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TÍTULOS E RESUMOS – PROGRAMAÇÃO GERAL

MESAS REDONDAS

1 – 30 Anos de COLE: memórias e imagens
Ana Luiza B. Smolka (GPPL FE/Unicamp)
RESUMO: Palavras e imagens na significação da experiência: fragmentos que compõem memórias e histórias. A partir das diversas e complexas experiências e registros (lugares de memória?) nesses 30 anos, puxar alguns fios é tarefa tão difícil quanto instigante!
Milton José de Almeida (OLHO FE/Unicamp)
RESUMO: As leituras e as imagens propõem um modo de ler-e-ver entrelaçado por seus autores, artistas e leitores que trocam de papéis, se embaraçam, se odeiam, se amam e se deslocam por múltiplas interpretações.

2. Políticas Públicas de Leitura
Alayde Maria Pinto Digiovanni (Superintendente da Secretaria de Educação do Estado do Paraná / SEED-PR)
Maria Inês Fini
(Secretaria de Educação do Estado do São Paulo)
Marcelo Soares Pereira da Silva
(UFU/Uberlândia)
RESUMO: A ênfase dessa mesa-redonda está na apresentação, compreensão e avaliação das diferentes iniciativas que, em variadas esferas do poder público, vêm configurando as políticas do setor em relação à leitura.

3 – Prática de Leitura, Gênero, Exclusão
Maria Arisnete Câmara de Moraes (UFRN)
Maria Rosa M. de Camargo
(UNESP/Rio Claro)
Maria Teresa santos Cunha
(UDESC)
RESUMO: A mesa propõe apresentar um estado da arte a respeito dos seminários apresentados nos COLE de 2001, 2003, 2005 e 2007 com o objetivo de evidenciar o debate sobre práticas de leitura, gênero e exclusão nos seus diversos prismas e desdobramentos teóricos. A meta é a reconstituição histórica desde as primeiras idéias esboçadas e discutidas entre o grupo e também com a diretoria da ALB para apresentar o I Seminário (2001) até a etapa presente. Para tanto, serão utilizados os livros de resumo, CD ROM e depoimentos dos próprios participantes, com a finalidade de resgatar a memória deste evento tão importante para a comunidade leitora brasileira. Os resultados do levantamento dos textos completos submetidos e publicados nos anais do evento apontam para um aumento significativo de participantes. Em 2001, são quarenta e seis textos apresentados; em 2003, cinquenta e três; 2005, sessenta e três e, em 2007, basicamente foi triplicada a contagem inicial com cento e vinte trabalhos publicados. Estes resultados definem e apontam caminhos de pesquisa que se desenvolvem no Brasil nesta área do conhecimento.

4 – Leitura, Escola, História
Marta Maria Chagas de Carvalho (FE/USP)
RESUMO: O propósito da mesa é levantar e debater questões de pesquisa histórica sobre temas de investigação construídos na intersecção de dois campos de investigação relativamente distintos: história da leitura e história da escola. O objetivo principal é abrir um espaço de discussão sobre algumas dessas questões, pondo em evidência sua complexidade.
Escola, leitura infantil e escravidão : uma experiência francesa.
Jean Hébrard
(Ecole des Hautes Etudes – França)
RESUMO: A França declarou recentemente que a escravidão foi um crime contra a humanidade e consagrou o dia 10 de junho como dia da lembrança da escravidão. Em um colóquio científico recentemente ocorrido em Bordeaux nessa data, os pesquisadores quiseram associar as crianças da escola primária a seus trabalhos, organizando, paralelamente ao colóquio, laboratórios de leitura de obras de literatura infantil que tratassem da questão. O contato entre pesquisadores, docentes e crianças foi apaixonante. Ele permitiu colocar em evidência a complexidade da recepção pelas crianças de relatos que elas situam entre a ficção e a realidade. Como construir com crianças pequenas a oposição entre esses dois tipos de leitura?
A leitura na geografia cultural do editor: as coleções da Companhia Editora Nacional.
Maria Rita de Almeida Toledo
(PUC/SP)
RESUMO: O objetivo desta intervenção é analisar as práticas editoriais da Companhia Editora Nacional cujos sentidos estão na articulação das representações da leitura e dos leitores, para os quais se destinam suas edições, e as seleções de autores, saberes e gêneros editoriais que põem em circulação. Essas práticas editoriais delimitam fronteiras entre campos de saberes; operam a inclusão e a exclusão de autores e obras em territórios delimitados; prescrevem a localização de títulos em diferentes campos de conhecimento; e situam o seu público no espaço de leitura que desenham. No caso da Companhia Editora Nacional, os editores optaram por editar coleções de livros, tanto para o território escolar, quanto para outros territórios da leitura. Nesta exposição, analisa-se os programas editoriais de algumas dessas coleções para se explicitar a configuração da geografia cultural produzida nas estratégias editoriais de uma das maiores editoras do Brasil entre os anos 1920 e 1970.

