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V SEMINÁRIO EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

COORDENAÇÃO:
Shirley Silva (SMEC); Jorge Márcio Pereira de Andrade (DEFNET); Marli Vizim (FSA)


Exclusão, deficiências, direitos humanos: novas cartografias são possíveis?
Nosso país é, hoje, reconhecidamente um vasto campo para a afirmação de Direitos Humanos, principalmente pela permanência de sua violação e, mais ainda, pela necessidade de mudança por meio de ações afirmativas e de cunho não-segregativo, da implantação de políticas de defesa dos direitos dos excluídos.
A negação da condição humana das pessoas com deficiência, fato implicado às questões dos direitos humanos, persiste, ainda que hoje haja em nosso país uma população de mais de 14,5 % de cidadãos e cidadãs com deficiência.

Uma parcela significativa destes ainda é excluída de um direito humano fundamental: A Educação, ao analisarmos apenas a questão de seu acesso às escolas, onde apenas uma parcela de 5 a 6% das crianças e jovens com deficiência encontra alguma forma de atendimento escolar. E se pensarmos dentro de uma visão de construção de princípios de cidadania, através de uma leitura crítica e do letramento, talvez tenhamos uma parcela ainda maior de todos os cidadãos e cidadãs brasileiros.

Com a imutabilidade deste cenário ainda conviveremos, por um longo período, com matérias de jornais, e outros veículos de mídia, apontando para a resistência que se interpõem no combate à exclusão baseada em pressupostas diferenças, que, na realidade, se alicerçam em desigualdades de toda ordem. Há, ainda, anunciado e discutível dados do Censo Escolar de 2004, onde, por exemplo: do total de 243 mil alunos de educação especial em escolas privadas, apenas 3,6% estão estudando na mesma sala de aula que os demais alunos.

Este panorama, que não se restringe a situação educacional, amplia-se mais ainda nos campos da saúde, do trabalho, do lazer e da cultura, onde os sujeitos são colocados à margem e não têm acesso ao que poderia ampliar sua apropriação de conhecimentos e desdobrar sua visão de mundo.

Portanto, ao falarmos de exclusão estamos denunciando a sua premência para além de nossos embates e combates políticos e ideológicos. Estamos todos, em alguma medida, “fora dos mapas” ou “inseridos nestes mapas de exclusão”.
Cabe-nos uma tarefa de questionar, indagar e propor saídas para o que queremos com um novo tempo de construir condições sociais e políticas, não aprisionadas no neoliberalismo vigente, onde, por exemplo, na escola, um espaço para o respeito e reconhecimento da diferença, os alunos não sejam discriminados ou excluídos do (e/ou no) processo educativo em razão de quaisquer de suas condições ou singularidades.

Nossos tempos de conviver e aprender na cultura global, na imersão da hibridação cultural, numa época de prováveis desterritorializações e reterritorializações, teríamos de combater a mais dura e real de todas as exclusões, aquela que resulta de nosso antigo e ainda atual modelo agrário de divisão de nossas capitanias: a exclusão que impede o acesso a um lugar para ser e existir, a profusão dos sem-casa, sem-teto e sem-terra. Estes que colocados como marginais têm buscado se tornar um foco micro político de resistência subversiva a todas as coerções e repressões instituídas.

Quiçá possam ser estes os que nos indiquem os territórios múltiplos, onde poderemos não cair dentro da armadilha de um falso comunitarismo ou cedermos aos encantos do conforto do liberalismo, e nos propiciem os elementos necessários para um caminho, para além da tolerância e de ações afirmativas, quase sempre forjadas sobre identidades unas e impermeáveis. Precisamos, como novos cartógrafos diante desse cenário, inventar novas estradas... como nos propõe o poema de Walt Withman: “A pé e de coração leve/ Eu enveredo pela estrada aberta / saudável, livre, o mundo à minha frente, / à minha frente o longo atalho pardo levando-me aonde eu queira. Daqui em diante não peço mais boa-sorte/ boa sorte sou eu. Daqui em diante não lamento mais, não transfiro, não careço de nada; Nada de queixas atrás das portas, de bibliotecas, de tristonhas críticas; Forte e contente vou eu pela ESTRADA ABERTA...” (in Folhas das Folhas da Relva – trad. Paulo Leminski – Ed. Brasiliense).

