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1 – É preciso transver a realidade da leitura no Brasil
Adaberto Müller (UFF)
RESUMO: A conferência fará uso de fragmentos do filme curta-metragem de ficção intitulado WENCESLAU E A ÁRVORE DO GRAMOFONE, baseado na obra de Manoel de Barros, realizado pelo Adalberto Muller, fotografia de Kátia Coelho e música de Egberto Gismonti. A conferência abordará o poder da imagem na poesia de Manoel de Barros e as consequências disso para a “leitura do mundo” em que vivemos.

2 – Leitura e memória
Xosé Neira Cruz (Universidade de Santiago de Compostela - Galícia - Espanha)
RESUMO: Textos, imagens, pessoas e cenas acionam na memória, leituras e interpretações que são em um só tempo, coletivas e singulares.

3 – Reflexões sobre a história da leitura
Peter Burke (Universidade de Cambridge - Inglaterra)
RESUMO: Nesta conferência, inicialmente situo a história da leitura na chamada "nova história cultural", da qual ela é parte, comparando desenvolvimentos na história da literatura, da arte e da música. Em seguida, discuto as idéias e problemas da história da recepção (utilizando a evidência de anotações em livros) e da tradução cultural (utilizando a evidência de traduções entre línguas). Finalmente, voltando-me mais especificamente para a história do livro e para a história da leitura, discuto Quem lê O Quê , Quando, Onde, Como e Com Quais efeitos. Isto será feito com base em duas estratégias de pesquisa: 1. o estudo de muitos leitores diferentes de um mesmo texto, por exemplo, O Príncipe de Maquiavel ou O Cortesão de Baldassare Castiglione; 2. o estudo de um único leitor de muitos textos diferentes, por exemplo, Gilberto Freyre.
'Reflections on the History of Reading'.
ABSTRACT: This paper begins by locating the history of reading within the so-called 'new cultural history' of which it forms a part, comparing developments in the history of literature, art and music. It will then discuss the ideas and the problems of the history of reception (using the evidence of annotations in books) and of cultural translation (using the evidence of literal translations. Turning more specifically to the history of the book and the history of reading, the paper will discuss in turn Who read What, When, Where, How and with What effects. It will be concerned with two research strategies in particular: 1. the study of many different readers of a single text, for example Machiavelli's Prince or Castiglione's Courtier 2. the study of a single reader of many different texts, for example Gilberto Freyre.

4 – Estar junto para ler ou ler para estar junto
Jean Hébrard (Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales– Paris/França)
No presente tema, sob minha intervenção, acredito que poderei inserir-me na problemática geral trabalhando sobre a “sociabilidade da leitura, sociabilidade da compreensão”. Gostaria de mostrar que os pesquisadores geralmente utilizaram as sociabilidades de leitura (no meio escolar, nas bibliotecas, na rua, em casa, nos cafés etc.) para deduzir a significação desta atividade. Gostaria de completar essa abordagem mostrando que a leitura, pela construção de significações que ela implica, cria novas sociabilidades que se reúnem (círculos de pessoas que compreendem os textos da mesma maneira) ou que se opõem (pessoas que não compartilham das “comunidades de interpretação” desses mesmos textos). A isso, poderíamos chamar de “Estar junto para ler ou ler para estar junto”, que desemboca sobre a maneira pela qual a leitura transforma o mundo.
Etre ensemble pour lire ou lire pour être ensemble
RESUMÉ: Sur le thème de mon intervention, je crois que je pourrai m'insérer dans votre problématique générale en travaillant sur "sociabilités de la lecture, sociabilités de la compréhension". Je voudrais montrer que les chercheurs ont souvent utilisé les sociabilités de la lecture (en milieu scolaire, dans les bibliothèques, dans la rue, à la maison, dans les cafés, etc.) pour en déduire la signification de cette activité. Je souhaiterais compléter cette approche en montrant que la lecture, par la construction des significations qu'elle implique, crée de nouvelles sociabilités qui rassemblent (cercles des personnes qui comprennent de la même manière les textes) ou qui opposent (personnes qui n'entrent pas dans les "communautés d'interprétation" de ces mêmes textes). Cela pourrait s'appeler "Etre ensemble pour lire ou lire pour être ensemble" (je n'ai pas encore trouvé un bon titre en portugais) et cela débouche bien sûr la manière dont lire transforme le monde.

5 – Leitura: Fusão de culturas, olhares e linguagens
Ruben Cucuzza (UN de Luján e UN de la Plata - Argentina)
RESUMO: Transformar em objeto de estudo as relações que se criam, em diferentes tempos e lugares, entre os diferentes sistemas de escrita, suas formas gráficas e seus processos de transmissão, uso, circulação e conservação, tem sido o desafio desse intelectual que se dedica a promover o intercâmbio entre diversos grupos que se propõem a investigar a História da Escrita e da Leitura em diferentes lugares, sobretudo na América Latina.

6 – Leitura e diversidade
Marisa Vorraber Costa (UFRGS; ULBRA)
RESUMO: A questão da diversidade tem matizado as múltiplas instâncias da vida contemporânea, particularmente na modalidade que tem sido hoje substantivada como o “politicamente correto”. As conexões entre diversidade e o “politicamente correto” são o foco desta conferência que pretende abordar esta relação mediante a problematização de uma de suas manifestações no campo da leitura, qual seja, a de posicionar e olhar para a leitura inscrita nos meandros da sociedade de consumidores e da cultura consumista. O objetivo é ressaltar a proeminência de um jogo de interesses comerciais típicos da cultura do consumo, que se aproveita da voga da consideração da diversidade para atulhar o mercado editorial com obras de literatura infantil e infanto-juvenil que invocam tal temática, abordando-a, frequentemente, de maneira banal e inconsistente.

7 – Leitura e Invenção
Ignácio Loyola Brandão

8 - Leitura, literatura e autobiografia
Nora Hena Catelli Quiroga (Universidade de Barcelona- Espanha)
RESUMO: O tema Leitura, literatura e autobiografia será abordado em uma perspectiva de campos que se interpenetram; ao entrelaçarem-se, muda-se o estatuto teórico de cada um. A autobiografia se desloca para uma visão de movimento, que supera ser gênero estético (ficcional) ou histórico, a leitura para uma visão de subjetivação e individualização da experiência coletiva e a literatura, considerada em seu arcabouço que fomenta o pensamento, é também território do pensamento de si. Situando-se no campo dos estudos literários e da crítica literária, a autora lança fios em direção à história, à linguagem, à leitura, que transpassam as formalidades dos campos e imiscuem-se em modos de existir e fazer.

9 – Traços da memória: aprendizagem e exercício da escrita em cadernos escolares
Ana Chrystina Venancio Mignot (UERJ)
RESUMO: Diversos e múltiplos são os aportes da memória que se ligam às trajetórias escolares; entre eles, estão objetos materiais como os cadernos escolares, por exemplo. Por vezes descartados, esquecidos, apenas rememorados, por vezes escondidos dentro de gavetas, guardados nos cantos, conservados com esmero. Trata-se, esta conferência, de uma abordagem desses objetos como suportes materiais nos quais se detectam traços da história, marcas da aprendizagem, exercícios contínuos de uma escrita que se dá a ver, que se dá a ler, nas suas letras trêmulas ou bem desenhadas, nos seus borrões, nos modos como se aprende a registrar pensamentos, sentimentos e fazeres. Como objetos assim vistos e analisados, demarcam espaços privilegiados na nossa cultura escrita, passíveis de recorrentes ressignificações, pela leitura.

 

 
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