5 – Mídia, Educação e Leitura
Maria Inês Ghilardi Lucena (PUC/Campinas)
RESUMO: A interface entre os meios de comunicação, a educação e a linguagem, especificamente no que se refere à leitura e à interpretação, vem sendo discutida há tempo e, cada dia mais, aumenta a responsabilidade de educadores e profissionais da mídia sobre seus efeitos no cotidiano das pessoas. A influência dos veículos midiáticos é notória e estudá-la possibilita a compreensão do sujeito e do mundo contemporâneo, do qual a descontinuidade, a fragmentação, a ruptura e os deslocamentos fazem parte, provocando a pluralização das identidades. O indivíduo que recebe tantas experiências mediadas em sua rotina diária filtra e seleciona o que lhe interessa. Entretanto, devido ao grande fluxo de informações, muitas vezes, sente-se perdido e, paradoxalmente, solitário na tarefa de encontrar sua identidade. Os homens constroem e solidificam seus valores a partir dos materiais simbólicos disponíveis e o acesso a tais elementos não se dá igualmente a todos. Assim, é por meio da educação que novas propostas de ação e experiências positivas poderão surgir. Um dos desafios educacionais é, no cenário atual, fazer da mídia uma grande aliada na transformação social. Procuramos trazer para o debate as possibilidades de uso dos veículos midiáticos em prol da formação do cidadão, bem como formas de leitura de tais meios, que têm trazido uma nova discursividade, uma nova linguagem que, é lógico, necessita de estudos e debates para que possamos conhecê-la e tirar proveito para o trabalho pedagógico. Objetivamos provocar a reflexão dos envolvidos com a mídia, a educação e a linguagem sobre os caminhos a seguir e gerar, então, mudanças de atitude que possam aprimorar a sociedade.

6 – Leitura e escrita em Língua Estrangeira
Maria José Coracini (IEL/UNICAMP)
RESUMO: Pretende-se discutir a realidade de sala de aula, abrindo caminhos para uma visão alternativa que necessitaria apoiar-se em outras representações do que seja ler e escrever em língua estrangeira, deslocando modos de ver o ensino e a aprendizagem. Com base em pesquisa anterior, discutiremos, inicialmente, a relação língua materna/língua estrangeira, propondo a impossibilidade de tal dicotomia, amplamente aceita pela comunidade acadêmica e pelos currículos escolares. Percorreremos, rapidamente, as principais concepções de leitura e escrita, algumas vigentes no ensino, para, a seguir, apresentar a visão discursivo-desconstrutivista, que vê tanto a leitura quanto a escrita como produção de sentido: este precisa passar pelo corpo, impregnar-se da subjetividade daquele que lê ou escreve. Não nos esqueceremos, por um lado, de situar as diferentes concepções e modos de lidar com o texto no contexto histórico-social, chegando à visão dita pós-moderna, e, por outro, de considerar a realidade que explica o contexto de sala de aula: a língua estrangeira não chega a ser “dominada” pelos alunos – e, não raro, nem pelos professores da rede pública estadual, devido às precárias condições de ensino, que dificultam ou impedem que o(a) professor(a) se mantenha em contato com a língua fora da sala de aula.

7 – Os impactos da reforma ortográfica no ensino de língua portuguesa
Luiz Antônio da Silva (FFLCH/USP)
RESUMO: O ano de 2009 começou com uma grande novidade em termos lingüísticos: a entrada em vigor de novas regras para a ortografia em língua portuguesa. É evidente que, ainda, há desconhecimento por parte de professores de língua portuguesa e usuários da língua em geral. Por conta disso, confusões foram criadas e muitas dúvidas persistem. Dessa forma, a mesa redonda - Impactos da reforma ortográfica no ensino de língua portuguesa - tem por objetivo discutir questões relativas ao Novo Acordo (N.A.) ortográfico firmado pelas nações que integram o bloco dos países lusófonos e dirimir as falsas expectativas criadas em torno desse acordo. De fato, as mudanças, para o Brasil, são mínimas e não afetam, na essência, os recursos do aprendizado do idioma. Como resolver as imprecisões de redação do N.A.? Que diferentes estratégias de adaptação ao N.A. adotar segundo o nível de escolaridade? Que fazer diante das dificuldades?

