Nº 17 –
Leitura: Teoria e Prática
Ano X - Junho de 1991 - 55 p.
Estudos
De Literatura e ensino da Literatura – Enid A. Drobránszky - p. 3 – 6
Como se dá essa relação de amor com a leitura? Mencionou-se a história
pessoal de leitura e talvez seja esse o melhor meio de começar a falar
daquilo a que chamamos gosto. Pode-se ser leitor por vários motivos. Para
o leitor com tal história, na fórmula horaciana, o “docere” perde para o
“delectare”. A reação de afinidade que teve na “empatia” sua justificação
teórica constitui sem dúvida a base da visão comum do prazer da leitura.
Livro de imagem: alfabetização visual e narrativa – Luís Camargo - p. 7 –
23
O mundo dos livros infantis não é feito só de palavras, mas também de
desenhos, e o livro de imagem são aqueles livros sem texto. As imagens é
que contam a história. Os livros com pouco texto, em que o papel principal
cabe à ilustração, também podem ser chamados de livros de imagem. A
expressão livro de imagem não é de uso generalizado. Por necessidade de
estilo ou de conceito, várias outras expressões têm sido usadas. A
abrangência da expressão também varia. O autor mostra alguns momentos
importantes da valorização da imagem nos livros para criança, numa escolha
pessoal e provisória.
Um olhar de descoberta – M. Lúcia Pimentel de S. Góes - p. 24 – 28
Leitura da intertextualidade ou do objeto novo – livro infantil e
juvenil da literatura, texto como organização de linguagens.
A gramática e o ensino do Português – Antonio Augusto G. Batista - p. 29 –
38
A partir de meados da década de 70, as gramáticas normativas e seu
ensino na disciplina Língua Portuguesa parecem ter perdido seu sentido. De
alguns anos para cá, vêm sendo continuamente criticados e freqüentemente
sendo considerados nos meios acadêmicos e universitários como
“absurdos”,“inúteis” e “confusos”. Ao contrário de há alguns anos, quando
se consideraria que “temário seria quem pusesse em dúvida a utilidade da
disciplina gramatical”.