 

V SEMINÁRIO EDUCAÇÃO, POLÍTICAS PÚBLICAS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

• A CONTRIBUIÇÃO DA PEDAGOGIA HOSPITALAR COMO POLÍTICA PÚBLICA PARA A (RE)INCLUSÃO DA CRIANÇA NA SALA DE AULA REGULAR
Rejane de Souza Fontes -Universidade do Estado do Rio De Janeiro – UERJ - Universidade Federal Fluminense - UFF

• A EDUCAÇÃO PARA A AUTO-ADVOCACIA EM GRUPOS DE PESSOAS COM PARALISIA CEREBRAL E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA MENTAL
Tânia Regina Levada - PPGEES/UFSCAR
Enicéia Gonçalves Mendes - PPGEES/UFSCAR

• A EFICÁCIA DA INCLUSÃO
Joceli Pereira Roberto (professora da CEFF – Uberaba)
Kize Maria Constantina Pantaleão Pereira (UNICAMP)
Neusa Patrícia Oliveira Cardoso (UNIUBE)
Rosana Agreli Melo (UNIUBE)

• A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA E DA ESCOLA NO APRENDIZADO DA CRIANÇA SURDA — A LEITURA E O ENSINO DE LITERATURA
Andréia Aléssio Apolinário - Universidade Estadual de Maringá (UEM)

• A LEITURA DA PESSOA SURDA NA INTERPRETAÇÃO DOS ENUNCIADOS DE PROBLEMAS MATEMÁTICOS
Cibele Martins Lona - Escola de Educação Especial “Anne Sullivan” - GEIV – Mantenedora (Grupo Espírita “Irmão Vicente”)

• ANÁLISE E IDENTIFICAÇÃO DA TRAJETÓRIA DOS ALUNOS DEFICIENTES VISUAIS NOS ATENDIMENTOS ESPECIALIZADOS EM PRESIDENTE PRUDENTE-SP.
Elaine Fernanda Dornelas Souza - Faculdade de Ciências e Tecnologia/UNESP- Programa Mestrado em Educação/CAPES
Ana Archangelo, - Orientadora

• ASPECTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL: ALFABETIZAÇÃO DE SURDOS (UM JEITO DE APRENDER DIFERENTE, MAS COM AUTONOMIA)
Rosana Aparecida Castro de Souza - Centro Universitário de São Paulo – Americana

• CLASSES ESPECIAIS ENQUANTO ESTRATÉGIA DE ALFABETIZAÇÃO: VALE A PENA?
Claudia Lopes da Silva - Instituto de Psicologia – USP - Mestranda – PSA

• CONCEPÇÕES SOBRE A CRIANÇA DEFICIENTE REVELADAS NAS REVISTAS, TEMAS SOBRE DESENVOLVIMENTO, NOESIS E INTEGRAÇÃO ENTRE JULHO DE 1991 A JULHO DE 2001.
Giuliana Reis Diniz Barros (Universidade do Porto, Portugal - FPCE)

• DA EDUCAÇÃO ESPECIAL PARA A INCLUSÃO: A CONSTRUÇÃO DE ESPAÇOS EDUCACIONAIS NÃO SEGREGADORES
Cássia Valéria Colhone
Elenir Santana Santana
Karen Toledo Solha
Ana Carolina de Souza
Carolina Cunha Barros
Cláudia Lima Duarte Cornélio
Elisabete Fernandes Pêra
Fábio Baptista Mazzini
Luciana C. Murari
Maria Cláudia Ferreira Corrêa
Maria Goreth de Lima Teixeira
Marina Santos Marchi
Maria de Lourdes Garcia
Roberta Sprocatti de Camargo
CEESD – CENTRO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL SÍNDROME DE DOWN

• DICIONÁRIOS E MANUAIS DE LÍNGUA DE SINAIS: ANÁLISE CRÍTICA DAS IMAGENS
Cássia Geciauskas Sofiato - Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, PUC – Campinas;
Lucia Helena Reily - Faculdade de Ciências Médicas / CEPRE – UNICAMP e da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, PUC – Campinas.

• EDUCAÇÃO DE SURDOS: ANOTAÇÕES DE UMA PROFESSORA SURDA
Eliete Jussara Nogueira - Universidade de Sorocaba – Uniso
Teresa Cristina Leança Soares Alves - Universidade de Sorocaba –Uniso

• EDUCAÇÃO EM MEIO ÀS DIFERENÇAS
Lenise Maria Ribeiro Ortega - Pontifícia Universidade Católica de Minas - PUC Minas
Solange Rodrigues Bonomo Assumpção - PUC Minas

• HISTÓRIAS DE LEITURA: A CONSTITUIÇÃO DE SUJEITOS SURDOS COMO LEITORES
Heloísa A.V. Matos - Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Educação
Sérgio A. S. Leite – Orientador - Unicamp - FE

• IMPLICAÇÕES DA MEDIAÇÃO EM UMA SALA DE RECURSOS
Dorcely Isabel Bellanda Garcia (Universidade Estadual de Maringá – UEM)

• LEITURA COMENTADA DA CARTA SOBRE OS CEGOS
Isabel Pitta Ribeiro Machado IFCH – UNICAMP - Centro Cultural Louis Braille de Campinas (CCLBC)

• LEITURA E MUSICALIDADE: SISTEMA BRAILLE
Ana Cristina Dias Rocha Lima - Centro de Atendimento Terapêutico e Educacional - CATE/PARAIBUNA/SP.