8 – Leitura, Escrita e Educação Matemática
Celi Lopes (UNICSUL)
RESUMO: Essa mesa redonda tem por objetivo discutir a produção científica sobre os trabalhos de leitura e escrita em Educação Matemática nos cenários brasileiros e internacionais, focalizando, particularmente, as contribuições dessas pesquisas para o processo de ensino e aprendizagem da Matemática na escola e na universidade.

9 – 30 anos de COLE: Temáticas e Moções
Maria do Rosario Mortatti (UNESP/Marília)
RESUMO: Com o objetivo de contribuir para a consecução dos objetivos gerais do 17º COLE, em especial para a avaliação de sua importância no cenário cultural e educacional do Brasil, ao longo dos 30 anos de sua história, e para a proposição de possíveis novos caminhos que propiciem avanços na luta pela democratização da leitura no país, serão analisadas as temáticas abordadas e as moções apresentadas nos Congressos de Leitura promovidos pela Associação de Leitura do Brasil, desde 1978, com base em pesquisa documental desenvolvida mediante consulta ao acervo dessa associação.

10 – Retratos da Leitura no Brasil
Galeno Amorim (MEC)
Maria Antonieta Cunha
(UFMG)
RESUMO: Com o objetivo de conhecer o comportamento leitor da população brasileira e comparar esses resultados com os dados coletados na primeira edição da pesquisa, divulgados em 2001, o Instituto Pró-Livro realizou, em 2008, a segunda edição dessa pesquisa. Os principais itens abordados permitiram identificar o perfil leitor de livros, suas preferências e motivações para ler, fatores que contribuem para a formação do leitor, o perfil do não-leitor, possíveis barreiras e os indicadores de acesso ao livro. A mesa redonda, ao reunir integrantes que estiveram presentes na discussão e realização desse trabalho, busca aprofundar o debate sobre leiutra no país.

11 – Educação, Políticas Públicas e Pessoas com Deficiência
Shirley Silva
Jorge Márcio Pereira de Andrade

RESUMO: O ato de transvisão, que integra o ver, o rever e o imaginar, pode ser combinado com o ato de transversalizar em uma busca instituinte de mais um encontro com a transdisciplinaridade.
Seguindo os passos da redescoberta/releitura dos ante-passos já caminhados nessa longa jornada letra-adentro, na busca memorialista do que foram todos os anos dedicados à construção dos seminários anteriores, pode-se encontrar tanto a transvisão, como uma visão ou mirada para além do simples olhar, como a transversalidade, indispensável estímulo a uma visão rizomática da difusão, ampliação e da apropriação do saber, que nos leva a uma imprescindível transdisciplinaridade.
Nesse campo é que o conhecimento, tornado acessível a todos e todas as pessoas com deficiência, deve primar pela sua implicação com o momento atual, onde estes cidadãos e cidadãs passam a ser uma questão de direitos humanos, passam de objetos de direitos para a afirmação como sujeitos de direitos, inclusive do direito a uma outra leitura do mundo e da sociedade globalizada. Um campo com liberdade de produção, criação, invenção e imaginação, sem duras horizontalidades ou verticalidades, onde se possa sonhar outro mundo, outros universos de coexistência e vida digna.
Mais uma vez está feito o convite a todos e todas para a busca da afirmação de que as políticas públicas, em seu ato de transversalização da vida cotidiana de todos, continuem sendo fundadas em direitos humanos, em especial no campo da educação, indo além, com uma ativa inclusão de todos os atores sociais em sua implicação com a transformação de nossa contemporaneidade e seus paradigmas.
Como o poeta Pessoa lembrou que: “Cada coisa a seu tempo tem seu tempo... Nesse desassossego que o descanso nos traz às vidas, quando só pensamos naquilo que já fomos, e há só noite lá fora...”, façamos, juntos, novamente a busca de uma luz no fim dos livros e da sua infinita leitura.

12 – Letramento e Alfabetização
Sara Mourão
Antonio Augusto G. Batista

RESUMO: Tendo em vista a temática do 17º Cole e o indicativo de ser um espaço para revisão e divulgação da história do evento, a mesa-redonda “Letramento e Alfabetização” pretende apresentar um balanço dos caminhos trilhados pelas discussões ocorridas no seminário ao longo das edições do evento, buscando elementos para produção de um “estado da arte” sobre perspectivas teórico-metodológicas e temáticas que constituíram a história desse seminário como uma instância de discussão em torno das interfaces entre leitura e escola.

