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16. III Seminário
linguagens em educação infantil
Coordenação:
Ana Lúcia Goulart de Faria (FE/Unicamp)
Esta
é a primeira vez que nosso grupo aparece com nome próprio participando do
COLE como todos os outros grupos. Na última vez, organizamos, para apenas
noventa monitoras da rede municipal de Campinas, três oficinas: linguagem
gráfica, linguagem plástica e o espaço como linguagem. Antes ainda, no XII
COLE, houve uma única conferência - "As cem/sem linguagens das crianças?" -
inaugurando nosso tema - "educação infantil" - ainda sem criar o grupo.
Hoje
vivemos uma nova realidade frente ao direito das crianças à infância. Na lei
brasileira, a primeira etapa da educação básica, embora uma opção das
famílias, é obrigatória para o Estado na esfera municipal. Mesmo assim, ela
não conta ainda com verba própria para garanti-la. Temos que polemizar o
fundeb vs. fundef e a integração vertical da educação infantil, articulando
creche/pré-escola (crianças de 0 a 3 anos e 4 a 6 anos) e as séries iniciais
do ensino fundamental, e a integração horizontal, articulando as várias
secretarias e ministérios afins em busca de uma política integrada para a
infância brasileira.
Tudo
isso leva à grande questão: como educar e cuidar das crianças de 0 a 6 anos
de idade na esfera pública, fora da família, sem antecipar a escolarização
do ensino fundamental? Sem reproduzir a casa, fazendo das creches e
pré-escolas instituições substitutas maternas como na sua origem? Como
garantir o direito constitucional à educação destas crianças pequenas? Quem
são os/as professores/as? Como são formados? Qual é a especificidade desta
formação universitária que prepara professoras para organizar o espaço e o
tempo para as crianças produzirem a cultura infantil sem, portanto, dar
aulas? Linguagens, leituras e escritas são formas de expressão dos adultos,
das crianças e das crianças pequenas; no entanto, nem só com letras se dão
essas formas de expressão. Assim, a criança é vista como sujeito de direito,
portadora de história e produtora de cultura, superando a concepção da
incompletude e do apenas vir-a-ser.
Este
ano, nosso grupo no COLE propõe discutir algumas destas situações que
ocorrem no interior das creches e pré-escolas. O já antigo dilema
"alfabetização, sim ou não" será debatido com o intuito de esclarecimento de
sua origem e como a polêmica aparece hoje: antecipação da escolarização?
Debateremos também o quê, como e onde as crianças lêem, discutindo o livro
infantil e a leitura sem letras, as concepções de infância por ele
veiculadas, as linguagens diferentes das diferentes crianças, a prática de
contar histórias e as contribuições da Arquitetura para espaços
favorecedores da leitura do mundo.
Pretendemos com estes momentos trazer subsídios para a construção da
Pedagogia da Educação Infantil e de uma política integrada para a infância
sem restringi-las ao fazer escolar. O que a sociedade oferece para as
crianças pequenas? A política editorial tem projetos para elas? Como a
diversidade cultural brasileira está aí contemplada?
Comunicações
Poesias na educação infantil: a literatura como geradora de experiências
estéticas e expressivas
Adrianne Ogêda Guedes, Daniela de Oliveira Guimarães, Nuelna da Gama Vieira
e Ruani Maceira (Casa Monte Alegre)
Uma possibilidade para uma prática diferenciada na educação infantil: a
teoria histórico-cultural e as técnicas de ensino de Céletin Freinet
Ana Laura Ribeiro e Suely Amaral Mello
Direitos humanos e infância: questões contemporâneas para a educação das
crianças
Ana Lúcia T. Schilke, Ana Patrícia B. Grossi, Carmen Lúcia V. Pérez Marcia
Soares de Alvarenga e Maria Tereza G. Tavares
A interseção de linguagens no ensino de música para a educação infantil
Caio Petrônio M. Barreira (Escola Casa da Gente e Escola Comunitária de
Campinas)
Linguagem Corporal da educação infantil: saindo de trás das mesas
Cíntia Betanho Campana Marchiori, Liliana Brenelli Vidotti, Millena Cristina
Bonomi, Maria Helena N. Z. M. Campos Ciasca e Luciana Munhoz Eugênio dos
Santos (Escola Casa da Gente)
Corporeidade urgente: convoca-se leitores
Claudete Bolino (UNISO)
O resgate e a preservação dos jogos tradicionais infantis como elemento
promotor e desencadeador de aprendizagem
Cláudia Carvalho de Assis
As múltiplas linguagens: possibilidades do trabalho com projetos na educação
infantil
Denimar Christine Coradi de Freitas, Érika Campoli Pinto (Escola de Educação
Infantil Casa da Gente)
A confecção artesanal de livros infantis: caminhos da ludicidade
Eliane Santana Dias Debus (UFSC)
Teatro na escola : uma experiência de integração com diversas linguagens
Genimari Diomar Zambelli (Escola Municipal Francisco Ortega)
A arte do circo no "Circo da Aventura": brincadeira e exercício de
linguagens
Gilvânia Maurício Dias de Pontes e Elba Rosa Vasconcelos (UFRN)
Estímulo à aquisição da linguagem de crianças até 2 anos através da
literatura
Izaura Naomi Martins, Maria do Socorro Evangelista Tavares, Maria Gorete
Lima Amaral e Raquel Frankenberger de Oliveira (Escola Municipal Aguarela)
De A a Z... o que já se conhece é mais fácil de aprender
Juliana Barbosa Silva
Alfabetização na educação infantil: porque ainda há muito a ser dito
Keila Cristina A. V. Gonzalez (UFSC)
A construção do projeto pedagógico na creche : um tema em discussão
Liciana Gobbi Celante (UNICAMP)
Música, poesia, cor e movimento: contra o cinza e a sisudez no pedagógico
Luciana Esmeralda Ostetto (UFSC)
A construção da narrativa a partir da leitura da imagem do livro sem texto
Márcia Plaster Dalpiaz e Maria Aparecida Ferreira Schiochet (SEM/Timbó)
A linguagem escrita na construção de uma pedagogia para a infância
Márcia Regina Goulart Stemmer (UFSC)
Relato de experiência: "A borboleta que virou projeto"
Margareth Samartine Prado (Escola do Sítio)
"A cooperação faz a arte"
Marli Aparecida Bassani Zamonel e Darlene Macedo Araújo (Escola Municipal
"Bairro Feital"/Mauá)
Representações da mulher na literatura infantil: desigualdades de gênero
Patrícia Avanci (UNICAMP)
A diversidade nos contos de fada dos irmãos Grimm
Silvana Sousa de Mello (UFJF)
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