Nº 12 –
Leitura: Teoria e Prática
Ano VII - Dezembro de 1988 - 58 p.
Estudos
A leitura nas séries iniciais – Luiz Carlos Cagliari – pág. 4
“Certamente, há muitas maneiras de se ensinar a ler. O método é menos
importante do que a verdade do que se ensina”. Neste estudo, em lugar de
“considerar e/ou desconsiderar” os métodos de ensino da leitura, o autor
preferiu abordar o LEITOR – aquele que aprende a ler – apresentando e
discutindo os conhecimentos necessários a esse leitor para a leitura do
nosso sistema de escrita.
A expressividade na leitura oral – José Carlos Cintra de Souza – pág. 12
A leitura em voz alta: prática para formar bons leitores ou
possibilidades de ação de um “já” leitor? Assumindo o ponto de vista de
que a leitura em voz alta “carrega em si possibilidades preciosas de
exploração do espírito crítico do aluno”, o professor Cintra de Souza
traça alguns caminhos que poderão levar a uma reflexão sobre a polêmica do
ler/não ler em voz alta na escola.
A expressão oral no livro didático de português – Eliana Ruiz – pág. 32
Leitura em voz alta é forma de recuperar na sala de aula a oralidade?
Contrapondo a noção de oralidade e uma noção de leitura como busca de
significação às atividades de leitura em voz alta, a autora conclui que
tais atividades prestam um desserviço tanto à leitura quanto à
expressividade. Por quê?
O aluno que não escreve bem não consegue raciocinar: é válido fazer tal
afirmação? – Maria Aparecida Lopes – pág. 37
Estudando as conseqüências do letramento numa sociedade letrada,
diversos autores como Goody e Watt (1972), por exemplo, chegam à conclusão
de que os indivíduos letrados conseguem fazer maiores abstrações que os
não-letrados. Chega-se a esta conclusão pelo fato de que na escrita o
indivíduo não se prende muito ao referente como acontece na oralidade.
No mundo, sem escrita – Teresa Machado Maher – pág. 42
Em uma sociedade letrada, como a nossa, como os adultos não letrados
vêem a aquisição da escrita? O que pensam sobre os usos da escrita, sobre
o ler e o escrever, sobre a escola? Neste artigo, a autora parte de um
depoimento de um adulto iletrado e discute essas questões.