13 – História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena no currículo escolar: como atender à lei 11645 ?
Domingos de Barros Nobre
Anselma Garcia de Sales
Gilberto Machel Veiga D´Angelis

RESUMO: A mesa discute o atendimento à lei 11.645/08 que altera o conteúdo programático das disciplinas e inclui diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira. A lei propõe resgatar as contribuições desses grupos étnicos nas áreas social, econômica e política pertinentes à história do Brasil.

14 – Literatura para Crianças e Jovens
Elizabeth D´Angelis Serra (Fundação Nacional do Livro Infanto Juvenil)
RESUMO: Retrospectiva da Literatura Infanto-Juvenil nos últimos 30 anos quanto
aos seus criadores, críticos e pesquisadores. Também se pretende discutir como a Literatura Infanto-Juvenil é recebida e compreendida na escola por professores, família e sociedade no processo de formação de todos os envolvidos.

15 – Leitura e Produção no Ensino Superior
Cláudia Rosa Riolfi
Valdir Barzotto
Maria das Graças Rodrigues

RESUMO: Leitura e Produção no Ensino Superior é o tema que tem reunido, ao longo de seis seminários, profissionais dispostos a refletir sobre o tipo de relação com o conhecimento que a Universidade tem proporcionado nas últimas décadas e sobre o que tem sido apresentado à sociedade como sendo produção acadêmica. Como nos encontros anteriores, os componentes desta mesa convidam pesquisadores interessados no assunto a somar esforços para compreender o novo fenômeno que pode ser verificado nas publicações mais recentes.

16 – 30 anos de COLE: Projeções
Regina Zilberman
RESUMO: Entre os anos 70 e os anos 80: o debate em torno à leitura e o Brasil da abertura; leitura e militância político. No limiar na primeira década no novo milênio: significados de reivindicações em torno à leitura (e a leitura da literatura) e o papel da ALB.

17 – Linguagens na Educação Infantil
Ana Lúcia Goulart Faria (FE/Unicamp)
RESUMO: A mesa redonda “Linguagens na educação infantil” traz o debate sobre o ingresso das crianças de 6 anos no ensino fundamental de 9 anos problematizando a antecipação da alfabetização muitas vezes antagonizada com outras formas de leitura e de escrita trabalhadas em redes de educação infantil. O objetivo deste debate entre os dois estudiosos da leitura, Luiz Percival Leme Britto (UNISO) principalmente com as crianças grandes e Lígia Aquino (UERJ) com as crianças pequenas, pretende levantar polêmicas reflexões, seja em relação à formação docente, seja em relação à estética da infância na literatura, além de outras manifestações artísticas das crianças e dos(as) adultos(as).

18 – Educação de Jovens e Adultos
Roberto Catelli Jr. (Ação Educativa)
RESUMO: Nas últimas décadas, imensos desafios foram postos para a Educação de Jovens e Adultos. Isso ocorre tanto no que se refere à criação de políticas governamentais adequadas a essa modalidade, como à inovação dos processos pedagógicos que devem atender a jovens e adultos com trajetórias de escolarização muitas vezes comprometidas pela condição de exclusão social e, em contrapartida, conhecimentos diversos advindos de sua prática social e trabalho.
O debate central estará relacionado ao alcance dessas políticas e processos pedagógicos. Quais foram os avanços realizados? Quais devem ser as nossas apostas e desafios para o futuro? Esse debate levará em conta também os vários temas já debatidos no seminário, como os direitos educativos de jovens e adultos, a construção de uma educação participativa, a alfabetização como ação política, a educação das relações raciais e de gênero. ainda será necessário avaliar a ação da sociedade civil que se mobiliza na defesa de propostas e cria também novos caminhos para a Educação de Jovens e Adultos. Por fim, deve-se analisar as expectativas dos grupos populares quanto à educação básica em um contexto no qual a inserção no mercado de trabalho pode ser desejada e necessária".

