Nº 7 –
Leitura: Teoria e Prática
Ano V - Julho de 1986 - 48 p.
Artigos
A Obra Infantil de Joel Rufino dos Santos – Ivete Kist Huppes - p.
3 – 10
“A arte verdadeiramente revolucionária é aquela que, por estar a
serviço das lutas populares, transcende o realismo. Mais do que reproduzir
a realidade, interessa-lhe imaginar os atos que a superem” Este trecho de
Nestor Garcia Canclini (In: A Socialização da Arte, p. 32) adquire toda a
sua significação neste artigo de Ivete Kist Hiuppes. Um trabalho
extremamente relevante e oportuno, visto que nem sempre os professores
conhecem os autores e suas obras. Uma excelente contribuição ao processo
de atualização do professorado. Leitura obrigatória!
Valores e Valores na Atual Literatura Brasileira para Crianças e Jovens –
Paulo Bragatto Filho p.11 – 14
O texto de fruição desconforta, fazendo vacilar as bases históricas,
culturais e psicológicas do leitor. O texto de fruição rompe com as normas
instituídas, questiona valores, mostrando ao leitor novas formas de
perceber a vida e o mundo. Neste trabalho, Paulo Bragatto Filho,
utilizando trechos e resumos de obras infantis, demostra como os
referenciais literários podem ser tomados como “pontes” para o processo de
transformação.
Refletindo sobre a Alfabetização – Maria Laura T. Mayrink Sabinson - p.
15 – 20
“Ler é traduzir os símbolos escritos em símbolos orais” - esta
concepção, altamente questionável,sustenta as aulas de leitura nas séries
iniciais do 1º grau. Tudo indica que os professores confundem a leitura
com a reprodução oral do texto pelo aluno. Leitor ou papagaio? Leitor ou
agulha de vitrola, como diz a autora? Este trabalho de Maria Laura T.
Mayrink Sabinson indica alguns caminhos concretos para a orientação da
leitura nas séries iniciais. É urgente uma mudança de ótica, de
mentalidade e de procedimentos nesse nível de ensino à medida em que a
alfabetização é, sem dúvida, a base para formação dos leitores.
Ensino da Língua Materna: gramática x leitura e redação? Raquel
Salek Fiad - p.21 – 24
O ensino da gramática ocupa grande parte do currículo de língua
portuguesa nas escolas de 1º e 2º graus. Os procedimentos utilizados para
o ensino da gramática quase sempre divergem daqueles adotados nas aulas de
leitura e redação? Por que isso ocorre? O que está por trás desses
diferentes procedimentos? A partir de suas experiências pedagógicas com
professores de 1º grau. Raquel fornece respostas a essas questões, abrindo
os nossos olhos para a necessidade de conhecimento de concepções de
linguagem, que sirvam para fundamentar a prática do ensino da língua
materna.