Mídia, Educação e Leitura

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 1
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 13

TÍTULO: A UTILIZAÇÃO DE FILMES EM SALA DE AULA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA : PERCURSOS NO PROCESSO DE SIGNIFICAÇÃO.
AUTOR(ES): ADILSON DONIZETI BIAZOTTO
RESUMO:
A formação-discursiva do sujeito moderno-capitalista é atravessada por discursos da mídia, os quais são produzidos por sujeitos, pela linguagem, constituídos destes mesmos discursos, produzindo, deste modo, efeitos de sentidos variados, estabilizando ou deslocando tais sentidos. Esta comunicação elege como objeto de debate um filme, não apenas pela ampla utilização dos mesmos em sala de aula, mas também por sua característica pedagógica principal que é colocada em circulação: o lúdico. A proposta do debate é uma cena do filme Turistas*, filme do gênero terror, no qual imagens do Brasil e dos brasileiros são veiculadas. Noções de língua, linguagem, língua materna e estrangeira são postas em circulação embasadas nas concepções da Análise de Discurso a partir da perspectiva materialista. Segundo Orlandi (1996) em seu livro Interpretação, nos é proposto uma reflexão sobre o processo de significação. A autora propõe que tal funcionamento ocorreria no simbólico e, por isso, seria aberto. Entretanto, o processo de significação é administrado. É nesse percurso que este fragmento da minha tese de doutorado desenvolvida no IEL, (Unicamp) propõe uma reflexão sobre os discursos utilizados em sala de aula provindos dos materiais de apoio. * Turistas – ( 2006 ) 2929 Productions – A Wagner / Cuban Company
PALAVRAS-CHAVE: LINGUA ESTRANGEIRA , ANÁLISE DE DISCURSO, EFEITOS DE SENTIDO

TÍTULO: A ESTRUTURA FOTOGRAFIA EM DIÁLOGO COM A ESTRUTURA LITERÁRIA.
AUTOR(ES): ALEXANDRE HUADY TORRES GUIMARÃES, CAMILLA CAFUOCO MORENO
RESUMO:
Sebastião Salgado, fotodocumentarista brasileiro, é conhecido em todo mundo pelo engajamento de suas fotografias captadas em preto e branco por meio de suas câmeras Leica. No processo de criação de suas imagens compostas constantemente pelo contraluz, Salgado valoriza o ser humano, personagem, muitas vezes, que é retratado em condições subumanas. A literatura brasileira, em muitos momentos, concede destaque ao ser humano representado também, em condições quase animalescas. O presente trabalho pretende discutir o possível diálogo entre a escritura imagética de Sebastião Salgado e a escritura literária de Castro Alves e de Aluísio Azevedo em obras nas quais a zoormofização se destaca. Para tanto, utiliza-se como corpus de análise literária o poema de Castro Alves intitulado Navio negreiro: tragédia no mar, mais especificamente as terceira e quarta partes; e a obra naturalista de Aluízio Azevedo O cortiço. Como corpus imagético, destaca-se o conjunto de imagens fotográficas captadas por Sebastião Salgado, nos anos 80, no garimpo de Serra Pelada, pertencentes ao livro Trabalhadores: uma arqueologia da era industrial. A base teórica utilizada para o desenvolvimento do projeto compreende autores como Bakhtin, Kristeva, Fiorin e Barros, no que concerne à questão dialógica e intertextual; Gomes Filho, Dondis, Arnheim e Manguel, a fim de embasar a análise imagética; Lajolo, Campedelli e Bosi como suporte literário e Flusser, Souza e Guimarães para as questões fotográficas.
PALAVRAS-CHAVE: TEXTO VERBAL, TEXTO IMAGÉTICO, DIALOGISMO

TÍTULO: PROBLEMATIZANDO OS DISCURSOS DA MÍDIA ELETRÔNICA (JORNAL) A RESPEITO DO MITO DE UMA EDUCAÇÃO PARA O CONFLITO NA PEDAGOGIA DO MST (MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TERRA)
AUTOR(ES): ALEXANDRE PRINZLER KARPOWICZ
RESUMO:
O presente trabalho é decorrente de uma pesquisa realizada a partir das contribuições dos Estudos Culturais em sua vertente pós-estruturalista e dos Estudos desenvolvidos por Michel Foucault, que tem como objetivo problematizar a Pedagogia do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), a partir da análise textual dos discursos presentes em reportagens veiculadas em mídia eletrônica (jornais), a respeito do mito de uma Educação para o conflito supostamente trabalhada nas práticas pedagógicas escolares das escolas itinerantes. A metodologia utilizada pela pesquisa consistiu na análise documental das reportagens de jornais em sua versão eletrônica. Desta forma, o estudo procurou destacar e discutir os elementos discursivos recorrentes nas matérias jornalísticas sobre o processo educacional desenvolvido pelos/pelas educadores/educadoras do MST. Nesse sentido, o objetivo da pesquisa foi o de problematizar os discursos presentes nas reportagens, evidenciando os jogos de verdade que constituem o mito de uma educação orientada para os conflitos, praticada pelos/as educadores/as das escolas do MST. A pesquisa evidenciou que esta suposta Educação para o Conflito, descrita nas reportagens analisadas, pode ser considerada como um processo de não reconhecimento, por parte dos jornais pesquisados, das práticas pedagógicas que são desenvolvidas nas escolas, por estarem diretamente vinculadas ao trabalho e a conquista de terras. Nesse sentido, a pesquisa também problematizou o processo de pasteurização promovido por estas reportagens, que desconsideram os elementos de ordem social, política, cultural e educacional, que constituem o universo social dos alunos/as e professores/as das escolas itinerantes. Tal processo contribui para criação de uma imagem unívoca das escolas do MST, uma vez que professores sem subjetividades, significam indivíduos sem identidades, portanto, personagens sem história. Pessoas que buscam permanentemente seus direitos, ideais e reconhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO NO CAMPO, MÍDIA , DISCURSO

TÍTULO: LEITURA E PERCEPÇÃO DO (E)LEITOR: O TEXTO DE CAMPANHA DE MARCELO CRIVELLA À PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO (2008)
AUTOR(ES): ALINE MENDES AMANTES
RESUMO:
Este trabalho analisa o potencial de leitura dos textos de campanha no site de Marcelo Crivella, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro em 2008, utilizando os estudos em metacognição como instrumento e aporte teórico. Tratamos, aqui, de como a escolha e a utilização do léxico podem evidenciar o planejamento metacognitivo por parte do autor dos textos – publicitários que coordenaram a campanha política. Demonstramos também como essas estratégias estão envolvidas na formulação, nas hipóteses e nos objetivos desses textos. Adicionalmente, verificamos como os textos articulam-se ao público-alvo, no que se refere ao planejamento de leitura (hipóteses e objetivos de leitura do eleitorado). Dessa forma, explicamos, em termos metacognitivos, como o candidato administra seu duplo objetivo – manter e agregar votos – a partir do movimento cognitivo do eleitor. Para tanto, analisamos em que medida o discurso do candidato busca ir ao encontro das expectativas e do perfil de seu eleitorado, bem como pretende retomar o conhecimento prévio ou os “insights“ dos eleitores ao longo da campanha. Esse fenômeno denominamos “apropriação metacognitiva”, isto é, a fala antecipatória que explicita o que um autor diz em seu discurso a partir do reconhecimento daqueles saberes prévios e “insights“ de seus eleitores. Com essa finalidade, aplicamos questionários ao eleitorado de Crivella, dos quais colhemos as pistas linguísticas que comprovam a ocorrência de nosso fenômeno. Assim, com nossa pesquisa, podemos proporcionar a formação de usuários de língua mais competentes e autônomos, além de cidadãos mais críticos.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, METACOGNIÇÃO, CAMPANHA POLÍTICA

 

TÍTULO: O GÊNERO ARTIGOS DE REVISTAS: ENTRE CONSELHOS E CONSUMOS
AUTOR(ES): ANA LÚCIA FURQUIM CAMPOS TOSCANO
RESUMO:
O presente trabalho trata sobre o artigo “Agora vai” publicado na revista Atrevida, destinada ao público adolescente, em especial, às meninas. Nosso objetivo é refletir sobre a possibilidade de leitura dos discursos midiáticos na formação do adolescente a partir da análise, em artigos de revistas, dos recursos verbo-visuais empregados na construção da relação intersubjetiva e na veiculação de axiologias do referido grupo social. Utilizamos a perspectiva de Mikhail Bakhtin sobre os gêneros do discurso e, em particular, a concepção de estilo, visto que, para o filósofo russo, os gêneros são constituídos por enunciados relativamente estáveis que atendem às finalidades da interação verbal e o estilo, como um dos elementos de um enunciado, juntamente com o conteúdo temático e a construção composicional, contribui para a constituição do sentido, para a veiculação dos valores sociais e para a aproximação com os sujeitos da comunicação. Isso ocorre porque o estilo se constitui pela escolha dos recursos da língua de acordo com as finalidades comunicativas e, portanto, com a relação intersubjetiva entre o querer dizer do enunciador e a imagem que ele concebe do enunciatário. Em nosso estudo, as escolhas linguísticas do artigo “Agora vai” privilegiam expressões da coloquialidade, gírias próprias do universo adolescente, aproximando-se, dessa maneira, das ideologias e axiologias do grupo social do qual os jovens fazem parte. Nesse estudo, constatamos também a presença de um discurso de “aconselhamento”, com sugestões para a conquista amorosa, além de um forte apelo publicitário, ao indicar produtos que podem auxiliar a adolescente a (re)conquistar o namorado. Verificamos, assim, que o “gênero” artigo de revista sofre interferência de outros discursos e gêneros, como o publicitário, o que reforça a concepção de que a mídia, além de transmitir a ideia de que está atenta aos anseios de seu enunciatário, veicula valores capitalistas a fim de incentivar o consumo.
PALAVRAS-CHAVE: GÊNEROS DO DISCURSO, ESTILO, ARTIGO DE REVISTA

 

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 2
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 13

TÍTULO: PRESSUPOSTOS PARA A COMPREENSÃO DO PROCESSO DE LEITURA NA INTERNET: O HIPERTEXTO EM FOCO
AUTOR(ES): ANA PAULA DOMINGOS BALADELI, ANAIR ALTOÉ
RESUMO:
As tecnologias da informação e comunicação (TICs) apresentam ao leitor novas possibilidades de acesso à informação, uma vez que, ao romper com a linearidade do texto impresso, o hipertexto reúne elementos verbais, não-verbais e imagéticos que podem contribuir para a compreensão da mensagem nele apresentada. Por incorporar elementos textuais e visuais, o hipertexto requer do leitor habilidades específicas que o auxiliem durante a navegação pelos nós comunicacionais (hyperlinks) mantendo o objetivo inicial da leitura. No caso da leitura em Língua Inglesa, esse processo torna-se mais complexo visto que exige do leitor conhecimento lingüístico para acionar os links e estratégias de leitura, para que consiga atribuir sentido ao que lê. Dessa forma, o presente trabalho apresenta algumas considerações sobre a especificidade da leitura em Língua Inglesa em ambiente virtual e discute a formação de leitores para esse gênero textual que emergiu com as tecnologias digitais. As reflexões aqui apresentadas tomam como base estudos realizados por KENSKI, 2000; VALENTE, 2002; MARCUSCHI, XAVIER, 2005; SANCHO, HERNANDEZ, 2006; ARAÚJO, 2007, que apontam a necessidade de redirecionar a formação de professores para que estes tenham condições de atuar criticamente com tecnologias e, conseqüentemente, orientar seus alunos, não só no desenvolvimento da habilidade da leitura, como na avaliação de fontes de informação na Internet.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, LÍNGUA INGLESA, HIPERTEXTO

 

TÍTULO: EDUCAÇÃO PARA AS MÍDIAS NAS PRÁTICAS ESCOLARES DE EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA EXPERIÊNCIA FRANCESA
AUTOR(ES): ANA ROSA VIDIGAL DOLABELLA
RESUMO:
O presente artigo busca discutir uma experiência de Educação para as Mídias (EAM) desenvolvida a partir das ações do CLEMI – Centre de Liaison entre l´Enseignement et les Médias d´Information (www.clemi.org) durante as atividades realizadas na 19ª. Semana da Imprensa e das Mídias na Escola em Grenoble/França. Tal experiência consiste na apresentação, em forma de exposição comentada para a comunidade escolar (e aberta ao público em geral), de diferentes seqüências de atividades, voltadas para a sensibilização a respeito de estratégias de leitura, referente à mídia imprensa, por grupos de crianças, de 4 a 6 anos de idade – fase inicial da aquisição da leitura e da escrita, em uma escola pública francesa. Nesse sentido, o artigo propõe, em um primeiro momento, compreender o contexto pedagógico em que se inscrevem as propostas do CLEMI, como órgão do Ministério da Educação Nacional na França, responsável pela formação do senso crítico (“prática cidadã pelas mídias”) dos alunos (da Educação Infantil ao Ensino Médio) a partir da EAM, no conjunto do sistema educativo francês. Em um segundo momento, será abordada a questão das práticas sociais de leitura, no que concernem às práticas escolares de letramento, na perpectiva da mediação do professor como “agente de letramento” (KLEIMAN, 2006), e nas implicações da transposição didática (SOARES, 2004) da mídia impressa. Além disso, é proposta, neste artigo, uma reflexão a partir da noção de letramento apresentada em Wells & Chang-Wells (1992), que focaliza, nessa perspectiva, a construção dialógica nas interações em sala de aula, durante eventos de letramento, para a produção do conhecimento. Finalmente, discute-se a produção, resultante das atividades, exposta na apresentação da escola em questão, como uma possibilidade efetiva (ou não) de proposta de EAM na Educação Infantil. A autora é professora no UNI-BH (MG). Participou do PDEE – Capes 2008 na Université Stendhal, Grenoble/França.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA , MÍDIA IMPRESSA, MEDIAÇÃO

 

TÍTULO: JORNAL NA SALA DE AULA E HABILIDADES DE LEITURA
AUTOR(ES): ANA SILVIA MOÇO APARICIO, MÔNICA PEGURER CAPRINO, VITÓRIA KACHAR HERNANDES
RESUMO:
Este trabalho é parte de uma pesquisa mais ampla que tem como objetivo principal verificar e analisar o desempenho em compreensão de leitura de notícias de jornal por alunos do Ensino Fundamental II das escolas da rede municipal de São Caetano do Sul. Trata-se de uma investigação longitudinal, iniciada em 2008, que prevê, por meio do incentivo à leitura de um jornal regional nas aulas de língua portuguesa, acompanhar e analisar o aproveitamento de leitura dos mesmos alunos do 6º. ao 9º. ano. Para isso, ao longo dos quatro anos, os alunos realizarão testes de compreensão de leitura orientados pelos descritores e matrizes utilizados pelos principais exames de avaliação como SARESP, SAEB e PISA. Além disso, serão realizados encontros frequentes com os professores de língua portuguesa desses alunos, para orientação e discussão sobre o trabalho pedagógico com o jornal na sala de aula e o desenvolvimento de habilidades e estratégias de leitura. Os resultados dos testes e de uma pesquisa perfil com os alunos, bem como os depoimentos dos professores, compõem a base de dados inicial da pesquisa. As informações obtidas e analisadas até o momento já apontam alguns aspectos importantes a serem considerados no âmbito das discussões que envolvem Comunicação, Educação e Leitura, e a formação inicial e continuada de professores de língua materna, a saber: equívocos na compreensão pelos professores de definições e conceitos básicos referentes à estrutura do jornal (lead, chamada, manchete, etc); dificuldades dos alunos em habilidades básicas de leitura, tais como identificar uma informação explícita no texto; presença ainda marcante na escola do entendimento da leitura como decodificação e da ênfase às atividades centradas na leitura oral ou apenas no resultado da leitura e não em seu processo, como o uso e o ensino de estratégias de leitura.
PALAVRAS-CHAVE: JORNAL NA SALA DE AULA, HABILIDADES DE LEITURA, COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO

 

TÍTULO: JOVENS GOVERNANTES: QUATRO ANOS DE MÍDIA E LEITURA DO MUNDO.
AUTOR(ES): ANDRESA CRISTINA PISA
RESUMO:
O trabalho apresenta as ações pedagógicas voltadas para a formação da cidadania, desenvolvida na conjugação de interlocuções entre a comunidade escolar e estudantil mediada pelo professor, utilizando mídias interativas. Nesses quatro anos de trabalho consecutivos, 120 escolas e 11.000 estudantes por ano, se voltaram para a busca de soluções para os problemas socioambientais das comunidades onde se localizam as escolas da Rede Municipal de Ensino de Curitiba, a partir da pesquisa-ação e aprofundamento científico, em ambientes virtuais de aprendizagem. Os estudantes propõem soluções, sejam estas dependentes da ação comunitária e/ou da ação governamental. Cada etapa e ação são registradas em um ambiente virtual que proporciona a interação entre os participantes dos projetos, uma vez que também são postadas enquetes sobre os temas dos projetos. Os estudantes se utilizam da leitura e produção de textos orais e escritos, e discussões acerca de diferentes situações do cotidiano, para exercitar a capacidade de liderar e provocar lideranças. As práticas realizadas pelas escolas são registradas em livros publicados a cada ano e permitem perceber as experiências pedagógicas sobre temas relevantes para a vida humana, sendo também um referencial de práticas escolares voltadas para a construção permanente da justiça social por meio de atitudes planejadas e consciências ampliadas.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA, LEITURA, ESCRITA

TÍTULO: O PODER FORMATIVO DAS IMAGENS E SUAS IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS
AUTOR(ES): ANDRÉ LUÍZ DE OLIVEIRA FAGUNDES
RESUMO:
o presente artigo tematiza sobre o caráter formativo das imagens e seus processos de leitura a partir do conceito de “indústria cultural“- esboçado na Dialética do esclarecimento por Adorno/Horkheimer- e da perspectiva da arte ‘pós aurática“- apresentada por Benjamin no texto A obra de arte na epóca das técnicas de reprodução. Empreendendo uma abordagem hermenêutica-reconstritiva proposta por Habermas, o objetivo é trazer a imagem para o centro da discussão educacional, como um elemento que resguarda em si possibilidades formativas. Nesse sentido, pergunta-se em que medida é possível recorrer ao potencial formativo da cultura imagística? pois sendo ela entendida como dimensão irrevogável da contemporaneidade, de que modo as imagens podem ser incorporadas como elementos de abordagem pedagógica, capazes de fornecer importantes subsídios para o trabalho educativo? Trata-se, então, de percorrer o caminho imagético de análise, conforme proposto por Trevisan em Pedagogia das imagens culturais- sem descuidar das armadilhas posta por uma ordem mercantil em que já se reificou tudo, inclusive a arte, em uma lógica de produção consumista. Nesta, a reprodução em série do produto cultural difundida em meio a outros produtos de consumo desvirtuaria o poder reflexivo que emana das imagens. Como contraponto a crítica adorniana de mistificação das massas, o viés benjaminiano confere à arte a possibilidade de apresentar alternativas para fortificar a reflexão e ensejar uma nova articulação com o real. Desse modo, a imagem revela sua dimensão pedagógica, porque é tributária de significações e pretensões que contribuem na formação humana. Neste sentido, as imagens se constituem em um elenco desencadeor de reflexão que pode ser vislumbrado nas práticas escolares como possibilidade de formação crítica.
PALAVRAS-CHAVE: IMAGENS, FORMAÇÃO, LEITURA

 

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 3
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 14

TÍTULO: “PODE A COR NA MULTIMÍDIA AUXILIAR A EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA?“.
AUTOR(ES): ANTONIO TAKAO KANAMARU
RESUMO:
Trata-se de reflexão teórico-metodológica sobre a cor na multimídia e a possibilidade de seu uso para uma educação cidadã. O Esclarecimento pretendido pelo Iluminismo no século XVIII por meio das letras e da Razão, difundido por meio da Enciclopédia, foi pautado pela objetividade, inteligibilidade e legibilidade da linguagem verbal. E como recurso complementar à racionalidade dessa linguagem, a imagem e, por conseguinte, a cor como importante componente dessa linguagem, tornou-se gradativamente presente. Mas na Arte, especialmente a pictórica, a ordem é inversa. A linguagem não-verbal serve ao propósito direto da comunicação, principalmente para expressar o indizível, o sublime ou mesmo a rebelião, mesmo em situações historicamente antagônicas. No presente século XXI, as fontes de informação em redes e mídias fundadas naquela mesma linguagem verbal multiplicam-se principalmente por meios eletrônicos, que ao mesmo tempo proporcionaram a multiplicação infinita do mundo das cores. Mas quando a abundância de informação verbal, objetiva, compreensível, desses mesmos meios conduz paradoxalmente à não-informação ou à interatividade vazia de sentido, poderia a linguagem não-verbal da cor servir ao propósito de recuperar o sentido da comunicação e servir aos propósitos mais caros da Razão pela educação, para a emancipação e cidadania? Pode a cor - elemento visualmente perceptível e de difícil nomeação, evidenciando sua relação complexa com a linguagem verbal – se constituir em uma linguagem autônoma como propôs a arte moderna e proporcionar a revelação de sentimentos, sentidos, percepções, entre outras dimensões recônditas ou reprimidas da vida humana e social? E, em caso da viabilidade teórico-metodológica dessa abordagem, poderia a cor na multimídia auxiliar em patamar superior a educação para a cidadania? Eis o que a presente reflexão pretende pôr em relevo.
PALAVRAS-CHAVE: COR, MULTIMÍDIA, EDUCAÇÃO

 

TÍTULO: AS MÚLTIPLAS LEITURAS REDESENHADAS COM A SALA DE INFORMÁTICA
AUTOR(ES): ATALIBA XIMENES D’ARAGÃO NETO
RESUMO:
A escola pública contemporânea, com a dimensão de sua rede e diversidade cultural presente, realiza experiências que requerem um olhar específico detalhado de cada uma delas. O projeto Aluno-Monitor desenvolvido nas escolas da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, por exemplo, provoca uma reflexão de possibilidades capazes de apresentar um novo personagem da inclusão digital e com eles formas novas de receber conteúdos por meio das tecnologias emergentes. A apresentação desse auxiliar (interator) vai além da exposição de um projeto institucional. E o momento demonstra que as novas tecnologias são capazes de reinventar os atores do processo de ensino/aprendizagem. A comunidade escolar atual e suas peculiaridades, observadas neste trabalho, é posta sob o olhar dos estudos contemporâneos. A metodologia está centrada na descrição dos depoimentos dos alunos-monitores e dos professores envolvidos no espaço e tempo. Os relatos dos adolescentes perfazem caminhos que revelam o novo olhar e tendências de aquisição de conteúdos. A responsabilidade do alunado de ser uma ligação entre o digital e o analógico, ser sujeito nos novos espaços de produção de conhecimento, a relação com outros usuários dos computadores e o seu relacionamento com demais alunos interagindo no ciberespaço. Essa leitura do novo ser social caracteriza a necessidade de observar os projetos propostos pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo com maior atenção. Acompanhar as ações dos adolescentes da escola pública contemporânea, no que se refere ao universo digital, tem por finalidade contribuir para melhor qualidade do processo de ensino-aprendizagem das instituições. A sala de informática ocupa lugar privilegiado nas instituições de ensino na contemporaneidade. O extrapolar de idéias vai além deste espaço e conduz as suas diversas leituras para uma dimensão destemporalizada e desterritorializada.
PALAVRAS-CHAVE: SALA DE INFORMÁTICA, LEITURA, ESTUDOS CONTEMPORÂNEOS

 

TÍTULO: “DA ÍNDIA GLOBAL À ÌNDIA REAL: UM ENSAIO SOBRE EDUCAÇÃO“
AUTOR(ES): AUDREY DO NASCIMENTO SABBATINI MARTINS, CLÁUDIA REGINA DA SILVA FRANZÃO
RESUMO:
As cenas da narrativa audiovisual global inserem-se na vida do brasileiro. É hora de desbravar a Índia, não seguindo a rota de Colombo, mas sim o caminho da REDE GLOBO. A novela enredada pela autora Glória Perez traz a tona um novo caminho às Índias. Entre cenários brasileiros e indianos a autora apresenta um contraste entre diversos paradigmas que sustentam as sociedades humanas, tais como Educação e Cultura. Por ser a TV um veículo de fácil acesso a população em geral, sua linguagem atinge todas as classes sociais sem distinção, o que transforma esse veículo em poderoso formador de opinião a respeito de uma situação factual. Diante disso entendemos que a obra “Caminho das Índias” fagocita o telespectador para dentro do universo fantástico da ficção televisiva, convidando-o a avaliar e pesar o universo real em confronto com o que carrega dentro de si. Ao antepor um adolescente indiano e um adolescente brasileiro dentro da mesma escola, o texto novelesco apresenta em seus capítulos uma guerra entre culturas que envolve desde o nome do indiano “Indra“ até o mundo virtual. Oferece contato com os costumes considerados “respeitosos” e “desrespeitosos” tanto dentro da cultura brasileira quanto da indiana, dando ao telespectador condições de avaliar e contrastar culturas, de forma a ver o quanto há de violência dentro da invasão cultural. Como afirma Cristina Costa em seu livro, “Não há cultura superior ou inferior, há vivências distintas“. Diante do exposto, apresentamos a novela “Caminho das Índias “ como material didático para leitura do verbal e não verbal em sala de aula visando à discussão cultural de conceitos tais como tolerância/intolerância, sanidade/loucura, ética/malandragem dentro da educação de jovens e adultos.
PALAVRAS-CHAVE: NARRATIVA AUDIOVISUAL , EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS , CULTURA E DIÁLOGOS INTERTEXTUAIS

 

TÍTULO: A COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO NA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL: A OUSADIA EM INOVAR NA PRODUÇÃO DE VÍDEOS COM ALUNOS DE 6º AO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
AUTOR(ES): BERNARDETE MARIA ANDREAZZA GREGIO
RESUMO:
Neste trabalho apresentamos informações sobre uma proposta educativa com a realização do projeto: Luz, Câmera e Educação, desenvolvido com 148 alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, em uma escola particular de Campo Grande/MS. Trata-se de um projeto multidisciplinar com o objetivo de propiciar a aprendizagem significativa dos educandos, através do contato prazeroso com a arte na criação de vídeos, no trabalho colaborativo entre os participantes de cada equipe, despertando a criatividade, o talento, a análise crítica, a comunicação e expressão em audiovisual e a ousadia em inovar, além de trabalhar com os mais variados materiais e recursos tecnológicos disponíveis, como, por exemplo, ferramentas computacionais de criação e edição, câmera digital, filmadora, entre outros. O projeto foi desenvolvido em várias etapas: organização das equipes, escolha do tema, pesquisa sobre o tema; criação do roteiro, sinopse, criação da produtora; filmagem, gravação, entrevistas, edição dos vídeos, criação dos cartazes de divulgação, finalização, gravação em DVD, avaliação, exibição de todos os filmes e premiação. A culminância do projeto foi a realização da grande festa “Noite do Oscar”, realizada no teatro Glauce Rocha, na qual são premiadas diversas categorias, dentre elas destacamos a de melhor roteiro, direção, ator, atriz, documentário e melhor filme. Os resultados indicam que os alunos construíram conhecimentos fundamentais para a vida e que poderão aplicá-los no futuro em muitas situações, tanto acadêmicas quanto pessoais e/ou profissionais. Assim, o uso das tecnologias nesse projeto reflete a evolução de um tipo de linguagem que não é mais baseada somente na oralidade e na escrita, mas também no audiovisual, pois permite que o sujeito além de receptor seja produtor, podendo, assim, resgatar valores básicos de educação e principalmente, de cidadania. Diante desse panorama, a escola deve reconhecer essa evolução da linguagem audiovisual, se apropriar e incorporá-la no processo de ensino e aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: AUDIOVISUAL, COMUNICAÇÃO, EXPRESSÃO

 

TÍTULO: WALL-E NA SOCIEDADE DO DESCARTE - UMA REFLEXÃO SOBRE O CONSUMO COMO ORGANIZADOR DA VIDA
AUTOR(ES): CARLA SIMONE CORRÊA MARCON, SANDRO FACCIN BORTOLAZZO
RESUMO:
Um robô responsável por compactar lixo deixado pelos seres humanos é o núcleo do longa-metragem WALL-E, animação da Pixar. Este artigo procura articular perspectivas a partir de algumas preocupações permanentes frente a uma era movida pela instantaneidade e caracterizada pelo desperdício, consumo excessivo e o constante descarte. O filme revela um panorama do planeta no ano de 2700, expondo questionamentos de cunho ambiental, político, tecnológico e sociológico. Ferramentas teórico-conceituais tomadas de Zygmunt Bauman são empregadas neste trabalho para assinalar características da contemporaneidade diante dos problemas enfrentados pela sociedade do efêmero, da velocidade e do espetáculo. Para tal análise, utiliza-se o conceito de pedagogia cultural a partir de Shriley Steinberg e Joe Kincheloe com ênfase no seu caráter pedagógico. A utilização de um texto fílmico imerso no campo dos estudos culturais tem o intuito de apontar o cinema como um meio para o “ensinar”. Tendo como ênfase as questões relacionadas ao consumo e a educação, bem como suas repercussões na vida contemporânea, a película como um instrumento pedagógico tem se mostrado um importante artefato para pensar a formação de sujeitos na contemporaneidade. WALL-E, além de ter sido indicado ao Oscar e levado a estatueta, traz ao público um alerta com relação ao meio ambiente, o uso das novas tecnologias e suas conseqüências sociais.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, PEDAGOGIAS CULTURAIS, SOCIEDADE DE CONSUMIDORES

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 4
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 14

TÍTULO: A RELAÇÃO ENTRE MANGÁS E ANIMÊS E A LINGUAGEM EXCLUSIVA DE UM GRUPO DE JOVENS BRASILEIROS
AUTOR(ES): CARLOS ALBERTO MACHADO
RESUMO:
O presente trabalho analisa a dinâmica de apropriação de alguns elementos da cultura midiática nipônica por um grupo de jovens denominados otakus (fãs de animês: desenho animado japonês e de mangás: histórias em quadrinhos japoneses), que vêm crescendo em nosso país. O objetivo dessa pesquisa está relacionado à análise de pequenas plaquetas de fórmica utilizadas por esses jovens, onde além de criarem uma comunicação exclusiva com elementos culturais dessa cultura, também utilizam a língua japonesa como forma de comunicação. O estudo foi realizado em animencontros – eventos organizados por jovens onde a cultura nipônica midiática está totalmente presente. As observações e registros foram realizados ao longo de 2006 e 2007, em quatro regiões brasileiras, nos moldes definidos para uma pesquisa qualitativa e fazem parte de uma investigação de Doutorado na linha de Estudos Culturais, do Departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Foram utilizados como referência teórico-metodológica trabalhos de autores ligados aos Estudos Culturais Latino-americanos como Renato Ortiz, Nestor García Canclini e Jesús Martin-Barbero e ainda Paulo César Carrano e Georg Simmel. Observa-se, entre outras coisas, como esses jovens lidam com valores e comportamentos presentes nas narrativas japonesas e nos complexos rituais e sistemas de normas, realizando um processo de socialização. Tudo indica que esses eventos têm uma função pedagógica no que diz respeito ao conhecimento cada vez mais profundo dessas narrativas, de sua linguagem, seus símbolos, personagens e mesmo de suas condições de produção.
PALAVRAS-CHAVE: COMUNICAÇÃO MIDIÁTICA, CULTURAS HÍBRIDAS, JOVENS

 

TÍTULO: UMA LEITURA PELAS IMAGENS DE “O HOMEM DA MULTIDÃO” DE EDGAR ALLAN POE
AUTOR(ES): CARLOS EDUARDO ALBUQUERQUE MIRANDA
RESUMO:
Este trabalho apresenta uma leitura pelas imagens do conto “O Homem da Multidão” de Edgard Allan Poe. Para a realização desta leitura, nos colocamos ao mesmo tempo no papel de leitor contemporâneo, mergulhado em um universo audiovisual, e de investigador das origens do cinema enquanto desejo de duplicação do ‘real’ percebido. O caminho que percorremos considerou o ato de ler como sendo constituição e reconstituição de sentidos. Porém, nosso interesse é demonstrar os efeitos com que o autor marcou seu texto e não desvendar suas intencionalidades ou propor uma leitura correta do texto. Ao ler “O Homem da Multidão” investigamos os vestígios de uma arqueologia do cinema na literatura, ou seja, da arte da luz e da sombra que está ao mesmo tempo no leitor e no autor. Como leitores, utilizamos de nossa cultura visual contemporânea para identificar uma forma de composição específica que vai ao encontro das fantasmagorias no final do século XVIII e das lanternas mágicas do século XIX. Nosso objetivo é demonstrar como Poe, neste conto, compõe suas imagens literárias com a luz. O autor cria um narrador que persegue um andarilho fazendo-nos vê-lo de acordo com a iluminação que ele indicia no texto. Pelo fato do narrador também ser uma personagem o conto cria uma co-fusão semelhante à co-fusão que o cinema cria em nossas categorias mentais de interação com a realidade ao utilizar os códigos de realidade que apresenta em forma de luz e sombras nas telas. Somos levados, então, a acreditar na idiossincrasia do andarilho, pois o movimento da leitura nos dá um movimento semelhante ao que cinema nos propõe, ou seja, olharmos as figuras reais descritas e compostas pela luz e não a câmera que as narra.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, CINEMA, LITERATURA

 

TÍTULO: MÍDIA E EDUCAÇÃO CORPORATIVA: O QUE AS REVISTAS NOS ENSINAM
AUTOR(ES): CLAUDIA FALAVIGNA ABBUD, MARIA ISABEL EDELWEISS BUJES
RESUMO:
Na perspectiva dos Estudos Culturais em Educação de orientação pós-estruturalista, o presente artigo consiste em analisar as transformações que estão em curso no mundo do trabalho, produzidas pelo discurso neoliberal. Para isso, valemo-nos dos artigos de capa da revista Melhor: gestão de pessoas, do ano de 2007, cujos alvos são os gestores de RH das empresas brasileiras. Produzindo uma análise do discurso de inspiração foucaultiana, buscamos, a partir das formulações discursivas presentes nas revistas, problematizar como tais materiais, com seus vocabulários, seus modos de dizer, seus raciocínios e formas de argumentar, promovem a circulação de saberes e divulgam determinados conhecimentos estabelecidos para a área de gestão de pessoas, que são reconhecidos pelos leitores como verdadeiros. O discurso da mídia escrita em torno do tema da educação corporativa torna-se mais uma estratégia ativa e operante, capaz de ensinar, fazer circular informações, bem como conduzir os sujeitos a se enquadrarem nos protocolos das profissões contemporâneas. A análise realizada permite afirmar que a discursividade ali apresentada, compõe um conjunto de estratégias e práticas de governamento para moldar as condutas, na busca de garantir a máxima produtividade dos trabalhadores. Ao problematizar como os gestores de Recursos Humanos – como representantes do sistema organizacional – contribuem para fazer funcionar as tendências corporativas, apontamos para o modo como discursos, mecanismos e estratégias de governamento se articulam para fabricar determinados tipos de sujeitos trabalhadores.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA, GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS, PRÁTICAS DE GOVERNAMENTO

 

TÍTULO: LEITURA DE IMAGEM E LEITURA DE MUNDO: EXPERIÊNCIA DE OUTRAS LINGUAGENS NA EDUCAÇÃO, DA FOTOGRAFIA AO CINEMA.
AUTOR(ES): CLÁUDIO MARQUES DA SILVA NETO
RESUMO:
A oficina apresentará um projeto de formação desenvolvido numa escola pública municipal da capital paulista, o qual utilizava a fotografia e a linguagem do cinema como metodologias para desenvolver temáticas definidas no Projeto Pedagógico da escola, voltados para a leitura e reflexão da realidade. Este projeto tinha como público alvo tanto a equipe docente e a equipe técnica da instituição educacional quanto os alunos, sendo implementado nos três períodos de funcionamento, inclusive na Educação de Jovens e Adultos. Contava com financiamento da FAPESP, sob coordenação do Prof. Dr. José Sérgio Fonseca de Carvalho, do Departamento de Filosofia da Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. A integração ente a universidade e a escola foi possível por iniciativa do corpo docente da instituição escolar, insatisfeita com a falta de indicadores que revelassem o nível de progresso dos alunos, sobretudo no que dizia respeito aos ideais proclamados no Projeto Político Pedagógico, mais precisamente com relação ao grau de letramento e ao objetivo da formação para a cidadania. Indagava-se sobre o grau de consecução da meta que mesmo considerada pretensiosa para a realidade social brasileira, era entendida como necessária para a qualidade social da educação pretendida. Para tanto, o ideal de aluno deveria ser repensado, rompendo com a apatia e a submissão, abrindo espaço para o debate e construção coletiva, próprios da natureza da educação voltada para a formação de valores públicos.
PALAVRAS-CHAVE: FOTOGRAFIA, CINEMA, EDUCAÇÃO

 

TÍTULO: LEITURA E MOVIMENTOS DO SUJEITO NO DISCURSO MÍDIATICO
AUTOR(ES): CYNARA MARIA ANDRADE TELLES
RESUMO:
Utilizaremos como referencial teórico a Análise do Discurso de filiação francesa, que marca seu lugar na ciência apoiada na materialidade da língua, contextualizada num processo histórico. Denominada uma disciplina de interpretação, trabalha num vaivém de um já-dito, com sentidos já legitimados antes e em algum lugar, e a possibilidade para a abertura de novos sentidos, por meio da deriva, da paráfrase, e da metáfora. Por isso, os gestos de leitura perpassam as questões ligadas à ideologia e ao inconsciente, possibilitando a interpretação de sentidos que vão além do literal. Nosso foco principal para a escuta dos sentidos de leitura está ligada ao conceito de sujeito faltoso, marcado por um caráter singular, e que circula por várias posições discursivas. Pretendemos, a partir da análise de muitas vozes faladas em uma reportagem jornalística sobre o autismo, apontar a heterogeneidade e os furos que marcam esse discurso. Amparadas em conceitos teóricos, tais como discurso, ideologia, memória e apoiadas nas manifestações da língua, realizaremos duas análises interpretativas das marcas do discurso midiático. Buscaremos, através destas análises, seguir os movimentos do sujeito que segue migrando de um lugar para outro, estabilizando alguns sentidos e silenciando outros. Com referência ao discurso jornalístico, a AD o considera uma instituição representante dos aparelhos ideológicos de poder do Estado; uma posição sujeito, que representa as vozes de muitos outros na transmissão da notícia e dos fatos, e que, portanto, migra por posições discursivas diversas. Em nosso trabalho interpretativo, realizaremos a análise discursiva dos dizeres que a mídia impressa e eletrônica faz circular sentidos sobre o autismo.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO MIDIÁTICO, SUJEITO, AUTISMO


SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 5
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 15

TÍTULO: A INFORMAÇÃO NO DISCURSO MIDIÁTICO E O DISCURSO NAS TEXTUALIZAÇÕES DA REVISTA CAROS AMIGOS
AUTOR(ES): DAIANA OLIVEIRA FARIA
RESUMO:
FARIA, Daiana Oliveira ROMÃO, Lucília Maria Sousa Esta pesquisa busca analisar, à luz da teoria da Análise do Discurso, de filiação francesa, as textualizações da Revista Caros Amigos, em seus suportes impresso e eletrônico. Para isso, buscamos interpretar os efeitos de sentidos produzidos por essas textualizações quando deslocadas do suporte impresso para o meio eletrônico. Pretendemos caracterizar também a internet como um novo espaço de inscrição histórica dos sentidos, marcando que muitos sentidos, que são silenciados e escamoteados nas páginas de outros jornais e revistas, circulam na Revista Caros Amigos, indiciando um lugar de condensação de efeitos de resistência. O referencial teórico-metodológico da Análise do Discurso (AD) funda-se sobre a interpretação dos processos discursivos que estão na base da produção do sentido e do sujeito (Pêcheux, 1969), levando em conta a exterioridade do dizer, ou seja, as condições de produção específicas e históricas. Elas não são entendidas como algo fora da linguagem, mas como elemento de constituição da mesma, assim, são marcadas pela relação com o já dito e com a memória discursiva (Pêcheux, 1999), deixando marcas de heterogeneidade nos ditos do sujeito. Para atender às nossas pretensões, mobilizaremos alguns conceitos da teoria em questão, cruciais ao desevolvimento da pesquisa, tais como o sujeito, como efeito da linguagem, a ideologia como mecanismo produtor de sentidos tidos como verdadeiros, e a memória discursiva como sustentadora dos atos de dizer, apoiando-nos nos trabalhos de Pêcheux (1969, 1999), Foucault (1998), Orlandi (2005, 2006), Mariani (1998), Fernandes (2005) entre outros.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO, SUJEITO, IDEOLOGIA

TÍTULO: A IDEOLOGIA E O CARÁTER EDUCATIVO NO ENREDO DAS FOTONOVELAS
AUTOR(ES): DANIELA MARIA NAZARÉ DA SILVA
RESUMO:
A presente comunicação tem como objetivo apresentar uma análise sobre a leitura que as mulheres faziam das fotonovelas publicadas nas revistas femininas do final da década de 1970 e início de 1980, cujo conteúdo, além de cativá-las com dicas de beleza, como se vestir, como agir em determinadas situações, também usavam como principal atrativo as fotonovelas. Partindo disso, torna-se curioso o fato de por um período de mais de vinte e cinco anos estas revistas fazerem parte da mídia por serem leituras que agradavam o público feminino, que estava de acordo com a ideologia transmitida pela sociedade. Desta forma, pode-se estudar o caráter educativo que as fotonovelas impõem as suas leitoras, pois os temas de suas histórias caminham sempre como um incentivo para as mulheres agirem conforme uma visão que poderia ser chamada de sexista. Essa visão inserida nos conteúdos das fotonovelas que desenvolvem ideias com o intuito de defender o mantenimento do casamento, a preservação da família, a boa administração do lar, o amor como fonte mais importante da vida, são produzidas pelas editoras ainda no decorrer dos anos oitenta, época em que, lentamente, as mulheres começaram a assumir tarefas fora de seus lares. Assim, julga-se interessante se fazer um estudo sobre essas leituras levando em consideração o poder que a sociedade exerce sobre elas, assim como as próprias leituras sobre a sociedade.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA FEMININA, FOTONOVELA, REVISTAS FEMININAS

 

TÍTULO: TRAJETÓRIAS DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DE MEIOS POPULARES EM BUSCA DE LETRAMENTO DIGITAL
AUTOR(ES): DANIELA PERRI BANDEIRA DE ALBUQUERQUE
RESUMO:
O objetivo deste trabalho foi investigar que relação mantêm com o computador e a internet indivíduos de meios populares ingressantes em instituição de ensino superior, que pressupõe alunos com letramento digital prévio (capazes de fazer uso da leitura e da escrita na tela). A Faculdade de Educação da UFMG foi o cenário do estudo. Procurou-se compreender que cultura digital vem se constituindo em seu espaço e de que forma o aluno “infoexcluído” desenvolve estratégias para atender às demandas de uso da internet no mundo acadêmico. A pesquisa de caráter longitudinal contou com observações, questionários e entrevistas. A análise dos dados revelou particularidades de um letramento digital local. Constatou-se que, embora haja na universidade naturalidade para tratar de assuntos ligados ao letramento digital prévio dos alunos, a cultura digital local é incipiente e reveladora de problemas e dificuldades. Os principais autores que nortearam esta pesquisa foram: Bernard Lahire e Pierre Bourdieu, para uma análise sociológica das atitudes dos sujeitos diante das demandas do mundo digital; Brian Street, David Barton e Shirley Heath, para discutir práticas e eventos de letramento em contextos locais; Magda Soares e Carla Coscarelli, para discutir letramento digital. Resultados de pesquisas do Comitê Gestor da Internet no Brasil também foram utilizados.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO DIGITAL, MEIOS POPULARES, ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

 

TÍTULO: AMBIENTE, NATUREZA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM UM JORNAL DIÁRIO: POR UMA LEITURA CRÍTICA DA MÍDIA IMPRESSA
AUTOR(ES): DANIELA RIPOLL, SOFIA COSTA
RESUMO:
A mídia é apontada por alguns ambientalistas como um instrumento favorável à ampliação das discussões sobre o ambiente, mas também como a responsável pelo esvaziamento das discussões ecológicas. O presente trabalho, inspirado pelas teorizações dos Estudos Culturais (Hall, 1997) e dos Estudos de Mídia (Giroux, 1995; 2003; Kellner, 1995; 2001; Fischer, 1999; 2001; Steinberg & Kincheloe, 2004), pretende analisar como o Jornal Meio Norte (principal jornal diário de Teresina, PI) trata das questões ambientais em suas páginas. Pergunta-se: quais as principais estratégias discursivas que são colocadas em ação neste jornal ao se tratar do ambiente e da natureza? Como este jornal (in)forma os sujeitos no que diz respeito à educação ambiental, ambiente e natureza? Os resultados apontam para a presença de pelo menos cinco estratégias utilizadas pelos jornalistas para construir determinados modos de se entender (e praticar) a educação ambiental: a) a postura investigativa; b) o tom “denuncista” e panfletário das reportagens; c) o tom de condenação/repúdio à postura ambiental da população; d) a ênfase nos números e na quantificação; e) o tom “conclamatório”. Entende-se que analisar as reportagens do referido jornal (e as estratégias discursivas que são colocadas em ação por jornalistas, editores, colunistas etc. ao tratarem do ambiente, da natureza e da população em geral) significa ampliar as possibilidades de leitura de tais textos, bem como resistir a alguns significados produzidos como “naturais” pela mídia.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO AMBIENTAL, MÍDIA IMPRESSA – JORNAL, ESTUDOS CULTURAIS

 

TÍTULO: ESTRATÉGIAS E DISPOSIÇÕES DE VELHOS EM SALAS DIGITAIS
AUTOR(ES): DANIELE CRISTINA MENDES, MARILDES MARINHO DA SILVA
RESUMO:
O objetivo desta comunicação é apresentar algumas reflexões baseadas em uma pesquisa que teria como proposta central analisar as funções e os usos da leitura na tela para jovens pertencentes às classes populares, na tentativa de se compreender o papel da inclusão digital na vida desses sujeitos. Apesar do nosso objeto de pesquisa ser inicialmente centrado na categoria “juventude”(Dayrell), nos chamou a atenção a presença expressiva de usuários adultos e “velhos” (Bosi), nos centros de acesso público à internet. Por isso resolvemos investigar quais são as motivações dos velhos quando procuram espaços de inclusão digital, apoiando-nos em estudos sobre letramento (Street, Marinho, Soares), leitura (Chartier, Eco), inclusão digital(Warschauer) e inclusão social (Warschauer). Os resultados aqui apresentados foram obtidos através de pesquisa de campo realizada entre os meses de novembro de 2008 a março de 2009. Tomando como referência metodológica pressupostos da etnografia, foram feitas observações, aplicação de questionário e entrevistas (Green, Geertz, Rockwell, Bordieu, Szymansky) com os usuários das salas digitais de um Centro Público de Acesso a Internet com Orientação Vocacional e Tecnológica–CVT. Esta pesquisa nos leva a interrogar em que medida as estratégias e práticas de uso do computador nessas salas digitais têm oportunizado aos sujeitos a participação em práticas sócio-comunicativas e de inclusão social potencializadas e demandadas pelas novas tecnologias. Em alguns momentos, observa-se nesse espaço a transposição de pressupostos e de metodologias de alfabetização e de ensino de leitura, que revelam um descompasso entre o avanço das discussões e pesquisas no campo e a aplicação desses pressupostos para o ensino-aprendizagem dos conhecimentos sobre a internet no CVT. Observamos que as interações entre os velhos e as tecnologias de comunicação, nessas salas do CVT, enfatizam a importância desses espaços como um lugar de socialibidade e de lazer. É possível supor que esses sujeitos reinterpretam, ressignificam ou se apropriam de maneira distinta dos objetivos e funções previamente atribuídos às políticas e projetos de inclusão digital, sugerindo-se, pois, aos gestores dessas políticas a necessidade de se repensar seus pressupostos e estratégias.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS DE LETRAMENTOS, VELHOS, INCLUSÃO DIGITAL

 

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 6
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 15

TÍTULO: “CÂMERA, AÇÃO!” AS POSSIBILIDADES EDUCATIVAS DA CÂMERA NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
AUTOR(ES): DÉBORA DE LIMA DO CARMO
RESUMO:
O presente trabalho tem por finalidade apresentar algumas reflexões e discussões acerca da produção de um vídeo que se configura como resultado do projeto de pesquisa, Injustiças cognitivas, ressignificando os conceitos de cognição, aprendizagem e saberes no cotidiano da escola, coordenado pela professora doutora Carmen Lúcia Vidal Pérez, que conta com o financiamento do CNPQ e FAPERJ.A pesquisa, no intuito de investigar as diferentes lógicas e possibilidades de aprendizagem de crianças das classes populares em processo de alfabetização, tem como sujeitos investigados/investigadores uma turma de crianças do terceiro ano ciclo de alfabetização da Escola Municipal Ana Nery, localizada na cidade de Duque de Caxias/RJ. Nesta turma, na qual se encontravam crianças numa faixa etária de 9-10-11 anos com “ dificuldade de aprendizagem“ da leitura e da escrita, foi introduzida uma câmera filmadora como possibilidade educativa, posto que a cultura audiovisual que se manifesta através da leitura de imagens é uma prática que se expressa também nas classes populares. A câmera, que era usada não como mais um recurso didático, mas como ferramenta de exploração da curiosidade e da descoberta, possibilitou o enfrentamento do terreno da “dificuldade” conduzindo-os não só à leitura da palavra, mas à leitura de si mesmo e do mundo do qual fazem parte, seja a nível local ou global, compartilhando com a máxima de Paulo Freire de que a leitura de mundo precede à leitura da palavra.
PALAVRAS-CHAVE: ALFABETIZAÇÃO, MÍDIA E EDUCAÇÃO, INFÂNCIA

 

TÍTULO: DISCUTINDO AS POSSIBILIDADES DO USO DA INTERNET POR CRIANÇAS E JOVENS A PARTIR DA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURAL
AUTOR(ES): DIENE EIRE DE MELLO BORTOTTI DE OLIVEIRA
RESUMO:
Crianças e jovens vivem hoje um bombardeio de informações proveniente das diferentes mídias. Vivencia-se o ligar e desligar de telas e janelas, uma profusão de imagens e sons, de movimento e múltiplas linguagens cotidianamente. A partir de tal contexto, cabe-nos a seguinte indagação: como os alunos têm se apropriado das tecnologias para o seu processo de formação e quais as estratégias utilizadas no desenvolvimento das atividades escolares? Tendo a indagação acima como problemática, o presente estudo teve como objetivo identificar quais são as estratégias utilizadas por estudantes do 2º Ciclo da Educação Básica de uma Escola Privada do interior de São Paulo na realização das atividades de estudo. Os resultados demonstram que a apropriação das ferramentas da Internet se dá de forma unânime pelos estudantes durante o processo de elaboração das atividades. No entanto, essa apropriação ocorre de maneira empírica. As estratégias utilizadas pelos alunos são elaboradas e testadas sem orientações prévias. O aluno ao buscar, selecionar, ler e analisar a informação, simplesmente o faz de forma quase espontânea. Outro aspecto levantado se refere à avaliação e ao retorno das atividades realizadas, que enfatizam a quantidade em detrimento da qualidade, tendo como conseqüência tarefas rotineiras com o objetivo de atribuir notas ou conceitos aos alunos. A partir do conceito de mediação apresentado por Vigotski (2001), o presente estudo discute a importância do papel do professor no processo de aprendizagem, pois a partir da mediação se determina o campo das gradações que estão ao alcance dos alunos, possibilitando a compreensão significativa dos conteúdos.
PALAVRAS-CHAVE: INTERNET, APRENDIZAGEM, PERSPECTIVA HISTÓTICO-CULTURAL

 

TÍTULO: AS MÚLTIPLAS FORMAS DE APROPRIAÇÃO DO UNIVERSO TELEVISIVO PELAS CRIANÇAS.
AUTOR(ES): EDLAINE DE CASSIA BERGAMIN
RESUMO:
Ao criar histórias fantásticas, as crianças utilizam elementos extraídos de sua vida cotidiana, como as experiências familiares e escolares, as crenças religiosas, as narrativas populares e os conteúdos veiculados pelos meios de comunicação de massa. É neste último elemento que nos deteremos no trabalho em questão. Quando refletimos sobre as narrativas elaboradas por crianças mais pobres, percebemos que, dentre as diversas mídias, a televisão é a mais presente, de modo que optamos por discutir a apropriação que estes jovens narradores fazem dos conteúdos e formas veiculados por ela. Percebemos que este processo não ocorre de forma passiva e alienada, como defendem alguns autores que vêem a televisão como uma limitadora da capacidade do sujeito de viver de forma autônoma e criativa. Pelo contrário: em muitos casos, ela alimenta o imaginário e fornece imagens que ampliam as possibilidades de criação e de vivência. Além disso, descobrimos que as crianças não se apropriam apenas dos conteúdos televisivos, mas também das formas narrativas utilizadas por esta mídia. Exemplo disso é um conjunto de histórias, contadas por um garoto de 11 anos, que visivelmente segue a estrutura dos desenhos animados: a ordem vigente é modificada por algum personagem ou acontecimento, de modo que inúmeras peripécias são realizadas com o objetivo de restabelecê-la, o qual nem sempre é atingido; as ações são repetidas várias vezes, substituindo-se apenas alguns elementos, o que permite à criança a antecipação do que vai acontecer; a agressão não tem conseqüências reais e, unida à linguagem simbólica da magia, à rapidez dos acontecimentos e à constante reversibilidade das situações resulta em um inesperado efeito cômico. Finalizando: estas e outras narrativas nos deram pistas interessantes sobre as múltiplas formas de apropriação do universo televisivo pelas crianças.
PALAVRAS-CHAVE: NARRATIVAS INFANTIS, TELEVISÃO, DESENHOS ANIMADOS

 

TÍTULO: SEBASTIÃO UCHÔA LEITE E A POESIA DO PRESENTE
AUTOR(ES): EDUARDA BEILKE
RESUMO:
Sebastião Uchoa Leite atua num campo fortíssimo, possui traços originais e uma tipologia textual única - assim como cada escritor possui traços e suas próprias características. Outro ponto interessante e de destaque é que a mudança em suas poesias existe constantemente e permite ao leitor que se descubra novos rumos, sobre o mesmo entendimento, o respeito do seu próprio silêncio. Sebastião trabalhava em cima deste silêncio, um silêncio que se solidifica em uma memória, o encontrar-se em meio ao esquecido e diretamente chegar ao eixo principal desta linguagem enigmática, através destes enigmas. O poeta pernambucano compõe uma obra baseada em conceitos de pensamentos. Assim como a maioria dos poetas não pensam em si, ou numa lógica de interpretação, Sebastião baseado em seu conceito e sua tradição de poeta, buscava conceitos diversos para a construção de um pensamento caracteristicamente significativo. Em alguns poemas, como em “Um enigma de Ludwig”, em sua ambigüidade, Leite coloca o leitor entre os dois principais sentidos da palavra “preciso”: necessidade e completude. A contemporaneidade tem nas poesias de Sebastião um dos maiores representantes, até pelo fato de sua poesia nos trazer esta idéia de algo fora de lugar, ou aquilo que não carrega nada atrás de si enquanto mero jogo, o que pode provocar seus mal-entendidos. Paul Valery, filósofo, escritor e poeta francês argumentou, numa discussão muita antiga, que a poesia nasce da música. A poesia nasce da música, porém, obedecendo ao que ocorre frequentemente no processo da sociedade ocidental, ela abandona seus pais, no caminho para a sua autonomização. Pois bem, Sebastião faz isso. Ele as encaminha para a sua autonomização, cada leitor parte do imaginário para o traço que consequentemente existe por si.
PALAVRAS-CHAVE: SEBASTIÃO UCHÔA LEITE, POESIA, LEITURA

TÍTULO: UM NOVO SUPORTE PEDAGÓGICO NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA: A INTERNET
AUTOR(ES): ELAINE FERREIRA DE SOUZA RIBEIRO
RESUMO:
Pensando no processo de expansão tecnológica, fica cada vez mais evidente a necessidade da escola em fazer um trabalho que o envolva. De acordo com Mantoan e Baranauskas (2002, p. 83) “é preciso criar cada vez mais motivos para que a tecnologia e a educação se encontrem e integrem seus propósitos e conhecimentos, buscando complementos, uma na outra.” Assim, pensando em uma mudança de atitude, desenvolvi juntos aos meus alunos da 8ª série, escola pública de Campinas, a produção de anúncios voltados ao processo de leitura, comunicação, criatividade e interação. Um dos objetivos foi observar como eles reagiriam ao se relacionar com o novo apoio pedagógico, a Internet. Esta também foi utilizada com o intuito de saber o que acrescentaria no processo ensino- aprendizagem deles. Outro ponto de interesse esteve voltado à questão da cobrança, o tempo todo, pelas diretrizes governamentais, de que façamos mudanças em nossas práticas de ensino, que utilizemos novos recursos tecnológicos e que estes beneficiem nossos alunos, porém, isto muitas vezes não sái do papel. A internet foi utilizada neste trabalho como suporte pedagógico para as produções de anúncios e estas não foram meras cópias. Cabe aqui citar Ghilardi (1999: 107) que diz que “o analfabeto, hoje, não é simplesmente aquele que não sabe ler ou escrever, mas o que não compreende os textos que o circundam”. Esta afirmação foi comprovada ao decorrer do trabalho.
PALAVRAS-CHAVE: INTERNET, ANÚNCIO, COMPREENSÃO


SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 7
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 16

TÍTULO: PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO PARA UTILIZAÇÃO DA LOUSA DIGITAL INTERATIVA NA SALA DE AULA : UMA EXPERIÊNCIA A SER CONSOLIDADA
AUTOR(ES): ELAINE MESSIAS GOMES, PATRICIA HERNANDES CHAVES
RESUMO:
As mudanças no sistema escolar em função da chegada das novas tecnologias reforça a necessidade de estudar a relação entre mídias de comunicação e educação de modo interdisciplinar. E com o objetivo de facilitar a aproximação da temática tecnologia digital, educação e comunicação, o Laboratório de Novas Tecnologias Aplicadas na Educação da Faculdade de Educação da UNICAMP – LANTEC, desenvolveu um programa de capacitação com carga horária de 36 horas aulas, totalmente a distância via internet, com a participação de mais de 250 professores de várias partes do Brasil. O programa de capacitação procurou contextualizar procedimentos metodológicos e pedagógicos para a utilização da lousa digital interativa em sala de aula, centrada na pedagógica da autoria, ou professor e aluno são os protagonistas na elaboração do próprio material didático, mediatizada pela ação de comunicação e pela linguagem audiovisual interativa da lousa digital. O programa introduziu conteúdos programáticos com abordagem de temas relacionados a comunicação, educação e recursos tecnológicos mediatizados pela linguagem do vídeo digital. O pressuposto fundamental do programa foi que os professores, através do programa de capacitação oferecido, sejam capazes de desenvolver conteúdo didático mediatizado pela linguagem da lousa digital em sala de aula, estabelecendo através deste procedimento pedagógico uma relação dialógica com os seus alunos, ampliando o processo de ensino-aprendizagem em sala de aula. Os resultados alcançados pelo programa são apresentados, para que seja possível estabelecer uma leitura crítica dos procedimentos e dos resultados alcançados, permitindo chegar a uma definição de procedimentos metodológicos da utilização da lousa digital em sala de aula, contribuindo, desta forma, para fomentar os interessados na utilização deste novo recursos didático na escola.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIAS DE COMUNICAÇÃO, LOUSA DIGITAL, NOVAS TECNOLOGIAS APLICADAS NA EDUCAÇÃO

 

TÍTULO: CHARGES, TIRAS E ANÚNCIOS PUBLICITÁRIOS: EFEITOS DE SENTIDO E A FORMAÇÃO DO LEITOR CRÍTICO
AUTOR(ES): ELIANA VIANNA BRITO
RESUMO:
Sabemos que a sociedade, gradativamente, concedeu às camadas populares o direito de aprender a ler, mas não lhes foi dado o direito de se tornarem leitores. A leitura ganhou, então, durante um bom tempo, o caráter de produtividade para alguns e condições de ascensão social e cultural para outros. É claro que, além do aspecto utilitário, que faz com que o indivíduo ultrapasse os obstáculos impostos pelo cotidiano e facilite o acesso ao mercado de trabalho, a aprendizagem da leitura assume uma função social, de resgate da cidadania, uma vez que possibilita ao leitor conhecer, refletir e atuar sobre uma dada realidade. Nesse sentido, existe uma relação intrínseca entre linguagem, sociedade e cidadania, pois é por intermédio da linguagem que os indivíduos interagem com o mundo, adquirindo a postura de agentes de mobilização para a coletividade. No interior dessa abordagem, que leva em conta o caráter social da linguagem, surge um questionamento, elemento central deste trabalho: como a escola deve se instrumentalizar de modo a levar seus alunos a se tornarem leitores críticos? A resposta a esse questionamento vem ao encontro dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), uma vez que estamos apresentamos uma proposta de trabalho cujo objetivo é o de levar o aluno-leitor à reflexão, à criticidade, a partir da leitura de textos de circulação social, tais como charges, tiras e anúncios publicitários, isto é, gêneros da mídia impressa, que fazem parte do universo de experiências da clientela escolar.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, MÍDIA IMPRESSA, LEITOR CRÍTICO

 

TÍTULO: TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA E IMPLICAÇÃO NA FORMAÇÃO DO LEITOR: A DIVISÃO DE “RESPONSABILIDADE PEDAGÓGICA” ENTRE O DISCURSO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E O DISCURSO PEDAGÓGICO
AUTOR(ES): ELIETE CORREIA DOS SANTOS
RESUMO:
O presente trabalho relata os resultados da pesquisa desenvolvida no programa de pós-graduação da UFCG em 2006, cujo objetivo é refletir sobre as implicações da transposição didática para o ensino de leitura de textos jornalísticos. Trata-se de uma pesquisa interpretativista e interdisciplinar que analisa as ações e os recursos de transposição didática em dois espaços: em aulas de leitura de uma professora de filosofia e no suplemento infantil Diarinho, publicado pelo Jornal Diário de Pernambuco. O objeto analisado se materializa no texto jornalístico e na exposição da professora, como ambos têm a intenção de expor uma matéria a um leitor/aluno supostamente menos informado. Destas duas esferas sociais, retirou-se o corpus desta pesquisa, que é composto por 10 exemplares do suplemento e por quatro aulas de leitura. Para estudá-lo, foram mobilizadas as concepções de leitura e de transposição didática correntes no âmbito da lingüística aplicada. Foram utilizados três procedimentos de análise de dados, porém neste trabalho relataremos apenas o terceiro procedimento, o qual compara os recursos e ações de transposição didática descritos na primeira e segunda etapa da pesquisa. A análise dos dados revela que os recursos de transposição, além de variados, são recorrentes. No suplemento, identificamos vinte e dois recursos de transposição didática e na aula de leitura dezenove. Doze desses recursos são comuns às duas esferas, dentre eles destacam-se a intertextualidade, o conhecimento vocabular e a interação com o leitor/aluno. A conclusão deste trabalho aponta que os saberes ensinados na escola através do suplemento percorrem duas cadeias de transposição didática: uma que se origina na esfera escolar e outra na comunicação social. Aponta ainda que jornalistas e professores são os principais agentes destas cadeias e dividem uma responsabilidade pedagógica ao difundir diversas informações e referências identitárias, através das quais podem ajudar a aceitar/rejeitar ou refletir sobre as temáticas sociais.
PALAVRAS-CHAVE: TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, LEITURA, JORNAL

 

TÍTULO: NAS TEIAS DOS SENTIDOS: TEMPORALIZAÇÃO, ENUNCIAÇÃO, LEITURA
AUTOR(ES): ELIUSE SOUSA SILVA
RESUMO:
Visando contribuir com o processo ensino-aprendizagem de leitura e com os estudos da linguagem, nos propomos pensar a temporalidade da enunciação em sua relação com a significação, adotando por objeto de estudo a mídia revista informativa, em gêneros distintos e, por unidade analítica, o enunciado. O olhar da pesquisa estará respaldado na Semântica Histórica da Enunciação, proposta por Eduardo Guimarães (2005) – em sua aproximação com Benveniste e Ducrot –, voltando-se para os recortes de memória (passado da enunciação) e sua interferência nos sentidos projetados (futuro da enunciação). Entendemos, destarte, que a temporalidade da enunciação se organiza por um presente que retoma enunciações apriorística; esse presente recorta, pois, uma anterioridade memorável, que não é, contudo, uma lembrança particular, individual. Por tal recorte, o presente engendra um futuro de significações interpretáveis; isto é, cria possibilidades de sentido, que Guimarães compreende como latência de futuro. Assumindo, então, essa abordagem teórica é que buscamos desenvolver um estudo interpretativo de fragmentos discursivos, estabelecendo relações entre acontecimentos de linguagem que fazem gerar sentidos. Com esse modelo, acreditamos estar oferecendo não um artefato escolar (ORLANDI, 1993) de dinamização de aulas, mas uma proposta teórico-metodológica que oriente um trabalho de leitura em sala de aula não só da mídia revista, como também de outras mídias com seus diversos gêneros discursivos, proposta esta a ser desenvolvida na escola e ampliada para outros espaços interlocutivos. Acreditamos também estar promovendo uma proposta política de leitura, na medida em que concebemos o sentido como linguagem e princípio que estabelece o ser no mundo do Conhecimento.
PALAVRAS-CHAVE: TEMPORALIDADE DA ENUNCIAÇÃO, LEITURA, ENSINO

TÍTULO: UM ESTUDO SOBRE AS PRÁTICAS DE LEITURA E DE ESCRITA DIGITAIS NA UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE CIÊNCIAS SÓCIO-ECONÔMICAS E HUMANAS/UEG: PERSPECTIVAS DOCENTES
AUTOR(ES): ELSON MARCOLINO DA SILVA
RESUMO:
Principalmente a partir do século XX, a sociedade mundial tem passado por um processo de transformação em vários setores de produção, em função da presença e dos usos das mídias digitais. A educação formal, nos vários níveis de ensino que a compõe, também é influenciada por tal processo, exigindo dela um repensar em suas práticas pedagógicas. As mídias digitais, em especial a Internet com seus vários gêneros/suportes digitais tais como: E-mail, Orkut, Messenger, Blogs e Home-pages, estão cada vez mais presentes nos ambientes escolares. Assim, fica evidente a necessidade de investigações que procurem analisar se e como os docentes estão lendo, escrevendo, interagindo e fazendo usos pedagógico-escolares do ciberespaço digital. Neste sentido, o estudo em questão, configurado qualitativo, objetivou compreender na perspectiva do letramento digital como docentes universitários que lecionam nos Cursos de Pedagogia e de História da U.U.C.S.E.H./UEG se relacionam com as mídias digitais telemáticas. Os principais interlocutores teóricos utilizados para o desenvolvimento deste estudo foram: COSCARELLI ET AL (2005), FREITAS (2004), RAMAL (2002), SANTAELLA (2004) e SILVA, T (2003). Ao final do estudo, evidenciou-se que mesmo boa parte dos docentes universitários possuindo um tipo de mídia digital (computador), a maioria apresenta práticas de letramento digital limitadas e poucos fazem dela usos para fins pedagógicos escolares.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO DIGITAL, MÍDIAS DIGITAIS, GÊNEROS DIGITAIS

 

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 8
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 16

TÍTULO: HISTÓRIA, MEMÓRIA E FICÇÃO: O CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL CELEBRADO EM HISTÓRIAS EM QUADRINHOS.
AUTOR(ES): ELYDIO DOS SANTOS NETO, ZEILA DE BRITO FABRI DEMARTINI
RESUMO:
Este trabalho analisa duas publicações de Histórias em Quadrinhos editadas no Brasil com a finalidade de celebrar o centenário da Imigração Japonesa em nosso país. O objetivo é mostrar que as histórias em quadrinhos podem oferecer uma contribuição significativa não apenas ao movimento permanente de formação de leitores, mas também ao processo de constituição cidadã na perspectiva do diálogo entre culturas diferentes, no caso as culturas brasileira e japonesa. Para tanto, traça um esboço histórico da imigração japonesa no Brasil, evidenciando, à luz das ciências sociais, os principais momentos deste processo e os resultados manifestos socialmente a partir do encontro das duas culturas. Em seguida mostra como as histórias em quadrinhos, até pouco tempo atrás tidas como perniciosas aos processos educativos, se constituem numa interessante linguagem imagética que se faz nas fronteiras da arte, da comunicação e da educação. A partir daí, realiza-se uma análise das duas histórias em quadrinhos selecionadas, ambas publicadas em 2008. A primeira: “BANZAI! História da imigração japonesa no Brasil em Mangá”, de autoria de Francisco Noriuyki Sato e Julio Shimamoto. A segunda: “FRONT – Especial 1 – Centenário da Imigração Japonesa”, com a participação de um grande grupo de autores, roteiristas e desenhistas. A análise é feita na perspectiva da história cultural e dos recursos da linguagem dos quadrinhos, evidenciando as narrativas seqüenciais que tomaram por base os registros históricos, a memória e a ficção. Conclui-se apontando que os quadrinhos produzidos são importantes artefatos culturais que, por sua riqueza imagética e informacional, prestam-se, como recurso pedagógico a: 1. Registrar e destacar a imigração japonesa no contexto da reconstrução da história do Brasil; 2. Contribuir com o processo de formação de cidadãos para dialogar considerando as diversidades na construção de uma sociedade com maior capacidade de criar solidariedade e beleza.
PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, IMIGRAÇÃO JAPONESA, RECURSOS PEDAGÓGICOS

 

TÍTULO: A IMAGEM NA SALA DE AULA
AUTOR(ES): ESEQUIEL RODRIGUES OLIVEIRA, MARCIA RODRIGUES PEREIRA, MARIA IGNEZ ROCHA DAVID, MARIA RUTH MACHADO FELLOWS
RESUMO:
Em algum momento de sua formação, o profissional de Educação tem acesso a conhecimentos necessários ao trabalho no qual a imagem esteja entre os planos de expressão da linguagem? Existem espaços de reflexão sobre este tipo de trabalho acessíveis àquele profissional? O II Seminário de Pesquisas e Práticas Pedagógicas – Linguagem Visual e Educação Básica, em sua segunda edição, portanto, tem como objetivo oportunizar o intercâmbio de experiências pedagógicas, promover a reflexão sobre o tema Linguagem Visual, buscando uma nova perspectiva curricular para a Educação Básica e, por conseqüência, para a formação docente. A imagem, sempre tão presente em todos os domínios da história da humanidade, merece um estudo mais aprofundado, na medida em que se constitui elemento na construção de conhecimento, possui uma perspectiva interdisciplinar inerente à sua natureza e é capaz de potencializar a formação de sentidos. Assim, nesta segunda edição do Seminário, organizado pelo Laboratório de Ensino de Desenho e Linguagem Visual (LEDEN), do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira – CAp-UERJ, propõe como tema unificador “O sentido no texto visual”, sinalizando a importância do ponto de vista do receptor. Com esta perspectiva, pretende-se orientar a reflexão para a teoria e a prática do trabalho com a linguagem visual, ferramentas poderosas e imprescindíveis para sujeitos comprometidos com a construção do conhecimento em ambientes formadores de cidadãos.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM VISUAL, FORMAÇÃO DOCENTE, IMAGEM E APRENDIZAGEM

 

TÍTULO: LINGUAGEM AUDIOVISUAL INTERATIVA E SUAS CONTRIBUIÇÕES NO CONTEXTO EDUCATIVO
AUTOR(ES): ESTÉFANO VIZCONDE VERASZTO
RESUMO:
Este trabalho apresenta uma abordagem geral das contribuições que as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) podem trazer para o contexto educacional ao aliar conteúdo, contexto real e aplicativos interativos de uma forma atrativa e pedagógica. O termo interatividade tem sido usado de maneira bastante ampla e difusa, com significados distintos e aplicado nas mais diversas áreas do saber. O potencial das tecnologias da informação e comunicação, aliados a recursos interativos e que utilizam linguagem audiovisual, podem ser grandes aliados no contexto educacional. Compreendendo melhor essas tecnologias e se apropriando do seu uso, experiências inovadoras e eficientes podem ser planejadas e desenvolvidas. Com a intenção de trazer um norte para futuros estudos com tecnologias interativas, este trabalho irá apresentar bases teóricas para o conceito de interatividade a partir de estudos e definições já existentes, para então buscar uma definição própria. Toda a revisão, incluindo aspectos sociológicos, será categorizada segundo uma abordagem qualitativa de análise de conteúdo. Com este trabalho discussões sobre a utilização de aplicativos e mídias interativas no contexto educacional serão apresentadas juntamente com reflexões acerca de inovações metodológicas capazes de aliar teoria e prática. A partir de todo o trabalho metodológico realizado, ao final será constatado que a educação pode se beneficiar da utilização de uma linguagem audiovisual interativa devido ao fato de que processos reais poderão ser mais facilmente compreendidos de uma forma lúdica e participativa. Assim, é possível identificar que o uso da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem está plenamente justificado se levarmos em conta que um dos objetivos básicos da Educação é preparar os alunos para serem cidadãos de uma sociedade plural, democrática e tecnologicamente avançada.
PALAVRAS-CHAVE: INTERATIVIDADE, LINGUAGEM AUDIOVISUAL, EDUCAÇÃO

 

TÍTULO: A LEITURA DO NÃO-VERBAL NOS FILMES INFANTIS E A EDUCAÇÃO MORAL
AUTOR(ES): ÉRICA DANIELA DE ARAUJO, CARMEN LUCIA HERNANDES AGUSTINI
RESUMO:
As enunciações fílmicas infantis se configuram como objetos culturais que são afetados por fatores exteriores que os constituem. De modo lúdico, há filmes infantis que, além de primarem pela função do entretenimento, propagam valores e ideologias a partir de caracteres verbais e não-verbais. Esses filmes podem funcionar como instrumentos de educação moral não-formal direcionada às crianças. Desta forma, as produções cinematográficas podem contribuir para a aprendizagem e podem enriquecer o processo educacional, uma vez que os filmes infantis produzem um encantamento peculiar que pode afetar a configuração psíquica da criança, fazendo-a se identificar ao universo ficcional e apre(e)nder a realidade, segundo o recorte empreendido no e pelo filme. Partindo desse pressuposto, buscamos analisar o funcionamento, assim como a participação, da linguagem não-verbal no processo de significação da enunciação fílmica. Filiamo-nos, para tanto, a teorias lingüísticas, afetadas por noções psicanalíticas, notadamente a AD de linha francesa. Com efeito, voltamos nossa análise para os vestígios simbólicos presentes em duas enunciações fílmicas infantis relativos à figura do feminino. Desse modo, intentamos mostrar que pode ser relevante inserir o cinema no processo educacional não apenas como entretenimento, mas principalmente como um material que pode contribuir para o enriquecimento da educação formal, já que propicia momentos lúdicos às crianças, desenvolvendo a criatividade, a imaginação e a (in)formação.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM NÃO-VERBAL, EDUCAÇÃO MORAL, ENUNCIAÇÃO FILMICA INFANTIL

 

TÍTULO: O LIVRO-REPORTAGEM: INTERDISCIPLINARIDADE POR NATUREZA E POR FUNÇÃO
AUTOR(ES): FABIANO ORMANEZE
RESUMO:
Este artigo aponta como o livro-reportagem está ligado, de forma explícita, à proposta de uma leitura interdisciplinar do mundo, o que o torna uma ferramenta importante para o trabalho de ligação entre disciplinas, principalmente nos ensinos Médio e Superior. A partir dos pressupostos teóricos de LIMA (2003) e SIMS (1995), analisa-se como o livro-reportagem, ao se amparar nas características do jornalismo literário (humanização, imersão, digressão, estilo, voz autoral, precisão de dados e informações, uso de símbolos e metáforas) pode servir também como extensão do conteúdo, ao apresentar ao leitor novas abordagens sobre temas, muitas vezes retratados pelos meios de comunicação de forma descontextualizada, mecânica e descompromissada com os diversos desdobramentos do fato. O artigo sugere algumas interações que podem ser feitas entre disciplinas como história, geografia, português, artes, biologia, física, química, matemática, filosofia, sociologia e educação física no Ensino Médio a partir do livro Hiroshima, de John Hersey, publicado em 1946 e até hoje um dos relatos mais aclamados sobre a destruição causada pela bomba atômica lançada pelos Estados Unidos sobre a cidade japonesa que dá nome ao livro. Tal relação entre as disciplinas promove, não só uma abordagem mais profunda dos temas abordados pela obra, mas também uma compreensão mais qualificada do próprio texto de Hersey.
PALAVRAS-CHAVE: LIVRO-REPORTAGEM, INTERDISCIPLINARIDADE, JORNALISMO LITERÁRIO