• LEITURA NA PONTA DOS DEDOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL NO ACESSO AO CONHECIMENTO
Jean Braz da Costa, Jornalista, Pós-Graduando como ouvinte no curso de História oferecido pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) na Unicamp
Fabiana Fator Gouvêa Bonilha, Mestranda em Música pelo Instituto de Artes da Unicamp

• LEITURAS DO OUTRO: UM OLHAR SOBRE AS FORMAS DE PARTICIPAÇÃO DA CRIANÇA DEFICIENTE VISUAL
Carolina dos Santos Moraes - Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Fernanda Dias Pereira - UNICAMP
Ana Luiza Bustamante Smolka (orientadora)

• LINGUAGEM VERBAL E NÃO-VERBAL NA DEFICIÊNCIA: UM ESTUDO DE CASO
Anamaria Attié Figueira - Universidade do Estado do Rio de Janeiro

• O ENVOLVIMENTO DE ALUNO COM BOLSA-TRABALHO APOIANDO ALUNA COM DEFICIÊNCIA VISUAL NA UNICAMP: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Angelo Leonardo Mondin , graduando em Letras pelo Instituo de Estudos da Linguagem e Bolsista SAE;
Viviane Maria Missio - graduanda pela Faculdade de Educação da Unicamp;
Deise Tallarico Pupo, bibliotecária responsável pela Sala de Acesso à Informação do LAB;
Sílvia Helena Rodrigues de Carvalho, pedagoga especialista do CEPRE e coordenadora do Laboratório de Apoio Didático do LAB.

• O USO DAS TIC´s COM APOIO DE BOLSISTAS NA PRODUÇÃO DE UM ACERVO DE PARTITURAS EM BARILLE NO LABORATÓRIO DE ACESSIBLIDADE DA UNICAMP
Fabiana Fator Gouvêa Bonilha, mestranda do Instituo de Artes da Unicamp;
Patrícia de Almeida Stella, graduanda da Faculdade de Educação Física da Unicamp, bolsista do Serviço de Apoio ao Estudante da Unicamp;
Deise Tallarico Pupo
Sílvia Helena Rodrigues de Carvalho

• OS CEGOS VÃO AO CINEMA: NARRATIVA E SIGNIFICAÇÃO
Maria Eduarda Silva Leme - Faculdade de Educação Unicamp

• POTENCIAL DE APRENDIZAGEM E DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: ALGUMAS REFLEXÕES
Áurea Maria Paes Leme Goulart - Universidade Estadual de Maringá

• PRÁTICAS DE ENSINO E INTERAÇÕES DE PROFESSOR SURDO/ALUNO OUVINTE EM AULA DE ALFABETIZAÇÃO
Marília da Piedade Marinho Silva – UNICAMP/IEL

• REFLEXÕES ACERCA DO TRABALHO DO INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS NA UNIVERSIDADE: LIMITES E CONQUISTAS
Vanessa Regina de Oliveira Martins
Pedagoga especialista em Educação Especial- Puccamp; estudante de pós-graduação em psicopedagogia-Facinter; membro do grupo de estudos surdos (GES)- Unicamp; intérprete educacional de Libras- Unip Campinas.

• RESGATANDO PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA JUNTO A UMA JOVEM COM SÍNDROME DE DOWN: O ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICO NO CURSO DO ENSNO MÉDIO.
Dulciana de Carvalho Lopes Dantas
Denise Maria de Carvalho Lopes

• SALA DE AULA INCLUSIVA: INTÉRPRETE DE LIBRAS OU PROFESSOR?
Emeli Marques Costa Leite - Mestre em Lingüística Aplicada - INES/Rio De Janeiro

• TRADUZIR SINAIS: REFLEXÕES SOBRE A TRADUÇÃO DE TEXTOS SURDOS.
Lodenir Becker Karnopp - Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)

• VERBAS PÚBLICAS E APOIO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA UNICAMP: DOIS ANOS DE ATUAÇÃO DO LABORATÓRIO DE ACESSIBILIDADE – LAB
Deise Tallarico Pupo – Sala de Acesso à Informação/LAB dtpupo@unicamp.br
Sílvia Helena Rodrigues de Carvalho – CEPRE; Laboratório de Apoio Didático/LAB - scarvalho@fcm.unicamp.br


 
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