19 – Encontro do PROLER
Eliane Pszcsol
RESUMO: Ler é uma constante na vida humana. A prática da leitura acontece, consciente e inconscientemente, desde o despertar dos sentidos, vinculando ações à capacidade de ler não só os símbolos gráficos, mas também o próprio mundo. Paulo Freire defende a idéia de que é preciso ler o mundo para ler a palavra com competência. Portanto, o conceito de leitura com o qual estaremos lidando não significa apenas a decodificação e interpretação de uma mensagem representada pelo código escrito, como a leitura de livros, embora seja evidente que, invertendo a proposição freiriana, quanto mais livros se lê mais apto a ler o mundo se está.
As demandas sociais impostas ao homem moderno estão relacionadas a saber buscar e processar informações; saber adquirir e transferir conhecimentos. Essas informações e conhecimentos são adquiridos, principalmente, através da leitura. O homem moderno precisa aprender a ler, portanto, de maneira ampla, para saber processar, completamente, as informações com as quais tem contato em seu cotidiano.
O PROLER espera contribuir para a qualificação do debate sobre o mundo em que vivemos e suas possíveis leituras, e dessa forma incentivar a construção de uma sociedade melhor. Porque, sem aprender a ler, de maneira ampla, sem saber buscar e processar as informações com as quais temos contato em nosso dia-a-dia, “continuaremos a ser o que somos: um país que progride, mas não se enobrece” (Moog, V., Bandeirantes e pioneiros, 17ª ed. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1989, p.183).

20 – Produção de Conhecimento, Saberes e Formação Docente
Guilherme do Val Toledo Prado
RESUMO: O termo profissionalização indica o processo de formação inicial e continuada dos educadores e envolve a compreensão da situação de trabalho por meio de condições subjetivas e objetivas que são manifestadas pelos profissionais quanto aos seus fazeres. A partir de discussões recentes acerca de desempenho escolar e conhecimento profissional, é fundamental associar uma reflexão sobre os saberes docentes produzidos em contextos de formação e em reflexões na/com/da prática realizada colaborativa e coletivamente.

21 – Bibliotecas: desafios e práticas
Gláucia Mollo (Prefeitura Municipal de Campinas)

RESUMO: Em um mundo permeado por crises, a biblioteca pública e escolar não tem como escapar das suas. No momento, aliás, elas estão vivendo a sua pior crise: a existencial. Saber para quê estão servindo e para quê servirão é a questão primordial.
Essas bibliotecas precisam questionar e debater o seu futuro, a sua importância, a sua função e qual deve ser o foco de suas atenções atualmente. É fato que a internet modificou e muito os seus serviços. Essas bibliotecas tinham uma demanda grande de usuários que vinham fazer suas pesquisas escolares e, quase todos os recursos (humanos, financeiros, espaço físico, etc), eram dedicados ao setor Permanente e para os alunos. Hoje isso mudou. Apesar de persistirem os problemas que existem desde a criação dessas bibliotecas, as necessidades delas são outras.
As bibliotecas precisam se transformar em algo que de fato interesse, que facilite, que atualize, que divirta, que acrescente benefícios na vida do seu público. Nos shoppings, vemos enormes livrarias lotadas de leitores, mas as bibliotecas, muitas vezes, estão vazias. Por que existe essa diferença?
Nas livrarias, há pessoas comprando, lendo, fazendo anotações, buscando informações, relacionando-se com os livros. São pessoas que usam um espaço que tem uma dinâmica e funcionamento para que o usuário circule e se aproxime dos livros e, tudo isso, numa atmosfera de conforto que agrada o leitor. Esses espaços são sedutores e estão organizados, com acervo atualizado e armazenado de forma satisfatória. Porém, ali tudo tem custo e muitos dos leitores pagam pelo serviço.
Por que não temos essa quantidade de gente circulando diariamente também nas nossas bibliotecas públicas e escolares, se nossos serviços são gratuitos? O que está faltando a essas bibliotecas? Acervo de qualidade? Prédios mais acessíveis? Informatização dos acervos? Usuários? Voltamos então ao inicio das discussões sobre bibliotecas. O desafio é descobrir o que elas precisam para funcionar a contento, como centros de cultura e informação. Essa mesa redonda propõe discutir ações e práticas que possibilitem a sobrevivência dessas bibliotecas nas suas verdadeiras funções.

22 – Escrita, Imagens, Criação: diferir
Antônio Carlos Amorim
RESUMO: Planos da sensação imanentes a performances, exibição de vídeos e vídeo-instalações, e conversas com o público presente. Mixagem em que o trans-ver conecte-se às multiplicidades criativas, diferir do deslocamento nômade e das identidades híbridas. Trans(imagem)-arte-instalação, experimentações com sons e imagens em movimento tanto do museu do travesti do Peru quanto de ‘vjs’ e o seu trabalho de manipulação de vídeo em tempo real.
Linguagens a-diagramáticas; pensamento em que os sentidos não são fundacionais. Uma discotecagem de representações. Excesso de linguagem, as apresentações serão registro de um corpo que se rebela consigo mesmo, desconstrução efetuada pelo/no audiovisual.

 

 
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