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 9
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 17

TÍTULO: PRÁTICAS DISCURSIVAS DE UM “ESTRANGEIRO” NA EDUCAÇÃO: PROBLEMATIZANDO OS DISCURSOS DE GUSTAVO IOSCHPE VEICULADOS NA REVISTA VEJA E NO JORNAL ZERO HORA
AUTOR(ES): FABIO RICARDO BASTOS GOMES
RESUMO:
O presente trabalho é decorrente de uma pesquisa que, a partir dos Estudos Culturais em Educação e dos Estudos desenvolvidos por Michel Foucault, tem por objetivo problematizar o espaço concedido aos profissionais das mais diversas áreas do conhecimento (economistas, empresários, publicitários, advogados, entre outros) para que explicitem suas opiniões a respeito da educação em nosso país e prescrevam possíveis soluções para a resolução dos supostos problemas enfrentados pelos professores e instituições educacionais na contemporaneidade. Para tanto, através da análise textual, define como foco de investigação as práticas discursivas produzidas pelo economista Gustavo Ioschpe sobre a educação brasileira, presentes em suas colunas na revista Veja e no jornal Zero Hora, veiculadas em sua versão eletrônica, como produtoras de regimes de verdades pedagógicas, que apontam como causa da dita crise do ensino a formação acadêmica dos professores, que, segundo o colunista, perdem tempo com discussões pedagógicas e com a preocupação em formar cidadãos críticos ao invés de orientar os profissionais da educação a ensinar os alunos a ler, escrever e fazer contas. Tal discurso salvacionista e prescritivo é legitimado pelos veículos de comunicação analisados, notadamente lidos por um grande público de professores, gestores de escolas públicas/privadas e também por autoridades educacionais representantes dos sistemas de ensino, na medida em que solicitam a participação do economista em diversos encontros e congressos educacionais como palestrante. Portanto, a partir do trabalho é possível dizer que as práticas discursivas analisadas evidenciam que uma das pretensões de tais reportagens é a do alastramento da má consciência nos professores, já que as mesmas destacam a centralidade da figura docente na resolução dos problemas que ocorrem no ensino em nosso país, procurando constituir regimes de verdade que, muitas vezes, são considerados até mesmo pelos próprios profissionais da educação.
PALAVRAS-CHAVE: ANÁLISE DE DISCURSO, CRISE NA EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO ACADÊMICA

 

TÍTULO: INTERTEXTUALIDADE NA CHARGE.
AUTOR(ES): FÁBIO CARDOSO DOS SANTOS
RESUMO:
Este trabalho objetiva a leitura da charge política do artista e cartunista Paulo Caruso, que circulou na esfera da revista, esta entendida como uma modalidade da linguagem discursiva e ideológica. Sendo assim, procuramos identificar os principais aspectos que compõem o sentido da charge. Consideramos que a leitura do verbal e do não verbal é constituída por uma discursividade de natureza persuasiva, reveladora de idéias e carregada de expressão ideológica, dessa forma, contribuímos para que os alunos consigam chegar a um nível mais profundo de leitura por meio da intertextualidade presente na charge, levando à constituição de cidadãos mais críticos e atuantes na política. Vivemos em uma sociedade na qual o universo informativo circula por diversos meios de comunicação midiática e perpassa os gêneros discursivos e ideológicos. Entretanto, acreditamos que esta é apenas uma primeira leitura sobre a charge; dessa forma, servirá como ponto de partida para novas abordagens de leitura e compreensão da mesma. Enfocaremos, neste trabalho, a charge política como gênero discursivo de caráter opinativo a ser utilizado como estratégia de leitura, para demonstrarmos como o verbal e o visual imbricam-se na construção do sentido e de que modo a intertextualidade se faz compreender. Desse modo, ao direcionarmos o leitor a entender as relações dialógicas que permeiam os discursos, estaremos contribuindo para a transformação de cidadãos mais críticos e atuantes na sociedade a qual pertencemos.
PALAVRAS-CHAVE: INTERTEXTUALIDADE, CHARGE, LEITURA

TÍTULO: HISTÓRIAS EM QUADRINHOS E A INFLUÊNCIA NA EDUCAÇÃO DOS LEITORES: OS EXEMPLOS DE BATMAN E SUPERMAN.
AUTOR(ES): FÁBIO DA SILVA PAIVA
RESUMO:
As histórias em quadrinhos fazem parte do cotidiano neste início de século. Sua influência está em diversas formas de demonstrações artístico-culturais. Mesmo os menos atentos se deparam diariamente com imagens relacionadas aos personagens clássicos quando não, com os próprios, apresentados em produtos diversos, nomes próprios ou comerciais. Anteriormente apresentado unicamente como influência negativa, as histórias em quadrinhos podem ser fonte de benefícios para o desenvolvimento cultural e moral dos leitores. Para os jovens em geral ler quadrinhos é prazeroso e é fácil. Além do que “ler” uma história em quadrinhos pode acontecer mesmo antes da alfabetização, já que os desenhos conduzem a “leitura”, seja esta feita até em um idioma diferente. Entre os jovens, o gênero de super-heróis é o mais consumido e o que mais cresce. Apesar de suas origens estarem ligadas a origem das próprias histórias em quadrinhos, no final do século XIX, os Super-Heróis ganham representantes verdadeiramente poderosos com a criação do Superman em 1938 e no ano seguinte um segundo ícone, Batman. Setenta anos depois, ainda estão entre os dois mais importantes símbolos culturais dessa arte e dessa forma de comunicação. Poucos personagens, em qualquer forma de apresentação, mantiveram tamanho vigor por tanto tempo. Entendendo a educação como um processo aberto e não unicamente formal em sala de aula e levando em conta a grande influência dos meios de comunicação em massa nos jovens dos séculos XX e XXI, pretende-se aqui estabelecer paralelo entre a influência desses personagens através da análise dos padrões morais defendidos por seus autores e as condutas morais de cada uma das épocas.
PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, EDUCAÇÃO, COMUNICAÇÃO

 

TÍTULO: A INDÚSTRIA CULTURAL E A LEITURA FÍLMICA: IMPLICAÇÕES DA RACIONALIDADE TÉCNICA PARA A FORMAÇÃO ESTÉTICA.
AUTOR(ES): FÁBIO JOSÉ ORSINI LOPES
RESUMO:
O presente trabalho possui como plataforma inicial a evolução dos conceitos frankfurtianos de indústria cultural e semiformação cultural, inseridos no contexto do capitalismo contemporâneo, e sua relação com o processo formativo educacional. Parte-se de uma breve contextualização das propostas de análise calcadas na teoria crítica, afim de que se alcance a necessária atualização dos conceitos frankfurtianos. Em seguida, o trabalho busca identificar a transposição das categorias da indústria cultural e da razão instrumental para o processo formativo, buscando evidenciar o processo de subsunção das propostas de formação cultural ao padrão mercantilizado da indústria cultural e educacional. O trabalhao busca, ainda, analisar em que medida esta subsunção provoca consequências às possibilidades formativas, estéticas e emancipatórias, na medida em que imprime um formato de leitura racionalizado e massificado, próprio da lógica do “capital cultural“. Estaremos, portanto, por analisar a possível relação entre as atuais propostas formativas e os padrões de racionalidade instrumental que deram sustentação à industrialização dos bens culturais, e quais as conseqüências desse cenário para as capacidades e possibilidades de leitura dos signos culturais, notadamente os audiovisuais. Buscaremos, assim, depurar a relação entre indústria cultural e a prática formativa, buscando identificar as consequências da racionalização para as possibildades estéticas, de leitura e apreensão dos signos culturais.
PALAVRAS-CHAVE: INDÚSTRIA CULTURAL, LEITURA FÍLMICA, ALFABETIZAÇÃO VISUAL

 

TÍTULO: JUVENTUDE DE PERIFERIA, MÍDIA TELEVISIVA E LUTAS POR RECONHECIMENTO SOCIAL: TENSÕES E APROXIMAÇÕES.
AUTOR(ES): FERNANDA CARLA DE CASTRO
RESUMO:
Esta pesquisa se situa no campo da mídia e da educação e investiga como a juventude de periferia se vê representada pela TV, analisando de que forma jovens de camadas pobres de Belo Horizonte recebem quadros televisivos que tematizam a vida nas favelas e nos bairros periféricos. A partir de Minha Periferia e Central da Periferia, atrações exibidas pela TV Globo, pretende-se investigar que “leituras” os jovens fazem das produções, apresentadas por Regina Casé. A pesquisa está sendo desenhada com base nos discursos dos idealizadores e na recepção das atrações. A análise da apropriação dos quadros televisivos está sendo desenvolvida a partir da realização de grupos focais com jovens de camadas pobres. Como referencial teórico, são utilizados alguns fundamentos da sociologia da juventude, especialmente os estudos de Pierre Bourdieu (1983) e Juarez Dayrell (2002). Para analisar as estratégias discursivas das produções, o trabalho se baseia em Umberto Eco (1979), Roger Chartier (1990) e Norman Fairclough (2001). A investigação sobre a recepção será feita a partir dos estudos de Michel de Certeau (1994) e Jésus Martín-Barbero (2002). O objetivo é checar se há uma sintonia entre a representação televisiva do jovem de periferia e a recepção que esse público faz desse tipo de atração. Em um contexto mais amplo, a pesquisa tem a intenção de ampliar o debate sobre as lutas identitárias da juventude, apontando as formas como o jovem de camada pobre é tratado e as maneiras como ele gostaria de ser reconhecido socialmente.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA, EDUCAÇÃO, JUVENTUDE

 

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 10
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 17

TÍTULO: ENSINO DE LEITURA E CIBERCULTURA: UMA UNIÃO NECESSÁRIA
AUTOR(ES): FRANCIELA SILVA ZAMARIAM
RESUMO:
Uma pesquisa por amostragem, realizada com alunos da 8ª série de escolas estaduais (ZAMARIAM, 2008), revelou que o hábito e o gosto pela leitura praticamente não existem, não porque os jovens se dediquem totalmente ao computador e à Internet, mas porque o ensino de leitura é realizado, no ambiente escolar, de forma obsoleta, distante da realidade discente e, consequentemente, desestimulante. Por outro lado, uma pesquisa feita com professores da rede pública de educação, através do Projeto Letramento Digital do Professor de Língua Portuguesa (UEL, 2009), corroborou os resultados anteriores, pois os professores se mostraram usuários hábeis dos recursos tecnológicos, mas não adeptos destes recursos no exercício de sua profissão. Isso mostra que alunos e professores estão em desarmonia e o resultado de tal fato só pode ser negativo. Neste contexto, em que a relação leitura/cibercultura é aparentemente incompatível, a proposta desta comunicação é discutir algumas possibilidades metodológicas que aproveitem a tecnologia do século XXI para o ensino da leitura, pois só a inserção da cibercultura na sala de aula poderá ajudar o aluno a selecionar o que há de bom nas tecnologias, “projetando o olhar do indivíduo para outra direção, mas sem lhe negar as linguagens que o estão ‘educando’ fora do contexto escolar” (BRAGA, 2006).
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO, LEITURA, CIBERCULTURA

 

TÍTULO: ESCOLA E TELEVISÃO: REFLEXÕES SOBRE O PAPEL DAS NARRATIVAS NO PROCESSO FORMATIVO
AUTOR(ES): FRANCIELE ALVES DA SILVA
RESUMO:
Este trabalho tem como objetivo apresentar uma reflexão sobre a relação entre a produção cultural e a constituição do sujeito na contemporaneidade, a partir das influências das narrativas, tratadas aqui como instrumentos de formação social. Nossas análises buscam explicitar a necessidade de se pensar sobre as narrativas contemporâneas, estritamente marcadas pela tecnologia e pelo consumo, que vem provocando profundas alterações nas diversas instâncias sociais e nas interações cotidianas. Serão utilizadas como ponto de partida, as contribuições desenvolvidas em uma pesquisa etnográfica realizada com o intuito de se verificar o impacto das representações televisivas no universo estudantil do ensino médio. A investigação e reflexão sobre os discursos existentes (narrativas) se mostram importantes para demonstrar como tais discursividades interferem na formação da identidade e logo na constituição de hábitos sociológicos irracionais. Neste sentido, tais narrativas geram a naturalização de conteúdos sociais regressivos, caracterizados por estereótipos, pela repetitividade autoritária, por um consumismo reificado e pela passividade diante das contradições sociais. As reflexões sobre as implicações formativas dos conteúdos da mídia televisiva estão baseadas nas concepções teóricas dos pensadores frankfurtianos Max Horkheimer e Theodor W. Adorno, especialmente as categorias de indústria cultura e semiformação (Halbibildung). A concepção de narrativa formulada por Walter Benjamin articula o eixo de análise sobre o empobrecimento das narrativas midiáticas.
PALAVRAS-CHAVE: CONTRADIÇÕES SOCIAIS, MÍDIA, PADRÕES DE REPRESENTAÇÃO

 

TÍTULO: CARÁTER FORMATIVO DA LINGUAGEM HUMANA: O ESTUDO DE UM ANÚNCIO PUBLICITÁRIO
AUTOR(ES): GISELE RIZZON
RESUMO:
Segundo Vygostsky (1998), o ser humano se constitui por meio da linguagem. Bakhtin (2000), em seus estudos, considera que a linguagem humana é efetivada por meios de “enunciados”, sendo que estes são muito mais do que simplesmente signos lingüísticos, mas elementos portadores de significados, que se constituem no social, pela interação entre os sujeitos falantes. Tendo como âncora teórica reflexões desses autores, esta comunicação discute a complexidade da ação comunicativa, na medida em que ela não se restringe somente as categorias da linguagem falada ou escrita, mas a toda forma de interação humana, incluindo-se o campo da visualidade. Tais questões são discutidas, primeiro, por meio de reflexões que traduzem em que medida a linguagem está presente na vivência do ser humano, assim como a funcionalidade da linguagem em contextos sociais. Segundo, é abordada a importância que a ilustração, num texto impresso, desempenha para a comunicação humana. O ápice do texto está na análise de um anúncio publicitário, publicado em revista de circulação nacional. A partir desse anúncio, será explorado o significado da palavra escrita, assim como da imagem, conforme pressupostos teóricos construídos no decorrer do texto, discutindo a presença das duas linguagens como produtoras de sentido e de identidades sociais e, desse modo, como ações educativas.
PALAVRAS-CHAVE: LINGUAGEM, AÇÃO COMUNICATIVA, ANÚNCIO PUBLICITÁRIO

 

TÍTULO: A PRESENÇA DO ESCRITOR CRONISTA NA FORMAÇÃO DO JORNALISMO
AUTOR(ES): GLAUCO RODRIGUES CORTEZ
RESUMO:
A riqueza da crônica na mídia do Brasil pode ser medida não só pela qualidade de seus escritores, mas também pela intensa discussão sobre sua natureza, características e classificação. Parte importante dessa discussão está justamente na sua inerente navegação entre o jornalismo e a literatura. Já durante a consolidação da presença da crônica dentro da imprensa começam a surgir as intermináveis tentativas de se entendê-la conceitualmente. Isso, longe de ser um problema, demonstra inequivocamente a sua complexidade, ou seja, que não estamos diante de uma questão de fácil compreensão. Daí pode-se levantar algumas questões como: é possível se pensar hoje que há algo de estranho na presença do escritor na imprensa? Com o distanciamento de linguagem entre jornalismo e literatura e todo o processo de industrialização e profissionalização da atividade da imprensa, que resultou no que se tem atualmente, qual a função que desempenha um escritor dentro do ofício dos jornalistas? As questões são importantes, mas é necessário, para pensá-las, reconhecer a relação histórica muito próxima entre jornalismo e literatura. Na tradição da crônica brasileira está a presença do escritor que utiliza sua capacidade de ofício para a análise e narrativa de acontecimentos cotidianos, discorrendo de forma lírica, humorística e com certa liberdade diante das padronizações da linguagem. Essa tradição começou no século XIX, na origem dos jornais brasileiros. Diante dessa discussão, este trabalho busca mostrar a importância para o jornalismo da presença do escritor dentro das redações, principalmente com a sua função de cronista.
PALAVRAS-CHAVE: CRÔNICA, JORNALISMO, HISTÓRIA

 

TÍTULO: LEITURAS SOBRE DIVERSIDADE, DIFERENÇA E INCLUSÃO NA HISTÓRIA DE KIRIKU E A FEITICEIRA.
AUTOR(ES): GLORIA MARIA ANSELMO DE SOUZA
RESUMO:
Em um tempo presente, em que as diferentes linguagens adentram os cotidianos e que as aprendizagens mais e mais se constroem para além dos limites impostos pela educação formal institucionalizada, este trabalho, apresentado em forma de ensaio, procurar levantar indagações sobre as possíveis contribuições da história de Kiriku e a Feiticeira, apresentada em vídeo, para os processos de formação humana em suas multifacetadas possibilidades – educação escolar de crianças e jovens, formação de professores, fruição e lazer. Produzido a partir de um conto originário da África Ocidental, o vídeo aponta inúmeras possibilidades de leitura(s), por meio de pistas importantes que sinalizam para questões atuais como: valores civilizatórios, relações de poder, preconceitos, delineando várias táticas adotadas pelo pequeno Kiriku para superar as adversidades e restaurar a liberdade perdida por seus pares que residem na mesma comunidade. Um personagem de igual importância – a feiticeira Karabá – protagoniza com o pequeno menino uma intensa luta que tem como objetivo principal opressão e submissão dos habitantes do lugar. Poder? Submissão? Diferença? Tradição? Como tais conceitos urdem a trama, engendrando perdas, desencontros, desilusões, superações, esperanças? Esta é uma história que encanta diferentes gerações. Pode ser utilizada como possibilidade de fruição em contextos não formais ou, no cotidiano escolar, a partir do caráter pedagógico que traz consigo. É leve, sedutora e inteligente, desafiando a imaginação e os processos de criação de seus leitores. Afinal, o que mais podemos aprender com este instigante vídeo produzido por Michel Ocelot?
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA(S), DIVERSIDADE/DIFERENÇA, TRANSFORMAÇÃO SOCIAL.


SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 11
DIA: 21/07/2009 - Terça-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 22

TÍTULO: A INTERTEXTUALIDADE COMO ESTRATÉGIA CRIATIVA: UMA LEITURA DE TEXTOS PUBLICITÁRIOS
AUTOR(ES): GRAZIELA FRAINER KNOLL
RESUMO:
Como prática de interação social midiatizada, a atividade publicitária produz discursos e se materializa em textos geralmente polissêmicos, cuja pluralidade de sentidos que ecoam tem como propósito persuadir seus leitores consumidores. Em vista disso, como estratégia criativa, faz-se o uso de textos verbais e/ou visuais constituintes de dada esfera cultural que sejam reconhecíveis para os leitores. Em outras palavras, a intertextualidade aparece, na propaganda, como recurso de linguagem, evidenciando o caráter multifacetado e dialógico do discurso. Entende-se que a leitura de textos midiáticos, como o anúncio publicitário impresso, objeto empírico que abre à investigação um vasto rol de fenômenos observáveis e opções de análise, é sempre produtiva. Além disso, a reflexão sobre o processo de criação verbal é de grande relevância para os estudos lingüísticos e, especificamente, enunciativos. Portanto, a presente pesquisa é um estudo da enunciação, com fundamentação teórico-metodológica no dialogismo de Bakhtin, concepção que serve de embasamento ao conceito da intertextiualidade, sendo esse último termo introduzido por Kristeva. Como objetivos propostos, busca-se verificar ocorrências lingüísticas e visuais em textos publicitários impressos ditos intertextuais, descrever possibilidades de intertextualidade em termos de processos (estilização, alusão, citação ou paródia) e refletir a respeito da intertextualidade como estratégia criativa na publicidade. Constata-se que, se por um lado a atividade publicitária produz elementos que, com o transcorrer do tempo, integram-se à cultura popular, por outro lado, ela incorpora e ressignifica elementos da própria cultura que a permeia.
PALAVRAS-CHAVE: INTERTEXTUALIDADE, DIALOGISMO, PUBLICIDADE

 

TÍTULO: LEITURAS SOBRE NEUROCIÊNCIAS NA MÍDIA: CONSIDERAÇÕES PARA O ENSINO DE BIOLOGIA.
AUTOR(ES): GUILHERME TRÓPIA BARRETO DE ANDRADE
RESUMO:
Com o propósito de compreender alguns dispositivos discursivos de textos midiáticos, este trabalho analisa as condições de produção de sentidos e possíveis leituras que são veiculadas sobre Neurociências na mídia. Tenho como objeto de análise um site, www.cerebronosso.bio.br, que tem o objetivo de divulgar ao público leigo pesquisas recentes sobre Neurociências e fazer discussões de como esses conhecimentos podem ser aplicados no cotidiano das pessoas. Esse site é desenvolvido desde 1999 pela professora Dra. Suzana Herculano-Houzel e sua equipe do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. A partir de referenciais da Análise do Discurso de linha francesa, analiso um texto disponível no tópico “Vida em Sociedade” da seção “Neurociência do cotidiano” quanto às relações de sentidos no discurso midiático com o discurso científico e do cotidiano; o efeito de exterioridade do discurso midiático; e as leituras possíveis sobre os sentidos das Neurociências no cotidiano pelo o que é dito e não-dito. A partir dessas análises, aponto algumas considerações sobre o que se tem veiculado sobre Neurociências nas aulas de Biologia da Educação Básica; contribuições e limites dos recursos midiáticos para a discussão das Neurociências no ensino de Biologia; importância de trabalhar a questão da leitura de textos veiculados na mídia Neurociências no ensino de Biologia, problematizando os possíveis efeitos esentidos e produzidos entre os sujeitos escolares e as mídias.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSOS MIDIÁTICOS, NEUROCIÊNCIAS, ENSINO DE BIOLOGIA

 

TÍTULO: LEITURA DE GÊNEROS DISCURSIVOS MULTIMODAIS EM LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA
AUTOR(ES): HEITOR GRIBL
RESUMO:
Este trabalho visa apresentar as reflexões realizadas durante a pesquisa de mestrado sobre os limites e as fronteiras dos termos “multimodalidade“ e “multissemiose“ ao investigar materiais impressos em um enfoque enunciativo-discursivo sobre as propostas de leitura de textos verbais e não-verbais em Livros Didáticos de Língua Portuguesa que participaram da avaliação do PNLD/2008. A apresentação é baseada na pesquisa sob o título: “Atividades de Leitura de Textos em Gêneros Multi- e Intersemióticos em Livros Didáticos de Língua Portuguesa“. Consoante aos interesses da Linguística Aplicada, as questões investigadas neste trabalho estão relacionadas à seleção da coletânea de textos das coleções voltadas à comunidade escolar e à abordagem pedagógica que os LDP oferecem nas atividades de leitura de textos multi- e intersemióticos, além da investigação das diferentes estratégias didáticas oferecidas/favorecidas nas seções de leitura desses gêneros. Considerando que as coleções didáticas têm utilizado maior quantidade de imagens a partir dos avanços tecnológicos referentes aos recursos gráficos e seu barateamento na impressão em cores, é preciso investigar quais imagens têm sido escolhidas para compor a antologia de textos dos LDP e qual tem sido o uso didático destas imagens articuladas com o aprendizado de leitura. Sabe-se que o termo “multimodalidade“ está bastante difundido em trabalhos acadêmicos para referir-se aos estudos que envolvem textos verbais escritos e imagens, entretanto, o termo ainda carrega consigo a herança teórica da dicotomia entre modalidades (advindas da oral-escrita, por exemplo). No entanto, estabelecer relações de sentido entre dois ou mais sistemas sígnicos/simbólicos pode também ser tratado como multissemiose, como alguns trabalhos fazem (Xavier, 2004, por exemplo). Para definir, assim, quais semioses e quais linguagens estão envolvidas nas coletâneas de Livros Didáticos de Língua Portuguesa, cabe discutir os prefixos uni-, multi-, inter-, baseado na tese de Buzato (2007) e para discutir modalidade e semiose, baseio-me em Barthes (1961, 1964), Santaella (2001), Kress (2003) e Lemke (2002).
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, MULTIMODALIDADE, LIVRO DIDÁTICO

 

TÍTULO: REPRESENTAÇÕES IDENTITÁRIAS NA PROPAGANDA: O EROTISMO COMO PRODUTOR DE SENTIDOS.
AUTOR(ES): HELIO DE OLIVEIRA
RESUMO:
Para o analista de discurso, “transver o mundo” significa estar atento às formas com que o homem, através da linguagem, cria representações de si mesmo, do mundo e do outro, produzindo efeitos de sentido. Considerando-se a propaganda – enquanto construção lingüística – como uma das formas em que essas representações estão inseridas, e levando-se em conta o erotismo como produtor de sentidos, o presente trabalho analisa peças publicitárias veiculadas em revistas nacionais nos anos de 2006-2008, em especial, as de forte apelo erótico. Adotando como teoria de apoio a Análise de Discurso de linha franco-brasileira, questiona como representações identitárias são construídas nessas propagandas. São operados na pesquisa os conceitos de formação discursiva e ideológica, discurso, sujeito e identidades, as relações do dito com o não-dito, além de, conjuntamente, a análise da parte não-verbal – as fotos e as ilustrações – que comumente compõem as peças publicitárias e a articulação entre as partes não-verbal e verbal. Segundo a teoria intersemiótica de Maingueneau (1984), a prática discursiva não integra apenas enunciados, podendo integrar também diversos domínios semióticos, tais como fotos, quadros, obras musicais etc. É, também, tarefa do analista realizar leituras críticas e reflexivas que não reduzam o discurso a análises de aspectos puramente lingüísticos nem o dissolvam em considerações ideológicas.
PALAVRAS-CHAVE: PROPAGANDA, IDENTIDADE, ANÁLISE DE DISCURSO

 

TÍTULO: VÍDEOS@JUVENTUDES.BR: VÍDEOS E JOVENS EM CENA
AUTOR(ES): HELOISA HELENA OLIVEIRA DE MAGALHÃES COUTO
RESUMO:
O horizonte das investigações que empreendo é a constituição de novas maneiras de aprender e de conviver vis-à-vis à constituição de um mundo digital e ao fomento da cultura da convergência. Duas questões guiam a exploração: pensar a produção cultural audiovisual e pensar novos modos de produção e de transmissão do saber. Acreditamos que a mudança tecnológica tem papel significativo na mudança cultural, mas não cremos em determinismo tecnológico. Um primeiro fio articulou, em pesquisa qualitativa, vídeos disponibilizados no YouTube e as práticas culturais dos jovens e arquitetou uma ponte com a educação. Partimos do princípio de que os jovens e suas produções são interdependentes, refletem uma visão de mundo. Essa experimentação estética, muitas vezes precária, inacabada, é lugar de constituição de subjetividade, mas é tomada, também, para a narratividade do contemporâneo. A condição juvenil tem especificidades próprias do momento histórico em que se constitui. A inovação tecnológica tem aproximado jovens de mundos distintos (Novaes, 2006), ampliado possibilidades de comunicação, de criação, de escolhas, também para aquele que vive em tempo de decisões para o futuro e de construção de identidades. Muitos jovens, mas não todos, porque são muitas as juventudes, parecem bastante ocupados em seu tempo livre como produtores de bens culturais. Com a contribuição de teóricos e a partir da análise de sites, de vídeos e entrevistas, entendemos que os vídeos compartilhados têm sido usados como facilitadores de trocas, como uma forma de comunicação. E não são ignorados. Até porque interagir é ser capaz de produzir seus próprios sentidos e significados, é ser também co-autor. Somente assumindo um uso crítico e criativo dos meios e tecnologias audiovisuais e telemáticos é que a escola pode hoje interessar a juventude. O que está em jogo é uma nova sensibilidade produzida a partir da operação, interação e conexão midiática (Barbero, 2006).
PALAVRAS-CHAVE: VÍDEO, INTERNET, JUVENTUDE

 

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 12
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 13

TÍTULO: “UM ESPECTRO RONDA A ESCOLA - O ESPECTRO DA BANDA LARGA...“
AUTOR(ES): HENRIQUE GARCIA SOBREIRA, FELYPE LOPES BASTOS, JAIRO VANUCI FREITAS FILHO, PAULA ANDREA MORRONE ARAGÃO DE MOURA, RODRIGO MESQUITA DA SILVA
RESUMO:
Desde 2007 uma nova questão foi introduzida na pesquisa “Formação de Professores: para onde vamos?”: o grande número de estudantes de Pedagogia que chegava à Universidade com habilidades em informática, em navegação na internet e na geração de material audiovisual. Essa demanda exigiu que novos temas se associassem aos estudos sobre auto-reflexão como processo de formação que estavam sendo exercitados. O passo que está sendo dado na pesquisa diz respeito às possibilidades da utilização dos equipamentos de gravação e de transmissão de sinais de áudio e de vídeo por meio da internet como alternativas de Formação, a partir do contexto determinado pelo “acesso de massa” a novos modos de produção, gravação e transmissão de conteúdo audiovisual. As atividades e os resultados da pesquisa revelam uma série de efeitos subjetivos entre os “habitantes” desses cursos que passam ao largo da pesquisa nesse campo. Utilizamos esses efeitos subjetivos (ou de subjetivação) como fonte para o estudo de elementos a serem introduzidos no processo de auto-reflexão sobre as experiências escolares pretéritas de escolarização (forma de currículo alternativo da educação do educador). Há, em curso, aceleradas mudanças no tecido social, determinadas pela disseminação do acesso às tecnologias de comunicação. Se há poucos anos o discurso sobre “exclusão digital” ainda fazia sentido, hoje nos deparamos com uma realidade mais complexa, mais contraditória. Um mais distribuídos “bens” da atualidade passou a ser a “capacidade de download” (esfera do consumo). Mas parte da oferta (blogsfera, MySpace, Twiter etc.) sugere que a demanda dos que almejam emancipação pode ser o desenvolvimento da “capacidade de upload”. A responsabilidade por “resolver” tal situação não pode ser atribuída exclusivamente à escola, à educação escolar e ao professor. Mas esses lugares e pessoas precisam investir na criação de novas formas de leitura e de escritura dessa realidade.
PALAVRAS-CHAVE: MIDIAS DIGITAIS, TV POR IP, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

TÍTULO: DISCURSOS DE ASTROBOY: DISCURSOS DE ASTROBOY: MEMÓRIA E CORPO INORGÂNICO
AUTOR(ES): HERTEZ WENDEL DE CAMARGO, CELSO MOREIRA DE MATTOS
RESUMO:
A proposta deste artigo é analisar como o desenho animado Astroboy pode ser utilizado em sala de aula. Para isto, partiu-se de um referencial teórico sobre mídia e educação, com ênfase no poder de sedução da linguagem televisual e da nova cultura oral. O desenho animado pode ser visto de diversas formas: como artes visuais, sua estética e técnica podem ser o mote para uma aula sobre a história da arte. Como produto cultural, sua interfaces com a literatura, o cinema e as histórias em quadrinhos fornecem um rico material a ser explorado na área de mídia-educação. No caso de Astroboy, este trabalho propõe uma leitura sobre memória, tecnologia e o pós-orgânico como uma das formas de uso deste desenho com recurso pedagógico para discutir temas relevantes e presentes na sociedade contemporânea. É importante ressaltar que este desenho, como qualquer outro produto midiático, permite várias leituras. Entretanto, nossa proposta é fazer uma análise destacando aspectos discursivos de Astroboy que consideramos pertinentes a uma época em que a tecnociência ganha espaço na mídia e exerce fascínio sobre os jovens. A escolha do desenho animado se justifica por ser um dos produtos da cultura pouco valorizados pelos educadores, apesar de estar muito presente na televisão e na vida cotidiana especialmente das crianças. Outro objetivo deste estudo é mostrar que por trás da aparente inocência do desenho animado podem-se esconder questionamentos que desafiam a nossa compreensão do mundo. É a partir desta e de outras leituras que vamos possibilitar uma visão mais crítica e educativa dos produtos midiáticos.
PALAVRAS-CHAVE: DESENHO ANIMADO, EDUCAÇÃO, MÍDIA

TÍTULO: OS SIGNIFICADOS DO TERMO TECNOLOGIA NOS PCNEM
AUTOR(ES): ISABEL CRISTINA DOS SANTOS ROSSINI
RESUMO:
Este trabalho se insere na pesquisa Os significados do termo tecnologia nos PCNEM (Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio), desenvolvido na Unesp de Rio Claro sob orientação da Professora Doutora Márcia Reami Pechula. Nas primeiras leituras desse documento, já foi possível apontar alguns indícios dos pressupostos presentes de maneira intrínseca ao termo tecnologia nos PCEM, tais como a técnica, a linguagem e características socioculturais. Investigando alguns desses significados pertinentes, foi possível assemelhar o termo tecnologia dos PCNEM ao que muitos autores chamam de midiatização ou médium, ou seja, predicados da linguagem inseridos na mídia. Isso foi possível porque para alguns autores (Sodré, 2002, Silverstone, 2002, Santaella, 1996, Belloni, 2001) existe a idéia de que mídia não é só a técnica, ou instrumento, mas que ela acopla essa definição técnica ao campo comunicacional, pois a mídia foi e é produzida socialmente e, assim, não é considerada, por esses autores, apenas como uma visão técnica. Essa diferenciação da técnica pode ser percebida nos PCNEM de ciências humanas, quando os elaboradores desse documento propõem o questionamento do uso da tecnologia, suas implicações na sociedade, sua interferência no ensino e suas conseqüências para o grupo humano que vive num meio permeado pelas tecnologias. Dessa maneira, a presente pesquisa se propõe a procurar os fundamentos epistemológicos de um termo como a tecnologia, baseando-se nas propostas e significados intrínsecos aos PCNEM.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA, TECNOLOGIA, PCNEM

 

TÍTULO: NAVEGAR NOS MARES DA BLOGOSFERA É PRECISO: TEXTOS, CONTEXTOS E INTERTEXTOS DO USO DE BLOGUES NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): IVANILDO AMARO DE ARAUJO
RESUMO:
Os avanços tecnológicos que vivenciamos neste século XXI impõem uma serie de exigências para a educação e, mais detidamente, para a formação de professores, tendo em vista que se faz necessário que o docente as domine e as utilize com a intenção de ampliar o arcabouço de recursos linguísticos e cognitivos rumo ao desenvolvimento das aprendizagens dos alunos. Muitos acreditavam que a inserção de novas tecnologias reduziria os processos de leitura e escrita. Temos visto, entretanto, um movimento contrário. Elas invadem nosso cotidiano e, mesmo que ainda não estejam plenamente presentes em nossas escolas públicas, é crucial que nossos professores sejam formados para lidar com essas inovações tecnológicas. O objetivo da comunicação é apresentar uma experiência de formação de professores da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, unidade da UERJ em Duque de Caxias-RJ, no contexto da disciplina Tendências Atuais do Ensino de Língua Portuguesa em que o blog está sendo utilizado com o objetivo de levar os graduandos do curso de Pedagogia a manusear múltiplas ferramentas tecnológicas, proporcionando a expressão linguagens diferenciadas e a evidência de aprendizagens múltiplas; relacionar a integração entre teoria e prática no âmbito do ensino da língua materna; evidenciar processos de aprendizagem relativos aos conhecimentos específicos da disciplina Tendências Atuais do Ensino de Língua Portuguesa–Educação Infantil; sistematizar as produções para evidenciar os progressos nas aprendizagens, articulada com a prática cotidiana da escola. No contexto da sociedade da informação, torna-se relevante formar os professores para que possam dominar as novas tecnologias da informação e comunicação, ou seja, as mídias, a fim de utilizá-las na escola de forma criativa, crítica e competente. Este texto objetiva, portanto, refletir sobre as inter-relações entre formação de professores e as mídias, por meio da utilização dos blogs, discutindo seus textos, contextos e intertextos no mundo da blogosfera.
PALAVRAS-CHAVE: TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, MÍDIAS

 

TÍTULO: LEITURA LITERÁRIA E JORNALÍSTICA NO PROCESSO DE CONSTITUIÇÃO DO LEITOR
AUTOR(ES): IVANIR MACIEL ORTIZ
RESUMO:
Este texto se propõe a analisar o processo de constituição do leitor na relação com a leitura literária “As aventuras de Pinóquio” e a leitura de charges sobre fatos políticos. A leitura de um capítulo da história por dia revelou que a recepção e escuta dos alunos surpreendia, o que provavelmente foi possibilitado pela riqueza textual da narrativa literária. Durante a leitura do livro, o “Jornal de Santa Catarina”, disponível ao público leitor do Estado, publicou uma charge com o personagem Pinóquio. Foi proposto aos alunos a leitura da imagem esboçada na charge para que estabelecessem possíveis relações com o texto literário. Motivados com a leitura da realidade, entremeada com a leitura do texto, os alunos se sentiram mobilizados a objetivar artisticamente suas reflexões: criaram charges e textos que justificavam a própria criação. O texto literário e o texto jornalístico desvelaram a leitura do contexto social. A experiência ocorreu em 2005 entre uma professora e seus alunos da 1ª série do ensino básico de uma escola pública. Passados três anos, reuniu-se esses alunos com o propósito de revisitarem o material documental referente ao trabalho, bem como suas falas atuais sobre o mesmo. Os dados foram analisados a partir dos referenciais de Lev S. Vygotski e Mikhail Bakhtin. Diante destas análises conclui-se que a leitura da palavra, da imagem e da realidade constituiu leitores da arte contextualizados pela realidade.
PALAVRAS-CHAVE: LEITOR, LITERATURA INFANTIL, CHARGES POLÍTICAS

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 13
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 13

