|
7. IV Encontro sobre
leitura e ensino de língua estrangeira
Coordenação:
Rosa Maria Nery (UNICAMP) e Lúcia Cherem (UFPR)
Outros mundos para um outro mundo possível. Língua materna, línguas
estrangeiras: universalidade e localidade
Como poderia eu esquecer as minhas fontes,
renunciar às minhas raízes, se são elas as que dão real significação à minha
andarilhagem pelo mundo? (...) Sem elas, a minha andarilhagem se converteria
num vagar sem sentido, pelo mundo. É a minha brasilidade, molhada, ensopada,
da cabeça aos pés, de nordestinidade recifense, que me faz hoje um ser do
mundo, um ser multicultural. Não há universalidade sem localidade. Mas, na
medida em que as marcas que carrego comigo e das quais cuido com especial
carinho dão significação à minha andarilhagem, esta dá sentido à minha
ausência. Sem as marcas, não poderia caminhar autenticamente, mas somente
com elas não poderia sobreviver. (carta de Paulo Freire a Heloísa Bezerra,
em 1978)
Recusamo-nos a pensar que a educação é uma
mercadoria pertencente a uma lógica econômica que faria da educação uma
simples preparação para o mundo do trabalho: é preciso lembrar a dimensão
humana e cultural da educação. (Bernard Charlot, promotor do Fórum Mundial
da Educação)
Quando se fala da inserção no universo da escrita, em letramento social e
democracia, temos de considerar os escritos em língua materna e aqueles que
circulam em outras culturas. Sobretudo na sociedade ocidental mundializada.
Uma questão central se coloca para nós: que papel tem a exercer o ensino e o
conhecimento das línguas estrangeiras quando concebidas não como meros
instrumentos para o mercado de trabalho, mas, ao contrário, como algo que
contribui para a participação?
Outras línguas colocam, à gente, outros mundos, que vão ressignificar seu
próprio mundo: a maneira como vemos o outro, a maneira como o outro nos vê,
e como passamos a nos ver a partir do outro, são questões fundantes de uma
reflexão sobre o ensino e o conhecimento de línguas estrangeiras. É nesse
movimento de ir-e-vir do Eu/Outro que se vislumbra a localidade, da mesma
forma que se revela a universalidade. Como afirmou Paulo Freire, "não há
universalidade sem localidade".
Desse ponto de vista, torna-se insuficiente uma discussão que se limite a
aspectos metodológicos do ensino de línguas ou uma concepção
"instrumentalista" das línguas estrangeiras.
Numa
perspectiva de letramento social com vistas a uma plena participação social,
o encontro com outros mundos pode contribuir para a consciência de nosso
próprio mundo, de nosso fazer social, na esperança de que um outro mundo é
possível.
Eixos de discussão
1º
Memória eletrônica e Internet
Novas tecnologias de informação e de comunicação: Democratização do texto?
Novas formas de exclusão?
2º
Escola pública e ensino de línguas estrangeiras
Ensino fundamental e médio. Ensino superior. Licenciaturas. Centros de
Línguas. Cursinhos preparatórios para exames de seleção.
3º
Olhar(es) brasileiro(s) sobre o(s) estrangeiro(s). Olhares estrangeiros
sobre o Brasil
3.1.
Linguagem em uso: incorporação das línguas estrangeiras na língua materna.
3.2.
Materiais didáticos.
3.3.
Rádio, televisão, jornalismo, publicidade.
3.4.
Literatura, teatro, cinema, fotografia, artes plásticas.
Comunicações
Leitura crítica em
língua inglesa: entre a monologia e a dialogia
Adriana Cristina
Sambugaro de Mattos Brahim (UNICAMP)
Ligações: vida e obra
de García Lorca
Audrey Kelly Alves
Martinez (FIT)
Listening tasks in
the communicative approach
Beatriz Gama Rodrigues,
Fernanda Roberta Gomes Avance, Juliana Bonadia Moraes, Lídia Valladão Diniz
(Universidade de Sorocaba)
Ensino de língua
inglesa para crianças em idade pré-escolar
Cláudia Maria Ceneviva
Nigro, Veridiana Maciel (IBILCE/UNESP/São José do Rio Preto)
Exigência de
proficiência em língua estrangeira na pós-graduação em educação
Daniela Aparecida
Vendramini Zanella (UNISO)
A representação feminina
nas obras L'école des
Femmes e
L'école des Maris
Dulcinéia Andujar,
Adalberto de Oliveira Souza (UEM)
Ética, política e
cidadania no ensino de língua inglesa
Eliana Maria Rojas
Cabrini Righi (UNICAMP)
O impacto do cibernético
no ensino de línguas estrangeiras: considerações
ad intra
e
ad extra
Fábio Delano Vidal
Carneiro (FA7/UECE)
Português - Língua
estrangeira
José Teixeira Félix (UFRR)
Integrando cultura
nas aulas de espanhol - flamenco
Lucinete Alves de
Oliveira (Faculdades Integradas Toledo)
Leitura crítica:
aspectos envolvidos na aprendizagem de língua estrangeira
Márcia Helena de Melo
(UNICAMP)
Gêneros do discurso e
produção textual em livros didáticos de 5ª a 8ª séries
Maria Cristina Lírio
Gurgel (UERJ)
To be or not to be -
Fugindo das tradicionais aulas de inglês
Maria Helena Nogueira de
Sá (Escola do Sítio)
Ensino de leitura em
língua estrangeira: reorganização das atividades docentes em laboratório de
informática e aulas segundo demandas dos alunos
Maria Inês Gariglio,
Jerônimo Coura Sobrinho, Heitor Garcia de Carvalho (CEFET/MG)
Clínica de
aprendizagem de língua inglesa
Maria Isabel A. Cunha
(Colégio Don Quixote - RJ)
Gêneros textuais e o
ensino de leitura em língua estrangeira
Marta Cristina da Silva
(Universidade Federal de Juiz de Fora)
Leituras não
escolarizadas e constituição do docente
Núbio Delanne Ferraz
Mafra (UNICAMP)
As ervas daninhas no
jardim
Rosana Apolonia Harmuch
(UFPR)
Voltar ao topo da página |