A (RE)INCLUSÃO DA CRIANÇA NA SALA DE
AULA REGULAR •
A EDUCAÇÃO PARA A AUTO-ADVOCACIA EM GRUPOS DE PESSOAS COM
PARALISIA CEREBRAL E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MENTAL •
A EFICÁCIA DA INCLUSÃO •
A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA E DA ESCOLA NO APRENDIZADO DA CRIANÇA
SURDA — A LEITURA E O ENSINO DE LITERATURA •
A LEITURA DA PESSOA SURDA NA INTERPRETAÇÃO DOS ENUNCIADOS
DE PROBLEMAS MATEMÁTICOS •
ANÁLISE E IDENTIFICAÇÃO DA TRAJETÓRIA DOS
ALUNOS DEFICIENTES VISUAIS NOS ATENDIMENTOS ESPECIALIZADOS EM PRESIDENTE
PRUDENTE-SP. •
ASPECTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL: ALFABETIZAÇÃO
DE SURDOS (UM JEITO DE APRENDER DIFERENTE, MAS COM AUTONOMIA) •
CLASSES ESPECIAIS ENQUANTO ESTRATÉGIA DE ALFABETIZAÇÃO:
VALE A PENA? •
CONCEPÇÕES SOBRE A CRIANÇA DEFICIENTE REVELADAS NAS
REVISTAS, TEMAS SOBRE DESENVOLVIMENTO, NOESIS E INTEGRAÇÃO
ENTRE JULHO DE 1991 A JULHO DE 2001. •
DA EDUCAÇÃO ESPECIAL PARA A INCLUSÃO: A CONSTRUÇÃO
DE ESPAÇOS EDUCACIONAIS NÃO SEGREGADORES •
DICIONÁRIOS E MANUAIS DE LÍNGUA DE SINAIS: ANÁLISE
CRÍTICA DAS IMAGENS
•
EDUCAÇÃO DE SURDOS: ANOTAÇÕES DE UMA PROFESSORA
SURDA •
EDUCAÇÃO EM MEIO ÀS DIFERENÇAS •
HISTÓRIAS DE LEITURA: A CONSTITUIÇÃO DE SUJEITOS
SURDOS COMO LEITORES •
IMPLICAÇÕES DA MEDIAÇÃO EM UMA SALA DE RECURSOS •
LEITURA COMENTADA DA CARTA SOBRE OS CEGOS •
LEITURA E MUSICALIDADE: SISTEMA BRAILLE •
LEITURA NA PONTA DOS DEDOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE PESSOAS COM
DEFICIÊNCIA VISUAL NO ACESSO AO CONHECIMENTO •
LEITURAS DO OUTRO: UM OLHAR SOBRE AS FORMAS DE PARTICIPAÇÃO
DA CRIANÇA DEFICIENTE VISUAL •
LINGUAGEM VERBAL E NÃO-VERBAL NA DEFICIÊNCIA: UM ESTUDO DE
CASO •
O ENVOLVIMENTO DE ALUNO COM BOLSA-TRABALHO APOIANDO ALUNA COM DEFICIÊNCIA
VISUAL NA UNICAMP: RELATO DE EXPERIÊNCIA •
O USO DAS TIC´s COM APOIO DE BOLSISTAS NA PRODUÇÃO
DE UM ACERVO DE PARTITURAS EM BARILLE NO LABORATÓRIO DE ACESSIBLIDADE
DA UNICAMP
•
OS CEGOS VÃO AO CINEMA: NARRATIVA E SIGNIFICAÇÃO
•
POTENCIAL DE APRENDIZAGEM E DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: ALGUMAS REFLEXÕES
•
PRÁTICAS DE ENSINO E INTERAÇÕES DE PROFESSOR SURDO/ALUNO
OUVINTE EM AULA DE ALFABETIZAÇÃO •
REFLEXÕES ACERCA DO TRABALHO DO INTÉRPRETE DE LÍNGUA
DE SINAIS NA UNIVERSIDADE: LIMITES E CONQUISTAS •
RESGATANDO PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA JUNTO A UMA JOVEM COM
SÍNDROME DE DOWN: O ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO NO CURSO
DO ENSNO MÉDIO. •
SALA DE AULA INCLUSIVA: INTÉRPRETE DE LIBRAS OU PROFESSOR? •
TRADUZIR SINAIS: REFLEXÕES SOBRE A TRADUÇÃO DE TEXTOS
SURDOS. •
VERBAS PÚBLICAS E APOIO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
NA UNICAMP: DOIS ANOS DE ATUAÇÃO DO LABORATÓRIO DE
ACESSIBILIDADE – LAB
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