TÍTULO: TVS REGIONAIS: UMA LEITURA DA PROGRAMAÇÃO FEITA POR GRUPOS DA TERCEIRA IDADE
AUTOR(ES): IVETE CARDOSO DO CARMO ROLDÃO
RESUMO:
No Brasil, é pequena a participação da sociedade em iniciativas que acompanhem e fiscalizem a programação das emissoras de Televisão. Isso ocorre pela falta de discussão da mídia em espaços nos quais ela poderia ocorrer, como as igrejas, escolas, sindicatos e associações comunitárias em geral. Por outro lado, o mercado publicitário é dominado pela televisão aberta e as TVs regionais também são regidas pela lógica mercadológica, interessando, portanto, ter um amplo território de abrangência para a comercialização de seus programas. Sem perder de vista esta lógica própria da nossa sociedade, busca-se questionar neste trabalho a possibilidade de se fazer uma TV regional que possa estar mais próxima da comunidade, já que a concessão de uma emissora deve ser considerada um bem público. Tal estudo parte do princípio defendido por Silverstone (2002) de que nós, pesquisadores da área de comunicação, precisamos romper a fronteira que separa a academia do mundo concreto. Assim, a proposta é verificar, utilizando-se da técnica de grupos focais (CRUZ NETO, 2002), com dois grupos de terceira idade, formados por pessoas que já participam das atividades de Extensão desenvolvidas pela PUC-Campinas, em que medida o projeto de programação das emissoras de TV regionais atende aos interesses desses cidadãos. Essa técnica permite trabalhar com a leitura e reflexão expressa através da fala. Os participantes apresentam e debatem suas impressões sobre o tema em curso, a partir de um roteiro organizado. As três emissoras de TV regionais com concessão registrada em Campinas e retransmissoras de redes nacionais são a EPTV (afiliada da Rede Globo), a TV Brasil (afiliada do SBT) e a TV Bandeirantes de Campinas. A realização dos grupos focais possibilitou elaborar uma reflexão acerca da relação dessas emissoras de TV regionais com um setor importante da comunidade, que é a terceira idade. Palavras chave: televisão, cidadania , programação.
PALAVRAS-CHAVE: TELEVISÃO, CIDADANIA, PROGRAMAÇÃO

 

TÍTULO: LEITURAS DE ROMANCES NA REDE
AUTOR(ES): IZA TEREZINHA GONÇALVES QUELHAS, GABRIEL DA MATTA
RESUMO:
LEITURAS DE ROMANCES NA REDE Iza Quelhas (Prof.Adjunto, FFP-UERJ) Gabriel da Matta (Bolsista PIBIC-UERJ, graduando Letras FFP-UERJ) Nosso trabalho compreende o caráter radicalmente enunciativo da linguagem, na via dos estudos da Sociocrítica, em que o dito e o dizer, o texto e o contexto são indissociáveis (MAINGUENEAU, 2001, p. 16). Trata-se do que C.Duchet define como uma “poética da socialidade” (Idem); conjunto de mediações que “permitem pensar qualquer texto, qualquer sistema discursivo como objeto social, sem, contudo conduzi-lo ao ‘reflexo’ (...)” (R. Robin; M. Angenot apud MAINGUENEAU, 2001). Não se trata de uma sociologia da recepção do texto literário, mas sim da socialização (interação, comentários e sugestões de leituras, por ex.) de textos literários, tendo como veículo a internet e as comunidades virtuais. Uma das marcas do atual momento investigativo é o de nos determos nas leituras realizadas e comentadas em sites específicos na internet, em torno de autores ou de leituras de romances, por exemplo. Nossa comunicação focalizará, no contexto das comunidades virtuais e da rede (LÉVY, 1999): a) identificar a dinâmica do processo de recepção, leitura e apropriação; os efeitos do texto produzidos no leitor (ISER, 1996, 1999; CHARTIER, 1996, 2001), seu aspecto multidimensional (a elocução, a cultura, os contextos compartilhados), das práticas de tais leitores; compreensão do processo - marcas de continuidade e de rupturas - com um modo de ler internalizado (desde o aprendizado escolar?); b) avaliar se tais leituras possibilitam formas de sociabilidade, de autoconhecimento e de felicidade interativa, no êxito de processos de compreensão e colaboração.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA , INTERAÇÃO , CULTURA ESCRITA

 

TÍTULO: A LEITURA EM SALA DE AULA DO GÊNERO MANUAL DE INSTRUÇÃO ON-LINE E IMPRESSO.
AUTOR(ES): JACYANA MARIA ARAGÃO MARTINS DA COSTA, DANIELA DA SILVA SANTOS
RESUMO:
O presente artigo tem como objetivo apresentar uma proposta discursiva de leitura do gênero manual de instrução on-line e impresso em sala de aula. Nesse sentido, a pesquisa embasa-se nas postulações de Cardoso (1999), por indicar os elementos indispensáveis ao discurso, levando em consideração o sujeito enunciador. Fundamenta-se ainda em Lopes-Rossi (2006) e Motta-Roth (2006), autoras que abordam gêneros textuais e sua eficácia no ensino de leitura em sala de aula, proporcionando ao professor a reflexão sobre sua prática pedagógica, mostrando que é possível adequá-la para um melhor ensino-aprendizagem. Partindo desses pressupostos, são observadas as condições de produção do discurso de cada texto, estabelecendo-se um comparativo entre os manuais, nos seus aspectos composicionais em função dos seus aspectos discursivos. Dessa análise, é possível constatar que os manuais de instrução selecionados apresentam estruturas com categorias similares, são topicalizados e possuem uma linguagem caracterizada por termos técnicos. Contudo, os locutores, os interlocutores e o contexto de circulação se diferem. Além disso, o manual on-line admite uma interação com o interlocutor que o impresso não permite. Assim, com base em tais análises, busca-se apresentar uma proposta de atividade de leitura que permita ao aluno atentar para os aspectos estudados, oferecendo, desse modo, subsídios aos professores para o fazer pedagógico em sala de aula.
PALAVRAS-CHAVE: GÊNEROS TEXTUAIS, CONDIÇÕES DE PRODUÇÃO DO DISCURSO, LEITURA

 

TÍTULO: O CINEMA EM SALA DE AULA: ENTRETENIMENTO PASSIVO OU DIFUSÃO DE IDÉIAS
AUTOR(ES): JAIDER FERNANDES REIS
RESUMO:
Este artigo tem por objetivo tecer algumas considerações sobre o uso do cinema em sala de aula. A leitura de textos audiovisuais requer a aproximação de um conjunto de conhecimentos complexos e abrangentes sobre diferentes abordagens analíticas, além da necessidade de conhecimentos prévios sobre a linguagem fílmica, seus gêneros, sua história, técnicas e meios de produção. Então como lidar com o cinema sem que ele resulte em entretenimento passivo? E como transformá-lo em um difusor de idéias? Sabe-se que o cinema é uma ferramenta muito utilizada por vários educadores no ambiente escolar, em diversas disciplinas, mas nem sempre esse recurso pedagógico é usado de forma a conseguir resultados eficientes. Desde sua origem, o cinema compreende uma infinidade de temas registrados por meio da imagem em movimento, por isso não há nenhuma novidade em afirmar que a sétima arte é mais do que um objeto estético, já que suas especificidades o transformam em uma linguagem de formação. A linguagem audiovisual exige diversas habilidades do aluno e a elaboração de uma boa estratégia de leitura por parte do professor. Sendo assim, é preciso que o educador repense seus procedimentos ao utilizar o cinema em sala de aula, pois seu uso como prática educativa desenvolve a leitura crítica não só das temáticas abordadas pelos filmes, mas também dos recursos visuais que o circundam.
PALAVRAS-CHAVE: CINEMA , LEITURA, LINGUAGEM

TÍTULO: REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS: O PERFIL DO NOVO HOMEM
AUTOR(ES): JANAÍNA FERNANDES POSSATI
RESUMO:
Antigamente, quando se falava em gênero masculino e feminino, o que vinha à mente das pessoas era a imagem tradicional de homens e mulheres e a eterna disputa entre os dois sexos. Com o passar dos anos, essa imagem que aprisionava ambos foi se transformando de acordo com as mudanças históricas, sociais e culturais, deixando para trás conceitos ultrapassados como a questão do “sexo frágil“ e a famosa “guerra dos sexos“. A mulher destacou-se e o homem também iniciou a busca por uma nova identidade. Hoje, a vaidade masculina e a aparição de diferentes tipos de homens mudam o foco das representações, sobretudo no discurso midiático. Pesquisas recentes tentam decifrar a nova identidade dos representantes do masculino e as formas como a sociedade contemporânea vê as alterações em relação aos conceitos tradicionais. Este trabalho analisa o perfil do novo homem, retratado cada vez mais pela mídia mundial. Verifica, sob o suporte técnico da Análise do Discurso de linha francesa, como a questão da vaidade masculina, antes negada e desprezada, tornou-se um ponto crucial quando o assunto é o bem-estar do homem moderno. Por meio da análise de anúncios publicitários publicados na revista “Men’s Health“, de 2007 a 2008, investigou-se como os recursos lingüísticos e a imagem visual retratam os homens da atualidade, relacionando-os às mulheres e à maneira como ambos são mostrados no discurso publicitário.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO, GÊNERO, MASCULINO

 

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 14
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 14

TÍTULO: HABILIDADES DE LEITURA E NOVAS TECNOLOGIAS AUDIOVISUAIS
AUTOR(ES): JEOSAFÁ FERNANDEZ GONÇALVEDS
RESUMO:
No mundo atual, os parâmetros da globalização têm a pretensão de moldar as normas do viver e do conviver das sociedades, com propósito de uma interação mundial bastante particular e cujos efeitos vamos conhecendo mais ampla e profundamente nestes anos 2000. Parte essencial dessa mundialização, as novas tecnologias da comunicação, propiciadoras de acesso imediato às informações e ao entretenimento numa abundância nunca suspeitada, exercem papel predominante nessa instantânea interação, ao mesmo tempo fascinante e desafiadora. Todavia, essa interação tem sido feita no mais das vezes sob expectativas de sérios prejuízos para experiências essenciais ao espírito humano em âmbitos locais, comunitários, nacionais e mesmo globais, do que tem resultado, para estes lados do Ocidente, uma padronização cultural emprobrecedora, orientada para o consumismo desenfreado, alienado e anulador de identidades legítimas, de diversidades sociais, culturais e simbólicas e, no limite, de direitos fundamentais da cidadania. Em Confissões de Minas (Andrade, Carlos Drummond de. Col. Joaquim Nabuco. Dir. Álvaro Lins. 1 ed. Rio de Janeiro. Ed. América, 1944.) um Drummond ainda moço, algo irônico e ressentido, acusa o surgimento do cinema como razão do desaparecimento de grupos amadores de teatro de Itabira, não sem antes sugerir seu amor de fã por Greta Garbo – em seu último livro o poeta retorna a esse amor sem qualquer complexo de culpa. Mas o cinema não extinguiu o teatro (o mesmo se disse da tevê em relação a ele) e se este último enfrenta crises permanentes no Brasil, tanto quanto, a bem da verdade, toda produção cultural brasileira, isso tem mais a ver com a dinâmica do próprio setor e suas relações com a sociedade e com o Estado do que com qualquer suposta concorrência predatória entre artes e mídias.
PALAVRAS-CHAVE: HABILIDADES DE LEITURA, LEITURA E AUDIOVISUAL, AUDIOVISUAL E PROCESSOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM

TÍTULO: POSIÇÕES DISCURSIVAS: UMA ANÁLISE SOBRE AS REPRESENTAÇÕES DO NORDESTINO NA REVISTA VEJA EM CONTASTE COM O DISCURSO POPULAR DE PATATIVA DO ASSARÉ.
AUTOR(ES): JÉSSICA JULIANA RUFINO
RESUMO:
Este trabalho, que se inscreve no projeto “O domínio textual em atividades de análise lingüística, leitura e produção escrita”, sob coordenação da profa. Regina Célia de Carvalho Paschoal Lima, UNIFEOB, examina os textos “Nordestino sim, nordestinado não”, do repentista e cordelista Patativa do Assaré, e “Reféns do assistencialismo”, publicado pela Revista Veja, em 16 de agosto de 2006, pág. 60-1, com o objetivo de detectar as posições discursivas em que se encontram os enunciadores de ambos os textos através da imagem que tecem do povo nordestino.
Com base na teoria de Análise do Discurso de filiação francesa, sobretudo dos autores M. Foucault e M. Pêcheux, aplica os conceitos enunciado/ enunciação, condições de produção, esquecimento, relações de força, relações de sentido, antecipação, formações imaginárias, formações discursivas, ideologia e sujeito. E através desses conceitos revela que, como afirma Foucault (1998), aquilo que é novo não está no que é dito, mas no acontecimento a sua volta, pois através do contraste entre o discurso da mídia, revista Veja, e do povo, Patativa do Assaré, encontramos vestígios do já-dito naquilo que está sendo pronunciado, ou seja, a palavra nordestino não é nova, faz parte da memória discursiva dos sujeitos, porém as inúmeras significações dadas a ela são decorrentes das situações de enunciação em que a mesma é utilizada. Os resultados obtidos são contrastados e suas proximidades e diferenças são apontadas e discutidas, descrevendo-se os dois tipos de imagens discursivas do nordestino inscritas no enunciado de Patativa do Assaré, e confrontando-as com a imagem negativa do povo do nordeste criada na publicação da Revista Veja.
PALAVRAS-CHAVE: ANÁLISE DO DISCURSO, IMAGEM DISCURSIVA DO NORDESTINO, POSIÇÕES DISCURSIVAS

 

TÍTULO: GÊNEROS TEXTUAIS: A CONTRIBUIÇÃO DO TEXTO JORNALÍSTICO, PARA O ENSINO DE LEITURA E PRODUÇÃO TEXUAL.
AUTOR(ES): JOANA DARC DE OLIVEIRA CANÔNICO
RESUMO:
Joana D’arc de Oliveira Canônico Faetec: Fundação de Apoio à Escola Técnica/RJ O presente trabalho tem por fim a análise de textos jornalísticos, considerando-os partes integrantes do discurso jornalístico, em que diferentes modelos discursivos são organizados, para satisfazer os objetivos comunicacionais do jornal. O jornal escrito trabalha com diferentes gêneros e tipos de textos, o que o torna material exemplar, para a concretização de teorias textuais, ensinadas em aulas de redação. Além disso, por ser um modelo de texto do presente, possibilita o ensino da língua em funcionamento. O trabalho será dividido em duas etapas: na primeira, pretende-se discutir a diferença entre tipologia e gênero textual, assim como o conceito de domínio discursivo, tendo como referência a posição defendida por Marcuschi em Gêneros textuais: definição e funcionalidade, in: Gêneros Textuais e Ensino/Lucerna/2002. Em seguida, abordaremos o texto jornalístico e suas caracteríssticas de linguagem; o gênero jornalístico; o jornal e os diferentes tipos de textos. Na segunda parte do trabalho, aplicaremos a teoria abordada em modelos de textos jornalísticos. Objetiva-se, com o estudo, apresentar a visão de Marcuschi sobre a controversa questão da tipologia e gêneros textuais e demonstrar as especificidades de linguagem e diversidade de gêneros e tipologias com que trabalha o jornal escrito. A intenção final é oferecer subsídio para o ensino de leitura e produção textual, em sala de aula, visto que ensinar a ler e escrever deve ser prioridade das aulas de Português.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO, TEXTO JORNALÍSTICO, LEITURA

TÍTULO: IDENTIDADES JUVENIS E CIBERCULTURA
AUTOR(ES): JOÃO PAULO POOLI, EDGAR ROBERTO KIRCHOF
RESUMO:
O artigo consiste na análise de textos de redação sobre o tema “Internet”, produzidos por alunos vinculados ao projeto Cursos Populares ENEM, na cidade de Canoas, RS, realizado pela PRODIC (Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional e Comunitário da ULBRA), no segundo semestre de 2007. Tais redações constituem um corpus privilegiado para analisar a maneira como as identidades juvenis, na contemporaneidade, são constituídas também a partir do uso de tecnologias digitais. As redações aqui analisadas são compreendidas como “sistemas de representação” específicos, capazes de revelar alguns modos como os jovens compreendem as transformações por que passa a sua própria identidade, na medida em que se inserem na cibercultura. Em outros termos, a análise das redações da prova simulada do ENEM sobre a questão da Internet permite perceber a maneira como um grupo juvenil específico de periferia urbana tem se apropriado (ou não) da tecnologia digital, bem como a maneira como esse mesmo grupo tem se apropriado dos discursos que circulam em torno dessa tecnologia. Tomando como fundamento teórico os Estudos Culturais, o artigo inicia discutindo os conceitos de identidade, cibercultura e educação, para, em seguida, analisar o modo como as redações permitem perceber a maneira como a formação de novas identidades juvenis está associada à cibercultura. Nesse contexto, são utilizados, entre outros, autores como Stuart Hall, Pierre Levy, Kathrin Woodward, Nestor Canclini e Roger Chartier.
PALAVRAS-CHAVE: IDENTIDADES, JUVENTUDE, CIBERCULTURA

 

TÍTULO: TECNOLOGIAS E MÍDIAS INTERATIVAS NA ESCOLA: REFLEXÃO-FORMAÇÃO-AÇÃO DE PROFESSORES
AUTOR(ES): JOÃO VILHETE VIEGAS D’ABREU
RESUMO:
As tecnologias interativas tanto quanto as mídias digitais são, na maioria das vezes, objetos de consumo e não de uso pedagógico-educacional. Essa situação se agrava quando se trata de ensino público no qual, vias de regra, os alunos oriundos da camada social menos favorecida têm mais dificuldade de acesso aos recursos tecnológicos digitais. Este trabalho orienta-se pelo desenvolvimento de um projeto de pesquisa, denominado Tecnologias e Mídias Interativas na Escola – TIME, em curso, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Estado de São Paulo – FAPESP, integrando o Núcleo de Informática Aplicada à Educação – NIED/UNICAMP e escolas públicas do Município de Hortolândia – SP. No trabalho em questão, os sujeitos de pesquisa são professoras e suas práticas de apropriação e compartilhamento de seus saberes, no uso de recursos midiáticos, junto aos alunos do ensino fundamental I. O objeto de estudo é a formação-na-ação das professoras que se deu em 03 instantes diferentes. O primeiro, no momento de implantação do projeto nas escolas em 2007, formação realizada somente pelos pesquisadores da universidade. O segundo, realizado no início do ano letivo de 2008, quando novas professoras foram integradas ao projeto em função da desistência de outras. Nessa fase, algumas professoras que iniciaram o projeto em 2007 já atuaram como auxiliares no processo de formação de suas colegas. E, o terceiro, em 2009, quando seis novas professoras integraram o projeto, sendo formadas por duas colegas que permaneceram desde o início do mesmo. A formação destas tem sido um processo cíclico incremental no qual se pode perceber aprimoramento, confiança e melhoria na forma de atuar. Diversas atividades como pequenos documentários em CD e DVD, foram desenvolvidos pelas professoras junto a comunidade, focando questões ambientais, poluição, desenvolvimento sustentável e cidadania, dentre outros temas atuais, motivos de preocupação da sociedade como um todo.
PALAVRAS-CHAVE: PROFESSORES, MÍDIAS, FORMAÇÃO-NA-AÇÃO

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 15
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 14

TÍTULO: CONSIDERAÇÕES SOBRE OS EFEITOS DE SENTIDO DA FOTOGRAFIA NAS PÁGINAS DO BRASIL DE FATO
AUTOR(ES): JONATHAN RAPHAEL BERTASSI DA SILVA
RESUMO:
Neste trabalho, buscamos refletir sobre a fotografia jornalística e o modo como ela faz circular efeitos de sentido nas marcas ideológicas de enquadramento, luz, ângulo, plano da imagem. Observamos que o registro imagético, ao ser construído de uma forma, silencia outras possibilidades de documentar e preservar o referente em um movimento que instala certos efeitos de sentido em detrimento de outros. Partimos, para realizar as análises e o desenvolvimento teórico, dos conceitos da Análise do Discurso de matriz francesa, bem como teóricos da fotografia, levando em conta os estudos sobre a imagem fotográfica e suas particularidades na circulação de sentidos, sua composição e estrutura em ângulos, enquadramentos, planos e outros recursos que o olho humano, via de regra, não teria como perceber e que têm papel fundamental na emergência de certo modo de ver e se deixar ver o objeto, a realidade, enfim, para desvendar o acontecimento espetacular e a onipresença do discurso não-verbal na mídia, na qual o papel da fotografia abala a noção entre “realidade” e “realismo”. Não obstante, intentamos ponderar como a imprensa, inclusive a alternativa, instala efeitos de sentido e faz parecer natural certa formação discursiva através da ideologia presente nas fotos. Os recortes analisados são fotografias e legendas provenientes do jornal Brasil de Fato, que circularam entre meados de 2005 e julho de 2006.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO, IDEOLOGIA, FOTOJORNALISMO

 

TÍTULO: RÁDIO E EDUCAÇÃO: CRIANÇAS OUVINTES E LEITORAS DE PROCESSOS MIDIÁTICOS
AUTOR(ES): JOSEMIR ALMEIDA BARROS
RESUMO:
Propomos aqui uma reflexão sobre as possíveis leituras de programas radiofônicos produzidos para crianças e em alguns momentos com a participação de crianças, isto é, sobre novas discursividades e aspectos do ouvir e do ler processos midiáticos na contemporaneidade. Além da palavra escrita, a palavra falada também carrega suas peculiaridades e em programas radiofônicos infantis percebemos as possibilidades de novas leituras de tais produtos midiáticos que são posto em circulação pelas “ondas do ar”. As informações circulantes pelos meios de comunicação de massa e, em específico, pelo rádio, podem apresentar algum tipo de sentido para as crianças, no processo de ensino e aprendizagem. Algumas práticas pedagógicas, entretanto, podem demonstrar que, estando basicamente vinculadas à cultura da escrita, impedem a constituição ou a ampliação de redes de sentidos e significados que se estabelecem no convívio diário dos sujeitos com as diversas mídias da contemporaneidade, dificultando, assim, diálogos e/ou leituras de sons resultantes de processos da radiodifusão. Práticas escolares enfocadas na radiodifusão podem trazer novas perspectivas para a construção de sentidos, novas leituras que também perpassam pelas questões educacionais, midiáticas, culturais e cotidianas que viabilizem o melhor entendimento e amplitude da cidadania, do direito de ter direitos. Reforçamos, assim, a importância das interfaces da educação com as mídias e do ler as diversas linguagens midiáticas em constante circulação.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, RÁDIO, INFÂNCIA

 

TÍTULO: PRÁXIS HIPERMIDIÁTICAS DE LEITURA: NOVAS CONCEPÇÕES DE TEXTO E DE LEITURA NA LITERATURA INFANTIL BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
AUTOR(ES): JOSÉ AUGUSTO DE ABREU NASCIMENTO
RESUMO:
Utilizando como quadro teórico-metodológico os Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, o presente trabalho estuda a relação entre literatura e sociedade no que concerne à influência das novas mídias (hipermídia) na literatura infantil/juvenil no Brasil. Ele é fruto dos estudos do autor no decorrer de seu Mestrado em Letras (FFLCH/USP) e como pesquisador do grupo de pesquisa Litaratura Infantil e Sociedade (pela mesma instituição), bem como da sua experiência como editor de literatura infantil/juvenil. O objetivo é mostrar a evidenciação, na literatura infantil/juvenil contemporânea, de novas práticas textuais e de leitura decorrentes do surgimento dos suportes digitais hipermidiáticos. A relação entre práticas textuais, suportes para os textos e práticas de leitura é evidente ao longo da história. Com o advento da computação e da internet, surgem novos suportes com características que têm modificado as práticas textuais e de leitura. A partir das obras ‘A interminável Chapeuzinho’ (de Angela Lago, em suporte digital) e ‘Todos contra D@nte’ (de Luis Dill, em suporte impresso) verificam-se novas configurações (típicas dos textos hipermidiáticos) nos textos para crianças e adolescentes, como hipertextualidade, diálogo intercódigos, simulação de interfaces da internet e interatividade. Reconhecendo a existência dessas transformações, torna-se fundamental repensar os conceitos de leitura, de texto e de literatura (bem como o seu papel na sociedade contemporânea), a fim de que o ensino fundamental possa fornecer aos leitores do século XXI subsídios relevantes e significativos para sua formação.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁXIS DE LEITURA, SUPORTES TEXTUAIS, LITERATURA INFANTIL

 

TÍTULO: LETRAMENTO EM MARKETING PARA A FORMAÇÃO DE CONSUMIDORES CRÍTICOS: ASPECTOS CONTEXTUAIS
AUTOR(ES): JÔNIO MACHADO BETHÔNICO, ISABEL CRISTINA ALVES DA SILVA FRADE
RESUMO:
Inicialmente, propõe-se uma ampla contextualização do mercado, enfatizando aspectos relacionados à globalização, à política econômica neoliberal e à conseqüente ampliação da atuação das empresas. Em torno deste último assunto, serão caracterizadas as atuais ações de comunicação de marketing, que despontaram como o discurso global de organização social, servindo-se de uma multiplicidade de peças, linguagens, canais e conteúdos que agem de modo sinérgico nos mais diversos espaços sociais. Nesse sentido, tratar da configuração dos meios de comunicação de massa torna-se necessário, pois atualmente eles interferem de modo decisivo na ampliação do nível e intensidade das atividades de consumo. Esses veículos, simultaneamente fundindo-se em grandes corporações e agindo de modo cada vez mais segmentado, tornaram-se um ambiente muito propício para concretizar e dar visibilidade às estratégias das empresas, mesclando informação, entretenimento e ações comerciais. Após abordar as crianças como consumidoras, o artigo tratará das fortes repercussões deste contexto econômico, social e midiático na esfera educacional. Serão caracterizadas algumas ações atuais voltadas para educação para a mídia, enfatizando a seguir a necessidade de mudança de abordagem dessas práticas, indo além de veículos ou linguagens específicas, de modo a contribuir para o “letramento em marketing”. Essa nova perspectiva faz-se pertinente devido à urgência em se criar as condições para a construção de consumidores críticos, capazes de compreender as estratégias e artifícios persuasivos das modernas campanhas comerciais e ter consciência das suas próprias motivações e desejos de consumo.
PALAVRAS-CHAVE: CONTEXTO MERCADOLÓGICO E MIDIÁTICO, MARKETING INFANTIL, LETRAMENTO

 

TÍTULO: O PROCESSO DE SIGNIFICAÇÃO NA CRIANÇA - UMA LEITURA DE IMAGENS AUDIOVISUAIS
AUTOR(ES): JULIANA BOZA
RESUMO:
Esta comunicação é referente a um projeto gerado na disciplina Psicologia da Educação Infantil, realizada no curso de Licenciatura Plena em Pedagogia da Universidade Estadual Paulista – UNESP – campus de Rio Claro, cujo objetivo foi analisar o processo de significação na criança a partir da leitura de imagens audiovisuais. Para a realização da pesquisa, foi feito um estudo com crianças da faixa etária de 4 anos em que se procurou, a partir da proposição de imagens e sons, verificar e analisar os diferentes tipos de significação que as crianças davam aos clipes musicais apresentados durante o projeto. A análise desse processo foi realizada por meio de desenhos feitos pelos participantes, bem como entrevistas ao término de cada clipe assitido, focando assim, como um diferente tipo de linguagem (audiovisual), pode influenciar as práticas de leitura (vídeos) e escrita (desenhos). O referencial norteador desse estudo foi a teoria Histórico-Cultural, sendo Vygotsky o seu principal representante. É importante ressaltar que a escolha dos clipes audiovisuais fazem parte da realidade dos educandos, respeitando a faixa etária do participante. Assim, esta pesquisa nos provoca uma reflexão sobre a influência da imagem e do som na facilitação de interpretações de diversificados tipos de textos, nos proporcionando a produção de novos olhares para a questão das relações de ensino-aprendizagem.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO INFANTIL, LEITURA, LINGUAGEM AUDIOVISUAL

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 16
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 15

TÍTULO: A QUESTÃO DA LEITURA NA SOCEIDADE DA INFORMAÇÃO
AUTOR(ES): JULIANA ORMASTRONI DE CARVALHO SANTOS
RESUMO:
Este trabalho tem como objetivo apresentar parte da pesquisa realizada num curso de Mestrado em Educação, na qual se analisaram algumas mudanças nos hábitos e estratégias de leitura na “sociedade da informação“ (CASTELLS, 1999), caracterizada por enfatizar o papel da informação de maneira mais abrangente, visto que evoca um mundo construído em torno das tecnologias da informação, da informatização e da infovia, que trazem em si significados implícitos de transformções para todos os âmbitos sociais. Tal sociedade organiza-se em torno de um paradigma tecnológico baseado nas tecnologias da informação, as quais não se efetivam como centro de conhecimentos e informação, mas se caracterizam pela aplicação dos mesmos para gerar conhecimentos e dispositivos de processamento da informação. Nessa sociedade de dominação tecnológica, fortemente influenciada pelo discurso midiático e pelos meios de comunicação, observa-se a supervalorização da informação, que nao é eleborada em um novo conhecimento, visto que não é acompanhada de análise e reflexão. Como bem lembra Sartori (2001), a informação não é conhecimento, ela produz somente noções sobre determinado tema. A pesquisa, realizada com professorandas de um curso de Pedagogia, constata, no discurso dos sujeitos pesquisados, a influência de imagens e temas divulgados pela mídia, a preocupação em se manterem informados e a ausência de criticidade em relação às informações propagadas pela mídia, fator preocupante quando se considera a superficialidade da cultura de massa ao abordar os mais variados temas e assuntos.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO, INFORMAÇÃO

 

TÍTULO: ANÁLISE DA PRIMEIRA PÁGINA DE JORNAIS: UM ESTUDO DIACRÔNICO DOS GÊNEROS TEXTUAIS PRESENTES ENTRE OS ANOS DE 1968 A 2008
AUTOR(ES): JURANDIR FEREIRA DIAS JUNIOR
RESUMO:
O trabalho com o jornal em sala de aula tem sido um recurso eficiente e imediato quando se pretende fazer com que os alunos tenham em mãos textos do cotidiano. Os gêneros textuais, neste sentido, tornam-se presentes no âmbito escolar como objetos de estudo, possibilitando, de modo mais evidente, a compreensão dos discentes acerca do fato de que os gêneros são instrumentos para a interação dos indivíduos em sociedade, “são frames para a ação social” (BAZERMAN, 2006, p. 23). Além disso, sabemos que, para entender aspectos do contexto sócio-histórico atual, é importante conhecer e compreender fatos do passado, a fim de perceber como se deu o processo de transformação dos modus vivendi e operandi dos indivíduos. Nesse âmbito, incluem-se as práticas sociais que se dão por meio da linguagem, que se concretizam por meio de gêneros textuais, que se transformam, mudam, ganham novas formas de organização, dependendo da função que pretendem cumprir, para atender às demandas sociais do presente momento histórico. Assim sendo, procedemos a uma análise dos gêneros presentes na primeira capa de dois jornais brasileiros desde 1968 a 2008. No decorrer da pesquisa, percebemos claramente uma mudança não só quantitativa, mas também qualitativa na organização das primeiras páginas dos jornais analisados. Acreditamos que isso se deva à influência do contexto sócio-político que viveu o país neste período em análise: a ditadura militar e o período pós-ditadura. Este trabalho pretende apresentar, portanto, os resultados em que procuramos verificar as mudanças ocorridas em primeiras capas de jornais dos anos supracitados, com o intuito de evidenciar o fato de que os textos produzidos e lidos em sociedade são um reflexo desta. Como base teórica, valemo-nos dos trabalhos de Sodré (1999), Bakthin (1979; 2003), Bazerman (2006), Cavalcante (1999) e Antunes (2002; 2009).
PALAVRAS-CHAVE: GÊNEROS TEXTUAIS, JORNAL, LÍNGUA PORTUGUESA

TÍTULO: O CONCEITO DE TECNOLOGIA E TECNOLOGIA PARA ALUNOS DO ENSINO MÉDIO E ENSINO SUPERIOR
AUTOR(ES): JÚNIAS BELMONT ALVES DOS REIS
RESUMO:
O presente artigo apresenta uma concepção de conceito, com uma abordagem sobre a formação de conceito segundo Lomônaco. Traz uma síntese das idéias de Piaget e Vygotsky sobre como ocorre a formação de conceito cientifico. Apresenta uma breve revisão histórica da evolução da tecnologia, o conceito de tecnologia e de tecnologia educacional. Com a criação das salas de tecnologias nas escolas estaduais, surgiu da necessidade de se verificar que conceito de tecnologia e tecnologia educacional os estudantes possuem. O objetivo geral da pesquisa é caracterizar os conceitos de tecnologia e tecnologia educacional os alunos do ensino médio e graduação possuem, tendo em vista analisar como os estudantes distinguem situações em que se utiliza a tecnologia educacional na escola. Foi realizada uma pesquisa com 10 estudantes, sendo 05 estudantes do 3° ano do Ensino Médio e 05 universitários de graduação em Pedagogia a Distância. Foram aplicadas cinco provas clínicas, com duração de quarenta e cinco minutos, com objetivos especificos para analisar que conceito cada aluno possui sobre tecnologia e tecnologia educacional. Os resultados mostram que, para os estudantes do ensino médio, os conceitos de tecnologia se restringem apenas ao computador, celular, notebook e televisão, ou seja, objetos modernos. Todos os alunos avaliados consideram como tecnologia educacional apenas os computadores como instrumento de apoio pedagógico, sendo utilizado para ensinar ou realizar pesquisa na internet. Muitos desconsideram os objetos que eram utilizados em tempos passados, como, por exemplo, rádio, vitrola, o martelo e a pedra, que são instrumentos tecnológicos de cada época. Também não conhecem o processo histórico dos avanços tecnológicos. Os estudantes de graduação em Pedagogia caracterizam tecnologia como algo moderno, inovador e que facilita a vida do homem. A maioria dos estudantes não associa o rádio, o livro, a caneta, o giz e quadro negro como tecnologia Educacional.
PALAVRAS-CHAVE: CONCEITO, TECNOLOGIA, TECNOLOGIA EDUCACIONAL

 

TÍTULO: OS GÊNEROS NOTÍCIA E REPORTAGEM NOS LIVROS DIDÁTICOS DE ENSINO MÉDIO
AUTOR(ES): KARINA MARIA DEZOTTI
RESUMO:
Este trabalho busca analisar as propostas de ensino de gêneros textuais em livros didáticos de Língua Portuguesa de Ensino Médio, última etapa da Educação Básica, indicados pelo PNLEM/2009. Especificamente, analisaremos as atividades didáticas propostas ao ensino dos gêneros notícia e reportagem e as respectivas capacidades de linguagem do aluno que poderão ser desenvolvidas por meio delas. Para tanto, recorreremos ao suporte teórico-metodológico do Interacionismo Sócio-discursivo (ISD) de J-P Bronckart e as propostas didáticas de Schneuwly e Dolz voltadas ao ensino de gêneros na sala de aula. Por meio dos modelos didáticos dos gêneros notícia e reportagem a que chegamos, pudemos sinalizar quais capacidades de linguagem vêm sendo mobilizadas nas propostas dos livros e suas implicações para o domínio desses gêneros textuais. Assim, constatamos na análise que pouco se possibilita o desenvolvimento de capacidades de linguagem do aluno, conseqüentemente, as atividades propostas ao ensino de tais gêneros que circulam socialmente não permitem seu domínio. Com este trabalho pensamos contribuir com reflexões em torno do ensino de Língua Portuguesa, por meio dos gêneros jornalísticos, tendo como base os livros didáticos dessa etapa da educação, além de contribuir, de algum modo, para a melhora da qualidade desses instrumentos de ensino que permeiam o cenário educacional.
PALAVRAS-CHAVE: GÊNEROS, NOTÍCIA, REPORTAGEM

 

TÍTULO: REFLEXÕES SOBRE A PEDAGOGIA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA DESTINADOS A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
AUTOR(ES): KÁTIA CILENE BORGES NART, MARCIA REAMI PECHULA
RESUMO:
As tecnologias comunicacionais vêm afetando a forma como o conhecimento é transmitido. Isso indica que a escola não é mais o único espaço da transmissão do conhecimento. Os meios de comunicação, por serem transmissores de informação, possuem grande prestígio e desempenham, mesmo que não intencionalmente, papel significativo na formação intelectual da população, o que não pode mais ser ignorado pelas instituições formais de educação. Além disso, estudos mostram-nos que os meios de comunicação, por exercerem tamanha influência na maneira de pensar dos cidadãos, assumem uma função pedagógica de extrema importância, pois são capazes de transformar crenças, valores e comportamentos, pois possuem habilidade em “modificar” os significados que as pessoas atribuem às coisas (BORDENAVE, 1982). Como afirma Paulo Freire (2007), o cidadão comum “excluído da órbita das decisões, cada vez mais adstritas a pequenas minorias, é comandado pelos meios de publicidade, a tal ponto que em nada confia ou acredita, se não ouviu no rádio, na televisão ou se não leu nos jornais”. Isso quer dizer que os meios de comunicação tornam-se cada vez mais importantes na tarefa de informar a sociedade geral sobre a atuação da Ciência. O termo divulgação científica é comumente empregado para designar os conhecimentos científicos que vão a público, via meios de comunicação, com a finalidade de informar a sociedade geral sobre as descobertas e invenções científicas; e, ultimamente, tem adquirido proporções significativas junto ao público consumidor de mídias. Direcionado por essas questões, o texto visa à exposição de reflexões em torno da compreensão dos aspectos que sustentam, ou melhor, constroem a pedagogia dos meios de comunicação de massa destinados à divulgação científica.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA, PEDAGOGIA, MEIOS DE COMUNICAÇÃO

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 17
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 15

TÍTULO: A EDUCAÇÃO ESTÉTICA E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES: O LABORATÓRIO DE IMAGEM CINEMA PARAÍSO
AUTOR(ES): KELLY CRISTINA RUSSO DE SOUZA, DANIELA NUNES ARAUJO
RESUMO:
Este trabalho tem por objetivo apresentar a experiência formativa do Laboratório de Audiovisual Cinema Paraíso, especialmente voltado para introduzir a linguagem imagética no âmbito da formação de professores de uma universidade pública e a possibilidade de uma educação estética. A proposta atende quatro linhas de atuação: a inclusão do cinema como uma expressão cultural com o objetivo de desenvolver o gosto pela arte; a produção de vídeo como instrumento de produção e socialização de conhecimentos; a leitura da imagem e a abordagem crítica sobre os meios audiovisuais, com a discussão e análise de conteúdos e de seus diferentes códigos comunicacionais. Nesta comunicação, apresentamos dados coletados através de questionários e entrevistas realizadas a alunos da faculdade de formação de professores que participaram das atividades desenvolvidas neste primeiro ano do projeto, entre elas, as mostras semanais de cinema e a primeira oficina de produção de vídeo. Ambas são relativas às duas primeiras linhas de atuação do projeto e pretendemos, a partir da análise sobre essa experiência formativa, expor alguns indícios sobre as possibilidades do desenvolvimento de uma formação estética voltada para os cursos de formação de professores, além de discutir o papel da tecnologia no processo de mediação da construção das subjetividades contemporâneas e do próprio modelo formativo educacional.
PALAVRAS-CHAVE: FORMAÇÃO ESTÉTICA, CINEMA, MÍDIA EDUCAÇÃO

 

TÍTULO: COMPREENSÃO, CIRCULAÇÃO E ELABORAÇÃO DE TEXTOS A PARTIR DE LEITURAS MIDIÁTICAS
AUTOR(ES): LAIARA PERIN
RESUMO:
Este trabalho é resultado da pesquisa “Leitura e circulação de textos midiáticos por alunos de escola pública”, que foi desenvolvida durante o ano de 2008, cujo propósito fundamental é o de mapear como ocorre a circulação e a apropriação da imprensa escrita nas escolas da rede Pública do Estado de São Paulo. Nessa frente, durante o ano letivo de 2008, alunos eram acompanhados regularmente. A princípio, buscávamos observar como esses alunos enfrentavam a leitura do jornal, ou seja, como entendiam a imprensa escrita. A partir dessas respostas, elaborou-se subsídios pedagógicos alternativos, com o intuito de despertar o interesse dos alunos por textos midiáticos como um todo, fugindo da leitura descompromissada ou somente de aspectos que acreditavam serem mais interessantes. Em uma terceira etapa, buscamos rastrear como os alunos entendiam e opinavam sobre a reportagem. Nesse período, buscou-se não apenas ouvi-los, e sim que eles criassem textos a partir do que haviam lido. Com isso, o projeto veio enfrentar a idéia tão divulgada em materiais didáticos relacionados ao ensino de técnicas textuais como narrativas, descrições, dentre outras. Essas técnicas, na grande maioria dos materiais didáticos, aparecem auxiliadas por excertos textuais diversificados, que servem para nortear o rumo que o aluno deve seguir na elaboração de um texto com a técnica ensinada. Referido projeto buscou entender como esse processo de questionamento era desenvolvido, mas de uma forma diferenciada da oferecida nos livros didáticos em geral, pois partia-se não mais de trechos textuais, mas sim de textos integrais do jornal de maior circulação no estado de São Paulo: Folha de S. Paulo. Através desses textos ,que poderiam ser lidos diariamente pelos alunos, notávamos como eles percebiam os fatos noticiosos, como eles reagiam e se realmente conseguiam opinar, ou seja, se conseguiam acompanhar o desenrolar de um determinado caso e expressar opiniões sobre o mesmo.
PALAVRAS-CHAVE: JORNAL, LEITURA, OPINIÃO

 

TÍTULO: DIÁLOGOS DE MÍDIA & EDUCAÇÃO – PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA COMO AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
AUTOR(ES): LAURA SELIGMAN, VALQUIRIA MICHELA JOHN
RESUMO:
As transformações que as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação - NTIC, impuseram à sociedade ainda parecem distantes das práticas escolares. Ancorados em um mundo livresco e afastados dos paradigmas tecnológicos, os currículos escolares, bem como seus planos de ensino, preferem ignorar a influência da tecnologia na vida de toda a sua comunidade escolar. A oferta de material de apoio para o preparo de aulas que orientem o professor a Educar para os Meios e o seu treinamento para esta prática foram os objetivos das ações de extensão que o grupo de pesquisa Monitor de Mídia do curso de jornalismo da Univali manteve entre 2007 e 2008. A edição de dez e-cadernos sobre a necessidade de educar para a mídia e sobre as características de oito tipos delas, além de sugestões de ações e exercícios a serem levados às salas de aula, se complementou com treinamentos de formação continuada de professores na região, no intuito de levar à comunidade em que a universidade está inserida, um pouco do conhecimento que ela ajuda a construir. Ler criticamente a mídia e capacitar a comunidade para interferir em seu conteúdo são objetivos que podem ser alcançados com a formação para a leitura crítica da mídia.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO PARA OS MEIOS , NTIC, LEITURA E TECNOLOGIA

 

TÍTULO: EDUCAÇÃO, NOVAS MÍDIAS E ZONAS INTERSTICIAIS: POSSIBILIDADES DE TRANSVER O MUNDO ATRAVÉS DO COTIDIANO ESCOLAR
AUTOR(ES): LEANDRO PETARNELLA, ELIETE JUSSARA NOGUEIRA, MARIA LUCIA DE AMORIM SOARES
RESUMO:
Partindo do olhar sobre a evolução das mídias e sua íntima relação com as metamorfoses sociais, este trabalho tem por objetivo rever as formas nas quais se estabelecem a simbiose entre as novas mídias, a sociedade e a educação formal no cotidiano escolar. Para tanto, lembra como a convergência das mídias e das tecnologias a partir dos anos 50 e 60, gestou uma cultura midiática através da hibridização de ambos em dados digitais. Transvendo o pensar, desvela como a respectiva convergência em dados digitais faz das mídias não mais a tecnologia responsável pela distribuição e exposição do objeto, mas sim a cavidade onde se alicerçam as relações sociais. Delineado pelo conceito de rizoma, trabalhado por Deleuze & Guatari, pelo conceito de dromocracia cibercultural, explorado por Trivinho e o conceito de zonas intersticiais esboçado por Santaella, discorre sobre as formas pelas quais os meios tecnológicos constituem a sociedade contemporânea. Revela, também, como as céleres transformações tecnológicas se traduzem numa dromocracia cibercultural – a exclusão pelo não acompanhamento da evolução tecnológica. Os conceitos dos referenciais acima elencados criam o arcabouço vital para a conclusão deste trabalho: a inscrição das novas mídias no cotidiano escolar se traduz em uma competência pedagógica e é a partir desta competência que os alunos desenvolverão a capacidade de transver o mundo e suas relações sociais. Ainda: é o desenvolvimento de práticas sociais críticas e reflexivas, por parte dos sujeitos da educação formal, o grande desafio da educação hodierna, uma vez que a inscrição das novas mídias em outros espaços sociais já são incorporadas e atualizadas nas céleres mutações sociais.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, NOVAS MÍDIAS, ZONAS INTERSTICIAIS

 

TÍTULO: O TRABALHO ESTRATÉGICO COM A LINGUAGEM EM UMA PROPAGANDA
AUTOR(ES): LEONICE APARECIDA BRAGA HÚNGARO
RESUMO:
Partindo do princípio de que a plasticidade da linguagem permite que ela se adapte aos diferentes objetivos dos locutores, e que a mídia impressa, principalmente a propaganda, exige uma elaboração especial da linguagem para atingir o(s) objetivos desejado(s), buscamos, neste artigo, evidenciar as estratégias linguísticas, a posição dos locutores, os interlocutores virtuais, os interlocutores reais bem como compreender os efeitos de sentidos sutilmente sinalizados na materialidade linguística utilizados pela indústria Gradiente como recurso para divulgar e vender seu produto. Sob a luz da linguística textual e partindo de uma leitura que não exclui outras possibilidades, visto que, o duplo sentido é da natureza da linguagem midiática, utilizamos como objeto de análise uma propaganda da referida indústria, a qual fez parte de uma campanha publicitária que antecedeu o período natalino do ano 2000, época em que foi veiculada na revista Veja dos últimos meses do mesmo ano. O resultado da pesquisa revela a tentativa da empresa de, por meio da linguagem verbal e não verbal, seduzir, persuadir e ampliar seu público alvo. Entretanto, o suporte de veiculação, revista Veja, e a própria descrição do produto delimitam o perfil do consumidor potencial, uma vez que o produto é destinado a um público mais seleto, ou com maior poder aquisitivo, tal qual é o publico consumidor da própria revista Veja.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PROPAGANDA , PERSUASÃO

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 18
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 16

TÍTULO: INTERTEXTUALIDADE INTERGÊNEROS NA PUBLICIDADE
AUTOR(ES): LILIAN DE PINHO BOTELHO
RESUMO:
INTERTEXTUALIDADE INTERGÊNEROS NA PUBLICIDADE Lilian de Pinho BOTELHO PUC/SP Resumo Existem diversos gêneros textuais que perpassam o nosso cotidiano, inclusive aqueles que compõem os gêneros do domínio publicitário, pois estão ligados às práticas comunicativas e ao poder de persuadir, ou seja, perceber de que modo a escolha de um repertório lingüístico e sua organização dentro do texto podem atingir o leitor. Podemos elencar alguns aspectos no sentido de objetivar a pesquisa em questão, uma vez que o leitor/escritor pode selecionar seu repertório lingüístico a partir de sua intencionalidade ou, ainda, perceber que os aspectos dos gêneros textuais são fatores a serem levados em consideração durante a produção. Para a pesquisa, foram selecionadas quatro campanhas publicitárias de diferentes empresas, na intenção de que o leitor perceba a seleção léxica e a intertextualidade escolhidas para o trabalho. As análises foram feitas a partir do contexto da propaganda e do vocabulário de cada uma delas. É importante perceber, de acordo com Marcuschi (2005), que os gêneros textuais são rotinas sociais do nosso dia-a-dia, de modo a considerá-los como parte do meio social e reflexo dos indivíduos de cada época, pois todo gênero surge e se molda ao momento no qual está inserido. Com essa visão, a intertextualidade intergêneros é algo que vem a acrescentar às diversas facetas dos gêneros textuais, que adéquam ou se utilizam de outros modelos de gêneros para atingirem a leitura/intencionalidade desejada com cada um.
PALAVRAS-CHAVE: GÊNEROS , INTERTEXTUALIDADE , INTENCIONALIDADE

 

TÍTULO: A TRANSCODIFICAÇÃO DO AUTO DA COMPADECIDA TEATRO PARA A TV E O CINEMA
AUTOR(ES): LILIAN DE SANT’ANNA MAIA
RESUMO:
Partindo dos estudos mais recentes, assentados na teoria norte-americana a respeito da literatura comparada, pautado no entrecruzamento da literatura como sistemas semiológicos diversos, tais como o cinema, a pintura, o jornalismo, a arquitetura urbana, a televisão, dentre outros, pretende-se travar um diálogo sobre a transcodificação da literatura, sob o gênero de peça teatral, e a transcodificação dela para a televisão e para o cinema. O objeto de discussão será o filme “O auto de compadecida” de Ariano Suassuna. Nesta proposta, será relevante abordar alguns aspectos relacionados ao discurso, uma vez que, tanto a obra quanto a modalidade cinematográfica e televisiva, versam sobre a construção da imagem a partir do discurso. Para tanto, as teorias de Foucault, Pêcheux, Orlandi, Nagamine, serão imprescindíveis. Outras teorias comporão este artigo. Uma delas é a de Brecht, que versa sobre o teatro. Serão discutidos aqui outros meios de comunicação de massa, assim como a televisão, que fazem parte da cultura do povo brasileiro. Como cada público recebe a arte, de que forma funcionam as indústrias de comunicação de massa e a visibilidade dada a cada uma das transcodificação, ora apresentada. O Auto da Compadecida, estudado sobre as três “transmutações” técnicas, não fará qualquer abordagem hierárquica da obra transposta para outras modalidades, mas contemplará o poder que a arte possui em ser transcodificada sem perder o seu valor de mercado, muito embora possa perder a sua essência quando é vista apenas como mercadoria, contudo, ganha mais visibilidade. Assim, o texto teatral, modalidade que difere bastante da televisiva e cinematográfica, por exigir uma preparação maior, pode causar estranhamento, o que não acontece com as outras modalidades. Sem contar que o texto teatral é uma forma cultural menos acessível à população. O cinema e a televisão, particularmente, chegam ao público com uma maior facilidade.
PALAVRAS-CHAVE: TRANSCODIFICAÇÃO, TEATRO, TELEVISÃO

 

TÍTULO: A TRANSPOSIÇÃO DA LINGUAGEM LITERÁRIA PARA A LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA EM: A DONA DA HISTÓRIA
AUTOR(ES): LILIANE SCARPIN S. STORNIOLO, SILVANA LOVERA SILVA
RESUMO:
LIVRO : A DONA DA HISTÓRIA A DONA DA HISTÓRIA foi grande sucesso teatral e consagrou João Falcão como um dos mais festejados dramaturgos brasileiros. Assim, foi transformada em livro. Recheada com fotos da montagem e depoimentos do autor e diretor e das atrizes Marieta Severo e Andréa Beltrão, a edição prolonga o encantamento do espetáculo e permite o desfrute de cada diálogo da peça e de sua engenhosa construção que mexe com a imaginação do leitor, principalmente na questão das idas e voltas no tempo. FILME: A DONA DA HISTÓRIA Sinopse: Aos 55 anos de idade, Carolina passa por uma crise pessoal. O casamento não vai bem, alguns sonhos da juventude não se realizaram e ela amarga o fato de não ter experimentado tudo que gostaria na vida. Revisitando seu passado, na década de 70 ela era uma jovem estudante que se encantou pelo militante de esquerda Luís Cláudio. A paixão fulminante terminou num pedido de casamento, e depois vieram os quatro filhos e o fantasma da rotina. Fazendo um balanço de sua vida, Carolina tenta desvendar o que teria sido dela se tivesse tomado outros caminhos. Enquanto isso, o marido tenta vender o apartamento da família para conhecer Cuba. Num encontro com o passado, ela se torna A Dona da História e imagina quantas possibilidades foram abertas e deixadas de lado para ela na euforia dos 18 e no desespero dos 55 anos de idade. A abordagem teórica sobre a transposição da obra literária para a linguagem fílmica será feita através da Análise do Discurso com base nos estudos propostos por Mikail Bakthin e Semiótica de Argilas Greimas e nessas perspectivas focalizar-se-á aspectos estruturais que se diferenciam nas diferentes mídias.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO, SEMIÓTICA, CINEMA

TÍTULO: A CIRCULAÇÃO MULTIMODAL E INTERMIDIAL DO TEXTO LITERÁRIO E SUA RECEPÇÃO POR ALUNOS DE LETRAS
AUTOR(ES): LÍLIAM CRISTINA MARINS
RESUMO:
O objetivo deste trabalho é observar como se dá a circulação da literatura em diferentes meios semióticos e sua recepção por alunos do curso de licenciatura em Letras de uma universidade pública do Estado do Paraná. Os termos multimodalidade e intermedialidade (ou discurso interarte) surgiram no final do século XX e estão relacionados, basicamente, aos vários modos possíveis semioticamente para produções textuais que ultrapassam os limites do verbal para atingirem outros sistemas semióticos/linguagens. Em meio a essa era de revolução da informação, é preciso investigar de que maneira o contato com outros meios de circulação da literatura (como, por exemplo, as adaptações cinematográficas, os e-books e os jogos inspirados a partir de textos literários) influencia a formação de uma nova identidade leitora, estabelecendo relações entre sistemas semióticos e linguagens bastante distintas. Assim como a identidade cultural está passando por mudanças na modernidade tardia em virtude da globalização, a identidade leitora também está sofrendo os impactos desse processo. Nesse sentido, pode-se arriscar a afirmação de que os diversos modos de representação e o discurso intermidial/interarte também são desdobramentos dessa sociedade globalizada, cuja preocupação é o diálogo e a interconectabilidade não somente entre comunidades e organizações, mas também entre linguagens e sistemas semióticos.
PALAVRAS-CHAVE: MULTIMODALIDADE, INTERMIDIALIDADE, RECEPÇÃO

 

TÍTULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA EAD DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ: DO OLHAR PRESENCIAL AO TRANSVER DIGITAL.
AUTOR(ES): LUCIANA MENDONÇA RODRIGUES
RESUMO:
A didática está presente desde a formação inicial de professores de todos os níveis de ensino, uma vez que a utilizam em sua prática pedagógica da Educação Básica ao Ensino Superior. Buscam, por meio dos recursos didáticos, tornar o conhecimento concreto e viabilizar a aprendizagem de forma mais significativa. Entretanto nem todo recurso é adequado para qualquer tipo de assunto, e nem todo assunto poderá utilizar qualquer recurso. Assim, a tarefa do professor é escolher os recursos mais adequados a cada conteúdo. “De uma maneira geral, duas são as principais motivações para o desenvolvimento e disseminação dos objetos de aprendizagem: a ampliação da oferta e distribuição de recursos educativos; e o potencial de reutilização e readaptação dos recursos de acordo com as necessidades dos usuários e do contexto educativo” (PARRISH, 2004). Diante desse panorama, esta pesquisa apresenta a adaptação dos recursos didáticos na EaD da Unifei para que os conteúdos, ministrados pelos professores, sejam construídos, pelo aluno, de maneira significativa. Foram objeto de análise recursos como o Livro Digital, as ferramentas interativas do ambiente TelEduc e Mapas de Atividades do Curso de Especialização lato sensu em Design Instrucional Virtual. As análises apontam, entre outras, para a necessidade de maior capacitação docente para o planejamento e a utilização dos recursos didáticos em ambientes virtuais.
PALAVRAS-CHAVE: RECURSOS DIDÁTICOS, EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 19
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 16

TÍTULO: FAZERES DOCENTES E OS DIFERENTES REGIMES DE VISUALIDADE NAS ESCOLAS
AUTOR(ES): LUCIANA VELLOSO DA SILVA SEIXAS
RESUMO:
Tendo em vista os crescentes incentivos por parte das instâncias governamentais ao uso das novas tecnologias nas/pelas escolas, este trabalho busca refletir sobre saberes docentes que são produzidos para lidar com estas demandas. Busca-se então apresentar algumas reflexões com base nos depoimentos de professores/as de uma escola da rede municipal do Rio de Janeiro, que exemplificam como estes/as lidam com a inserção das inovações tecnológicas no cotidiano escolar, no intuito de valorizar e compreender as práticas desenvolvidas. Especificamente nesta pesquisa, destacam-se as ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME/RJ), que tem investido nos espaços dos Laboratórios de Informática e das Salas de Leitura, de forma a viabilizar atividades que agreguem múltiplas linguagens. Nas práticas docentes observadas, destaco as estratégias de [re]criação em que se hibridizam novas tecnologias de informação e comunicação, mais associadas a uma suposta “Era das Mídias Eletrônicas”, com recursos mais tradicionais atrelados a um determinado modelo de escolarização e racionalidade característicos da época Moderna. Os diferentes regimes de visualidade que perpassam a formação do leitor contemporâneo têm suscitado questionamentos ao professorado, sobre como lidar com a pluralidade de textos e hipertextos. Um dilema que se coloca tem sido o desigual acesso ao universo digital, que se traduz em turmas de alunos/as que oscilam entre níveis diferenciados de oportunidades para utilizar essas novas tecnologias fora da escola. Nesse sentido, dialogar e negociar com estas especificidades são questões de relevância para os/as professores/as na contemporaneidade, vistos como “mediadores preferenciais” entre os recursos tecnológicos e o corpo discente.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICAS DOCENTES, NOVAS TECNOLOGIAS, REGIMES DE VISUALIDADE

 

TÍTULO: “MARIANA” DE MACHADO DE ASSIS: UMA SOCIEDADE ESCRAVOCRATA EM REVISTA
AUTOR(ES): LUCIANO ANTONIO
RESUMO:
A posição de Machado de Assis como ícone da Literatura Brasileira e sua condição de clássico da literatura ocidental é hoje indiscutível. Contudo, o que ainda parece ser frutífero é indagar sobre os textos desse escritor que, de forma explícita ou velada, tratam da escravidão no Brasil. Destacado por muitos críticos como escritor alheio à sociedade de sua época, tem uma fortuna crítica de modo geral direcionada para análise dos efeitos estéticos pela linguagem irônica e por tratar via literatura de temas universais com pouco apreço aos problemas sociais de sua época. Além de o próprio autor destacar em seu artigo de jornal intitulado Instinto de nacionalidade que o escritor pode falar dos problemas de sua região sem ficar preso à cor local, emergem muitos estudos críticos que observam Machado como clássico também da literatura afro-brasileira. Se desviarmos o foco dos romances em que o escravo tem papel de figurante na trama, podemos observar que em muitos contos e crônicas publicados na imprensa da época, o negro torna-se o eixo central na narrativa e a sua situação social ganha o primeiro plano no desenrolar da trama. Diferente desse foco não é o conto “Mariana”, que tem como enredo uma narrativa encaixada em que um senhor conta a história de uma cativa que nutre intenso amor por ele. Nesse texto a condição de escrava é grifada, visto que os sentimentos desta pelo seu senhor não podem ser realizados o que a leva ao suicídio. Publicado no Jornal das Famílias em 1871, esse conto aparentemente ultra-romântico traz no seu bojo a perversidade de uma organização social que desumaniza o escravo e o relega a condição de subserviência.
PALAVRAS-CHAVE: MACHADO DE ASSIS, CONTO, ESCRAVIDÃO

TÍTULO: A PRODUÇÃO TEXTUAL NOS MATERIAIS DIDÁTICOS PARA CURSOS A DISTÂNCIA
AUTOR(ES): LUCIENE SANTOS PEREIRA DA SILVA, FRANCISCO MADEIRO BERNARDINO JUNIOR
RESUMO:
A Educação a Distância (EAD) apresenta-se como uma importante alternativa para a democratização da educação num país de tamanho continental como o Brasil. Nesse sentido, o Governo Federal tem investido fortemente na criação e manutenção de cursos a distância. Contudo, no bojo dessa expansão, há vários elementos que devem ser considerados para que a qualidade da educação ofertada não seja comprometida. Destacamos nessa pesquisa o trabalho realizado pelos professores-autores, também chamados de conteudistas, que são os responsáveis por escrever o material didático utilizado pelos alunos de EAD. Observa-se que esses professores-autores enfrentam novos desafios e precisam desenvolver novas competências na produção textual, tendo em vista que seus livros são o principal, muitas vezes, o único, material de consulta dos alunos. Entretanto, vê-se que grande parte dos professores possui dificuldade na tarefa de escrever de forma didática e com linguagem adequada ao público a distância. Este trabalho visa propor diretrizes para a elaboração de livros didáticos voltados para cursos a distância. O projeto tem como base a análise de livros didáticos comumente utilizados em cursos a distância, as diretrizes que permeiam os livros dos cursos presenciais e as entrevistas e questionários que serão aplicados com professores, alunos e coordenação pedagógica de EAD. O trabalho contempla, sobretudo, a Lingüística Textual, verificando os fatores de textualidade nos textos dos cursos a distância e identificando as limitações dos mesmos. Pretende-se, ao final da pesquisa, propor parâmetros para elaboração de textos adequados para a modalidade, com base na Lingüística Textual. Os resultados aqui alcançados poderão ampliar os estudos na área de linguagem, em sintonia com as demandas do mundo digital e tecnológico, onde a educação a distância revela-se como novo paradigma a ser investigado sob diferentes prismas.
PALAVRAS-CHAVE: PRODUÇÃO TEXTUAL, MATERIAL DIDÁTICO, EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

 

TÍTULO: NOS LABIRINTOS DA REDE ELETRÔNICA: PERCURSOS DE LEITURA SOBRE A BIBLIOTECA ESCOLAR
AUTOR(ES): LUDMILA FERRAREZI
RESUMO:
Neste trabalho pretendemos compreender, à luz dos conceitos da Análise do Discurso francesa, como a historicidade e a memória discursiva sustentam sentidos sobre a biblioteca escolar, observando o litígio entre posições de sujeito autor e leitor, manifestas nos discursos eletrônicos sobre esta unidade de informação. Objetivamos, assim, estudar os movimentos do sujeito e dos sentidos em páginas eletrônicas sobre biblioteca escolar, observando se a rede eletrônica configura-se como o lugar da tão aclamada possibilidade de emergência do sujeito e de dizeres polissêmicos sobre biblioteca escolar. Buscar compreender o imaginário sobre a biblioteca escolar delineado na rede eletrônica é importante, na medida em que esta é tomada, cada vez mais, como fonte segura e fidedigna da verdade. Além disso, os problemas enfrentados pela biblioteca escolar, o silêncio a que, muitas vezes, ela é submetida, e o pouco reconhecimento da grande importância desta instituição, fazem com que sejam necessários mais estudos que procurem pensá-la criticamente, de uma forma mais polissêmica e dinâmica, fazendo falar efeitos de valorização e incentivando ações que a ressignifiquem no discurso e na sociedade. Através dos sentidos dados pelo múltiplo, do cruzamento de diferentes campos do saber e do entremeio de pressupostos teóricos que envolvem os estudos do discurso, da educação e da ciência da informação, podemos investigar como os sujeitos midiáticos se significam, de que modo produzem sentidos sobre a biblioteca escolar, relacionam-se com as diversas vozes circulantes na rede eletrônica, lidam com a suposta liberdade e potência que lhe são atribuídas, com as múltiplas formas pelas quais os discursos podem se materializar, constituindo-se como sujeitos leitores, autores e navegadores em cambiante relação com a linguagem e os sentidos.
PALAVRAS-CHAVE: REDE ELETRÔNICA, DISCURSO, BIBLIOTECA ESCOLAR

TÍTULO: O PRESIDENTE LULA E AS BIBLIOTECAS BRASILEIRAS: APRESENTAÇÃO DE SEU DISCURSO NA MÍDIA BRASILEIRA
AUTOR(ES): LUDMILA TATIANE RODRIGUES DE ALMEIDA, GUSTAVO GRANDINI BASTOS
RESUMO:
Esse trabalho indaga sobre os discursos políticos governamentais em relação à leitura e seus espaços de mediação, especificamente, a biblioteca que é considerada a unidade informacional mais afeita à tarefa de formar leitores. Considerando que sujeito e sentido constituem-se conjuntamente, que a ideologia faz parecer evidente a emergência de um sentido e apagamento de outros, deseja-se interpretar recortes de declarações do presidente Luis Inácio Lula da Silva, manifestas nos dizeres midiáticos, em que ele aborda a implantação de bibliotecas em todos os municípios brasileiros, anunciando a erradição de municípios sem bibliotecas públicas. Ao ressaltarmos o discurso político como lugar de mediação do poder e legitimação de uma voz, pontuamos os lugares de autoridade desse sujeito na posição de presidente da República e também do discurso jornalístico no âmbito da circulação de dizeres tidos como evidentes e objetivos. Mobilizamos outros dizeres sobre a biblioteca e recuperamos sentidos já ditos sobre a mesma, assim, interpretamos o que está posto em discurso e o que é silenciado nesses discursos sobre a questão da leitura e da biblioteca. Sobre isso, destacamos as noções de memória discursiva, como condição do dizível, e a noção de silêncio como instância de significação e matéria fundante da própria linguagem. Entende-se aqui a amplitude que a biblioteca pode exercer em relação à promoção da leitura e entende-se que a mídia é um lugar de poder na fixação de certos sentidos e apagamentos de outros; dessa maneira, busca-se refletir sob a perspectiva discursiva, sobre os dizeres e os silêncios dos discursos já produzidos sobre ela na mídia.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA, DISCURSO, BIBLIOTECAS

 

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 20
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 17

TÍTULO: AUTORIA COLETIVA DE TEXTOS ON-LINE: O USO DE WIKIS NA PRÁTICA DE LEITURA E ESCRITA.
AUTOR(ES): LUIZ ALEXANDRE DA SILVA ROSADO
RESUMO:
A presente comunicação, a partir de pesquisa realizada em 2007-2008 (ROSADO, 2008), analisa a produção coletiva de textos da comunidade virtual que gira em torno da Wikipédia, site conhecido do público para consultas enciclopédicas, com cerca de 450 mil verbetes em sua versão em língua portuguesa. Partiu-se, neste estudo de caso, da análise das falas dos participantes do portal (BARDIN, 1977), especialmente os editores mais ativos (com grande número de intervenções nos textos) presentes na seção “Esplanada”, em que são debatidos regras e acordos coletivos de conduta visando autoria a muitas mãos. Também são discutidas algumas respostas dissertativas do questionário respondido on-line por 159 wikipedistas no segundo semestre de 2007. Pretendeu-se neste trabalho observar que fatores ajudam e que fatores desfavorecem o exercício da aprendizagem cooperativa e significativa pela construção coletiva de textos via negociação entre os pares. Na fundamentação teórica temos o enfoque construtivista da aprendizagem (PIAGET, 2002; BECKER, 1992; JONASSEN, 1996) e os conceitos de cooperação e colaboração on-line (CAMPOS, 2003), além de estudos referentes aos modos de leitura-escrita em meios impressos e no meio digital (CHARTIER, 2002; SANTAELLA, 2004). As análises a respeito da cultura emergente do ciberespaço nos serviu como pano de fundo para situar o leitor neste estudo (LÉVY,1999; LEMOS,2003). Os resultados mais significativos apontam para uma autoria nem sempre harmônica, com o surgimento de conflitos tanto a respeito dos conteúdos que devem ser incorporados aos verbetes quanto à forma dos mesmos. Foram constatados sofisticados sistemas de regras e acordos que abarcam tanto a entrada de wikipedistas novos quanto a sua expulsão em casos extremos de desordem e desrespeito aos acordos coletivos. Constatou-se que não é objetivo do site produzir pesquisas inovadoras ou conhecimentos inéditos, mas ser um local de compilação do conhecimento humano, apesar de existirem critérios rigorosos quanto às fontes utilizadas.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA-ESCRITA COLETIVA, APRENDIZAGEM COOPERATIVA, SOFTWARES DE CO-AUTORIA

 

TÍTULO: O GÊNERO FÍLMICO NO ENSINO SUPERIOR
AUTOR(ES): LUIZ ANTONIO XAVIER DIAS
RESUMO:
Este trabalho é resultado de estudos desenvolvidos junto ao Grupo de Pesquisa Leitura e Ensino/ UENP, certificado pelo CNPq, tendo como meta de uma de suas linhas de pesquisa a formação do professor-leitor. Ao observarmos a contemporaneidade, é necessário lembrarmos que o intenso contato com meios de comunicação em massa, principalmente a TV e a internet, influenciam na formação do leitor atual, tornando-o, de certa forma, dependente de estímulos audiovisuais e de linguagem dinâmica para manter sua atenção focada em determinado programa ou propaganda, ademais, o leitor contemporâneo é muito dependente dessa linguagem sincrética, ou seja, a que mescla som, imagem em movimento e melodia. Desse modo, constatamos que um leitor competente é alguém que, pela sua competência metagenérica, sabe selecionar dentre os gêneros que circulam socialmente, aqueles que possam atender às suas necessidades comunicativas. Este tipo de leitor é capaz de selecionar as estratégias adequadas para abordar tais textos; de ler as entrelinhas, identificando os implícitos; de estabelecer relações entre o texto e outros já lidos. Com esse pressuposto, objetivamos nesta pesquisa propor a utilização do gênero fílmico como proposta motivadora de leitura em sala de aula, a fim de despertar o prazer e o aprendizado do aluno e, também, propor estratégias pedagógicas ao futuro professor. Reafirmamos o evento filme como gênero, adotando a postura de Marcuschi(2003).
PALAVRAS-CHAVE: GÊNERO FÍLMICO, ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS, LEITOR COMPETENTE

 

TÍTULO: MÍDIA IMPRESSA E PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADES: DESAFIOS E PROPOSTAS PARA AS PRÁTICAS ESCOLARES
AUTOR(ES): LUIZ CARLOS PINHEIRO FERREIRA
RESUMO:
O texto apresenta um estudo sobre a mídia impressa publicitária no contexto da Educação. O estudo resulta da trajetória e da práxis como professor de Artes, levando a escolhas de paradigmas que apontem para a valorização das imagens fotográficas na sua perspectiva textual e de leitura, constituindo-se parte fundamental na “educação do olhar” e como proposta para o ensino de Artes. Nesta perspectiva, o objeto de estudo trata da produção de subjetividades mediada pela linguagem fotográfica utilizada na mídia impressa publicitária sobre moda. A Escola torna-se lócus privilegiado de sentidos e representações incorporados, sobretudo, nos gostos, atitudes e diálogos presentes no contexto das práticas escolares dos adolescentes. Assim, torna-se relevante o estudo, que busca contribuir para uma melhor compreensão da escola de ensino fundamental e, conseqüentemente, de transformações sociais, culturais e ideológicas. Tomando como base a linguagem da mídia publicitária, em que a fotografia ocupa um papel significativo como meio de operacionalizar a investigação. Buscou-se observar a relação entre o discurso oral e escrito dos adolescentes, suas produções plásticas que foram realizadas a partir da leitura das peças publicitárias presentes nas revistas Atrevida, Capricho e Todateen, como também as inovações e ressignificações que apresentam em seus modos de usar os uniformes escolares. A possibilidade metodológica contou com registros fotográficos durante a pesquisa de campo, que considerou a investigação participante com os adolescentes, voltados para a ação e a prática do olhar, através do ato fotográfico. Base teórica respaldada nos conceitos de subjetividade, dialogia, alteridade e práticas escolares que valorizem a “educação do olhar”, assim como os conceitos da linguagem fotográfica. Os principais autores que subsidiam a pesquisa são: Mikhail Bakhtin e Arlindo Machado.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA IMPRESSA, SUBJETIVIDADE, PRÁTICA ESCOLAR

 

TÍTULO: IMAGENS E FIOS SOLTOS NO COTIDIANO DE UMA ESCOLA: UMA PROPOSTA EM QUE O PROFESSOR (A) FAZ O SEU MATERIAL MIDIÁTICO
AUTOR(ES): MAILSA CARLA PASSOS , CLÁUDIA ALEXANDRE QUEIROZ
RESUMO:
Este trabalho tem como objetivo discutir a produção e as formas de apropriação das tecnologias pelas crianças de uma turma de educação infantil. Para isso, apresentamos uma experiência de realização de animação com um grupo de estudantes de quatro e cinco anos de idade, na escola municipal Ana de Barros Câmara, que fica situada no bairro de Acari, subúrbio da capital do estado do Rio de Janeiro. O trabalho realizado por um grupo de professoras e seus alunos – praticantes comuns do cotidiano, como nos diria Certeau – tem como foco as imagens, práticas, livros infantis destinado ao público infantil, que por sua vez serão adaptadas em uma linguagem midiática. Os temas são, preferencialmente, aqueles que abordam as relações étnico-raciais, com o intuito de analisar os modos de subjetivação, dificuldades e re-significações nos processos identitários dos alunos afro-brasileiros na educação infantil. Este trabalho faz parte de uma proposta de implementação da Lei nº 11.645/2008 que nas diretrizes da educação nacional, prevê a inclusão no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Enfim, este projeto integra parte do campo de estudo do projeto de pesquisa do mestrado na Faculdade de Educação na Universidade do Estado do Rio do Janeiro (UERJ).
PALAVRAS-CHAVE: DESENHO ANIMADO, INFANCIA, IDENTIDADE

 

TÍTULO: PERCURSOS E ESTILOS DE LEITURA-NAVEGAÇÃO NAS REDES DIGITAIS
AUTOR(ES): MARCELA AFONSO FERNANDEZ
RESUMO:
Esta comunicação pretende compartilhar parte dos estudos desenvolvidos na tese de doutorado apresentada na PUC-Rio em abril de 2009, na qual se objetivou investigar as práticas de leitura-navegação empreendidas por jovens universitários quando estes se propõem a fazer buscas temáticas com fins acadêmicos em sites da internet. Para tanto, houve a necessidade de construção do conceito relacionado ao termo leitura-navegação, recorte necessário para a constituição do foco principal desta pesquisa. Tomando como premissa básica, sobretudo, os estudos de Roger Chartier (1999, 2001, 2002, 2003), ao focar as práticas de leitura decorrentes da interação com a textualidade digital, foi possível tecer pontos de articulação entre os conceitos de leitura e de navegação e identificar nos jovens investigados alguns dos modos de ser leitor-navegador nas redes digitais. Os resultados da pesquisa possibilitaram, entre outras questões, a verificação de que, no âmbito da internet, o fenômeno da leitura-navegação vem se configurando de maneira perceptível nos distintos modos de apropriação das diferentes textualidades produzidos pelo leitor-navegador ao percorrer a arquitetura hipertextual digital. Assim, participando de maneira ativa do processo de acesso, interação e apropriação dos conteúdos informacionais que as redes digitais disponibilizam, escolhendo as trilhas e os nexos associativos entre textos, imagens, vídeos e sons, os jovens que transitam pela internet estão demonstrando uma notável capacidade inventiva através de seus diferentes estilos on-line de ser leitor
PALAVRAS-CHAVE: INTERNET, LEITURA-NAVEGAÇÃO, LEITOR

 


SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 21
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 17

TÍTULO: OFICINA DE JORNALISMO E NOVAS TECNOLOGIAS: O APRENDER FAZENDO E O FAZER PARA APRENDER
AUTOR(ES): MARCELLA CHARTIER MARTINS BITTENCOURT, RENATA GUIMARÃES PASTORE
RESUMO:
Com o objetivo de incrementar a formação dos alunos a partir dos 9os anos do Ensino Fundamental por meio da educomunicação, o projeto da Oficina de Jornalismo promove a produção de conteúdo informativo pelos alunos, em um processo ativo que remete ao conceito de heutagogia (heuta – auto, próprio – e agogus – guiar). Ele se refere ao estudo da auto-aprendizagem na perspectiva do conhecimento compartilhado. Trata-se de um conceito que “reconhece as experiências cotidianas como fonte de saber e incorpora a autodireção da aprendizagem com foco nas experiências” (Almeida, 2009). A comunicação é entendida, aqui, como “condição essencial e inerente a um autêntico processo educativo, um processo gerador de conhecimento” (Ismar Soares). Dessa forma, os alunos não apenas analisam e debatem a respeito da conduta da mídia, como participam dessa esfera da comunicação criando e refletindo sobre suas reportagens e artigos. São estimulados o senso crítico, a criatividade, o trabalho de campo – em grupo ou individual –, por meio do uso de uma variedade de meios hoje permitida pelas novas tecnologias (além da imprensa escrita, do rádio, da televisão e da internet, eles acessam e analisam o conteúdo de blogs e podcasts, entre outros), além de utilizarem o moodle (ambiente de ensino-aprendizagem a distância). Já são notados progressos em cada aluno em relação a esses estímulos. Neste momento, acaba de ser publicado o segundo número da Revista Foco, produzida pelos alunos, e estamos discutindo outros projetos com os novos participantes que se uniram ao grupo em 2009.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCOMUNICAÇÃO, HEUTAGOGIA, NOVAS TECNOLOGIAS

 

TÍTULO: A FORMAÇÃO DO LEITOR CRÍTICO E AUTÔNOMO: POR QUE E POR QUAIS MEIOS?
AUTOR(ES): MARCIA APARECIDA PAGANINI CAVÉQUIA, ALINE GUILHERME MACIEL
RESUMO:
O que significa, para o educador, formar um leitor crítico e autônomo? Qual é o conceito de criticidade e de autonomia? De que modo(s) é possível mediar processos de leitura tendo em vista a promoção da autonomia e do pensamento crítico de um leitor de textos veiculados pela mídia? O objetivo deste artigo é, pois, discutir essas questões, buscando, por meio da literatura da área disponível, compreender o modo como o leitor em formação seleciona as leituras advindas da mídia e de que modo ele se posiciona perante elas, considerando o acesso quase ilimitado de textos disponíveis nos dias atuais. Tendo em vista o volume de textos a que a sociedade contemporânea tem acesso atualmente, especialmente aqueles provindos dos meios de comunicação de massa, inclusive do ciberespaço, importa discutir, no âmbito da educação, o modo como o leitor em formação — o aluno de educação básica, mais precisamente — seleciona e recepciona tais textos. Para tanto, o artigo propõe-se a: discutir o papel da mídia no modelo de sociedade atual; compreender o que quer dizer autonomia e criticidade nesse contexto; ponderar se os leitores que a escola tem formado correspondem a esse perfil; refletir sobre o que significa e por meio de quais propostas didáticas se é possível formar esse leitor modelar.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA, EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DO LEITOR CRÍTICO E AUTÔNOMO

 

TÍTULO: COMUNIDADE ON-LINE DE EDUCAÇÃO INFANTIL: OS DESAFIOS E CONQUISTAS DA LEITURA EM AMBIENTE VIRTUAL.
AUTOR(ES): MARIA APARECIDA MELLO, ABEL GUSTAVO GARAY GONZÁLEZ, ADRIANA MARIA CARAM, ANA CAROLINA MISSALI DE SIMONE, ANDREIA CRISTINA METZNER, ANGELA DE FATIMA MARTINS, DAYSE KELLY BARREIROS, DIJNANE FERNANDA VEDOVATTO IZA, DOUGLAS APARECIDO DE CAMPOS, ELINES BERNARDES INÊZ, ELLEN DE LIMA SOUZA, EUNICE MARTIN RITTMEISTER, FABIANA APARECIDA DE MORAES, FERNANDA DESTEFANO DE SOUZA LEITE, LEILA CRISTINA DE ALMEIDA VICENTINI, LUCILENE BRIGANTI, LUCINÉIA MARIA LAZARETTI, MARIA ALICE REIS CAMACHO, MARIA APARECIDA DE QUEIROZ SILVA, PRISCILA BENITEZ
RESUMO:
Trata-se de ferramenta de aprendizagens individuais e/ou coletivas em ambiente educativo diferente desenvolvido no ciberespaço. As ações propostas na Web abrangem diferentes temas e áreas do conhecimento que possam responder às demandas da Educação Infantil, apresentadas pelos usuários: professores, gestores, pais, alunos de graduação e pós-graduação. Concebido como um link dentro do site www.portaldosprofessores.ufscar.br, tem como ponto básico a leitura de hipertexto que contém sete seções (Quem somos; Agenda; Compartilhe experiências; Saúde e qualidade de vida; Pergunte para quem sabe; Fórum/enquete e fale conosco) que, uma vez acessadas, possibilitam e despertam no leitor a busca de novas informações. Nosso objetivo é a utilização do ambiente Web no formato de uma comunidade virtual para a geração de pesquisas sobre questões relacionadas à área de Educação Infantil, com mediadores (seções) de aprendizagens dos usuários desse sistema, ampliando os espaços de investigação científica na área de Educação Infantil e o necessário aprofundamento do conhecimento sobre a complexidade que envolve as práticas pedagógicas nesse nível de ensino. Neste sentido, a leitura no ambiente virtual, apesar do seu inegável potencial de acesso e compartilhamento de conhecimentos a qualquer indivíduo, em espaços e tempos ilimitados, oferece ainda dificuldades de seleção, organização e avaliação dos conhecimentos acadêmicos, publicados em uma linguagem técnica que invariavelmente impede a sua assimilação por indivíduos externos à academia, principalmente os professores. O desafio constante é o de estimular o leitor a visitar e interagir com esse ambiente, ainda desconhecido na educação infantil. Os resultados demonstram a necessidade de desenvolver ferramentas de atração ao leitor que envolvam aspectos como: poluição visual; estratégias e facilidades de acesso; linguagem apropriada; edição de imagens; estrutura física do ambiente e ferramentas de interação que estimule o leitor a ler e escrever, dentre outras. (Financiamento PROEX)
PALAVRAS-CHAVE: COMUNIDADE DE EDUCAÇÃO INFANTIL, LEITURA EM AMBIENTE VIRTUAL, ENSINO E APRENDIZAGEM NA MÍDIA

 

TÍTULO: A PRODUÇÃO DO AUDIOVISUAL NO CONTEXTO ESCOLAR: RESSIGNIFICANDO O CONCEITO DE ALFABETIZAÇÃO
AUTOR(ES): MARIA DE FÁTIMA RAMOS DE ANDRADE
RESUMO:
Este texto é parte de uma pesquisa desenvolvida no programa de Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O objetivo do texto que deu origem a este trabalho foi o de investigar e analisar alguns aspectos do processo de alfabetização semiótica, considerando a expansão da escrita no contexto cultural a partir de diferentes sistemas semióticos interconectados, em processo de expansão, de experimentação e de criação. Afirmar que a nossa cultura está em expansão é compreendê-la como um texto estruturado em sistemas dialógicos, processuais, constituído por linguagens de diferentes codificações. Este grande texto – nossa cultura –, construído pelos processos comunicacionais produzidos pelo homem é, preferencialmente na atualidade, produto das escritas contemporâneas, que realizam, em relação à escrita alfabética, um movimento de expansão. É dentro dessa perspectiva – escrita em expansão – que me propus repensar o conceito de alfabetização, identificando alguns de seus elementos constituintes. Com as respostas às questões norteadoras desta pesquisa _ O que significa ser alfabetizado no contexto atual? Em que medida a alfabetização semiótica é uma competência necessária à produção de textos audiovisuais, um dos exemplos do que estamos chamando de escritas contemporâneas? _ formulei o conceito de alfabetização semiótica bem como sugeri algumas estratégias para o ensino dessas escritas. Para objetivar encaminhamentos - conceituais e práticos – a respeito das questões propostas, foi tomada como hipótese inicial, a idéia de que o conhecimento/produção de textos audiovisuais contribuiria para o processo de alfabetização semiótica. Com a intenção de responder às questões propostas e atingir os objetivos explicitados, acompanhamos a implantação de oficinas de produção de filmes de animação. Do estudo realizado, podemos afirmar: 1º) apesar de desfrutarmos das escritas contemporâneas, ainda desconhecemos como são estruturadas; 2º) embora o processo de alfabetização semiótica ocorra em situações não-escolares, ela não prescinde de um ensino sistematizado.
PALAVRAS-CHAVE: CULTURA AUDIOVISUAL, EXPANSÃO DA ESCRITA, ALFABETIZAÇÃO

 

TÍTULO: A LEITURA E A INTERAÇÃO NOS JOGOS DIGITAIS E NAS PRÁTICAS ESCOLARES: UM ESTUDO DE CASO COMPARATIVO
AUTOR(ES): MARIA ERIVALDA DOS SANTOS TORRES
RESUMO:
Os jogos eletrônicos estão tomando um espaço cada vez maior, não só como entretenimento, mas como ferramenta para fins de comunicação e educação. A cada dia, percebemos a adesão das crianças às novas tecnologias e o domínio delas para acessar os diversos gêneros digitais. Embora isso seja um fato, a escola ainda mantém uma postura bastante distante de práticas de leituras que retratem o universo infantil vivido pela grande parte delas, em especial, as crianças de escolas particulares, de uma classe média da sociedade. O objetivo desse trabalho é comparar o processo de leitura na escola e em casa através de hipertextos. Trata-se de um estudo de caso realizado com uma criança de quatro anos no período de um ano. A fundamentação teórica se baseia nos estudos de Marcuschi (2005), Xavier (2007), Araújo (2007), entre outros. O corpus é composto por dois jogos do site www.papajogos.com.br e das atividades desenvolvidas na escola que tratam da mesma temática. A pesquisa ainda está em andamento, mas os dados já revelam que há uma adversidade entre as práticas letradas na escola das realizadas fora dela e isso nos leva a reflexão do processo interacionista no ambiente escolar, pois, em sua maioria, as atividades desenvolvidas não acompanham a evolução das tecnologias e desenvolvem um processo de exclusão no ato de ler.
PALAVRAS-CHAVE: JOGOS ELETRÔNICOS , LEITURA, HIPERTEXTO

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 22
DIA: 22/07/2009 - Quarta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 22

TÍTULO: UMA LEITURA DA PEDAGOGIA PANTANEIRA COMO PROTAGONISTA DA PRESERVAÇÃO E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
AUTOR(ES): MARIA LEDA PINTO, GIOVANI JOSÉ DA SILVA, LÉIA TEIXEIRA LACERDA MACIEL, MÁRCIA MARIA DE MEDEIROS , ONILDA SANCHES NINCAO , PAULO GOULART JUNIOR
RESUMO:
A presente comunicação tem por objetivo estabelecer um parâmetro entre as histórias de vida dos habitantes do Pantanal e as campanhas oficiais de preservação e respeito ao meio ambiente. Esses habitantes, vivendo do trabalho no Pantanal sul-mato-grossense, região com características geográficas e sócio-históricas singulares, constitui-se, histórica e socialmente, por meio da riqueza lingüística que se concretiza na convivência com outros falantes do português, das línguas indígenas e com o espanhol, língua presente na interação discursiva do dia-a-dia, resultante do convívio, em regime de fronteira aberta, com o Paraguai e a Bolívia. É por meio do uso da língua, aliado a outros aspectos do contexto social, que o homem constitui-se como sujeito que estabelece vínculos sociais com outros sujeitos e com outras culturas, construindo dessa forma, a sua história e a sua identidade. A questão que se coloca é: em que medida se constrói e se evidencia a preservação ao meio ambiente a partir do discurso dos habitantes do pantanal (indígenas e não-indígenas) em relação às campanhas de preservação do meio ambiente pantaneiro, veiculadas na mídia. O desafio é compreender a pedagogia do homem pantaneiro em relação às questões ambientais em contraponto às campanhas oficiais de preservação ao meio ambiente pantaneiro. Para tanto, foram analisadas histórias de vida do homem pantaneiro no que diz respeito ao meio ambiente, numa perspectiva da Análise do Discurso, da Lingüística Aplicada, da Educação, da Antropologia, da Biologia e da História Cultural. Por meio da análise das campanhas de preservação ao meio ambiente e das histórias de vida dos pantaneiros verificou-se um descompasso entre o discurso do pantaneiro e o discurso oficial do Ministério do Meio Ambiente. Pantanal e pantaneiro são duas realidades diferentes que se fundem e se confundem numa única realidade, realidade singular que, como diz o poeta Manoel de Barros, transvê o mundo.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PEDAGOGIA PANTANEIRA, MEIO AMBIENTE

 

TÍTULO: LEITURA DAS MÍDIAS: O QUE NARRAM OS PROFESSORES
AUTOR(ES): MARIA TEREZA SCOTTON
RESUMO:
Como é possível aos professores e professoras contribuírem para a formação de leitores/telespectadores críticos dos meios de comunicação se eles mesmos não forem? Esta indagação deu origem ao projeto de pesquisa MÍDIA E EDUCAÇÃO: A ATUAÇÃO DOS PROFESSORES NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA DO ESPETÁCULO, que teve o objetivo de investigar a relação dos professores com os meios de comunicação nas variadas esferas de suas vidas, considerando-se os três tipos em que eles são classificados: 1. as velhas mídias – livro, periódico, filme; 2. as novas mídias – o rádio e a televisão; 3. as novíssimas mídias – o vídeo cassete, o DVD, a TV a cabo, o pay per view, o computador. A estratégia metodológica utilizada foi a autobiografia tal como concebida em Bakhtin (1992), ou seja, como uma forma de objetivação do próprio eu e da vida num plano artístico. O presente trabalho traz a interpretação feita a partir da leitura dos textos autobiográficos produzidos por doze professores no período de maio/junho de 2008, nos quais narram a presença dos meios de comunicação em suas histórias de vida. A interpretação analisa a construção dessas histórias e pretende responder às seguintes formulações: - Que conhecimentos possuem os professores sobre as estratégias de atuação dos meios de comunicação na contemporaneidade, que podem favorecer ou conformar o público que os consome? - Com que finalidade, em quais situações e de que maneira utilizam os meios de comunicação no trabalho que realizam na Educação? Assim como áreas do conhecimento como a Filosofia, a História, a Psicologia, a Sociologia e a Antropologia, que têm espaço garantido na formação de professores, pela necessidade do diálogo da educação, que é prática social com as ciências que a subsidiam, constatou-se também o necessário diálogo do campo educacional com a Comunicação.
PALAVRAS-CHAVE: AUTOBIOGRAFIA, PROFESSORES, MEIOS DE COMUNICAÇÃO

TÍTULO: A LEITURA DAS NOVAS MÍDIAS
AUTOR(ES): MARIANA SAMOS BICALHO COSTA FURST
RESUMO:
O objetivo principal da presente comunicação é apresentar os veículos de massa como grandes aliados às aulas de Língua Portuguesa. Pretendemos apresentar em que aspectos esses veículos podem ser úteis à educação contribuindo para a otimização das aulas de Língua Portuguesa. Numa sociedade como a nossa, que valoriza o imediato, o prático torna-se necessário para que os leitores tenham um posicionamento crítico, além de dominar uma multiplicidade de leituras. É necessário que o indivíduo saiba ler os produtos da mídia e que seja capaz de questionar suas estratégias. Acreditamos que o ensino de Língua Portuguesa é um ato político e, portanto, torna-se imprescindível que este seja capaz de formar cidadãos letrados. Assim, defendemos que o trabalho com infográficos torna-se cada vez mais necessário. O infográfico é um texto que apresenta uma informação, aliando de maneira harmoniosa a palavra à imagem. Este novo gênero existe há algum tempo como recurso para explicar de forma dinâmica e com maior clareza algum aspecto informativo a ser tratado. O forte apelo visual apresentado por esse tipo de texto tem como objetivo principal persuadir o leitor, tanto pela aparência, quanto pela clareza de informação. Sabemos que o momento digital que estamos vivenciando nos leva a buscar novos tipos de leitura: a hipermídia tem se tornado presente em nossas vidas, aliando a palavra a sons, imagens e movimentos. Geralmente, encontramos infografia em textos de jornais, revistas, livros, etc., como um texto de apoio à notícia, acrescentando informações necessárias para a compreensão da mesma. Entretanto, ele constitui um texto a parte, ou seja, um outro gênero textual, uma vez que possui sentido completo, não depende da notícia para se tornar compreensível; em casos raros, ele aparece como a própria informação principal.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, LETRAMENTO, INFOGRÁFICOS

TÍTULO: PROCESSOS FORMATIVOS: A UTILIZAÇÃO DA PRÁTICA DE LEITURA ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA
AUTOR(ES): MARIELA IZOLAN
RESUMO:
Este trabalho é um relato de experiência de práticas de leitura com a produção de fotografia, realizada com alunos do curso técnico em turismo, em Santos. Visa descrever processos de leitura e de compreensão da cultura visual através da fotografia produzida pelos estudantes que analisaram e interpretaram os objetos artísticos. Como método de interpretação e compreensão da realidade foi utilizada a prática hermenêutica de Heidegger e Gadamer, citadas por Hermann (2003), numa perspectiva filosófica, considerando que o entendimento da compreensão no âmbito da hermenêutica requer a elucidação de três conceitos que se inter-relacionam: pré-compreensão, historicidade e aplicação. A pré-compreensão e a historicidade, constituem o pressuposto da interpretação, que Gadamer toma da estrutura circular da compreensão heideggeriana, a qual não pode ser descrita pelas categorias epistemológicas do sujeito e do objeto, uma vez que a compreensão do ser não é a compreensão do objeto e nada compreendemos se não compreendermos a totalidade, onde o que aparece como objeto é o que deixamos aparecer, o que vem a luz, e esta relação está no modo de ser da historicidade. Como procedimentos metodológicos utilizou-se a observação das imagens no local e, com base nos registros das interpretações dos participantes sobre as imagens produzidas foram colhidos os dados da pesquisa. Os resultados apontaram aspectos positivos em relação aos produtos fotográficos e à leitura realizada com base nos objetos artísticos, além das reflexões dos alunos sobre a relação entre a história do local e sua ressignificação no presente. Considera-se, assim, que as reflexões sobre a produção fotográfica e textual e a interação do grupo nas atividades foram importantes no processo formativo dos estudantes.
PALAVRAS-CHAVE: PROCESSOS FORMATIVOS, PRÁTICAS DE LEITURA, INTERPRETAÇÃO DE IMAGENS

TÍTULO: PROJETO CINESTÉSICO - AUDIOVISUAL E EDUCAÇÃO CRÍTICA
AUTOR(ES): MARÍLIA LOPES DE CAMPOS, VIRGÍNIA DE OLIVEIRA SILVA
RESUMO:
Este trabalho apresenta o Projeto Cinestésico – Audiovisual e Educação Crítica - de caráter interdisciplinar que, conjugando docência e pesquisa a partir da extensão, articula formação em Educação e Comunicação. O Projeto tem como objetivos: exibir, debater, pesquisar e produzir audiovisuais, promovendo educação crítica em espaços escolares. Busca-se compreender as diversas formas de ressignificações realizadas pelo público na leitura dos produtos audiovisuais exibidos, a partir das vivências em debates e oficinas. Desde o início de 2008, o Projeto Cinestésico agrupa professores-pesquisadores e graduandos de Pedagogia e Comunicação da UFPB e suas ações são realizadas em espaços de Ensino Médio – modalidade Formação de Professores. A pauta dos filmes escolhidos prioriza a produção audiovisual paraibana e a pesquisa se baseia nos referenciais da pesquisa-ação e da pesquisa participante. Partindo-se da consideração dos produtos audiovisuais como materiais fundamentais na produção de conhecimentos no espaço escolar em seu diálogo com leituras trazidas de outras agências formadoras, busca-se oportunizar um processo capaz de contribuir para a leitura crítica, numa perspectiva multiculturalmente orientada. Nas atividades de leitura/ releitura dos produtos audiovisuais, emergem os repertórios socioculturais dos sujeitos participantes, bem como as narrativas e formas de organização das mensagens fílmicas, combinando-se uma discussão dos conteúdos culturais com os instrumentos constituintes da linguagem audiovisual. O Projeto propõe um diálogo reflexivo com os estereótipos que povoam cotidianamente nosso contexto cultural e tecnológico.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA, EDUCAÇÃO CRÍTICA, LEITURA

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 23
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 13

TÍTULO: PROJETO LER E PENSAR: O JORNAL EM SALA DE AULA E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA O APRENDIZADO DA LEITURA E DA ESCRITA.
AUTOR(ES): MARY NATSUE OGAWA, KATIA SANTOS LIMA
RESUMO:
O projeto Ler e Pensar, desenvolvido nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Curitiba, em parceria com o Instituto Rede Paranaense de Comunicação – RPC, objetiva estimular no estudante o interesse pela leitura. Tem como premissa a utilização da mídia escrita como elemento propulsor para a potencialização do aprendizado em leitura, e estabelece como prioridade o desenvolvimento da criticidade na interpretação dos textos e da possibilidade de compreender os fatos e a sua significação no contexto social do aluno. A Secretaria Municipal de Educação vem desenvolvendo concomitantemente ao trabalho com o jornal impresso, a proposta de utilização do jornal online. Esta modalidade de trabalho pedagógico parte da leitura, interpretação e análise do jornal impresso como etapas para a elaboração e escrita do jornal eletrônico, ferramenta educativa que envolve saberes que perpassam as áreas do conhecimento inerentes ao processo de formação acadêmica do estudante e também da construção da cidadania. O estudo em questão é um relato de experiência de escolas desta rede de ensino, e visa discutir a articulação da leitura de jornais com a escrita dos jornais na escola, como o “mural” e o “eletrônico”. Este estudo de caráter investigativo está fundamentado em Freinet (1974) e Faria (2001) em relação ao uso do jornal em sala de aula, e Koch (2006), que discute leitura e a compreensão textual. O acompanhamento dos trabalhos desenvolvidos nestas escolas aponta para uma significativa melhora na produção de textos, indicando ampliação do vocabulário, aperfeiçoamento quanto à utilização da gramática e ortografia, e textos mais críticos dos estudantes.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, ESCRITA, JORNAL NA SALA DE AULA

 

TÍTULO: A LEITURABILIDADE DO JORNALISMO LITERÁRIO: PROBLEMAS NA FRONTEIRA J-L
AUTOR(ES): MATEUS YURI RIBEIRO DA SILVA PASSOS
RESUMO:
O jornalismo literário apresenta-se como um gênero híbrido entre o jornalismo impresso e a literatura, apresentando seu auge, enquanto movimento, nas décadas de 1960-70, com o New Journalism norte-americano e os romances-reportagem brasileiros, e vive hoje um momento de renovação em revistas e jornais do Brasil, Estados Unidos, Colômbia e diversos outros países. Este artigo tem como objetivo investigar o porquê de determinadas obras jornalísticas que apresentam elementos narrativos terem se constituído como literatura, a partir de seus aspectos de leiturabilidade, levando em conta a afirmação de Wolfgang Iser de que a literatura deve, ao ocultar algumas informações, promover maior interação entre texto e leitor. A partir da teoria bakhtiniana dos gêneros do discurso, comparamos as principais marcas discursivas que diferenciam os gêneros jornalismo impresso, romance e conto, dentre elas a autoria, a forma de uso das vozes narrativas e a disposição de notações, e discutimos como elas são trabalhadas no gênero jornalismo literário. Analisamos três reportagens publicadas na década de 1960 nas revistas Realidade, The New Yorker e Esquire e as comparamos a três reportagens atuais, publicadas entre 2001 e 2009 nas revistas Piauí, Brasileiros e The New Yorker. Foi possível identificar que as narrativas da década de 60 rompiam de forma mais intensa com os modelos jornalísticos de então, enquanto as atuais procuram uma estética mais informativa, o que, de acordo com Iser, promoveria menor interação – com exceção daquela publicada em The New Yorker, que mantém o uso mais intenso de recursos literários. Assim, é incerto que as iniciativas atuais logrem a constituição de um cânone de forma semelhante à feita em décadas anteriores.
PALAVRAS-CHAVE: JORNALISMO LITERÁRIO, LEITURAS DA MÍDIA, GÊNEROS DO DISCURSO

TÍTULO: A PRODUÇÃO DISCURSIVA EM DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA EM JORNAIS.
AUTOR(ES): MELANIE PIMENTA AMARAL
RESUMO:
Este projeto investiga imagens presentes nas diferentes mídias no que se refere às condições sociais de produção, recepção e leitura. O suporte teórico e metodológico utilizados tem como objetivo construir uma investigação acerca da relação entre texto verbal escrito e texto imagético, contidos em matérias do ensino de ciências e de divulgação científica, elaborados para diferentes espaços educativos. Assim, estudamos e comparamos essa relação em um conjunto de seções de divulgação científica de jornais impressos de grande circulação e disponibilizados na WEB. Partimos da hipótese que essa mídia possui uma determinada linguagem, constituída de narrativas com certas estruturas retóricas e explicitam determinados modelos de ciência, de práticas educativas e de leitor. Portanto, buscamos comparar as relações entre texto verbal escrito e texto imagético, especificamente, em imagens fixas, na constituição das estruturas retóricas que explicitam determinados modelos de ciência, de práticas educativas e de leitor. A escolha por estudar essas mídias se deve a sua ampla presença nessas práticas e à existência de uma produção significativa de materiais que se apóiam em novas tecnologias, fazendo emergir novas questões. Interessa-nos salientar que na produção dessas mídias há um deslocamento da esfera de comunicação da ciência para outra e necessitamos considerar que nesta esfera de produção há um gênero, uma linguagem, normas e finalidades específicas. Escolhemos como período para a realização do estudo a década de 1990, onde as ações de divulgação científica tornaram-se mais intensas na expansão das publicações de seções de jornais voltadas para a divulgação da ciência. Os jornais são os de grande circulação nacional que possuem seções dedicadas à divulgação científica, bem como seu correspondente na WEB. São eles Folha de São Paulo e O Globo e seus respectivos portais. Paralelamente ao levantamento empírico estamos realizando o estudo teórico sobre os temas: mídias; linguagem; imagem; leitura; retórica; divulgação científica; narrativa.
PALAVRAS-CHAVE: IMAGENS, EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, JORNAIS

 

TÍTULO: A TIPOLOGIA TEXTUAL DA CRÔNICA DE NOTÍCIA
AUTOR(ES): MILTON GABRIEL JUNIOR, MYLENE ABUD SANTORO
RESUMO:
Esta comunicação está situada nas áreas da Análise Crítica do Discurso e da Lingüística Textual, e tem por tema analisar a opinião do cronista diante do fato noticioso, levando em consideração os critérios que constroem o texto dissertativo, no sentido de verificar se o cronista procura criar similitude ou dissimilitude com a empresa jornal e quais estratégias argumentativas o cronista utiliza para criar a opinião. Os resultados obtidos pela análise desta crônica demonstram que a crônica de notícia é construída através de um paradoxo entre a opinião jornalística x a opinião do cronista; sendo que na crônica de notícia as expressões argumentativas são legitimadas por provas do Marco das Cognições Sociais. A estratégia argumentativa é a ferramenta para apresentar reforço / provas no que se refere tanto ao evento noticioso, quanto ao cotidiano. Após a análise da crônica de notícia, verificou-se a necessidade de estender nossos conhecimentos lexicais, de mundo, para efetivar a passagem da decodificação para compreensão e interpretação, a qual é construída através de um paradoxo entre a opinião jornalística x a opinião do cronista. A focalização jornalística procura nortear seus textos de forma a representar o evento noticioso, enquanto a focalização do cronista se inicia a partir dos eventos noticiados, buscando orientar o leitor a um novo ponto de vista, revelando um outro ângulo, ainda não observado pelo leitor; leituras de mundo possíveis de coexistir com o ângulo inicial e levando a reflexão de ambos os mundos criados. Neste instante, com o auxílio de estruturas textuais comparativas, o cronista consegue fazer com que a noticia (Inusitado) se transforme em cotidiano (Usual), formando sua opinião sobre os fatos por ele narrados.
PALAVRAS-CHAVE: LÉXICO, INTERPRETAÇÃO, DISCURSO

TÍTULO: A FOTOGRAFIA EM CAPAS DE REVISTA E A CONSTITUIÇÃO DE SENTIDO
AUTOR(ES): MIRIAM BAUAB PUZZO
RESUMO:
As capas de revista informativa tem na fotografia o eixo central como atrativo para o leitor. A cada dia as fotos ganham em qualidade ao mesmo tempo que passam por um processo de elaboração cujo objetivo é criar impacto e seduzir o leitor. A função das capas como invólucro das informações contidas no interior do semanário é trazer as manchetes principais de modo impactante, cujo intuito é a promoção de venda. Aliadas às manchetes, as fotos compõem um todo enunciativo significante, que antecipa não apenas a informação, mas também a interpretação dos fatos, sob o viés da empresa. Tendo em vista esse aspecto, o objetivo desta comunicação é discutir os significados implícitos de que a foto participa como integrante desse gênero. A teoria de apoio para a discussão das fotos como integrantes do enunciado concreto é a discursivo enunciativa na perspectiva bakhtiniana, expressa em Estética da criação verbal (BAKHTIN, 2003), bem como obras que interpretam a fotografia como representação do real, entre elas Sobre fotografia (SONTAG, 2007), Realidades e ficções na trama fotográfica (KOSSOY, 2002) e Fotografia digital de personas (FREEMAN, 2005). Para cumprir tal proposta serão analisadas as capas da revista Veja que apresentam fotos do presidente Lula, tratadas pelo sistema de Photoshop. Tais fotos integram os enunciados concretos das capas referentes às ed. 1913 de 13 de julho de 2005; ed. 1918 de 17 de agosto de 2005 e ed. 2056 de 16 de abril de 2008. As fotos dialogam não só com os outros elementos que compõem o enunciado, mas também com o instante sócio histórico, expressando a opinião da empresa. Conclui-se que de modo indireto as fotos sinalizam uma perspectiva interpretativa antecipando as informações das reportagens internas, de modo a formar a opinião prévia do leitor.
PALAVRAS-CHAVE: CAPAS DE REVISTA, FOTOGRAFIA, OPINIÃO

 

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 24
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 13

TÍTULO: DISCURSO, LEITURA, IMAGEM
AUTOR(ES): NÁDEA REGINA GASPAR
RESUMO:
Este trabalho tem como objetivo compreender as possíveis relações existentes entre a escrita das cartas que também foram retratadas nos quadros do pintor Vincent Van Gogh. Para tanto, recorremos às cartas que o pintor holandês escreveu durante a sua vida, principalmente às enviadas ao seu irmão Theo, e resultou em um livro intitulado “Cartas a Theo” (1991). Nelas, o pintor buscou descrever, via comunicação verbal da vida cotidiana, aspectos da sua vida, do seu trabalho como artista, imprimindo, também na escrita, sua visão de mundo. Porém, o que nos interessa nestas cartas é buscar alguns enunciados escritos, portanto, na forma de palavras, e encontrá-los nas imagens dos quadros pintados pelo artista, na tentativa de encontrar relações entre as palavras e as imagens. Metodologicamente, buscou-se subsídio em “Estética da criação verbal” de Mikhail Bakhtin (1997), tendo em vista dois princípios desse autor: “enunciado” e “gêneros discursivos”. Bakhtin distingue os “gêneros” entre “primários” e “secundários”. Como exemplo de “gêneros primários” tem-se: o diálogo entre as pessoas, as cartas, nos dias atuais os e-mails, blogs, etc. Os “gêneros” são denominados por esse autor como “primários”, porque surgem de uma comunicação verbal espontânea. Já os “gêneros secundários”, resultam de circunstâncias de uma comunicação mais complexa, como os textos literários, os científicos, os culturais, etc. Contudo, segundo Bakhtin (1997, p. 282) no mesmo texto citado, é da “inter-relação entre os gêneros primários e secundários de um lado e o processo histórico de formação dos gêneros secundários do outro, [que se] esclarece a natureza do enunciado.” Partindo-se, então, desses princípios teóricos de Bakhtin, o que se almeja neste trabalho é compreender de que modo alguns enunciados escritos no gênero primário – cartas - podem refletir no gênero secundário, no caso, em imagens – quadros.
PALAVRAS-CHAVE: DISURSO, LEITURA, IMAGEM

TÍTULO: A LEITURA, O RIO MUTÁVEL DE HERÁCLITO
AUTOR(ES): NELYSE APPARECIDA MELRO SALZEDAS, RIVALDO ALFREDO PACCOLA
RESUMO:
“... cada releitura de um livro e cada lembrança dessa releitura renovam o texto.” A epígrafe pinçada de Borges envereda a discutir as preocupações da educação no encontro da literatura, da mídia, dos textos acadêmicos com os rumos da leitura. Verificamos que “O leitor” de Schlink (2009) transforma-se em um produtor de texto, quando alfabetiza pela conjugação da oralidade com a escritura: “Ela aprendeu a ler com o senhor. Pegou na biblioteca os livros que o senhor leu em voz alta nas fitas e ia seguindo palavra a palavra, frase a frase, o que ouvia.” (p.226) Neste caso, a intervenção do leitor foi capaz de proporcionar disposição para ler e escrever, ir em direção ao esclarecimento: “Analfabetismo é menoridade.” (p.206) Esse “leitor”, transposto para a tela grande, amplia as possibilidades de discussão da leitura. Ainda no terreno da ficção, “O último leitor”, Piglia (2006), citando Cervantes transcreve: “Sou aficionado a ler até pedaços de papéis pelas ruas” [D. Quixote, I,9] (p.20). Com isso, tenta revelar a condição material do leitor de nossos dias, que vive num mundo de signos, rodeado de palavras impressas. Por seu turno, a mídia marca presença com as mesmas indagações, pois em “A aventura do livro”, Chartier (1999), esse leitor torna-se um navegador da web, quando opera com as janelas de sentidos vários, realizando múltiplas interações. Também o texto de Soares, in “Leitura: perspectivas interdisciplinares” (1999), instrumentalizando uma tela de Renoir: “La Liseuse”, discute o ato solitário da leitura que se contrapõe ao ato de “interação verbal entre indivíduos, e indivíduos socialmente determinados” donde a “enunciação é, portanto, processo de natureza social [...] determinando a leitura e constituindo seu significado.” (p.18) Estas pedras existentes no caminho da educação podem ser de tropeço ou tornarem-se os pilares da construção da leitura. Eis as possibilidades desse processo em interação.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, RELEITURA, INTERAÇÃO

 

TÍTULO: ELABORAÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS PARA EAD
AUTOR(ES): NEUSA MARIA DE ANDRADE
RESUMO:
Este artigo é decorrente de um recorte sobre o uso de materiais didáticos na EAD, apresentado em monografia sobre o Panorama da Educação a Distância no Ensino Superior no Brasil em 2008, para a qual foi realizada pesquisa confrontando a opinião de alunos das modalidades a distância e presencial. Os reflexos das mudanças na sociedade durante os últimos 30 anos incluem a Educação e neste contexto a modalidade EAD, na qual os cursos são desenvolvidos para alunos de todas as idades, localização geográfica e condição física. O material didático em EAD tem papel estratégico e deve ser pensado para vários tipos de mídias e recursos a serem utilizados de acordo com o contexto de cada curso, como ferramenta básica de aprendizagem auxiliando os professores na organização do trabalho pedagógico em torno de objetivos comuns e otimizando as interações entre o aluno e o conhecimento. Uma das conclusões deste estudo enfatiza o uso de uma linguagem atrativa adequada aos vários estilos possibilitando contemplar os conteúdos de forma a incentivar a auto-aprendizagem e a responsabilidade para aquisição de novas habilidades cognitivas. Essa discussão é bem mais complexa do que a síntese apresentada, na qual devem ser observadas também as necessidades do curso e a possibilidade de utilização de diferentes recursos e mídias, tendo em mente que as atividades devem estar contextualizadas de tal maneira que o aprendiz tenha uma visão geral do conteúdo a ser adquirido.
PALAVRAS-CHAVE: MATERIAL DIDÁTICO, EAD, ENSINO-APRENDIZAGEM

TÍTULO: A INTERFACE LITERATURA/TELEVISÃO:UMA PROPOSTA DE LEITURA DO GÊNERO ADAPTAÇÃO LITERÁRIA
AUTOR(ES): NUBIANE KAILER KAVA DOS SANTOS, CLAUDIA LOPES NASCIMENTO SAITO
RESUMO:
Na atualidade, a multiplicidade de fenômenos sob a denominação de “globalização” tem contribuído para uma redefinição dos contextos de ensino-aprendizagem de línguas (ROTH & MARCUZZO, 2008, p.33), o que pressupõe professores preparados para desenvolverem múltiplas habilidades em seus alunos como, por exemplo, o letramento multimodal. Passou-se, então, a exigir do profissional da linguagem uma atuação que, utilizando seus conhecimentos teóricos sobre linguagem, leitura, produção e recepção de textos, aponte pelas relações estabelecidas pela materialidade lingüística, a materialidade visual ou audiovisual, a reiteração, a ampliação ou o redimensionamento de sentidos (BRAIT, 2001). Entretanto, para que o professor possa criar espaços que desenvolvam ou construam capacidades e competências dos alunos – e uma delas diz respeito a um aspecto fundamental dos letramentos: a leitura e compreensão de gêneros de textos de distintas esferas de comunicação como, por exemplo, a esfera da criação artística (a literatura, a pintura, a arquitetura, a música, a dança, o teatro), veiculados em diferentes veículos (mídia impressa, eletrônica e digital), o que constitui um processo de multiletramento (NASCIMENTO & SAITO, 2004; 2005), ele precisa antes de tudo se apropriar de um instrumental teórico e metodológico que faça dele um mediador efetivo dos gêneros multimodais. Com o objetivo de instrumentalizar o professor em pré-serviço e em serviço é que desenvolvemos nossa pesquisa com o gênero textual adaptação literária para televisão. A nossa exposição está dividida nas seguintes partes: 1) o ensino de língua portuguesa voltado para um multiletramento; 2) televisão, adolescentes e docentes: pensando em uma experiência formadora; 3) a interface entre literatura/mídia 4) uma proposta de didatização: seqüência didática com adaptação literária para últimas séries do Ensino Fundamental.
PALAVRAS-CHAVE: ENSINO DE LEITURA , GÊNERO TEXTUAL ADAPTAÇÃO LITERÁRIA, SEQUENCIA DIDÁTICA

TÍTULO: PERTO DAS TECLAS, LONGE DA FORMAÇÃO DE LEITORES
AUTOR(ES): NÚBIO DELANNE FERRAZ MAFRA, VLADIMIR MOREIRA
RESUMO:
Resultados da primeira fase do projeto de pesquisa “Letramento digital do professor de Língua Portuguesa” vinculado ao Grupo de Pesquisa FELIP – Formação e Ensino em Língua Portuguesa. A pesquisa tem buscado identificar e analisar as formas de letramento digital dos professores de Língua Portuguesa relacionadas à sua prática social tanto como usuários de computadores e internet quanto como formadores de alunos leitores e produtores de textos no âmbito da cibercultura. Neste sentido, baseada principalmente nas concepções de Soares (1998), Kleiman (1995), Chartier (1999) e Lévy (1999), desenvolve-se uma pesquisa do tipo etnográfico, com a aplicação de questionários, entrevistas e o desenvolvimento de grupos focais. Nesta primeira fase, foram aplicados questionários a professores da rede estadual do Paraná participantes do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE-PR) entre 2007 e 2009 no âmbito do Núcleo Regional de Londrina. Dentre outros aspectos, os resultados apontam para um letramento digital proficiente do professor de Língua Portuguesa na condição de usuário, diferentemente do que outros estudos têm sinalizado. Por outro lado, esta proficiência não tem refletido plenamente numa atuação em sala de aula articulada a estas novas linguagens e suportes. Com base nestas constatações, diferentes relações com o processo ensino-aprendizagem em sala de aula, conhecimento de softwares mais adequados ao ensino de Língua Portuguesa e novos olhares relacionados à língua e à linguagem na contemporaneidade são temas que se inscrevem na agenda de demandas e questionamentos.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO DIGITAL, FORMAÇÃO DE PROFESSORES, LÍNGUA PORTUGUESA

 

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 25
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 14

TÍTULO: ENTRE 1920 E 1940: REGISTROS DA IMPRENSA DO GRANDE INTERIOR BRASILEIRO.
AUTOR(ES): OTÁVIO CANAVARROS
RESUMO:
Este trabalho é um resultado parcial da nossa pesquisa sobre A história da leitura em Cuiabá através da imprensa (1910-1940), atualmente, em fase de conclusão de levantamentos empíricos. Destacaremos nele, as leituras do jornal católico “A CRUZ”, no período de 1920 a 1940, no qual procuraremos investigar os indícios de cultura letrada (erudita) no periódico, tais como crítica literária ou artística em geral e as suas variadas manifestações e meios de propagação. Procuraremos, também, apontar os surgimentos de registros sobre a cultura material (objetos e/ou práticas) da inovação modernizadora, no contexto interiorano brasileiro da época. Sobretudo, discutiremos as representações culturais mais expressivas da imprensa escrita no entreguerras, os valores éticos, políticos e sociais, para o comportamento privado ou coletivo. No que se refere à cultura material, priorizaremos as novidades vinculadas pelo jornal, com especial atenção aos processos de circulação e distribuição do impresso, na Capital e no interior do Estado. Procuraremos discernir, nas atualizações da imprensa, as diversas técnicas de combinação de inventos das mídias, realizadas pelo jornal. Como exemplo, as combinações modernizadoras do prelo com o telégrafo, o telefone e, principalmente, com a transmissão radiofônica. Enfim, iremos analisar os registros de mudanças de padrão comunicativo, mais adequadas aos valores de uma cultura de massas.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, IMPRENSA, CUIABÁ

 

TÍTULO: O SUJEITO NA ANÁLISE DO DISCURSO SOBRE A LÍNGUA ESTRANGEIRA E SEU ENSINO NA MÍDIA.
AUTOR(ES): PATRICIA FABRO BARBOSA
RESUMO:
Percebe-se que na mídia há dois discursos conflitantes acerca do ensino de língua estrangeira. O primeiro, por ocorrer em maior número de enunciados, é aquele que detém uma visão de língua sistêmica, enquanto que outro, em direção contrária, e de menor fôlego, apresenta a língua e seu aprendizado como uma práxis sócio-educacional. Aquele tipo de discurso, do aprendizado de um idioma estrangeiro como decodificação de uma série de regras e nomenclaturas, projeta em seus enunciados formações discursivas e interdiscursos que isolam o sujeito aprendiz, e desconsideram que a língua é um produto sócio-histórico, em constante mutação, fruto de um processo de interação sempre inacabado e sempre em construção, indissociável de seu falante. A idéia de aquisição da língua como a de um produto comercial, associada à noção de imprescindibilidade de aprendizado, fazem com que haja esse apagamento do sujeito no seu sentido histórico, pragmático. O trabalho pretende refletir acerca desse sujeito histórico que é atravessado pelo discurso, e de que maneira isso pode ser percebido na materialidade dos enunciados, apontando, para isso, exemplos de enunciações veiculados pela mídia. O referencial teórico são os pressupostos da Análise do Discurso de vertente francesa. O material de reflexão são os resultados até agora obtidos na pesquisa O discurso sobre a língua estrangeira e seu ensino na mídia impressa de 1985 a 2005 e na publicidade de rua da cidade de Curitiba, cujas fontes de análise são os jornais Folha de São Paulo e Gazeta do Povo, a revista Veja e a publicidade de rua.
PALAVRAS-CHAVE: ANÁLISE DO DISCURSO, ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA, MÍDIA

 

TÍTULO: LETRAMENTO DIGITAL: O USO DO COMPUTADOR COMO POSSIBILIDADE PEDAGÓGICA E NECESSIDADE SOCIAL
AUTOR(ES): PATRICIA PINTO DA SILVA
RESUMO:
Este trabalho tem como foco a utilização do computador como importante ferramenta para a inclusão digital paralelo a possibilidade pedagógica e as suas implicações. O estudo pretende destacar a necessidade que a escola tem de incluir seus alunos digitalmente, de forma a despertá-los para o mundo digital decorrente da globalização e do avanço tecnológico. Pretende-se ainda elencar um novo paradigma que está surgindo em meio a tal transformação social que é o fenômeno denominado: “Letramento Digital”, valorizando aspectos sociais e possibilidades pedagógicas. Refletirei sobre a idéia de que a escola é uma organização e como toda organização passa por mudanças e adaptações, as quais atualmente estão voltadas para a Era da Informação e a Inclusão Digital. O uso do computador além de incluir digitalmente, também pode ser utilizado como uma possibilidade pedagógica, o que gera algumas implicações. Como toda mudança, a inclusão digital, a partir do letramento digital, será um processo lento e gradual, que acarretará problemas e dificuldades, abordarei alguns desses aspectos em meu trabalho, mas poderão surgir muitos outros, ainda não existentes ou não previstos. O uso do computador é algo atual e muito discutido, portanto este trabalho será mais uma contribuição para que tal uso produza resultados positivos na formação de nossos alunos.
PALAVRAS-CHAVE: LETRAMENTO DIGITAL, INCLUSÃO DIGITAL, ERA DA INFORMAÇÃO

 

TÍTULO: INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UMA EXPERIÊNCIA NO CEMEI PROFESSOR MILLO CARLI MANTOVANI
AUTOR(ES): PATRÍCIA LISBOA
RESUMO:
Esta comunicação tem como propósito discutir o uso da informática na educação infantil a partir de um relato de experiência desenvolvido em minha prática profissional enquanto professora e especialista em informática na educação. O experimento em questão trata-se da capacitação de educadoras, implantação e acompanhamento de um projeto que, em primeiro plano, objetiva o uso do computador in loco como suporte pedagógico no CEMEI Professor Millo Carli Mantovani, mantido pela Secretaria Municipal de Educação de Poços de Caldas - MG. Durante o processo de construção deste relato, reportei-me à análise da trajetória desenvolvida desde a primeira capacitação e, também, a dados coletados através de questionários respondidos pelas educadoras que participaram do projeto. Nesse sentido, como plano de fundo trago à análise as seguintes indagações: opinião das educadoras quanto ao uso da ferramenta computacional na educação; aspectos positivos e negativos de suas concepções quanto ao uso do computador como apoio nas atividades pedagógicas vinculadas a educação infantil; avaliação dos trabalhos de capacitação em serviço desenvolvidos na instituição; opinião do grupo no tocante a intervenção do especialista em informática aplicada à educação em projetos dessa abrangência. Ainda nessa perspectiva, teço considerações ancoradas na idéia de que a capacitação em serviço foi o melhor caminho para que as educadoras tivessem condições de se apropriarem dos computadores na prática pedagógica com crianças em idade pré-escolar. E assim também viessem a refletir sobre suas práticas nesse espaço mediado pelas tecnologias.
PALAVRAS-CHAVE: INFORMÁTICA, EDUCAÇÃO INFANTIL, CAPACITAÇÃO EM SERVIÇO

 

TÍTULO: VEJA: MECANISMOS DE CONSTRUÇÃO DO SENTIDO EM REVISTA
AUTOR(ES): PATRÍCIA RIBEIRO CORADO
RESUMO:
A partir da concepção de que os sujeitos se constituem na e pela linguagem, buscar-se-á a investigação das formas de construção dos discursos veiculados na composição textual das capas da revista Veja. Trata-se de uma investigação linguístico-discursiva e ideológica que tentará penetrar na opacidade das lentes através das quais o mundo contemporâneo se apresenta aos sujeitos históricos que dele participam. O surgimento e a consolidação, ainda que em tese, do conceito de democracia fortalecem a relação entre a palavra e o poder, de modo que a força das palavras substitui o poder das armas e a repressão pela força. De fato, a palavra e todas as demais formas de linguagem que se propõem à representação do real têm força. É no discurso que o homem cria e (re)cria os mundos e as realidades. Sob esse enfoque, os estudos da linguagem não podem visar apenas à compreensão da língua como sistema, mas também a investigação sobre os mecanismos pré- e pós-discursivos que fazem o discurso se constituir tal como é. Mesmo quando o enunciador opta pelo suposto posicionamento de neutralidade, ele o faz com intenções argumentativas que se manifestam desde as escolhas lexicais até as modalizações discursivas. As capas de revistas, além de se apresentarem com um intenso potencial comunicativo, uma vez que não esperam passivamente o leitor, mas se lançam na sua busca, revelam-se como um rico material pelo uso plural das linguagens, numa composição em que o verbal e o não-verbal completam-se mutuamente, fazendo parte dos recursos de produção de sentido elementos da análise linguística propriamente dita, tais como, seleções lexicais, perguntas retóricas, pressupostos e subentendidos, construção de polifonia, e elementos da análise semiótica, como, por exemplo, cores, imagens, fotos, jogos de luz e sombra etc.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO, IDEOLOGIA, PODER

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 26
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 14

TÍTULO: BLOG, FERRAMENTA PARA OTIMIZAÇÃO DOS EIXOS LEITURA-ESCRITA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
AUTOR(ES): PAULA FERNANDA DÉDE DO NASCIMENTO
RESUMO:
A inserção das novas tecnologias da informação está promovendo mudanças no processo de ensino-aprendizagem. Nesse campo, a internet tem levado as pessoas a lerem mais e a usarem mais a escrita, mas ao mesmo tempo nos deparamos com alunos do ensino básico apresentando desinteresse e dificuldades em escrita fora do meio virtual. O presente trabalho tem por objetivo elucidar a experiência do projeto interdisplinar “Historiando Olinda” que teve por objetivo geral o resgate na re/co – construção identitária dos alunos de ensino médio de uma escola pública da cidade de Olinda e, por conseguinte, objetivos específicos para cada disciplina. A disciplina Português, dentre uma infinita diversidade de gêneros, considerou o gênero blog uma excelente ferramenta para que os alunos se vissem como um sujeito constituinte das condições de produção do processo de aprendizagem. A execução desta experiência se deu primeiramente com um debate sobre o que seria um blog, bem como as leituras feitas sobre sua definição. A pesquisa então seguiu com a divisão da turma para escolha de prováveis temas e do que seria colocado diariamente nos mesmos. Durante este processo, houve vários debates, leituras, escrituras, revisões de textos, discussões como o uso adequado de palavras, expressões. Houve também várias intervenções do professor da turma, quanto às leituras feitas e as escrituras dos textos. Ao final da pesquisa verificou-se que o gênero digital se mostrou como uma possibilidade adicional para aprendizagem dos conteúdos curriculares, uma vez que o blog proporcionou a discussão e troca de textos coletivos do conhecimento, promovendo atividades significativas de leitura e escrita.
PALAVRAS-CHAVE: BLOG, PRODUÇAO TEXTUAL, LEITURA

 

TÍTULO: REPRESENTAÇÕES DE ESCOLA PRODUZIDAS POR FILMES DE ANIMAÇÃO
AUTOR(ES): PAULA NUNES ORTIZ
RESUMO:
Os filmes de animação são artefatos culturais que ensinam de forma prazerosa sobre uma série de aspectos, constituindo uma pedagogia cultural na contemporaneidade. Este artigo trata das representações de escola em um conjunto de quatro filmes de animação que trazem cenas escolares em suas tramas —Procurando Nemo (2003), O Espanta Tubarões (2004), Os Incríveis (2004) e O Galinho Chicken Little (2005). Estas películas, ao mostrarem cenas escolares, ensinam como a escola funciona e produzem representações da instituição escolar. Um dos critérios para a seleção das películas se deu em razão destas estarem presentes no cotidiano de muitas crianças. Estes filmes têm também ampla circulação e divulgação em diferentes mídias. O objetivo deste artigo é mostrar algumas representações de escola produzidas por essas películas, problematizando se tais representações contribuem para o entendimento da escola como um lugar em crise, defasado, que desperta pouco interesse nos alunos. A discussão e a análise buscaram inspiração na perspectiva dos Estudos Culturais pós-estruturalistas, especialmente nos estudos de mídia articulados aos estudos foucaultianos. Autores que pensam a escola contemporânea também são utilizados neste texto, assim como o conceito de representação como prática de significação, discutido por Hall (1997), o endereçamento, da autora Ellsworth (2001), e ainda o entendimento de pedagogia cultural dos autores Steinberg e Kincheloe (1997; 2004) são centrais na produção desse artigo. Algumas representações que compartilho nesse texto, que são os achados de uma pesquisa maior, mostram que as aulas das escolas dos filmes de animação são “chatas”, desqualificando sua função na cultura e na vida das crianças. A escola é representada como uma instituição que não atende às necessidades dos alunos, não propicia divertimento, prazer e interesse. Os filmes ensinam ainda que as crianças devem ir para a escola, não para aprender alguma coisa com os professores, mas para ter relacionamentos com os colegas.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, FILMES DE ANIMAÇÃO, REPRESENTAÇÃO DE ESCOLA

 

TÍTULO: REVISTAS SEMANAIS: UM SUPORTE PARA LEITURA DE VÁRIOS GÊNEROS
AUTOR(ES): RAFAEL DIREITO TEIXEIRA
RESUMO:
O trabalho com gêneros textuais é uma exigência no conteúdo programático de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental e Médio, preconizado pelos PCNs e pelas DCEs de Língua Portuguesa, tendo em vista que todos os textos se manifestam num ou noutro gênero textual. Em nosso dia-a dia, principalmente no contexto escolar, inúmeras vezes nos deparamos com a leitura de textos diversos sem sabermos de que gênero se tratam, o que dificulta a compreensão e a construção do sentido desses textos. Sendo assim, esta comunicação, como parte dos estudos do Grupo de Pesquisa Leitura e Ensino da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), campus de Jacarezinho, grupo este certificado pelo CNPq, tem por objetivo apresentar resultado de pesquisa que procurou investigar os gêneros textuais da revista Veja e da revista Superinteressante. Também, apresentar análise comparativa acerca dos gêneros mais recorrentes nessas revistas e se eles divergem de uma revista para outra em suas características de função, plano composicional (estrutura, organização), estilo (como a escolha do vocabulário empregado). Essas duas revistas da editora Abril têm circulação mensal e semanal e podem ser consideradas como um suporte com muitos gêneros, conforme Marcuschi (2003). Como a maioria dos gêneros dessas revistas estão presentes em atividades de leitura propostas em livros didáticos de língua portuguesa, com esse estudo pretendemos explicitar as particularidades dos gêneros mais recorrentes nelas, uma vez que acreditamos que, nessa perspectiva, a leitura poderá se tornar mais significativa, pois o aluno será apresentado a um determinado gênero e poderá passar a percebê-lo como relativamente estável dentro de um contexto e perceberá, também, nos textos desses gêneros, o propósito e a intenção de seus autores, o que poderá torná-lo mais apto para a construção do sentido textual.
PALAVRAS-CHAVE: GÊNEROS TEXTUAIS, ESFERAS MIDIÁTICAS, SUPORTE REVISTA

 

TÍTULO: O ENSINO DA FICÇÃO COM HISTÓRIAS EM QUADRINHOS: DO CONFLITO DO LEITOR À MEDIAÇÃO DOCENTE
AUTOR(ES): RENATA KARLA LINS BEZERRA
RESUMO:
Este estudo investiga a relação que crianças e professores estabelecem entre ficção e realidade na leitura de histórias em quadrinhos. A relevância desse estudo está na possibilidade de perceber as relações estabelecidas com a ficção, tais como conflitos, rejeições e diálogos com a realidade, em situação escolarizada. A pesquisa é de caráter qualitativo e realizou-se em escola da rede pública estadual localizada em Natal/RN. Constitui-se da realização de dez sessões de leitura intertextual de Histórias em Quadrinhos da Turma da Mônica e Contos de Fadas, em três turmas do 4º ano do ensino fundamental, denominadas A, B e C de controle. As professoras das turmas A e B participaram de estudos teóricos e elaboraram os planos das sessões de leitura, mediante orientações dos pesquisadores. O registro das sessões foi feito em áudio, vídeo e observação in loco. A partir das transcrições dos dados, considerando as discussões de pós-leitura das histórias em quadrinhos, foram selecionados para análise os sujeitos que apresentaram dificuldades no trânsito entre real e ficção. Analisaram-se as perguntas e respostas elaboradas pelos sujeitos sobre ficção, percebendo as intervenções das docentes ao mediar essa situação de leitura. Como referencial teórico optou-se por Amarilha (2006), Bauer e Gaskell (2002), Cirne (1994; 2002; 2005), Eco (1987). Verificou-se incipiente formação leitora dos aprendizes, demonstrando transição no discernimento entre o real e ficção. A lacuna na formação docente repercute na dificuldade em mediar o conflito cognitivo diante do contexto ficcional.
PALAVRAS-CHAVE: FICÇÃO, HISTÓRIA EM QUADRINHOS, FORMAÇÃO DO LEITOR

 

TÍTULO: AMÁLGAMAS FICCIONAIS - UMA INTRODUÇÃO À ESTRUTURA NARRATIVO/EDITORIAL DOS QUADRINHOS DE SUPER-HERÓIS
AUTOR(ES): RODRIGO EMANOEL FERNANDES
RESUMO:
As histórias em quadrinhos do gênero “super heróis” seguem uma estrutura narrativa/editorial exclusiva dessa mídia em particular, na qual todos os títulos de uma determinada editora, estúdio ou selo co-existem numa única “realidade ficcional”, um continuum espaço/temporal habitado por todos os personagens (protagonistas ou coadjuvantes) e demais elementos, cujos direitos pertencem à editora e não aos respectivos criadores/funcionários. Tal estrutura, nascida das condições específicas nas quais os quadrinhos americanos de escala industrial se originaram somadas a estratégias de vendas a princípio simples, evoluiu no decorrer das décadas através das contribuições individuais de centenas de artistas e editores, apropriando-se das características de virtualmente todos os demais gêneros narrativos, mídias e, no limite, da cultura em geral. Como no espaço geográfico real esse “espaço ficcional” é composto por sobreposições, simultaneidades, elementos conflitantes compartilhados por centenas de séries individuais, convivendo mas nunca se estabilizando, ao contrário: retroalimentando-se num processo de constante desestabilização, apesar dos cada vez mais cuidadosos planejamentos editoriais. Embora sejam muito familiares para o público alvo do gênero, os “universos ficcionais” dos super heróis foram pouco estudados fora do âmbito dos próprios quadrinhos, onde nos últimos anos surgiram autores interessados em trabalhar conceitualmente as estruturas desse suporte único. Nessa linha destacam-se escritores como Warren Ellis (Planetary), Grant Morrison (Sete Soldados da Vitória) e Alan Moore (A Liga dos Cavalheiros Extraordinários), trabalhando com séries que, dentro da própria indústria, exploram as singularidades dessa amálgama ficcional que reflete aspectos inusitados e complexos de nossa cultura. O presente texto é uma tentativa de primeira aproximação com tais singularidades, uma introdução para um projeto de pesquisa centrado na série Planetary e sua proposta de exploração “arqueológica” da “história imaginária do século XX”.
PALAVRAS-CHAVE: HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, REALIDADES IMAGINÁRIAS, CULTURA POP

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 27
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 15

TÍTULO: LITERATURA DE CORDEL NA INTERNET: UMA NOVA MANEIRA DE LER!
AUTOR(ES): RODRIGO EMANUEL DE FREITAS APOLINÁRIO
RESUMO:
Percebe-se que a literatura de cordel vem se adaptando às novas tecnologias e encontrou na internet um novo espaço de publicação, mais amplo e com estratégias diversificadas de interação com o leitor, o que permite a formação de novos públicos-leitores, o surgimento de diferentes temáticas na escrita, bem como possibilidades didáticas de propagação dessa literatura na sala de aula. Na internet, ela possui sites especializados que contam sua história no mundo e no Brasil e publicam seus títulos. Também é possível encontrar cordelistas com blogs e sites próprios, espaços onde publicam o cordel de sua autoria e recebem opiniões dos leitores, que criticam, sugerem novas temáticas ou se sentem estimulados a escrever a sua própria estrofe e acabam oferecendo respostas utilizando as regras do próprio cordel. O presente artigo vem analisar a prática de leitura da literatura de cordel na internet realizada por alunos de licenciaturas em Letras das Universidades Federal de Campina Grande (UFCG) e Estadual da Paraíba (UEPB), nos campi de Campina Grande (PB), que estão sendo formados para ensinar língua e literatura. Através de um estudo de recepção, é observado qual o grau de interesse deles por essa literatura publicada no suporte internet, quais os estímulos e dificuldades, bem como a viabilidade dessa nova forma de leitura como instrumento didático.
PALAVRAS-CHAVE: CORDEL, INTERNET, LEITURA

TÍTULO: O DISCURSO SOBRE A OBRIGAÇÃO EM APRENDER UMA LÍNGUA ESTRANGEIRA
AUTOR(ES): ROGERIA DE AGUIAR
RESUMO:
Este trabalho tem por objetivo verficar, em uma perspectiva da Análise do Discurso Francesa, quais são os discursos vinculados às línguas estrangeiras e seu ensino na Revista Veja dos anos de 1985 ao ano de 2005. São vários os discursos encontrados. Há enunciados que revelam visões simplistas de língua e de ensino, como por exemplo, “aprenda inglês em 30 horas“. Também encontramos enunciados que revelam o discurso normativista sobre a língua. Alguns desses são aqueles que declaram que aprender uma língua de maneira eficaz, é aprender sua gramática. Dentre os muitos enunciados encontrados, gostaríamos de dedicar maior atenção àqueles que constituem o discurso da obrigatoriedade do aprendizado de uma língua estrangeira por todas as pessoas. Encontramos enunciados como “falar de verdade uma língua estrangeira tornou-se obrigatório“ ou “qualquer pessoa com o mínimo de escolaridade sabe da importância da língua inglesa para o futuro profissional“. A partir de enunciados como esses, queremos verificar como esse discurso se contitui. Uma das características comum a todos os dirscursos é a de esconder sua condição de discurso e mostrar-se como uma verdade. Esse não é diferente, queremos discutir, portanto, como a afirmação de que todos nós temos a obrigação de aprender uma língua estrangeira é um efeito discursivo.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA , DISCURSO, LÍNGUA ESTRANGEIRA

 

TÍTULO: COM O MUNDO DIANTE DOS OLHOS: ESTRUTURA TEXTUAL E MODOS DE LER NO CIBERESPAÇO
AUTOR(ES): SAMIR MUSTAPHA GHAZIRI
RESUMO:
Computador, Internet, Ipod, Iphone e TV de alta definição. Estes são apenas alguns dos vários aparatos que nos vem à mente quando pensamos em tecnologia digital. Apesar de serem cinco diferentes mídias, todas elas guardam algumas semelhanças, que são não só de ordem técnica. Parecem possuir uma mesma essência, um mesmo principio e, indo além, nascer de um mesmo mito fundador: o da aceleração e aumento da comunicação e do acesso à informação. No espaço escolar, a presença de alguns destes aparatos já não é recente. No caso das unidades públicas, nosso alvo de estudo, os computadores e a Internet foram adquiridos no intuito de auxiliar os alunos nas pesquisas escolares; chegaram sob a égide de abri-los o mundo. Passados alguns anos dessa inserção, muito foi escrito, sobretudo a respeito dos modos como o equipamento foi utilizado e seus impactos sobre o ensino e a aprendizagem das diferentes disciplinas. No entanto, as práticas mais primordiais relacionadas à educação escolar ficaram esquecidas, refiro-me a leitura e a escrita. Os estudos a respeito de tais práticas no ambiente digital/virtual são ainda escassos. Desse modo, na presente comunicação, será apresentada uma análise de ações de leitura na tela do computador visualizadas entre estudantes do ensino público fundamental, no município de Assis-SP, em situação de pesquisa escolar. Tais ações foram colhidas por ocasião de uma pesquisa de mestrado e evidenciaram atitudes novas em relação ao escrito, uma vez que sua inscrição no novo ambiente altera suas formas de apresentação e demanda novas estratégias de leitura. Por fim, vale ressaltar que esta pesquisa se alicerçou sobre os fundamentos da Teoria da Enunciação, da Perspectiva Significativa de Frank Smith e da Usabilidade.
PALAVRAS-CHAVE: CIBERESPAÇO, LEITURA NA TELA DO COMPUTADOR, FORMAÇÃO DO LEITOR NA ESCOLA

 

TÍTULO: MÍDIA IMPRESSA NO BRASIL: REPRESENTAÇÕES SOBRE O ENSINO SUPERIOR (1995-2008)
AUTOR(ES): SANDRA REGINA SALES
RESUMO:
Analisar o papel contemporâneo da mídia em geral, e da imprensa em particular, tem constituído tarefa imprescindível, devido ao alcance e a importância que esta adquiriu na vida de muitas pessoas e de instituições, como informadora e formadora de opinião (MARTINS, 2005). Além disso, os discursos apresentados pela imprensa constituem espaços importantes para pautar e confrontar os sentidos atribuídos a determinadas questões (FISCHMAN & HAAS, 2005; MARTINS, 2005). Assim, a imprensa se constitui em um espaço no qual se fazem ouvir as múltiplas vozes presentes na sociedade. Este não é, porém, um processo que se dá sem embates e disputas, o que significa dizer que a imprensa está longe de ser um neutro difusor de informações, pois seu trabalho é mediado por um complexo processo de produção e absorção de sentidos dos fatos da vida cotidiana. (MARTINS, 2005; BORGES, 2003). O trabalho apresenta e analisa a estrutura discursiva de artigos editoriais e de opinião sobre Educação Superior publicados pela revista Veja no período de 1995 até 2008, buscando entender como os artigos editoriais e de opinião da revista abordam os problemas de Educação Superior. O estudo empregou procedimentos de análise de discurso crítico, tendo como modelo a abordagem tridimensional de Fairclough: estrutura de texto, prática de discurso e prática sociocultural (1995). A presente pesquisa oferece uma compreensão sobre o desenvolvimento das opiniões e das políticas públicas no campo da Educação Superior indicando o “empreendedorismo educativo” (FICHMAN & HASS) como principal tendência.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA IMPRESSA , ENSINO SUPERIOR , EMPREENDEDORISMO EDUCATIVO

TÍTULO: SENSIBILIZAÇÃO E CONVENCIMENTO: A PROPAGANDA E OS MODOS DE SER CRIANÇA
AUTOR(ES): SARITA ETERNA LOPES CASARIM
RESUMO:
Tomando como princípio as idéias de Philippe Ariès e Neil Postam sobre o surgimento da idéia de infância, analisamos as transformações que ocorrem na concepção de infância ao longo do tempo e a idéia de desaparecimento hoje. Buscamos compreender tais mudanças, apoiando-nos nas pesquisas de Inês Sampaio sobre a influência da televisão e da publicidade neste processo. A infância, tal como conhecemos hoje é uma construção social. Há indícios de que o início da infância tenha surgido entre os séculos XVII e XVIII. Mudanças de comportamento da sociedade aos poucos desenharam a infância atual, a indiferenciação entre as fases da vida deu lugar à formação de dois mundos distintos, o mundo adulto e o infantil. Hoje temos uma infinidade de produtos de consumo destinados à criança, que é tratada como consumidora ou um consumidor em potencial. A criança não possui um lugar estático na sociedade, o olhar e o lugar da infância estão em constante transformação. Pensando em tais influências, nas transformações que correm na infância e dirigindo nosso olhar para a mídia televisiva e as propagandas publicitárias, buscamos, com este estudo, ler, a partir destas propagandas publicitárias televisivas, as formas que estas indiciam, mostram e criam, o modo de ser criança e de conceber a infância na contemporaneidade.
PALAVRAS-CHAVE: INFÂNCIA, PUBLICIDADE, MÍDIA

 

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 28
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 15

TÍTULO: IMPLEMENTAÇÃO DO UM WEBLAB COM CONTEÚDO DE VÍDEO DIGITAL INTERATIVO EDUCATIVO
AUTOR(ES): SERGIO FERREIRA DO AMARAL, MÔNICA CRISTINA GARBIN
RESUMO:
O consumo das novas tecnologias de comunicação, em especial da Internet e da televisão, são uma realidade inquietante. Para tanto, o Laboratório de Novas Tecnologias Aplicadas na Educação da Faculdade de Educação da UNICAMP – LANTEC, está desenvolvendo o projeto WebLab, que objetiva sistematizar um sistema de banco de dados, com acesso remoto mediatizado pela internet, que possibilite um ambiente de interação para edição, veiculação e armazenamento de vídeo digital com conteúdo educativo a ser utilizado como material didático em sala de aula. A produção e a veiculação do vídeo digital será realizada a distância pela internet, com a possibilidade de distribuição não hierarquizada manipulada pelo próprio usuário, que pode ser o professor, autor ou aluno, através de autenticação de login e senha. O pressuposto metodológico do sistema de banco de dados, está centralizado numa pedagogia da comunicação, que leve em consideração a realidade atual do sistema educativo, profundamente marcado pelas novas tecnologias e que tenha como objetivos: difundir e orientar produções audiovisuais realizadas pelos próprios professores e alunos; construir material didático a partir da utilização da linguagem audiovisual digital e que seja capaz de desencadear ações em educadores interessados em formar alunos críticos e ativos para os novos meios. Atualmente o sistema está disponibilizado na internet, de forma aberta e gratuita, para que professores e alunos possam utilizar uma série de recursos didáticos para adquirir as competências e habilidades na produção e edição de vídeo digital, bem como já conta com uma área de disponibilização de cerca de 200 vídeos produzidos pelos próprios professores/alunos/autores, que podem ser vistos e baixados para serem utilizados como material didático em sala de aula.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA EDUCATIVA, TECNOLOGIA DIGITAL, VÍDEO INTRATIVO

 

TÍTULO: LEITURAS E ESCRITAS DE JOVENS NA ERA DAS MÍDIAS
AUTOR(ES): SÉRGIO LUIZ ALVES DA ROCHA
RESUMO:
O presente trabalho baseia-se em uma pesquisa de doutoramento desenvolvida no Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ProPEd – UERJ), no interior do projeto Educação e Mídia: imagem técnica e cultura escrita. Seu objetivo é analisar as relações entre as novas tecnologias de informação e comunicação, a leitura e a escrita entre os professores os alunos de modo relacional a partir do uso de metodologias qualitativas. Tendo como principais referências os trabalhos de Roger Chartier, Jesus Martín-Barbero e dos Estudos Culturais Latino Americanos, pretendemos discutir a importância de que a escola amplie a sua percepção sobre as noções de leitura e escrita, hoje fundamentadas apenas no livro como suporte privilegiado. A formação de leitores literários passa necessariamente pelo reconhecimento e valorização das práticas de leitura e escrita dos jovens, em muitos casos, profundamente relacionadas às novas tecnologias de comunicação e informação e aos novos regimes de visualidades técnicas existentes na atualidade. É importante reconhecer que as relações entre a leitura e escrita tradicionais e as tecnologias de comunicação e informação não são necessariamente antagônicas. Como exemplo, analisamos o caso das fanfics escritas a partir dos livros da série Harry Potter. Abreviatura de Fan Fiction, uma fanfic é uma história criada por um fã. As histórias são escritas tendo por base o universo ficcional da obra em questão, que são reapropriados pelo fã em novas histórias, postadas em sites especializados. Algumas delas chegam a ter 250 páginas. Em nosso caso, travamos contato com um grupo de jovens que escreviam as histórias em seus cadernos, nos tempos vagos na escola. Depois essas histórias eram digitadas e postadas nos sites. Essas práticas nos chamam atenção para a necessidade de analisar as reapropiações da leitura e do escrito pelas novas tecnologias.
PALAVRAS-CHAVE: FANFIC, TECNOLOGIAS, ESCRITA E LEITURA, FORMAÇÃO DE LEITORES LITERÁRIOS

 

TÍTULO: EDUCAÇÃO, LINGUAGEM E TRABALHO DOCENTE NO CONTEXTO DAS NOVAS TECNOLOGIAS
AUTOR(ES): SHEILA DANIELA MEDEIROS DOS SANTOS
RESUMO:
Na nova ordem mundial, o processo de globalização determina novas configurações à educação, às políticas públicas, à escola e ao trabalho docente. Para compreender como esse processo emerge no cenário educacional é necessário, primeiramente, contextualizar a palavra globalização em suas dimensões econômicas, sociais, políticas e culturais, uma vez que a mesma é polissêmica e é usada para explicar uma multiplicidade de experiências que caracterizam a sociedade contemporânea. Nesse movimento de reconfiguração, a presença das Tecnologias da Informação e Comunicação tem sido cada vez mais constante, sustentando: o surgimento de neologismos como “cibercultura” (LÉVY, 1999); o apagamento de rastros e referências nos processos de constituição do sujeito (KRAMER, 2003); e, ainda, o estabelecimento de novos arranjos para velhas concepções de ensino e aprendizagem. Nessa ambiência, com o objetivo de analisar os deslocamentos de sentido que marcam as práticas de linguagem dos docentes ao se apropriarem de seu trabalho no contexto das Tecnologias da Informação e Comunicação, realizou-se observações em uma universidade particular situada em um município da região de Campinas. As análises do material empírico, a partir do referencial teórico de Antunes (2000, 2006), Barreto (2003, 2004) e Vigotski (1994, 1995), revelaram que as TIC’s, principalmente reduzidas ao Ensino de Educação à Distância, agravam a degradação das relações sociais, acentuam os processos de exclusão e colocam em risco a noção de ética no trabalho docente. Portanto, não se trata de negar o desenvolvimento tecnológico, mas de questionar o papel central, muitas vezes atribuído às TIC’s, de serem potencialmente transformadoras das práticas escolares. Nessa perspectiva, ao lado da incorporação da tecnologia, o que está em jogo é o embate entre a proposta de educação como mercadoria e a sua defesa como direito e prática emancipatória, a fim de que a nossa sociedade seja menos desigual e excludente.
PALAVRAS-CHAVE: EDUCAÇÃO, TRABALHO DOCENTE, NOVAS TECNOLOGIAS

TÍTULO: A PRATICA DA LEITURA MIDIÁTICA
AUTOR(ES): SHIRLEY RAKAUSKAS ZACHARIAS
RESUMO:
Este trabalho visa destacar e refletir sobre a utilização das tecnologias de informação e da comunicação e seus conteúdos no contexto escolar. Para tanto, será apresentado o relato de experiência vivenciada durante estágio curricular do curso de Pedagogia, em escola particular e municipal, no qual se observa o despreparo dos professores frente à utilização dos meios de comunicação. É sabido que as crianças usam as novas tecnologias numa velocidade que nem sempre a escola consegue acompanhar e é preocupante ouvir: estão chegando os computadores, o que vamos fazer com eles? Mesmo tendo o governo anunciado o envio dos computadores às escolas e os cursos oferecidos aos professores. Além disso, estudiosos mostram a disponibilização de cursos gratuitos, videoconferências e sites divulgando projetos pedagógicos realizados com sucesso. Isso mostra uma realidade que urgentemente precisa ser reparada. Toda criança tem direito à informação e elas poderiam se autodesenvolver, mas sabemos que as mensagens emitidas pela mídia devem ser filtradas, tendo assim a escola e seus educadores uma considerável importância. O incentivo à prática de leitura de conteúdos escritos e imagéticos que são próprios aos meios de comunicação está ausente na escola? Basta a escola ter recursos tecnológicos, capacitação do professor e a adequada organização do planejamento pedagógico para desenvolver essa prática?
PALAVRAS-CHAVE: CAPACITAÇÃO , LEITURA, MÍDIAS

 

TÍTULO: COMPORTAMENTO DE ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL NA UTILIZAÇÃO DA INTERNET EM PESQUISAS ESCOLARES: RELATO DE EXPERIÊNCIA
AUTOR(ES): SILVELENE PEGORARO LAMON
RESUMO:
No processo de ensino-aprendizagem a busca de bibliografias pertinentes e, acima de tudo, de qualidade é fundamental. Uma das metas da Biblioteca do Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da Universidade de São Paulo (Campus São Carlos) é estimular a prática desta pesquisa escolar desde o início da educação. Nesta perspectiva, a Biblioteca incorporou em seu plano de atuação uma Pesquisa em andamento que visa motivar os usuários a desenvolverem suas pesquisas escolares de forma autônoma e eficiente e que abordará a utilização das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s), representada aqui pela Internet, que, em geral, é pensada como fonte de pesquisa na construção de trabalhos escolares. O presente trabalho apresenta uma reflexão sobre a utilização da Internet como ferramenta de busca de informações para alunos e professores, a fim de promover a eficácia da construção e concretização do conhecimento, através da pesquisa. Esta nova tecnologia redefine o papel do professor e do aluno, modificando principalmente a postura do aprender no lugar de ensinar e a distinção entre informação e conhecimento. Aborda os hipertextos essencialmente encontrados na Internet, que geralmente são o suporte informacional nestas pesquisas escolares. Propõe o desenvolvimento de coleções de sites na WEB com conteúdos indicados a pesquisas escolares.
PALAVRAS-CHAVE: PESQUISA ESCOLAR, HIPERTEXTO, INTERNET

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 29
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 16

TÍTULO: FICÇÃO E REALIDADE SE [CON]FUNDEM NO RPG
AUTOR(ES): SILVIA BEATRIX TKOTZ
RESUMO:
Assim como as palavras criam a realidade, elas criam, também, a ficção. E a beleza da ficção é ver realidade nas palavras. Na literatura, costuma-se buscar a verossimilhança, capacidade de tornar a ficção semelhante à verdade. Posso dizer que tornar a realidade uma forma de ficção é também um caminho para a escrita de um romance. De certa forma, compreendo o RPG – Role Playing Game – como um instrumento de construção de ficção, que possibilita a escrita da aventura vivida a alguns jogadores interessados, que transformam o jogo em história. Armazenadas em sites de hospedagem de arquivos, tais leituras podem ser compartilhadas virtualmente. O mais interessante desta leitura errepegiana é que os livros de referência proporcionam a seus leitores uma maneira de fazer história, vivenciando-a enquanto a elaboram. O RPG que ilustra este estudo é Mago – A Ascenção, que apresenta uma requintada polêmica entre a técnica e a magia, apresentando a realidade como flexível e passível de ser moldada pelas pessoas. Walter Benjamin afirma que a diferença entre a técnica e a magia é uma variável totalmente histórica. Isto é ficção ou realidade? Reflita: quando Copérnico observou que era a Terra que girava em torno do sol, ele apenas observou o universo de maneira diferente ou a sua observação foi que mudou o universo? Deparar-nos com tal questão, no livro Mago, não nos incita a pensar o quão complexas são as provocações e quão dignas de estudos e reflexões aprofundadas? Premissas metafísicas promovem um jogo de reflexões profundas em que as semelhanças com estudos acadêmicos são quase evidências de que a literatura de RPG ganha status de contributiva à formação do cidadão.
PALAVRAS-CHAVE: FICÇÃO, REALIDADE, RPG

 

TÍTULO: A POESIA DE MASSA DOS ANOS DE 1990: UMA LEITURA INTERSEMIÓTICA E INTERDISCURSIVA DA POÉTICA DO MANGUEBEAT PERNAMBUCANO.
AUTOR(ES): SILVIO SERGIO OLIVEIRA RODRIGUES
RESUMO:
Este trabalho se orienta com base na preocupação em focalizar no movimento contracultural pernambucano denominado Manguebeat, um movimento ligado à poesia de massa de 1990, que se volta para a necessidade de fortalecer o elo da contra hegemonia cultural existente na tradição literária brasileira. Assim, buscamos nessa comunicação fomentar uma discussão em torno da maneira como o projeto de Chico Science e Nação Zumbi aponta para um questionamento em torno da instituição literária e a entrada de uma nova poética que passa a configurar na literatura. Nesse ponto, vamos destacar, ao referir-nos ao processo antropofágico desse movimento, a imbricação de vários discursos culturais que rompem as fronteiras identitárias, mostrando que a teoria tradicional e ultrapassada que defende a idéia de que a cultura de massa não passa de uma mercadoria ,na verdade se tornou um discurso conservador, pois o Manguebeat consegue aliar a cultura de massa com uma leitura crítica da tradição popular do Nordeste, ao estabelecer um forte diálogo com o Tropicalismo e o Modernismo, concebendo assim aquilo que Mattellart chama de “assimetria das trocas” (2005). Nesse sentido, o projeto dos mangueboys desfossiliza a cultura nordestina, tornando-a sincrética ao apresentar uma visão desafiadora, numa completa imbricação com a Indústria Cultural, levando à cena elementos que fundem o provisório e o inusitado.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA, INTERSEMIOSE, ANTROPOFAGIA

TÍTULO: A POESIA DE MASSA DOS ANOS DE 1990: UMA LEITURA INTERSEMIÓTICA E INTERDISCURSIVA DA POÉTICA DO MANGUEBEAT PERNAMBUCANO.
AUTOR(ES): SILVIO SERGIO OLIVEIRA RODRIGUES
RESUMO:
Este trabalho se orienta com base na preocupação em focalizar no movimento contracultural pernambucano denominado Manguebeat, um movimento ligado à poesia de massa dos anos de 1990, que se volta para a necessidade de fortalecer o elo da contra hegemonia cultural existente na tradição literária brasileira. Assim, buscamos nessa comunicação fomentar uma discussão em torno da maneira como o projeto de Chico Science e Nação Zumbi aponta para um questionamento em torno da instituição literária e a entrada de uma nova poética que passa a configurar na literatura. Nesse ponto, vamos destacar, ao referir-nos ao processo antropofágico desse movimento, a imbricação de vários discursos culturais que rompem as fronteiras identitárias, mostrando que a teoria tradicional e ultrapassada que defende a idéia de que a cultura de massa não passa de uma mercadoria na verdade se tornou um discurso conservador, pois o Manguebeat consegue aliar a cultura de massa com uma leitura crítica da tradição popular do Nordeste, ao estabelecer um forte diálogo com o Tropicalismo e o Modernismo, concebendo assim aquilo que Mattellart chama de “assimetria das trocas” (2005). Nesse sentido, o projeto dos mangueboys desfossiliza a cultura nordestina, tornando-a sincrética ao apresentar uma visão desafiadora, numa completa imbricação com a Indústria Cultural, levando à cena elementos que fundem o provisório e o inusitado.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA, INTERSEMIOSE, ANTROPOFAGIA

TÍTULO: PROPAGANDA: UMA POSSIBILIDADE DE USO DA MÍDIA PARA O ENSINO DE LEITURA
AUTOR(ES): SÍLVIA REGINA FERREIRA POMPEO ARAUJO, ADRIANA MILHAREZI ABUD
RESUMO:
Devido aos enormes avanços sociais e conquistas tecnológicas, o acesso à informação ficou facilitado. O contato com várias mídias impressas, televisivas, digitais e radiofônicas permite uma atualização constante, impondo um ritmo acelerado de consumo de mensagens. Tal fato requer uma recolocação do papel da escola, em seu aspecto formal, numa perspectiva que contemple a leitura crítica dos meios de comunicação, suas condições de produção e sua função na sociedade. Destacamos, neste trabalho, a importância e a influência do discurso publicitário. Diante disso, nosso objetivo é apresentar uma proposta de leitura de peças publicitárias desenvolvida em sala de aula, no Ensino Superior, com alunos do Departamento de Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda, durante as aulas de Português Instrumental. A escolha por este gênero ocorreu devido ao fato dele ocupar uma posição de destaque para o curso em foco e também por ser um gênero discursivo de grande circulação e penetração na sociedade atual, podendo se transformar num instrumento de trabalho a ser desenvolvido em outros cursos, numa proposta de leitura e releitura com desdobramentos interdisciplinares, trazendo para o âmbito da sala de aula os conteúdos veiculados pelos meios de comunicação de massa. Para a confecção da seqüência didática, procuramos seguir as estratégias propostas por Kleiman (1999, 2004). Ao estabelecer um diálogo entre os veículos de comunicação de massa e a leitura em sala de aula de uma peça publicitária, favorecemos a percepção, por meio da visão; da revisão através de lembrança dos conhecimentos prévios e a transvisão por meio da imaginação e da apreensão das relações de produção de sentidos das mensagens midiáticas. Favorecer possibilidades de desenvolver estratégias adequadas de exercícios de leitura, além de proporcionar a aquisição das principais características constitutivas desse gênero discursivo, contribui para uma leitura além do conteúdo proposicional básico das propagandas.
PALAVRAS-CHAVE: PROPAGANDA, MEIO DE COMUNICAÇÃO DE MASSA, LEITURA

 

TÍTULO: INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO: A QUESTÃO DA UTILIZAÇÃO DO COMPUTADOR NA ESCOLA EM UMA PERSPECTIVA CONSTRUCIONISTA
AUTOR(ES): SONIA MARIA ANDRETO FUGIMOTO
RESUMO:
Estudos demonstram que a utilização do computador como ferramenta pedagógica traz uma enorme contribuição para a prática pedagógica. As tecnologias têm auxiliado o processo de ensino e de aprendizagem, mas o resultado tem sido pouco observável na prática e a educação formal continua inalterada. Desse modo, o uso do computador dentro de um ambiente de aprendizagem passa a ser visto como uma ferramenta utilizada para transmitir informações. Em meio a um cenário de incertezas que envolve a utilização dessa ferramenta pedagógica no âmbito educacional, algumas questões orientaram a condução deste estudo: O computador na escola tem sido utilizado como “máquina de ensinar“ ou como ferramenta educacional capaz de promover mudanças na qualidade de ensino? Qual o papel dos professores diante da nova realidade da sociedade do conhecimento? Como o computador se insere no processo de ensino e de aprendizagem? Para tanto, este estudo apresenta uma análise do uso do computador no processo pedagógico. Procura explicitar as possíveis contribuições da utilização dessa ferramenta na construção do conhecimento. Assim, tem-se como objetivo conhecer e compreender os princípios educacionais construcionistas que fundamentam a utilização do computador com finalidades educacionais. Nesta direção, optou-se por realizar uma pesquisa qualitativa que contribui para uma análise mais ampla da investigação. A coleta de dados realizou-se por meio de levantamento bibliográfico acerca da temática, apoiados nos referenciais teóricos propostos por Piaget (1964, 2007), Papert (1997), Valente (1991, 1993, 1996, 1999), Altoé (1993, 1996, 2001, 2005) e outros. Como resultado, pretende-se que os professores compreendam a distinção entre as abordagens instrucionista e construcionista, reflitam sobre suas ações e percebam a necessidade de uma prática pedagógica baseada na perspectiva construcionista. Quanto à escola, deve acompanhar as mudanças e os avanços tecnológicos, capacitar e formar os professores para que utilizem as tecnologias em benefício da aprendizagem do aluno.
PALAVRAS-CHAVE: USO DO COMPUTADOR, PERSPECTIVA CONSTRUCIONISTA, PRÁTICA PEDAGÓGICA

 

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 30
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 16

TÍTULO: LEITURAS DE MUNDO A PARTIR DAS MEDIAÇÕES NA RECEPÇÃO DAS TELENOVELAS BRASILEIRAS
AUTOR(ES): SONIA MARIA DAVID MARRAFA, KATIA DE SOUZA E ALMEIDA BIZZO
RESUMO:
Este trabalho tem por objetivo realizar uma reflexão sobre a relação existente entre as telenovelas brasileiras e seus receptores crianças e professores do Município do Rio de Janeiro, que foram nossos interlocutores em nossas pesquisas. Enfocar esse gênero televisivo dentro do contexto escolar e promover o entrelaçamento das vozes de professoras e alunos visa desvelar a leitura de mundo realizada por eles, enquanto telespectadores, levando-se em conta que, segundo as pesquisas, o público feminino e o infantil elevam índice de audiência das telenovelas. Como aporte teórico-metodológico este estudo trará as contribuições de Gatti (2005) com o grupo focal, Bakhtin (2003) sobre alteridade, discurso dialógico e Benjamin (1994) com sua concepção de memória e narrativa, autores que nos ajudarão a aprofundar a nossa reflexão sobre o lugar do pesquisador. Além desses, estarão presentes neste trabalho Roberta Manuela Andrade (2003), Esther Hamburger (1998) e Maria Imacolatta Lopes (2002), que fundamentarão a abordagem da telenovela. Sob as orientações da técnica do grupo focal, formamos duas frentes de pesquisa: a primeira com professores de Educação Infantil de diferentes escolas que nas entrevistas discorreram sobre a docência nas telenovelas brasileiras, recorrendo às suas memórias e trazendo impressões destas narrativas ficcionais a partir das tramas assistidas. A segunda frente de pesquisa foi com crianças de 5 a 7 anos, que falaram sobre personagens infantis e cenas de telenovelas. Alguns obstáculos surgiram no decorrer da pesquisa que, no lugar de serem considerados entraves, foram aproveitados para enriquecer o trabalho em questão, levando-se em conta que a telenovela ainda carrega uma forte dose de preconceito. Ambas as frentes de investigação trarão informações importantes sobre o que pensam nossos interlocutores quando o assunto é telenovela e a importância dessas mediações nas leituras que fazem do mundo, tanto dentro como fora da escola.
PALAVRAS-CHAVE: TELENOVELA, CRIANÇAS, PROFESSORAS

 

TÍTULO: PRÁTICA DE LEITURA DE UM ACONTECIMENTO DISCURSIVO MIDIÁTICO POLÊMICO
AUTOR(ES): SONIA RENATA RODRIGUES
RESUMO:
Procuro demonstrar – sob a perspectiva teórico-metodológica da Análise do Discurso francesa (AD) – que os sentidos não são funções imanentes de palavras e/ou expressões, mas são efeitos de sentidos produzidos e delimitados por aquilo que pode e deve ser dito no interior de uma formação discursiva (FD). Nesta perspectiva, uma seqüência lingüística pode assumir vários “sentidos”: positivos, negativos, polêmicos, ambíguos, dependendo das relações interdiscursivas que a atravessam. No caso da polêmica, essa alternância de sentidos vai ocorrer em função de um processo de interincompreensão, que faz com que um enunciado, oriundo de uma dada FD, seja traduzido e compreendido no interior de outra FD através da construção de simulacros. É, então, a partir de uma “inusitada” expressão lingüística que organizo o corpus a ser analisado. Este se compõe de alguns textos que, há pouco tempo, circularam na sociedade, veiculados pela mídia on-line, tendo como tema a polêmica causada pela expressão “galinha cacarejadora”, usada por um Senador, em pleno debate político, para referir-se a uma Ministra. Esse corpus constitui-se em uma amostra das variadas manifestações lingüístico-discursivas – textos – que permeiam a realidade social, através das diversas mídias. Contudo, textos dessa natureza ainda são pouco explorados nas práticas escolares de leitura e, quando o são, não se costuma explorar a construção dos sentidos delineados em contextos sócio-histórico-ideológicos. Esse fator acarreta a defasagem leitora dos alunos, o que se contrapõe aos objetivos educacionais de “formar cidadãos críticos e participativos”, sendo que a participação social realiza-se principalmente na/pela linguagem. A AD formula uma teoria da leitura, do sentido e da interpretação, constituindo-se em uma importante ferramenta para o trabalho não só com a língua materna, mas nas mais variadas esferas interdisciplinares com vistas à formação de cidadãos críticos, cujo domínio da cultura escrita seja compatível com a realidade do mundo atual.
PALAVRAS-CHAVE: PRÁTICA ESCOLAR DE LEITURA, ANÁLISE DE DISCURSO, ACONTECIMENTO DISCURSIVO POLÊMICO

 

TÍTULO: PORTO SEGURO
AUTOR(ES): SÔNIA REGINA SANTOS DE LUCCA FUGAGNOLI
RESUMO:
O trabalho descrito apresenta o desenvolvimento de um Projeto denominado Porto Seguro no qual o Departamento de Educação e Cultura do município de Cordeirópolis possibilitou a formação de uma Classe de Intervenção Psicopedagógica na Escola Municipal “Cel. José Levy”, a partir de 5 de fevereiro de 2009, visando prestar atendimento pedagógico especializado suplementar aos alunos com dificuldades acentuadas de aprendizagem da Rede. De acordo com essa proposta e com o encaminhamento dos alunos, houve necessidade de dividi-lo em dois projetos distintos: um em parceria com a Escola Municipal Maria Nazareth Stocco Lordello atendendo duas vezes por semana os alunos matriculados na 5.ª série do Ensino de Jovens e Adultos (EJA), no Laboratório de Informática e o outro atendendo na área psicopedagógica, alunos que freqüentam a EM Cel. José Levy e/ou outras EMEF, em horário regular e/ou oposto ao das aulas que necessitam de apoio individualizado. A maioria das crianças e adolescentes encaminhadas encontram-se em situação de vulnerabilidade social e/ou possuem necessidades educacionais especiais. O objetivo principal da classe é oportunizar vivências pedagógicas e sociais diferenciadas a fim de proporcionar aprendizagens independentes de suas condições bio-psico-sociais viabilizando os recursos de mídia para enriquecer o universo informacional, cultural e lúdico para facilitar a inclusão digital e social. 1- O conceito de “necessidades educacionais especiais“ passará a incluir, além das crianças portadoras de deficiências, aquelas que estejam experimentando dificuldades temporárias ou permanentes na escola, as que estejam repetindo continuamente os anos escolares, as que sejam forçadas a trabalhar, as que vivem nas ruas, as que moram distantes de quaisquer escolas, as que vivem em condições de extrema pobreza ou que sejam desnutridas, as que sejam vítimas de conflitos armados, as que sofrem de abusos contínuos físicos, emocionais e sexuais, ou as que simplesmente estão fora da escola, por qualquer motivo que seja.
PALAVRAS-CHAVE: NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS, INCLUSÃO DIGITAL, INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

 

TÍTULO: A IMAGEM MASCULINA NO MUNDO PÓS-MODERNO
AUTOR(ES): TAMIRES NASCIMENTO LUCENA
RESUMO:

No século XX, muitos textos foram escritos sobre o gênero feminino. A evolução das mulheres e a sua luta para a conquista de direitos despertaram a atenção de inúmeros pesquisadores. O século XXI continua sendo o palco da ascensão feminina, porém o interesse dos pesquisadores está mudando. Em meio à grande ascensão feminina, procura-se saber como o gênero masculino está sendo representado e seu perfil modificado. O homem moderno mostra-se vaidoso e, para denominá-lo, surgem palavras como retro e metrossexual. Esse mesmo homem também é visto como o pai, o marido e o profissional e já demonstra uma grande alteração no seu comportamento antes machista e agora mais participativo da vida doméstica. Importa, neste trabalho, encontrar as imagens que os homens modernos fazem de si próprios, dos outros, do ambiente em que estão inseridos, bem como as imagens que as pessoas fazem deles. Para isso, foram analisadas fotografias publicadas em edições da revista Men’s Health de 2007 a 2008 e, também, em duas publicações especiais da revista Veja Homem, de outubro de 2003 e agosto de 2004. A análise dos dados foi feita sob o suporte da Análise do Discurso de Linha Francesa que permitiu delinear o perfil masculino construído pelos veículos de comunicação, já que o imaginário coletivo consolida e/ou modifica suas imagens por meio do discurso midiático, em grande parte, na sociedade contemporânea.
PALAVRAS-CHAVE: DISCURSO, GÊNERO MASCULINO, VAIDADE

TÍTULO: MESCLA DE GÊNEROS:ESTRATÉGIA COMUNICATIVA DE TEXTOS PUBLICITÁRIOS
AUTOR(ES): TATIELE JESUS FARIA
RESUMO:
São muitos os recursos expressivos e criativos da linguagem utilizados pelos textos publicitários visando chamar a atenção do público-leitor à mensagem comunicativa com o propósito de persuadi-lo , convencê-lo a comprar determinado produto- cores, neologismos, estrangeirismos, figuras de linguagem, frases feitas, imagens, provérbios, intertextualidade. A mescla de gêneros- intergenericidade, hibridização ou intertextualidade intergenérica (MARCUSCHI, 2006; KOCH & ELIAS 2005)- é mais um deles. Assim, quando se investiga o discurso publicitário, devemos considerar que se caracteriza pelo uso de recursos estilísticos e argumentativos da linguagem e, muitas vezes , também pela intergenericidade. Nesta comunicação, apresentamos trabalho de pesquisa que investiga e analisa as mesclas de gêneros textuais utilizadas em anúncios publicitários com a finalidade de estudar e apresentar estratégias de leitura necessárias para que o leitor consiga compreender e construir o sentido desses texto. O corpus da nossa pesquisa é formado por anúncios publicitários coletados em revistas de circulação semanal e mensal como Veja, Época, Caras, Cláudia, Estilo, Nova, Boa Forma, entre outras, nos anos de 2007, 2008, até junho de 2009. Este trabalho é desenvolvido junto ao Grupo de Pesquisa Leitura e Ensino da UENP de Jacarezinho, certificado pelo CNPq, que tem como meta, em uma de suas linhas de pesquisa, a formação do professor-leitor.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, PUBLICIDADE , PERSUASÃO

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 31
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 14:00 as 15:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 17

TÍTULO: A ARGUMENTAÇÃO SENSÍVEL DO ANÚNCIO PUBLICITÁRIO
AUTOR(ES): TERESA DE FÁTIMA NAVARRO DÓRIA
RESUMO:
A apresentação do trabalho explora e enfoca um tema poeticamente envolvente, veiculado na mídia, não só em Jornais, Revistas, Outdoors, Televisão, mas também na Internet. Trata de assunto pertinente a valores essenciais à humanização: a linguagem vinculada ao contexto de doação de órgãos. Por meio de recursos imagéticos associados à semiótica, a análise da comunicação e do enfoque poético nos anúncios publicitários criados para algumas campanhas, cuja finalidade estende-se à doação de órgãos, merece atenção por destacar elementos fundamentais à construção póetica. O tema da exposição estabelece um vínculo social atrelado à arte de sensibilizar, comover e convencer, já que tem a finalidade de promover a conscientização e regeneração de idéias emotivas no público-alvo, por meio de signos persuasivos, nos quais se pode verificar a relação íntima e variada entre imagem e contexto verbal, uma vez que a mensagem imagética depende do comentário textual carregado de apelo, seduzindo as pessoas em razão do discurso com fundamentação semiótica (peculiar à mensagem visual) e sua abertura interpretativa é modificada, específica e generalizada por imagens, as quais constituem símbolos com o intuito de atingir e atender às classes de todas as camadas sociais. Por fim, a exposição do texto-imagem mostra a verdadeira intenção dessas campanhas públicitárias: o aspecto intrínseco em relação à identificação com o problema, ser doador ou beneficiado.
PALAVRAS-CHAVE: COMUNICAÇÃO PÓETICA, IMAGEM, MÍDIA

 

TÍTULO: OS INDÍGENAS NA MÍDIA E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES.
AUTOR(ES): TERESA KAZUKO TERUYA, MARISTELA ROSSO WALKER
RESUMO:
Os debates acerca da diversidade, do respeito às diferenças, das questões de gênero, de raça e etnia são abordados pela mídia de forma fragmentada, superficial e tendenciosa. Mas como tratar os problemas indígenas na formação de professores? O objetivo do presente artigo é analisar a imagem do índio publicada na Revista Veja e as mensagens enviadas ao Blog da Veja. Esse meio se destaca na formação de opinião a respeito da cultura e da identidade dos povos indígenas, em particular o conflito existente no Território Indígena Raposa Serra do Sol no estado de Roraima. O assunto está na pauta do Congresso Nacional para estabelecer a demarcação territorial indígena, sem levar em conta o processo de violência que esses povos foram submetidos historicamente. Os discursos veiculados por essa mídia são analisados com base nos Estudos Culturais. Nessa perspectiva, as contribuições de Stuart Hall, Michel Foucault, Paulo Freire, Kathryn Woodward, Homi Bhabha, entre outros, fundamentam a nossa análise sobre a constituição das identidades de grupos minoritários. São grupos que passam a se conhecer e se constituir como uma organização particular de interesses individuais e sociais, de similaridade e diferença. Defende a formação de professores para abordar os povos indígenas no currículo escolar, tendo em vista a promulgação da Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008 que inclui no currículo oficial a obrigatoriedade do ensino de “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. As questões relativas aos indígenas suscitam uma política de inclusão por trazer a tona um problema social que envolve interesses econômicos, políticos e culturais. No espaço escolar, o grande desafio para o trabalho docente é desvelar o discurso midiático e desconstruir seus conceitos e ideologias, numa perspectiva interdisciplinar.
PALAVRAS-CHAVE: INDÍGENAS NA MÍDIA, ESTUDOS CULTURAIS E EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES

 

TÍTULO: UMA PROPAGANDA POLÍTICA EM ESTUDO: A REPETIBILIDADE E A RUPTURA NA ORDEM DO DISCURSO
AUTOR(ES): THAÍS HARUMI MANFRÉ YADO, FLAVIO CEZAR DE SOUZA
RESUMO:
Na atual economia, o capital (re)cria a necessidade da circulação de mensagens publicitárias para a venda de produtos. Ao longo do tempo, técnicas de convencimento foram tornando-se cada vez mais convincentes. O objetivo desse trabalho é refletir sobre como a propaganda faz parte do panorama geral da comunicação e está em constante envolvimento com fenômenos paralelos (Sant’Anna, 1998). Assim, a propaganda comercial surgiu na esteira da evolução dos meios físicos de comunicação e do aumento da produção industrial; nesse contexto, o jornal surgiu como importante meio para o desenvolvimento da propaganda, que se espalhou para outros veículos ao longo do tempo. A propaganda política inscreve sentidos de modo semelhante à propaganda de produtos consumíveis, buscando favorecer a venda, no caso, de um dizer sobre temas como trabalho, saúde e educação. Uma propaganda pode ser a chave do sucesso comercial e eleitoral, e acontecimentos históricos, como a revolução comunista e a ascensão do nazismo e do fascismo, nos dão prova disso, sendo utilizada para garantir a repetibilidade de certos enunciados, marcando o que deveria ser tido como evidente, natural e aceito socialmente. Isso nos remete ao conceito de ideologia, tal como a teoria discursiva (Pêcheux, 1969) propõe que não há sentidos em interpretações, e toda interpretação nos leva a evidenciar alguns sentidos e apagar tantos outros através de nossa relação com o simbólico e com as condições históricas. Nesse movimento ideológico, sentidos de evidência são naturalizados entre as relações imaginárias do sujeito e suas condições materiais. Portanto, entendemos que a propaganda eleitoral gratuita, sob a naturalidade dada pela pretensão de mostrar ao eleitor as diretrizes de cada partido e as qualidades de cada candidato, fixa sentidos ideologicamente marcados, fazendo parecer evidente que um candidato seja falado e representado na linguagem de um modo e não de outro.
PALAVRAS-CHAVE: PROPAGANDA POLÍTICA, POLÍTICA, IDEOLOGIA

TÍTULO: REFLEXÕES SOBRE A LEITURA DO GÊNERO DISCURSIVO DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA LEITORA
AUTOR(ES): URBANO CAVALCANTE DA SILVA FILHO
RESUMO:
O objetivo desta comunicação é discutir a divulgação científica (DC) enquanto objeto de leitura e enquanto gênero discursivo, na acepção bakhtiniana. Diante da riqueza e diversidade das produções de linguagem neste universo “polilinguístico” (BAKHTIN, 1992; KLEIMANN, 2005), tomamos, como objeto de nosso estudo (cujo corpus é constituído de textos veiculados na Revista Superinteressante da Editora Abril), o discurso de DC, enquanto gênero que constitui a intersecção entre dois domínios discursivos: o discurso científico e o discurso cotidiano (ALTHIER-REVUZ, 1998), este último visto como o discurso da transmissão da informação, já que favorece a leitura por parte de um número maior de leitores. Assim, com o presente estudo, podemos pensar no texto de DC como um gênero híbrido, com particularidades e riquezas de recursos linguísticos a serem analisados mais profundamente e explorados como leitura, por se tratar de um gênero considerado como realização enunciativa, marcado pela ação de quem é colocado na posição de um ao falar pelo outro (o especialista) para o outro (não-especialista) (CAMPOS, 2007). Dessa forma, nos textos de DC são perceptíveis as relações entre linguagem e sociedade, exigindo de nós, leitores, estratégias específicas para a realização de uma leitura crítica e eficiente desses textos. As reflexões desse estudo sinalizam para a possibilidade de um excelente trabalho de leitura nas aulas de língua materna, com o intuito de desenvolver e aprimorar a competência leitora de nossos alunos dos mais diversos gêneros discursivos disponíveis em nossas relações histórico-sociais.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, GÊNERO DISCURSIVO, DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

 

TÍTULO: EU PREFIRO VER PARA LER! QUESTÕES SOBRE A LEITURA DOS JOVENS CONTEMPORÂNEOS
AUTOR(ES): VANIA BELLI
RESUMO:
Segundo a proposta defendida por Ronald Arendt (2006), em seu livro Psicologia e Construtivismo, as emoções, antes de serem processos imanentes a cada individuo, são produtos das articulações entre instâncias sociais, culturais e políticas. Neste trabalho pretendemos discutir de que modo diferentes suportes materiais que são dados a ler, podem provocar reações emocionais diferenciadas, decorrentes de processos diversos de leitura. Oferecemos o mesmo texto, O Alienista, de Machado de Assis, em duas versões distintas, uma em formato de livro tradicional e outra em quadrinhos, para duas turmas do curso de graduação em Psicologia. Após as leituras realizamos um debate e algumas questões foram respondidas por escrito. Na análise desse material discursivo foi possível observar dois movimentos bem diferentes entre as turmas, particularmente, no que se refere ao envolvimento emocional, por exemplo, Não consegui largar o livro! - e, a adesão ou não às imagens, caso da leitura em quadrinhos, Eu prefiro ver para ler! A leitura literária pode ser identificada pela condição afetiva e cognitiva de suportar a desorganização, provocada pelo estranhamento e pelo desconforto do não saber, seguida do movimento de busca, pelo pensamento e pela sensibilidade, para a construção de um novo sentido. Como define Bakhtin (2002), toda linguagem é portadora de imagens, entretanto, em nossa cultura contemporânea, a sedução da imagem já dada parece anteceder a busca de sentido pela linguagem. Será que o fato de estarmos sendo bombardeados por multimeios, mídias diversas, transformou definitivamente nossa relação com o texto escrito, tal como afirma Nestor Canclini? No caso específico do texto O Alienista, esse é um ponto muito importante em nossa analise, já que nos surpreendeu muito o saber prévio que os alunos tinham do texto antes mesmo de sua leitura, o que nos faz pensar: Como são capazes de falar dos livros que não leram?
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA LITERÁRIA, JOVENS, IMAGENS

SESSÃO - MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA 32
DIA: 23/07/2009 - Quinta-Feira – das 16:00 as 17:00 horas
LOCAL: Instituto de Economia - IE - SALA: IE 17

TÍTULO: “CRISE DO MACHO“: REFLEXO DAS RELAÇÕES DE GÊNERO?
AUTOR(ES): VERA LÚCIA PIRES
RESUMO:
O tema gênero começa a ser discutido no ambiente acadêmico ligado às ciências sociais e humanas a partir dos anos 80. Baseado no referencial das teorias críticas feministas, as pesquisas abordam as relações de gênero que envolvem, simultaneamente, mulheres e homens. Um dos enfoques propôs fazer dos homens e do masculino uma categoria como a das mulheres e do feminino. Para tanto, ele enunciou a inseparabilidade das duas categorias de sexo, que, assim, formam um sistema. Da mesma maneira, como fora sugerido nas teorias críticas que enfocaram a pluralidade de feminilidades, acredita-se que há uma diversidade de tipos de masculinidade, correspondente a diferentes inserções dos homens na estrutura social, política, econômica e cultural. Em nossa sociedade e cultura ocidental, não há um modelo universal de homem, que não possa ser transformado conforme o tempo e as circunstâncias, o que se tem procurado demonstrar com as investigações sobre o gênero nos últimos anos. A forma de controle social que se exerce entre os homens desde os primeiros passos de sua educação, obriga-os a serem viris, mostrarem-se superiores, fortes, competitivos, ou serão tratados como os fracos e como as mulheres. As transformações da condição masculina, marcadas pelas conquistas dos sujeitos anteriormente oprimidos, e que neutralizaram o estigma da força física e do lugar de poder do homem, provocaram o que tem sido nomeado de crise da masculinidade ou crise do macho. Esse novo acontecimento tem sido registrado não apenas nas pesquisas acadêmicas sobre as relações de gênero, mas também nos vários discursos do cotidiano, como em reportagens de jornais e revistas. Sob este prisma serão analisados, neste trabalho, exemplos retirados da mídia impressa.
PALAVRAS-CHAVE: RELAÇÕES DE GÊNERO, MASCULINIDADES, MÍDIA IMPRESSA

 

TÍTULO: RECEPÇÃO DE NOVAS E VELHAS MÍDIAS E O ENSINO: ALGUNS ESTUDOS DE CASO
AUTOR(ES): VITOR TAKESHI SUGITA
RESUMO:
Este trabalho parte de uma premissa já bem explorada no campo de ensino de língua materna: a de que a oralidade é invisível ou posta em segundo plano em relação ao maior empreendimento da escola, ou seja, o ensino da leitura e da escrita. No entanto, sabemos que as práticas de recepção (para não nos restringirmos à leitura) são múltiplas e variadas e incluem desde as “velhas“ mídias (como o rádio e a TV) até as mais novas (como as digitais). Nosso objetivo é explorar, e não pressupor, os sentidos produzidos pelas novas mídias de massa e suas possíveis relações com a escola. Cuche (2002) afirma não haver, pelo menos até recentemente, verdadeiros estudos de recepção de mídias de massa, o que abre espaço para a emergência de mitos. Com a análise de algumas produções escolares e não escolares de alunos do ensino fundamental II, pretendemos abordar alguns mitos sobre os efeitos da TV e da internet como instrumentos de “desaprendizagem“. A partir de quatro produções não-prescritas, ou seja, não demandadas pelos professores, investigaremos, no sentido contrário do senso-comum, possibilidades de exploração dessas mídias no âmbito escolar, sobretudo com o olhar voltado para questões de oralidade e escrita e de letramentos valorizados, mas “invisíveis“ em contextos não-escolares.
PALAVRAS-CHAVE: ORALIDADE, ESCRITA, MÍDIA E EDUCAÇÃO

TÍTULO: RECEPÇÃO DE NOVAS E VELHAS MÍDIAS E O ENSINO: ALGUNS ESTUDOS DE CASO
AUTOR(ES): VITOR TAKESHI SUGITA
RESUMO:
Este trabalho parte de uma premissa já bem explorada no campo de ensino de língua materna: a de que a oralidade é invisível ou posta em segundo plano em relação ao maior empreendimento da escola, ou seja, o ensino da leitura e da escrita. No entanto, sabemos que as práticas de recepção (para não nos restringirmos à leitura) são múltiplas e variadas e incluem desde as “velhas“ mídias (como o rádio e a TV) até as mais novas (como as digitais). Nosso objetivo é explorar, e não pressupor, os sentidos produzidos pelas novas mídias de massa e suas possíveis relações com a escola. Cuche (2002) afirma não haver, pelo menos até recentemente, verdadeiros estudos de recepção de mídias de massa, o que abre espaço para a emergência de mitos. Com a análise de algumas produções escolares e não escolares de alunos do ensino fundamental II, pretendemos abordar alguns mitos sobre os efeitos da TV e da internet como instrumentos de “desaprendizagem“. A partir de quatro produções não-prescritas, ou seja, não demandadas pelos professores, investigaremos, no sentido contrário do senso-comum, possibilidades de exploração dessas mídias no âmbito escolar, sobretudo com o olhar voltado para questões de oralidade e escrita e de letramentos valorizados, mas “invisíveis“ em contextos não-escolares.
PALAVRAS-CHAVE: ORALIDADE, ESCRITA, MÍDIA E EDUCAÇÃO

TÍTULO: WEBLOG, A INSCRIÇÃO DA HETEROGENEIDADE E DO SUJEITO NA REDE
AUTOR(ES): VIVIAN LEMES MOREIRA
RESUMO:
O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre os discursos que circulam, na mídia eletrônica, especificamente no weblog, a respeito do conflito entre a empresa Aracruz e os índios no Espírito Santo. Utilizando o referencial teórico da Análise do Discurso de filiação francesa, essa pesquisa busca compreender a heterogeneidade e a multiplicidade de sentidos, que fazem falar a questão do agrário na malha digital, marcando um modo de significação do político. O conceito de heterogeneidade postulado por Authier-Revuz (1982) é mobilizado aqui para analisar o discurso do sujeito-navegador e interpretar seus movimentos na rede, e a maneira como ele cola o seu dizer em/a outros dizeres, apoiando-se em palavras que não são suas, pois elas já foram ditas em outro momento e circularam em outras telas. A partir de visitas on-line ao blog Catatau!( http://catatau.blogsome.com/), constituímos o corpus com formulações de outdoors da empresa Aracruz e seqüências discursivas de visitantes do referido blog, pois tais dizeres materializam o heterogêneo na rede. Assim, observamos o modo como várias vozes inscrevem-se na mídia digital, promovendo rupturas dos sentidos dominantes e naturalizados como evidentes pela ideologia; e como o sujeito-navegador instala-se tensa e permanentemente em palavras que não são suas, posto que já ditas por outrem.
PALAVRAS-CHAVE: WEBLOG, HETEROGENEIDADE, SUJEITO

TÍTULO: CRIANÇAS NA MÍDIA DIGITAL:UMA EXPERIÊNCIA DE PRODUÇÃO DE VÍDEO DIGITAL NO ENSINO DA LINGUAGEM POÉTICA
AUTOR(ES): WILLIANA PEREIRA SALDANHA
RESUMO:
Nesta comunicação relatamos uma experiência de produção de vídeo digital educativo, no ensino da linguagem poética em Língua Portuguesa, realizada nas 1ª à 4ª séries do Ensino Fundamental de uma escola de Sumaré. As crianças traziam do ano anterior uma experiência de alfabetização audiovisual, a partir da produção do vídeo digital Brincando com a Poesia na Escola (2007), sendo essa performance de linguagem poética de textos literários de diversos autores, como Vinícius de Moraes e José Paulo Paes. Neste evento, participaram vinte e oito crianças na faixa etária de seis à dez anos. Para dar continuidade ao processo e iniciar uma co-autoria nos roteiros do segundo vídeo digital, ou seja, uma produção de roteiros elaborados pelas crianças e pelos professores, adotamos os pressupostos teóricos Amaral(2008), Souza (2005) e Schaffer (1990) e abrimos um espaço no contexto escolar articulado, com a proposta pedagógica interdisciplinar do PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), para que elas, ao lerem, dialogassem de forma crítica e criativa com o outro (colega e professor). A interação e negociação, resultante dos processos de educação através dos meios de comunicação, permitiram que relacionassem o texto literário poético aos conteúdos ensinados e às suas experiências e construíssem conhecimentos sociais significativos, através da linguagem digital.
PALAVRAS-CHAVE: MÍDIA, LINGUAGEM, VÍDEO DIGITAL

 

TÍTULO: LEITURA NO CURRÍCULO ESCOLAR: COMPREENDENDO O LUGAR DO COMPUTADOR NA FORMAÇÃO PARA A CIDADANIA
EIXO TEMÁTICO: MÍDIA, EDUCAÇÃO E LEITURA
AUTOR(ES): WILSON CORREIA
RESUMO:
O presente trabalho tem como tema o lugar do computador como espaço de leitura no currículo escolar. Com fundamentação na literatura especializada, objetiva argumentar a importância da interação entre estudantes e telatexto, tendo-a como caminho pedagógico e educativo de relevo para quem se encontra na condição de aluno da educação básica brasileira. O estudo pugna pela tese de que essa relação vai além do simples direito à informação, indo incidir, também, no trato dos direitos de justiça econômica, democracia política e acessibilidade ao mundo da cultura letrada da sociedade de que somos parte. O trabalho é consubstanciado por uma análise que vise a possibilitar conclusões que preconizem a urgência de uma prática inovadora de leitura pelo computador, tendo-a como atividade educativa da identidade e da subjetividade de sujeitos sociais ativos e senhores do próprio processo de aprendizagem e da própria liberdade. Conclui que programas que viabilizem esses procedimentos devem se imbuir de pressupostos políticos, teóricos, metodológicos, éticos e práxicos que contemplem a formação para o exercício da cidadania. Reforça a compreensão de que a democratização do acesso ao computador é condição necessária para a justiça social, sem a qual não se pode falar da escola como um legítimo lócus de educação do cidadão.
PALAVRAS-CHAVE: LEITURA, COMPUTADOR, CIDADANIA